quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Charges e Tirinhas: Análise sob o Contexto do Modal Rodoviário


 Imagem capturada na Internet

Sob este contexto do Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro), selecionei algumas charges que podem ser trabalhadas – a nível de exercícios e/ou questões em avaliações – tanto no âmbito da referida data comemorativa quanto em outros tópicos conexos, como, por exemplo, Modais de transportes (no caso rodoviário), Transportes Alternativos, Combustíveis Fósseis (Petróleo e Gás Natural), Poluição (atmosférica e sonora), Aquecimento Global etc.

Todas as imagens foram capturadas na Internet (diversas fontes).






















 


22 de Setembro: Dia Mundial Sem Carro

Imagem capturada na Internet


Não é a primeira vez que eu publico algo em relação a data de hoje, dia 22 de setembro, na qual comemoramos o DIA MUNDIAL SEM CARRO. Assim, como também não é a primeira vez que podemos constatar a falta de divulgação e de Campanhas com este propósito.

Mais uma vez, nem os principais meios de comunicação e nem o poder público demonstraram interesse em promover e/ou incentivar esse tipo de Campanha. Alguns telejornais noticiaram, mas sem a devida ênfase e importância do ato em si.

No entanto, após os megaeventos esportivos que a cidade do Rio de Janeiro realizou, como a Copa do Mundo (2014), a XXXI Olimpíada e a XV Paralimpíada (ambas, neste ano), eu posso afirmar que – pela primeira vez – as perspectivas de melhorias na questão da mobilidade urbana em face do uso de transportes coletivos, mais modernos e rápidos, no Rio são altas, sobretudo, no que tange a ônibus e a metrô. Mas, ainda há muito a se fazer para atingir total grau de satisfação.

Considerado – por muitos - como um indicativo de progresso, de desenvolvimento e, intrínseco, à urbanização, a quantidade elevada de carros em uma cidade e o mal planejamento em termos de infraestrutura de acesso, tanto no que diz respeito às malhas viárias (rodovias, neste caso específico) quanto no que tange ao cumprimento das leis e do código de trânsito, ocasionam intensos engarrafamentos, aumento do tempo entre o deslocamento de casa ao trabalho, o estresse, aumento da poluição atmosférica e sonora, entre outros fatores. Sem falar da imprudência e negligência de alguns condutores que respondem pelos inúmeros acidentes de trânsito, diários.

A Campanha do Dia Mundial Sem Carros tem - por principal objetivo - promover uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, no sentido de causa e efeito sob o contexto da poluição atmosférica e o agravamento do Aquecimento Global.

Através desta iniciativa se espera que - pelo menos um dia - as muitas cidades participantes (aquelas que participam efetivamente, é claro!) consigam reduzir não só o nível de emissão de partículas poluentes (poluição atmosférica), como o da poluição sonora, os congestionamentos e outros problemas ligados ao excesso de transporte rodoviário. Em contrapartida há de se esperar que alternativas de meios de transportes sejam de boa qualidade e acessível a todos, como os de transporte coletivo (ônibus, trem, metrô, barca etc.), rápidos e modernos.

Nesta perspectiva, seremos capazes de compreender que é possível se locomover sem o uso do automóvel individual, optando por um transporte coletivo que seja de qualidade, barato, rápido, moderno e climatizado, por exemplo.

Embora, a nossa cidade tenha sofrido intervenções nesta área através das diversas obras viárias e construção de corredores de transportes coletivos, como o BRTs (Transcarioca, Transoeste e Transolímpica), o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e a expansão do metrô com a Linha 4, o número de carros nas ruas ainda é elevado.   

 BRT
Imagem do meu acervo particular


  VLT

Imagem do meu acervo particular

 VLT
Imagem do meu acervo particular


Trecho da Linha 4 do metrô
Imagem do meu acervo particular

A iniciativa de se criar uma data comemorativa voltada para esta proposta partiu da França, em 1997. Posteriormente, os demais países da União Europeia também adotaram.

No Brasil, as primeiras cidades a aderir à Campanha foram Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas (RS); Piracicaba (SP); Vitória (ES); Belém (PA); Cuiabá (MT), Goiânia (GO);Belo Horizonte (MG); Joinville (SC); São Luís (MA), em 2001.


Já as duas metrópoles nacionais, São Paulo e Rio de Janeiro, participaram a partir de 2005 e 2007, respectivamente.

