quarta-feira, 22 de março de 2017

22 de Março: Dia Mundial da Água

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Fonte:Brainly
 
 

Não há muito o que comemorar, nesse dia, pois poucas são as ações positivas verificadas no tratamento à questão da água, seja ela de qual  origem for (doce, potável, salgada etc.). Ainda mais, quando sabemos que nem toda a população mundial tem fácil acesso a esse recurso natural, tendo em vista a sua não disponibilidade e/ou escassez em consequência de sua condição imprópria para consumo humano.

 
Além de sua insuficiência e dos efeitos da poluição, o crescimento da população mundial e, consequentemente, do economia deverão aumentar a sua demanda, a qual - de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) – deverá subir 50% até o ano de 2030. Tal situação há de convergir a um aumento de sua escassez no mundo.  
A água, cada vez mais, está deixando de ser um “bem comum”... É preciso uma maior conscientização da população e do Poder Público em reconhecer a sua importância social e econômica, buscando políticas e estratégias de uso racional e mantenedora de sua qualidade.
 
 


 

 

 
Imagens do meu acervo particular
 
 
Rio São Francisco - Imagem capturada na Internet
Fonte: Moriah Turismo 
 
 
 
Por outro lado...
 

 
 

Imagens do meu acervo particular
 
 
 


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Fonte: CBH-Sapucaí 



terça-feira, 21 de março de 2017

21 de Março: Dia Internacional Contra Discriminação Racial

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Fonte: Guia Avaré
 
 
Não podemos, em pleno Século XXI, em uma sociedade multirracial e plural como a nossa, negar e/ou discriminar o indivíduo pela sua cor e descendência, ainda mais, o negro que muito contribuiu para a formação da nossa sociedade, em nossa economia e em diversos aspectos de nossa cultura.
 
“A ideologia racista inculcada nas pessoas e nas instituições leva à reprodução, na sucessão das gerações e ao longo do ciclo da vida individual, do confinamento dos negros aos escalões inferiores da estrutura social por intermédio de discriminações de ordens distintas: explícitas ou veladas quer seja institucionais quer individuais, as quais representam acúmulo de desvantagens” (Müller, 2008).

 


domingo, 19 de março de 2017

Surto da Febre Amarela


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Texto atualizado em 20/03/2017 às 7h50

Mais uma vez, a população brasileira se vê às voltas com um problema na área da saúde e, também, mais uma vez, o seu vetor é um mosquito. Estou me referindo ao surto de febre amarela silvestre que o país está enfrentando, desde o final do ano passado (2016).

Na verdade, a doença é uma só, a febre amarela, doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por um inseto), com ocorrências nas Américas do Sul e Central, além de em alguns países africanos.
 
O nome da doença - febre amarela - deriva do fato de que tanto a pele quanto os olhos do doente adquirem uma tonalidade amarelada, próprio da icterícia.

De acordo com alguns especialistas, a distinção entre febre amarela silvestre e febre amarela urbana é um equívoco, pois o vírus é o mesmo, assim como os sintomas e sua evolução clínica. As diferenças existentes têm a ver com sua área de ocorrência (florestas, áreas rurais ou urbanas), com o mosquito transmissor infectado (os gêneros são distintos) e a forma de contagio (hospedeiro do vírus).
 
No entanto, contrariando alguns especialistas, vou fazer uso dos termos silvestre e urbano na intenção de facilitar a compreensão geográfica.
 
A febre amarela “silvestre é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e o Sabethes, que vivem nas matas (florestas) e em matas ciliares (vegetações nas margens dos rios). Eles não vivem em áreas urbanas, sendo comum nas regiões Norte, Centro-Oeste e parte do estado de Maranhão. A reprodução do mosquito ocorre, somente, em buracos de árvores, onde os seus ovos são depositados, eclodindo em contato com as águas da chuva.
 
