domingo, 18 de fevereiro de 2018

Campanha do Bem: Lacres de Latas de Alumínio

Imagem do meu acervo particular


Há anos, eu tenho Encontros mensais (almoços) com um Grupo de Professoras da minha antiga escola estadual (E.E. Assis Chateaubriand), onde trabalhei por 12 anos. Tive que pedir Amparo Especial para cuidar de minha mãe (já falecida) que, na época, precisava de cuidados especiais por ser quase totalmente dependente das pessoas. A nossa amizade foi mantida e segue até hoje...
 
As amigas do Grupo Trololó

Pois bem, em um certo Encontro, uma delas professoras, a Prof.ª Mayuce de Oliveira Costa Cal (já aposentada) pediu-nos o lacre da latinha de refrigerante. Entregamos sem questionar. E isso passou a ser um ato constante durante os nossos almoços mensais, até que um dia, eu a indaguei para quê serviriam aqueles lacres que ela sempre recolhia. Sua resposta mudou, principalmente, a minha atitude a partir desse dia.
 
Ela agia como voluntária a um projeto desenvolvido em um determinado município para aquisição de cadeira de roda para doação. De início, eu e algumas amigas do Grupo pensávamos que os lacres serviriam como matéria-prima para confecção de bolsas e outros acessórios, como já esteve em alta no mercado de artesanato (reciclagem).   
 
 Eu e Mayuce
 
Ciente de sua importância em face da doação de cadeira de roda, prontifiquei-me a recolher os lacres e entrega-los à mesma em nossos Encontros mensais. E assim tenho feito...
 
Consegui parcerias, envolvendo outros voluntários, que me ajudam também no recolhimento dos lacres (até alunos contribuíram no ano passado). No entanto, uma pessoa me questionou se esse projeto existia de fato. Eu respondi que ajudava apenas essa minha amiga. Depois, soube por terceiros que havia passado uma matéria até na Televisão sobre isso, mas, como eu não havia assistido a reportagem, eu não pude argumentar.
 
Pesquisei na Internet e pude comprovar à pessoa, que me questionou, que o Projeto existe de fato. E toda iniciativa que é para o bem e voltado ao atendimentor a terceiros, que precisam sem ter condições de obter por si mesmo, é válido e relevante.
 
Daí eu resolver intensificar as ações em prol dessa iniciativa, não só agindo individualmente, como em parcerias, como também divulgando a mesma, a fim de incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo.
 
Durante as minhas pesquisas, encontrei controvérsias quanto ao quantitativo de lacres de alumínio é necessário para se obter a doação da cadeira de roda. Uns alegam que são necessárias 100 garrafas Pets de 2 litros cheias, enquanto em outros afirmam que são 140 ou 160 garrafas.   
 
No meu caso, o número de garrafas não é o mais importante. O importante é ser solidária a essa rede de voluntários do bem, contribuindo e fazendo a minha parte.
 
Rotary Clube, a Unimed e a Arteris são algumas  Entidades - entre tantas espalhadas em nosso país -  que atuam na arrecadação dos lacres de alumínios.
 
 Rotary Clube
Imagem capturada na Internet
 
Campanha Eu Ajudo da Unimed
Imagem capturada na Internet
Fonte: Ciclo Vivo
 

 Imagem capturada na Internet

 
A Arteris explica as razões do projeto dar preferência aos lacres ao invés das latinhas de alumínio (inteira). Segundo a mesma, os principais motivos são:

- O manuseio com o material a ser reciclado é melhor e mais simples com o lacre, pois este ocupa menor espaço de armazenamento (ao contrário das latas de alumínio que exigem maior espaço);

- A liga de alumínio do lacre apresenta maior teor de magnésio em comparação ao da latinha. Se a lata de refrigerante, suco ou cerveja for reciclada inteiramente (junto com o lacre) haverá a mistura dos dois tipos de alumínio, o que poderá contaminar o alumínio reciclado.

 
 Imagens do meu acervo particular
Cada saquinho cheio possui 200 lacres.
 
