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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Dica: Rokia, a história da menina senegalesa em tempo da Pandemia da Covid-19

 

Imagem capturada na Internet e
manipulada no Adobe Photoshop
Fonte: El País 

Texto modificado em 05/02/2020 às 20h55

Em pesquisa na Internet, encontrei essa dica de história muito pertinente para o momento em que estamos vivendo, isto é, da Pandemia da Covid-19. Sendo uma ótima narrativa para discutirmos, também, os problemas consequentes e as desigualdades sociais agravadas em tempo de pandemia nos diferentes continentes do mundo.  

É a história da menina Rokia, uma senegalesa que viu a sua vida e de sua família mudar completamente em razão da Pandemia Global e das medidas protetivas para conter o avanço do Novo Coronavírus (Sars-Cov-2), causador da Covid-19. Contada por ela mesma. Suas ansiedades e dúvidas surgem sob esta conjuntura pandêmica.  

De acordo, com as informações publicadas no El País, a história de Rokia foi publicada com o apoio financeiro da Generalitat Valenciana e da Agência Andaluza de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento. Sendo produzida pela Fundação MUSOL, que fomenta a leitura e ajuda a tornar, mais conhecidos, o continente africano e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS).  

Segundo o mesmo, essa publicação se encontra disponível em Castelhano, Francês e Valenciano.  

Para ler, acesse o site ELPAÍS (clique no nome).

domingo, 31 de março de 2019

Ciclone Tropical Idai: Passagem e Devastação

 
Moçambique após a passagem do Ciclone Idai
Imagem capturada na Internet
Fonte: CEIRI NEWS


No dia 14 deste mês, uma tempestade tropical intensa (ou ciclone tropical) chegou à região Sudeste da África, atingindo fortemente Malauí e, sobretudo, Moçambique e Zimbábue, os dois mais devastados pelo fenômeno.

 

 Mapa de localização dos países
atingidos pelo Ciclone Idai
Imagem capturada na Internet
Fonte: DW
 

A formação e passagem do ciclone, denominado de Idai, foi classificada como a pior tempestade tropical a atingir a referida região africana, nas últimas décadas. Além dos ventos fortes, a população dos países atingidos pelo referido ciclone sofreu, inicialmente, com as inundações, perdas materiais e humanas. Após a sua passagem, surtos de doenças ameaçam os sobreviventes.
 
Calcula-se que cerca de 3 milhões de pessoas foram afetadas pelo Ciclone Idai nesta região, sendo quase a metade, crianças. Segundo os últimos balanços divulgados nas mídias, até o dia 24 de março, só em Moçambique, foram 446 óbitos e 1.528 feridos, em um total de 750 vítimas fatais, nestes três países.
 
Como já mencionei neste Blog, Ciclone, Furacão e Tufão são expressões diferentes para o mesmo fenômeno atmosférico, ou melhor, todos são tempestades tropicais e, dependendo da região do mundo em que se formam, a sua denominação vai variar.

Vale ressaltar que todos se caracterizam por um sistema rotativo e organizado de nuvens e tempestades, sazonais, originados em águas tropicais ou subtropicais, cuja velocidade dos ventos atinge 119 km/h ou mais.

Sendo assim, de acordo com a sua localização, os Ciclones são tempestades tropicais formadas no Pacífico Sul e no Oceano Índico. A época de sua ocorrência se dá no período de novembro a abril.

Quando essas tempestades são formadas no noroeste do Oceano Pacífico, elas são chamadas de Tufões, os quais – embora possam se formar em qualquer época do ano – são mais ocorrentes entre maio e outubro.
 
Já os Furacões são tempestades tropicais formadas no norte do oceano Atlântico e no nordeste do oceano Pacífico, com ocorrência comum no período de 1º de junho a 30 de novembro.


No caso específico do Ciclone Idai, em Moçambique, além das atividades de resgate e de salvamento, realizadas após a sua passagem, bem como do atendimento aos feridos e desabrigados, a situação da população moçambicanas se agravou mediante os alagamentos e inundações que desencadearam a proliferação de doenças como a malária, febre tifoide e o cólera, assim como pela escassez de alimentos, de água e de outros produtos essenciais.


 
Moçambique
Imagem capturada na Internet
Fonte: G1

 
 Moçambique
Imagem capturada na Internet
Fonte: G1


 
"Haverá mais [casos], porque cólera é uma pandemia. Quando há um caso, podemos temer outros. Estamos pondo em marcha medidas preventivas para limitar o impacto"
(Ussein Isse, Diretor Nacional de Saúde de Moçambique)
 

Atualmente, essa é a preocupação principal, assim como a ajuda financeira internacional para a reconstrução dos países.
 
