domingo, 29 de maio de 2016

Palestra sobre a Lei Maria da Penha na Escola


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Com relação aos trabalhos que permearam as discussões acerca da Mulher e, mais especificamente, sobre a violência contra a mesma, este ano, eu pude contar com um reforço a mais à esta temática após contatar com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), ter a minha solicitação aceita e poder receber - em nossa Unidade Escolar – a Promotora de Justiça Alexandra Carvalho Feres e a Assistente Renata Sobral da Fonseca, ambas do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Violência Doméstica contra Mulher (MPRJ). A referida promotora proferiu duas palestras sobre a Lei Maria da Penha.
 

A palestra foi realizada no final do 1˚ Turno, com a presença dos meus alunos das turmas 1901, 1803 e 1801 e, no início do 2˚ Turno, cujas turmas foram escolhidas pelos professores da tarde, prestigiando também o 9˚ e o 8˚Anos em razão da faixa etária. 

Além de explanar oralmente e por meio de Power Point acerca do contexto quanto a origem da Lei em 2006, da vítima que deu nome a mesma (nome mais popular), a senhora Maria da Penha Maia Fernandes, as formas e fases da violência praticada pelo agressor, os casos mais conhecidos e as Campanhas Internacionais e Nacionais, entre outros tópicos, ela exibiu vídeos do próprio relato da Maria da Penha, de Campanhas internacional (italiana) e duas nacionais, inclusive uma feita só por homens (famosos).
 
As palestras foram ótimas e, mesmo tendo alguns alunos com comportamento inadequado durante ambas as palestras, os comentários posteriores demonstraram que o objetivo foi alcançado.
 
Muitos funcionários e responsáveis, também, se interessaram e me procuraram para saber das cartilhas que foram entregues aos alunos durante a apresentação da palestra.
 
Além das cartilhas, a escola recebeu cartazes sobre a Lei Maria da Penha, os quais foram fixados em diversos pontos da mesma. 

No dia seguinte, um aluno do 8˚Ano me cobrou o porquê de eu trabalhar a lei Maria da Penha na escola, se – por um acaso – eu sofri ou sofria agressão do meu marido. Eu achei graça da intervenção dele, mas até o entendo, pois este tema não é muito debatido nas salas de aula e a realidade de muitos perpassa por situações de violência doméstica.
 
Eu respondi que trabalho em razão das estatísticas da violência contra a mulher em nossa sociedade ainda serem altas. Embora, após a promulgação da referida legislação, os índices de agressões tenham apresentado uma queda, os números de ocorrência são considerados elevados. 

O preconceito é que uma questão cultural e a escola é o espaço ideal para a promoção de debates e discussões acerca deste tema e outros.
 
 Palestra no 1˚Turno
 
 Promotora de Justiça Alexandra Carvalho Feres
(palestrante)


Promotora Alexandra Carvalho Feres e a Assistente Renata Sobral da Fonseca










 
 
  Palestra no 2˚Turno
 


 

Trabalhos do 1˚ Bimestre: Eixo Central, a Mulher.


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Finalmente, neste mês de maio, consegui expor os trabalhos dos alunos do II Segmento do Ensino Fundamental da E.M. Dilermando Cruz e, assim mesmo, nem todos realizaram ou fizeram a contento, tal como a minha proposta inicial.

 
Como já mencionado, neste espaço, eu trabalho sempre - no 1˚ Bimestre – a “Mulher”, não apenas por esta constar como um dos temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), mas por duas datas específicas que recaem neste período, que são o Dia Internacional da Mulher (08 de março) e o Dia Nacional da Mulher (30 de abril). Aproveito o ensejo para trabalhar a questão da violência contra as mulheres, a estrutura patriarcal de nossa sociedade e o machismo tão presente em atitudes e pensamentos nos diversos casos de preconceito e discriminação de gêneros. Para esta questão trabalhei, também, a Lei Maria da Penha.
 
Os tópicos trabalhados no 1˚ Bimestre que nortearam o eixo central “Mulher”:

. Dia Internacional da Mulher (08/03);
. Dia Nacional da Mulher (30/04);
. Lei Maria da Penha;
. A Antiga Estrutura Patriarcal da Sociedade;
. O Machismo, o Preconceito Cultural e a Violência contra a Mulher;
. A Mulher na Sociedade Brasileira;
. A Mulher no Mercado de Trabalho (Entrevistas).

