domingo, 18 de outubro de 2015

Horário de Verão: 2015-2016


Imagem capturada na Internet para fins ilustrativos
Fonte: Esporte Blog
 
Já está vigorando o Horário de Verão, desde a meia noite de ontem. Os relógios de 10 estados e mais o Distrito Federal tiveram que adiantar os relógios em 1 hora.
 
Como fora estabelecido pelo Decreto Federal nº. 6.558 de 08/09/2008, o Horário de Verão passa a vigorar – anualmente - a partir do 3° domingo do mês de outubro, terminando no 3° domingo de fevereiro do ano subsequente (exceto nos casos em que a data final coincida com o carnaval, sendo esta adiada para semana seguinte).  
 
O Horário de Verão teve início em nosso país, através do Decreto nº. 20.466 de 01/10/1931, durante a vigência do Governo de Getúlio Vargas. Contudo, ele não foi cumprido de forma contínua nos anos subsequentes, sendo interrompido por muitos anos. Só passando a ser cumprido, anualmente e interruptamente, a partir de 1985.
 
Conforme dita o referido Decreto, acima mencionado, o Horário de Verão só abrange as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Vejam a imagem abaixo (Fonte: Portal G1)



O principal objetivo da adoção do Horário de Verão consiste em promover a economia de energia elétrica a partir do aproveitamento da luz natural (solar) nos dias mais longos das estações de primavera e verão.

 
No entanto, em termos de economia de energia, o Horário de Verão tem mais efeito para os países do hemisfério Norte, nos quais - durante o verão - o céu claro costuma permanecer até às 20 horas (em alguns lugares até às 22 horas).
 
Nos países da Zona Tropical ou Intertropical, situados entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio, incluindo o Brasil, a incidência solar é mais uniforme durante o ano inteiro. Não havendo, por isso, grandes vantagens com esta medida.
 
No nosso caso, a adoção do Horário de Verão se encontra condicionada, sobretudo, para amenizar os impactos negativos no sistema elétrico, uma vez que há um aumento na demanda de energia, mais ou menos, por volta das 18h, quando muitos estão regressando para os seus lares e – ao mesmo tempo – lâmpadas são acesas, chuveiros e aparelhos de ar condicionados são ligados, bem como ventiladores e outros aparelhos elétricos. Além disso, neste mesmo horário, a iluminação pública também é ligada.
 
Sendo assim, a adoção do Horário de Verão se dá, essencialmente, para garantir segurança ao Sistema Elétrico do país mediante à redução da demanda de energia nos horários de maior consumo, apesar de proporcionar também certa economia de energia elétrica.
 
Esta medida do Governo, no entanto, não é aceita de maneira satisfatória por todos os brasileiros. Como muitos alegam, a partir da entrada do Horário de Verão dá-se início ao período das grandes lamentações. Na verdade, bem antes de sua vigência, as reclamações já rondam os bate-papos entre os amigos.
 
Muitos não conseguem se adaptar ao novo horário, alegando que o descompasso do seu horário biológico com a mudança de horas. E, em razão disso, estas pessoas apresentam – ao que os especialistas chamam - desordem temporal interna, cujos sintomas mais frequentes são: insônia, sonolência diurna, cansaço, mal-estar, mau humor etc..
 
Dependendo do indivíduo, segundo os mesmos, as alterações podem diminuir e/ou acabar após alguns dias ou semanas.
 
Eu, particularmente, não tenho nada a reclamar, pois adoro a sensação de chegar em casa cedo, por razão de ainda estar claro.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

15 de Outubro: Dia do Professor


 Imagem capturada na Internet
Fonte: Voz da Bahia

Uma aluna disse que eu era uma professora “Chata-legal”...
 
Chata-legal”, como assim? Pensei, logo de imediato!
 
Eu ri e a questionei. Há testemunhas, pois foi na sala de aula, e entre estas, muitos alunos concordaram com a opinião da aluna.
 
