domingo, 17 de junho de 2018

Copa 2018: A Bola está Rolando em Território Russo

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Fonte: Pixabay

 
Desde 6ª feira passada (dia 14/06), o principal foco das atenções é a Rússia, sede da 21ª Edição do Campeonato Mundial de Futebol (Copa do Mundo), a qual estreou como anfitriã do referido evento esportivo (2018).
Eu mesma não pude acompanhar a sua abertura e nem o primeiro jogo, entre a dona da casa (Rússia) e a Arábia Saudita, pois estava em sala de aula. Mas, recebi muitos apelos dos próprios alunos para liberá-los mais cedo para que os mesmos pudessem assistir a transmissão pela TV, pedidos os quais não pude atender, é claro!

A competição entre as 32 seleções classificadas será realizada em 11 cidades-sedes, distribuída no território russo, com encerramento oficial no dia 15 de julho.

Hoje, a nossa seleção jogou, pela primeira vez, contra a Suíça. Infelizmente, o jogo terminou em empate (1x1). Houveram alguns erros, sobretudo, no 2° Tempo e, também, falhas graves por parte do Juiz: gol irregular e o pênalti não dado à nossa Seleção. Foi frustrante!
 Este ano não cobrei nada a nível de trabalho escolar, no contexto da Copa 2018, mas as minhas quatro turmas do Ensino Fundamental – ao menos – estão organizando e decorando as suas respectivas salas de aula.

 
Já as turmas da 2ª Série do Ensino Médio irão realizar atividade de pesquisa acerca de Multinacionais, tendo em vista o conteúdo trabalhado neste bimestre. O foco será em empresas esportivas e, também, contemplando as principais multinacionais e os seus países de origem (matriz), que estão disputando o referido Campeonato de futebol.

De minha parte, neste espaço, vou publicar artigos correlatos ao evento esportivo e à Rússia.

A mascote desta Copa é um lobo siberiano, chamado Zabivaka, que foi escolhido – com 53% dos votos - em uma votação aberta, com mais de um milhão de participantes.

 

A Mascote da Copa 2018
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A Taça
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Logotipo da Copa 2018
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Fonte: Lance


SELEÇÕES PARTICIPANTES (COPA 2018)
 
EUROPA

. Alemanha (19ª Participação);

. Bélgica (13ª Participação);

. Croácia (5ª Participação);

. Dinamarca (5ª Participação);

. Espanha (15ª Participação);

. França (15ª Participação);

. Inglaterra (15ª Participação);

. Islândia (1ª Participação);

. Polônia (8ª Participação);

. Portugal (7ª Participação);

. Sérvia (12ª Participação, incluindo a antiga Iugoslávia);

. Suécia (12ª Participação);

. Suíça (11ª Participação).



 AMÉRICA

 . Argentina (17ª Participação);

. Brasil (21ª Participação);

. Colômbia (6ª Participação);

. Costa Rica (5ª Participação);

. México (16ª Participação);

. Panamá (1ª Participação);

. Peru (5ª Participação);

. Uruguai (13ª Participação).

 
ÁSIA

. Arábia Saudita (5ª Participação);

. Coreia do Sul (10ª Participação);

. Japão (6ª Participação);

. Irã (5ª participação).

 
ÁFRICA

. Egito (3ª Participação);

. Marrocos (5ª Participação);

. Senegal (2ª Participação);

. Tunísia (5ª Participação).

 
OCEANIA

Austrália (5ª Participação).

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Hino Marketeiro

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Fonte: Blog do Enem


No âmbito da temática “Indústrias”, não podemos esquecer de mencionar o papel e distribuição das multinacionais em diversos países do mundo, sobretudo, nos países subdesenvolvidos e no contexto da Globalização.
 
Há uma distinção bem clara entre multinacionais e transnacionais, a qual eu trato em um artigo publicado em julho de 2008, o qual foi intitulado Multinacionais ou Transnacionais?”  (para acessá-lo, clique no título). 
 
E, conforme o mesmo e tal como fiz em sala de aula, eu apresentei o Hino Marketeiro, o qual é uma paródia do Hino Nacional que faz uma releitura da importância do marketing (propaganda) no âmbito do comércio e da competitividade entre as empresas, citando tanto nomes de marcas estrangeiras quanto nacionais.
 
A letra que eu apresentei em sala de aula difere um pouco da que foi disponibilizada, por meio do link, na referida publicação.
 
E tal como eu disse aos alunos, a minha real intenção ao publicar o Hino Marketeiro é meramente de caráter didático, tendo em vista o presente assunto que estamos estudando.
 