Mosquito dos gêneros Haemagogus e Sabethes
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Em áreas urbanas (cidades), o vetor da febre amarela é o mesmo que transmite a Dengue, a Chicungunha e a Zica, ou seja, é o mosquito Aedes aegypti. Nos centros urbanos, a febre amarela foi erradicada desde o início da década de 40 (Século XX), daí a atual preocupação das autoridades da área de Saúde quanto à proliferação do vírus nas cidades, onde há uma maior incidência do mosquito Aedes aegypti, possibilitando o retorno da doença.
 
 
Mosquito Aedes aegypti
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Fonte: FENABB
 
Os principais hospedeiros do vírus da febre amarela “silvestre” são os primatas (macacos), como os bugios, os micos (mico-leão e outros) e macacos-prego. O ciclo de transmissão do vírus tem início a partir do momento em que os mosquitos (gêneros Haemagogus e o Sabethes) picam macacos infectados, transmitindo o vírus, logo em seguida, a outro macaco ou ser humano.
 
 Bugio - Imagem capturada na Internet
 
Mico - Imagem capturada na Internet
 
Macaco Prego - Imagem capturada na Internet
 
De acordo com o Presidente da Sociedade Brasileira de Viriologia, o médico Maurício Lacerda Nogueira (Jornal O Globo, 20/01/2017/pag. 30),
 
“É um erro dizer que o macaco é o reservatório. Ele não é.
É o que chamamos de hospedeiro amplificador.
Ele não é o reservatório porque adoece e morre da doença,
como a gente”.
 
hospedeiro do vírus da febre amarela “urbana” é o homem e o ciclo de transmissão inicia quando este (infectado) é picado pelo mosquito (gêneros Aedes), que vai repassar o vírus a outro ser humano.
 
A febre amarela pode ser letal. A forma mais grave se dá por insuficiência hepática e renal, que podem levar ao óbito. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de mortalidade pode variar de 15% a 45%.

Hoje, o risco da febre amarela silvestre e sua proliferação para as áreas urbanas no Brasil é eminente e preocupante, pois no período de 2000 a 2016, a média de mortes em consequência da febre amarela “silvestre”, no país, chegou a 48%, com registro de 346 casos confirmados e 166 óbitos.


O último Boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, abrangendo o período de dezembro de 2016 a 15 de março de 2017, já foram contabilizados - em relação ao surto da febre amarela - 259 óbitos notificados, sendo 112 em investigação e 137 confirmados. Deste total já diagnosticado (137), 111 mortes ocorreram no estado de Minas Gerais (Informe da Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, Nº 32/2017 – disponível em PDF).
 
O primeiro estado brasileiro a apresentar febre amarela “silvestre” em humanos foi Minas Gerais, inclusive, este registra o maior número de casos e de óbitos. A doença se alastrou a outros estados brasileiros, como Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Tocantins, Rio Grande do Norte e, mais recentemente, em nosso estado, Rio de Janeiro. O que consiste em dizer que o Sudeste é, até o presente momento, a única região brasileira em que todos os estados (Minas Gerias, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo) apresentam casos suspeitos e/ou confirmados da febre amarela silvestre, com registros de óbitos em consequência da doença.
 
Tal situação é grave porque a doença está avançando para as áreas urbanas, inclusive, na direção Leste, na faixa litorânea, onde há maior concentração demográfica (população) e, como mencionei anteriormente, onde há uma incidência muito grande do mosquito Aedes aegypti.
 
E, para que isso possa ser evitado ou tenha efeitos menores, os especialistas destacam ações preventivas, como a vacinação, independente da área estar ou não estar incluída na área de recomendação. É preciso ampliar o programa de vacinação para todo o território nacional.
 
A confirmação de novos casos em áreas, até então, não consideradas de risco, mostra a vulnerabilidade e a suscetibilidade que o país se encontra diante ao surto da febre amarela. Condições favoráveis não faltaram e não faltam. Mas, houve falhas e atraso na ampliação do programa de vacinação, o que poderia ter evitado o surto e até o número de mortes.
 
