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quarta-feira, 3 de março de 2010

Escala Richter

Imagem capturada na Internet (Google)
 
Aproveitando o tópico em destaque, terremoto, bem como a curiosidade demonstrada por alguns alunos, resolvi postar sobre a Escala Richter.
 
A Escala Richter foi desenvolvida por dois sismólogos, o estadunidense Charles Francis Richter (Hamilton, Ohio, EUA) e o alemão Beno Gutenberg (Darmstadt, Alemanha), que anos depois passaram a trabalhar, juntos, no Instituto de Tecnologia da Califórnia.
 
Usada pela primeira vez em 1935, a referida escala que leva apenas o nome de um deles (Charles Richter) é uma escala logarítimica que quantifica a magnitude dos terremotos com base nas ondas sísmicas que se propagam a partir do hipocentro (ponto de origem do sismo).

Charles Francis Richter (Google)

Imagem capturada na Internet (Google)


Quanto maior a energia liberada pelo terremoto, maior a amplitude do movimento do solo causada por ele e maior a pontuação na escala Richter.
Na prática, a variação de apenas um número na magnitude de um terremoto, como por exemplo, passando de 7 para 8, significa que o sismo de 8 tem uma amplitude 10 vezes maior que o sismo de magnitude 7. Em termos de energia liberada, o sismo de magnitude 8 libera muito mais energia, cerca de 31 vezes mais energia que o sismo de magnitude 7.
 
Sismógrafos são os aparelhos utilizados para captar os tremores da terra. Isso é feito através de pequenos pêndulos fixos sobre a base do sismógrafo, os quais registram as linhas que representam a oscilação terrestre. O total registrado é transformado em números e frações decimais.
 
A princípio, a Escala Richter é infinita (ou aberta), isto é, não tem limites. Contudo, terremotos com magnitude 10 ou superior a este índice nunca foram registrados.


Imagem capturada na Internet (Google)

Escala de Mercalli

Antes mesmo de ser elaborada a Escala de Richter (1935), já existia a escala de Mercalli, criada em 1902, pelo sismólogo italiano Giusseppe Mercalli.


Imagem capturada na Internet (Google)

Diferentemente da Escala Richter, a de Mercalli se baseia nos efeitos ou danos produzidos nas estruturas e percebido pelas pessoas nas imediações do abalo. E, sendo assim, para um mesmo sismo, a intensidade pode ser diferente em diversas localidades dependendo de alguns fatores envolvidos, tais como construções de baixa qualidade e pouco resistentes; proximidade de encostas susceptíveis a desmoronamentos etc.
 
Na verdade, a importância da Escala de Mercalli é apenas qualitativa, não devendo ser interpretada em termos absolutos, pois sua classificação parte da observação e relatos de pessoas que estavam próximas ao epicentro (ponto da superfície terrestre).


Imagem capturada na Internet (Google)
Vale destacar, aqui, alguns dos piores terremotos já registrados.
 
1º de novembro de 1755: forte terremoto ocorrido em Lisboa (capital de Portugal), às 9:20h Número de mortos em torno de 100 mil pessoas. Magnitude: próximo de 9 graus na escala Richter.
 
16 de dezembro de 1811: sismo na cidade Nova Madri, Estados Unidos. Sem dados complementares. Magnitude: 8,0 graus na escala Richter.
 
28 de julho de 1976: sismo na cidade Tangshan (China), às 3:42h. Número de mortos cerca de 242 mil pessoas. Magnitude: 8,2 graus na escala Richter.
 
22 de maio de 1960: pior terremoto da história (conhecido como "O Grande Terremoto"), ocorreu na cidade de Valdivia, no Chile. Horário desconhecido. Número de mortos cerca de 5.700 pessoas. Magnitude: 9,5 graus na escala Richter.
 
. 27 de fevereiro de 2010: sismo na região de Maule (Chile), às 3:34h. Número de mortos cerca de 800 pessoas (hoje). Magnitude: 8,8 graus na escala Richter.

Fontes de Consulta

. Apolo 11

. Folha OnLine

. Mundo Educação

. Terra

. Wikipedia

Guia Animado de Terremoto


Imagem capturada na Internet (Google)


Eu comentei e prometi aos alunos, mas acabei esquecendo de postar o Guia Animado de Terremoto da BBC Brasil.

Neste é possível compreender como ocorrem os terremotos, bem como distinguir os tipos de movimentos das placas tectônicas (convergentes e divergentes) e suas consequências na superfície da Terra.

Como é mostrado no Guia Animadao, os movimentos convergentes (de encontro) das placas tectônicas são de três tipos: colisão; subducção e deslizamento lateral.

No caso do terremoto ocorrido no Haiti, no dia 12 de janeiro, o contato das placas tectônicas (do Caribe e a Norte-Americana) se faz por deslizamento lateral. Já o sismo sucedido no Chile, no último dia 27 de fevereiro, o movimento convergente das placas Nazca e a Sul-Americana é por subducção.

