sábado, 24 de outubro de 2015

Crise Humanitária Internacional: O Drama dos Refugiados Sírios


Imagem capturada na Internet para fins ilustrativo
Fonte: BBC Brasil

Não resta dúvida que o drama dos refugiados sírios é um fato grave - de grande impacto internacional - que não deve ser ignorado nem por conta de sua origem e nem por seus efeitos sobre milhões de famílias, as quais continuam migrando para diversos países, de diferentes continentes, inclusive o Brasil, vítimas da guerra civil e, também, da violência e atrocidades praticadas pelo grupo terrorista Estado Islâmico” (EI) em seu país.

O Estado Islâmico foi criado, em 2013, de uma ramificação da organização terrorista al-Qaeda (fundada por Osama Bin Laden, morto em 2011), da qual desmembrou-se e passou a atuar de acordo com os seus próprios princípios. Ele é considerado o grupo terrorista mais radical e violento da atualidade (até mais que a própria Al-Qaeda). 

A Síria, nome oficial República Árabe da Síria, está localizada na Ásia, mais especificamente, no Oriente Médio.
 

 Imagem capturada na Internet e modificada

com marcação na Síria

Para entender a origem da guerra civil por qual o país enfrenta e que responde pela crise migratória devemos voltar ao tempo...  

Em março de 2011, a população síria, a exemplo de outros países do Norte da África e do Oriente Médio, iniciou um levante contra o governo ditatorial do seu presidente, Bashar Assad, movida pelo desencadeamento da Primavera Árabe (movimento de revoltas populares contra os governos ditatoriais, autoritários, iniciado na Tunísia, em 2011 e que se estendeu a outros países árabes).

O presidente Bashar al-Assad, que está no poder há 15 anos, desde julho de 2000, prometeu mudanças no país e, ainda, ressaltou que seria diferente do seu pai, Hafez Assad, que governou a Síria por 29 anos (1971-2000) sob um regime também autoritário. Mas, apesar dele ter-se mostrado mais aberto e a favor da democracia, este - com o passar do tempo - acabou se revelando mais um Chefe de Estado autoritário, submetendo a população civil à total falta de liberdade e outras políticas estratégicas, severas, de total controle sobre o país e o seu povo. 

  Presidente da Síria - Bashar al-Assad
Imagem capturada na Internet
Fonte: Wikipédia

Inicialmente, as manifestações populares na Síria ocorreram de forma pacífica, no entanto, com o aumento da repressão das tropas do governo, a violência aumentou igualmente dos ambos, os lados e, com isso, os manifestantes recorreram à luta armada, dando início, assim, à guerra civil no país, em 2012, quando a ONU reconheceu a gravidade do conflito interno como tal. 
 
Um dos pontos mais críticos da guerra civil foi o ataque com arma química letal, o sarin, por parte do governo de  Bashar al-Assad, no dia 21 de agosto de 2013, que resultou na morte de mais de 1.400 pessoas. O ataque químico foi confirmado depois da análise de amostras de sangue das vítimas e a constatação que 85% delas tiveram resultado positivo para o gás sarin.

 Corpos das vítimas pelo ataque químico na Síria.
Imagem capturada na Internet (Fonte: Último Segundo) 

Embora, as mídias destaquem a chegada de muitos refugiados no continente europeu, os países que mais receberam os fluxos migratórios de sírios foram, justamente, aqueles que estão mais próximos da Síria, ou seja, aqueles que fazem fronteira com o país, como a Turquia (ao norte), a Jordânia (ao sul), o Líbano (a oeste) e o Iraque (a leste).

De acordo com as informações publicadas no site BBC Brasil, entre estes, o que mais recebeu os refugiados sírios até 06 de setembro de 2015 foi a Turquia (1.938.999), seguido pelo Líbano (1.113.941), Jordânia (629.266) e Iraque (249.463), totalizando em 4.088.099 de registros de refugiados sírios.

Diferentemente das expectativas de obter refúgio em um país da União Europeia, muitos que se encontram nestes países asiáticos, fronteiriços, estão passando muitas dificuldades.

No Líbano, por exemplo, 70% das famílias de refugiados vivem abaixo da linha da pobreza (vivendo com menos de US$ 1 por dia). Na Jordânia, a situação não difere, pois dos 629.266 sírios que vivem no país – 520 mil deles fora dos campos de refugiados – 86% em áreas urbanas e rurais se encontram, também, vivendo abaixo da linha da pobreza.
 