O hino é um dos símbolos nacionais e o meu objetivo, aqui, não é desrespeitar à pátria, mas sim de avaliarmos a (s) finalidade (s) do autor ao criar a paródia. Este, por sinal, não se identificou.
 
A letra abaixo é a que entreguei aos meus alunos e, tal como eu comentei, alguns nomes de empresas não coincidem com a letra do link.

 

HINO MARKETEIRO
 
Num Posto da Ipiranga, às margens flácidas,

De um Volvo heroico Bob’s retumbante

Skol da liberdade em Rider fúlgido

Brilhou no Shell da Pátria nesse instante

Se o Knorr dessa igualdade

Conseguimos conquistar com braço Ford.

Em teu Seiko, ó liberdade

Desafia o nosso peito a Microsoft.

Ó Parmalat, Mastercard, Sharp, Sharp!

Amil um sonho intenso, um rádio Philips

De amor e Lufthansa a terra desce

Intel formoso céu risonho Olympikus

A imagem do Bradesco resplandece

Gillete pela própria natureza

És belo Escort impávido colosso

E o teu futuro espelha essa Grendene

Cerpa gelada!

Entre outras mil és Suvinil, Compaq armada.

Do Philco deste solo és mãe Doril

Coca Cola, Bombril!”

 

Para ouvir a música e cantar, clique AQUI
 

domingo, 10 de junho de 2018

Tipos de Indústrias: Produção Industrial e Nível Tecnológico

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Fonte: Pixabay

 Texto atualizado em 11/06/2018, às 18h00

. INDÚSTRIA

A indústria pode ser definida como o conjunto de atividades econômicas que transforma a matéria-prima em produtos semiacabados ou acabados, os quais são destinados, respectivamente, a outras indústrias e ao consumidor final (população geral).
A matéria-prima, em geral, é extraída da natureza ou desenvolvida pelo homem no campo. Elas podem ser adquiridas, por meio de compra, diretamente do produtor (ou fornecedor), podendo também ser produzida pela própria empresa.
As indústrias podem ser classificadas de duas formas, isto é, de acordo com o bem produzido (a produção industrial) e, também, pelo seu nível tecnológico (tecnologia empregada no seu processo de produção).

1. Classificação de acordo com a PRODUÇÃO INDUSTRIAL:

 1.1. Indústria Extrativista (vegetal e mineral)
 Com a utilização de equipamentos modernos de exploração, domínio de conhecimentos técnicos e científicos, emprego de mão de obra especializada entre outros aspectos intrínseco a suas atividades, esta extrai a matéria-prima da natureza para ser utilizada em outras indústrias.

Exemplos: Madeireiras, mineradoras e petrolíferas.


Madeireira
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Fonte: CIPEM

Plataforma de extração de petróleo
Imagem do meu acervo particular
 
1.2. Indústria da Construção Civil
Compreende desde o segmento de materiais de construção, passando pela construção propriamente dita (casas, edifícios residenciais, rodovias, viadutos, edificações industriais e comerciais, entre outros).


Construção civil
Imagem do meu acervo particular

 1.3. Indústria de Transformação
É toda aquela que transforma a matéria-prima em outra matéria prima (nova matéria-prima ou secundária) ou em um produto semiacabado ou acabado, destinado a outras indústrias ou ao consumidor final (população).

Em consequência disso, a Indústria de Transformação é dividida em três tipos:

     1.3.1. Indústria de bens de produção (ou Indústria de Base): Ela transforma a matéria-prima bruta em matéria-prima secundária, a qual servirá de base para a produção de outras indústrias (fabricação de seus produtos). A Siderurgia, Metalurgia e Petroquímica são exemplos de indústrias de bens de produção ou de base.  
Exemplos de Produtos produzidos (matéria-prima secundária): chapas metálicas (ferro e alumínio), tubos e bobinhas.

Laminação do aço em uma Usina Siderúrgica
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OBSERVAÇÃO:
. A indústria de bens de produção ou de Base também é denominada de indústria pesada devido ao fato de trabalhar com grandes quantidades de matéria-prima bruta, pesada.

     1.3.2. Indústria de Bens de Capital ou Indústria Intermediária: Ela produz máquinas, equipamentos ou instrumentos que são imprescindíveis a outras indústrias, ou seja, fabrica produtos ou peças que servirão, respectivamente, para produção de mercadorias de outras indústrias e/ou para finalizar a montagem de um produto.

Exemplos de Produtos produzidos: máquinas, motores, ferramentas e autopeças.


Autopeças
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OBSERVAÇÃO:
. Alguns autores englobam a indústria de bens de produção (ou de Base) nesta categoria, isto é, na de Bens Intermediários ou de Bens de Capital, tendo em vista que ambas produzem produtos semiacabados, os quais serão empregados em outras indústrias.