Para assistir o referido Guia Animado de Terremoto, clique AQUI!


Vale ressaltar, aqui, que vários abalos sísmicos estão ocorrendo no continente americano, diariamente, tanto na faixa costeira do Pacífico Sul (no Chile, principalmente) quanto na do Caribe.

De uma maneira geral, estes tremores (réplicas) que sucedem os grandes sismos cessam depois de um certo tempo, fazendo com que as cidades destruidas parcial ou totalmente possam se reestrutura e dar condições mínimas para que a população local retome as suas atividades e vida social. Mas, em razão de sua localização geográfica, os abalos sísmicos não cessarão, podendo ocorrer novamente a qualquer momento futuro.

Daí, um site que já indiquei neste meu espaço (Categoria: Dicas de Sites) e considero super interessante para acompanhar estes fenômenos e outros (internos e externos) é o do Painel Global. Acesse-o AQUI!


terça-feira, 2 de março de 2010

Chile sofre um violento terremoto


Imagem capturada na Internet (Fottus)

Desde semana passada, quando se deu o início do ano letivo (2010), discutimos em sala de aula – do 6° ao 9° Anos – alguns tópicos de abrangência da ciência geográfica, inclusive, um dos temas foi sobre o forte terremoto no Haiti, ocorrido em 12 de janeiro do ano em curso. O qual foi também tratado sob a forma de Dinâmica no 9° Ano.

Infelizmente, um desastre natural veio a ocorrer e contribuir para a continuidade das discussões acerca da Tectônica de Placas.

No último sábado, dia 27 de fevereiro, às 3:34 h do horário local, o Chile sofreu um violento terremoto de magnitude 8,8 na escala Richter.

O referido sismo (terremoto) atingiu a região central do país, tendo originado no mar, próximo à cidade de Concepción (a segunda maior do país) e a 325 km de Santiago, capital do Chile. As áreas afetadas são as mais populosas do país, onde vivem aproximadamente 75% da população.

O terremoto ocorreu ao longo da fronteira entre as placas Nazca (do Pacífico) e a Sul-Americana. O movimento de convergência (encontro) delas é do tipo “subducção”, isto é, a placa Nazca - mais pesada - “afunda”, enquanto a Sul-americana (mais leve) se dobra.

Imagem capturada na Internet (Google) e modificada no Adobe Photoshop


Foi justamente este movimento que deu origem à Cordilheira dos Andes, localizada na porção oeste da América do Sul.

Imagem capturada na Internet (Google)


A costa litorânea do Pacífico faz parte do Círculo ou Anel de Fogo, região de intensa atividade sísmica, com grande ocorrência de vulcões e abalos sísmicos (terremotos e maremotos).

Imagem capturada na Internet (Google)

Temos que entender que tanto o Haiti quanto o Chile - países em destaque pelos recentes eventos tectônicos - se encontram localizados em áreas de grande instabilidade tectônica, ou seja, nas bordas de placas tectônicas, as quais se movimentam em sentido convergente (de encontro).

Apesar de mais potente que o sismo do Haiti, o terremoto no Chile foi de menor impacto por vários fatores.

Quando indaguei nas turmas acerca disso, ontem, alguns alunos relacionaram o nível de desenvolvimento diferenciado entre ambos os países; outros não souberam responder e uma parcela soube relacionar alguns aspectos. Vejamos:

. Profundidade do Hipocentro: apesar da magnitude elevada do terremoto do Chile e de sua potência ter sido avaliada em 900 vezes maior que o evento tectônico no Haiti, a diferença de profundidade do hipocentro (ponto do interior da crosta terrestre de onde se origina o terremoto) em relação ao Epicentro (ponto da superfície terrestre atingido pelas ondas sísmicas) influenciou diretamento nos efeitos dos mesmos.

Terremotos de magnitudes elevadas e com hipocentros muito profundos, liberem muita energia, a qual vai diminuindo e se dissipando conforme a distância do epicentro.

O hipocentro ou foco do terremoto do Chile não foi tão profundo assim (59 Km), mas este apresentou maior profundidade em relação ao sismo do Haiti, cuja profundidade do hipocentro foi de apenas 10 Km.

. Habitações: as construções afetadas em Porto Príncipe, capital haitiana eram de baixa qualidade, susceptível à quedas e desmoronamentos face aos impactos de tremores de terra, enquanto a estrutura das construções do Chile se apresenta mais resistente e de melhor qualidade, inclusive, à prova de eventos tectônicos tal como este último.

. Solo: alguns pesquisadores relacionaram a instabilidade do solo, cuja estrutura também se apresenta diferenciada entre ambos países. O solo de Porto Príncipe se apresenta menos estável que o solo da área afetada no Chile (mais estável).

. Infra-Estrutura: não podemos desconsiderar, neste aspecto, os investimentos aplicados em infra-estrutura para a prevenção a desastres naturais. O Haiti, considerado o país mais pobre do continente americano, não se encontra preparado e nem apresenta recursos suficientes para aplicar em uma infra-estrutura voltada para construção de refúgios para a população por ocasião de um tremor de terra. Já o Chile, apresenta locais específicos para que a população se abrigue.

