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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

12 de Outubro: Datas Comemorativas


Em território nacional, hoje, é feriado, pois é o Dia da Padroeira do Brasil, ou seja, dia de Nossa Senhora da Aparecida. Muitos alunos, no entanto, acham que é feriado é por conta do Dia das Crianças, que é comemorado na mesma data. Trata-se de um equívoco natural, sobretudo, cultural, tendo em vista que é um feriado religioso (Igreja Católica Apostólica Romana). 

De acordo com a Santuário Nacional Aparecida, a data comemorativa (12 de outubro) – para efeito festivo - só foi definida durante a Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 1953. Até então, os festejos à Nossa Senhora da Aparecida eram realizados em datas não fixas.

Segundo o referido Portal, a escolha desta data se deu em associação ao dia dos festejos ao “Descobrimento” da América (12 de outubro de 1492), mas – ao mesmo tempo - o próprio ressalta outra data comemorativa do mesmo dia, o Dia da Criança, o qual se atribui maior atenção em relação à descoberta da América.

Fatores a parte, o importante é saber que a data dos festejos à Nossa Senhora da Aparecida só se transformou em feriado nacional, por ocasião da primeira visita de um papa ao Brasil, o Papa João Paulo II, ocorrido em junho de 1980

O Presidente da República, na época, General João Batista Figueiredo, promulgou a Lei n˚ 6.802, de 30 de junho de 1980, na qual declarou a data como feriado federal “para o culto público e oficial a Nossa Senhora Aparecida” (Diário Oficial da União de 1º de julho de 1980).

Outra curiosidade, sob o mesmo contexto das datas comemorativas desse dia, diz respeito à relação do “descobrimento” da América e ao nome dado ao continente, ou seja, ao Novo Continente.

Embora, o mérito quanto à descoberta da América, em 1492, esteja atribuído ao navegador italiano Cristóvão Colombo, o historiador estadunidense Gary Knight contesta essa versão, em seu livro “Forgotten Brothers” (Irmãos Esquecidos), alegando que os verdadeiros protagonistas do descobrimento da América foram os irmãos Pinzón.

De acordo com a história contada, tradicionalmente, a Armada da primeira viagem de Cristóvão Colombo às atuais terras do continente americano era composta pela nau Santa Maria e as caravelas Pinta e Nina, sob os comandos, respectivamente, de Colombo, Martín Alonso de Pizón e Vicente Yáñez Pinzón. A Esquadra saiu do porto de Palos, na Espanha, no dia 03 de agosto de 1492 e, no dia 12 de outubro, ela ancorou na ilha de Guanahaní (nome original dado pelos nativos), a qual foi batizada por Colombo de San Salvador (Bahamas), pensando ter chegado às Índias.

Segundo, os registros históricos, Cristóvão Colombo navegou o Mar do Caribe (América Central Insular), durante 96 dias e, em cada ponto de seu desembarque, uma cruz era fincada ao solo. Ele ancorou em diversas ilhas do Mar do Caribe, como os atuais países insulares Cuba e Haiti, entre outros. Colombo ainda fez outras três viagens à América.  


As quatro viagens de Colombo ao Novo Continente (América)
Imagem capturada na Internet

Em seu livro, Gary Knight descreve Cristóvão Colombo como um brilhante político e navegador, tal como os registros históricos ratificam. No entanto, ele alega que que Colombo nunca comandou uma caravela e, ainda, que sem a ajuda dos irmãos Pinzón, que eram exímios marinheiros, a primeira viagem à América não teria sido possível. Segundo o mesmo, coube - aos irmãos Pinzón - o papel decisivo de “persuadir o resto da tripulação a participar de uma viagem tão ousada. ”

Ainda, de acordo com o referido historiador, a ênfase e importância de Colombo como o verdadeiro descobridor da América se deve ao fato de que era ele que registrava, em seu diário, os acontecimentos durante a viagem marítima.

Se a história atribuiu o mérito a pessoa errada ou não, eu não posso assegurar, pois essas divergências existem e continuam causando polêmicas no meio acadêmico. O que eu posso e tenho que mencionar são as correntes de pensamento que existem acerca dos fatos históricos.

Quanto ao nome dado ao Novo Continente, este não foi em homenagem a Colombo, pois se assim o fosse, teria sido batizado de Colômbia, tal como foi o caso do país sul-americano que assim foi denominado. Ela recebeu o nome de América em homenagem ao, também, navegador italiano Américo Vespúcio, que publicou o livro “Mundo Novo”, em 1503, no qual defendia e provou que as terras descobertas pela frota de Colombo não eram asiáticas e, sim, de outro continente.


Américo Vespúcio
Imagem capturada na Internet
Fonte: Galileu


Fontes de Consulta

. History

. O Dia da História

. Santuário Nacional de Aparecida

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Haiti: a luta de um povo pela sobrevivência




Campos de refugiados no Haiti - Imagem capturada na Internet (Fonte: Terra Notícias)


Por falar da contribuição ímpar do negro africano e seus descendentes em nossa sociedade e, ao mesmo tempo, do sentimento de solidariedade de nossa Campanha na escola (postagens anteriores), os dois temas se unem e nos remetem à situação caótica por qual está passando o Haiti, o mais pobre país do continente americano.

País caribenho, primeiro ponto de desembarque de Cristóvão Colombo, em 1492. Sua história mescla a cobiça dos colonizadores europeus, primeiramente os espanhóis e depois os franceses. Este despontou como maior produtor mundial de açúcar, cuja produção era baseada no sistema escravagista. Foi uma das mais ricas colônias do continente americano, recebendo o título de "Pérola do Caribe".

Em sua história, ele ainda traz o marco de ter sido o primeiro país latino-americano a se tornar independente, em 1 de janeiro de 1804, graças aos diversos movimentos insurrecionais da população escrava.

