domingo, 21 de maio de 2017

O Lado Negativo da Globalização: O Recente Ataque Cibernético


 Imagem capturada na Internet
Fonte: Pixabay

De acordo com Carlos Drummond de Andrade, "Cada nova geração de computadores desmoraliza as antecedentes e seus criadores." Sob este mesmo pensamento, atrela-se também que, cada novo ataque cibernético desfaz os antecedentes e seus criminosos...
 
E essa situação de insegurança no mundo virtual, seja por um ataque por vírus seja por invasão de hackers na rede de computadores ou por outro aspecto imprime a faceta negativa da Galobalização.
 
O que o mundo assistiu, desde a 6ª retrasada (12/5), estando ainda sob risco eminente de novas vítimas, se refere a um ataque cibernético de grande escala, do software malicioso (vírus) WannaCrypt, do tipo ransomware (seu nome técnico), que sequestra dados, ameaça e pede resgate às vítimas.
 
A maioria dos ransomware vem escondido dentro de documentos do Word, Excel, PDFs e outros arquivos, enviados em anexos aos e-mails ou por meio de arquivos armazenados em outros computadores (compartilhamento), já infectados, obtidos por pen drives, CDs, DVDs etc.
 
O ransomware invadiu os computadores e, através da criptografia, ele conseguiu “sequestrar” os arquivos digitais das vítimas, as impedindo de acessá-los. Os hackers, logo depois, exigiram um resgate às mesmas, a fim destes obtê-los, novamente. O valor do “resgate” é pago em “bitcoins”, que é uma moeda digital de difícil rastreamento. No entanto, alguns especialistas alertam que nem sempre – mesmo pagando o resgate – a vítima obtém seus arquivos sequestrados.
 
Segundo fontes de pesquisa, em geral, o resgate é cobrado – por máquina -  algo em torno de US$ 300.
 
Segundo as mídias foram mais de 200 mil computadores afetados, distribuídos em cerca de 150 países, inclusive, o Brasil.

O malware (“software malicioso”) se espalhou de forma rápida afetando diretamente computadores sobre o sistema Windows (Microsoft), o mais usado no mundo. Com isso, além de pessoas civis, grandes empresas e portais de serviços (como por exemplo, de hospitais e da Previdência Social, entre outros) sofreram o ataque do último dia 12 de maio. Todavia, os riscos ainda vigoram, podendo gerar mais vítimas no mundo todo. Daí o alerta global sobre os riscos eminentes de contaminação de outros computadores.
 
Os computadores afetados pelo ransomware foram aqueles que ainda não haviam sido atualizados, expondo-se graças a uma vulnerabilidade das plataformas Windows, sobretudo, o Windows 7, o Windows 8, Windows XP e Windows Server 2003. Os computadores que utilizam o Windows 10 não sofreram ataque.
 
Entre as grandes empresas e serviços afetados estão, a Telefônica (gigante de telecomunicações espanhola), a empresa FedEx (serviço de entregas estadunidense), o serviço de Saúde da Inglaterra; as redes elétricas na Índia; assim como o sistema ferroviário, o Banco Central e o Ministério do Interior da Rússia.
 
No Brasil, o ataque afetou o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), o Ministério Público de São Paulo, o INSS, a Petrobrás e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A fim de evitar a contaminação, diversas empresas desligaram os seus computadores, fazendo o mesmo os Tribunais de Justiça de diferentes estados.
 
O último caso que eu tomei conhecimento foi a Disney, que sofreu sequestro de um dos seus lançamentos de cinema, com estreia marcada para o próximo dia 25. Trata-se do filme “Piratas do Caribe: A Vingança do Salazar”.
 
Sob ameaça de divulgar (vazar) o longa-metragem na Internet, os hackers pediram o resgate em pagamento em Bitcoin, mas a Disney já anunciou que não vai pagar. A polícia federal dos EUA está investigando o caso.



. Fontes de Consulta

. CEIRI Newspaper

. O Globo

. Jornal O Globo impresso

domingo, 14 de maio de 2017

Mensagem: Mãe é tudo igual?

Mãe - Imagem capturada na Internet
Fonte: Pixabay
 


Hoje, segundo domingo de maio (14/05), é comemorado o Dia das Mães. E, como não haveria de ser - para a maioria - um dia muito especial. Especial, porque a faz e a torna ser assim.
 
