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domingo, 11 de março de 2012

Japão: Um ano após a pior tragédia natural do país

Memorial em Fukushima: homenagem às vítimas do terremoto e tsunami, ocorrido há um ano - Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra- Foto: Reuters)

Um ano se passou... Mas, as lembranças não saem da cabeça, mesmo das nossas, brasileiros, que estamos muito distante do país afetado diretamente pela tragédia natural: Japão.
Um ano se passou... Mas, imagens permanecem presas em nossa memória, tanto as do tsunami que revelaram o poder destrutivo do fenômeno tectônico, após o terremoto (de magnitude 8,9) quanto à fragilidade humana e tecnológica mediante a estas forças da natureza.

 Momento da chegada da onda do tsunami em uma rua na cidade de MiyakoImagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)



Tsunami chega à costa de Natori City, no nordeste do Japão
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuter)


 


Área devastada pelo tsunami, em Otsuchi, província de Iwate 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: EFE)



Barco de pesca no meio dos escombros em Kesennuma 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)


Embarcação, arrastada pelo tsunami, foi parar em cima do prédio, em Otsuchi,  província de Iwate -  Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP) 


Levantar o número de mortos é um ato que só reforça a intensidade da tragédia, pois afinal foram, segundo dados oficiais divulgados nas mídias, cerca de 19 mil mortos.

Enquanto as buscas por possíveis sobreviventes aconteciam, as imagens de consternação de muitos sobreviventes, na época (e até meses depois), bem como o momento de oração para aqueles que se foram, ao meio dos escombros, continuarão em nossas memórias...



Mulher observa a destruição em uma área residencial de Kesennuma,província de Miyagi
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)


Morador perto dos destroços de sua casa na cidade de Minamisanriku, Miyagi, no norte do país
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)


 


Do alto, a devastação da cidade de Minamisanrikucho
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)



 Familiares oram por avó morta na cidade de Ishinomaki, prefeitura de Miyagi
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)


Monges budistas, policiais e bombeiros se reúnem, em silêncio por um minuto e lembrar das vítimas da tragédia, em meio à destruição de Natori (11/04/2011) p
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias TerraFoto: AP)

A história de cada um, registrado na forma de diário, documentos, fotografias, vídeos, entre outros recursos pode até se perder, mas a lembrança permanece viva na mente de cada um. Feliz daquele que sobreviveu e vai poder contar a sua história e dos seus entes queridos, mesmo sem recuperar estes registros no meio dos escombros.

Objetos encontrados e separados pelos bombeiros em Rikuzentakata
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra – Foto: Reuters)

Fotografias encontradas no meio dos escombros: lembranças perdidas
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)



Sobrevivente encontra sua fotografia e de sua irmã no meio dos detroços
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuter)

Diante da tragédia, ocorrida no ano passado, restou a esperança de um novo rumo, de uma nova vida, mesmo que o desânimo e a falta de vontade de viver - em decorrência das perdas humanas e materiais - forçassem um outra atitude. Mas, a população japonesa mostrou resignação e disposição para lutar e retomar a vida, com paciência e dignidade.


 Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuter)


Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuter)


Migrar, mudar de localidade foi, para muitos, a única solução
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)

Mas, se os fenômenos tectônicos - terremoto seguido por tsunami - foram classificados como pior evento natural da história do Japão, lembrando que o país se encontra  localizado em uma área de grande instabilidade tectônica (área de convergência de três placas tectônicas), a tragédia se agravou mais ainda, quando as ondas gigantes atingiram a maior usina nuclear do Japão e do mundo, a usina nuclear de Fukushima.

Com isso, além da tragédia natural, o Japão sofreu também o pior acidente nuclear do mundo desde a tragédia de Chernobyl, na Ucrânia (1986).


 Usina Nuclear em Fukushima, nordeste do Japão,
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)



Imagem feita por uma rede de TV mostra a fumaça após a explosão
em uma usina nuclear de Fukushima em decorrência do terremoto
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)


 Bombeiros verificando os níveis de radiação, em Katsurao, cidade localizada d
entro do raio de 20 km em volta da Usina Nuclear de Fukushina 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)



Menino passa por teste para verificar possível contaminação radioativa em Koriyama
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)


Passado um ano, hoje, as preocupações não cessaram... 

Dizer que o Japão não vai sofrer um outro evento tectônico, seja de menor ou de mesma magnitude, infelizmente, não podemos dizer, uma vez que a sua localização geográfica coincide com a área de maior instabilidade tectônica, isto é, onde se verifica o encontro de placas tectônicas (movimentos convergentes). Esta área é chamada de Círculo do Fogo, pois tem como fenômenos comuns o vulcanismo (fogo = magma) e abalos sísmicos (terremotos e maremotos). 