Ela explicou que eu era Chata porque:  chamo a atenção da conversa paralela durante as minhas explanações; dos cochichos durantes as provas (eles sempre alegam outros assuntos e nunca a cola); não permito boné e celulares na sala de aula; passo "Atividade Domiciliar" (dever de casa) tanto no Ensino Fundamental quanto no Médio; chamo o responsável; tiro pontos quando isso se faz necessário, entre outras coisas mais.
 
O Legal, porque... quem me conhece sabe como sou!
 
Eu considerei um elogio, pois as minhas atitudes chatas têm por base o cumprimento dos direitos e deveres de todos, sobretudo, quando um deles coloca em risco o processo ensino-aprendizagem. O boné é por uma questão do uso do uniforme oficial, o qual não se inclui o boné como acessório (nem em uma escola, em um templo religioso ou igreja e nem em um quartel).
 
Amo minha profissão e até, hoje, me lembro de um aluno chamado Ricardo, da antiga 5ª série (atual 6˚ Ano do Ensino Fundamental II), que me cumprimentou assim: “Bom dia, querida professora” e, hoje, ouço ainda a mesma saudação por parte de uma aluna do Ensino Médio (sem tom de deboche).
 
Ser professor regente de turma, hoje, sem dúvida nenhuma, é uma tarefa bastante difícil e, na opinião de outros, muito arriscada. Problemas, de diversas naturezas, surgem como entraves ao bom ambiente onde se busca a conciliação integral do processo de ensino e o da aprendizagem.
 
Alunos indisciplinados e descompromissados, a falta de material didático, a infraestrutura precária das Unidades Escolares, responsáveis ausentes, a infrequência excessiva, o próprio êxodo escolar, a falta de professores, a violência, o Bullying e outros fatores internos e/ou externos chegam a desanimar e provocar o desinteresse dos professores em dar continuidade a sua prática docente.
 
No entanto, muitos se mantêm por amor à carreira escolhida, por acreditar que a Educação é o único e privilegiado caminho para a transformação do mundo e, também, por observar que muitos alunos acreditam nisso e se desenvolvem com base numa relação dialógica, amiga e de troca, onde o ensino e a aprendizagem se fundem em um mesmo plano de equilíbrio.
 
E se não houver um equilíbrio entre ambos os processos, seja por alguma falha pontual, o aluno – enquanto agente autônomo vai atrás do conhecimento só para atender a sua necessidade e mostrar ao professor que ele, mesmo, faz a diferença.
 
Ensinar é um ato de amor e de seriedade em prol do desenvolvimento do aluno, capaz de dar os caminhos por onde o mesmo deverá buscar e construir o seu conhecimento, descobrir seus talentos e por em prática as suas potencialidades.
 
Somos eternos aprendizes e, por isso, ensinar e aprender sempre estarão ativos em nossas vidas, seja escola formal seja na escola da vida.
 
Parabéns a todos os professores pelo seu dia!
 
 
Ensinar não é transferir conhecimento,
mas criar as possibilidades
para a sua própria produção ou a sua construção.”
                                                             (Paulo Freire)
 

sábado, 10 de outubro de 2015

Mês de Outubro: Datas Comemorativas



Imagem capturada na Internet para fins ilustrativo
Fonte: Papagueno



OUTUBRO

1º. Dia Internacional da Terceira Idade (Dia do Idoso)
       Dia de Santa Terezinha
       Dia do Vendedor
       Dia Nacional do Vereador
 
03. Dia Mundial do Dentista
        Dia do Petróleo Brasileiro
        Dia das Abelhas

04. Dia da Natureza
        Dia do Barman
        Dia do Cão
        Dia do Poeta
        Dia de São Francisco de Assis

05. Dia das Aves
        Dia Mundial dos Animais
        Dia Mundial do Professor
        Dia da Micro e da Pequena Empresa

