quarta-feira, 19 de julho de 2017

Crônica: A Agonia do Momento do Rio de Janeiro e de sua Gente


Mirante Vista Chinesa (Floresta da Tijuca)
Foto do meu acervo particular
 
 
 A Agonia do Momento do Rio de Janeiro e de sua Gente

Marli Vieira de Oliveira da Silva


Do alto do mirante da Vista Chinesa, as emoções de felicidade e de tristeza se intercalam sob o olhar compassivo de uma geógrafa e professora de formação, e, sobretudo, amante da natureza.
 
A lembrança de minha adolescência sob o mesmo patamar de observação apreende as mudanças na organização espacial da cidade, ao longo do tempo, com a expansão das ocupações nos morros, os efeitos do processo de verticalização do seu espaço geográfico, o nítido aumento da segregação socioambiental, além de compreender que estas perpassaram também a nível de serviços e comércio, assim como de seus efeitos de degradação ambiental.
 
Quem não vivenciou dois ou mais momentos de contemplação de um mesmo cenário, as mudanças passam desapercebidas, à revelia de comparação. Sem falar daquele que é passageiro viajante, o qual desconhece, na maioria das vezes, a realidade de cada cidade, de cada país que visita.  
 
Não resta dúvida que a geografia física da cidade do Rio de Janeiro continua linda e admirável, capaz de emocionar e provocar expressões máximas de entusiasmo. Situada entre o mar e as montanhas e encravada entre vários sistemas integrados, o costeiro, o lagunar, o fluvial e o de encosta, a paisagem da cidade é de deslumbrar até os mais impassíveis.
 
Mas, e o esmorecimento momentâneo? Por que a tristeza mesclou com os momentos de total êxtase?
 
Eu nasci no município do Rio de Janeiro, sou carioca da clara (pois só o meu pai era carioca, minha mãe era paulista) e sei o quanto a população da cidade sofre, assim como as dos demais 91 municípios fluminenses.
 
Sofre com a falência do Estado e de toda a rede de conexão nas diversas esferas de sua abrangência, principalmente, nas áreas da Saúde, Educação e Segurança Pública. Triste é saber que o estado de abandono, assinalado pela crescente onda de violência urbana, tende a piorar a economia do município, que já vem amargando queda com a crise econômica, com o fechamento de vários estabelecimentos comerciais, com a fuga de empresas que preferiram optar por cidades menores, a taxa de desemprego em alta, entre outros fatores.
 
E a cidade do Rio de Janeiro é o próprio retrato do desamparo e do descaso dos governantes que nos remete a um situação de total desânimo e de angústia profunda, pois também somos vítimas e conhecemos os diferentes impactos que essa situação de caos político e socioeconômico vem afetando a população carioca. Situação devastadora, que não apenas a capital, mas todo o estado do Rio de Janeiro...
 
Eu sou e minha alma também é carioca! Quero acreditar que este seja apenas um curto momento de agonia. Que mudanças, por fim, virão em respeito ao seu povo, capaz de confirmar que esta é uma Cidade Maravilhosa por completa, com sua bela geografia e sua gente feliz.

Vista da cidade do Rio de Janeiro do Mirante Vista Chinesa
Foto do meu acervo particular
 

Justificando-me ...



 Imagem capturada na Internet

Fonte: Pixabay


Estive ausente neste espaço por diversos motivos, os quais – a princípio - não se aplicam a quem assumiu um compromisso de administrar um Blog com fins educativo. Mas, como é recorrente, todo final de bimestre é mais atribulado tendo em vista o término de correções de provas e trabalhos, os fechamentos das notas e frequência dos alunos, a participação nos Conselhos de Classes e o lançamento de notas nos sistemas das Secretarias de Educação na Internet (no meu caso, da rede municipal e estadual).
 
Estive afastada, também, de outros compromissos assumidos, como – por exemplo – do Curso de EAD (Educação a Distância) que estou participando, me atrasando nas leituras e postagens das Atividades.