Além de trabalhar na sala de aula, com textos, atividade dirigida, nas provas e por meio de entrevistas a mulheres ativas no mercado de trabalho, os alunos do 6˚ Ano foram os únicos a trabalhar com as mulheres da Comunidade Escolar e não ter cobrança nas avaliações devido a faixa etária. 
 
Frases estanques:
. O silêncio... é o maior aliado do seu agressor (Guibson Medeiros)
. Lei Maria da Penha, vale mesmo sem a queixa da agredida (Tribuna Popular On Line)
. Grave, Frequente e Silenciosa... A violência contra a mulher no Brasil é cultural (Câmara dos Deputados)
 
Resultados Obtidos
. TURMA 1601
. Número Total de Grupos: 16 (100%)
. Grupos Participantes: 14 ( 88%)

Observação: Todos os Grupos da Turma 1601 realizaram o trabalho com mulheres da Comunidade Escolar e tiraram foto com elas. Dois Grupos, no entanto, não entregaram após terem levado para casa para passar a limpo a Entrevista. Daí, a não exposição dos mesmos no dia.

. TURMA 1801
. Número Total de Grupos: 14 (100%)
. Grupos Participantes: 08 ( 57%)
. Carreira escolhida e pretendida por um ou mais membros do Grupo: 02 (25%)

. TURMA 1803
. Número Total de Grupos: 14 (100%)
. Grupos Participantes: 10 ( 71%)
. Carreira escolhida e pretendida por um ou mais membros do Grupo: 01 (10%)

. TURMA 1901
. Número Total de Grupos: 14 (100%)
. Grupos Participantes: 11 ( 79%)
. Carreira escolhida e pretendida por um ou mais membros do Grupo: 01 ( 9%)


Exposição das Entrevistas realizadas pelos alunos
 
Turmas 1901, 1803 e 1801
 
 
 
 
 
 
 
Entrevistas com Mulheres da Comunidade Escolar (Turma 1601)
 

 
 
 
 

 

Artigo: A Mulher e a Evolução dos seus Direitos


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 A Mulher e a Evolução dos seus Direitos
Lucelene Garcia
(advogada, OAB/SC nº 24273)

Historicamente, a mulher ficou subordinada ao poder masculino, tendo basicamente a função de procriação, de manutenção do lar e de educação dos filhos, numa época em que o valor era a força física. Com o passar do tempo, porém, foram sendo criados e produzidos instrumentos que dispensaram a necessidade da força física, mas ainda assim a mulher içou numa posição de inferioridade, sempre destinada a ser um apêndice do homem, jamais seu semelhante.
 
Esta compreensão acorrentou culturalmente a mulher, moldando-lhe sua existência conforme estas possibilidades apresentadas.
 
No século XX, depois das grandes guerras mundiais, dos avanços científicos e tecnológicos, surge irrevogavelmente a possibilidade de outro espaço para a mulher. Por volta da década de 40, o feminismo dá seus primeiros passos, e com isso começa a pensar na possibilidade de um futuro diferente daquele que lhe reservaram culturalmente e historicamente. As mulheres já vinham em um processo, lento e gradual de conquistas sociais, econômicas e jurídicas, mas é a partir de então que se intensificam as discussões e lutas pela superação da situação das mulheres.
 
Se comparados a milênios de inferiorização, submissão e desqualificação, os avanços conquistados, arduamente, nas últimas décadas são pequenos, mas fundamentais para a consolidação do processo histórico e cultural da mulher ao lado do homem com as mesmas possibilidades de ser na sociedade.
 
A mulher se depara ainda, hoje com esta contradição: por um lado, uma herança histórica que a limitou a ser mãe, esposa; por outro, a possibilidade de escolher seu futuro e se fazer sujeito de sua história, bem como da humanidade, em pé de igualdade com o sexo masculino. Porém, é no interior dos lares que vem à tona o lado mais obscuro e cruel desta contradição, muitas vezes com a conivência da própria vítima: a violência doméstica do marido ou companheiro contra a mulher.
 
Quando se fala em violência doméstica contra a mulher, depara-se com um fenômeno histórico e cultural aterrorizante e invisível, por ser uma violência velada, uma vez que chega ao conhecimento público parte da realidade existente.
 