06. Dia do Prefeito
        Dia Nacional do Doador de Medula Óssea
        Dia do Tecnólogo  

07. Dia do Compositor

08. Dia do Nordestino
        Dia do Direito a Vida
        Dia do Asfaltador

09. Dia do Analista de Suporte
       Dia do Atletismo
       Dia Mundial dos Correios
       Dia do Açougueiro

10. Dia Mundial do Lions Clube
       Dia Mundial Contra Pena de Morte
       Dia do Empresário Brasileiro
       Dia Mundial da Saúde Mental 

11. Dia do Deficiente Físico

12. Dia de Nossa Senhora da Aparecida do Norte
        Dia da Criança
        Dia do Atletismo
        Dia do Engenheiro Agrônomo
        Dia do Mar
        Dia do Descobrimento da América

13. Dia do Terapeuta Ocupacional
        Dia do Fisioterapeuta

14. Dia Nacional da Pecuária

15. Dia do Professor
       Dia da Normalista

16. Dia Mundial da Alimentação
       Dia da Ciência e Tecnologia

17. Dia Internacional para Erradicação da Pobreza
       Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira
       Dia do Eletricista

18. Dia do Médico
       Dia do Estivador
       Dia do Securitário
       Dia do Pintor

20. Dia Internacional do Controlador de Tráfego Aéreo

23. Dia da Aviação e do Aviador

24. Dia das Nações Unidas (ONU)

25. Dia Internacional Contra a Exploração da Mulher
       Dia da Democracia
       Dia do Dentista Brasileiro
       Dia do Sapateiro

28. Dia do Funcionário Público

29. Dia Nacional do Livro
 
30. Dia do Balconista
        Dia do Comerciário

31. Dia Mundial do Comissário de Voo
       Dia das Bruxas (Halloween)

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Entendendo os Reflexos do Terremoto no Chile em Terras Brasileiras



Imagem capturada na Internet para fins ilustrativo
Fonte: UOL Notícias Internacional (Foto: Ivan Alvarado/Reuters)

A melhor sensação que um professor pode ter é quando um aluno demonstra, por iniciativa própria, que aprendeu a matéria ou quando ele consegue fazer - no caso da minha disciplina (Geografia) - a correlação entre o tópico abordado em sala de aula com a reportagem do telejornal, por exemplo. E isso aconteceu...

Alguns alunos, tanto do Ensino Fundamental II quanto do Ensino Médio, assistiram os noticiários na TV e, no dia seguinte, me procuraram para comentar sobre o forte terremoto ocorrido no Chile, no dia 16/09, o qual foi sentido em São Paulo e em outras cidades brasileiras.
 
Como já havíamos visto este conteúdo em sala de aula, o que mais foi enfatizado por eles foi o fato dos tremores terem sido sentidos aqui, no Brasil.

O terremoto no Chile, de magnitude 8,3 graus, foi no mar e ocorreu à noite, próximo à região de Valparaíso, a 232 km de Santiago (capital do país) e a 55 km a oeste da cidade de Illapel.

 Imagem capturada na Internet para fins ilustrativo
 
Logo depois, um alerta de tsunami obrigou que um milhão de pessoas deixasse suas residências na área costeira (Pacífico), onde as ondas atingiram 4,5 metros de altura. O mesmo alerta foi transmitido ao Peru, ao Havaí (EUA), Califórnia (EUA) e até à Nova Zelândia.
 
De acordo com os dados divulgados nas mídias, o terremoto causou a morte de oito pessoas. Após o forte terremoto foram registradas, pelo menos, 20 réplicas, sendo algumas de magnitude 6 graus.
 
Tremores foram sentidos em alguns estados brasileiros, como em São Paulo, os quais foram registrados na capital e, também, nas cidades de Guarulhos, Osasco, Campinas e Santos. Além destas cidades houve registro nas cidades de São José (Santa Catarina), Fortaleza (Ceará), Belém (Pará), Porto Alegre e Santa Maria (Rio Grande do Sul), bem como em municípios dos estados de Minas Gerais e do Maranhão.
 