Embora, eu estivesse assoberbada de trabalhos pendentes, minha cabeça nunca parou, articulando mentalmente várias coisas ao mesmo tempo, quer sejam as que deixaram de ser realizadas quer sejam as novas, projetadas para serem brevemente executadas. Isso, tanto a nível profissional (docência) quanto pessoal (atualização do Blog, consulta a médicos, compromissos familiares etc.).

E neste contexto, o planejamento é fundamental! Estamos praticamente no meio da primeira semana do Recesso Escolar e minha lista de tarefas a serem cumpridas, neste período, está extensa. Pode parecer engraçado, a primeira vista, mas acho interessante esse procedimento. Eu as relacionei em uma listagem, junto com a minha filha, a qual estou seguindo e assinalando as já cumpridas.
 
Junto com a filha? É claro! Afinal, não posso ignorar que estou em Recesso Escolar e família não pode ser colocada de lado, ignorada.
 
Tantas matérias deixaram de ser publicadas neste espaço, justamente, por conta da falta de tempo para escrever. Mas, aos poucos, vou atualizar o Blog.
 
Peço mil desculpas por esta falha, pois quem é blogueira sabe da importância de manter a frequência de publicações, responder os comentários postados e os e-mails enviados. Isso tudo requer dedicação e responsabilidade. Já perdi seguidores por conta disso, eu sei!
 
Reconheço que sou bastante falha como blogueira, em razão desses aspectos, mas jamais foi por questões de preguiça ou descaso...
 
Neste primeiro momento, gostaria de compartilhar uma crônica de minha autoria. Eu a escrevi, no início deste período de recesso escolar, após confrontar com muita tristeza a nossa realidade social (município do Rio de Janeiro) e a beleza da paisagem física da nossa cidade (sua bela geografia), a qual foi contemplada no mirante da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista (Floresta da Tijuca).

 
Imagem capturada na Internet
Fonte: Pixabay


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Datas Comemorativas: Mês de Julho


25/07: Dia Internacional da Mulher Negra
Imagem capturada na Internet
Fonte: UNEGRO

JULHO

 
1º. Dia Mundial da Arquitetura
       Dia da Vacina BCG
       Dia do Bancário

02. Dia Nacional do Hospital
        Dia do Bombeiro Brasileiro
        Dia do Clube de Regatas Vasco da Gama

03. Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial
        Dia do Ministério da Justiça (1822)
 
04. Dia Internacional do Cooperativismo
        Dia da Independência dos EUA (1776)
        Dia do Operador de Telemarketing
        Dia da Preguiça
 
05. Dia Nacional da Coluna Prestes
 
06. Dia da Criação do IBGE (1934)
 
07. Dia do Voluntário Social
 
08. Dia do Panificador
 
09. Dia da Revolução e do Soldado Constitucionalista
        Dia do Protético
        Dia da Juventude
 
10. Dia Internacional da Pizza
       Dia do Truco
       Dia Mundial da Lei
        Dia do Frescobol
 
11. Dia do Rondonista
      Dia do Mestre de Banda
      Dia Mundial da População
      Dia Nacional dos Trabalhadores de Serviços Telefônicos

12. Dia do Engenheiro Florestal

13. Dia do Engenheiro de Saneamento
       Dia do Cantor
       Dia Mundial do Rock
       Dia dos Cantores e Compositores Sertanejos
 
14. Dia do Propagandista de Laboratório
       Dia da Liberdade de Pensamento
       Dia Mundial da Liberdade de Expressão
 
15. Dia Internacional do Homem
       Dia Nacional dos Clubes
 
16. Dia do Comerciante
 
17.  Dia de Proteção às Florestas
 
18. Dia do Trovador
       Dia Mundial dos Veteranos de Guerra
 
19. Dia da Caridade
       Dia Nacional do Futebol
       Dia da Junta Comercial
 
20. Dia Mundial do Amigo
        Dia Internacional da Amizade 
        Dia Pan-Americano do Engenheiro
        Dia da 1ª Viagem à Lua (1969)
        Dia do Revendedor de Petróleo e Derivados
 