Participem e divulguem! Quanto mais pessoas puderem ajudar,
outras tantas serão beneficiadas.


sábado, 17 de fevereiro de 2018

Fim do Horário de Verão (2017-2018)


 Horário de Verão 2017-2018
Imagem capturada na Internet
 
HORÁRIO DE VERÃO
Que vai rolar a festa, vai rolar. O povo no gueto mandou avisar...” Mandou avisar, sobretudo, às pessoas que se mostram contrárias ao Horário de Verão. Pois, hoje, à meia noite (de sábado para domingo), acaba o Horário de Verão e, sendo assim, os relógios deverão ser atrasados em 1 hora.
 
Esse reajuste nos relógios será feito em 10 estados brasileiros (os da Região Sudeste, Sul e Centro-Oeste) e no Distrito Federal.
 
Há quem não goste do Horário de Verão. Eu – ao contrário - adoro! E sou bastante criticada por opinar favorável a essa medida do governo. Mas, eu não sou a única. Muitos gostam de voltar para casa com o céu ainda claro e, acordar cedo, eu também gosto.
 
Em geral, as pessoas que odeiam alegam, como motivos para reclamar, a escuridão no início da manhã quando saem para trabalhar, os riscos da insegurança urbana e, principalmente, o desconforto diário em razão da falta de adaptação do seu relógio biológico com o adiantamento do horário, causando muito cansaço e sonolência o dia todo.
 
Se houve ou não redução significativa no consumo de energia nesse período, esses dados ainda não foram publicados, o que deve ser feito brevemente. No entanto, de antemão, os especialistas do Setor Elétrico do país já apontam que a redução deverá ser inexpressiva.
 
HORÁRIO DE VERÃO COM DIAS CONTADOS 
Essa questão da manutenção do Horário de Verão no Brasil tem sido bastante discutida, inclusive, com argumentos fundamentados em dados estatísticos, os quais confrontam a sua eficácia como medida de redução do consumo de energia no horário de maior pico. A redução no consumo de energia é pouco significativa e não se justifica mediante os impactos negativos sobre a população brasileira.
 
De acordo com Jornal Estado de Minas, um estudo do próprio Ministério de Minas e Energia concluiu que a manutenção desta medida não resulta mais em economia de consumo de energia, estando a sua aplicação próxima ao nível de neutralidade.
 
Segundo as autoridades do Setor Elétrico, a manutenção do Horário de Verão é considerada uma “questão cultural”. Afinal, a impressão que que se tem é de que a medida acarreta benefícios para a sociedade, em geral, tanto em termos de bem-estar como em termos de mobilidade urbana (trânsito). Beneficiando também o setor turístico.
 
MUDANÇAS DE HÁBITOS E
                                      DE DEMANDA DE ELETRICIDADE
Na verdade, o que o estudo mostra é que, atualmente, o Horário de Verão só serve para diminuir a concentração de carga de energia nos horários de pico. Na verdade, não é a incidência da luz solar que está influenciando direta e/ou indiretamente os hábitos do consumidor e, sim, a temperatura.
 
Sendo assim, hoje, é notório que a demanda por eletricidade está ligada ao aumento do uso de ar-condicionado. Com isso, os horários de maior pico também foram alterados, não sendo mais os mesmos.
 
A aquisição e uso – cada vez mais crescente – de aparelhos de ar condicionado, principalmente, nessa época mais quente do ano, o verão, faz com que o aumento do consumo de energia seja mais significativo em horários diferentes daqueles considerados, anteriormente, como de pico.
 
O "horário de ponta” ou “horário de pico” consiste no período do dia, entre as 17h e 20h, quando há maior consumo de energia elétrica, segundo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). No entanto, hoje, os picos de maior consumo passaram a ser registrados, no final da manhã e início da tarde, justamente, quando o calor é mais intenso, ou seja, o horário de ponta ocorre entre 14h e 15h, assim como, de madrugada (entre meia-noite e 7h), quando se verifica um aumento do consumo devido ao largo uso de aparelhos de ar condicionado na hora de dormir.
 
Não resta dúvida que, durante o Horário de Verão, ocorre certa economia de energia entre 17h e 20h, no entanto, esta é expressamente menor se comparada ao aumento do consumo constatado tanto no diurno (manhã e tarde) quanto na madrugada devido uso do ar condicionado.
 