     1.3.3.  Indústria de Bens de Consumo: Ela produz a mercadoria propriamente dita, ou seja, o produto final (acabado), o qual se destinará ao consumidor, que vai adquiri-lo por meio de sua comercialização e compra.

Em razão da natureza dos bens produzidos, estas são classificadas em:
- Indústria de bens de consumo duráveis: produz bens para consumo a longo prazo, tais como, eletrodomésticos, automóveis, aparelhos eletrônicos, móveis etc.

- Indústria de bens não-duráveis: produz bens para consumo a curto e médio prazo. Exemplos: medicamentos, vestuário, alimentos, calçados etc.


2. Classificação de acordo com a TECNOLOGIA empregada no processo de produção (nível tecnológico):

2.1. Indústrias Tradicionais
São as indústrias clássicas, as mais antigas, que se caracterizam pelo uso de pouca tecnologia, pelos baixos investimentos técnico-científico, automatização mínima e o emprego de muita mão de obra. Em seu processo de produção, elas utilizam grandes quantidades de matéria-prima, pesadas, e de fontes de energia.

Exemplos: indústrias têxtis, metalurgias, siderurgias, calçados, móveis, entre outras.
  

Indústria Têxtil
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Fonte: Sintenutri


2.2. Indústrias Modernas
Estas se caracterizam pelos altos investimentos técnico-científico, no uso intensivo de máquinas mais modernas, com nível de automação superior ao das indústrias tradicionais, havendo - por isso - um número reduzido de mão de obra, sendo estes especializados.

Exemplos: indústrias petroquímicas, automobilísticas, eletrônicas etc.

Indústria Automobilística
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2.3. Indústrias de Ponta ou High Tech
São aquelas que utilizam as mais recentes inovações tecnológicas no âmbito da III Revolução Industrial (ou Revolução Técnico-Científica). Por isso, empregam tecnologias altamente sofisticadas, como a robotização e automação das empresas. Há um número bem reduzido de mão de obra e esta, necessariamente, tem que ser extremamente qualificada. Investem constantemente em pesquisas e em inovações tecnológicas.

Exemplos: indústrias de telecomunicações, biotecnologia, aeroespacial, produtos eletrônicos etc.

Indústria Aeroespacial
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Fonte: Wikipédia

Fontes de Consulta
. Material Didático particular
. VIEIRA, Bianca Carvalho. Ser Protagonista: Geografia. 1° Ano – Ensino Médio, Edições SM, São Paulo, 2018

sexta-feira, 8 de junho de 2018

08 de Junho: Dia Mundial dos Oceanos


Disposição dos Oceanos na Superfície Terrestre
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Fonte: Náutico

  
Hoje, comemoramos o Dia Mundial dos Oceanos e, também, a nível de Brasil, o Dia Nacional dos Oceanógrafos.
 
Antes mesmo de focar o maior problema enfrentado, hoje, em relação aos mares e oceanos no que diz respeito à poluição, gostaria de ressaltar uma questão básica sobre os mesmos, tendo em vista que há duas correntes divergentes acerca do número dos oceanos da superfície terrestre. Inclusive, eu já publiquei sobre isso neste espaço, após uma pessoa me perguntar qual seria o número exato dos oceanos da Terra.
 
Pois bem, alguns autores não consideram o Glacial Ártico e o Glacial Antártico como oceanos. Eles os classificam como mares (no meu tempo de escola, no antigo ginásio, era assim também a classificação dos mesmos). No entanto, a Organização Hidrográfica Internacional (International Hydrographic Organization) segue a classificação de 5 oceanos, ou seja, o Pacífico, o Atlântico, o Índico, o Glacial Ártico e o Glacial Antártico.
 
A Organização Hidrográfica Internacional (OHI) é um organismo intergovernamental, fundada em 1921, cuja sede se encontra localizada no Principado de Mônaco. O Brasil é um dos seus membros-fundadores, participando sempre das Conferências Hidrográficas Internacionais.
 
International Hydrographic Organization
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Fonte: Náutico
 
Polêmicas à parte, se são três ou cinco oceanos, o que mais nos preocupa – hoje em dia – não é o número exato a ser considerado, mas o que vem acontecendo com essas grandes extensões de águas, salgadas e profundas, que cobrem a maior parte da superfície terrestre. O que vem acontecendo em termos das ações antrópicas quanto ao descarte inadequado do lixo e outros resíduos contaminantes, causadores da poluição hídrica (fluvial, lacustre, marinha e oceânica).
 