O Japão desenvolveu tecnologias modernas para o enfrentamento dos abalos sísmicos e seu povo recebe orientações de como proceder - durante uma fuga - por ocasião de um episódio desta natureza. Mas, a dinâmica interna da Terra e a força de seus fenômenos é algo imprevisível...

Com relação à usina nuclear, os riscos são eminentes diante desta ameaça constante da natureza, isto é, da dinâmica interna da Terra. E embora, a energia nuclear seja considerada uma fonte de energia limpa, os riscos justamente advêm da possibilidade de um vazamento de radiação (contaminação radioativa), no caso de haver um acidente (tal como houve no ano passado ou de outra origem) e do condicionamento seguro do próprio lixo atômico. Para quem não sabe, a radiatividade pode levar anos ou décadas para se dissipar.

Em razão de sua área territorial e geografia não contribuir muito, a preocupação das autoridades e especialistas na área é encontrar novas fontes de energia em substituição à energia nuclear, que era responsável pela produção de cerca de 1/3 da energia consumida pelo país.

Os planos do governo, antes da tragédia, era aumentar o uso da energia nuclear em até 50%. Atualmente, dos 54 reatores - existentes no arquipélago - apenas dois estão ativos. A previsão é que todos sejam fechados.

Desde o ano passado, em razão do acidente decorrido após o terremoto seguido por um tsunami, o governo japonês vem sofrendo muitas pressões, tanto a nível nacional (a população civil) quanto de outros países.

Como medida preventiva, hoje, testes de resistência são obrigatórios e são realizados a fim de verificar se as usinas nucleares são capazes de suportar desastres iguais como o ocorrido no ano passado.

Estes problemas de ordem de política energética, econômica e ambiental estão longe de ser solucionados, mas - não resta dúvida - que é preciso encontrar, logo, uma alternativa mais viável.
Enquanto, as autoridades competentes e os especialistas buscam novas saídas pelo entrave energético e a segurança da população e da economia japonesa, a minha torcida é que eles consigam encontrar uma boa solução que atenda a todos os aspectos inter-relacionados e, que por um bom tempo, as camadas internas da Terra não se manifestem através de abalos sísmicos no Japão e nem em áreas próximas a este, no Pacífico.
As homenagens, hoje, às vítimas do terremoto seguido por tsunami  marcaram o país e outros, que solidários a sua dor, relembraram e fizeram oração aos mortos.

  Hoje, um minuto de silêncio, exatamente às 2h46, momento em que o terremoto
atingiu o país, na cidade de Koriyama, prefeitura de Fukushima
(Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)
 
O imperador Akihito e a imperatriz Michiko prestam homenagens às vítimas
(Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)


Durante o seu discurso na cerimônia em homenagem às vítimas,
o primeiro-ministro Yoshihiko prometeu acelerar a reconstrução do Japão 
(Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)


 Manifestantes usam máscaras em protesto contra o uso de energia nuclear em Tóquio
(Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)



 Manifestantes fazem corrente humana e protestam contra política de energia nuclear japonesa, segurando velas em frente ao prédio da Câmara Legislativa, em Tóquio
(Fonte: Notícias Terra - Foto: AFP)

 
No Rio de Janeiro e em São Paulo ocorreram, respectivamente, protestos contra a energia nuclear e homenagens às vítimas da tragédia no Japão. Não li nada a respeito aos demais estados brasileiros, mas - em relação a São Paulo - eu tinha certeza que haveria algum evento neste sentido. Afinal, a cidade comporta a maior colônia japonesa do país.

Manifestações contrárias ao desenvolvimento de energia nuclear marcaram as amnifestações que ocorreram em Ipanema, no Rio de Janeiro. Seu maior foco baseado em protesto é até compreensível, porque é em nosso estado que está a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, da Eletronuclear (subsidiária da Eletrobrás), constituída pelas Usinas Nucleares Angra 1, Angra 2 e a Angra 3, que se encontra em fase de construção.

Em decorrência destas e aproveitando a data de um ano da tragédia do Japão, cerca de 40 ativistas foram às ruas para protestar e cobrar - da presidenta Dilma Rousseff - o fim da energia nuclear no país.


Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto
Imagem capturada na Internet (Fonte: Wikipedia) 


  Manifestantes no Rio de Janeiro
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)


  Manifestantes no Rio de Janeiro
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: AP)


Culto budista, ecumênico, em São Paulo marcando um ano da tragédia no Japão
Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícias Terra - Foto: Reuters)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Terremoto no Japão e a Questão das Usinas Nucleares

Imagem capturada na Internet (Fonte: Vestibulandoweb)

Texto atualizado em 15/06 à 1h23

Desde que o Japão sofreu o forte terremoto seguido de tsunami, em março do ano corrente, a energia nuclear está na berlinda, sobretudo, devido aos sérios riscos de acidentes e contaminação radioativa.

O forte terremoto (magnitude 9, na Escala Richter), ocorrido no país, desencadeou um enorme tsunami que atingiu e destruiu várias cidades, matando mais de 23 mil pessoas, segundo Paraná OnLine.

Além do seu poder devastador e do número elevado de mortos, o tsunami provocou explosões, incêndios e vazamentos de radiação na Usina Nuclear de Daiichi, em Fukushima, localizada a cerca de 225 Km a nordeste da capital japonesa (Tóquio).

Este acidente está sendo considerado como um dos piores desastres nucleares do mundo, mas não foi o primeiro e nem será o último a ocorrer em solo japonês. A menos que a política energética japonesa mude...

A principal vantagem da energia nuclear em detrimento às fontes de energias tradicionais (e não renováveis), como os combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural), reside no volume de energia que esta pode gerar sem maiores emissões de poluentes. Não contribuindo, principalmente, para o efeito estufa. Ao contrário dos combustíveis fósseis, sobretudo, o carvão mineral.

Todavia, não devemos esquecer que a matéria prima da energia nuclear, o Urânio, é também um recurso não renovável, ou seja, suas reservas na natureza vão se esgotar, um dia, podendo durar algumas décadas, apenas.

No caso específico das Usinas Nucleares, além do esgotamento das reservas, devemos levar em consideração os altos custos de construção e manutenção, e os problemas advindos quanto à disposição dos rejeitos radioativos (lixo atômico) e dos riscos de vazamento de radioatividade, mesmo que os especialistas assegurem que estes últimos sejam raros.

Ainda que o Japão tenha investido neste tipo de energia por questões de sua geografia (arquipélago/país insular) e da falta de alternativa no setor energético, o país não poderia empregar alto na opção nuclear em consequência da própria dinâmica interna da Terra.

Como eu mesma comentei com as turmas, o Japão está localizado numa área de grande instabilidade tectônica, ou seja, em área de movimento convergente de placas tectônicas, estando sujeito – em consequência disso - à ocorrência constante de terremotos, maremotos e vulcanismo. Ele faz parte do Círculo do Fogo.

Em razão de sua disposição geográfica que envolve três placas tectônicas (a Euroasiática, Pacífica e Filipinas), a construção de usinas nucleares representa um risco eminente à segurança da população e longe do poder de controle humano.






Só para se ter uma ideia da falta de aplicabilidade da pesquisa científica nos programas políticos e socioeconômicos dos governos, a maior usina nuclear do mundo em capacidade de produção foi construída no Japão. Opção acertada sem levar em consideração à dinâmica interna da Terra e seus fenômenos endógenos.

Mesmo com todo um sistema de segurança, estas não oferecem segurança diante do caráter imprevisível das forças internas da Terra.

Em 2007, dois terremotos de magnitude 6,8 e 6,6 graus na escala Richter abalaram o Japão, afetando a referida usina nuclear, localizada em Kashiwazaki, cidade costeira a noroeste do Japão e causando vazamento de 1,5 litro de água contendo material radioativo, que atingiu o Mar do Japão. Além da contaminação radioativa da água que vazou do reator, elementos tóxicos foram lançados na atmosfera (cobalto-60 e cromo-51).




Edição do Jornal O Globo (17/07/2007 - Página 24 - O MUNDO)
 

Vista aérea da central nuclear de Kashiwazaki_2007 (Fonte: Greenpeace)


Não restam dúvidas que os interesses do setor energético do país não condiz com a geografia do arquipélago japonês, mas mesmo diante deste impasse entre a opção nuclear e os riscos à segurança da população, o Japão continua sendo o terceiro país do mundo em uso de energia nuclear, com mais de 50 usinas em seu território, sendo superado apenas pelos EUA e a França.

Fonte: Panorama da Energia Nuclear no Mundo (Eletronuclear - 2009)

Diante do último acidente, ocorrido em março deste ano, e dos riscos eminentes, pelos quais a população adjacente ficou exposta, diversas pessoas moveram-se tanto no Japão quanto em outros países, questionando a segurança das usinas nucleares.