Notadamente, em virtude das altas temperaturas, o ar condicionado que, antigamente, era um símbolo de status, passou a ser um objeto de primeira necessidade, capaz de proporcionar conforto térmico em boa parte das residências, inclusive, aqueles usados de forma clandestina (a partir de gatos instalados em comunidades carentes).  E, como é sabido, entre os aparelhos domésticos, ele é o que mais consome energia, ultrapassando o chuveiro elétrico que, até então, era o grande vilão do setor elétrico.
 
De acordo com os dados do Ministério de Minas e Energia, no ano passado, o período do Horário de Verão (126 dias) gerou uma economia de R$ 159,5 milhões ao sistema, com a redução em termos do acionamento de usinas termoelétricas para complementar a demanda por energia. Para o Setor Elétrico, esse valor é considerado irrisório (baixo).
 
REDUÇÃO DO HORÁRIO DE VERÃO 2018-2019
Essa discussão acerca de manter ou não manter, em vigor, o Horário de Verão no Brasil ainda não está resolvida (ela chegou a ser descartada no ano passado), mas, o presidente Michel Temer acatou um pedido do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, e assinou um Decreto – em dezembro de 2017 - modificando o período de abrangência do Horário de Verão deste ano (2018-2019).
 
O presidente do TSE solicitou a mudança em razão das eleições de 2018 (Presidente da República, Governadores, Senadores, Deputados Federais e Deputados Estaduais/Distrital) e, em acordo, o referido Decreto reduziu, em duas semanas, o período vigente do Horário de Verão, a fim de facilitar a apuração dos votos das eleições.
 
O Decreto n˚6.558/2008, definiu as datas de início e fim do Horário de Verão, assim como também estabeleceu a periodicidade em quatro meses. De acordo com o referido Decreto, o Horário de Verão sempre terá o seu início no 3˚ domingo de outubro e o seu término no 3˚ domingo de fevereiro.
 
Com a redução de duas semanas, aprovada em Decreto, assinado em dezembro do ano passado, o início do Horário de Verão de 2018 será no domingo de novembro e a data do seu término foi mantida, ou seja, no 3˚ domingo de fevereiro (2019).

Mês de Fevereiro: Datas Comemorativas


 22 de fevereiro: Data de criação do
Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA)
Imagem capturada na Internet
Fonte: Wikipédia


FEVEREIRO


01. Dia do Publicitário
       Dia do Eletricitário

02. Dia do Agente Fiscal

        Dia de Iemanjá
        Dia da Receita Federal
        Dia da Marmota
        Dia Mundial das Zonas Úmidas
 
03. 1ª Nave Terrestre na Lua (1966)
 
04. Dia da Fundação do Facebook (2004)
        Dia das Missões Portuguesas
        Dia Mundial da Luta contra o Câncer
 
05. Dia do Datiloscopista
        Dia da Papiloscopia
        Dia Nacional da Mamografia
        Dia da Fada Madrinha
 
 06. Dia do Agente de Defesa Ambiental
         Dia Internacional da Internet Segura
         Dia Internacional de Tolerância Zero
         à Mutilação Genital Feminina
 
07. Dia do Gráfico
        Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas
 
 08. Dia da Penitência
         Dia do Quadro do Magistério do Exército 
 
 09. Dia do Zelador
         Dia do Frevo
         Dia do Surf
         Dia Nacional de Luta pelo Transporte Público
 
10. Dia do Atleta Profissional
       Dia da Criação da Casa da Moeda
 
11. Dia Mundial do Enfermo
 
12. Dia de Darwin
 
13. Carnaval (data móvel)
       Dia Mundial da Rádio
       Dia Nacional do Ministério Público
 
14. Dia da Amizade (alguns consideram como Dia do Amor)
 
15. Dia Mundial da Lepra
       Dia Internacional de Luta contra o Câncer na Infância
 
16. Dia do Repórter
 
17.  Dia da Constituição da Comissão Especial contra
        Crimes de Tortura
 
18. Término do Horário Brasileiro de Verão (2017/2018)
        Dia da Unidade Nacional
        Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo
 