Trata-se de mais uma tragédia anunciada mediante o número elevado de pessoas não vacinadas no país, o seu principal vetor ser um mosquito e, com ele, o rápido avanço do surto da febre amarela nos estados. Além disso, não podemos esquecer que algumas espécies de primatas transmissores são comuns em áreas urbanas, como os micos e macacos-prego.
 
Os sintomas da febre amarela variam muito, de leves (confundindo-se a uma virose) a graves, que podem levar ao óbito.  
 
Os sintomas mais comuns da doença são: febre com calafrios, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares muito fortes, cansaço, vômito e diarreia, que surgem no período de incubação do vírus (em geral, de 3 a 6 dias após a picada do mosquito infectado).
 
Nos casos mais graves da doença, os sintomas evoluem e podem ocorrer icterícia progressiva, hemorragias, anúria (comprometimento dos rins), hepatite e coma hepático (problemas no fígado), no pulmão, problemas cardíacos (miocardite), convulsões e delírios.

A vacina desenvolvida pelo Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é eficaz à imunização contra a febre amarela e, até 2014, acreditava-se que era preciso tomar uma dose da vacina de dez a dez anos, em um total de duas doses. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) avaliou que uma única dose – a partir dos cinco anos de idade – é suficiente para assegurar a imunização das pessoas à doença. Mas, apesar dessa orientação, o Ministério da Saúde mantém o programa com duas doses da vacina contra a febre amarela no calendário nacional, como medida de proteção.

O combate aos criadores do mosquito transmissor e as campanhas de vacinação são estratégias eficazes e preventivas.
 
Clique na Imagem para AMPLIAR
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 Fontes de Consulta
 
. Febre AmarelaDr. Dráuzio Varella
 
. Febre amarela urbana e silvestre: qual a diferença?
 
. Febre amarela: sintomas, transmissão e prevenção Bio-Manguinhos/FIOCRUZ
. MARTINS & CASTIÑEIRAS. Febre amarela: áreas de risco no Brasil
. Perguntas e RepostasPortal da Saúde
 
. PIVETTA, Marcos.  A ameaça da febre amarela

quarta-feira, 8 de março de 2017

Refletindo e Discutindo a Discriminação Velada

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Fonte: Pixabay



Gostaria de obter vários comentários acerca deste pequeno texto e ao questionamento (resposta propriamente dita).
 
 
Pai e filho sofrem um acidente terrível de carro. Alguém chama a ambulância, mas o pai não resiste e morre no local. O filho é socorrido e levado ao hospital às pressas.
 
Ao chegar no hospital, a pessoa mais competente do centro cirúrgico vê o menino e diz:
- ‘Não posso operar esse menino! Ele é meu filho!’

 Qual foi o seu primeiro pensamento ao ler esse trecho?

08 de Março: Dia Internacional da Mulher

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Fonte: Pixabay


Dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher... Se analisarmos bem a situação em que a mulher se encontra em nossa sociedade e compararmos com a época passada, vamos perceber que muitas conquistas foram alcançadas, mesmo que tardiamente, assim como houve um maior reconhecimento de sua capacidade produtiva (científica, de bens e de serviços).
 
A mulher entrou no mercado de trabalho, pode fazer suas escolhas próprias, assumiu a função de dona-de-casa por opção pessoal e não por uma imposição da sociedade, adquiriu sua independência financeira, mais direitos, a sua emancipação social, entre outros aspectos - até então – bastante restritivos.
 
Mas, esse processo teve suas amarras e prendeu-se em uma liga bastante enraizada na cultura patriarcal e machista e, com isso... A desigualdade de gênero, sobretudo, no mercado de trabalho, o preconceito e a discriminação, a violência, o assédio moral e sexual continuaram e ainda permanecem nos dias de hoje. Sempre a colocando como objeto, inferior e em desvantagem em relação ao homem na sociedade.
 