Embora, eu conheça algumas pessoas, cujas relações estabelecidas não sejam amistosas, inclusive, despertando alguns sentimentos nocivos ou sendo até indiferentes, a maioria que eu conheço tem uma afinidade muito forte com a sua progenitora, capaz de ser expressa no dia a dia e, não apenas em um dia especifico, como hoje. Mas, vale a pena a homenagem.
 
Infelizmente, a minha mãe é falecida, mas o amor ainda existe e a faz estar viva em minha vida. Acredito que, para muitos, na mesma situação, o mesmo é sentido.
 

MÃE É TUDO IGUAL?
Autoria Desconhecida
 
Tem mãe que briga e mãe que chora
Mãe que beija e que adora
 
Tem mãe que reza e mãe que ora
Mãe que pede e mãe que implora
 
Tem mãe que sofre antes da hora
E  mãe que sofre toda hora
 
Tem mãe tranquila e mãe agitada
Mãe que fala "pelos cotovelos" e mãe calada
 
Tem mãe com sexto sentido
E mãe que tem premonição
 
Mãe que não sabe de tudo
E mãe que tem sempre razão
 
Tem mãe que é insegura
E mãe que é destemida!
 
Mãe que lembra sempre
E mãe que é esquecida...
 
Tem mãe que trabalha fora
E tem dupla, tripla jornada
 
E mãe que trabalha a toda hora
Pois o trabalho em casa nunca para
 
Afinal, Mãe é tudo igual?
 
Mãe é ao mesmo tempo igual e diferente
Pois sofre, vive e sente
Por seu filho sempre!
 
Mães amam de forma desmedida
E choram de saudade!
Detestam partidas...
Pois é muita crueldade!
 
Mães são na verdade
Seres de outro mundo
E na realidade
Guardam seus filhos dentro do  coração, bem fundo.
 
Mãe passa a noite em claro
Esperando o filho chegar da noitada
Ou amamentando a noite inteira, acordada
 
Mãe nunca tem tempo para quase nada
Reclama, se queixa,  que maçada!
Mas basta o filho precisar
Que, sem dúvida alguma, lá ela estará
 
Mães são perfeitas com todas as suas imperfeições
De todas as criações
A mais bela, sem exceções
 
Mãe é excesso de preocupação, carinho e atenção
Mãe é beijo molhado, cuidado redobrado, dedos entrelaçados
Sempre em oração!
 
Mãe protege, Mãe abençoa
Mãe cuida, Mãe perdoa
 
Mãe enxerga o que ninguém mais vê
Conhece seu filho mais do que ele possa compreender
 
Afinal, Mãe é tudo igual?
 
Todas as mães têm medo de ir embora
Antes da hora...
A grande verdade é que as mães não deviam ir embora, em nenhuma hora
 
Tem mães de todas as tribos e formas diferentes
Mas melhor mesmo é a mãe da gente!
 
Mãe tem beijo doce e lágrima quente
Lábios sempre em oração
Rezando pela gente
 
Mãe, impossível defini-la
Sem amá-la
Ou senti-la
 
Pois não cabe em rótulos e dispensa explicações
Mas encaixa-se perfeitamente em nossos corações.

Feliz Dia das Mães! Para todas as mulheres que, um dia, decidiram saltar sem paraquedas nesta aventura, deliciosamente, feliz e imprevisível, chamada MATERNIDADE!

sábado, 13 de maio de 2017

13 de Maio: Dia da Abolição da Escravatura

 Imagem capturada na Internet
Fonte: Pixabay
 

Mesmo com o fim da escravidão,
não houve a inserção do negro na sociedade.
Foi mantida a lógica de exclusão,
sendo os negros responsáveis por posições subalternas,
mal remuneradas, no setor de subsistência,
nas quais prevalecem ausência de proteção previdenciária
e desrespeito aos direitos trabalhistas.”
André Cardoso
 
Hoje, comemoramos o Dia da Abolição da Escravatura no Brasil e, infelizmente, não podemos comemorar efetivamente – diante das heranças culturais da época da escravidão que permeiam o pensamento e a atitude de muitos, interferindo direta e/ou indiretamente na vida da maior parte da população afro-brasileira e, como consequência disso, alimentando e perpetuando o racismo, a discriminação e as desigualdades em nossa sociedade.
 
Embora, o Brasil se autodenomine um país de democracia racial, o racismo continua presente em nossa sociedade, tanto de forma explícita quanto de forma velada, camuflada, que é a pior de todas. 
 