21. Dia da Conquista da Lua (1969)
        Dia dos Mortos da Marinha
        Dia do Fluminense e dos Tricolores
 
22. Dia Nacional do Podólogo
         Dia do Trabalho Doméstico
         Dia do Cantor Lírico
 
23. Dia do Guarda Rodoviário
 
24. Dia da Iluminação Elétrica no Brasil
 
25. Dia do Colono
       Dia de São Cristóvão
       Dia do Escritor
       Dia do Motorista
       Dia Internacional da Mulher Negra
       Dia do Taxista
       Dia do Carreteiro
       Dia dos Viajantes
 
26. Dia dos Avós
        Dia do Intérprete das Libras
        Dia do Arqueólogo
 
27. Dia do Motociclista
       Dia do Pediatra
       Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho
 
28. Dia do Agricultor
 
29. Dia do Hoteleiro
 
31. Dia da Campanha do Quilo
       Dia da Libertação dos Indígenas Brasileiros

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Dicas de Exposições e Passeio Cultural


Lago Frei Leandro
Imagem do meu acervo particular


Ainda no âmbito de dicas de Exposição e, principalmente, de passeio cultural, a minha sugestão é o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. E, neste caso, pode-se aproveitar o período do Recesso Escolar tanto para apreciar as diversas espécies botânicas da Mata Atlântica e da Região Amazônica, algumas espécies animais, monumentos artísticos e arquitetônicos, quanto para visitação às Exposições no Museu do Meio Ambiente, localizado no mesmo.
 
Como o Museu do Meio Ambiente (edificação datada do final do Século XIX) se encontra situado em uma das entradas do Jardim Botânico, vou iniciar por este, onde é possível visitar as Exposições: "Rede Abrolhos: monitorando o maior complexo coralíneo do Atlântico Sul” e “Fotografias”.
 
A primeira, exposta no térreo, apresenta exemplares da fauna e da flora marinha, fotografias, com imagens aéreas e submarinas, bem como equipamentos científicos usados pelos cientistas na região de Abrolhos, localizados na costa litorânea, ao sul da Bahia e norte do Espírito Santo.
 
A região de Abrolhos constitui-se em um importante conjunto de ecossistemas marinhos e costeiros, pois possui a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, além de ser a área mais extensa de recifes de coral do nosso país e o maior banco de algas calcárias do mundo, segundo fontes de pesquisa.
 

 Todas as imagens são do meu acervo particular
 




 
 



 
No andar superior, a Exposição de Fotografias faz parte de uma seleção de imagens do XVI Concurso do Jardim Botânico. Todas belíssimas! Essa Exposição, em particular, vai até o dia 14 de setembro.
 






 
Com relação à visitação ao Jardim Botânico não há palavras que possam expressar o quanto vale a pena percorrer as suas trilhas ou aleias.
 
De acordo com as orientações do Jardim Botânico, o visitante pode auto guiar nas três Trilhas Interpretativas (das Artes, Histórica e das Árvores Nobres) ou fazer uso dos folhetos informativos disponíveis, com mapa e pontos de destaques.
 
Fundado pelo Príncipe Regente, D. João (mais tarde, D. João VI), o Jardim Botânico do Rio de Janeiro completou 209 anos no dia 13 de junho. Ele possui 144 hectares, sendo aberto à visitação pública apenas 55 hectares.
 
Quanto à história do mesmo, eu já publiquei artigo a esse respeito, neste espaço. Para saber mais, clique AQUI!
 






 










 











 
 
A entrada do Museu do Meio Ambiente é franca (e gratuita) e o seu horário de funcionamento é:

- Segunda-feira, das 12h às 17h;

- Terça a domingo, das 9h às 17h.
 
O Jardim Botânico segue o mesmo horário, mas o ingresso custa R$ 15,00. 

Dica de Exposição Fotográfica: Morro da Providência



Imagem do meu acervo particular

Conforme mencionei às minhas turmas, a dica da vez é a Exposição FotográficaMorro da Favela Á Providência de Canudos”, do fotógrafo Maurício Hora, que pode ser visto no Espaço Cultural BNDES.
 