De acordo com a jornalista Leticia Sorg (Estadão), publicado em Opinião & Notícias, se comparadas as condições de vida dos homens e das mulheres, em nosso país, “dar os ‘parabéns’ às mulheres neste dia seria um contrassenso” diante das discrepâncias existentes.
 
De acordo com a mesma,  
- Semanalmente, as mulheres – em relação aos homens - trabalham, em média, 7,5 horas a mais por conta da dupla jornada (emprego e casa);
- A mulher, exercendo o mesmo cargo do homem, ganha, em média, 75% do salário do funcionário masculino;
- Diariamente, quatro mulheres morrem por complicações durante e após a prática do aborto no Brasil;
- A cada 11 minutos, uma mulher é estuprada em nosso país;
- A violência doméstica é alta, 43% das mulheres são vítimas de agressões em casa;
- Em termos de homicídios, em 2016, o Brasil apresentava a 11ª maior taxa de homicídios do mundo, mas em termos de feminicídio (crime de ódio e intencional contra pessoas do sexo feminino), ele ocupava a 5ª posição no ranking.
 
E, para piorar mais ainda esse quadro...
 
O relatório da Anistia Internacional sobre violações de direitos humanos no Brasil (2016) confirmou que o Brasil é um dos piores países da América Latina para meninas, tendo em vista os índices extremamente altos de violência de gênero e de gravidez precoce (adolescência), além das baixas taxas de conclusão do Ensino Médio (CartaCapital).
 
Os números de ocorrências de violência contra a mulher durante o período do carnaval do Rio de Janeiro, deste ano, foram assustadores, segundo Agência Brasil.
 
De acordo com os dados divulgados pela Polícia Militar do estado, das 15.943 ocorrências registradas no período de 24 a 28 de fevereiro, 14% das chamadas foram para atender casos de violência contra mulher, ou seja, 2.154 ocorrências.
 
Além disso, mulheres que participavam da Campanha “Carnaval sem Preconceito”, promovida pela Caixa de Assistência dos Advogados do Rio de Janeiro (Caarj), distribuindo material nos blocos de rua da capital, contaram ter sofrido assédio e agressões.
 
O que comemorar diante desses números?
 
Talvez, a criação do vagão rosa de trem e metrô exclusivos às mulheres?
Esta medida, além de não impedir a presença masculina nos respectivos vagões devido às falhas na fiscalização, não altera em nada a postura do homem em relação à mulher.
 
Talvez, a criação da Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Lei nº 11.340), em agosto de 2006, mais conhecida popularmente como Lei Maria da Penha?
Apesar de desde a sua vigência ter sido verificado uma redução da violência contra a mulher, os índices  ainda se apresentam altos.
 
Realmente, analisando por este lado é um verdadeiro "contrassenso”! Mas, não restam dúvidas que os avanços conquistados, a passos lentos, foram importantes para a evolução da mulher na sociedade e no mercado de trabalho. Sabendo que, esses não cessaram, até porque, sua determinação, persistência e luta por direitos iguais, valorização e respeito dão bases para a continuidade desse processo.

terça-feira, 7 de março de 2017

Letra de Música Contextualizada: África Brasileira

 
 
Samba-lundu
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Fonte: UJS
 
Tal como prometi aos alunos, eles podem acessar o vídeo do samba-enredo da Mocidade Independente de Ilhabela (2014) por este espaço. Basta clicar no link abaixo.

 
ÁFRICA BRASILEIRA
Samba enredo da Mocidade Independente de Ilhabela (2014)
Edmara Gonçalves (enredo) e Osvaldo de Filinho (samba-enredo)
 
Vem no batuque Iô Iô, vem Ia Iá
Vem com a Mocidade nosso canto entoar
                  Tem agogô, ago, tem berimbau        (3 x)
Na batida do tambor 
A gente faz ¨Carnaval¨
 
Ó Mãe África
Berço da existência humana
A vida se refaz
na sua fértil savana
Viemos louvar o seu povo
Que mesmo na dura escravidão
Preservou sua cultura e a sua devoção
Com seu trabalho muito contribuiu
no alvorecer das riquezas do Brasil,
do meu Brasil
 