Todavia, sua trajetória política, econômica e social se caracterizou instável, perdurando até hoje. Trajetória similar a muitos países latino-americanos, mas outros aspectos agravaram mais ainda a sua situação como país insular da América Central, inclusive de risco de catástrofes naturais.

Se já não bastassem os efeitos trágicos do terremoto que sofreu, em janeiro deste ano, o país agoniza - desde meados de outubro passado - com os avanços da epidemia de cólera.

De acordo com os últimos dados divulgados, hoje, no Terra Notícias, a epidemia de cólera no país já matou mais de 1.250 pessoas. O número de internações contabilizado até o momento é de 20.687 pacientes infectados desde o início da epidemia (meados de outubro).

Mais recentemente, outro situação está preocupando as autoridades locais e até a Organização das Nações Unidas, a violência. A violência instigada por alguns grupos de manifestantes, revoltados, que responsabilizam às tropas de Paz da ONU pela epidemia de cólera que atinge o país.

Manifestações violentas que chegam a interromper o trabalho das autoridades na área da Saúde com os infectados pela cólera. Eles arremessaram pedras contra as tropas de paz da ONU, atacaram carros de estrangeiros, atearam fogo em pneus e usaram estes para bloquear as ruas, assim como derrubaram postes de luz e montaram barricadas para confrontos com a polícia e com os soldados das tropas da paz. Na maioria das vezes, a polícia os enfrenta com bombas de gás lacrimogêneo a fim de dispersá-los.

A Organização das Nações Unidas está investigando se realmente a origem da epidemia de cólera no Haiti foi causada por soldados de procedência nepalesa da Minustah, isto é, da missão de paz da ONU no país.

As suspeitas procedem em razão do tipo da doença que surgiu no Haiti ser o mesmo do existente no Nepal, mas alega não ter encontrado provas suficientes de que seus soldados sejam os portadores da doença.

A cólera é uma infecção intestinal aguda causada pelo vibrião colérico (Vibrio cholerae), que é uma bactéria em forma de vírgula ou bastonete. Esta bactéria, vencendo a acidez do estômago, alcança o intestino delgado (meio alcalino), onde se multiplica intensamente, principalmente, no duodeno e jejuno, produzindo uma entetoxina que provoca intensa diarreia.

O indivíduo infectado elimina o vibrião colérico (Vibrio cholerae) através dos dejetos fecais (cistos). A precariedade na infraestrutura de saneamento básico é a condição propícia para a contaminação e a transmissão fecal-oral do vibrião colérico através de água e/ou alimentos contaminados.

De acordo com o Centro de Informação em Saúde para Viajantes (Cives), na maioria das vezes (mais de 90%), a infecção pelo vibrião colérico é assintomática ou produz diarreia de baixa intensidade.

Por outro lado, em outras pessoas (menos de 10% dos infectados) pode ocorrer uma diarreia aquosa profusa e súbita, de evolução rápida (em questão de horas), que pode ocasionar desidratação grave e uma diminuição acentuada da pressão sanguínea, provocando o óbito.

Como as condições socioeconômicas do Haiti são as mais precárias do continente americano (país mais pobre da América), tendo sido agravadas após o terremoto de 12 de janeiro deste ano, o ambiente estava favorável para a contaminação que se deu de forma rápida e epidêmica.








Comunidades mais carentes - Imagem capturada na Internet





Criança haitiana _ Imagem capturada na Internet (Fonte: Cultura do controle)




Criança com sintomas do cólera - Imagem capturada na Internet (Fonte: Último Segundo)








Haitianos contaminados aguardam atendimento no Hospital em Saint Marc, no Haiti
Imagem capturada na Internet (Fonte: Último Segundo)




E os riscos da epidemia já ultrapassam o território haitiano, localizado na ilha Hispaniola, atingindo a porção leste da mesma ilha, onde se localiza o seu país vizinho, a República Dominicana, que já registrou três casos de cólera.

Em consequência disso e do temor do avanço da mesma, o governo da República Dominicana aumentou o controle de entrada e saída de pessoas e de mercadorias (comércio bilateral) em seus 376 Km de fronteira com o Haiti.

Ilha Hispaniola: o Haiti, a Oeste e a República Dominicana, a Leste




Segundo fontes jornalísticas, além destes registros na vizinha República Dominicana, os EUA também registraram um caso de infecção de cólera na Flórida. De acordo com o jornal "The Miami Herald", o referido caso foi de uma moradora do condado de Collier (Flórida), que regressou do Haiti após ter visitado a família que mora por lá.


Pacientes repousam enquanto homem espalha desinfetante em volta das macas
Imagem capturada na Internet (Fonte: Último Segundo)


Fontes:

. Centro de Informação em Saúde para Viajantes

. Terra Notícias

. Último Segundo (e outros)

. Wikipedia

domingo, 31 de outubro de 2010

México: O Poder Paralelo dos Cartéis do Narcotráfico

"Pomba da Paz" no pátio da Universidade Autônoma de Nuevo Leon, durante um protesto contra a morte da universitária Lucila Quintanilla em um shopping, em 15 de outubro de 2010. (Fonte: Último Segundo)




Na semana passada, quando indaguei a um aluno do 7º ano, do turno da tarde, qual país que ele gostaria de conhecer, este me respondeu incisivamente que queria morar no México, por motivos profissionais.

Achei interessante a convicção de como este se expressou. Inicialmente, alguns alunos da turma acharam graça, mas eu os adverti, inclusive, pela pouca idade deste e por sua determinação em relação a projeto de vida.

Aproveitei para explicar a situação atual do referido país, o qual constantemente é notícia nos principais meios de comunicação face à violência que o assola sob a ação do narcotráfico.

