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sábado, 22 de fevereiro de 2025

Asteroide 2024 YR4: Nova Ameaça à Terra

 

Imagem capturada na Internet
Fonte: Olhar Digital
Imagem: 
CreativeColony - Shutterstock

Uma notícia divulgada, recentemente, chamou e vem atraindo a atenção de muitas pessoas. Trata-se do risco de colisão de um asteroide em nosso planeta. Segundo a NASA (National Aeronautics and Space Administration, sigla em inglês), é o asteroide de maior ameaça à Terra, já detectado na Era Moderna 

Este asteroide foi descoberto, por astrônomos, no final do ano passado (2024). Seu poder destrutivo é considerável para arrasar uma cidade inteira ou provocar um tsunami, se este atingir o litoral ou uma ilha.  

Segundo as estimativas atuais, se o 2024 YR4 (ou YR4), como fora denominado, atingir o nosso planeta, o seu impacto poderia ser 500 vezes mais potente que a bomba nuclear de Hiroshima. 

“O asteroide 2024 YR4 viaja pelo espaço 

a quase 48 mil km/h e,

se colidir com a Terra, deve explodir na atmosfera,

liberando cerca de 8 megatons de energia,

mais de 500 vezes a potência da

bomba atômica de Hiroshima.

Apesar de não ter força suficiente para causar 

um evento global, 

a destruição provocada por um possível impacto

seria catastrófica para qualquer grande cidade atingida”.

(CORREIA, Flavia - Olhar Digital)

O seu tamanho é estimado em 55 metros (o equivalente a um prédio de 18 andares), tendo entre 40 e 100 metros de largura. De acordo com o seu deslocamento, a data prevista para ele atingir a Terra foi calculada em 22 de dezembro de 2032.  

Imagem capturada na Internet
Fonte: Olhar Digital
Crédito: 
Asteroid Day Brasil


E, conforme os cientistas da NASA, o “corredor de risco” - como são denominadas as regiões que se encontram posicionadas no possível percurso do asteroide - compreende o leste do Oceano Pacífico, o norte da América do Sul, o Oceano Atlântico, a África, o Mar Arábico e o Sul da Ásia.  

A Índia, Bangladesh, Paquistão, Etiópia, Nigéria, Sudão, Venezuela, Colômbia e Equador foram apontados pela NASA como os países potencialmente “em risco” da colisão do referido asteroide.

 

Imagem capturada na Internet
Fonte: Olhar Digital
Imagem: 
Daniel Bamberger 

E, mesmo diante de um corpo rochoso espacial ameaçador, os especialistas asseguram que não há motivo para preocupação. Segundo com Richard Moissl, chefe do escritório de defesa planetária da Agência Espacial Europeia (ESA), 

“É um evento muito, muito raro,

mas não é uma crise”...

 Este não é o asteroide matador de dinossauros

e nem destruidor de planetas.

No máximo, é perigoso para uma cidade”.

A probabilidade do 2024 YR4 atingir a Terra, no entanto, já mudou. A NASA aumentou de 2,3% para 3,1% a sua probabilidade de colidir com o nosso planeta em 2032. Nível mais elevado (3,1%), já registrado, desde que se faz este tipo de medição passou a ser analisada.

Segundo a NASA (FREITAS, 2025), “é comum que o risco de colisão aumente com o tempo e depois seja progressivamente reduzido a zero à medida que novos dados são obtidos”. 

Tanto é que a própria agência americana (NASA) reduziu a probabilidade de o asteroide atingir a Terra, em 2032, para mais da metade, nesta última 5ª feira (20/02), afirmando que o risco é de apenas 1,5%.  

Atualmente, estas medições têm - por base - as observações realizadas por meio dos telescópios terrestres, que captam apenas a luz refletida pelo corpo espacial. Isso pode ocasionar erros na estimativa de tamanho deste.  

Em razão disso, nos próximos meses, o asteroide passará a ser estudado por um observatório mais moderno da NASA, o Telescópio Espacial James Webb (JWST). Este coletará informações que ajudarão a determinar o seu tamanho exato e o real risco que o asteroide representa para o nosso planeta.  

Por operar no espaço sideral, o telescópio evita distorções ocasionadas pela atmosfera terrestre, garantindo dados mais seguros.  

As primeiras observações estão previstas para o próximo mês (março), quando o asteroide atingirá seu pico de brilho. Ele será analisado outra vez no mês de maio, antes de se afastar do Sol. E, depois disso, só vai poder ser analisado em 2028.


Fontes de Consulta

. Asteróide 2024 YR4 a caminho da Terra? Que países estão em risco? – Euro News 

. CORREIA, Flávia: Asteroide 2024 YR4: chances de colisão com a Terra triplicam – Olhar Digital 

. FREITAS, Paula: Asteroide pode atingir região densamente povoada da Terra em 2032, diz Nasa - VEJA 

. Nova reviravolta: Nasa revisa chances do asteroide 2024 YR4 atingir a Terra - TILT 

. PRESSE, France: Risco de asteroide YR4 colidir com a Terra sobe para o maior nível já registrado, segundo dados da Nasa – G1

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Entendendo a diferença das Nomenclaturas: Índio e Indígena

Aproveitando o contexto da última postagem – acerca do Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas – vou explicar o motivo do termo “índio” não ser mais empregado, atualmente, sendo considerada mais apropriado o uso da expressão “indígena”.

