quarta-feira, 24 de agosto de 2016

História das Olimpíadas (Parte I)


Imagem capturada na Internet

Texto atualizado em 25/08/2016 às 21h25

Na última segunda-feira (22/08), a palavra mais citada na cidade do Rio foi “Saudades, traduzindo o sentimento da maioria em relação ao encerramento da XXXI Olimpíada do Rio de Janeiro, ou seja, referenciando as lembranças dos jogos e o intenso desejo de revivê-los. E, para alguns, até o arrependimento de não ter aproveitado muito a grande oportunidade de participar e interagir, como telespectador, em algumas ou em todas as modalidades esportivas.


 Imagem capturada na Internet
Fonte: Wikipedia

Eu, praticamente, não publiquei nada a respeito deste megaevento esportivo, com exceção da postagem do último dia 06 de agosto (“Olimpíadas Rio 2016: Quem merece medalha não vai participar”), sobre a qual tratei a polêmica que permeou a sua realização em nosso país e, mais especificamente, na cidade do Rio de Janeiro.

Também não pude assistir nenhum jogo. O máximo que pude fazer foi, no feriado municipal (por conta das Olimpíadas) do dia 18/08, conhecer o Boulevard Olímpico da Praça Mauá e a Casa do Rio de Janeiro. Por conta do feriado, as filas para entrar nas demais Casas de outros países eram quilométricas. 

Mas, enquanto blogueira, eu não poderia deixar de falar sobre a mesma, ainda mais que - pela primeira vez - este megaevento esportivo foi realizado em um país sul-americano, no nosso, Brasil! E, mesmo já encerrado a sua Edição, resolvi publicar esta matéria.

Inicialmente, a minha intenção era escrever a história do renascimento dos Jogos Olímpicos Modernos, enfatizando e contextualizando alguns fatos históricos, sociais, políticos e outros que envolveram todas edições anteriores, da primeira (1896) até a deste ano (2016).

Para isso, pesquisei diversas fontes na Internet, assim como contei com material que já possuía, como a obra do CARDOSO (2000).

Já com um acervo bibliográfico suficiente, iniciei a leitura e, aos poucos, comecei a rascunhar os artigos sobre a História da Olimpíada, a qual foi dividida em três partes – devido o extenso conteúdo -  compreendendo períodos e suas respectivas edições dos Jogos Olímpicos. Mas, para a minha surpresa, muitos dados obtidos neste levantamento não eram concordantes entre as diferentes fontes de pesquisa, inclusive, com os registros de CARDOSO (op. cit.).

No entanto, isso não significa que desisti de escrever tais artigos, mas este problema quanto a veracidade dos fatos demanda mais tempo de análise. E, embora, a rede municipal de ensino esteja em recesso escolar até o dia 29/08, eu estou trabalhando com as turmas do Ensino Médio (rede estadual) após o fim da Greve dos Profissionais da Educação da mesma rede.

JOGOS OLÍMPICOS

Os Jogos Olímpicos remontam ao período do século VIII a.C. ao século V d.C., tendo origem em Olímpia, na Grécia. Sendo ressuscitados, no Século XIX (1894), pela França por intermédio do professor francês, Pierre de Freddy, o qual ficou mais conhecido sob o título de Barão Pierre de Coubertin ou, simplesmente, Barão de Coubertin.

Barão Pierre de Coubertin - Imagem capturada na Internet
Fonte: JC Online 

Daí, o francês ser o principal idioma das Olimpíadas Modernas, além do inglês.

Inicialmente e, a mando do governo francês, Pierre de Freddy teve a incumbência de elaborar um projeto educativo para as escolas francesas e, por isso, viajou para diversos países a procura de ideias inovadoras. E, foi durante essa sua busca, que ele tomou conhecimento das descobertas arqueológicas das ruínas do estádio Panathenaic Salvador, local da realização dos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga, sob a coordenação do arqueólogo e historiador alemão Ernst Curtius, em 1852.

Outro elemento de forte influência sobre as ideias de Pierre de Freddy foram as experiências educativas do inglês e diretor, Thomas Arnold, da Escola de Rugby, na Inglaterra, que utilizava a prática esportiva como instrumento pedagógico, de grande importância para a Educação. Segundo o mesmo, a missão do educador perpassava por "Instruir, educar, mas sobretudo treinar corpo e espírito" (CARDOSO, 2000).