Como é de conhecimento de muitos, o Brasil foi o último a abolir a escravidão no continente americano e que essa conquista à liberdade correspondeu a um longo processo, que envolveu não só a Princesa Isabel, que assinou a Lei Áurea, envolvendo também “lideranças negras” e outros homens, os chamados abolicionistas.
 
 

 Princesa Isabel
Imagem capturada na Internet
Fonte: Wikipedia
 
 
Embora, a liberdade tenha sido assegurada com a assinatura da Lei Áurea, no dia 13 de maio de 1888, sua conquista não representou o fim dos problemas para os ex-escravos e seus descendentes, pois estes foram abandonados à própria sorte, sem nenhuma segurança ou respaldo legal de integração à sociedade, sem acesso às terras e às novas relações de trabalho, isto é, a do trabalho assalariado.
 
De acordo com os historiadores, liderada por um grupo da elite branca, os negros foram tratados como sujeitos passivos durante a campanha abolicionista, a fim de que os mesmos não pudessem conduzi-lo de forma insurgente a ponto de colocar em risco tanto a sociedade civil quanto a estrutura econômica vigente, na época.
 
A campanha abolicionista visava, exclusivamente, a libertação da mão de obra escrava, tendo em vista que além da pressão da Inglaterra para o fim da escravidão no Brasil, o grande contingente de escravos e os custos de sua manutenção acabaram tornando-se um grande obstáculo ao desenvolvimento econômico do Brasil, no final do século XIX. Daí o descaso das autoridades e da própria Igreja com a situação dos negros e seus descendentes, recém libertados.
 
Em nosso território, outros interesses estavam em jogo, já algum tempo, sob o contexto do novo ciclo econômico do Brasil – o café - e das novas relações de trabalho (parceria e assalariado). O trabalho assalariado se caracterizava mais vantajoso, barato e eficiente, tendo em vista que – desde o fim do tráfico de escravos (1950) – o preço dos escravos estava muito alto, mais caro que o assalariado. Possuir escravos passou a ser privilégio só dos mais ricos.
 
Com isso, com a abolição dos escravos não se verificou uma reforma social efetiva, pois nenhuma medida complementar ou de assistência a estes foi constituída, o que resultou na exclusão social e econômica dos mesmos, cujos reflexos são sentidos até hoje (migração para as periferias, surgimento de favelas ou comunidades, subempregos etc.).
 
Sob esta conjuntura de homens “livres”, muitos ex-escravos optaram por permanecerem nas fazendas em troca de alimentação e de um canto para dormir, enquanto outros se lançaram à suposta liberdade em busca de seu progresso social e econômico. Contudo, sem sucesso devido à própria imagem negativa dos mesmos, construída ao longo processo da escravidão no país.
 
Alguns migraram ou se mantiveram nas cidades, exercendo atividades com vendas de produtos (vendedores ambulantes) ou outras de posições subalternas, mal remuneradas.
 
Como podemos perceber, o fato da Abolição da Escravatura não ter sido seguida por uma reforma social ampla e efetiva, não houve um processo de inclusão social e econômica dos ex-escravos (africanos) e seus descendentes.
 
Essa situação engendrou um processo de grande dimensão histórica que responde pela situação atual da grande maioria da população afro-brasileira, tanto em termos sociais quanto em termos econômicos. Além do próprio racismo e da discriminação contra os mesmos em nossa sociedade.
 
O racismo é um dos principais fatores estruturantes
das injustiças sociais que acometem a sociedade brasileira
e, consequentemente,
é a chave para entender as desigualdades sociais
que ainda envergonham o país.”
Alexandre Ciconello

Quanto a isso não há dúvidas! E o racismo camuflado é o pior, pois embora “invisível”, ele se torna visível, entre outros aspectos, através do papel social do próprio negro, tendo em vista que tanto as oportunidades quanto as possibilidades de sua ascensão social e econômica são desiguais em relação ao branco. Sendo estas ocorrentes em todas as esferas de abrangência da sociedade, na área da Saúde, Educação, sistema de habitação, acesso aos serviços, oportunidades de emprego etc.
 
Daí as vagas em empregos subalternos, de baixa remuneração salarial sejam ocupadasmajoritariamente – pela população negra (ou afro-brasileira) e outros aspectos visíveis onde se vê a predominância de negros em determinados espaços e, em outros, só brancos.
 