19.  Dia do Esportista
 
20. Dia Mundial da Justiça Social
        Dia da Criação do Correio Aéreo Nacional (1931)
 
21. Dia Internacional da Língua Materna
 
22. Criação do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente – IBAMA
 
23. Dia do Rotaryano (Rotary Club)
 
24. Promulgação da primeira Constituição da República do Brasil
       (1891)
 
25. Dia da criação do Ministério das Comunicações (1967)
       Dia da criação do Ministério do Interior (1889)
       Dia da criação do Ministério dos Transportes (1967)
 
26. Dia do Comediante
 
27.  Dia Nacional do Livro Didático
        Dia do Agente Fiscal da Receita Federal
         Dia do Idoso
 
28.  Dia da Ressaca
         Dia Mundial da Doença Rara

domingo, 21 de janeiro de 2018

Febre Amarela: Novo ou Efeito Sazonal do Surto de 2017?

 Imagem capturada na Internet
Fonte: Doenças



Atualmente o Brasil enfrenta epidemia decorrente do
ciclo de transmissão silvestre de febre amarela.
No entanto, temos de estar vigilantes sobre o potencial
de disseminação do vírus por espécies urbanas de mosquitos.
(Ricardo Lourenço de Oliveira,
chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores
de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz))

Essa não vai ser a primeira vez que publico algo sobre a febre amarela silvestre, tendo em vista que no ano passado – em razão do surto do 1° Semestre de 2017 (iniciado em dezembro de 2016) - eu usei o espaço para tratar do assunto.

Embora, o Ministério da Saúde tinha anunciado o fim do surto da doença no país, em setembro do ano passado, alguns especialistas afirmam que o que está acontecendo agora não é um novo surto e, sim, a continuidade do mesmo, tendo em vista que o seu ápice se dá sempre no verão (sazonalidade da doença). 

Em 2017, por duas vezes, eu não pude ser vacinada, pois me encontrava super gripada, sendo desaconselhada a sua aplicação devido as minhas condições de saúde (baixa imunidade). Só consegui ser vacinada no dia 26 de dezembro de 2017, no Posto de Saúde, próximo a minha residência.

No entanto, agora, com as últimas notícias acerca da recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) em incluir todo o estado de São Paulo na categoria de área de risco de febre amarela, o temor entre as pessoas aumentou muito em busca de vacinação, não só no referido estado, como em outras cidades espalhadas por outros estados brasileiros, como o Rio de Janeiro e Minas Gerais, por exemplo.

De acordo com a OMS, a medida tomada em relação ao estado de São Paulo é de cunho preventivo mediante o aumento dos casos de febre amarela em vários municípios do estado (listados anteriormente pelo Ministério da Saúde) e pelo fato de não haver condições de prever os deslocamentos internos das pessoas (viajantes ou os próprios habitantes) entre as áreas eminentes de risco. Daí ser mais uma medida de cautela.

Eu tenho acompanhado os noticiários tanto impresso, televisivo e on line, pois considero importante mantermos informados, ainda mais sobre uma doença transmitida por mosquito, que consiste em um vetor muito comum em áreas tropicais e equatoriais, o que reforça a nossa preocupação e justifica a das Entidades de Saúde.

Embora já tenha mencionado em outra postagem acerca da mesma, publicada neste espaço, em 19/03/2017, não custa nada mencionarmos mais uma vez, as várias razões, quer sejam:

- Os riscos dos viajantes e moradores ao se deslocarem entre diferentes municípios diante do nível elevado da atividade do vírus da febre amarela em algumas cidades do estado de São Paulo;

- Além de São Paulo, os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, assim como o Distrito Federal têm registro da doença e de óbitos associados à doença;
- Nem todas as pessoas podem ser vacinadas contra a febre amarela. É preciso ter atenção sobre isso, pois a melhor medida de prevenção é a vacina, mas nem todos podem ser vacinados;

- O governo adotou a vacinação fracionada pela urgência que se faz necessária em termos de prevenção e objetivando atingir o maior número de pessoas;