Na Grécia Antiga, periodicamente, eram realizados quatro festivais esportivos, chamados Jogos Pan-Helênicos, sendo cada um deles realizado em datas distintas e dedicado a um determinado deus da mitologia grega, a saber: Jogos Olímpicos (Zeus), em Olímpia e Élis; Jogos Píticos (Apolo), em Delfos; Jogos Nemeus (Zeus e Herácles/Hércules) em Nemeia e Corinto e, por fim, Jogos Ístmicos (Poseidon), em Istmia e Sicião. 

De acordo com as fontes de pesquisa, as Olimpíadas da Grécia Antiga eram realizadas durante cinco dias e de 4 em 4 anos. De acordo com os registros históricos, a primeira edição dos Jogos Olímpicos foi realizada no ano de 776 a.C


Estádio em Olímpia - Imagem capturada na Internet


 Pista de Corrida - Imagem capturada na Internet

Não há dúvidas quanto à origem das Olimpíadas na Grécia Antiga, mas como elas surgiram ainda é algo controverso, pois existem algumas lendas que discorrem sobre o surgimento dos jogos com base em três figuras distintas da mitologia grega, Zeus, Pélops e Héracles

Para saber mais sobre esses três mitos no contexto do surgimento das Olimpíadas e os outros dados, eu sugiro a leitura da matéria "Olímpia e os Jogos Olímpicos", no Blog Seguindo os Passos da História (clique AQUI).  

Os Jogos Olímpicos eram realizados em Olímpia, local sagrado (Santuário) dedicado a Zeus, principal Deus da mitologia grega, considerado o "deus dos deuses e dos Homens". Daí o mesmo ser um evento de ligação cultural (esportivo) e religioso, no qual se buscava a paz e a harmonia do povo grego. 


 Zeus - Deus Grego - Imagem capturada na Internet

Na Grécia Antiga, as modalidades esportivas eram menos numerosas, mas faziam parte o atletismo, a corrida de cavalos, lutas corporais, o pugilato, o Pancrácio (combinação de luta e pugilato) e o Pentatlo (lançamento de disco e dardo, salto em comprimento). Além do esporte haviam também competições musicais e poéticas.

Somente os homens que falassem o idioma grego, que fossem cidadãos livres e que nunca tivessem cometido assassinatos ou outros crimes podiam participar. A participação feminina não era permitida, uma vez que Olímpia era um Santuário voltado para ao Zeus, constando como uma área sagrada só para os homens.

A importância sagrada dos Jogos Olímpicos, na Grécia, era tão grande ao ponto de suspender as guerras entre as cidades-estados para que as competições pudessem ser realizadas. Sendo assim e, sob a chamada “trégua sagrada”, os Jogos ocorriam, atendendo tanto aos atletas competidores quanto aos espectadores.

Diferentemente das Olimpíadas da Grécia Antiga, algumas Edições dos Jogos modernos foram canceladas devido à I e II Guerra Mundial (1916, 1940 e 1944). Mas, vale ressaltar que, em razão da periodicidade Quadrienal (de 4 em 4 anos), mesmo não havendo essas Olimpíadas (acima citadas), a numeração de suas respectivas edições foi respeitada e considerada. 

Apesar da falta de dados quanto ao número de espectadores nos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga, estima-se que o estádio olímpico tinha a capacidade para abrigar entre 45 mil e 50 mil espectadores.

Os treinos eram supervisionados por juízes e não eram apenas de caráter físico, mas também moral e espiritual. Sendo assim, os competidores chegavam à Olímpia um mês antes da abertura oficial do Jogos.

Tanto nos treinos quanto nas competições propriamente ditas, os atletas gregos estavam sempre nus. Essa condição de nudez é citada por muitos em relação à Artes, uma vez que o corpo dos atletas e seus movimentos durante as práticas esportivas serviam como modelos para escultores e pintores.

Facilmente identificados nos diversos achados arqueológicos, inclusive, em referência à modalidade esportiva praticada por eles. As imagens abaixo foram capturadas no Blog Seguindo os Passos da História.


  Pintura em um vaso retratando atletas 
carregando tochas olímpicas


  Pintura em vaso retratando atletas correndo


 Escultura: Arremesso de disco

Outros, no entanto, mencionam a lenda antiga que diz que, no início dos jogos olímpicos, todos os atletas homens (as mulheres não eram permitidas) participavam vestidos. Certa vez, a mãe de um dos atletas se disfarçou como homem na intenção de ver seu filho competir. Seu filho ganhou e ela correu para abraçá-lo.