A igualdade, em nosso país, só vai acontecer a partir da superação do racismo, compreendendo que todos – independentemente da cor – devem ter os mesmos direitos. Relegar ou dificultar aos negros as diferentes oportunidades e possibilidades de seu crescimento social e econômico, significa muito mais que manter as desigualdades raciais, implica também em desperdiçar talentos e de produtividade capital para o país.
 
E, para que mudanças ocorram - a nível de minimizar ou acabar de vez com as desigualdades - tanto em termos de “reparação” histórica quanto em termos de equidade social e econômica  é preciso que haja a participação direta e/ou indireta do Estado e da iniciativa privada em programas voltados para essas questões, assim como o envolvimento da população civil em termos de conscientização e adesão ao movimento contra a prática do racismo em toda sua área de abrangência.
 
Percebe-se, inclusive, a nível de Estado que várias políticas e leis foram implementadas com este objetivo, assim como o movimento negro também tem se posicionado de forma mais efetiva, reivindicando a igualdade racial e o fim do racismo.
 
Mas, mediante a situação que ainda impera em nossa sociedade, tais medidas ainda não são suficientes. Há muito ainda a se fazer, até porque o “invisível” não é visível para a maioria, sendo somente para aqueles que sentem diretamente os seus efeitos imediatos (racismo camuflado).
 
Relações sociais construídas
ao longo de mais de trezentos anos
não são alteradas de uma hora para outra.
Preconceitos profundamente arraigados
não são derrubados só com doses de boa vontade.
(...) para ajudar nas transformações,
além de mudanças de comportamento e sensibilidade,
são fundamentais as alterações na legislação
que ordena a sociedade e as relações entre os homens.”
Marina de Mello e Sousa

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Mês de Maio: Datas Comemorativas


Dia 27 de maio: Dia Nacional da Mata Atlântica
Imagem capturada na Internet
Fonte: Wikipédia - Imagem da NASA
 
MAIO

1º. Dia Mundial do Trabalho
       Dia da Literatura Brasileira

02. Dia Nacional do Ex-Combatente
  
03. Dia do Sertanejo
        Dia Mundial da Liberdade de Imprensa
        Dia Mundial do Sol
        Dia do Taquígrafo 
 
04. Dia do Futebol
 
05. Dia de Rondon
        Dia da Comunidade
        Dia Nacional do Expedicionário
        Dia do Pintor

        Dia Nacional das Comunicações Sociais

06. Dia do Cartógrafo

07. Dia do Oftalmologista
        Dia do Silêncio

08. Dia da Vitória (fim da II Guerra Mundial - 1945)

        Dia do Profissional Marketing
        Dia do Artista Plástico
        Dia Internacional da Cruz Vermelha
       
09. Dia da Europa 

        Dia da União Europeia

10. Dia da Cavalaria
       Dia do Campo

       Dia do Cozinheiro
       Dia do Guia de Turismo

11. Dia da Integração do Telégrafo no Brasil

       Dia do Barbeiro

12. Dia Mundial do Enfermeiro

       Dia da Enfermagem

13. Dia da Abolição da Escravatura

       Dia da Fraternidade Brasileira
       Dia do Automóvel
       Dia do Zootecnista
 
14.  Dia das Mães (2º Domingo de Maio) 
        Dia Continental do Seguro
 
15. Dia de Professor Aposentado
       Dia do Assistente Social
       Dia do Combate à Infecção Hospitalar
       Dia do Gerente Bancário

16. Dia do Gari

17. Dia Internacional da Comunicação e Telecomunicações
       Dia da Constituição
       Dia Internacional da Internet
 
18. Dia dos Vidreiros
       Dia Internacional dos Museus
       Dia das Girafas
       Dia da Boa Vontade
       Dia das Raças Indígenas da América
 
19. Dia dos Acadêmicos do Direito
       Dia da Ilegalidade do Tráfico de Escravos (1830)
 
20. Dia do Comissário de Menores
 
21. Dia da Língua Nacional
 
22. Dia do Apicultor
        Dia Internacional da Biodiversidade
        Dia do Abraço

23. Dia da Juventude Constitucionalista

24. Dia da Infantaria
        Dia do Café
        Dia do Datilógrafo/Dia do Digitador
        Dia do Detento
        Dia do Telegrafista
        Dia do Vestibulando
        Dia Nacional do Milho

25. Dia da Indústria
       Dia do Massagista
       Dia do Trabalhador Rural
       Dia Nacional do Respeito ao Contribuinte
       Dia Nacional da Adoção
       Dia do Orgulho Nerd
       Dia do Costureiro
 