Ontem, o Jornal Nacional noticiou que, em face deste acidente no Japão, a Alemanha anunciou o fechamento de todas as usinas nucleares do país até o ano de 2022.

Todavia, esta medida já havia sido divulgada - há alguns anos - pelo referido país europeu, o qual decidiu pela não instalação de novos reatores e pela desativação dos reatores em funcionamento depois de concluída a vida útil destes.

As fontes alternativas de energia, como a energia solar, a energia dos vegetais (biomassa),  a eólica (dos ventos), entre outras, são mais recentes e ainda pouco utilizadas. Vamos ver o resultado desta mobilização popular e das discussões arroladas.

Fontes de Consulta

. Energia e Ambiente

. Greenpeace

. Jornal impresso e televisivo (várias fontes e edições)

. Material didático pessoal

. ParanáOnLine

. Panorama da Energia Nuclear no Mundo

domingo, 12 de junho de 2011

Efeito em Cascata nas montadoras Honda e Toyota, em São Paulo: Demissões e paralisações nas linhas de montagem


                                      Imagem capturada na Internet (Fonte: Sindicacau)


Terremoto no Japão, demissões no Brasil. O que um fato tem a ver com outro? Qual a relação entre eles?

Se alguém considerou que o desastre natural, lá no extremo oriente asiático não tem nada a ver com o desemprego em nosso país, sobretudo, no estado de São Paulo está totalmente equivocado. Há uma associação sim.

A ligação entre ambas as situações se encontra sob o efeito da globalização. Mais precisamente relacionada a um dos seus aspectos, isto é, no que diz respeito à integração e interdependência dos mercados mundiais com a expansão das empresas multinacionais.

Neste caso, em particular, estou me referindo às multinacionais japonesas Toyota e Honda, que foram afetadas diretamente pelo terremoto seguido por tsunami que devastaram a região nordeste do Japão, em março passado.

Eu já havia comentado a respeito disso na postagem do dia 30 de abril (Aldeia Global e seu Efeito em Cascata), mas – na época – só eram cogitadas medidas paliativas para lidar com os problemas na importação de autopeças da matriz, de ambas as empresas, no Japão.

O que as montadoras têm trabalhado é com as peças de estoque, pois não há como repô-las uma vez que as importações da matriz japonesa estão suspensas.

No entanto, as demissões aconteceram... Só a Honda demitiu, em maio, 400 funcionários e, no início deste mês, a mesma já comunicou que a montadora de Sumaré (SP) passará a operar em dois turnos de trabalho (antes eram em três turnos) e que 800 funcionários irão trabalhar sob regime de rodízio de licença remunerada até o final do ano (dezembro).

A montadora da Toyota em Indaiatuba (SP), por sua vez, vem aplicando interrupção diária de produção (paralisação). As paralisações aconteceram nos dias 25 de abril, 06 e 20 de maio e, está previsto um quarto dia para este mês (junho), não divulgado ainda.

É o efeito em cascata do fenômeno da Globalização... No mundo cada vez mais globalizado, quando surge uma crise ou um problema em uma das partes envolvidas, todos os envolvidos na rede acabam sendo afetados.

Neste caso específico, compromete não só as relações entre a Matriz e suas respectivas filiais, espalhadas em diferentes países, em sua linha de produção mas, também, o comércio, o emprego, a renda familiar.

Fonte: Jornal O Globo impresso (diversas edições)

terça-feira, 22 de março de 2011

Japão: Atualizando os dados oficiais

Segundo a EBand, o número de mortos no Japão - em consequência do terremoto seguido de tsunami - já chega a 9.079. Estima-se que o número de desaprecidos seja na ordem de 12.782 pessoas.

As dificuldades encontradas na definição do número exato de mortos e desaparecidos segue à situação caótica por qual passa o país, mais especificamente a região nordeste, desde o dia 11 de março, quando houve o forte terremoto seguido por um tsunami. A quantidade de escombros e os danos  nas vias de transporte só permitem o trabalho manual e equipamentos mais leves.

Se já não bastassem as perdas materiais, econômicas e humanas diante destes fenômenos ligados à dinâmica interna da Terra (terremoto e tsunami), o Japão enfrenta outro problema decorrente dos eventos naturais:  o vazamento de material radioativo da Usina Nuclear de Fukushima.

