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sábado, 30 de junho de 2018

Copa 2018: A Rússia sob todos os Olhares (Parte I)


Torre central e algumas cúpulas da Catedral de S. Basílio
Praça Vermelha, Moscou
Imagem capturada na Inetrnet


Chegamos às Oitavas de final da Copa 2018 e, embora a nossa Seleção ainda não tenha mostrado um futebol à altura de um evento esportivo de tal magnitude e importância, ela passou para essa segunda fase e espero que passe para as demais (Quartas de Final, Semifinal e Final).
 
Hoje (30/06) começaram os jogos das Oitavas da Final. Das 16 seleções classificadas, duas já foram desclassificadas nos jogos que ocorreram pela manhã e tarde (horário de Brasília): Argentina e Portugal.

Ainda vão disputar por uma vaga nas Quartas de Final: três seleções da América (Brasil, México e Colômbia), oito da Europa (Bélgica, Espanha, Rússia, Dinamarca, Croácia, Suécia, Suíça e Inglaterra) e um da Ásia (Japão).

Agora é o chamado mata-mata (ou sistema eliminatório), isto é, quem vencer passará para as Quartas de Final. No caso de haver empate, o jogo terá uma prorrogação de 30 minutos (com dois tempos de 15 minutos). 

Na prorrogação, quem vencer passa para as Quartas de Final. No caso de haver um empate, novamente, a decisão vai ser com cobrança livre (pênalti), com série de cinco cobranças alternadas.

Em caso de persistir o empate serão cobradas tantas séries de uma penalidade para cada seleção até que ocorra o desempate.
 
O Regulamento (RádioAgênciaNacional) dita que o mesmo critério serve para as fases subsequentes, isto é, as Quartas de Final, as Semifinais, a disputa de Terceiro Lugar e a disputa do Título de Campeão.
 
Com suas respectivas vitórias nos jogos de hoje, França e Uruguai já garantiram a vaga nas Quartas de Final.
 
E assim, vamos caminhando... No dia 15 de julho é a grande Final. As expectativas são grandes!
 
Vamos aguardar e torcer para que a nossa Seleção esteja brigando e conquiste o Título de Hexacampeão.
 
Enquanto a bola rola na Rússia, nós – aqui no Brasil – só podemos acompanhar os jogos e admirarmos a beleza arquitetônica do país por meio das imagens nas mídias.
 
Como prometi aos alunos, vou apresentar alguns dados do país.
 

DADOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS

Imagem capturada na Internet
Fonte: TodaMatéria

 
 
. NOME OFICIAL: Federação Russa

. CONTINENTE: Europa (mais especificamente, Eurásia, tendo em vista que suas terras se encontram nos dois continentes, sendo uma parte no leste da Europa e outra no norte da Ásia)
 
. CAPITAL: Moscou

. ÁREA TERRITORIAL: 17.098.240 km²

. POPULAÇÃO ABSOLUTA: 143.456.918 habitantes

 
. DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 8,8 hab./km²
 
. IDIOMA: Russo
 
. MOEDA: Rublo russo

. RELIGIÃO (dados de 2016): Cristianismo (59,1%), sem religião (26%), Islamismo (7,9%), Ateísmo (5%), outras religiões (2%)

. FORMA DE GOVERNO:  República

. SISTEMA DE GOVERNO: Semipresidencialista

. CHEFE DE ESTADO: Presidente

. CHEFE DE GOVERNO: Primeiro Ministro
 
. ATUAL PRESIDENTE (2018): Vladimir Vladimirovich Putin (desde 07/05/2012)
 
. PRIMEIRO-MINISTRO (2018): Dmitriy Anatolyevich Medvedev (desde 08/05/2012)
 
. IDH*: 0,804 – IDH Muito Elevado (49ª posição no Ranking)
 
. EXPECTATIVA DE VIDA DA POPULAÇÃO (2016): 70,8 anos
 
. TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL (2016): 6,9 mortes/1.000 nascimentos

. TAXA DE ANALFABETISMO (2015): 0,3%

. PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB): 1.326.016 milhões de US$

. RENDA PER CAPITA: 9.243 US$
 

IDH*dados referentes a 2016 e divulgado em 2017 (Wikipédia)


Fontes de Pesquisa

. Index Mundi

. Observatório das Desigualdades

. Países IBGE

. Sua Pesquisa

. Wikipédia

domingo, 17 de junho de 2018

Copa 2018: A Bola está Rolando em Território Russo

Imagem capturada na Internet
Fonte: Pixabay

 
Desde 6ª feira passada (dia 14/06), o principal foco das atenções é a Rússia, sede da 21ª Edição do Campeonato Mundial de Futebol (Copa do Mundo), a qual estreou como anfitriã do referido evento esportivo (2018).
Eu mesma não pude acompanhar a sua abertura e nem o primeiro jogo, entre a dona da casa (Rússia) e a Arábia Saudita, pois estava em sala de aula. Mas, recebi muitos apelos dos próprios alunos para liberá-los mais cedo para que os mesmos pudessem assistir a transmissão pela TV, pedidos os quais não pude atender, é claro!