Com a descoberta do seu disfarce estratégico e, no intuito de impedir outra ocorrência parecida, foi decidido que tanto os atletas quanto os treinadores deveriam ficar nus.

Este caso da relação da mãe travestida de homem, na condição de telespectadora, só para ver o seu filho competindo consta no livro De banquetes y batallas”, de autoria do filósofo Javier Ortuño (citado na matéria do Notícias/Educação Terra). Segundo o referido site, trata-se da grega Pherenice e o seu filho, lutador de boxe, Peisidouros. Ao ser descoberta, Pherenice foi condenada à morte.

Nos Jogos Pan-Helênicos só eram considerados apenas um vencedor, cujo prêmio consistia em uma coroa de folhas. Em cada um dos locais dos Jogos (Olímpicos, Píticos, Nemeus e Ístmicos), as coroas eram confeccionadas por diferentes tipos de folhas.

Esta diferenciação entre elas é, sem dúvida, a causa das controvérsias existentes em diversas fontes na Internet acerca do tipo de folha que era utilizada na confecção da coroa dos Jogos Olímpicos, tendo em vista que muitos alegam que elas eram de folhas de louro, enquanto outros afirmam que eram de oliveiras.


A premiação ao vencedor dos Jogos Olímpicos constava de uma simples coroa feita de ramos de oliveira. Contudo, além da coroação, os atletas vencedores se tornavam celebridades, em suas cidades, sendo comum o recebimento de benefícios, como a alimentação paga pelo resto da vida (pensão vitalícia) ou, ainda, ter uma cadeira reservada na primeira fileira dos teatros.

O declínio dos Jogos Olímpicos gregos teve início após a invasão e domínio dos romanos à Grécia. Inicialmente, os Jogos foram perdendo sua identidade em face a preferência dada aos jogos de gladiadores, que eram – na verdade - o grande espetáculo do "mundo romano". O seu espírito original foi, aos poucos, sendo deixado de lado e as disputas passaram a ser enfrentadas como combates.

Em 393 d.C. os Jogos Olímpicos foram abolidos de vez por decreto do Imperador romano Teodósio I, após converter-se para o cristianismo, como forma de limpar a sua influência considerada pagã, seja pelo fato destes e outros jogos serem realizados em honra de algum deus da mitologia grega, seja pela nudez exposta durante as competições, a qual era considerada como conduta insolente para os costumes romanos e à moral cristã.

Vale ressaltar, ainda, que sob o domínio e influência romana, os gregos começaram a serem cristianizados, deixando de adorar seus antigos deuses e a irem à Olímpia. Além disso, após a morte do imperador Teodósio I, os imperadores subsequentes não retomaram os Jogos, mantendo a referida lei.

Com isso, as Olimpíadas e a própria Olímpia ficaram esquecidas no tempo, as quais foram vivenciadas em 293 edições de Jogos ao longo da história da Grécia Antiga.

Mas, graças à descoberta arqueológica de Olímpia, no final do Século XIX e a proposta de retomada das Olimpíadas pelo professor francês Pierre de Freddy (Barão de Coubertin), os Jogos Olímpicos passaram a fazer parte do mundo esportivo moderno, não sendo mais restrito à Grécia, mas a outras cidades mundiais, bem como evoluiu em termos de modalidades esportivas, número de atletas (masculinos e femininos), premiação, associações comerciais, tecnologias modernas, marketing, entre outras inovações.

Fontes de Pesquisa


. CARDOSO, Maurício. Os Arquivos das Olimpíadas. 2000, São Paulo, Editora Panda Books

. Olímpia e os Jogos Olímpicos

. Olimpíadas: Uma Disputa Milenar

. Wikipedia (várias edições)

Você sabia? Guerras, feminismo e boicotes; como os Jogos contam a história.

domingo, 14 de agosto de 2016

Uma Homenagem a um Pai especial

 Meu pai, Walter Pinto de Oliveira 
(1929-1992)




LEMBRANÇAS DE MEU PAI
                                          Luis Alves


Pai que aos olhos da criança é herói
Pai que aos olhos do jovem é vilão
Pai que aos olhos do adulto é um amigo
Pai que aos olhos do velho é saudade

Quando eu te via como herói
Não sabia quase nada da vida
Sentia-me seguro ao seu lado
Eu só queria ser seu filho

Quando eu te vi como vilão
Pensava que já sabia tudo sobre a vida
Não queria proteção
Eu só queria ser herói

Quando eu te vi como amigo
Pude me dar conta dos erros cometidos
Foi quando realmente te conheci
Que entendi o sentido da vida

Quando me dei conta de sua falta
A idade já havia me alcançado
Você já não era mais herói, nem vilão
Nem amigo e nem solidão

Você virou soma de tudo aquilo que foi
De tudo aquilo que eu pensei que fosse
A síntese da vida que hoje eu vivo
A minha definição da palavra PAI!