26. Dia do Revendedor Lotérico


27. Dia do Profissional Liberal
       Dia Mundial dos Meios de Comunicação
       Dia do Serviço de Saúde
       Dia Nacional da Mata Atlântica

28. Dia do Hambúrguer
        Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna
        Dia do Ceramista

        Dia da Recordação

29. Dia do Geógrafo
       Dia da Gentileza
       Dia do Estatístico
       Dia Mundial da Energia
 
30. Dia da Decoração/Dia do Decorador
       Dia do Geólogo
       Dia das Bandeiras
 
31. Dia do Comissário de Bordo e da Aeromoça
      Dia Mundial das Comunicações Sociais
      Dia do Espírito Santo
      Dia Mundial Sem Tabaco

sábado, 8 de abril de 2017

Ataque e Contra-Ataque na Síria

Criança síria sendo tratada após ataque químico
na cidade de Khan Sheikhoun
(Fonte: BBC Brasil)


Os últimos acontecimentos no mundo, além de aterrorizantes e preocupantes, nos coloca mais alarmados em razão das possíveis consequências graves de ambos os fatos, tanto em escala regional quanto em escala mundial.
 
Por um lado, o ataque aéreo do governo da Síria - com gás sarin – à cidade de Khan Sheikhoun, na província de Idlib, que se encontra sob controle de forças rebeldes (contrárias ao governo do presidente Bashar al-Assad), no dia 04 deste mês e, por outro lado, a tomada de decisão do governo do EUA - em represália a este ataque químico - atacando com mísseis à base aérea síria de Shayrat, na província de Homs, na quinta-feira passada (06/04).
 
Um olhar sobre a Síria

Embora, o regime do presidente Bashar al-Assad, negue ter usado armas químicas, chegando a atribuir o uso do mesmo aos rebeldes sírios, os resultados obtidos nas análises (autópsias) realizadas em alguns corpos, por especialistas turcos, comprovaram o emprego do gás sarin, assim como aumentaram as certezas das mesmas terem sido usadas pelo governo.
 
Presidente da Síria, Bashar al-Assad
Imagem capturada na Internet 
 
Além de configurar-se com um ato de total barbárie, sobretudo, contra civis, não é a primeira vez que o governo da Síria é acusado de fazer uso de armas químicas sobre os rebeldes sírios e, consequentemente, à população civil.
 
Aqui mesmo, neste espaço (Blog), eu já publiquei o primeiro ataque com armas químicas (com gás sarin, também), ocorrido em Damasco (capital da Síria) e adjacências, em final de agosto de 2013, que resultou na morte de 1.429 pessoas, sendo 426 crianças.
 
O ataque desta vez foi na cidade de Khan Sheikhoun, província de Idlib, que também é controlada por forças rebeldes sírias, que se opõem e lutam contra o governo de Bashar al-Assad, presidente da Síria desde 17 de julho de 2000.
 
O número de vítimas fatais subiu para 86 mortos, sendo 30 crianças e cerca de 400 pessoas apresentaram problemas respiratórios e vômitos em consequência do contato direto e/ou indireto com o referido gás tóxico.
 
O sírio Abdul-Hamid Alyousef segura seus filhos gêmeos,
mortos durante o ataque com armas químicas

 
 
Imagem capturada na Internet
(Fonte: BBC Brasil) 

 
 Imagem capturada na Internet
(Fonte: BBC Brasil) 

 
O Conflito na Síria

No âmbito deste conflito interno na Síria, quem está no centro deste tabuleiro de Xadrez, isto é, entre o embate do regime do governo de Bashar al-Assad com os rebeldes sírios, é a população civil síria, a mais vulnerável e a que mais sofre com os efeitos das ofensivas de ambas as partes.
 
A guerra civil que se arrasta na Síria remonta ao início da chamada Primavera Árabe, em março de 2011, quando diversas manifestações populares contra os regimes ditatoriais ocorreram no chamado Mundo Árabe, isto é, nos países do Norte da África e do Oriente Médio, predominantemente islâmico, de cultura árabe.
 
Igualmente aos demais líderes deste grupo, o presidente sírio Bashar al-Assad, há quase 17 anos no poder (a serem completados em julho deste ano), sofre pressão dos opositores ao seu regime, que tentam derrubá-lo e tomar o poder.
 