Por isso, a superação da violência contra a mulher é uma questão complexa e merece muito estudo e conscientização da população e diálogo entre famílias para que um dia essa violência possa vir ser efetivamente erradicada. Percebe-se que a luta das mulheres pela conquista de direitos e igualdade ainda não atingiu um patamar aceitável pela população feminina, pois a mulher continua sendo discriminada, alijada do poder e os índices de violência praticados contra elas são alarmantes.
 
Destaca-se entre as conquistas feministas a criação das delegacias especializadas para atendimento às mulheres. Mas essas não são ainda a respostas que as mulheres desejavam ao que se refere ao combate à violência, visto que, muitas vezes, as elas não querem maior punição para seu parceiro, querem somente ser deixadas em paz. Registre-se que com a existência das delegacias houve maior visibilidade aos crimes sofridos pela mulher.
 
Apesar das DEAMs trabalharem com deficiências estruturais e materiais, pode-se constatar que a criação das delegacias femininas foi um grande avanço na conquista de grupos feministas que lutaram e exigiram de seus governos maior comprometimento com a causa feminina, cujo maus tratos por parte de seus companheiros não poderiam continuar no âmbito privado.
 
Quanto à Lei Maria da Penha, observa-se que é uma proposta inovadora e polêmica em diversos pontos. Há quem a critique assim como que acredite que a lei será inexequível. Entretanto, somente o tempo poderá nos mostrar o que foi acertado e onde se errou.
 
O sistema interamericano também está voltado para o combate da violência contra a mulher aprovando a Convenção Interamericana para prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher e a convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres.
 
Finalizando, verifica-se que existe um grande canal entre a lei e a vida. No entanto, mais difícil do que mudar a lei é mudar as mentalidades. Muitas coisas em nossa legislação precisam ser transformadas, mas, antes de tudo, é fundamental que se mudem as relações assimétricas entre mulheres e homens. Somente tais mudanças conduzirão à igualdade, à liberdade e à autonomia das mulheres, cujo resultado será uma transformação social, com homens e mulheres livres, construindo um mundo mais justo.

Texto extraído na íntegra do Site Jusbrasil

Antropoceno na Escala Internacional do Tempo Geológico (Parte II)


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O termo Antropoceno não é recente, tendo sido apresentado por Crutzen & Stoemer, em uma publicação do Programa Internacional da Geosfera-Biosfera, em 2000. No entanto, sua maior divulgação e notoriedade ocorreram após a publicação de um artigo do primeiro autor na Revista Nature, em 2002, intitulado “Geologia da Humanidade” (Crutzen, 2002 apud Filho et al, 2013).

 

Paul Crutzen foi o vencedor do Prêmio Nobel de Química de 1995, com a descoberta do mecanismo da destruição da camada de ozônio, e foi um dos cientistas que mais popularizou e difundiu o conceito de "Antropoceno".
 
De acordo com o mesmo, o termo Antropoceno se encontra mais adequado às efetivas alterações do homem na dinâmica da Terra, que aumentaram de forma acelerada em razão da evolução das ciências e das tecnologias modernas.
 
Para ele e muitos outros cientistas, a paisagem física já traz cicatrizes e marcas diretas e/ou indiretamente das ações antrópicas (feitas pelo homem), que fica difícil afirmar que haja, ainda, o chamado “espaço natural”.
 
Basta lembrarmos do fenômeno Aquecimento Global, mencionando na postagem anterior, o qual – além de ser um fenômeno cíclico, natural – tendo em vista que estamos atravessando uma fase interglacial, de temperaturas mais elevadas, a poluição com a emissão de gases de efeito estufa agravou e alterou a média da temperatura da Terra em escala global, atingindo tanto as áreas ecúmenas (de fácil fixação do homem) quanto às áreas anecúmenas (de difícil acesso e fixação do homem).
 
Isso significa dizer que não existe nenhum espaço ou paisagem na superfície terrestre de caráter exclusivamente natural, pois este ou esta já sofreu, direta e/ou indiretamente, os impactos das ações antrópicas.
 
Vários exemplos podem ser citados, como o degelo das zonas polares, do Monte Kilimanjaro, ponto culminante do continente africano, a concentração de gás carbônico na atmosfera, de metano e de dióxido de carbono retidos no gelo polar e etc.
 