 Imagem capturada na Internet
Fonte: WK3

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Crônica: Vivenciando e a Minha Prática em Geografia

 Imagem do meu acervo particular


VIVENCIANDO E A MINHA PRÁTICA EM GEOGRAFIA
                                                        Marli Vieira de Oliveira da Silva

Texto atualizado em 20/09/2016 às 19h30

Ao acordar, pela manhã, meus olhos já contemplam a Geografia para, só depois, vivencia-la a partir de mim mesma e com os outros perante aos meus passos, a minha política de vida, as minhas relações interpessoais, o meu trabalho e em minha convivência social

Não há nada mais gratificante que constatar a compreensão do aluno acerca de um tópico trabalhado em sala de aula a partir da sua inter-relação com os fatos atuais. Ou quando, um aluno de outra turma pede autorização para assistir sua aula, como ouvinte, pois está em tempo vago ou saiu mais cedo.

E mais ainda, quando alguns alegam que optaram por uma formação universitária na mesma área de conhecimento da sua, porque foi à partir de suas aulas que os mesmos passaram a gostar da Geografia.

Sem dúvida alguma quando a gente ama o que faz, os resultados – por menores que sejam – já valem a pena.

Há muitos, quando era ainda professora do antigo primário (atual Primeiro Segmento do Ensino Fundamental I), uma professora relacionou a minha metodologia de ensino ao meu pouco tempo de docência... “É porque ela é nova no Estado”.

Com o passar dos anos, realmente, eu mudei sim e muito, quer seja a partir do meu desenvolvimento profissional na mesma área de formação em termos de especialização e outros cursos, quer seja em termos da metodologia de ensino junto às inovações tecnológicas, embora – na maioria das vezes – me vejo impedida de atuar mais efetivamente com a inserção das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) em minhas práticas escolares em razão de problemas técnicos e de logística nas escolas.

Mas, em nada mudou, quanto a minha vontade de ensinar e fazer com que os alunos compreendam e construam o conhecimento a partir dos conteúdos trabalhados em sala de aula ou fora desta, bem como nas diversas conexões dos mesmos aos fatos atuais e/ou sub-atuais.

Eu não me canso de destacar a importância do estudo da Geografia na compreensão da dinâmica do mundo contemporâneo - enquanto totalidade orgânica, social, econômica, política e ambiental - aos meus alunos, tanto da rede pública municipal quanto estadual de ensino, pois vivenciamos - direta e/ou indiretamente - o seu universo de sua área de abrangência.

E minha prática e discurso perpassam sob os seguintes princípios:

- Acredito ainda na Educação como mola-mestra da transformação social, cultural, política e econômica do indivíduo e do país;

- O que eu não quero para a minha filha, não vou agir e pensar diferente com os filhos dos outros, ainda mais que a relação existente e mantida entre nós ocorre a nível de professora x aluno;

- Muitos dos alunos da rede pública de ensino não têm grandes oportunidades concretas de obter autonomia em seus estudos ou, ao menos, ampliá-los para além dos muros da escola, dependendo exclusivamente da mesma em termos de construção do conhecimento, do exercício da cidadania e da promoção da socialização;

- Tanto eu quanto eles somos seres inconclusos, pois seremos sempre eternos aprendizes.


domingo, 18 de setembro de 2016

Cidade Olímpica: Jogos Paralímpicos 2016


Parque Olímpico da Barra
Imagem do meu acervo particular

Texto atualizado em 18/09/2016 às 22h50

Apesar de só ter conhecido o Boulevard Olímpico do Porto Maravilha, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, por ocasião da realização da Olimpíada, desta vez, eu pude conhecer o Parque Olímpico da Barra e assistir duas competições paraolímpicas de basquetebol feminino em cadeiras de roda.

Os dois jogos que assisti foram, na ordem da programação oficial do dia (12/09), entre a Alemanha e a Argentina e, o segundo, Países Baixos (Holanda) e China. Estando na Arena 1, onde estava sendo realizadas as referidas competições, eu poderia permanecer e assistir mais dois da mesma modalidade. Direito este assegurado desde que eu não saísse da Arena 1, é claro!

 Imagens tiradas durantes os jogos
(Acervo Particular)





Mas, infelizmente, eu não pude ficar para os demais jogos, pois – no dia seguinte – eu daria aula em dois colégios, tendo ainda que corrigir provas e trabalhos de algumas turmas para entregar no mesmo dia.