Estima-se que o sismo e os tsunamis (ondas ou séries de ondas que ocorrem após um abalo sísmico ou atividade vulcânica) provocados no Chile afetaram mais de 2 milhões habitantes. Até o momento, segundo notícias divulgadas nas mídias, o número de mortos no país já alcançou o número de 795 pessoas.

Alarmes de tsunamis foram divulgados no Japão e em outros países continentais e, principalmente, insulares do Pacífico. Mas, no dia seguinte, o alerta foi cancelado pela Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos (NOAA), dos Estados Unidos.


Imagem capturada na Internet (Google)



Imagem capturada na Internet (Fottus)




Imagem capturada na Internet (Google)



Imagem capturada na Internet (Fottus)



Imagem capturada na Internet (Fottus)





Imagem capturada na Internet (Fottus)




Imagem capturada na Internet (Fottus)



Imagem capturada na Internet (UOL Notícias)



Imagem capturada na Internet (Fottus)






Imagem capturada na Internet (Fottus)





Imagem capturada na Internet (Fottus)





Imagem capturada na Internet (Fottus)




Imagem capturada na Internet (Fottus)


Fontes:

. G1. Globo.com

. Jornal O Globo (impresso)

. O Estadão

. UOL Notícias



domingo, 14 de fevereiro de 2010

Haiti: Um mês agonizando sob os escombros e uma situação caótica



Imagem capturada na Internet (Google)



Com os problemas de saúde de minha mãe, as idas a UTI e ao quarto, inclusive, dormindo e ficando em outros horários com ela (revezamento com as minhas irmãs e sobrinha Fernanda), muitos tópicos deixei de postar, apesar de estar acompanhando, parcialmente, as mídias.

Um deles foi a situação, ainda caótica, do Haiti após mais de um mês do grande terremoto, ocorrido no dia 12 de janeiro, que matou 230 mil pessoas, segundo dados do governo.

Triste é saber que este número ainda não é o real, uma vez que o total de mortos ainda pode aumentar, tendo em vista que muitos corpos ainda não foram muitos contabilizados.

No número total de mortos divulgado pelo Governo do Haiti não consta os corpos enterrados por funerárias privadas em cemitérios privados e nem as vítimas enterradas pelas suas respectivas famílias.

De acordo com o Relatório do Centro de Pesquisas sobre Epidemiologia de Desastres, encomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o número de mortos por consequência do terremoto no Haiti supera o total de óbitos causados pelo tsunami de dezembro de 2004, que matou cerca de 220 mil pessoas no sudeste asiático. Outra tragédia difícil de ser esquecida e marcada pela dinâmica interna da Terra.

A situação no Haiti continua caótica, muitos desabrigados, falta de alimentos, registros de violência (por diversos motivos), temor por epidemias, pela chegada do período das chuvas, prédios sob riscos de desabamento, entre outros.

Estima-se que cerca de 500 mil pessoas fugiram de Porto Príncipe, capital do país, após o terremoto.

E, se já não bastassem os problemas sócio-econômicos do país, considerado o mais pobre de todo o continente americano, e de toda a situação caótica vigente, pós-terremoto, um outro caso chamou a atenção das mídias: a tentativa de sequestro de 33 crianças haitianas por um grupo de religiosos.

O grupo formado 10 americanos (cinco homens e cinco mulheres), ligado à Organização Beneficente New Life Children’s Refuge, Entidade religiosa do Estado de Idaho (EUA), foi preso próximo à fronteira do Haiti com a República Dominicana sob a acusação de tráfico infantil.

Alegando inocência e justificando o ato em si, como solidariedade, o grupo afirmou que as crianças eram órfãs (os pais teriam morrido no terremoto) e estavam sendo encaminhadas para um orfanato na República Dominicana.

O fato é preocupante, visto que a situação pós-terremoto facilita tais ações e, também, porque o tráfico infantil já era uma prática no país, antes do último terremoto.

Daí, as medidas baixadas e maior controle por parte do governo a respeito da adoção de crianças, após o grande abalo sísmico. Todas adoções solicitadas e precisam ser aprovados pelo governo.

As autoridades locais, como representantes da ONU acreditam que a reconstrução do Haiti vai durar uma década. Sabemos que as ajudas humanitárias não param de chegar de diversas partes do mundo, embora ainda se mostrem insuficientes.

O G-7, Grupo dos 7 países mais ricos do mundo, formado pelos EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália já cogitou perdoar a dívida do Haiti, a fim de contribuir com a recuperação do país.

Esperamos que sim! Mas, não podemos esquecer que a localização geográfica da ilha Hispaniola, que abrange o Haiti e a República Dominicana, induz a uma situação de grande instabilidade tectônica, ou seja, ela não está livre de novos terremotos.



Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Pós-Terremoto: Situação Caótica no Haiti



Um saqueador ameça um morador em Porto Príncipe
Imagem capturada na Internet (Yahoo - REUTERS/Carlos Barria)




Como muitos têm acompanhado pelos diferentes veículos de comunicação, o quadro de insegurança, desordem, violência, dor e fome instalado em Porto Príncípe pós-terremoto do dia 12 de janeiro, no Haiti, já era algo de presumível face a sua situação sócio-econômica e da dimensão que foi o evento natural (terremoto).

Porém, o que tornou mais ainda insustentável a conjuntura atual foi a lentidão com que as ações, por parte do governo, vem tomando em relação às doações e a ajuda humanitária advinda de diversos países do mundo todo.

A população mais afetada foi a de menor poder aquisitivo, que habitava as áreas mais baixas, ou seja, o centro urbano de Porto Príncipe. No país não há água potável, falta comida e remédios. As Entidades responsáveis pela distribuição dos donativos, principalmente, de gêneros alimentíceos estão tendo dificuldades ainda para levar aos necessitados.

A própria Organização das Nações Unidas (ONU) e a Cruz Vermelha têm pronunciado a respeito da desordem instalada na capital, Porto Príncipe. As mídias transmitiram imagens de saques, violência e disputas por produtos doados, entre outros fatos que aumenta a catástrofe instaurada após o forte terremoto do último dia 12.

Além da falta de moradia (a maioria se encontra abrigada em cabanas, tendas ou, até mesmo, dormindo nas ruas, a fome aumenta e os riscos de fuga em massa do país. Já está havendo êxodo urbano-rural, assim como entre a capital e a periferia. Sem falar da temeridade existente e já pronunciada acerca de tráfico de crianças, principalmente, daquelas que se tornaram órfãos.

O medo da ação de gangues também ronda em vários bairros nos arredores de Porto Príncipe. A insegurança já existia, antes mesmo do terremoto, mas esta passou a ser controlada pela polícia haitiana e pelos soldados da ONU, ou seja, os chamados “boinas azuis”ou “capacetes azuis” da Força da Paz, do qual o país participa. O Exército brasileiro é que comanda a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), que foi criada em 2004.

Com o desabamento da Penitenciária Nacional ocasionado pelo forte terremoto, cerca de três a quatro mil criminosos fugiram e conseguiram se armar com os fuzis dos guardas que morreram por consequência da queda da penitenciária.

A maioria se refugiou em Cité Soleil ("Cidade do Sol"), a maior favela do Haiti, com mais de 300 mil pessoas, e antigo reduto dos milicianos. Os líderes das gangues da referida favela são considerados criminosos perigosos.

A população local está preocupada, assim como o governo, pois temem que o caos urbano, com a violência e a criminalidade em expansão desafie e dificulte as ações pacificadoras que vinham sendo promovidas pelos soldados da ONU e pelas autoridades policiais do país.





Foto ganhadora do Concurso UNICEF 2008 - Fotógrafo belga Alice Smeets

Uma menina na Favela Cité Soleil - Imagem capturada na Internet ( Wunrn.com)



Realmente, a situação do Haiti é muito crítica em todos os sentidos. Espero que as forças da natureza deem uma trégua por um período de tempo, suficiente, para que a ordem, a reconstrução do país seja viabilizada - a contendo - com a ajuda internacional, a fim de que o povo haitiano possa seguir em frente, acreditando na vida.


Fontes:

. Estadão.com.br

. Jornal O Globo (várias edições)

. Yahoo! Notícias

. WUNRN

20 de janeiro: Novo tremor de terra volta a ser registrado no Haiti




Porto Príncipe, capital do Haiti, após o terremoto do dia 12/01/2010

Imagem capturada na Internet - (Foto de Daniel Morel - Tribuna do Norte)



Outro tremor de terra foi registrado, hoje, dia 20 de janeiro, no Haiti. De acordo com a Agência de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos, o terremoto - de magnitude 5,9 graus na Escala Richter - ocorreu a 60 km a oeste da capital, Porto Príncipe, por volta das 06h da manhã (hora local).

Este aconteceu a uma profundidade de 10 km e durado cerca de dez segundos. Ainda não há informações mais precisas sobre a extensão dos danos e nem de vítimas que este novo terremoto possa ter provocado.

Sabe-se apenas que as pessoas entraram em pânico, principalmente, aquelas que se encontram acampadas nas ruas da capital do Haiti, Porto Príncipe.


Fonte: BBC Brasil


Haiti: O Mundo se mobiliza após o forte terremoto para a reconstrução do país

Porto Príncipe, capital do Haiti, após o forte terremoto
12 de janeiro de 2010 - Imagem capturada na Internet (Abril.com)



Em meio a tantas tragédias que vem acontecendo no mundo todo, neste início de 2010, associadas à dinâmica externa da Terra, ora “embaladas” pelas fortes chuvas, com deslizamentos de terras e enchentes ora pelos efeitos das baixas temperaturas registradas no hemisfério Norte, cuja estação do ano é o inverno... Eis que fenômenos endógenos (do interior da Terra) se manifestam em várias partes do planeta, inclusive, em nosso país, conforme mencionei em postagem anterior, com tremores de terra registrados na região Nordeste.