A mudança das respectivas nomenclaturas é recente, datada de 2022, ou melhor, tornou-se oficial a partir da aprovação da Lei Nº 14.402, de 8 de julho de 2022, na qual ficou instituído que o dia 19 de abril passaria a celebrar, anualmente, o Dia dos Povos Indígenas. 

O motivo principal incide no fato da palavra "índio" ser considerada um termo genérico, pouco específico, não levando em conta a diversidade existente entre os diversos povos indígenas brasileiros. 

De acordo com a Professora e Doutora em História Social pela USP, Márcia Mura ou Tanãmak, de origem indígena e integrante do povo Mura (Rondônia), esta mudança se fez necessária e foi de grande importância, tendo em vista que: 

“Índio é um termo genérico, que não considera as especificidades

que existem entre os povos indígenas,

como as especificidades linguísticas, culturais e

mesmo a especificidade de tempo de contato com a sociedade não indígena. ”


Profª e Drª Márcia Mura ou Tanãmak
Imagem capturada
 na Internet
Fonte: G1

Além disso, sua alteração foi imprescindível para refletir as ideias e as lutas dos diversos povos indígenas.

Em razão de toda uma trajetória histórica marcada pela violência, pelas invasões de suas terras e pela luta pela sobrevivência de seus povos, os defensores das causas indígenas, tal como a Professora e Doutora Márcia Mura, consideravam que 19 de abril deveria ser celebrado o "Dia dos Povos Indígenas" e, não, o Dia do Índio. 

Ainda, segundo a própria, a ideia eurocêntrica de que os indígenas são atrasados e iguais, tão intrínseco no antigo pensamento dos colonizadores europeus, não levava em consideração as diferenças linguísticas e culturais. 

palavra "indígena" é mais apropriada, pois significa "natural do lugar em que vive", exprimindo que cada povo, seja de onde for, é único, respeitando a individualidade de cada um deles. 

Tal premissa, também, é defendida pela Professora e Mestra em Linguística Aplicada pela PUC/SP, Maria Vitória Berlink, que afirma que a adoção do termo "indígena" é mais significante, pois representa a exposição das individualidades dos povos. Segundo a mesma, 

"Os colonizadores portugueses e espanhóis, 

principalmente,

usavam a palavra 'índio' para qualquer povo originário

 que encontravam pelo território.

É um termo raso, 

que não considera qualquer traço individual destes povos.

O que estes mesmos povos tentam fazer agora é 

tomar para si  o direito de se definirem e 

de mostrar que são mais do que o termo exprime".

 

Com isso, mais do que tratar apenas da nomenclatura, Márcia Mura reforça a necessidade de respeitar essa identidade cultural individual de cada povo, tratando as etnias pelo nome. 

"Quando dizemos que não somos índios,

queremos dizer que somos Mura, Uruéu-Au-Au, Guarasugwe,

todos habitantes do território Pindorama,

que é como os Tupinambá chamam o que os colonizadores

deram o nome de Brasil, mas diferentes".

 

Resumindo, ao se referir ao indivíduo, devemos empregar o termo “indígena” e não a expressão “índio”. 

A palavra “indígena” denota "indivíduo originário, aquele que está ali antes dos outros" e, também, valoriza a diversidade de cada povo. 

Outra coisa, não devemos mencionar que o dia 19 de abril é o Dia do Índio. Devemos nos referir a esta data ao Dia dos Povos Indígenas.


Fontes de Consulta

. LEI Nº 14.402, DE 8 DE JULHO DE 2022: Institui o Dia dos Povos Indígenas – Presidência da República 

. SANTOS, Emily: Brasil celebra 1º Dia dos Povos Indígenas após mudança em lei; entenda a diferença entre índio e indígena – G1/Educação

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

2024: Ano Bissexto

 

Movimento de Translação da Terra
Imagem capturada na Internet
Fonte: Blog do Enem

Ontem foi o primeiro dia do novo ano, composto por 366 dias, esse quantitativo de dias se deve ao fato de 2024 ser um ano bissexto 

Ele é assim chamado (bissexto), porque possui um dia a mais que o “normal”, ou seja, ao invés de ter 365 dias, ele tem 366 dias. E é por esta razão que este termo é conferido, justamente, aos anos que possuem 366 dias. E esse dia extra, a mais, é acrescentado no mês de fevereiro (29 de fevereiro).  

Os anos bissextos foram instituídos com o objetivo principal de regular o calendário anual com o movimento de Translação da Terra, o ajustando com os eventos sazonais relacionados às estações do ano.