Todas as intervenções antrópicas na superfície terrestre, independente do grau de seu impacto, implicam em uma maior ou menor ruptura ou alteração das funções ecológicas (funcionamento) dos ecossistemas. Sendo, com isso, capazes de interferir na estabilidade dos mesmos.
 
Existe, ainda, certa divergência na literatura especializada acerca do marco inicial da época Antropocênica. Alguns autores o consideram a partir da prática da agricultura extensiva, enquanto outros o assinalam com a I Revolução Industrial, ocorrida na segunda metade do Século XVIII, na Inglaterra.
 
No entanto, o maior consenso quanto ao seu início direciona-se à expansão industrial, ocorrida com e após a I Revolução Industrial, ou seja, a partir da segunda metade do século XVIII até hoje.
 
Crutzen & Steffen (2003, apud Filho et al, 2013), contudo, consideram o seu início bem antes da I Revolução Industrial, assinalando e dividindo o Antropoceno em quatro fases globais, a saber:
 
 Clique na imagem para ampliar

Mas, enfatizam a aceleração das atividades antrópicas sobre o meio ambiente na Segunda Fase, que se estende da segunda metade do Século XVIII (1784) a meados do Século XX (1950), ou seja, início das atividades industriais, com a I Revolução Industrial, a Revolução Agrícola, a organização do espaço geográfico (êxodo rural, urbanização, destruição das florestas, poluição etc.), o desenvolvimento do transporte ferroviário e de embarcações movidas a vapor e tantas outras inovações tecnológicas ocorridas a partir desta fase.
 
A Terceira Fase sobrevém a partir dos efeitos do homem sobre a economia (modelo de desenvolvimento capitalista, exploratório e irracional) e culturais (sob a concepção de uma relação humana dissociada da natureza e do poder de domínio do homem sobre a mesma) com as consequências das atividades antrópicas, ao longo do tempo, sobre o meio ambiente, as quais já estamos sentindo.
 
A Quarta Fase, como se pode observar na tabela, constitui o período atual e sua projeção para o futuro, na qual os autores assinalam a importância da conservação e uso racional dos recursos ainda existentes, assim como o desenvolvimento e uso de tecnologias alternativas, limpas. Fase esta, que deve pautar em uma gestão ambiental responsável pelo Sistema Terra, segundo seus autores.
 
Os cientistas estão convictos que, no futuro, os materiais sedimentares apresentarão registros desses impactos a partir de resíduos deixados em seus depósitos. Em outras palavras, “os depósitos sedimentares exibirão a marca das atuais intervenções no meio ambiente, arqueólogos encontrarão restos de nossos animais domésticos, da mesma forma que resquícios de plantas cultivadas e partículas de plástico” (Terra).
 

Fontes de Pesquisa

. ALVES, José Eustáquio Diniz. Holoceno e Antropoceno. Disponível em:
EcoDebate: Cidadania & Meio Ambiente 

. FILHO, Luiz Saavedra et all. O Antropoceno da Baía de Guanabara: Características Sedimentares, Elementos-Traço e Razões Isotópicas de Chumbo em Testemunhos - Interações Homem-Meio nas Zonas Costeiras: Brasil/Portugal, Rio de Janeiro: Corbã, 2013, 15-40.

 
. Material Didático particular

Antropoceno na Escala Internacional do Tempo Geológico (Parte I)

 

 Escala do Tempo Geológico - Imagem capturada na Internet
 
 
Embora o termo Antropoceno não seja tão recente, datada desde 2000, percebe-se uma clara confusão acerca da sua contextualização no âmbito da Escala Internacional do Tempo Geológico. Alguns o chamam de nova Era geológica, outros de períodos ou de época geológica. A confusão é grande e merece esclarecimentos acerca das suas particularidades no contexto do Tempo Geológico da Terra.
 
É preciso, antes de mais nada, entender como o Tempo Geológico da Terra é dividido e, onde o Antropoceno se enquadraria nas subdivisões deste a partir dos seus diversos registros geológicos.
 
A história geológica da Terra teve início há aproximadamente 4,5 bilhões de anos e para relacionar os acontecimentos de sua evolução, a partir dos diversos registros geológicos e paleontológicos obtidos em pesquisas científicas, os cientistas elaboraram a Escala Internacional do Tempo Geológico.
 