Por isso, segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), a maioria dos refugiados se encontra endividada, sendo obrigada a praticar a mendicância (pedir esmolas), a retirar os filhos das escolas e, até mesmo, reduzir o consumo de alimentos. Esta situação se agravou com o corte de financiamento dos programas de ajuda humanitária (corte de verbas).

Os países do Golfo (Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes, Catar, Bahrein e Omã), por sua vez, preferiram doar dinheiro ao invés de abrir suas fronteiras e abrigar os refugiados sírios. Esses países, além de temerem pela segurança e estabilidade de seus territórios, não reconhecem a condição de refugiados, eles não assinaram a Convenção de Refugiados de 1951 ou Estatuto dos Refugiados, que foi elaborado durante a Conferência de Plenipotenciários das Nações Unidas, em Genebra (Suíça), em julho de 1951 e que entrou em vigor em 22 de abril de 1954. 
 
A referida Convenção consolida instrumentos legais, internacionais, de reconhecimento e proteção aos refugiados, instituindo os direitos dos mesmos a nível mundial, desde os padrões básicos para o tratamento dos mesmos a ser seguido pelos Estados (sem impor limites), assim como outros procedimentos que implicam na não discriminação por raça, religião, sexo e país de origem.

Entre suas cláusulas principais, tem-se a definição do termo “refugiado” e o chamado Princípio de “non-refoulement (“não-devolução”), que institui que nenhum país deve expulsar ou “devolver” um refugiado, contra a vontade do mesmo, em qualquer período, para um território onde ele sofra perseguição e, com isso, a sua vida e liberdade corram perigo. Além destes, a mesma determina que providências devem ser tomadas para a disponibilização de documentos aos refugiados, incluindo documentos de viagem específicos, na forma de passaporte. 
 
Para os fins da referida Convenção, o termo “refugiado” é aplicado à pessoa que:

temendo ser perseguida por motivos de raça, religião, nacionalidade, pertencimento a grupo social ou opiniões políticas, se encontra fora do país de sua nacionalidade e que não pode ou, em virtude desse temor, não quer valer-se da proteção desse país, ou que, se não tem nacionalidade e se encontra fora do país no qual tinha a sua residência habitual em consequência de tais acontecimentos, não pode ou, devido ao referido temor, não quer voltar a ele. (Manual de Procedimentos e Critérios para a Determinação da Condição de Refugiado, ACNUR, 2011: pag.11)

O destaque midiático sobre os refugiados sírios no continente europeu, inclusive correlacionando-os comocrise humanitária na Europa” justifica-se - entre outros - pelos seguintes aspectos:
 
- As duas rotas principais que os sírios utilizam para entrar no continente europeu são por terra ou por mar, melhor dizendo, muitos preferem cruzar a Turquia por terra até chegar à Grécia e depois prosseguir até ao seu destino final ou partir para a Líbia, no Norte da África e, de lá, atravessar o Mar Mediterrâneo para desembarcar na Itália.

 

- A rota principal deles, o Mar Mediterrâneo (porção oriental), são expressivas as incidências de embarcações precárias, superlotadas de famílias sírias, com muitas crianças e jovens, tendo diversos registros de naufrágios e vítimas fatais (mortes).

Muitas das imagens publicadas nas mídias são fortes e impactantes, como estas - abaixo - que comoveram o mundo todo;
 
Refugiado sírio, chorando, com seus filhos
ao chegar na ilha Kos, na Grécia
Imagem capturada na Internet (Fonte: UOL Notícias)
 
O menino Alyan Kurdi, 3 anos, morto em uma praia na Turquia. Sua mãe e seu irmão (5 anos),
 também, morreram afogados, só o pai sobreviveu 
Imagem capturada na Internet (Fonte: G1 Mundo)
 
 - A políticas de fechamento de fronteiras por parte de determinados governos europeus aos refugiados sírios, os quais temem pela segurança e estabilidade do seu país ou, ainda, outros por apresentar uma economia mais vulnerável em face da crise da Zona do Euro.
 
A Hungria, por exemplo, fechou as fronteiras com cercas para impedir a entrada dos mesmos, enviando, inclusive, soldados a fim de garantir a ordem e a segurança.