Fonte: EsoteriKha

sábado, 6 de agosto de 2016

Olimpíadas Rio 2016: Quem merece medalha não vai participar

Imagem capturada na Internet

O título deste artigo é um tanto confuso, reconheço! Mas, diante de tantas polêmicas que cercaram a realização das Olimpíadas 2016, em nossa cidade (Rio de Janeiro), há de se pensar que, realmente, quem merece uma ou todas as medalhas neste megaevento não vai estar disputando, efetivamente, um ou mais esporte dentre as 42 modalidades olímpicas.  

Oficialmente, a abertura da Olimpíadas 2016 aconteceu ontem, à noite (sexta-feira) às 20h, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Falo oficialmente, porque alguns jogos de futebol – uma de suas modalidades – já haviam sido realizados desde quarta-feira.  

Cercada de polêmicas acerca tanto tanto ao Zica vírus quanto à situação política e econômica do país e, sobretudo, dos servidores do estado do Rio de Janeiro, várias manifestações populares marcaram o período que antecederam as Olimpíadas, intensificando-se neste ano em razão do agravamento da crise econômica e, principalmente, das medidas tomadas pelo Governo Estadual em prejuízo ao funcionalismo público, nas suas mais diversas áreas de atuação (Educação, Saúde, Segurança/polícia civil e militar etc.).

Ontem mesmo houve protesto na Tijuca, nos arredores da Praça Saens Peña, com integrantes do movimento de ocupação das escolas da rede estadual do Rio.

Com relação à epidemia do Zica Vírus, as autoridades da área de Saúde já haviam notificados em face da preocupação mundial, que a taxa de infecção se encontrava em declínio, apresentando menor probabilidade devido à época dos jogos, coincidente com a estação do inverno, caracterizada por condições climáticas mais secas (com menos chuvas).

Pelo que eu li nos últimos meses, muitos atletas estrangeiros desistiram da competição em razão desta preocupação, mas – realmente – a época de maior incidência do mosquito Aedes aegypti e do seu ciclo de reprodução é no verão. Não havendo, com isso, grandes riscos para a população local e os visitantes (atletas estrangeiros e turistas).

Por outro lado, as manifestações populares protagonizadas por diversas categorias dos servidores públicos tiveram razões pautadas na realidade de cada classe em face da má gestão do dinheiro público e dos efeitos sobre os mesmos.


Imagem capturada na Internet
Fonte: O Globo

 Imagem capturada na Internet
Fonte: Revista Veja


Imagem capturada na Internet
Fonte: Revista Veja


Imagem capturada na Internet

Questionar à realização dos Jogos Olímpicos foi muito tardio. A pressão efetiva deveria ter sido arrolada há, mais ou menos, 7 anos (2009), quando a cidade era candidata e foi escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), desbancando Madri, capital da Espanha.

Ela não deveria se candidatar mediante a situação de sua infraestrutura e de serviços que deixa a desejar, sobretudo, à população local. 

Tudo bem que não podemos esquecer que o legado olímpico é para a cidade-sede, mas a quem este vai beneficiar? E quais seriam as outras carências que tanto o povo necessita, que não perpassam a nível de esporte? Há outras prioridades... Não restam dúvidas!

Planejamentos ineficientes, desperdício de dinheiro, superfaturamento, desvio de recursos públicos e outros fatos marcam e sempre marcaram a administração pública em nosso país, seja esta a nível federal, estadual ou municipal. Somado a esse quadro, a crise econômica – que não foi surpresa para ninguém – acirrou mais ainda a precária situação do nosso estado.

É notório que os investimentos em termos de transportes e de malhas viárias foram os de grandes projeções e ganhos para a população, assim como a revitalização da região portuária da cidade, em termos cultural e de lazer. Mas, deixar de lado outros serviços vitais para a população ou até piorá-los é algo inadmissível.