Os problemas já são bastante visíveis e sentidos por seus diversos impactos ambientais não só nas águas, como de efeito em diferentes espécies de animais deste habitat ou que sobrevivem dos alimentos que estes oferecem.
 
Impactos ambientais estes, gerados pela grande quantidade de resíduos descartados e/ou lançados nas águas fluviais (rios) que desembocam nos mares, os quais vão ser levados pelas correntes marinhas e, por conseguinte, poluirão os oceanos.
 
Como o próprio cientista Charles Moore, que descobriu o chamado “Grande Lixão do Pacífico” em 1997, afirma,
 
O oceano é o destino final de todo o nosso lixo”.
 
São descartes e lançamentos de resíduos sólidos (madeiras, garrafas de vidro, plásticos etc.), como também óleo (vazamento de petróleo), esgoto, metais pesados, entre outros resíduos contaminantes.
 
Os registros de mortes, estrangulamentos e outros ferimentos em animais em consequência do lixo fluvial (rio), marinho e/ou oceânico foram divulgados nas mídias através de diversas imagens impactantes, mundo afora, tais como...
 
Tartaruga-marinha macho
com um canudo de plástico
no interior de uma de suas narinas
Fonte: Blog Animal 
 
 
Foca com anel de frisbee em volta do pescoço
Foto: BBC News Brasil
Fonte: Terra
 
 
Crocodilo (em rio) com pneu de moto em volta do pescoço
Foto: Mohamad Hamzah/Antara Foto/Reuters
 
Tartaruga que cresceu
com um anel de plástico em volta do casco
 
Cavalo marinho preso ao cotonete
Foto: Justin Hofman
Fonte: FolhaPE
 
 ... assim como, também, ficou comprovado que a poluição e a contaminação química decorrente dos resíduos sólidos e líquidos expõem toda a cadeia alimentar em perigo, desde o zooplâncton até outras espécies da fauna marinha maiores, chegando até ao homem, quando este consome alimentos marinhos.  
 
Por conclusões assim, a Suécia, em 1995, começou a recomendar que as mulheres em idade fértil limitassem o consumo de arenque e salmão do Báltico (...). Análises químicas mostraram que eles estavam muito contaminados com substâncias chamadas disruptoras endócrinas. Em peixes, elas causam hermafroditismo. Em humanos, câncer, aumento da próstata e puberdade precoce, entre outros distúrbios.”
                              (Revista Super Interessante, 2016)
 
De todos os resíduos descartados e lançados ao mar, o pior deles é o plástico. Embora, alguns especialistas afirmem que cerca de 60 a 80% dos resíduos lançados seja lixo plástico, dados divulgados durante o Fórum Mundial da Água, realizado em março deste ano, em Brasília, estimam que cerca de 25 milhões de toneladas de lixo que chegam ao mar, a metade é plástico, ou seja, 50%.
 
A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), braço da Associação Internacional de Resíduos Sólidos (Iswa, sigla em inglês), afirmou que dos 25 milhões de toneladas de resíduos despejados, anualmente, nos oceanos, o Brasil fornece, pelo menos, 2 milhões de toneladas deste volume total. Isso equivale à uma área de 7 mil campos de futebol.
 
Nesse quantitativo, segundo a Abrelpe, não levou-se em conta os lixões irregulares do Pantanal e da Amazônia, que se localizam mais distantes da costa litorânea. Se os incluísse, o volume poderia chegar 5 milhões de toneladas.
 
E a cada ano, mais e mais lixos são descartados e lançados nos mares e oceanos, provenientes dos rios. E a maior parte do lixo plástico vem do continente asiático.
 
De acordo com Revista National Geographic Brasil (página 50),
 
"Quinze dos 20 piores rios poluentes estão em países asiáticos".
 
O plástico foi inventado no final do Século XIX, mas sua produção só se consolidou como relevante no mercado por volta da década de 50 (Século XX). Hoje, o maior produtor mundial de plástico é a China.
 
Os piores são os microplásticos, também chamados de plásticos ocultos ou invisíveis, que são pequenas partículas plásticas resultante da fragmentação de um produto plástico original (maior). Alguns especialistas os classificam como microplásticos até o tamanho máximo de 1 mm, enquanto outros os consideram até 5 mm.
 
Na verdade, estes microplásticos vêm se tornando o grande vilão do oceano, seu principal poluente, uma vez que ele altera a composição de certas regiões oceânicas, prejudicando os respectivos ecossistemas e, por conseguinte, a saúde humana.
 
Em breve postarei sobre a Grande Mancha de Lixo do Pacífico ou, como é mais conhecida, o Grande Lixão do Pacífico.
Fontes de Pesquisa:
 
 
. Revista National Geographic Brasil – Junho 2018