A partir disso foi possível dividir o tempo geológico da Terra em Eras (unidades de tempo maiores), que são subdivididas em períodos. Os períodos, por sua vez, se dividem em épocas e outras subdivisões.
 
De forma mais simplificada e em ordem cronológica, da mais antiga a mais recente, o tempo geológico da Terra é dividido em 5 (cinco) Eras Geológicas, as quais são: Azoica, Pré-Cambriana, Paleozoica, Mesozoica e Cenozoica. 
 
. Era Azoica: palavra de origem grega, que significa “sem vida”. É a mais antiga das eras geológicas, quando se deu a formação da Terra.
 
. Era Pré-Cambriana: registros das primeiras formas de vida (vestígios de bactérias, fungos, algas e crustáceos), assim como das rochas cristalinas e metamórficas (concentração de metais metálicos).
     Períodos (2): Arqueano (ou Arqueozoico) e Algonquiano (ou Proterozoico).
 
. Era Paleozoica: é caracterizada pela presença de vida na água, com o surgimento de peixes, entre outras espécies. Formação de rochas sedimentares antigas e de depósitos de carvão mineral. No final de sua Era surgiram os primeiros anfíbios e répteis. Há evidências de ocorrência de grandes florestas.
     Períodos (6): Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano.
 
. Era Mesozoica: é marcada pela ocorrência de grandes répteis, como os dinossauros, que dominaram a Terra no período Jurássico e pela formação dos depósitos de petróleo. A vegetação na superfície terrestre, também, se desenvolveu bastante. No final desta Era, mais especificamente no período Cretáceo, os dinossauros foram extintos.
     Períodos (3): Triássico, Jurássico e Cretáceo.
 
. Era Cenozoica: significa vida moderna ou recente e tem uma grande importância para nós e para o estudo geográfico (Era do Gelo e do Homem).
Registros da ocorrência de grandes mamíferos, dos primatas, dos ascentrais do homem moderno e, posteriormente, do surgimento do homem moderno. Formação dos grandes dobramentos modernos (montanhas, cordilheiras) e das rochas sedimentares recentes. Havendo, ainda, registro de quatro grandes fases glaciais.
     Períodos (2): Terciário e Quaternário
 
Período Quaternário 
O período Quaternário da Era Cenozoica é que merece maior atenção, pois corresponde ao período do surgimento do homem e da ocorrência de quatro fases glaciais (temperaturas baixas), denominadas de Günz, Mindel, Riss e Würm, as quais foram intercaladas com fases de temperaturas mais elevadas (fases interglaciais/Aquecimento).
 
Em razão desses episódios glaciais e interglaciais, o Quaternário é caracterizado por fortes mudanças climáticas e por suas influências na dinâmica ambiental em escala global (regressão e transgressão marinha, abundância ou recessão de alimentos, da cobertura vegetal, entre outros aspectos).
 
O período Quaternário é subdividido em duas épocas distintas: Pleistoceno (entre 2 milhões de anos a cerca de 10.000 anos Antes do Presente) e o Holoceno (de aproximadamente 10.000 anos AP até os nossos dias).
 
O Holoceno teve início após o fim da última glaciação (Würm), a qual assinalou a transição do Pleistoceno para essa época (holocênica). Além de ser caracterizado por um período interglacial, de temperaturas mais elevadas, o Holoceno vai registrar a própria evolução da humanidade, desde os homens primitivos até hoje.
 
E, onde se enquadra este novo termo, o Antropoceno,
mencionado no início desta postagem?
Ele se enquadra, justamente, como uma época subsequente ao Holoceno, no âmbito do Período Quaternário da Era Cenozoica. Diferentemente das características do Holoceno, o Antropoceno se distingui pela evolução das ciências, das tecnologias e, consequentemente, das intervenções mais efetivas do homem sobre o meio físico (forte impacto na dinâmica de funcionamento da natureza e, também, na esfera social e econômica).
 
Por isso, o Antropoceno se enquadra como mais uma época do período Quaternário da Era Cenozoica.
 
Seguindo o mesmo sufixo empregado às épocas iniciais do Quaternário (Pleistoceno e Holoceno), o termo Antropoceno apresenta a combinação da palavra, de origem grega, “anthropo” (de antrópico, humano) com o “ceno”, que significa "novo".
 