E quando menciono “torná-lo pior” me refiro a escassez de materiais de consumo, dispensa de recursos humanos (principalmente terceirizados), suspensão ou parcelamento de salário do funcionalismo, de não pagamentos de contratos com empresas terceirizadas, entre outros fatos.

Daí, as razões – entre outras – aos diversos protestos espalhados e protagonizados pelo funcionalismo público, sobretudo, da rede estadual.

Retornando ao início deste artigo, onde menciono a questão do título ambíguo, fica em claro que o merecedor de medalha olímpica é o povo carioca, pois além da grande maioria não poder participar nos estádios como telespectador, em razão dos preços, ele vai assistir as disputas, em casa, sabendo que o dinheiro empregado na realização do megaevento em sua cidade poderia ser bem aplicado - pelo menos - nas áreas da Saúde e Educação, as quais já amargam – historicamente – a escassez de investimentos significativos.

 Imagem capturada na Internet

Não sou contra a Olimpíadas, mas a sua realização diante dessa situação caótica nas diferentes esferas de prestação de serviços e a própria incerteza quanto ao pagamento de salário integral do funcionalismo público estadual acaba tornando a Olimpíadas em um evento esportivo discordante com a realidade social e econômica do povo carioca, que sofre com as mazelas, sobretudo, nessas duas áreas fundamentais (Saúde e da Educação).

Só para se ter uma ideia, até aonde eu tomei conhecimento, os aposentados ainda não receberam o seu salário, como a maioria dos ativos. E isso me deixa indignada, pois - com certeza - muitos dos aposentados, devido a faixa etária elevada, além de terem suas contas a pagar, tomam medicamentos em razão de problemas de saúde, os quais não podem deixar de administrados. É triste ver essa situação em face dos gastos que paira na realização do megaevento esportivo como os Jogos Olímpicos, com investimentos federal, estadual e municipal.

Mas, torcer para que tudo dê errado, não faz o meu feitio e, muito menos, do espírito de acolhimento que o povo brasileiro e o próprio megaevento traduzem. Nada vai mudar! Os políticos e, sobretudo, os governantes é que devem mudar as suas metas de atuação, pensando mais no povo, na infraestrutura urbana e serviços da grande massa populacional. 

Por isso, espero que o sentimento esportivo e o espírito universal de união e paz entre os diversos povos que, aqui, conviverão durante os 19 dias de competições, seja mantido e assegurado com respeito e amizade.   

A cerimônia de abertura, no Maracanã, foi linda e bem organizada. A empolgação e energia emanada no estádio nos faz ter orgulho de ser brasileira e carioca de alma, da gema ou da clara. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Crônica: O Amadurecimento à base do Amor


Imagem capturada na Internet


Embora, o Dia dos Namorados já tenha passado (12 de junho), uma situação um tanto delicada, ocorrida em minha escola da rede municipal, me inspirou a escrever uma crônica sobre dois jovens enamorados, mas com foco no rapaz, que é meu aluno do 9˚ Ano.


O AMADURECIMENTO À BASE DO AMOR
 Marli Vieira de Oliveira da Silva

Sentada e distraída em meio a conversas entre os professores, no final do turno da manhã da escola de Ensino Fundamental, uma situação emergencial nos chamou a atenção e nos imobilizou diante do nível de preocupação que ascendeu.

Uma aluna – amparada por outros docentes – entrou na Sala dos Professores passando mal, ofegante, com falta de ar e lágrimas nos olhos diante da gravidade do seu estado.

Sentada em uma cadeira, todas as tentativas para amenizar o seu quadro foram feitas e, ao mesmo tempo, palpites quanto ao problema e orientações acerca das providências cabíveis eram expostas por todos os presentes. Eu, na minha ignorância, ouvia e concordava com aqueles que mencionavam sofrerem das mesmas dificuldades em respirar em decorrência da asma.

Por um instante, meus olhos se desviaram e se fixaram no rosto de um jovem, estático na porta, de olhar fixo e apreensivo sobre a jovem, cercada de cuidados e atenções dos professores e funcionários.

Pude perceber a agonia que palpitava em seu peito e, ao mesmo tempo, a grande vontade de acolher e proteger aquela, que embora assistida, deveria ser a dona de seu coração. Eu não a conhecia, mas ele era meu aluno desde o ano passado.

Visivelmente, ele estava transtornado com aquela situação e, mais ainda, por não poder – ao menos – estar ao lado dela, dando-lhe força, proteção e carinho.