Os tremores foram de baixa intensidade e, por isso, não houve registro – em nenhuma das cidades brasileiras atingidas - de danos materiais e nem de pessoas feridas.
 
Em geral, o termo terremoto é empregado quando o abalo sísmico é de grande magnitude. Já a expressão sismo é usada para qualquer vibração ou tremor de terra. 
O Hipocentro ou foco do terremoto se localiza no interior da crosta terrestre e este consiste na fonte de onde partem e se propagam as ondas sísmicas. Já o Epicentro é o ponto da superfície terrestre, onde os efeitos do mesmo vão ser sentidos e desencadeados. O Epicentro se localiza diretamente sobre o Hipocentro.
O epicentro do terremoto que ocorreu no Chile foi localizado a 71 Km da cidade de Illapel, na Província de Choapa, ao norte de Santiago, capital do país.
 

Imagem capturada na Internet para efeito ilustrativo
 
Outros conceitos que devemos distinguir são: magnitude e intensidade dos terremotos, pois ambos possuem concepções distintas.

A magnitude é uma medida quantitativa do tamanho do terremoto, estando relacionada à energia sísmica liberada no foco (Hipocentro) e a amplitude das ondas vibratórias, que se deslocam do Hipocentro ao Epicentro.

O aparelho usado para medir a magnitude dos sismos é denominado de sismógrafo. Este tem por base as ondas sísmicas que se propagam a partir do ponto de origem (Hipocentro).

A escala utilizada para quantificar a magnitude local é a Escala Richter. No seu início, a Escala era graduada de 0 a 9, mas após a ocorrência de terremotos de magnitude superior a este grau, a mesma passou a ser considerada "Escala aberta" de Richter.

Já a intensidade sísmica é uma medida qualitativa dos efeitos do terremoto na superfície terrestre. Esses efeitos são avaliados a partir da observação "in loco" tanto em termos de danos ambientais quanto de perdas humanas e materiais (construções).

Na classificação da intensidade dos terremotos, ou seja, dos seus efeitos na superfície terrestre, é utilizado a Escala de Mercalli Modificada, sobretudo no Ocidente, a qual possui 12 graus (em algarismos romanos).
Ainda, vale ressaltar que a intensidade sísmica nem sempre tem correlação direta com a magnitude do abalo sísmico, pois um forte terremoto pode ter - tanto uma alta intensidade quanto baixa, assim como um terremoto de menor magnitude, também.
 
Na verdade, o grau da intensidade dos sismos vai depender da ocorrência de outros fatores (internos e/ou externos), a saber:
 
- Profundidade Focal (distância entre o Epicentro e o Hipocentro);
 
- Distância Epicentral (distância angular entre o foco e a estação sismológica que registrou o sismo);

- Estrutura geológica da área afetada, com disposição ou não de relevo na região (podendo haver deslizamento de terra e soterramento de áreas habitáveis);
 
- Qualidade das construções civis (edificação com material de baixa qualidade é mais susceptível a desmoronar).
 
A falta de planejamento por parte das autoridades competentes, a inexistência de uma Estação Sismológica local ou próxima (monitora os sismos) e, até mesmo, as condições socioeconômicas agravam a situação nestas áreas de maior instabilidade tectônica, sujeitas a abalos sísmicos e vulcanismo constantes.
 
Para ilustrar bem esta situação, basta comparar a intensidade (os efeitos) do terremoto que ocorreu em dois países distintos, o quais se caracterizam por condições socioeconômicas desiguais: o Haiti (país latino-americano, subdesenvolvido) e o Japão (país asiático, desenvolvido), vejamos:

HAITI
. Data do Terremoto: 12/01/2010
. Magnitude: 7,0 (Escala Richter)
. N˚ de Mortos: 200 mil
 
JAPÃO
. Data do Terremoto: 10/03/2011
. Magnitude: 8,9 (Escala Richter)
. N˚ de Mortos: 13 mil
 
Os que eles têm em comum é a localização próxima à borda da placa tectônica de limite convergente com outra placa, configurando-se assim em áreas de grande instabilidade tectônica. E um dos aspectos que eles têm em incomum, já mencionado acima, é a condição socioeconômica discrepantes de ambos.