É claro que, em nenhum momento, a minha pretensão foi destituir o seu sonho de morar no México, mas valei-me da oportunidade criada para falar dos fatos, inclusive, relembrar o caso da execução de emigrantes latino-americanos (entre estes, dois brasileiros) no mês de agosto deste ano (vide postagem do dia), os quais tentavam entrar - ilegalmente – nos EUA.

Eu falei que também tinha vontade de conhecer o México, mas que realmente os níveis de vilência assustam.

Em razão disso, achei oportuno voltar a tratar do assunto até porque foi discutido, em sala de aula, os critérios utilizados na análise do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e outros que seriam também pertinentes para avaliar a qualidade de vida da população, como a violência, por exemplo, assim como, um aluno do 8º ano levantou a questão da responsabilidade direta e/ou indireta do país vizinho e fronteiriço do México, os Estados Unidos.

Mas, existe um outro lado e, por este, não há como negar a riqueza histórica do país, o seu povo e suas belezas naturais.

O problema que o país vem enfrentando, muitos outros, inclusive o Brasil também está passando, só que com diferentes graus de intensidade, mas com toda a certeza, os aspectos inter-relacionados às ações do tráfico de drogas, à corrupção, ao insucesso ou sucesso da política de combate às drogas, entre outros, são bastante similares.

Carro abandonado na fronteira entre o México e os EUA (Fonte: Último Segundo)



México

. Nome Oficial: Estados Unidos Mexicanos;

. Capital: Cidade do México;

. Localização: Continente americano (América do Norte);

. Área: 1 958 201 Km²;

. População (dados de 2009): 109.610.036 habitantes;

. Densidade Demográfica (2009): 56 hab/ Km²;

. Moeda: Peso Mexicano;

. Língua oficial: Espanhol;

. IDH (2007): 0,854 (IDH elevado);

. Taxa de natalidade (2008): 20,04 nascimentos/1.000 habitantes;

. Taxa de mortalidade (2008): 4,78 mortes/1.000 habitantes;

. Expectativa de vida (2008): 76 anos (homens: 73 anos/ mulheres: 79 anos);

. PIB (2007): 893.365 milhões de US$;

. PIB per capita (2007): 8.386 US$.



Como a maioria dos países submetidos à colonização europeia, a herança cultural do processo histórico de ocupação e colonização espanhola é muito forte no México.

O México é o país mais populoso entre os de língua espanhola no mundo. Em termos de população absoluta, este ocupa a segunda posição na América Latina, só perdendo para o Brasil, que é o mais populoso.

Cerca de 89% da população mexicana professa a religião Católica Apostólica Romana, tendo como padroeira Nossa Senhora de Guadalupe, que é também a patrona da América Latina. Dos demais, 6% são protestantes (e suas “ramificações”) e 5% correspondem a outras religiões e também aqueles sem religião.

O México junto com os EUA e o Canadá é membro do Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta), bloco econômico criado em 1992.

Embora, de acordo com o último levantamento para efeito do IDH, o México tenha obtido o índice 0,854, estando classificado na categoria dos países com IDH elevado (o nosso país obteve 0,813 e também se enquadra neste grupo), a onda de violência que assola o país contradiz esta situação de nível de desenvolvimento (o mesmo ratifico em relação ao Brasil).

Não pretendo entrar, pelo menos neste momento, nesta discussão relacionada aos critérios utilizados na análise do IDH (sobretudo, o da economia) e em outros que deveriam ser incluídos para efeito deste (como por exemplo, a violência e o direito à moradia). Mas, que há muito a refletir sobre as contradições existentes entre os índices obtidos (IDH) e a realidade socioeconômica dos países, sobretudo, os subdesenvolvidos, há sim!


Tem de parar a criminalidade atacando suas finanças e esquemas de lavagem de dinheiro.
Há de acabar com a proteção oficial que os traficantes conseguem.
E tem de atacar as causas de todo esse descompasso social:
reduzir a pobreza, criar oportunidades de emprego, educação,
acesso a serviços e a programas sociais

jornalista Reveles (publicado no O Globo)

De acordo com o chefe da Inteligência Nacional do México, Guillermo Valdes, no período compreendido de dezembro de 2006 a 02 de agosto de 2010, mais de 28 mil pessoas morreram em episódios ligados à ação do tráfico de drogas.

É evidente que as ações do narcotráfico são bem anteriores ao ano de 2006, mas em nível de política de combate ostensivo ao narcotráfico pelo governo, esta teve início nesta época, lançada pelo então e atual presidente do México, Felipe Calderon, o qual - inclusive – não tira a responsabilidade também dos EUA pela situação a qual se encontra o país.

Por sua vez, segundo a BBC Brasil, o governo mexicano também já sofreu duras críticas em razão da política ostensiva de combate ao narcotráfico através de ações militares aos cartéis de drogas, não combatendo - também - outros aspectos relacionados ao tráfico de drogas e o aumento da violência no país, como o vício propriamente dito, a corrupção, o desemprego ou a falta de oportunidades existentes nas áreas onde os traficantes atuam.

Os números da violência não param. Segundo o mesmo veículo de comunicação, 2010 já está sendo apontado como o ano mais violento do país (desde o início da campanha do governo contra o narcotráfico em 2006), com uma estimativa de cerca de 7 mil mortos em decorrência da violência ligada ao tráfico de drogas.

Só nos últimos sete dias (notícia publicada ontem), o número de óbitos pelos mesmos motivos já ultrapassou a casa dos 100.

Vale ressaltar, no entanto, que o país é grande e existem áreas que os índices de violência são baixos.