Consegui compreender o seu estado e, em um gesto inusitado, solicitei à Diretora, que assumia a frente das medidas a serem tomadas, que ela permitisse a aproximação do rapaz junto à aluna.

Sua preocupação não cessou, mas a sua presença ao seu lado – com certeza - fez a diferença para ambos.

Quando a aluna foi conduzida ao Posto Médico, próximo da Unidade Escolar, eu passei a pensar no meu aluno, no seu amadurecimento e no quanto a afetividade pela jovem o transformou em uma pessoa de grande responsabilidade e dedicação.

Mais de um ano de convivência e posso dizer que gostei de ver o que presenciei, naquele dia. Muitas vezes, os meninos demoram a amadurecer, mas – sem dúvida alguma – o amor é uma das vias mais rápidas a uma vida madura.

O amor cuida, respeita, lhe torna responsável e lhe faz sentir protetor do outro. 

Agosto: Datas Comemorativas

Maria da Penha Maia
Imagem capturada na Internet


AGOSTO


1º. Dia Nacional do Selo Postal Brasileiro
       Dia do Cerealista
       Dia Mundial da Amamentação

02. Dia do início da Semana da Cultura Nordestina

03. Dia do Tintureiro
        Dia do Capoeirista
        Dia do Telefone

04. Dia do Padre
        Dia das Vocações Sacerdotais

05. Cerimônia de Abertura da Olimpíadas Rio 2016
        Dia Nacional da Saúde

06. Dia da Revolução Acreana

07. 10 anos da Lei nº 11.340, Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Lei Maria da Penha)
 Tim Berners-Lee colocou on-line o primeiro website, inaugurando a World Wide Web (www)

08. Dia dos Bandeirantes

09. Dia Internacional dos Povos Indígenas
         
10.  Dia Internacional do Biodiesel

11. Dia da Televisão
      Dia do Advogado
      Dia do Estudante
      Dia do Garçom
      Dia do Pendura
      Dia do Hoteleiro
      Dia do Magistrado
      Dia Internacional da Logosofia

12. Dia Nacional das Artes
       Dia dos Escoteiros do Mar
       Dia do Cortador de Cana

13. Dia do Economista
       Dia do Azar
       Dia da Bandeirante
       Dia dos Encarcerados

14. Dia dos Pais (2˚ Domingo de Agosto/2016)
       Dia do Cardiologista
       Dia do Protesto
       Dia da Unidade Humana
       Dia do Artista Plástico
       Dia do Combate à Poluição

15. Dia da Informática
       Dia dos Solteiros
       Assunção de Nossa Senhora

16. Dia do Filósofo

17. Dia do Patrimônio Histórico Nacional
       Dia Nacional da Construção Social

18. Dia da Revolução Cultural
       Dia do Estagiário
       Dia Mundial da Libertação Humana
       Dia das Vocações Religiosas

19. Dia do Artista de Teatro
       Dia Internacional da Fotografia
       Dia Internacional do Fotógrafo
       Dia Mundial da Fotografia
       Dia Nacional do Historiador

20. Dia dos Maçons
        Dia do Vizinho
        Dia do Caçador

21. Cerimônia de Encerramento da Olimpíadas Rio 2016
       Dia do Início da Semana Nacional da Criança Excepcional
       Dia Nacional da Habitação

22. Dia do Folclore
       Dia do Supervisor Escolar
       Dia do Religioso

23. Dia contra a Injustiça
       Dia dos Artistas
       Dia do Aviador Naval

24. Dia da Infância
        Dia dos Artistas

25. Dia do Feirante
       Dia do Soldado
       Dia da Careta
       Dia do Catequista
       Dia das Obras Pontifícias
       Dia das Vocações Leigas

26. Dia Internacional da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
       Dia Internacional da Igualdade da Mulher

27. Dia do Corretor de Imóveis
       Dia do Psicólogo
       Dia do Peão de Boiadeiro

28. Dia da Avicultura
        Dia do Avicultor
        Dia Nacional do Bancário
        Dia do Legionário

29. Dia Nacional do Combate do Fumo

30. Dia do Vendedor Lojista


31. Dia Nacional da Nutricionista

domingo, 31 de julho de 2016

I Campanha da Solidariedade 2016: Entrega dos Donativos

Logotipo da Campanha da Solidariedade 
da E. M. Dilermando Cruz


Quando o sentimento de Solidariedade ascende e, é posto em prática, 
todos ganham...
Ganha quem doou, pois valores humanos elevados e altruístas são valorizados.
Ganha quem recebeu, pois foi beneficiado não só pelo bem material,
mas também por um ato de amor compartilhado.
Ganha aquele que só observou, pois pode perceber que valores humanos ainda existem, podem ser resgatados e fazer um grande bem a terceiros, 
como a ele próprio.
                                                                                                         Marli Vieira de Oliveira