Iniciadas pacificamente, as manifestações populares sírias reivindicavam mais democracia e liberdades individuais no país. No entanto, após repressões violentas do Exército sírio, a resposta dos manifestantes se tornou mais ofensiva com uso de armas. Com isso, a violência aumentou muito em ambas as partes.
 
Além desses dois oponentes (rivais), para piorar também a situação conflitante que arrasa o país, há a presença do Estado Islâmico. Embora, sua área de atuação tenha sofrido reduções, tendo em vista a retomada dos territórios ocupados pelo Exército sírio, este é considerado o pior e o mais perigoso grupo terrorista da atualidade.
 
Esses três elementos – rivais – reunidos e atuantes em um mesmo território justificam a origem da atual crise humanitária dos refugiados sírios, que estão fugindo da Síria e pedindo refúgio em países vizinhos do Oriente Médio (onde este se localiza), como também a países da União Europeia e outros (inclusive, ao Brasil).

 
Um olhar sobre os EUA

Na 5ª feira passada (06/04), os EUA – em retaliação ao recente ataque químico do governo sírio, bombardeou a base aérea de Shayrat (província síria de Homs), da qual se acredita que partiram os aviões com as armas químicas que atingiram a cidade de Khan Sheikhoun.
 
O ataque foi de certa forma “surpresa”, surpreendendo o mundo todo. Apesar de sua ação militar, isolada, ter tido apoio dentro e fora dos EUA (OTAN, Conselho Europeu, Reino Unido, Alemanha, França, Espanha e outros), aumentando a sua popularidade política, esta gerou também uma onda de contestações no mundo inteiro, tendo em vista os riscos eminentes de agravamento da situação de segurança tanto a nível regional quanto a nível mundial.

Protestos em Londres contra o bombardeio na Síria
Imagem capturada na Internet
Fonte: O GLOBO

 
A tomada de decisão do governo do EUA e o ataque propriamente dito, além de violar o direito internacional, podem agravar não só o conflito interno na Síria, fortalecendo as forças rebeldes e, sobretudo, o Estado Islâmico (nível regional) como também ascende e pode o colocar, a nível internacional, em um confronto direto com a Rússia e o Irã, que são aliados do governo de Bashar al-Assad.
 
Embora, se posicionando com contrário ao governo sírio e de apoio às forças rebeldes que tentam derrubar o regime de Bashar al-Assad, desde o início da guerra civil na Síria (2011), esse foi o primeiro ataque militar dos EUA no país. Inclusive, sua ação militar assinalou um forte retrocesso à política adotada por Barack Obama (ex-presidente) de não se envolver, militarmente, na guerra civil da Síria.
 
Segundo o que foi divulgado nas mídias, os dois navios de guerra norte-americanos, fundeados no Mar Mediterrâneo, lançaram 59 mísseis sobre a referida base militar síria, matando 6 pessoas e destruindo-a quase totalmente. Seus principais alvos ee que forma destruídos eram os aviões, as pistas de pouso, radares, depósitos de armas e de combustíveis.
 
Mencionei que o ataque foi de certa forma “surpresa”, porque as autoridades estadunidenses chegaram a alertar à Rússia, com antecedência, quanto a este ataque, pois esta possui uma área militar na mesma base síria e, como precaução para não a atingir durante o bombardeio, eles utilizaram mísseis do tipo Tomahawk, que são guiados por satélites (GPS) e, por isso, são extremamente precisos (as chamadas “armas estratégicas e inteligentes de longa distância”).
 
Em defesa, o presidente Donald Trump alegou que sua intervenção foi fundamental no momento presente, ou seja, vital para os interesses de segurança nacionaldos EUA. Ele ainda conclamou a união de todas as nações a fim de acabar com as atrocidades cometidas na Síria, acabando também com todos os tipos de terrorismo.
 
A quase totalidade dos dirigentes e/ou representantes, afirmam que o seu contra-ataque, ato considerado ilegítimo, vai na contramão do direito internacional e, certamente, afasta o problema interno da Síria a uma solução a curto prazo e de forma pacífica.
 
Na verdade, se o presidente Donald Trump teve – entre os seus objetivos – aumentar a sua popularidade, ele conseguiu! E ainda, o ataque surpresa, mas com conhecimento prévio dos russos, serviu como um alerta à própria Rússia, ao Irã e à Coreia do Norte. Será que entraremos novamente no clima de Guerra Fria?

Fontes

. El País

. Jornal O GLOBO (várias edições impressas)

. Ópera Mundi

. Opinião & Notícias

. Portal G1 (várias edições)