Então chegou Zumbi
E a luta pela liberdade
Valeu, valeu Zumbi
Hoje a luta continua pela igualdade
 
E tem também Maracatu, Caxambu, Afoxé
E o batuque da senzala
que virou samba no pé   (BIS)
 
Reis e Rainhas e
suas Divindades
Salve Mandela,
Salve a Mocidade
 
Os tambores vão rufar a noite inteira
E o samba vai até de manhã
E a Águia Guerreira com muita fé e afã
Vem na esperança de ser Campeã...
 

 Para acessar o vídeo, clique AQUI e cante acompanhando a letra do samba-enredo!

segunda-feira, 6 de março de 2017

Dica de Filme: Hidden Figures ou Estrelas Além do Tempo


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Fonte: Adorocinema
 

Final da década de 50 e início dos anos 60 (Século XX)...
 
O mundo se encontra sob a vigência de uma Ordem Mundial bipolar, desde o final da II Guerra Mundial (1945), isto é, sob a influência política, econômica e militar dos Estados Unidos da América (EUA) e da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
 
As mesmas superpotências que protagonizaram a Guerra Fria (1947-1991), período do embate indireto entre ambas (EUA x URSS) e que provocou grande tensão mundial devido ao poder bélico que cada uma delas possuía na época, sobretudo, em termos de armamento nuclear.
 
Período este, caracterizado - entre outros aspectos - com a corrida espacial e as constantes demonstrações de superioridade tecnológica e ideológica entre ambas.
 
Em território estadunidense, a segregação racial era bem marcante e, mesmo diante das várias “tentativas” de minimizá-la, a política de segregação dos EUA mantinha-se muito forte e enraizada culturalmente contra os afro-americanos, que eram limitados a ocupar determinados cargos no mercado de trabalho, tendo ainda salários inferiores aos brancos e com acesso restrito a locais de uso comum, com exceção a aqueles determinados para uso exclusivo aos negros.
 
Além disso, a questão de gênero ainda se mostrava apoiada na cultura machista, com ênfase e o engrandecimento ao papel do homem em face à explícita desvalorização da mulher como mente pensante e produtiva no mercado de trabalho, em todos os seus níveis de atuação e complexibilidade.
 
Todos esses elementos intrigantes perpassam na história do livro “Hidden Figures (“Figuras Escondidas”), homônimo do filme lançado esse ano no Brasil, o qual foi intitulado de "Estrelas Além do Tempo" em nosso país.
 
Baseado em fatos reais, o filme apresenta uma riqueza de detalhes e elementos sob esta conjuntura histórica (final da década de 50 e início da década de 60) nos EUA e da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) sob o contexto da chamada Guerra Fria.
 
Antes mesmo de assisti-lo (assisti no sábado passado), eu já havia o recomendado aos alunos, tanto do Ensino Fundamental quanto do Ensino Médio, em função de sua importância relacionada ao conteúdo da minha disciplina (e de História), assim como também no contexto do Trabalho Escolar do 1◦ Bimestre da E. M. Dilermando Cruz, o qual consta de levantamento biográfico de importantes personalidades femininas nas diversas áreas de abrangência do mercado de trabalho.
 
Neste caso específico do trabalho e, ao mesmo tempo, relacionado ao filme em questão, foram incluídos na lista das personalidades femininas, os nomes das três amigas e cientistas da NASA –Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson – para o levantamento biográfico concernente.
 
Todas as três iniciaram a sua carreira no Comitê Nacional de Consultoria para Aeronáutica (NACA), agência que deu origem à NASA, criada em 1958.
 
Na NASA, elas faziam parte de uma equipe, composta por 20 mulheres negras, que trabalhavam como “computadores humanos”, calculando manualmente equações imprescindíveis para a realização das viagens espaciais. Havia outro grupo com a mesma função só que era de mulheres brancas, em outras condições de trabalho (mais favoráveis).
 