 
Cerca na fronteira da Hungria com a Sérvia
Imagem capturada na Internet (Fonte: Revista Exame)
 
A Grécia, diante de sua situação econômica frágil, pediu ajuda emergencial à União Europeia para acolher os refugiados. Por sua localização geográfica estratégica é um dos países de entrada à Europa, de maior acesso dos refugiados, à partir da rota pela Turquia;

- As altas expectativas para o refúgio em território europeu devido o nível de desenvolvimento dos países, mesmo estando a União Europeia mergulhada em uma crise econômica e financeira (sobretudo, a chamada Zona do Euro). Como a maioria dos refugiados tem nível de escolaridade básico e médio, estes podem suprir a falta de mão de obra no mercado de trabalho em muitos países, alavancando a economia dos mesmos, como é o caso da Alemanha e do Reino Unido.
 
Na verdade, estas mediações consistem em um jogo de interesses políticos e econômicos. O próprio governo da Alemanha, país que está mais aberto a acolher os sírios, deixou de acatar a chamada “Regulação de Dublin” (Lei da União Europeia), que determina que o refugiado deve requisitar asilo político no primeiro país da União Europeia ao qual entrou ao chegar no continente, em agosto deste ano, abriu uma exceção quanto a isso, permitindo que os refugiados se registrassem direto em seu país, independente de outras nações que os mesmos já tivessem entrado antes.
 
Imagem capturada na Internet (Fonte: BBC Brasil)
 
Embora, a Alemanha tenha um histórico de movimentos nacionalistas, xenófobos, de atuação de grupos neonazistas simpatizantes à imagem e às ideias de Adolf Hitler e, com isso, de aversão e violência aos imigrantes (estrangeiros), o país tem muito a ganhar com a vinda dos refugiados sírios mediante não só à crise econômica mundial, mas também em termos de seus indicadores sociais, como a baixa taxa de natalidade e a expectativa de vida elevada de sua população.
 
Melhor dizendo, o Estado se mostra preocupado com os rumos do país tanto em termos da economia em face da crise mundial quanto pelo fato de haver um menor número de jovens para o mercado de trabalho (População Economicamente Ativa - PEA), enquanto se verifica um aumento da população idosa e pensionista, o que representa um comprometimento ao sistema de Previdência Social do país.
 
Com a abertura de suas fronteiras e abrigo aos refugiados sírios, a Alemanha só tem a se beneficiar economicamente. Com esta política de acolhimento, o país acabou se tornando o destino mais procurado pelos imigrantes que chegam ao continente, tornando o país europeu com o maior número de pedidos de asilo.
 
Só neste ano (2015) até o final do mês de julho, foram mais de 188 mil pedidos de asilo (15.416 a mais do ano de 2014).
 
Refugiado com a imagem da Chanceler alemã,
Angela Merkel, deixando Budapeste (Hungria).  
Imagem capturada na Internet (Fonte: UOL Notícias)
 
Contudo, na opinião de muitos, as respostas concretas dos governos sobre o drama dos refugiados sírios ainda se mostram muito incipientes em face de sua extensão, que vai além do deslocamento físico, internacional, remetendo a violações dos direitos humanos tanto no contexto da situação de sua terra natal (guerra civil e atuação do grupo terrorista Estado Islâmico) quanto na travessia - via terra e/ou mar - a outro país e, em muitos casos, no âmbito do próprio território a qual foi acolhido como refugiado
 
Devemos refletir não só pela questão socioeconômica como também a psicológica por meio das perdas materiais (abandono de seus lares, perda do emprego, mudanças drásticas do padrão de vida, fugindo somente com a roupa do corpo) e, sobretudo, as perdas humanas (mortes de familiares tanto em consequência dos conflitos internos quanto pela travessia arriscada até à Europa).
 
Os problemas não acabam com o registro e acolhimento em um país estrangeiro, pois além de ter que se adaptar e reconstruir a vida à nova realidade política, econômica, social e cultural, estes passam por muitas dificuldades, antes nem imagináveis (abrigos provisórios e precários, material de consumo insuficiente, roupas, alimentos, entre outros recursos necessários para assegurar condições razoáveis de sobrevivência).
 
Talvez o medo de muitos países, diante do grande fluxo migratório da população síria, seja o grande empecilho a um comprometimento maior dos mesmos às suas causas. Na verdade, espera-se que o conflito na Síria, embora de difícil mediação até hoje, tenha um fim satisfatório, possibilitando que as famílias sírias retornem e retomem as suas vidas em sua terra natal.
 
O vice-chanceler alemão Sigmar Gabriel e o ex-chanceler britânico David Miliband, em artigo publicado no DW (clique no link para ler o artigo na íntegra) afirmam que a adesão dos governos da União Europeia e de outros continentes, neste momento, torna-se imprescindível na amenização da realidade crítica dos refugiados sírios.
 