- Os riscos eminentes da febre amarela silvestre ser convertida em febre amarela urbana, o que agravaria muito a situação da população. Além do quantitativo humano a ser afetado ser maior, não podemos esquecer as implicações quanto à proliferação do vírus, tendo em vista a grande incidência do mosquito Aedes aegypti, que é o vetor urbano da febre amarela. Essa situação tende a possibilitar o retorno da doença à cidade, erradicada desde o início da década de 40 (Século XX);

- O surto se restringe à febre amarela silvestre, daí - geograficamente - a sua ameaça fica limitada às áreas rurais, com matas ou florestas. Já na cidade, no caso dela se proliferar sob a modalidade de “febre amarela urbana”, a situação – sobretudo – das pessoas que se encontram em situação de não poderem ser vacinadas se agrava consideravelmente. E, até mesmo, para aquelas que constam em condições de serem vacinadas, mas que -  por algum motivo qualquer – ainda não tomaram a vacina.

Antigamente, a febre amarela era mais ocorrente na região Norte (principal área endêmica da doença). Quando eu morei no Tocantins era comum os ônibus interestaduais serem parados nas estradas e os passageiros descerem para serem vacinados pelos Agentes de Saúde em "postos" pontuais (não fixos) nas rodovias. Não era obrigatório, mas sabendo que iríamos para uma região com grande incidência da doença e do vetor, transmissor do vírus, a maioria dos passageiros aceitava e descia do ônibus para a aplicação da vacina.
No entanto, desde 2016, a doença vem se expandindo para as demais regiões do país, sobretudo, o Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo), onde desde o ano passado, concentrou a maioria dos casos de febre amarela. 
Vale ressaltar, novamente, que se trata da febre amarela silvestre, cuja ocorrência se dá em áreas rurais, com matas ou florestas. Por isso, os registros de casos em macacos e em humanos, também. Os macacos são os principais hospedeiros do vírus, mas  não reservatórios da doença. Quem transmite o vírus é o mosquito e os vírus ficam vivos neles por um período de tempo muito curto, segundo a informações coletadas no site da Fiocruz.

A única forma de transmissão da febre amarela silvestre ou na versão urbana é pela picada de mosquitos infectados.
 
 
“É um erro dizer que o macaco é o reservatório. Ele não é.
É o que chamamos de hospedeiro amplificador.
Ele não é o reservatório
porque adoece e morre da doença, como a gente”.
Dr. Maurício Lacerda Nogueira
(Presidente da Sociedade Brasileira de Viriologia
Jornal O Globo, 20/01/2017/pag. 30)
FEBRE AMARELA: A DOENÇA

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por um inseto), com ocorrências nas Américas do Sul e Central, além de em alguns países africanos.
A febre amarela pode ser letal. A forma mais grave se dá por insuficiência hepática e renal, que podem levar ao óbito.
Os sintomas da febre amarela são similares aos de um resfriado, a pessoa pode sentir dor de cabeça, febre, perda de apetite, calafrios, náuseas, vômito, dores musculares, três dias após a picada do mosquito. Além desses sintomas ocorre a icterícia, comprovada pela pele e olhos amarelados.
 Imagem capturada na Internet

A origem de seu nome “febre amarela deriva justamente deste fato da pele e os olhos do doente adquirirem a tonalidade amarelada (própria da icterícia).
  
Imagem capturada na Internet
Fonte: Difusora


FEBRE AMARELA SILVESTRE e URBANA
Segundo especialistas da área de Saúde, o vírus, assim como os sintomas e sua evolução clínica são os mesmos tanto em termos da febre amarela “silvestre quanto em termos da febre amarela “urbana. A doença é uma só, mas o que as difere são:

- A área geográfica de ocorrência (áreas rurais com matas x áreas urbanas);

- O vetor, o mosquito transmissor infectado (os gêneros são distintos em ambas versões: silvestre e urbana);

- O hospedeiro do vírus.
A febre amarela “silvestre é transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e o Sabethes, que vivem nas matas (florestas) e em matas ciliares (vegetações nas margens dos rios). Eles não vivem em áreas urbanas. A reprodução do mosquito ocorre, somente, em buracos de árvores, onde os seus ovos são depositados, eclodindo em contato com as águas da chuva.
Principais vetores da febre amarela silvestre
Foto: Genílton Vieira (Instituto Oswaldo Cruz)