O Haiti, considerado o país mais pobre do continente americano, não investe em medidas preventivas e/ou mitigadores aos efeitos de um terremoto. E para piorar, por ocasião do terremoto de 2010, o seu Epicentro foi em uma área populosa e pobre (construções precárias) e nada mudou, praticamente, em termos de sua reconstrução e melhorias.
 
Já o Japão, que faz parte do Grupo dos 7 países mais ricos do mundo (G7), investe em prevenção aos abalos sísmicos naturais. E, embora, os investimentos sejam altos em termos infraestrutura, como sistema de molas (espécie de amortecedor) nas fundações dos prédios mais modernos para absorver o abalo por ocasião dos sismos, os fenômenos tectônicos e seus efeitos são sempre imprevisíveis e sinalizam perigo.
 
Desde 1981, a legislação japonesa determina que toda e qualquer construção a ser erguida precisa ter uma fundação resistente a fortes terremotos. As edificações mais antigas, anteriores à publicação da referida Lei, são aconselhados a reforçar as suas estruturas. O Governo contribui diretamente com parte das reformas.
 
Mapa-Múndi com a disposição das Placas Tectônicas
Imagem capturada na Internet (Fonte: Eco4u)

Para entender a origem dos terremotos e outros fenômenos tectônicos associados é preciso compreender a dinâmica interna da Terra e os movimentos das placas tectônicas.
 
Como é possível verificar na imagem acima (mapa), a superfície terrestre se encontra fragmentada em “pedaços”, de diferentes tamanhos. Na verdade, esses “pedaços” são as chamadas placas tectônicas. Estima-se que sejam 15 placas tectônicas, ao todo, as quais se encontram em constante movimento. 
 
Sob este contexto, vale relembrar a diferença entre crosta terrestre e litosfera, uma vez que as placas tectônicas são fragmentos da litosfera e não da crosta, apenas.
 
A crosta terrestre é a camada sólida da Terra, constituída por rochas e minerais. Ela é subdividida em crosta continental e crosta oceânica. Já a litosfera é constituída da crosta terrestre juntamente com a parte superior do manto.
 
Abaixo desta tem-se o manto inferior, que é bem mais quente (com temperaturas chegando até 870º C), o qual é chamado de astenosfera (esfera sem força, de baixa velocidade). É sobre a astenosfera que as placas tectônicas se movimentam 
 
As responsáveis pela movimentação das placas tectônicas são as correntes de convecção do magma. O magma ao extravasar na superfície afasta uma placa da outra, as quais vão ser direcionadas em sentidos contrários. Se de um lado, as placas se afastam, no outro lado, elas se encontram com outra placa.
 
Com isso, o movimento das placas tectônicas pode ser divergente, quando uma placa se afasta da outra (como foi o caso da placa Sul-Americana em relação à placa Africana) e convergente, quando o contato da placa com a outra se faz por colisão, subducção e deslizamento lateral.
 
Movimento divergente das placa Sul-Americana e a Africana
Imagem capturada na Internet para efeito ilustrativo
  (Em nota, a fonte explica que as cores vermelhas
assinalam as áreas onde foram encontrados 
os mesmos tipos de rochas e fósseis)  
 
 
As áreas de convergência de placas tectônicas caracterizam-se por maior instabilidade tectônica, onde se verifica a grande ocorrência de vulcanismo, abalos sísmicos (terremotos e maremotos), formação de cadeia de montanhas dobradas, fossas submarinas etc. 