Nenhum país pode resolver sozinho uma crise desta magnitude. Mesmo a Europa não pode fazer isso, com a melhor boa vontade do mundo. Uma crise global requer uma resposta global. Mas a Europa vai se tornar muito mais capaz de convencer os Estados Unidos, os Estados do Golfo e outros governos – que ainda não se comprometeram com o problema – a também contribuírem, se adaptar suas próprias ações à dimensão do problema”.

Mesmo com toda a distância geográfica, o governo brasileiro vem facilitando e mantendo uma política de concessão aos refugiados sírios, a partir de uma Resolução, em 2013. Esta política fez com que o Brasil se destacasse, em termos de solidariedade e acolhimento, no contexto da atual crise humanitária internacional. 

De acordo com os dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão ligado ao Ministério da Justiça, o número de refugiados sírios que o Brasil acolheu é maior que o número dos EUA, de outros países da América Latina e de muitos do continente europeu.

Só para se ter uma ideia, entre os muitos povos que receberam status de refugiados em nosso país, a população síria é a maior, seguida pela angolana, colombiana e congolesa. No período de 2011 até agosto de 2015, o governo brasileiro atendeu pedidos de 2.077 sírios.

No continente americano, ele só perde para o Canadá que, no período de janeiro de 2014 a janeiro de 2015, recebeu 2.374 refugiados. 

No entanto, assim como nos demais países, as famílias sírias refugiadas têm encontrado dificuldades em reconstruir suas vidas, em nosso país, em razão – sobretudo - da falta de emprego e de uma moradia definitiva. Não esquecendo que o país, também, está passando por momentos difíceis diante da crise econômica mundial.

Para piorar, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Agência da ONU, que fornece abrigo, água potável, saneamento e assistência médica aos refugiados, necessitam da ajuda da população civil e/ou entidades privadas através de doações a fim de assegurar o atendimento aos mesmos.

Como era de se esperar, ao mesmo tempo em que os partidos anti-imigração avançam, sentimentos nacionalistas e xenófobos (aversão ao imigrante) tem ressurgido em vários países da Europa, configurando-se mais um problema a ser enfrentado pelos refugiados, como vítimas em potencial e, as autoridades locais, com vistas a impedir a violência.
 

É preciso fazer mais! Muito mais...
 
“Mas além de abrir suas portas, se faz importante que o país implemente uma política de acolhimento e atenção às necessidades específicas dos refugiados, pautada pela reintegração. É preciso garantir que estas pessoas explorem ou continuem a explorar seus potenciais como seres humanos, enriquecendo a cultura local e contribuindo para o desenvolvimento nacional. (...) isolar, excluir e ignorar minorias apenas presta um desserviço à população, fomenta intolerâncias, preconceitos, discriminação e violência, minando mesmo a segurança pública”.  (Adus - Instituto de Reintegração do Refugiado).
 
Fontes de Consulta
 
. CUKIER, Heni Ozi. O Dilema dos Refugiados na Europa - Revista Exame
 
. ELSAYED-ALI, Sherif. Abrir os Corações à Crise de Refugiados da Síria - Público
 
. Estado Islâmico: Grupo Terrorista – História do Mundo
 
. Hostilidade contra migrantes e estrangeiros cresce na Europa – Revista Exame
 
. Hungria inicia construção de quarta cerca contra imigrantes, diz TV oficial – G1
 
. Jornal O Globo (impresso - várias edições)
 
. O que é a Convenção de 1951? ACNUR
 
. Opinião: Europa tem que fazer mais pelos refugiados - DW –Made for Minds
 
. Para os refugiados, as dificuldades não acabam após a travessia de fronteiras – nem se encerram os sofrimentos e lutas - Adus -Instituto de Reintegração do Refugiado.
 
. Político corta cerca anti-imigrantes na Hungria em protesto – Revista Exame
 
. Por que os refugiados querem ir à Alemanha? BBC Brasil



domingo, 18 de outubro de 2015

Horário de Verão: 2015-2016


Imagem capturada na Internet para fins ilustrativos
Fonte: Esporte Blog
 
Já está vigorando o Horário de Verão, desde a meia noite de ontem. Os relógios de 10 estados e mais o Distrito Federal tiveram que adiantar os relógios em 1 hora.
 
Como fora estabelecido pelo Decreto Federal nº. 6.558 de 08/09/2008, o Horário de Verão passa a vigorar – anualmente - a partir do 3° domingo do mês de outubro, terminando no 3° domingo de fevereiro do ano subsequente (exceto nos casos em que a data final coincida com o carnaval, sendo esta adiada para semana seguinte).  
 