No entanto, sentia-me feliz por ter alcançado meus dois objetivos, primeiro, assistir a um jogo de basquete em cadeira de roda (amo basquete) e, segundo, conhecer finalmente o principal polo de competições da cidade, ou seja, o Parque Olímpico da Barra. De acordo com informações obtidas no site Cidade Olímpica (Prefeitura do Rio), sua área total é de 1,18 milhões de m².

Fora os compromissos docentes pendentes, o calor contribuiu também para o não prolongamento da minha tarde na Cidade Olímpica por mais tempo. O Sol forte e o calor escaldante foram sentidos por todos os presentes, estrangeiros e brasileiros. Bastava olhar para algum ponto com sombra para ver alguém ou um grupo de pessoas tentando se abrigar do Sol.

 Imagem do meu acervo particular

Neste aspecto, em minha opinião, a infraestrutura montada foi falha, já que os locais das provas, como as Arenas, eram climatizados, enquanto que - no espaço aberto - além da escassez de sombras “permanentes”, naturais e/ou artificiais, não haviam coberturas armadas suficientes. Além do boné como acessório principal, na falta deste, o jeito foi improvisar - na hora - com bandeiras e camisas nas cabeças e/ou se proteger com sombrinhas.

 Minha irmã, Sueli Vieira, se protegendo do Sol
Imagem do meu acervo particular

  Imagem do meu acervo particular

Muitas mesas dispostas para refeições ou lanches estavam, praticamente, vazias, diante da falta de um “guarda-sol” sobre cada uma delas.





É claro que isso não desanimou ninguém e, muito menos, tirou o espírito paralímpico em participar, mas que me deixou - na pele - a marca contrastante da blusa e a vermelhidão causada pela exposição Sol, ah...Isso sim, deixou!

Ainda sob uma análise “in loco” quanto à Cidade Olímpica e o próprio evento poliesportivo, pode-se imaginar - por todo o seu aparato logístico e tecnológico - o quanto esse tipo de megaevento movimenta em termos de recursos financeiros e humanos. Sem falar das Olimpíadas, cuja grandiosidade em termos de modalidades esportivas, midiática e de participação internacional, envolvem muito mais.







 Arena do Futuro


Parque Aquático, tendo na fachada uma obra de Adriana Varejão

Arena do Futuro





Verdadeiramente, uma grande disputa mercadológica protagonizada entre marcas esportivas e empresas multinacionais, que atuam à frente (com o seu logotipo) e por detrás dos tatames, quadras, arenas, entre outros espaços de competição por meio dos seus contratos milionários.

Contudo, independente desta exposição entre patrocinadores, marcas e seus símbolos, o que mais se destacou nos Jogos Paralímpicos – em especial – foram as habilidades dos atletas. E, também, do número de telespectadores presentes portadores – sobretudo - de deficiência física. Eu fiquei encantada...

 Torcedor indo embora
Imagem do meu acervo particular

Não pude deixar de observar alguns detalhes nos jogos de basquete em cadeira de roda, não só quanto às atletas em si – cada qual tendo a sua história de vida movida pela determinação e superação -  quanto na padronização das cadeiras de rodas adaptadas para a referida modalidade esportiva.

Melhor jogadora alemã na quadra, Gesche Schunemann
Sua carreira no basquete foi interrompida após uma lesão do ligamento cruzado anterior, quando ainda adolescente. Entrou para o basquete de cadeira de roda em 2000 (Wikipedia). 


 Jogadora argentina Maria Pallares

  Técnico da Seleção da Holanda

Mesmo tendo rodas anti-tombo, por diversas vezes, levei pequenos sustos com as quedas das atletas na quadra. Natural para quem nunca havia assistido um jogo paralímpico ou, pelo menos, sob a mesma categoria.








Detalhe da (s) roda (s) antivolteio desportiva (s) – unidade ou par – que possibilita dar as “manobras”, os giros tão comuns neste tipo de esporte.




Os jogadores podem usar faixas para prender ambas as pernas ou, também, para fixar o corpo junto à cadeira de roda (podendo ser faixas ou suportes).



As cadeiras de rodas são adaptadas e padronizadas seguindo as regras determinadas pela Federação Internacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas.

Não resta dúvida que os Jogos Paralímpicos emocionam e nos levam a refletir o quanto a superação de muitos problemas é possível. Basta ter vontade e determinação em vencer.