Segundo as notícias divulgadas nas mídias, os alimentos e a água estão contaminados, apesar das informações não serem coesas entre as autoridades oficiais. Outros, por sua vez, afirmam que os níveis de radioatividade detectados não representam riscos à saúde da população.

domingo, 13 de março de 2011

Japão: Retificando e atualizando os dados oficiais quanto às vítimas...

Atualizando os dados oficiais quanto ao número de mortos em consequência do terremoto seguido de tsunami no Japão... Segundo o Último Segundo, o número divulgado já chega a 1.217 mortos.

E, como eu falei na postagem anterior, este número vai aumentar a cada hora que passe...

Vazamento Radioativo no Japão: A outra face da tragédia do terremoto e do tsunami no país

Momento da chegada da tsunami à cidade de Miyako, Japão, no dia 11/03
(Fonte: Último Segundo)

Infelizmente, as notícias não são nada boas com relação a tragédia ocorrida, no dia 11 de março, no Japão. Se já não bastassem a devastação e o número de mortos em consequência do terremoto e, sobretudo, da tsunami que atingiu a região nordeste do país, o Japão vive - hoje - sobressaltado e atemorizado com as notícias sobre o vazamento radioativo da usina de Fukushima Dalichi ocorrido após a explosão da estrutura de concreto de um dos seus reatores.
 
Embora as autoridades continuem a afirmar que os efeitos da explosão são mínimos e que não há danos diretos ao reator nuclear, o acidente foi classificado na categoria 4 (a escala vai de 0 a 7) e está sendo considerado o maior desde o desastre de Chernobyl (Ucrânia), ocorrido em abril de 1986.

Como esperar que a população próxima à Usina e, consequentemente, mais vulnerável à exposição radioativa esteja tranquila?

Para quem não se lembra, o Japão já vivenciou um episódio histórico associado ao lançamento de bombas atômicas, durante a II Guerra Mundial, quando as cidades de Hiroshima e Nagasaki foram atingidas por bombas lançadas pelos EUA, respectivamente, nos dia 06 e 09 de agosto de 1945.

Embora, a situação em si ( o impacto direto das bombas na superfície) e o contexto sejam distintos, a população japonesa tem noção dos efeitos à exposição radiação, com o desenvolvimento de enfermidades como o câncer, por exemplo.

De acordo com o que foi noticiado nos meios de comunicação, em cerca de 160 habitantes da cidade de Futabamachi, vizinha à Usina, já foram diagnosticados a contaminação radioativa.

O governo japonês tomou algumas medidas em relação a isso: aumentou o perímetro de segurança para 20 km (antes eram 10 Km), retirou 200 mil moradores e vai distribuir iodo para proteger à população local no desenvolvimento de câncer de tireóide.

Além dos riscos à vida, as autoridades e, principalmente, a população afetada temem pelas enfermidades que podem ser desenvolvidas após à exposição direta e/ou indireta a radiação.

Só para se ter uma ideia, no desastre nuclear de Chernobyl, além das pessoas que morreram diretamente pelo acidente, seja pela explosão do reator seja no combate ao incêndio, muitas outras sofreram sequelas da exposição radioativa ou vieram a falecer anos - mais tarde - em consequência desta nos países afetados (Ucrânia, Bielorússia e Rússia).

As autoridades da área de saúde constataram que, depois de uma década (10 anos) do desastre, a maior parte do quase 800 casos de câncer de tireóide registrados em crianças, as mesmas se encontravam - na época (abril de 1986) - na condição de fetos, com mais de seis meses de vida intra-uterina ou tinham até seis meses de idade.

Daí, a medida a ser tomada pelo governo japonês em distribuir iodo à população local.

O número de mortos em consequência do forte terremoto e do tsunami , até a manhã de hoje, é de 977 vítimas, segundo a última apuração oficial divulgada pela polícia japonesa e divulgada na Folha Online.

Infelizmente, esta estatística vai aumentar, uma vez que o número de desaparecidos ainda é incerto. Estima-se que só no povoado de Minamisanriku, em Miyagi, arrasado pelo tsunami, o número de desaparecidos chegue a 10 mil pessoas.

Na província de Fukushima há 1.167 pessoas desaparecidas, segundo dados obtidos com as autoridades locais.

Como eu mencionei na postagem anterior, o Japão – ao longo de sua história de forças antagônicas – natureza x homem – sabe conviver com os tremores de terra (terremotos), mas nenhuma tecnologia mais avançada, que possa existir, pode minimizar os efeitos destrutivos e velozes de um tsunami.