Todavia, a maior de todas, a mais devastadora surgiu na segunda semana de janeiro e arrasou o Haiti, país da América Central Insular, “penitenciado” por sua localização geográfica, seja por estar no caminho dos furacões e tempestades tropicais que abatem a América Central e trechos da América do Norte (México e EUA) seja por estar próximo da borda de uma placa tectônica e, com isso, ser uma região envolvida por atividades sísmicas.

E se não bastasse estas características de sua dinâmica ambiental, externas e/ou internas, para piorar, o país enfrenta uma situação caótica e bastante preocupante em virtude de uma história política marcada por ditaduras e um agravante quadro sócio-econômico que o assolou, de tal forma, que foi capaz de lhe conceder o título de o país mais pobre do continente americano.

O forte terremoto no Haiti, de magnitude 7,0 graus na escala Richter, ocorreu no último dia 12de janeiro, às 16:53h (hora local), com epicentro a 16 Km ao sudoeste da capital, Porto Príncipe, e a 10 Km de profundidade. Foi o segundo maior terremoto que a ilha Hispaniola (onde se localizam o Haiti e a República Dominicana) sofreu nos últimos dois séculos e meio (o primeiro foi em 1751).

Sua proximidade à capital do Haiti agravou mais ainda a situação, pois atingiu uma área populosa e pobre. Inclusive, em termos de moradias (construções), mas até os prédios públicos e a sede da ONU foram destruídos parcialmente ou totalmente.

De acordo, com as notícias vinculadas ao fenômeno e divulgadas nas mídias, logo após o grande tremor de terra, dois fortes abalos ocorreram, cujas magnitudes foram, respectivamente, 5,9 e 5,5 graus na escala Richter. Posteriormente, mais de 30 abalos se sucederam no período das 10 horas subsequentes.

Calcula-se que o número de mortos supere 140 mil mortos. Até o momento já foram enterrados, em covas coletivas, cerca de 70 mil vítimas.

De acordo com o geofísico João Willy Rosa da Universidade de Brasília (UnB), o referido terremoto liberou uma energia equivalente a 18 bilhões de toneladas de TNT, semelhante à explosão de mais de 30 bombas atômicas (Globo.com).

Ilha Hispaniola (Haiti e República Dominicana) - América Central Insular

Imagem capturada na Internet



O Haiti se encontra localizado na porção oeste da ilha Hispaniola (a porção leste é ocupada pela República Dominicana). A América Central Insular faz parte as Placa do Caribe, que é vizinha das placas Cocos, Sul-Americana e Norte-Americana.


Disposição mundial das placas tectônicas - Imagem capturada na Internet (Google)


Detalhe da Placa do Caribe, sobre a qual se encontra o Haiti

Imagem reproduzida no Adobe Photoshop



A ilha Hispaniola é o ponto de convergência, isto é, de encontro entre as Placas do Caribe com a Norte-Americana, cujo movimento se dá por deslizamento lateral (a placa da América do Norte se movimenta em direção leste-oeste, enquanto a placa do Caribe se movimenta em direção oposta). O ritmo médio do deslizamento lateral entre as placas tem sido na ordem de 8 milímetros por ano.




Movimento das Placas por deslizamento lateral

Imagem capturada na Internet (Apolo11.com)



Além deste movimento entre as duas placas, há um sistema de falhas no país, composto pela falha Setentrional, ao norte, e pela falha Enriquillo-Plaintain Cargen, ao sul do Haiti. Esta última se estende da República Dominicana à Jamaica e foi a responsável, direta, pelo terremoto no Haiti, ocorrido no dia 12 de janeiro.

A falha Enriquillo-Plaintain Cargen é, em grande parte do seu comprimento, firmemente travada e, ao mesmo tempo, submetida a uma forte tensão. Por isso, segundo os especialistas, fratura-se substancialmente mais ou menos a cada século.

Segundo dados da Faculdade de Geociências da Universidade do Texas (EUA), o padrão de rupturas na referida falha segue uma progressão no sentido leste-oeste, com registros de terremotos em 1751 na Ilha Hispaniola (República Dominicana) e, em 1907, em Kingston, capital da Jamaica.

O epicentro do terremoto do Haiti, situado a 15 Km da capital do Haiti (Porto Príncipe) e a 10 Km de profundidade se situou a apenas 3 Km da referida falha.



Registro das ondas sísmicas - Terremoto - Haiti 12/01/2010

Embora, terremotos de origem tectônica sejam difíceis de serem previstos, em março de 2008, durante a 18ª Conferência de Geologia Caribenha, realizada em Santo Domingo, na República Dominicana, o pesquisador Paul Mann, do Instituto de Geofísica da Universidade do Texas (EUA) e mais quatro especialistas apresentaram um relatório acerca de um estudo realizado ao longo da linha da falha Enriquillo-Plantain Garden.