Fontes de Consulta
 
 

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

C.E. Profª Sonia Regina Scudese: Projeto Étnico-Racial (4° Bimestre)

Imagem do meu acervo particular


Dando prosseguimento às atividades desenvolvidas no Projeto Étnico-Racial, os grupos definidos - pelos próprios alunos - ficaram responsáveis pelos seguintes temas sequenciais, os quais foram apresentados no dia 14 de novembro, data da Culminância do referido Projeto (Apresentação dos trabalhos aos professores visitantes):
 
. GRUPO 01: Dia Nacional da Consciência Negra
                          (20 de novembro)

- Origem da escolha da Data Comemorativa; 

- Onde a data consta como feriado no Brasil (feriado municipal e estadual).
 
Alunas: Amanda Fonseca (líder), Ana Júlia Vilaça e
                 Camila Viana.
 
. GRUPO 02: A História da Escravidão Africana no Brasil

- Linha do Tempo (desde o início do tráfico para o Brasil
   até após a assinatura da Lei Áurea);

- Regiões da África de onde vieram os escravos e as
   principais áreas para onde eles foram destinados
   em nosso território (mapa);

- Situação dos escravos após a Abolição da Escravatura
   (13 de maio de 1888);

- 2018: 130 anos de assinatura da Lei Áurea.
 
Alunos: Harrison de Souza (líder) Matheus Lima e
                 Vitor Miranda.

. GRUPO 03: Zumbi dos Palmares

- Biografia (vida e morte);

- Localização Geográfica do Quilombo dos Palmares.

            Alunas: Isabella Luiza, Isabelle do Rosário (líder) e
                             Roberta Samara


. GRUPO 04: A Cultura Afro-brasileira

- Principais estados que mais tiveram influência da cultura
   africana (Mapa);

- Principais Contribuições da cultura africana no Brasil
   (danças, culinária, vocabulário, religião etc.).
 
Alunos: Anderson Ramos, Lucas Benevides (líder) e
                  Paula Capella.

. GRUPO 05: O Movimento Negro no Brasil

- Histórico;

- Hoje.
 
Alunos: Júlia Gonçalves (líder); Júlia Regina e
                  Pedro Henrique
 
. GRUPO 06: Personalidades em destaque

- Dandara (esposa de Zumbi);

- Antonieta de Barros;

- Abdias Nascimento;

- Zózimo Bulbul;

- Benedita da Silva;

- O casal Taís Araújo e Lázaro Ramos;

- Joaquim Barbosa.
 
Alunos: Gabriel de Souza, Mateus Gonçalves (líder)
                  e Pedro Gabriel da Silva

 . GRUPO 07: O Preconceito e o Racismo velado
                            no Brasil

- Classificação da população quanto à cor (IBGE);

- Constituição da População Brasileira (Censo 2010/IBGE);

- Racismo explicito x Racismo velado: Análise dos Desenhos
   dos alunos da turma sob o contexto da música “Meu Guri”,
   de Chico Buarque.
 
Alunas: Júlia Aguiar, Sabrina Santos e
                 Shellda da Rocha (líder).
 
. GRUPO 08: Ações Afirmativas:
                           Medidas compensatórias em
                           prol da Comunidade Negra

- Definição de Ações Afirmativas;

- Histórico de sua implementação no mundo e no Brasil;

- A Lei das Cotas;

- O Ensino da História e Cultura Afro Brasileira (Lei N.º 10.639,
  de 9 de janeiro de 2003);

- Quilombo e Quilombola (conceitos);

- Os três quilombos na cidade do Rio de Janeiro.
 
Alunas: Thalita de Andrade, Vitória Duarte (líder) e
                 Vitória Lima

 No fechamento das Apresentações, a aluna Paula Capella tomou à frente e explicou que todos iriam cantar a música “O Canto das Três Raças”, bem como a razão da escolha da mesma (antes dos africanos, os indígenas foram os primeiros a serem escravizados pelos colonizadores portugueses e o branco, no papel dos inconfidentes mineiros, almejando a separação do Brasil/Minas Gerais de Portugal).
 
Todos os alunos cantaram e, após o término, cada professor ganhou um imã de geladeira contextualizado ao tema trabalhado.