Ainda há tempo, pois a referida Exposição vai até o próximo dia 14 de julho. Infelizmente, antes do Recesso Escolar da rede pública de ensino (Municipal e Estadual), já que os dias e horários de visitação coincidem com os dias úteis da semana, ou seja, de segunda à sexta-feira (exceto feriados, sábados e domingos), no horário das 10h às 19h.
 
A Exposição começou no final de maio, mas eu só tive a oportunidade de visitá-la na 2ª feira passada (26/06).
 
Bastante interessante, o fotógrafo Maurício Hora, nascido e criado no Morro da Providência retrata – por meio de suas belas imagens capturadas por meio fotográfico – um paralelo entre a realidade atual da primeira favela do Brasil (Morro da Providência) e de suas raízes (povoamento), marcada por uma distância geográfica que o levou até ao sertão baiano, mais precisamente, ao município de Canudos.
 
A ligação histórica entre as duas regiões, ou seja, entre Canudos (Bahia) e o Morro da Providência (Centro da cidade do Rio de Janeiro) tem a ver com a Guerra de Canudos (07 de novembro de 1896 a 05 de outubro de 1897), travada no atual município baiano (na época tratava-se de uma comunidade), entre o Exército Brasileiro e os seguidores de um movimento social e religioso, liderado por Antônio Conselheiro.
 
Sem entrar no mérito de discorrer e aprofundar sobre o referido conflito armado, a vitória das tropas do Exército só veio a acontecer na quarta expedição militar, depois três expedições fracassadas, o que resultou na destruição total da comunidade de Canudos.
 
Soldados de vários estados do Brasil foram convocados às quatro expedições do Exército à Guerra de Canudos.
 
Segundo consta em diversas fontes de pesquisa, o número de mortos foi muito alto, em ambos os lados. Estima-se, em aproximadamente, vinte e cinco mil sertanejos (seguidores de Antônio Conselheiro, incluindo o mesmo) e cerca de cinco mil soldados. Por esses números é fácil deduzir as razões da Guerra de Canudos ser conhecida como o “grande massacre nordestino”.
 
Na ocasião, o governo junto ao Ministério da Guerra prometeu aos soldados – em caso de vitória dos mesmos na Guerra - a entrega de uma residência a cada um deles, o que não foi cumprido por falta de recursos financeiros. Mediante a essa situação, os soldados (cerca de 10 mil combatentes) e os migrantes nordestinos se apropriaram e ocuparam a encosta do atual morro da Providência, localizado no Centro do Rio de Janeiro, próximo à Estação Ferroviária Central do Brasil.
 
Inicialmente, os moradores a denominaram de “morro da Favela” em menção a um morro de mesmo nome existente em Canudos, que serviu como ponto de apoio aos soldados durante os combates e, também, ao arbusto bastante comum na região do sertão baiano, conhecido popularmente como “Faveleira” ou “Favela” (Cnidoscolus quercifolius).
 
Posteriormente, não se tem a data precisa, o mesmo passou a ser referenciado como “morro da Providência” em razão do seu histórico ligado, justamente, à “providênciatomada pelos soldados em ocupar a encosta do morro diante do não cumprimento da promessa feita pelo governo, após a vitória dos combatentes na referida Guerra.
 
Embora, haja controvérsias recentes quanto à titularidade, no âmbito da cidade do Rio de Janeiro, considera-se, oficialmente, como primeira favela do Brasil a do morro da Providência (1897), que nesse ano completará 120 anos.
 
Daí a Exposição ter dois recortes espaciais (ou sessões), sendo o primeiro de suas origens no sertão baiano, hoje, município de Canudos e, o segundo, o atual morro da Providência, privilegiando a realidade de seus moradores.
Sessão às Raízes no Sertão Baiano de Canudos

 
 
 


 



 
 



 


 Faveleira” ou “Favela” (Cnidoscolus quercifolius)
 
 

Sessão acerca do atual Morro da Providência
 














 Fica aqui a minha dica... Vale a pena visitar a Exposição! A Entrada é franca.

Espaço Cultural BNDES

Av. Chile, 100 - Centro - Rio de Janeiro/RJ