De acordo com os dados obtidos na pesquisa - realizada em 2004 e publicada no Journal of Geophysical Research, estes afirmaram que a referida falha, localizada ao sul da ilha, poderia representar um grande risco sísmico.

Além destes dados, Mann e sua equipe constataram que há um grande risco de novos tremores de terra ao longo da zona de falha Setentrional, que percorre o Vale do Cibao, no norte da República Dominicana. Ou seja, a região apresenta uma grande atividade sísmica, podendo ser considerada "uma das área sísmicas mais ativas do mundo" – de acordo com Jian Lin (Instituto de Geologia de Massachusetts/EUA) e um dos geólogos da equipe de pesquisa de Paul Mann.


Imagens de Porto Príncipe (Haiti) após o terremoto (12/01/2010) - Todas capturadas na Internet


Fonte: Google



Fonte: Abril.com




Fonte: Abril.com





Fonte: Abril.com





Fonte: Abril.com






Fonte: Abril.com






Fonte: AFP - Revista Veja


Fonte: G1 (Globo.com)






Ajuda brasileira ao Haiti - Fonte: Abril.com






Ajuda do governo Chinês ao Haiti - Fonte: Abril.com




Fontes Complementares de Pesquisa

. Ambientebrasil

. Estadão.com.br

. G1 - Globo.com

. Veja.com


Terremotos no Brasil


Para quem se assustou, no final de 2009 e início deste ano, com as notícias de tremores de terra (terremotos) no Brasil, saiba que diferentemente do que se pensa, eles são comuns em nosso território. Todavia, estes abalos sísmicos apresentam características diferentes dos terremotos que ocorreram, mais recentemente, no Haiti, por exemplo.

No dia 30 de dezembro de 2009, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) registrou dois abalos sísmicos em Presidente Figueiredo, na Amazônia, tendo cada um, respectivamente, as magnitudes 2,4 e 3 graus na escala Richter.

O tremor foi sentido em uma reserva indígena, perto da Hidrelétrica de Balbina, no rio Uatumã, na Bacia Amazônica.

No dia 02 de janeiro deste ano, o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) registrou um tremor de terra em Sobral, no Ceará, com magnitude de 2,7 graus na escala Richter.

No dia 09 do janeiro foi a vez do município de João Câmara, no Rio Grande do Norte. A população sentiu os tremores, cuja magnitude registrada, pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), foi de 2,5 graus na escala Richter.

De acordo com o Boletim Sísmico Brasileiro, o epicentro do terremoto ocorreu a cerca de 73 km da capital, Natal.

No dia 11 de janeiro, o estado do Rio Grande do Norte sofreu mais um tremor de terra. Desta vez foi em Taipu, no litoral do estado. O tremor de terra foi mais forte e atingiu, também, toda a Região Metropolitana de Natal, conhecida como Grande Natal, que compreende os municípios de Natal (capital do estado), Ceará-Mirim, Extremoz, Macaíba, Monte Alegre, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e São José de Mipibu, bem como outras cidades nordestinas, como Recife (capital de Pernambuco) e a região de João Pessoa até Campina Grande, na Paraíba.

De acordo com o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a magnitude do terremoto foi de 4,3 graus na Escala Richter, considerada entre moderada e forte.

Conforme notificou o professor de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Joaquim Ferreira, é bem provável que ocorram outros terremostos na região, desencadeando o que é chamado de “enxame sísmico".

Segundo o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), o Rio Grande do Norte tem histórico de atividades sísmicas e os recentes terremotos foram causados pela reativação da falha sismológica de Poço Branco.

Em abril de 2008, um tremor de terra de magnitude 5,2 graus na Escala Richter foi registrado a cerca de 218 Km de São Vicente, no litoral sul do estado de São Paulo. O seu epicentro foi no oceano Atlântico, a cerca de 10 Km de profundidade.

Além de São Paulo, outros quatro estados sentiram os efeitos do fenômeno (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina).

Imagem capturada na Internet (Google)


Como é sabido, os terremotos podem estar associados à tectônica de placas, ao vulcanismo e a atividades antrópicas (do homem).

No entanto, a maioria dos terremotos é de origem tectônica, ou seja, se encontra associada à movimentação das placas tectônicas ou em consequência de falhas geológicas.

Os de origem tectônica, principalmente, aqueles atrelados aos movimentos das placas tectônicas se configuram como os mais devastadores. A maioria ocorre nos limites entre duas placas tectônicas. A previsão de sua ocorrência é algo bastante difícil, embora a natureza dê alguns sinais.

Os abalos sísmicos de origem vulcânica variam de intensidade, podendo ser fortes e destrutivos. Eles, em geral, antecedem as erupções vulcânicas.