A competição entre as 32 seleções classificadas será realizada em 11 cidades-sedes, distribuída no território russo, com encerramento oficial no dia 15 de julho.

Hoje, a nossa seleção jogou, pela primeira vez, contra a Suíça. Infelizmente, o jogo terminou em empate (1x1). Houveram alguns erros, sobretudo, no 2° Tempo e, também, falhas graves por parte do Juiz: gol irregular e o pênalti não dado à nossa Seleção. Foi frustrante!
 Este ano não cobrei nada a nível de trabalho escolar, no contexto da Copa 2018, mas as minhas quatro turmas do Ensino Fundamental – ao menos – estão organizando e decorando as suas respectivas salas de aula.

 
Já as turmas da 2ª Série do Ensino Médio irão realizar atividade de pesquisa acerca de Multinacionais, tendo em vista o conteúdo trabalhado neste bimestre. O foco será em empresas esportivas e, também, contemplando as principais multinacionais e os seus países de origem (matriz), que estão disputando o referido Campeonato de futebol.

De minha parte, neste espaço, vou publicar artigos correlatos ao evento esportivo e à Rússia.

A mascote desta Copa é um lobo siberiano, chamado Zabivaka, que foi escolhido – com 53% dos votos - em uma votação aberta, com mais de um milhão de participantes.

 

A Mascote da Copa 2018
Imagem capturada na Internet


 
A Taça
Imagem capturada na Internet



Logotipo da Copa 2018
Imagem capturada na Internet
Fonte: Lance


SELEÇÕES PARTICIPANTES (COPA 2018)
 
EUROPA

. Alemanha (19ª Participação);

. Bélgica (13ª Participação);

. Croácia (5ª Participação);

. Dinamarca (5ª Participação);

. Espanha (15ª Participação);

. França (15ª Participação);

. Inglaterra (15ª Participação);

. Islândia (1ª Participação);

. Polônia (8ª Participação);

. Portugal (7ª Participação);

. Sérvia (12ª Participação, incluindo a antiga Iugoslávia);

. Suécia (12ª Participação);

. Suíça (11ª Participação).



 AMÉRICA

 . Argentina (17ª Participação);

. Brasil (21ª Participação);

. Colômbia (6ª Participação);

. Costa Rica (5ª Participação);

. México (16ª Participação);

. Panamá (1ª Participação);

. Peru (5ª Participação);

. Uruguai (13ª Participação).

 
ÁSIA

. Arábia Saudita (5ª Participação);

. Coreia do Sul (10ª Participação);

. Japão (6ª Participação);

. Irã (5ª participação).

 
ÁFRICA

. Egito (3ª Participação);

. Marrocos (5ª Participação);

. Senegal (2ª Participação);

. Tunísia (5ª Participação).

 
OCEANIA

Austrália (5ª Participação).

terça-feira, 7 de novembro de 2017

07 de Novembro: Cem anos da Revolução Russa

 Principais atores revolucionários
Karl Marx, Friedrich Engels e Vladimir Lênin
Imagem capturada na Internet
 
 
Hoje, 07 de novembro - pelo calendário gregoriano - comemora-se o centenário da Revolução Russa, a primeira revolução comunista marxista do século XX, que deu o poder aos bolcheviques (um dos grupos do Partido Operário Social-Democrata Russo) e tornou a Rússia, o primeiro país socialista do mundo.
 
Também conhecida como Revolução de Outubro (pelo calendário juliano), esta consistiu na segunda fase de um processo revolucionário, iniciado em fevereiro de 2017, período em que o governo czarista de Nicolau II foi derrubado, sendo estabelecido um Governo Provisório no país, sob a direção de Aleksander Kerensky.
 
Esse Governo Provisório, por sua vez, perdeu apoio popular e teve a oposição do Partido Bolchevique, tanto pelo fato da permanência da Rússia na I Guerra Mundial quanto pela falta de tomada de medidas efetivamente revolucionárias por parte do governo.
 
Sob essa conjuntura, a segunda fase desse processo que culminou com a Revolução Russa, o Governo Provisório vigente foi também derrubado, levando ao poder o Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lênin, o qual instituiu um governo socialista.
 