Ainda mais sob a força que ambos impuseram ao arquipélago, visto que outros episódios de tsunamis, o país já sofreu (só que de magnitude bem mais baixa).

Acredito que não só a população japonesa, como as comunidades espalhadas em diversos países (os imigrantes japoneses), como são os de São Paulo (bairro da Liberdade) ou de Maringá (Paraná) se encontram consternados com a situação do país. O mundo todo se encontra enternecido neste momento.

 
Fontes de Consulta
 
. Folha OnLine
 
. Jornal O Globo (Edição impressa do dia 13/03/2011)
 
. Poluição Radioativa
 
. Último Segundo

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Terremoto no Haiti: novas descobertas acerca dos sistema de falhas geológicas

Imagem capturada na Internet (Fonte: AlagoasNegócios)


Como já mencionei em sala de aula, a dinâmica interna da Terra não é totalmente previsível e, muito menos, sabemos ao fundo tudo que cerca a sua área de abrangência.
 
A Teoria da Tectônica de Placas é algo inquestionável, mas o que se conhece até hoje, o quê o homem domina em termos de conhecimento não representa tudo e, por esta questão, outras descobertas podem surgir por acaso... Algumas vezes, chegando a derrubar teorias ou premissas antigas.
 
Foi o que aconteceu, recentemente, e eu já havia esquecido de postar. Trata-se do terremoto que aconteceu em janeiro no Haiti. Eu mesma postei - neste espaço - a respeito deste grave desastre natural, que matou mais de 200 mil pessoas, inclusive, a nossa saudosa Drª Zilda Arns Neumann, que foi a fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança (Organismo de Ação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB).
 
Pois bem, no dia 12 deste mês, foi divulgado nas mídias a última descoberta a respeito do terremoto que devastou o país da América Central Insular. De acordo com os cientistas, o padrão do terremoto não foi compatível com a estrutura geológica, até hoje, conhecida na região. Ele foi provocado por uma falha geológica desconhecida.
 
Vejam a reportagem, na íntegra, publicada no Último Segundo.

Falha geológica desconhecida causou tremor no Haiti, dizem cientistas

Padrão do terremoto foi incompatível com a estrutura geológica conhecida na região, dizem pesquisadores americanos

O terremoto devastador que atingiu o Haiti no começo do ano foi provocado por uma falha geológica anteriormente desconhecida, disseram cientistas da Purdue University, do Estado de Indiana, nos Estados Unidos.
 
Segundo os pesquisadores, que apresentaram seus resultados em um encontro científico em Foz do Iguaçu (PR), a descoberta pode ser o primeiro sinal de um sistema maior de falhas geológicas na região.
 
A falha de Enriquillo, que passa pela capital do Haiti, Porto Príncipe, havia sido originalmente apontada como a origem do terremoto de janeiro. Entretanto, usando equipamentos como GPS e radar, o pesquisador Eric Calais e seus colegas da Purdue University foram capazes de mostrar que o padrão de movimento do tremor foi incompatível com o deslizamento em uma falha vertical como a de Enriquillo.
 
Cálculos mostraram que a única maneira de relacionar os dados coletados ao ocorrido era por meio do mapeamento de uma nova falha, levemente inclinada, a 60 graus na direção norte em relação à Enriquillo. Esta falha previamente desconhecida somente foi revelada aos cientistas pelo próprio terremoto.

Nível de risco
Eric Calais explicou que o fato de que não houve quebras na superfície ao longo da falha de Enriquillo foi a primeira pista de que o terremoto no Haiti foi mais complexo do que se pensava anteriormente.

Em meio à destruição provocada pelo tremor, os cientistas levaram vários meses para juntar dados para tentar explicar o que realmente ocorreu no país.

Calais disse à BBC que a busca e o estudo do sistema de falhas geológicas ao qual pode estar associada a falha descoberta é crucial para determinar "o nível de risco para o Haiti no longo prazo".

"O deslizamento de uma falha durante um terremoto altera o nível de risco na região de uma maneira que depende da localização da falha, da geometria e do deslizamento", disse. "Em algumas áreas o risco pode ser levemente elevado, em outras vai ser reduzido. Há pesquisas em andamento sobre quais as consequências específicas do tremor para o sul do Haiti", afirmou.

O terremoto em janeiro matou mais de 200 mil pessoas e deixou 1,5 milhão de pessoas desabrigadas no país caribenho.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Haiti: Vídeo mostra o momento do terremoto de janeiro de 2010

A BBC Brasil divulgou um vídeo, liberado pelo governo haitiano, recentemente, que mostra o momento do terremoto no palácio presidencial, localizado na capital do Haiti, Porto Príncipe.