Os terremotos de origem artificial (humana) ocorrem de forma indireta, quando o homem realiza determinadas atividades, capazes de abalar as estruturas internas da Terra, tais como a criação de lagos artificiais em razão da construção de Usinas Hidrelétricas, bombeamento de água e gás sob pressão no subsolo e detonação de bombas atômicas no fundo dos oceanos. Estes, em geral, são denominados de “sismos induzidos”.

No Brasil não ocorrem terremotos de grandes proporções, porque o país está localizado – mais ou menos – no meio da placa Sul-americana, isto é, numa região “intraplaca”, distante das bordas da placa tectônica.

Os terremotos que ocorrem no Brasil têm origem tectônica, porém associada à existência de falhas geológicas.

Toda placa se apresenta recortada por falhas, que funcionam "como uma uma ferida que não cicatriza: apesar de serem antigos, podem se abrir a qualquer momento para liberar energia", conforme explica o professor Saadi (citado em Tremores de Terra no Brasil).

Qualquer movimento da placa seja no sentido convergente (encontro) seja divergente (afastamento), a compressão de um lado e de outro, faz com que ele rompa onde já existe a fratura.

Muitos tremores de terra ocorrem, também, como reflexos de terremotos de outros países, principalmente, da América do Sul, na porção oeste, voltada para o oceano pacífico, onde há o encontro das placas Sul-americana com a Nazca.

Daí, os abalos sísmicos intraplaca não serem de grande magnitude (baixa a moderada). Eles podem até ser, mas não é muito sentido, pois o seu epicentro se encontra distante, em outro país vizinho.



Disposição Mundial das Placas Tectônicas - Imagem capturada na Internet



Detalhe da localização do Brasil na Placa Sul-Americana - Imagem capturada na Internet



De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o primeiro sismo induzido ocorrido no país aconteceu na Usina Hidrelétrica Governador Pedro Viriato Parigot de Souza (antiga Usina Hidrelétrica Capivari-Cachoeira), localizada no município de Antonina, no Paraná, entre 1971 e 1972. Embora, cada vez menos intensa, sua atividade sísmica prosseguiu até 1979.

Neste caso de construção de um lago artificial, os riscos maiores incidem sobre a própria barragem, pois esta se encontra, justamente, no epicentro do abalo.


Hidrelétrica Capivari-Cachoeira - Imagem capturada na Internet (Paranáonline)



Embora, os terremotos em nosso país apresentem origem e natureza distintas daqueles ocasionados por movimentos das placas tectônicas ou por atividade vulcânica, ao longo de sua história, um óbito foi registrado em consequência de um abalo sísmico no Brasil.

Um terremoto, de magnitude 4,9 graus na escala Richter, ocorreu no vilarejo de Caraíbas, em Itacarambi (Minas Gerais), no dia 9 de setembro de 2007. A vítima foi uma criança de 5 anos, Jesiane Oliveira da Silva, que morreu em consequência do desabamento de sua casa.

Daí, mesmo sabendo desta dinâmica que rege as atividades sísmicas em nosso território e de sua localização na placa Sul-americana, que para a maioria dos especialistas não é razão de preocupação, não podemos também ignorar que elas ocorrem seja ao longo das falhas geológicas seja por acomodação das camadas internas ou, ainda, como reflexos a sismos de países vizinhos.



Fontes Complementares de Consulta

. Ambientebrasil

. CPRM


. Globo.com

. Último Segundo

. WebArtigos.com


domingo, 4 de outubro de 2009

Tufão, Terremotos e Maremotos: A Dinâmica da Terra não é estática

Desde a semana passada, o mundo está estarrecido com os fenômenos naturais que ocasionaram, destruição, mortes e um número elevado de desabrigados, quer pela passagem de tufões pelas Filipinas, quer pelos tremores que "sacudiram" diferentes países no mundo, inclusive, com formação de tsunamis.
 
Ambos os fenômenos, tufão e abalo sísmico, fazem parte da dinâmica da Terra, sendo o primeiro relacionado à dinâmica externa (fenômeno meteorológico), enquanto o segundo (terremoto e maremoto) à dinâmica interna.
 
De qualquer maneira, eles assustam pela intensidade, frequência e poder de destruição. Daí, a importância da Geografia - enquanto ciência humana - por enfocar a natureza, seus elementos e fenômenos em prol da humanidade.
 
Em junho passado, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou a necessidade de se criar medidas de prevenção a desastres naturais. A ajuda não caberia apenas para a ocasião do desastre, mas também como medida para previnir o seu impacto, reduzindo - a longo prazo - o número de vítimas fatais.
 
O Coordenador de Operações de Emergência da ONU, John Holmes, sugeriu, no caso do combate às mudanças climáticas, que as verbas deveriam ser destinadas a fortificar hospitais e escolas, assim como na educação, visando a orientação em termos de sobreviver a crises.
 
De acordo com a referida Organização, em 2008, mais de 236 mil mortes foram provocadas por desastres naturais.
 
Holmes considera a China e Índia, os países mais vulneráveis. E eu, na minha humilde ignorância diante dos especialistas na área, estenderia à Bangladesh, região sudeste da Ásia e Pacífico.