 Vladimir Lênin
Imagem capturada na Internet
 
Após a Revolução de Outubro (novembro) ocorreu na Rússia uma Guerra Civil (1918-1922) e, em 1922, a criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URRS), integrando 15 Repúblicas, sendo a Rússia a maior e a mais poderosa delas.
 
Faziam parte da antiga União Soviética (extinta em 1991): a Armênia, Azerbaijão, Belarus, Estônia, Geórgia, Letônia, Lituânia, Moldova, Rússia e Ucrânia, no continente europeu. Já por parte da Ásia, o Cazaquistão, Quirguistão, Rússia (porção asiática), Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão.
 
Com a morte de Vladimir Lênin, em 1924 e a vitória do dirigente soviético Joseph Stálin, a União Soviética (URSS) passou a ser uma ditadura stalinista. O Governo, juntamente com os burocratas do Partido Comunista, passou a tomar as decisões políticas e econômicas de forma autoritária, inclusive, detendo privilégios materiais sobre a população.

Joseph Stálin
Imagem capturada na Internet
Fonte: Biography

O Governo soviético passou a controlar os diversos setores da produção, decidindo o que produzir, a quantidade a ser produzida, a qualidade do produto, o preço de venda, o salário do trabalhador, entre outros aspectos. Tudo planificado e centralizado pelo Estado (governo).
 
Esta nova forma de política de governar, imposta e contrária ao Socialismo Utópico e do Socialismo Científico (Marxismo), ficou conhecido como Socialismo Real, tornando-se uma forma de ditadura por parte do governo tanto na URSS quanto em outros países socialistas.
 
Sendo assim, a URSS foi marcada pela falta de democracia, por um governo autoritário controlado pelo Partido Comunista (PC), o qual direcionava fortes investimentos aos setores industrial e bélico.
 
Ao longo de sua trajetória histórica, a II Guerra Mundial eclodiu (1939-1945) e, após o final desta, a duas grandes potências que passaram a responder pela Nova Ordem Mundial instituída foram os EUA (Capitalista) e a URSS (Socialista). Ambas passaram a disputar a hegemonia política, econômica e militar no mundo.
 
Sob esse contexto e, sobretudo, por suas orientações ideológicas e políticas antagônicas (Capitalismo versus Socialismo) deu-se início ao enfrentamento de um conflito indireto entre ambas as superpotências mundiais, o qual ficou conhecido como Guerra Fria (1947-1991).
 
Durante a Guerra Fria era bastante comum a exposição de arsenais bélicos, inclusive, nucleares em desfiles militares em ambos os lados, visando a exposição do poder bélico de cada um. Além da corrida armamentista, esse período também foi marcado pelo desenvolvimento de tecnologias de ponta, a corrida espacial, sendo também marcado pela “caça às bruxas” e das redes de espionagem, como a CIA (Agência Central de Inteligência/1947- até hoje) e a KGB (Comitê de Segurança do Estado/1954-1991).
 
No final dos anos 80 (século XX), o Socialismo Real já começava a dar sinais de esgotamento, assinalando a crise no sistema. Não havia mais recursos financeiros para investir, a economia estava estagnada e as máquinas industriais se encontravam obsoletas. Não havia mais capital, inclusive, para expandir e aprimorar o seu arsenal bélico ao ponto de enfrentamento e/ou ameaças ao bloco capitalista, liderado pelos EUA.
 
Em face do autoritarismo por parte do governo e, consequentemente, a falta de liberdade, o nível de insatisfação da população também só aumentava.  Era o prenúncio do fim do Socialismo.
 
Em 1991, o Tratado de Assistência Mútua da Europa Oriental, mais conhecido como Pacto de Varsóvia (1955) foi dissolvido, assim como foi extinta a rede de espionagem soviética, criada em 1954, a KGB (Comitê de Segurança do Estado).
 
Neste mesmo ano, sob esta conjuntura, acrescentada pelo processo de reformas políticas e econômicas, iniciado em 1985, pelo então presidente soviético Mikhail Gorbatchov, o fim do Socialismo, a fragmentação política e a extinção da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URRS) foram inevitáveis. Assinalou-se não só o fim da URSS como o da Guerra Fria.
 
Hoje, segundo as principais notícias sobre as comemorações de um século da Revolução Russa, a capital do país não apresentou grandes eventos neste sentido, cabendo uma atenção efetiva na cidade de São Petersburgo (segunda maior cidade do país, considerada a capital dos czares russos).
 
Não me ative em aprofundar esse texto sob o contexto histórico da Revolução Russa, em termos de seus antecedentes, mas acerca desses aspectos e outros que tratam dos mesmos, eu sugiro os sites abaixo. Basta clicar sobre os títulos.