Quem está lembrado, o sismo aconteceu no dia 12 de janeiro deste ano e, segundo esta última reportagem, o número de mortos chegou a 300 mil pessoas.

No vídeo é possível ver o desespero das pessoas (ou é o mesmo indivíduo?) no interior do palácio do governo. Na hora, a pessoa fica atônita, sem saber - ao certo - para onde ir.

A divulgação deste aconteceu durante uma Conferência sobre o futuro do Haiti, a qual foi realizada na República Dominicana, país vizinho e situado na mesma ilha.


Fonte: Último Segundo

quinta-feira, 11 de março de 2010

Terremoto no Chile: Mudanças no Mapa da Costa Chilena


Imagem capturada na Internet (Google)



O forte terremoto de 8,8 na escala Richter, que atingiu a costa litorânea do Chile, no dia 27 de fevereiro deste ano, acabou provocando mudanças significativas na geografia da região.

Pesquisadores de quatro Universidades dos EUA (Ohio State University, University of Mempis, Instituto de Tecnologia da Califórnia e Universidade do Havaí) em parceria com equipes de outras Instituições chilenas e argentinas (Instituto Geográfico Militar - IGM, Universidade de Concepción e o Centro de Estudios Científicos – CECS, do Chile e Instituto Geografica Militar, Universidad Nacional de Cuyo e Unversidad Nacional de Buenos Aires, da Argentina ) realizaram um levantamento preliminar na região – baseado em medições - e constataram que toda a cidade de Concepción se deslocou pelo menos 3 m para o oeste.

Segundo os dados colhidos nesta primeira análise, a capital argentina – Buenos Aires -
moveu-se cerca de 2,5 cm para o oeste, enquanto Santiago (Chile), mais próximo do local do epicentro, se deslocou quase 30 cm para o oeste-sudoeste.

As cidades de Valparaíso (Chile) e Mendoza (Argentina) tiveram, também, suas posições alteradas de forma significativa, isto é, 13,4 cm e 8,8 cm, respectivamente.

O resultado obtido tomou por base a análise e comparação das coordenadas geográficas das cidades, realizadas por meio de receptores GNSS, em dois períodos distintos, ou seja, antes do grande terremoto e 10 dias após o evento.

O professor de Ciências da Terra da Universidade do Estado de Ohio (EUA), Mike Bevis, coordena o projeto “GPS dos Andes Central e do Sul (CAP)”, desde 1993, no qual tem realizado medições dos movimentos na crosta e a deformação nos Andes.

O referido projeto almeja triplicar sua atual rede de 25 estações GNSS por toda a região estudada. O objetivo é determinar os deslocamentos que ocorrem durante os abalos sísmicos (terremotos).

Com as novas estações, os pesquisadores poderão monitorar as deformações pós-sísmicas durante diversos anos, capaz de fornecer dados passíveis para ampliar o conhecimento atual acerca da física dos terremotos.


Fonte: Agência Fapesp - MundoGeo



Imagens obtidas no MundoGeo




segunda-feira, 8 de março de 2010

Curiosidade: Primeiro Sismógrafo do Mundo

Sismógrafo de Chang Heng - China (132)
Imagem capturada na Internet (Wikipedia)


Voltando a falar sobre terremotos... Muito antes do italiano Giusseppe Mercalli ter inventado a escala Mercalli (1902) ou da dupla Charles Francis Richter (estadunidense) e Beno Gutenberg (alemão) ter criado a escala Richter (1935), a China já havia despontado na frente com a questão dos terremotos através da invenção do sismógrafo.

Isso aconteceu há muito tempo... Durante a Dinastia Han, na China, cujo período compreendido foi de 206 a.C a 220 d.C.

No início do Século II d.C., o astrônomo imperial chinês, Zhang Heng (Chang Heng), criou um instrumento que pode ser considerado o primeiro sismógrafo do mundo.

O instrumento – bastante curioso - respondia aos profundos ruídos de um tremor de terra, não detectando – porém - pequenos abalos sísmicos na superfície.

O referido sismógrafo consistia em um jarro de bronze, com tampa, com oito dragões entalhados na sua parte exterior, os quais olham para baixo. Na parte inferior e voltado para os dragões se encontram dispostos oito sapos, todos com a boca aberta.