As cidades que apresentam os maiores índices de violência são, em geral, aquelas fronteiriças do norte do México. A Ciudad Juarez e Tijuana são as que apresentam os maiores índices de violência, sendo a primeira considerada a mais violenta do país e do mundo (2009). Os estados de Michoacan e Guerrero também apresentam níveis de violência.

O tráfico de drogas é um negócio que movimenta muito dinheiro. Para se ter uma ideia de sua magnitude, o professor de direito Edgardo Buscaglia, um dos maiores especialistas em crime organizado do mundo e assessor da ONU, em entrevista ao jornal "Dallas Morning News", afirmou que o tráfico de drogas gera entre 44% e 48% da renda bruta total do país por ano.

E, de acordo com a Associação de Bancos do México (ABM), anualmente, o narcotráfico lava um montante entre US$ 19 bilhões e US$ 29 bilhões. A maior parte desse dinheiro é destinado para a compra de armamento pesado usado nos confrontos entre os cartéis e as forças de segurança do país.

A situação caótica por qual perpassa o Méxixo diante do aumento da violência associada ao tráfico de drogas e das ações dos cartéis do narcotráfico é algo que tem que ser tratado não só ao nível de poder público, mas também na esfera da sociedade.

E faço das palavras do jornalista Reveles as minhas, pois a rede de abrangência do tráfico de droga é muito ampla. Não basta atacar somente um ponto, sem abranger os demais que se encontram intrinsecamente ligados. Além disso há a necessidade de oferecer políticas capazes de assegurar investimentos maiores ao sistema educacional do país, a programas sociais, à construção e ampliação de Centros de Tratamento a viciados, bem como na geração de novas oportunidades de emprego à população..




Cerca na fronteira entre a densamente povoada cidade de Tijuana (México) e San Diego (Estados Unidos0), no setor da Patrulha Fronteiriça. (Fonte: Wikipedia)



Bandeira do México (Fonte: Wikipedia)




Presidente do México, Felipe Calderon (Fonte: Wikipedia)



Sítio arqueológico de Chichén-Itzá (Fonte: Wikipedia)





Palácio Nacional, Cidade do México (Fonte: Folha OnLine)





Catedral Metropolitana da Cidade do México (Fonte: Folha OnLine)





Casa Azul e, hoje, museu, onde a pintora Frida Kahlo nasceu (Fonte: Viajeaqui)





Praia deserta no caminho de Tulum (Fonte: Viajeaqui)






Comércio de bonequinhos de Cháves e Chiquinha (Fonte: Viajeaqui)




Para ver imagens da Guerra contra o Narcotráfico no México, clique AQUI! Aviso, há imagens fortes.



Fontes de Consulta

. A Guerra Contra o Narcotráfico no México

. Calderón: EUA também são responsáveis por violência do tráfico no México

. Cidade do México - Centro histórico

. Index Mundi

. México tem semana mais violenta em anos

. Países@IBGE

. Saiba mais sobre o problema do tráfico de drogas no México

. Violência em zonas próximas à fronteira com os EUA assola o país

. Wikipedia

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Migração Internacional em Manchete (II)


Imagem capturada na Internet (Fonte: Plano Brasil)
 
 
A outra reportagem relacionada à migração (externa ou internacional) aconteceu no México. Contudo, diferentemente dos fatos que vêm se sucedendo na França, com os imigrantes mulçumanos, ciganos e outros, o fato ocorrido em território mexicano teve um desfecho bem mais trágico para 73 imigrantes latino-americanos (de diferentes nacionalidades, El Salvador, Honduras, Equador e Brasil), que almejavam entrar ilegalmente, nos EUA, através do estado do Texas.
 
No caminho destes, tal como já vem ocorrendo no país, um grupo de homens fortemente armados, integrantes do Cartel de drogas Los Zetas, os interceptou e os sequestrou, conduzindo-os para um rancho nos arredores de San Fernando, no estado de Tamaulipas (nordeste do México), a 180 Km da fronteira com o Texas.
 
Após oferecerem o pagamento quinzenal de US$ 1 mil para que os imigrantes clandestinos trabalhassem para a organização e, destes, receberem uma recusa, os imigrantes latino-americanos foram executados. Apenas um imigrante equatoriano sobreviveu, Luis Fredy Lala Pomavilla, que mesmo baleado na garganta, se fingiu de morto. Este conseguiu se arrastar e pedir socorro a um Posto de Controle da Marinha próximo do local.
 
Com a chegada dos fuzileiros ao rancho houve um novo confronto, no qual – segundo informações da própria Marinha - resultou em mais quatro mortes (3 bandidos e 1 oficial).

Esta notícia causou forte indignação mundial, não só pela barbárie em si, diante do assassinato de 72 imigrantes (58 homens e 14 mulheres), como também pelo poder paralelo do narcotráfico no país.

Entre os imigrantes foi cogitada a existência de quatro brasileiros, mas - até o momento presente - apenas o corpo de um brasileiro foi identificado, o de Juliard Aires Fernandes (20 anos), de Minas Gerais. Todavia, os documentos de outro brasileiro, Hermínio Cardoso dos Santos (24 anos), também de Minas Gerais, foram encontrados, mas o seu corpo ainda não foi identificado.

O Brasil acredita que somente estes dois brasileiros estavam no grupo.
 
Ocupando a 53ª posição (0,854) no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), isto é, na categoria de países de nível elevado, o México vive uma situação bastante distinta em termos de qualidade de vida alta, sobretudo, em relação à segurança pública.
 
O crime organizado, os cartéis do narcotráfico e as guerras travadas entre estes na disputa por territórios e de rotas para os EUA não são fatos recentes e atingem várias regiões dentro do país.
 
Só para se ter uma ideia, do final de 2006 até hoje, a violência do narcotráfico já causou mais de 28.000 mortos.
 