Nesse movimento divergente, a placa Sul-Americana se move, em média, três centímetros para o oeste, enquanto a placa Africana se movimenta no sentido leste, sob a mesma medida. Com isso, verifica-se um maior distanciamento entre os continentes, a expansão do fundo oceânico e do oceano Atlântico. Este, por sinal, se expande cerca de seis centímetros por ano.

Enquanto, a placa Sul-Americana se afasta da placa Africana, a sua borda a oeste se encontra em movimento convergente à placa Nazca. O contato entre ambas é por subducção. E é, justamente, nesta borda (oeste) que se encontra localizado o Chile (assim como outros países sul-americanos).

Por ser uma área de convergência de placas (encontro), toda a costa pacífica da América do Sul é caracterizada por uma grande instabilidade tectônica, sujeita a terremotos de magnitude elevada, cuja intensidade também pode ser alta e, por isso, ter um efeito devastador na superfície (perdas materiais e humanas, entre outros aspectos).
 
Imagem capturada na Internet para efeito ilustrativo


Daí, a ocorrência – em seu território – de atividades vulcânicas e abalos sísmicos (terremotos e maremotos), sem esquecer da disposição da Cordilheira dos Andes, que é um exemplo de Dobramento Moderno, gerado pelo contato de ambas placas tectônicas.

 Imagem capturada na Internet para efeito ilustrativo
Fonte: Wikipédia
 

No caso de movimento convergente ser do tipo colisão, o exemplo a ser destacado é o encontro das placas Indo-Australiana e a Euroasiática, que causou a formação da Cordilheira do Himalaia, onde está localizado o pico culminante da Terra, o Monte Everest (8.848 m).


Imagem capturada na Internet para efeito ilustrativo
Fonte:
(Imagem modificada no Adobe Photoshop)

 
No caso do contato por deslizamento lateral, as duas placas tectônicas se movimentam em direções opostas, ao longo de um sistema de falhas, denominadas de "falhas transformantes".
O exemplo clássico de deslizamento lateral é o que ocorre ao longo da Falha San Andreas, na região costeira da Califórnia (EUA), envolvendo a placa Pacífica (a oeste) e a placa Norte Americana (a leste).
Imagem capturada na Internet e modificada (Adobe Photoshop)
  para efeito ilustrativo. Fonte: Geografalando
 
No caso do nosso país, o movimento vinculado à borda leste da mesma (porção junto ao oceano Atlântico) é divergente, ou seja, a placa Sul-americana está em movimento de afastamento da placa Africana. Daí, estarmos em uma situação de estabilidade tectônica.
 
Mas, ao contrário do que muitos pensam, as ocorrências de terremotos em nosso país não são raras. Eles ocorrem, sim, mas são de baixa magnitude e intensidade. Na maioria das vezes, os efeitos (intensidade) na superfície são imperceptíveis ao homem.
 
A não ocorrência de terremotos de grande magnitude e intensidade devido a dois fatores, que lhe imprime esta certa estabilidade tectônica, a saber:

- A localização geográfica do nosso território, mais ou menos, no meio da placa Sul-Americana, isto é, em região intraplaca, distante das bordas da mesma;
-  O movimento divergente (afastamento) da placa Sul-Americana em relação à placa Africana.
Como já comentei com as turmas, o Brasil teve um único caso de morte provocada por efeito de um terremoto. Isso aconteceu, em novembro de 2007, na cidade de Itacarambi (Minas Gerais), quando a parede de um quarto caiu em cima de uma cama, matando uma criança de 5 anos, que dormia naquele momento. De acordo com o que foi publicado na ocasião, o material de construção era de baixa qualidade.

Segundo o pesquisador Marcelo Bianchi, do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), os tremores sentidos em nosso país foram reflexos da movimentação das placas tectônicas ocorrida no território chileno.

 

Fontes de  Pesquisa
 

. DOURADO, Carlos: Introdução à Sismologia. UNESP

 
 
. Material didático (particular)