 Em áreas urbanas, o vetor da febre amarela é o mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a Dengue, a Chicungunha e a Zica.
Mosquito Aedes aegypti
Fonte: FENABB
Os principais hospedeiros do vírus da febre amarela “silvestre” são os primatas (macacos), como os bugios, os micos (mico-leão e outros) e macacos-prego. A febre amarela silvestre só ocorre em humanos ocasionalmente, quando estes se locomovem ou habitam em áreas de matas ou próximas a essas.

O macaco além de atuar como principal hospedeiro e, ao mesmo tempo, vítima da febre amarela silvestre, ele age como também sentinela, sinalizando que o vírus está em atividade na região.
O ciclo de transmissão do vírus tem início a partir do momento em que os mosquitos (gêneros Haemagogus e o Sabethes) picam macacos infectados, transmitindo o vírus, logo em seguida, a outro macaco ou ser humano.

O Centro de Informação em Saúde Silvestre (Ciss/Fiocruz) orienta que as pessoas, ao encontrarem um macaco com comportamento estranho ou morto, deve comunicar o fato à Secretaria Municipal de Saúde de seu município.

No caso específico da cidade do Rio de Janeiro, as pessoas podem informar pelo telefone 1746.

Recomenda-se também notificar por meio do aplicativo Siss-Geo, o qual possibilita indicar a localização exata do animal encontrado, pois este utiliza o sistema de GPS do celular, além de permitir enviar fotos.
 
principal hospedeiro do vírus da febre amarela “urbana” é o homem. E o ciclo de transmissão inicia quando este (infectado) é picado pelo mosquito (gênero Aedes), que vai repassar o vírus a outro ser humano.
Imagem capturada na Internet

 
OS NÚMEROS DA DOENÇA

De acordo com os Boletins divulgados pelo Ministério da Saúde e publicados na Agência Fiocruz de Notícias, a situação da doença e óbitos no país ocorreu da seguinte forma:
- Período entre dezembro de 2016 a junho de 2017: 777 casos de febre amarela diagnosticados e 261 óbitos, representando - até então - a maior transmissão da doença das últimas décadas no país. A Região Sudeste concentrou a grande maioria dos casos confirmados (764), seguida pelas regiões Norte (10) e Centro-Oeste (03). Nenhum caso da doença ou morte em consequência desta foi confirmada nas regiões Sul e Nordeste.
- Período entre julho de 2017 a 14 de janeiro de 2018: 35 casos de febre amarela confirmados e 20 óbitos. No total foram notificados 470 casos suspeitos, sendo que 290 foram descartados e 145 se encontram sob investigação.
No Rio de Janeiro, segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, divulgado na 6ª feira passada (19/01), só este ano (2018), cinco mortes foram confirmadas da doença no estado. Todas as pessoas contraíram o vírus da febre amarela silvestre e as mortes foram registradas nos municípios de Valença, Teresópolis e Miguel Pereira.
Atualização dos Casos de Febre Amarela
(Ministério da Saúde - Janeiro de 2018)
Disponível em Pdf

Percebe-se por esses dados e por diversas opiniões de especialistas em Infectologia, que a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e sua atribuição como área de risco à febre amarela ao estado de São Paulo, demanda direta e/ou indiretamente a urgência de iniciativas quanto ao aumento na produção de vacinas, às formas de vigilância e de diagnóstico, além de um amplo preparo dos profissionais da área de Saúde.
Medidas estas que não devem ficar restritas somente ao referido estado, mas serem expandido a todo território nacional, a fim de se evitar a versão da febre amarela urbana e, também, prevenir aquelas que ainda não tiveram nenhum registro da doença.

Fontes de Pesquisa


. AgênciaFiocruz de Notícias (vários artigos)


. Febre amarela: sintomas, transmissão e prevenção Bio-Manguinhos/FIOCRUZ
. MARTINS & CASTIÑEIRAS. Febre amarela: áreas de risco no Brasil
. Perguntas e RepostasRevista Veja