Vítima de críticas quanto a sua política de segurança, o presidente do México, Felipe Calderón, reprime com força os cartéis do narcotráfico no país, bem como as demais atividades ilegais que estes se encontram associados (prostituição, tráfico de pessoas, de armas, imigrantes ilegais etc.).
 
O que aconteceu com os 72 imigrantes ilegais, na semana passada, já virou uma atividade criminosa - rotineira - por parte do narcotráfico. Eles capturam os imigrantes com vários objetivos, os quais podem ser para roubar o dinheiro dos mesmos, pedir resgate às famílias após o sequestro, obrigá-los a se passarem como “mulas” para levar cocaína para o outro lado da fronteira (EUA) ou, ainda, recrutá-los como “capangas” para a organização criminosa.
 
Desde o início deste ano, o estado de Tamaulipas, na região nordeste do país, onde os 72 imigrantes ilegais foram executados, se tornou um campo de guerra entre os cartéis Los Zetas e do Golfo, pela disputa de território, que constitui uma das rotas para a entrada nos EUA.
 
Os Zetas eram membros das forças de elite do Exército do México, treinados para combater os zapatistas no estado de Chiapas, ao Sul, um dos mais pobres do México.
 
Estes passaram para o outro lado e caíram no crime organizado, nos anos 90, unindo-se ao cartel do Golfo, com o qual - hoje - disputam.
 
O grupo, formado por 40 soldados desertores, foram recrutados pelo então tenente Arturo Guzmán para criar os anéis de segurança de Osiel Cárdenas, o chefão do cartel do Golfo.
 
Osiel Cárdenas foi preso e extraditado, em 2007, para os EUA, onde permanece preso, até hoje. Na época da captura de Cárdenas, os membros os "zetas" entraram na disputa pelo controle do cartel do Golfo.
 
Apesar dos cartéis do narcotráfico estarem espalhados nas diversas regiões do país, hoje, a região nordeste é a que apresenta os mais fortes conflitos entre as organizações criminosas que disputam o poder sobre os territórios.
 
Além de Tamaulipas, os estados de Nuevo León e Coahuila fazem fronteira com os EUA, formando um grande corredor que se estende por todo o litoral do golfo do México. Esta região junto com a península de Yucatán e a faixa da fronteira do país com a Guatemala e Belize consiste na zona de domínio do cartel Los Zetas, considerado um dos mais temidos no país.
 
A cidade mexicana considerada a mais violenta do país, em decorrência dos cartéis dos narcotráfico, é a Ciudad Juarez. Localizada no estado de Chihuahua (região norte), esta também faz fronteira com o Texas e é disputada pelos cartéis de Juárez e de Sinaloa.
 
No ano de 2009, na referida cidade, foram registrados mais de 2.660 homicídios e, neste ano, já são foram contabilizados 1860, A grande maioria associada à disputa pelo controle da região por ambos os cartéis (Juárez e Sinaloa).
 
Embora a cidade El Paso, no Texas, fronteira com Ciudad Juárez (México), seja considerada a segunda mais segura dos EUA, o governo estadunidense já enviou 1.500 oficiais para a fronteira, a fim de garantir a segurança.
 
O governo do México, por sua vez, acusa os EUA por contribuir e favorecer o narcotráfico no país, uma vez que não há uma política rigorosa - por parte destes - no combate ao tráfico ilegal de armas que ocorre entre os EUA e o México.



Imagem capturada na Internet (Fonte: R7 - Notícias)


Imagem capturada na Internet (Fonte: R7 - Notícias)


Fontes:

. Equatoriano se finge de morto para escapar de chacina no México - G1/Mundo;
 
. Ex-militares formaram grupo suspeito de chacina no México - Último Segundo;
 
. México: 72 cadáveres encontrados seriam de imigrantes clandestinos - G1/Mundo;
 
. Jornal O GLOBO (26/08/2010 - Seção O Mundo - página 35);
 
. Jornal O GLOBO (27/08/2010 - Seção O Mundo - página 41);
 
 

sábado, 31 de julho de 2010

Conflito no campo entre campesinos e brasiguaios



Imagem capturada na Internet (Fonte: Google)

Texto atualizado em 01/08, às 18h06

Tal como prometi e atendendo alguns alunos, a postagem de hoje versa sobre um tema bastante polêmico, o qual foi tratado nas turmas do 7º ano e, depois, retomado, pois virou notícia nos principais veículos de comunicação, inclusive, citado por alguns alunos, que leram, ouviram e associaram a notícia à matéria dada.

Estou falando dos “brasiguaios”, isto é, dos milhares de brasileiros que migraram para o Paraguai, principalmente à partir da década de 70 (século XX), atraídos pela oferta de trabalho e pelas terras férteis e baratas.

Considerados, ao longo dos anos, como a mais importante força produtiva do campo no Paraguai, sobretudo, com a monocultura da soja na região fronteiriça com o nosso país, o grande número de imigrantes brasileiros formou um verdadeiro "espaço brasiguaio" na porção leste do Paraguai.

No entanto, muitos emigrantes brasileiros estão retornando ao Brasil, expulsos das terras por policiais, milicianos, camponeses e, sobretudo, pelos campesinos (os sem-terra paraguaios).

Esta situação conflitante entre ambas as partes não é recente. Várias outras ocorrências de êxodo rural, similares e forçadas, vêm acontecendo ao longo dos anos.

As razões são diversas e a responsabilidade pelo problema em si não cabe apenas a um, mas a ambos os países envolvidos (Brasil e Paraguai).

Espero ser sucinta na explicação e indicarei outras leituras, no final deste post, para quem desejar se aprofundar mais no assunto.