O Horário de Verão teve início em nosso país, através do Decreto nº. 20.466 de 01/10/1931, durante a vigência do Governo de Getúlio Vargas. Contudo, ele não foi cumprido de forma contínua nos anos subsequentes, sendo interrompido por muitos anos. Só passando a ser cumprido, anualmente e interruptamente, a partir de 1985.
 
Conforme dita o referido Decreto, acima mencionado, o Horário de Verão só abrange as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Vejam a imagem abaixo (Fonte: Portal G1)



O principal objetivo da adoção do Horário de Verão consiste em promover a economia de energia elétrica a partir do aproveitamento da luz natural (solar) nos dias mais longos das estações de primavera e verão.

 
No entanto, em termos de economia de energia, o Horário de Verão tem mais efeito para os países do hemisfério Norte, nos quais - durante o verão - o céu claro costuma permanecer até às 20 horas (em alguns lugares até às 22 horas).
 
Nos países da Zona Tropical ou Intertropical, situados entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio, incluindo o Brasil, a incidência solar é mais uniforme durante o ano inteiro. Não havendo, por isso, grandes vantagens com esta medida.
 
No nosso caso, a adoção do Horário de Verão se encontra condicionada, sobretudo, para amenizar os impactos negativos no sistema elétrico, uma vez que há um aumento na demanda de energia, mais ou menos, por volta das 18h, quando muitos estão regressando para os seus lares e – ao mesmo tempo – lâmpadas são acesas, chuveiros e aparelhos de ar condicionados são ligados, bem como ventiladores e outros aparelhos elétricos. Além disso, neste mesmo horário, a iluminação pública também é ligada.
 
Sendo assim, a adoção do Horário de Verão se dá, essencialmente, para garantir segurança ao Sistema Elétrico do país mediante à redução da demanda de energia nos horários de maior consumo, apesar de proporcionar também certa economia de energia elétrica.
 
Esta medida do Governo, no entanto, não é aceita de maneira satisfatória por todos os brasileiros. Como muitos alegam, a partir da entrada do Horário de Verão dá-se início ao período das grandes lamentações. Na verdade, bem antes de sua vigência, as reclamações já rondam os bate-papos entre os amigos.
 
Muitos não conseguem se adaptar ao novo horário, alegando que o descompasso do seu horário biológico com a mudança de horas. E, em razão disso, estas pessoas apresentam – ao que os especialistas chamam - desordem temporal interna, cujos sintomas mais frequentes são: insônia, sonolência diurna, cansaço, mal-estar, mau humor etc..
 
Dependendo do indivíduo, segundo os mesmos, as alterações podem diminuir e/ou acabar após alguns dias ou semanas.
 
Eu, particularmente, não tenho nada a reclamar, pois adoro a sensação de chegar em casa cedo, por razão de ainda estar claro.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

15 de Outubro: Dia do Professor


 Imagem capturada na Internet
Fonte: Voz da Bahia

Uma aluna disse que eu era uma professora “Chata-legal”...
 
Chata-legal”, como assim? Pensei, logo de imediato!
 
Eu ri e a questionei. Há testemunhas, pois foi na sala de aula, e entre estas, muitos alunos concordaram com a opinião da aluna.
 
Ela explicou que eu era Chata porque:  chamo a atenção da conversa paralela durante as minhas explanações; dos cochichos durantes as provas (eles sempre alegam outros assuntos e nunca a cola); não permito boné e celulares na sala de aula; passo "Atividade Domiciliar" (dever de casa) tanto no Ensino Fundamental quanto no Médio; chamo o responsável; tiro pontos quando isso se faz necessário, entre outras coisas mais.
 
O Legal, porque... quem me conhece sabe como sou!
 
Eu considerei um elogio, pois as minhas atitudes chatas têm por base o cumprimento dos direitos e deveres de todos, sobretudo, quando um deles coloca em risco o processo ensino-aprendizagem. O boné é por uma questão do uso do uniforme oficial, o qual não se inclui o boné como acessório (nem em uma escola, em um templo religioso ou igreja e nem em um quartel).
 
Amo minha profissão e até, hoje, me lembro de um aluno chamado Ricardo, da antiga 5ª série (atual 6˚ Ano do Ensino Fundamental II), que me cumprimentou assim: “Bom dia, querida professora” e, hoje, ouço ainda a mesma saudação por parte de uma aluna do Ensino Médio (sem tom de deboche).
 