 
Fontes de Pesquisa
 
. Material didático particular;
 
. Wikipédia.

Retorno às Atividades no Blog

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Tudo que uma blogueira não deve cometer, eu cometi, que foi não atualizar as postagens no Blog. E, por isso, perdi alguns seguidores.
 
Lamentavelmente, mas tenho que reconhecer o meu erro e, embora, eu tenha justificativas diversas, inclusive, de licença médica e outros problemas de saúde, isso é inadmissível para aquele que pretende manter regularizado o seu Blog e o seu público fiel.
 
Estou aproveitando o feriadão de Corpus Christi para concluir e publicar algumas matérias rascunhadas já há algum tempo, bem como as atividades desenvolvidas com meus alunos do Ensino Fundamental, já que as aulas do Ensino Médio se encontram paralisadas por causa da Greve dos Professores e, também, pela ocupação do meu colégio (C.E. Prof.ª Sonia Regina Scudese) pelos alunos.
 
Mas, por motivos de doenças, consultas médicas, exames e licença, acabei adiando sempre as atividades no blog. Até porque não tive “cabeça” para escrever ou, pelo menos, finalizar o que já havia iniciado como rascunho.
 
Ainda não estou bem totalmente, mas retornarei aos poucos. Assim espero...

terça-feira, 3 de maio de 2016

Mês de Maio: Datas Comemorativas

  06 de Maio: Dia do Cartógrafo
Imagem do meu acervo particular



MAIO

1º. Dia Mundial do Trabalho
 
02. Dia Nacional do Ex-combatente
        Dia do Taquígrafo 

03. Dia do Sertanejo
        Dia Mundial da Liberdade de Imprensa
        Dia do Sol
 
05. Dia de Rondon
        Dia da Comunidade
        Dia Nacional do Expedicionário
        Dia do Pintor

06. Dia do Cartógrafo

07. Dia do Oftalmologista
        Dia do Silêncio 

08. Dia da Vitória
        Dia do Profissional Marketing
        Dia do Artista Plástico
        Dia Internacional da Cruz Vermelha 
        Dia das Mães (2º Domingo de Maio) 

09. Dia da Europa 

10. Dia da Cavalaria
       Dia do Campo

11. Integração do Telégrafo no Brasil

12. Dia Mundial do Enfermeiro 

13. Dia da Abolição da Escravatura
       Dia da Fraternidade Brasileira
       Dia do Automóvel
       Dia do Zootecnista
 
14. Dia Continental do Seguro
 
15. Dia de Pentecoste
       Dia do Assistente Social
       Dia do Combate à Infecção Hospitalar
       Dia do Gerente Bancário

16. Dia do Gari

17. Dia Internacional da Comunicação e Telecomunicações
       Dia da Constituição
       Dia Internacional da Internet
 
18. Dia dos Vidreiros
       Dia Internacional dos Museus
 
19. Dia dos Acadêmicos do Direito
 
20. Dia do Comissário de Menores
 
21. Dia da Língua Nacional
 
22. Dia do Apicultor
        Dia Internacional da Biodiversidade
        Dia do Abraço

23. Dia da Juventude Constitucionalista

24. Dia da Infantaria
        Dia do Café
        Dia do Datilógrafo/Dia do Digitador
        Dia do Detento
        Dia do Telegrafista
        Dia do Vestibulando

25. Dia da Indústria
       Dia do Massagista
       Dia do Trabalhador Rural
       Dia Nacional do Respeito ao Contribuinte
       Dia Nacional da Adoção
       Dia do Orgulho Nerd

27. Dia do Profissional Liberal
       Dia Mundial dos Meios de Comunicação
       Dia do Serviço de Saúde
       Dia Nacional da Mata Atlântica

28. Dia do Hambúrguer
        Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna
        Dia do Ceramista

29. Dia do Geógrafo
       Dia da Gentileza
       Dia do Estatístico
       Dia Mundial da Energia
 
30. Dia da Decoração/Dia do Decorador
       Dia do Geólogo
       Dia das Bandeiras
 
31. Dia do Comissário de Bordo
      Dia Mundial das Comunicações Sociais
      Dia do Espírito Santo
      Dia Mundial Sem Tabaco