O processo migratório brasileiro às terras paraguaias começou no final dos anos 60 e, sobretudo, a partir dos anos 70 (século XX), envolvendo não só pequenos trabalhadores rurais, como também latifundiários brasileiros e empresas privadas (ligadas principalmente à agroindústria de soja).

Como se pode ver, o termo “brasiguaio” é empregado de forma generalizada para todos os emigrantes brasileiros que migraram para o Paraguai em busca de novas terras para colonizar e cultivar, ou seja, abrange tanto os pequenos proprietários rurais quanto os latifundiários e/ou os agroindustriais.

Os brasiguaios ocuparam, preferencialmente, a porção leste do Paraguai, na fronteira com o nosso país, desenvolvendo um verdadeiro espaço de brasileiros dentro de um território estrangeiro. Só para se ter uma ideia acerca da dimensão de sua ocupação, as estimativas apontam tratar-se da maior migração de brasileiros em um país fronteiriço, bem como estes representam a segunda maior comunidade de brasileiros no exterior (a maior é nos EUA).

A origem dos emigrantes brasileiros também não é a mesma, estes derivam de diferentes estados e ocuparam posições sociais distintas. Um destes fluxos de emigrantes era composto de nordestinos e mineiros que migraram, primeiramente, para o estado de São Paulo e para o Norte e Oeste do Paraná. Estes trabalhadores rurais se tornaram principalmente peões, arrendatários e posseiros. Segundo fontes de pesquisas, a ida deles para o Paraguai foi realizada por empresas colonizadoras e fazendeiros estabelecidos no Paraguai.

O outro fluxo correspondeu aos produtores rurais gaúchos que se deslocaram, inicialmente, para Santa Catarina, Oeste do Paraná e Mato Grosso do Sul. Estes, por sua vez, constituíram-se majoritariamente como colonos, pequenos e médios proprietários.

Outros grupos de procedências diferenciadas no âmbito do nosso país e de outros países também se deslocaram para o Paraguai.

Internamente, vários fatores justificam a migração de brasileiros para o referido país sul-americano e vizinho. Entre os principais, podemos destacar:

- o processo de modernização da agricultura brasileira, a partir de meados do século XX, que resultou na desapropriação de milhões de pequenos produtores, arrendatários, parceiros etc, ocasionando o êxodo rural;

- o aumento e concentração de propriedades rurais nas mãos de empresas privadas, modernas e altamente tecnificadas, as quais contavam com fácil financiamento para compra de máquinas, insumos e facilidades de comercialização;

- a construção da hidrelétrica de Itaipu, na década de 70 (século XX), cuja obra provocou a desapropriação de 42 mil habitantes do sudoeste do Paraná, em sua maioria de pequenos produtores;

- a política de incentivos à chamada “marcha para o oeste” pelos governos federais desde à época de Getúlio Vargas passando pelo período da ditadura militar brasileira.

Por outro lado, em território paraguaio, durante o período da ditadura do presidente Alfredo Stroessner (1954-1989), este promoveu uma política de incentivo à colonização da porção leste do país (a chamada “Marcha al Este”). Região esta, coberta por floresta e ocupada por grupos indígenas, traficantes de madeira e por empresas de extração da erva-mate.

Seu objetivo principal era reassentar os camponeses que viviam na área central do país, a mais populosa. O presidente Stroessner, além de criar o Instituto de Bienestar Rural – IBR (atual Instituto Nacional de Desarrollo Rural y de la Tierra - Indert), responsável pela reforma agrária e várias colônias oficiais no país, reformulou o estatuto agrário, em 1963, permitindo a venda de terras aos estrangeiros nas áreas de fronteira.

Ao referido presidente, já falecido (2006), consta que ele doou– de forma irregular - terras na fronteira a alguns amigos.

Assim sendo, o seu plano de colonização facilitou a entrada de brasileiros, que promoveram a derrubada da mata e posterior cultivos de produtos agrícolas.

Administrativamente, o Paraguai é dividido em Departamentos e estes em distritos. Só para uma melhor compreensão, o Brasil é dividido em estados e estes em municípios. Pois bem, os colonos brasileiros ocuparam, principalmente, os departamentos fronteiriços de Alto Paraná, Canindeyú e Amambay, enquanto que os campesinos paraguaios que se migraram dos departamentos centrais ocuparam os departamentos vizinhos de Caaguazu e Caazapá.


Imagem capturada na Internet (Fonte: Gazeta do Povo)



A conivência política do governo paraguaio, ao longo dos anos, com a colonização brasileira favoreceu o desenvolvimento do setor primário, caracterizado por diversas culturas agrícolas como soja, girassol, milho e trigo. Atualmente, no entanto, o grande destaque se dá em termos da monocultura da soja (os brasiguaios respondem por 80% da produção deste grão), a qual influenciou não só a economia e a política, como também a dinâmica social.

Muitas culturas de subsistência foram substituídas pelo plantio de soja e, com isso, vários pequenos produtores rurais, paraguaios e brasileiros, tiveram que migrar para outras frentes agrícolas no interior do Paraguai e/ou para as periferias das cidades de fronteira.

Com o aumento dos “Sem terras paraguaios”, os chamados campesinos, as hostilidades aumentaram em relação aos imigrantes (brasileiros). Na verdade, a eleição do presidente Fernando Armindo Lugo de Méndez, em abril de 2008 é apontado como o marco da hostilidade contra os brasiguaios, pois este – durante a sua campanha eleitoral - prometeu promover uma reforma agrária integral, a qual foi considerada pelo Movimento Sem-Terra tratar, inclusive, da desapropriação das terras dos brasiguaios.

No mês seguinte, na cidade de Curupaiti (departamento de San Pedro), uma bandeira brasileira foi queimada em praça pública e a onda de violência entre campesinos e brasiguaios prolongou por semanas.