TUFÕES
No final da semana passada, tempestades de quase 12 horas alagaram cerca de 80% da capital das Filipinas (Manila). Estas foram consideradas as piores inundações dos últimos 40 anos no país. O rastro deixado pela passagem do tufão Ketsana foi de mais de 277 vítimas fatais e 2,5 milhões de desabrigados.



Passagem do Tufão Ketsana nas Filipinas - Imagem capturada na Internet



Em consequência disso, o governo decretou estado de calamidade tanto na capital, Manila, como em outras 52 províncias.
 
Ainda tentando, com muitas dificuldades, se recuperar e voltar à normalidade após a passagem do Ketsana, ontem, outro tufão - denominado Parma - passou pelo país, causando mais destruição, desabrigados e mortes.
 
Contudo, ele teve menos força do que se temia, principalmente na costa oeste, desensamente povoada e bastante afetada pelo tufão Ketsana, na semana passada.
 
A preocupação das autoriades residia no fato dos reservatórios e represas ao redor de manila, capital das Filipinas, ainda estarem cheios e o sistema de esgoto se encontrar inundado com lama e lixo, trazidos pelo tufão Ketsana.
 
O tufão Parma foi classificado como o mais potente do país desde 2006. Morreram, pelo menos, 17 pessoas, a maior parte destas soterrada em consequência de dois deslizamentos na província de Benguet, a 250 Km ao Norte de Manila.
 


Passagem do Tufão Parma nas Filipinas - Imagens capturadas na Internet


Além dos tufões Ketsana e Parma, o país sofreu - hoje - às 18h58min (hora local nas Filipinas) um forte tremor de terra, de magnitude 6,6 na Escala Richter.
 
Seu epicentro foi localizado a 102 km de Cotabato, na ilha de Mindanao. De acordo com as notícias vinculadas a este evento, ainda não há informações sobre danos ou feridos.

Os desatres naturais ocorridos nas Filipinas, tufões e terremoto, como podemos ver, são de duas origens distintas que respondem pela dinâmica ambiental da Terra: uma meteorológica/atmosfera (externa) e a outra, tectônica/manto (interna).
 

Quanto aos abalos sísmicos (terremotos e maremotos) que ocorreram em outros países, o pior de todos foi o que atingiu o arquipélago de Samoa, na tarde do dia 29 de setembro, quando uma série de ondas gigantes (tsunamis) atingiram a Samoa Ocidental, o território estadunidense de Samoa Americana, várias outras ilhas e países da região.
 
No mesmo dia, mas horas depois, um outro tremor atingiu a costa da Indonésia, matando entre 100 e 200 habitantes. Foi grande a destruição.
 
No dia seguinte (30/09), dois tremores de terra foram sentidos, cada qual em um ponto extremo. Um deles abalou a região de La Paz, na Bolívia, com intensidade de 5,9 na escala Richter); o outro ocorreu em Sumatra, ilha da Indonésia, cuja magnitude foi superior, 7,6. Este terremoto provocou muita destruição em Pandang e, pelo menos, 200 mortes.
 
No dia 1º de outubro (quinta feira), pela manhã, dois fortes tremores atingiram a região da Indonésia e hoje (04/09), como já mencionei, outro terremoto aconteceu nas Filipinas.
 
Estas regiões afetadas pelos tremores de terra e maremotos se encontram localizados no chamado Círculo do Fogo, área de grande ocorrência de vulcanismo e terremotos. São áreas de encontro de Placas Tectônicas, que ocasionam um grau de instabilidade tectônica.
 
Hoje, no Fantástico, foi exibido uma reportagem com dois surfistas brasileiros que estavam, justamente, no momento da formação e da chegada do tsunami nas ilha Samoa. Vale a pena assistir, pois eles relatam - inclusive - o recuo da água, que antecede a formação da crista e do "estouro" da onda.
 
Foi observando desta mesma maneira que, no dia 26 de dezembro de 2004, a estudante inglesa, Tilly Smith, de 10 anos, conseguiu salvar muitas vidas em uma praia da Tailândia, no pior tsunami já registrado no Oceano Índico.
 
Eu sempre comento a respeito da atitude desta menina com os meus alunos, quando falo das Teorias da Deriva Continental e da Tectônica de Placas.
 
Segundo o quê já foi publicado a respeito desta, duas semanas antes do tsunami no Oceano Índico, a menina teve aula de Geografia sobre o tema e o seu professor exibiu um vídeo sobre um maremoto que ocorreu no Havaí. Ele ensinou o comportamento das águas, antes da chegada de um tsunami, ou seja, o seu recuo.
 
E, por isso e graças a esta aula de Geografia, Tilly Smith reconheceu os sinais de um tsunami. Ela alertou a sua família, que agiu em conjunto no salvamento de 100 pessoas (incluindo nestes, ela e sua família). O saldo desta tsunami foi terrível: cerca de 230 mil pessoas mortas em 11 países.
 
O vídeo abaixo foi apresentado no Fantástico.