 
O CANTO DAS TRÊS RAÇAS
Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro

 
Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil
 
Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou
 
Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou
 
Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou
 
E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor
 
ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô
 
ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô
 
E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador
 
Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Somália: Sucessivos Ataques Terroristas marcam o mês de Outubro de 2017


 Ataque terrorista na Somália (14/10)
Imagem capturada na Internet
Fonte: Bitnews
 
A Somália, país localizado na região conhecida como Chifre da África, no extremo oriente do continente (África Oriental), sofreu mais dois atentados em sua capital, Mogadíscio, ontem (28/10), quando ainda tentava se recuperar do pior ataque terrorista registrado em seu território, ocorrido recentemente, no último dia 14/10, também, na capital do país.
 
 Região do Chifre da África
(Somália, a Etiópia, o Djibouti e a Eritreia)
Imagem capturada na Internet
 
terroristas, ambos com uso de veículos-bombas (cheio de explosivos) foram detonados no centro da capital da Somália. O primeiro ataque foi em uma região bastante movimentada do centro da capital, onde há concentração de hotéis, restaurantes e sede de escritórios do governo. A explosão foi próxima ao hotel Safari. Já, o segundo atentado, também, por meio de veículo-bomba (um micro-ônibus) ocorreu no distrito de Wadajir.
 
De acordo com as informações divulgadas nos principais meios de comunicação, o número de mortos desses dois ataques foi na ordem de 358 vítimas, além de centenas de feridos, sendo registrado também mais de 50 pessoas desaparecidas.
 
 Ataque terrorista na Somália (14/10)
Imagem capturada na Internet
Fonte: Terra

A dificuldade em precisar o número de mortos e feridos após esse duplo atentado (14/10) foi admitida pelas próprias autoridades somalis, tendo em vista que grande parte dos feridos mais graves foi transferida tanto para Turquia quanto para o Quênia e o Sudão para o devido tratamento médico, assim como, logo após as explosões, muitas pessoas enterraram seus familiares mortos. Considerando ainda as vítimas soterradas pelos escombros.
 
Dois dias antes desses atentados, além do Governo somali ter perdido dois membros de seu alto escalão, o ministro da Defesa, Abdirashid Abdullahi Mohamed e, o Chefe das Forças Armadas, Ahmed Jimale, ocorreu um encontro entre o presidente da Somália  e membros importantes do comando dos EUA na África.
 
Nenhum grupo terrorista assumiu a autoria desses atentados, mas as autoridades da Somália atribuem as ações ao Al Shabaab, grupo terrorista ligado à Al-Qaeda.

O Al Shabaab intenta dominar o território somali, desde que iniciou uma guerra civil no país, em 1991, quando o então, presidente e ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando a Somália sem um governo efetivo e o caos político (instabilidade) foi desencadeado por diferentes interesses.
 
Mohamed Siad Barre
Ex-Presidente da Somália (1969-1991)
 Imagem capturada na Internet
Fonte: Wikipédia
 
O referido grupo terrorista chegou a ter controle das porções Central e Sul da Somália, mas acabou sendo expulso das principais cidades. No entanto, mantendo-se firme em seus propósitos, o grupo - desde então - vem submetendo o país a diversos ataques a civis, com uso de bombas.
 
O atual governo da Somália - Governo Federal de Transição – estabelecido em 2004, é aliado da União das Cortes Islâmicas e da Aliança para a Relibertação da Somália. O Governo é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), pela União Africana e tem apoio dos EUA.  Inclusive, este último, no começo deste ano (2017) confirmou seu apoio e reforços às ações militares contra os extremistas, membros do Al Shabaab que, em resposta, anunciaram que iriam aumentar os ataques.

Passadas duas semanas, exatamente, desse duplo atentado, considerado o pior da história da Somália, ontem (sábado), o país sofreu novamente dois ataques terroristas. E mais, uma vez, a capital (Mogadíscio) foi o alvo e cenário do terror com essas investidas, com uso também de veículos-bomba.

 
 Ataque terrorista na capital da Somália, em 28/10
Imagem capturada na Internet
Fonte: Veja
 
No primeiro atentado de ontem, um carro-bomba invadiu o Hotel Nasa Hablod Two, bastante frequentado, inclusive, por políticos e militares. Após a explosão, segundo as notícias divulgadas, os militantes ocuparam o hotel. Em seguida, no mesmo local, teve início um tiroteio entre as forças de segurança somalis e os referidos militantes, membros do grupo Al-Shabab.
 
De acordo com o que foi noticiado, 18 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas.
 
A segunda explosão ocorreu próximo a um antigo prédio do governo, 1h30 depois, com um micro-ônibus-bomba. Não foi divulgado se houve ou não vítimas fatais e/ou feridos nesta ação.
 
De acordo com um levantamento publicado em 2016, a Somália figura entre os dez países com mais registros de ataques terroristas no mundo.
 
Fontes:
 
 
 
 
. Veja