O grande dia chegou e, finalmente, pudemos fazer a entrega dos donativos arrecadados entre os membros da Comunidade Escolar da E. M. Dilermando Cruz (Bonsucesso, Rio de Janeiro).

Como já comentei neste espaço, a Turma 1601 está estreando como turma responsável pela Campanha da Solidariedade, projeto este de iniciativa de um pequeno grupo de alunas, no ano de 2007. A 1601 é a terceira turma a abraçar o projeto e, pelo que pude observar até agora, eles vão corresponder às expectativas e alcançar um grande sucesso.

Seguirei com eles até o 9˚Ano...    

As duas Instituições beneficiadas por este projeto sempre foram, desde o projeto inicial, o Hospital Mário Kroeff (Penha Circular) e a Casa de Apoio à Criança com Câncer – São Vicente de Paulo (Irajá).

Embora, não tenhamos conseguido alcançar todas as metas estabelecidas, pelo menos, a da gelatina em pó atingimos e até superamos, pois angariamos 944 unidades, entre os sabores de morango, uva, framboesa, cereja e frutas vermelhas. Este ano, ganhamos apenas uma gelatina diet, que foi entregue à Casa de Apoio.

Quanto ao leite em pó, a nossa meta era alcançar 100 unidades, mas devido ao preço elevado da unidade, só conseguimos arrecadar 59, entre latas e sacos.

Foi doado, ainda, roupas de adolescente (feminina), de adulto (feminino e masculino), roupa de cama, entre outros à Casa de Apoio, pois as famílias, ao regressarem para sua cidade, levam os donativos.

A entrega dos donativos foi realizada no último dia 27 de julho (4ª feira). Infelizmente tivemos alguns problemas quanto ao número de carros e só dois foram disponibilizados, atendendo apenas 7 (sete) alunos da referida turma, responsável pela mesma.

Outro problema, a princípio, foi a desistência de um dos alunos, em cima da hora, por não estar passando bem. Não havia como convocar outro aluno e este obter a autorização do responsável em tempo hábil. Em razão disso, optei por chamar uma professora, como membro da Comunidade Escolar.

A ida às Instituições para fazer a entrega dos donativos é muito concorrida entre os alunos. A maioria torce para ser escolhido, pois não temos um meio de transporte adequado e capaz de levar a turma toda. Em razão disso, eu conto com a boa vontade dos voluntários (professores e/ou diretores, em geral) e com sorteio dos nomes dos alunos que têm autorização dos responsáveis para cumprir a respectiva tarefa.

A princípio eram três carros para fazer a entrega, os quais iriam comportar 11 alunos, mas só conseguimos contar com dois, o do meu esposo (no qual fui junto) e o da professora Sueli Vieira (minha irmã).

Eu e os alunos Ana Clara Barbosa, Nathan Alves dos Santos e Yan Vinícius, junto com o meu esposo Ivan Francisco, fomos ao Hospital Mário Kroeff, localizado na Rua Magé, n˚ 326, na Penha Circular.

No carro da prof.ª Sueli Vieira foram os alunos Gabriel de Mattos Castro, João Pedro de O. Galdino, Maria Clara Fagundes e mais a prof.ª Vera Lúcia (Matemática), no lugar do aluno Thiago Lima Freitas, o qual mencionei que não pode ir. Eles foram fazer a entrega dos donativos à Casa de Apoio à Criança com Câncer - São Vicente de Paulo, localizada na Estrada do Colégio, n˚1.185, em Irajá.

HOSPITAL MÁRIO KROEFF

 Eu, a nutricionista do hospital e um funcionário da cozinha, 
juntos com os alunos

Os alunos junto com a Sr.ª Sueli Citrangolo
(Superintendente de Captação de Recursos)

 Os alunos Ana Clara, Nathan Alves e Yan Vinícius



CASA DE APOIO À CRIANÇA COM CÂNCER
SÃO VICENTE DE PAULO