O referido presidente esclareceu que a desapropriação seria realizada nas terras que o ditador Alfredo Stroessner entregou a amigos, de forma irregular, assim como em outras, também, irregulares (sem título de posse).

Perseguidos, centenas de brasiguaios tiveram suas propriedades invadidas e depredadas, principalmente, pelos sem-terras paraguaios (os campesinos) e, em consequência disso, tiveram que retornar ao Brasil.

O foco principal é com os brasileiros que não possuem títulos de posse ou regularizados das terras, mesmo para aqueles que há décadas vêm produzindo.

Essa intolerância e perseguições contra os brasiguaios, de características xenófobas, isto é, de aversão, preconceito ao imigrante, tende a crescer. Contudo, vale ressaltar que a xenofobia está concentrada entre os sem-terra e outros grupos ultranacionalistas, ou seja, não é um sentimento generalizado no país.

Um outro aspecto que merece ser salientado é o fato que a hostilidade praticada contra os brasiguaios se encontra associada, também, a outras questões associadas à migração e ocupação de brasiguaios na porção fronteiriça do Paraguai.

Estas questões perpassam pela posse de terras agrícolas, mas também aos problemas ambientais e sociais consequentes pela derrubada da floresta, o uso indiscriminado e comprometedor de agrotóxicos e pela invasão de áreas indígenas (há registro de que as terras tradicionais da tribo Avá Guaraní, incluindo o cemitério, teriam sido apossadas ilegalmente por brasiguaios).

O problema é bastante complexo e envolvem fatores históricos de ordem política, demográfica, ambiental e econômica por ambas as partes, isto é, tanto de responsabilidade brasileira quanto e, sobretudo, paraguaia.

Em território brasileiro, a preocupação aumenta gradativamente e, principalmente, no município de Itaquaraí (Mato Grosso do Sul), no qual se dirigiram cerca de 1,5 mil brasiguaios expulsos das terras paraguaias. Estes acamparam ao longo do encostamento da BR-163, entre o referido município e a cidade de Naviraí, a 390 Km de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul (MS).

De acordo com a prefeita, Sandra Cassone (PT), a cidade não possui infra-estrutura capaz de comportar este quantitativo de novos moradores. Nem a cidade e nem outra.

O s brasiguaios que retornaram fazem parte de várias gerações e o seu número elevado e, certamente, crescente vai gerar um grave problema social em nosso país.



Imagem capturada na Internet (Fonte: Notícia R7)




Fontes de Consulta


. A dinâmica das fronteiras: deslocamento e circulação dos "brasiguaios" entre os limites nacionais ( Albuquerque, José Lindomar C. – Scielo – Horizontes Antropológicos)

. Brasiguaios ameaçados pelos sem-terra de Fernando Lugo (Fábio Campana)

. Brasileiros no Exterior, a história dos Brasiguaios – Soja: a expansão dos negócios (LADEM – UFJF)

. Paraguai: Nova Potência na Produção de Grãos (Gazeta do Povo)

. Prefeita pode decretar situação de emergência por invasão de brasiguaios no Mato Grosso do Sul (R7 – Notícias)




terça-feira, 22 de setembro de 2009

Países e Territórios do Continente Americano

Ontem, retirei esta postagem do Blog para mudar e incluir outros mapas, assim como alguns dados que faltaram na hora de transportar o tópico. Em consequência disso, o atualizei com a data de hoje.






Apesar de já ter postado, no ano passado, sobre os países da América ( "Países, Capitais e Imagens da América"), estou aproveitando uma pergunta feita no Mural de Recados para compartilhar a questão em si neste espaço.
 
Além disso, na postagem acima citada, datada de 10/11/2008, eu não individualizei os países de acordo com a Divisão Física do continente (Américas do Norte, Central e do Sul) e, muito menos, citei os territórios abrangidos.
 

. AMÉRICA DO NORTE


PAÍSES
Canadá (8): Ottawa
Estados Unidos da América (16): Washington
México (23): Cidade do México

TERRITÓRIOS
Bermudas (Reino Unido)
Groenlândia (Dinamarca)
São Pedro e Miquelon (França)


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.AMÉRICA CENTRAL
 
 



. PAÍSES DA AMÉRICA CENTRAL CONTINENTAL

Belize (5): Belmopan

Costa Rica (11): San José

El Salvador (14): San Salvador

Guatemala (18): Cidade de Guatemala

Honduras (21): Tegucigalpa

Nicarágua (24): Manágua

Panamá (25): Cidade do Panamá


. PAÍSES DA AMÉRICA CENTRAL INSULAR

Antígua e Barbudas (1): Saint John's

Bahamas (3): Nassau

Barbados (4): Bridgetown

Cuba (12): Havana

Dominica (13): Roseau

Granada (17): Saint George’s

Haiti (20): Porto Príncipe

Jamaica (22): Kingston

República Dominicana (28): Santo Domingo

Santa Lúcia (29): Castries

São Cristóvão e Névis (30): Basseterre

São Vicente e Granadinas (31): Kingston

Trinidad e Tobago (33): Port of Spain


TERRITÓRIOS

Anguila (Reino Unido)

Antilhas Holandesas (Países Baixos)

Aruba (Países Baixos)

Guadalupe (França)

Ilhas Cayman (Reino Unido)

Ilhas Turks and Caicos (Reino Unido)

Ilhas Virgens Americanas (EUA)

Ilhas Virgens Britânicas (Reino Unido)

Martinica (França)

Monte Serrá (Reino Unido)

Porto Rico (EUA)


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. AMÉRICA DO SUL



PAÍSES

Argentina (2): Buenos Aires

Bolívia (6): La Paz

Brasil (7): Brasília

Chile (9): Santiago

Colômbia (10): Bogotá

Equador (15): Quito

Guiana (19): Georgetown

Paraguai (26): Assunção

Peru (27): Lima

Suriname (32): Paramaribo

Uruguai (34): Montevidéu

Venezuela (35): Caracas


TERRITÓRIOS

Guiana Francesa (França)

Ilhas Malvinas (Reino Unido)


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NOTA: Há muitos anos, eu utilizo este mapa nas minhas aulas do 8° ano, inclusive, utilizei no Projeto dos Jogos Pan Americano (2007) até com os alunos do 6° ano. Contudo, a fonte de onde ele foi extraído, eu não sei mais.