O instrumento funcionava da seguinte maneira: em sua parte interna há um pêndulo, pesado, suspenso, que se movimentava por efeito de um tremor de terra e à partir de seu movimento, alavancas internas eram acionadas, ativando o gatilho para a liberação de uma bola, que se encontrava presa na boca do dragão. A boca do dragão se abria, lançando a bola para baixo, ou seja, para a boca do sapo.

O dragão que soltava a bola era o indicador da direção do Epicentro, ou seja, do ponto da superfície do sismo. Logo em seguida e, automaticamente, o gatilho que era desativado impedindo que outra bola fosse lançada; obtendo assim, uma indicação permanente.




Outros sismógrafos similares (Imagens capturadas no Google)










Fontes:

. Blog China Imperial

. HowStuffWorks (Como Tudo Funciona)

. Super Abril

. Wikipedia

domingo, 7 de março de 2010

O terremoto do Chile provocou mudança no eixo da Terra em 8 centímetros


Imagem capturada na Internet


Há dias estou para postar acerca do que foi noticiado nos principais meios de comunicação sobre a influência do impacto do tremor de terra, ocorrido no Chile no dia 27 de fevereiro, no eixo da Terra.

Mesmo sabendo que a alteração é mínima e imperceptível para nós, o fato é preocupante, pois já não é a primeira vez que um fenômeno desta natureza, de alta magnitude, afeta a rotação da Terra.

E, de acordo com os cientistas da Nasa, as alterações calculadas na duração do dia são permanentes. Com isso, uma série de terremotos pode fazer com que os dias fiquem ainda mais curtos.

No ano de 2004, o terremoto de magnitude 9,1 que atingiu o sudeste asiático e gerou o tsunami no oceano Índico deslocou o eixo da Terra em 7 centímetros, reduzindo o dia terrestre em 6,8 microssegundos.

Fica subtendido, aqui, que o eixo da Terra mencionado é aquele sobre o qual a massa do planeta se mantém equilibrada, que é diferente do eixo norte-sul, de pólo a pólo.

Já o terremoto ocorrido no Chile, no último dia 27 de fevereiro, de magnitude 8,8 graus na Escala Richter, mudou o eixo da Terra em 8 centímetros e pode ter encurtado o dia em aproximadamente 1.26 microssegundos.

Fica até difícil de mensurar ou imaginar a dimensão do efeito em si... pois um microssegundo equivale a um milionésimo de segundo, isto é, um segundo dividido por 1 milhão.

Nem mesmo a Nasa consegue registrar esse tempo. O tempo mínimo que se consegue medir é de cinco milionésimos de segundo, cerca de quatro vezes mais do que a alteração que teria ocorrido com o terremoto do Chile.

Este cálculo, preliminar, foi realizado pelo cientista Richard Gross e membros de sua equipe do Laboratório de Propulsão a Jato da agência espacial americana (JPL/Nasa) à partir da construção de um complexo modelo computacional matemático.

O forte terremoto que atingiu o Chile pode deslocar grandes porções de terra e rochas, bem como alterar a distribuição de massa no planeta. A interferência nesse balanço faz com qua a velocidade do movimento de rotação da Terra também seja afetada, sofrendo alterações. O eixo de balanço sofreu um reajuste de 2.7 miliarcosegundos, o equivalente a um incremento de 8 centímetros..

Na verdade, o eixo de balanço não é o mesmo que eixo de inclinação da Terra; ele é um vetor hipotético ao redor do qual a massa do planeta está distribuída. A diferença entre os dois eixos é de aproximadamente 10 metros.

Fazendo uma analogia em relação a massa do planeta, os cientistas utilizaram o exemplo de um patinador. Este, ao rodopiar com os braços abertos, vai girar sob um movimento mais devagar. No entanto, se ele colocar os braços junto ao corpo, o seu movimento giratório vai ser bem mais rápido. Isso ocorre porque a distribuição de massa do seu corpo é alterada, afetando a sua velocidade de rotação.

Observa-se ainda que o deslocamento verificado por efeito do sismo do Chile foi maior que o evento tectônico de 2004 por dois motivos: primeiro, o terremoto no Chile foi localizado próximo às médias latitudes, o que o torna mais eficaz para a alteração do balanço das massas e, segundo, a falha responsável pelo sismo do Chile (2010) apresenta um mergulho em ângulo ligeiramente mais acentuado do que a falha responsável pelo terremoto de Sumatra (2004).

Com isso, a falha no Chile se apresenta mais eficiente para deslocar a massa verticalmente, sendo mais eficaz para alterar o eixo de balanceamento da Terra.

Fontes:

. Apolo 11

. G1. Globo.Com

. O Estadão