Elas se destacaram em relação às demais em função da inteligência aguçada em cálculos matemáticos, da persistência e da grande vontade em crescer e conquistar o seu lugar na NASA e, consequentemente, na sociedade estadunidense.
 
Elas não só alcançaram este lugar de destaque como venceram o preconceito de raça e, em parte, o de gênero. Neste último, eu digo, em parte, porque a valorização delas não foi reconhecida na época, pelo menos, em termos de maior divulgação nas mídias antigas. Na época, o prestígio era sempre em cima do sexo masculino.
 
A mulher, ainda mais afrodescendente, tinha a sua importância relegada a um plano secundário e, na maioria das vezes, não valorizado e/ou reconhecido.
 
O filme retrata a competitividade entre estadunidenses e soviéticos em termos de pioneirismo à exploração e tecnologia espacial, a qual – para efeito da rivalidade – simbolizava não só a superioridade tecnológica, política e militar como, também,  forte estratégia de propaganda do sistema ideológico 
 
Efetivamente, quem saiu à frente na corrida espacial foi a União Soviética, em 1957, com o lançamento do satélite artificial Sputnik 1 e, no mesmo ano, foi enviado o primeiro animal no espaço, a cadela vira-lata Laika a bordo da nave Sputnik 2.
 
No entanto, o filme, em questão, destaca o terceiro e grande feito do Programa Espacial soviético – ocorrido em 1961 - que foi enviar o primeiro homem ao espaço, o soviético Yuri Gagarin que deu uma volta na órbita da Terra, em 108 minutos (1h48), a bordo da cápsula Vostok.
 
Nesta época, a Agência Espacial Norte-Americana (NASA) ainda dava os seus primeiros passos (ela foi criada em julho de 1958), apresentando muitas falhas técnicas e de cálculos que justificavam o atraso do seu programa espacial.
 
O primeiro astronauta estadunidense a ir ao espaço foi Alan Shepard, em um voo sub-orbital, de 15 minutos, no dia 5 de maio de 1961. Mas, John Glenn foi o primeiro a entrar na órbita da Terra, no dia 20 de fevereiro de 1962, a bordo da cápsula espacial Friendship 7.
 
Neste mesmo ano, a NASA começou a trabalhar – pela primeira vez - com computadores eletrônicos da plataforma IBM e, no dia do lançamento da espaçonave Friendship 7, mesmo com os cálculos feitos pelas máquinas, o referido astronauta solicitou – sob ameaça de desistência (segundo cena do filme) – que Katherine Johnson revisasse os cálculos de sua rota, nos quais foi constatado um erro.
 
Apesar do superaquecimento que a nave sofreu ao entrar na atmosfera terrestre, no seu retorno, causando uma grande apreensão nacional e, sobretudo, a John Glenn, a intervenção e recálculo da rota feito por Katherine Johnson o trouxe de volta, são e salvo. Katherine Johnson sabia que iria dar certo e deu!
 
Essas três mulheres negras -  Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson - que por muitas décadas viveram como  verdadeiras Figuras Escondidas”, foram fundamentais para que o Programa Espacial dos EUA desse certo e, mediante a rivalidade e à corrida espacial, os colocassem a frente dos soviéticos, com a empreitada de levar o homem à Lua, pela primeira vez, em 1969. O mérito desse feito coube, também, à Katherine Johnson, pois foi ela que fez o cálculo da trajetória do Apolo 11, o foguete que levou os astronautas à Lua.
 
Vale a pena assistir ao filme por todo esse contexto (Guerra Fria, corrida espacial, NASA etc.) e demais elementos inerentes à história de época que são importantes para discussões em sala de aula.
 
Cientistas x Atrizes (personagens do filme)
Imagens capturadas em M de Mulher
 

Katherine Johnson           Taraji Penda Henson




              Dorothy Vaughan                  Octavia Spencer

 

Mary Jackson                  Janelle Monáe

 
 
Assista o trailer AQUI!