Era uma edição antiga de um livro didático, que nas publicações posteriores já não anexava o mapa. Em virtude da atualização, eu aproveitei o mapa para trabalhar com os alunos, mas não copiei a fonte e, hoje, não sei mais de qual livro e autor, ele fazia parte.

Se alguém tiver alguma referência quanto à autoria deste, peço que entre em contato comigo através deste ou pelo meu e-mail (marlioliveira@oi.com.br) a fim de que eu possa citar a fonte original.

sábado, 4 de julho de 2009

Honduras: Golpe de Estado de 2009


 
Imagem capturada na Internet


No dia 28 de junho do ano em curso, em pleno domingo, o mundo se viu perplexo com a notícia de que os militares tomaram o poder em Honduras, destituindo o presidente eleito Manuel Zelaya, cujo mandato termina em 27 de janeiro de 2010.

Apesar do processo histórico de consolidação da democracia na América Latina tenha sido precedido por períodos de forte instabilidade política e econômica, com a imposição de ditaturas militares em diversos países, desde o fim da chamada Guerra Fria, no final dos anos 80 e início dos 90, este foi o primeiro golpe de estado da América Central.

Para a maioria, a preocupação reside no fato deste ter tido o apoio da Suprema Corte que, inclusive, ordenou ao Exército hondurenho a deposição do presidente.

A estabilidade política que o país vivia desde o início da década de 80 (Século XX), após o fim da didatura militar no país, voltou à”estaca zero” e a prática democrática foi quebrada se mostrando ineficiente e incapaz de assegurar a exposição da vontade do seu povo.

A origem da crise política por qual o país vem passando se encontra na relação conflituosa estabelecida entre a posição do referido presidente com os Poderes Executivo, Legislativo e o Exército de Honduras.

O presidente Manuel Zelaya pretendia realizar, no dia do Golpe (28 de junho), um referendo (consulta popular) sobre a possibilidade de haver no período das eleições legais (novembro de 2009) a votação para a criação de uma Assembleia Constituinte, visando modificar a atual Constituição do país, com vista – inclusive - a permitir sua reeleição.

A Justiça hondurenha declarou a ilegalidade da proposta e, com isso, o Exército negou ajuda na organização do referendo de domingo. Em razão disso, o presidente Zelaya, na semana anterior à consulta popular, destituiu o chefe do Estado-Maior, general Romeu Vázquez.

Por sua vez, a Suprema Corte ordenou que o presidente restituísse - a seu cargo – o referido general.

Manuel Zelaya considerou a postura tomada pela Suprema Corte como uma tentativa de golpe contra ele e, assim acabou se sucedendo, com a permanência da consulta popular para o último dia 28 de junho, quando as Forças Armadas acabaram derrubando o presidente.

A detenção de Manuel Zelaya ocorreu cerca de 2 horas antes do início do referendo. O palácio presidencial foi cercado e tomado pelas Forças Armadas, pela manhã, por cerca de 300 soldados.

Todavia há aqueles que veem com outros “olhos”, a deposição do presidente e, mais especificamente, a sua conduta como chefe de Estado.

Sob o discurso de que, na verdade, o que se sucedeu foi o triunfo da lei, muitos alegam que a deposição do presidente foi necessária, pois o mesmo já havia se destituído do próprio cargo ao ordenar que todos os funcionários públicos participassem do referendo de domingo e, ainda, infringiu os artigos da atual Constituição do país, os quais não são passíveis de alteração, principalmente no que tange à proibição da reeleição de um presidente e à prorrogação de seu mandato.

Para estes, a atitude do presidente Manuel Zelaya demonstrou que o seu intento não era nada democrático. Sob uma capa tênue de prática democrática estava em jogo de poder a prevalência de uma política ditatorial.
 
Bom, de qualquer maneira e como era de se esperar, a repercussão do Golpe de Estado em Honduras foi bastante negativa. A União Europeia condenou e solicitou a imediata restituição da ordem constitucional; o Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, também expressou sua reprovação à deposição do presidente Manuel Zelaya.

Hugo Chávez, presidente da Venezuela, também se manifestou contrário ao Golpe militar e destacou a importância do povo e dos movimentos sociais do país, bem como cobrou uma atitude do presidente Barack Obama (EUA), uma vez que – de forma análoga a postura dos EUA - uma pequena parcela da população, ou seja, a elite estaria compelida a evitar que o povo pronunciasse a respeito do seu futuro.
 
Há muito a se pensar... O golpe de estado em Honduras, infelizmente, põe em xeque a garantia institucional do regime democrático, que muitos países dizem seguir, mas que face a uma situação similar a que aconteceu em Honduras é posta de lado em detrimento à instauração de uma política autoritária.

Ou, como alguns defendem, é o outro lado da moeda, a do continuísmo, quando vemos a tendência de muitos chefes de Estado almejarem a extensão de seus mandatos, de forma ininterrupta, como forma de manter a tradição autoritária, histórica, de muitos países latino-americanos.

Há muito a se pensar...

Presidente deposto Manuel Zelaya - Imagem capturada da Internet
Imagem capturada da Internet
Fontes de Consulta