Ser professor regente de turma, hoje, sem dúvida nenhuma, é uma tarefa bastante difícil e, na opinião de outros, muito arriscada. Problemas, de diversas naturezas, surgem como entraves ao bom ambiente onde se busca a conciliação integral do processo de ensino e o da aprendizagem.
 
Alunos indisciplinados e descompromissados, a falta de material didático, a infraestrutura precária das Unidades Escolares, responsáveis ausentes, a infrequência excessiva, o próprio êxodo escolar, a falta de professores, a violência, o Bullying e outros fatores internos e/ou externos chegam a desanimar e provocar o desinteresse dos professores em dar continuidade a sua prática docente.
 
No entanto, muitos se mantêm por amor à carreira escolhida, por acreditar que a Educação é o único e privilegiado caminho para a transformação do mundo e, também, por observar que muitos alunos acreditam nisso e se desenvolvem com base numa relação dialógica, amiga e de troca, onde o ensino e a aprendizagem se fundem em um mesmo plano de equilíbrio.
 
E se não houver um equilíbrio entre ambos os processos, seja por alguma falha pontual, o aluno – enquanto agente autônomo vai atrás do conhecimento só para atender a sua necessidade e mostrar ao professor que ele, mesmo, faz a diferença.
 
Ensinar é um ato de amor e de seriedade em prol do desenvolvimento do aluno, capaz de dar os caminhos por onde o mesmo deverá buscar e construir o seu conhecimento, descobrir seus talentos e por em prática as suas potencialidades.
 
Somos eternos aprendizes e, por isso, ensinar e aprender sempre estarão ativos em nossas vidas, seja escola formal seja na escola da vida.
 
Parabéns a todos os professores pelo seu dia!
 
 
Ensinar não é transferir conhecimento,
mas criar as possibilidades
para a sua própria produção ou a sua construção.”
                                                             (Paulo Freire)
 

sábado, 10 de outubro de 2015

Mês de Outubro: Datas Comemorativas



Imagem capturada na Internet para fins ilustrativo
Fonte: Papagueno



OUTUBRO

1º. Dia Internacional da Terceira Idade (Dia do Idoso)
       Dia de Santa Terezinha
       Dia do Vendedor
       Dia Nacional do Vereador
 
03. Dia Mundial do Dentista
        Dia do Petróleo Brasileiro
        Dia das Abelhas

04. Dia da Natureza
        Dia do Barman
        Dia do Cão
        Dia do Poeta
        Dia de São Francisco de Assis

05. Dia das Aves
        Dia Mundial dos Animais
        Dia Mundial do Professor
        Dia da Micro e da Pequena Empresa

06. Dia do Prefeito
        Dia Nacional do Doador de Medula Óssea
        Dia do Tecnólogo  

07. Dia do Compositor

08. Dia do Nordestino
        Dia do Direito a Vida
        Dia do Asfaltador

09. Dia do Analista de Suporte
       Dia do Atletismo
       Dia Mundial dos Correios
       Dia do Açougueiro

10. Dia Mundial do Lions Clube
       Dia Mundial Contra Pena de Morte
       Dia do Empresário Brasileiro
       Dia Mundial da Saúde Mental 

11. Dia do Deficiente Físico

12. Dia de Nossa Senhora da Aparecida do Norte
        Dia da Criança
        Dia do Atletismo
        Dia do Engenheiro Agrônomo
        Dia do Mar
        Dia do Descobrimento da América

13. Dia do Terapeuta Ocupacional
        Dia do Fisioterapeuta

14. Dia Nacional da Pecuária

15. Dia do Professor
       Dia da Normalista

16. Dia Mundial da Alimentação
       Dia da Ciência e Tecnologia

17. Dia Internacional para Erradicação da Pobreza
       Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira
       Dia do Eletricista

18. Dia do Médico
       Dia do Estivador
       Dia do Securitário
       Dia do Pintor

20. Dia Internacional do Controlador de Tráfego Aéreo

23. Dia da Aviação e do Aviador

24. Dia das Nações Unidas (ONU)

25. Dia Internacional Contra a Exploração da Mulher
       Dia da Democracia
       Dia do Dentista Brasileiro
       Dia do Sapateiro

28. Dia do Funcionário Público

29. Dia Nacional do Livro
 
30. Dia do Balconista
        Dia do Comerciário

31. Dia Mundial do Comissário de Voo
       Dia das Bruxas (Halloween)