O movimento de Translação, como sabemos, além de dividir os anos em nosso calendário, ele define as estações do ano (Primavera, Verão, Outono e Inverno).  

Enquanto o movimento de Rotação é aquele que a Terra faz ao redor do seu próprio eixo, ou seja, ao redor de si mesma, determinando o dia e a noite, pois leva aproximadamente 24 horas, o de Translação é aquele que a Terra executa ao redor do Sol, percorrendo sob uma órbita elíptica 

Esse movimento leva um período de tempo de 365 dias + 6 horas. E, são essas 6 horas a mais que serão acrescidas em 4 anos, criando mais um dia ao ano, ou seja, 6 + 6 + 6 + 6 = 24 horas (1 dia). Se não houvesse esse ajuste a cada quatro anos, as estações iriam mudando de mês. 

A periodicidade dos anos bissextos é de quatro em quatro anos. O último ano bissexto foi 2020 e, por isso, 2024 também é um Bissexto.  Em seguida, será 2028. 

Nós usamos, em nosso país, o calendário gregoriano ou cristão, que é o mais usado pela maioria dos países, hoje em dia. Trata-se de um calendário solar, ou seja, ele se baseia no movimento da Terra ao redor do Sol (Translação). 

Ele foi criado na Europa, em 1582, pelo astrônomo, médico e filósofo italiano Aloysius Lilius (1510-1576), com o objetivo principal de corrigir os erros que o calendário anterior possuía (calendário juliano). 

No mesmo ano (1582), o Papa Gregório 13 implantou o referido calendário, que passou a ser referenciado - em sua homenagem - como calendário gregoriano. 

No entanto, quanto ao funcionamento dos anos bissextos em relação aos anos seculares, vale ressaltar uma regra importante 

“Dá-se o nome de ano secular ao último ano de cada século,

tais como os anos 100, 200, 300, 400, 500, 600, 700,

800, 900, 1000, 1100, 1200, 1300, 1400, 1500,

 1600, 1700, 1800, 1900, 2000, 2100, etc.

Apesar de serem divisíveis por 4, 

nem sempre eles são bissextos.

Apenas os anos seculares divisíveis por 400 

são bissextos (como foi o ano 2000)”. 

(Wikipédia)

Ou seja, o ano é bissexto quando ele é divisível por 4 ou por 400. Ele não é considerado bissexto quando é divisível por 100.


Imagem capturada na Internte
Fonte: O Tempo


Fontes de Consulta

. Ano - Wikipédia 

. Ano bissexto – Enciclopédia Significados 

. Calendário gregoriano: conheça sua origem e saiba como funciona – Calendarr Brasil

. Material Didático (particular)

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Torres (RS): Uma Aula Prática de Geologia

 
 Vista da Praia da Guarita tirada do alto da Torre do Meio (das Furnas)
Imagem do meu acervo particular
Fotografia de 1991

Falo tanto em sala de aula, mas nunca publiquei nada a respeito e nem mesmo as fotos que tirei, as quais foram digitalizadas, pois – na época (início da década de 90) – as máquinas não eram digitais (nem sei se já haviam no mercado brasileiro e, pelo menos, a minha não era).

Estou me referindo à paisagem costeira de Torres, município localizado no litoral norte do Rio Grande do Sul, delimitado pelo rio Mampituba, que faz a divisa entre o estado e o de Santa Catarina. Ao pesquisar sobre o mesmo, descobri que o seu nome “Mampituba” significa, em tupi, “rio de muitas curvas”.

Observando a imagem abaixo, capturada do Google Map, fica fácil de compreender a razão do seu nome na língua tupi.
 
 
  

  Foz do rio Mampituba
Imagem capturada na Internet
Fonte: Prefeitura de Torres

 
Apesar do litoral gaúcho apresentar esse forte potencial turístico, em seus 623 Km de extensão, inclusive, sendo considerado o estado com o maior sistema de praias arenosas do mundo, as peculiaridades da paisagem litorânea do município de Torres lhe imputam, além deste, um grande potencial científico e educacional.


 
 
 Imagem capturada na Internet
Fonte: FEPAM 
 

 
Eu tive a oportunidade de conhecer Torres, quando estudei (Mestrado/Especialização) na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). E, diferentemente da costa aplainada, arenosa, que predomina na faixa costeira sul-rio-grandense, em Torres são encontrados acidentes geográficos como morros e penhascos, sob a forma de falésias, que representam testemunhos de eventos geológico-geomorfológicos, ocorridos há milhões de anos e moldados ao longo do tempo.
 
A ocorrência de tais promontórios a beira mar, em Torres, confere à localidade uma verdadeira aula prática de Geologia e de Geografia Física (paleoambientes), sob o contexto da Bacia do Paraná (maior bacia sedimentar do Brasil).

Porém, essas importantes singularidades de sua paisagem passam desapercebidas pela maior parte dos turistas.

Esses “morros” receberam a denominação de torres, o que deu origem também ao nome do município. A formação deles está relacionada ao extravasamento do magma (derrames de lavas basálticas).

Os três maiores foram denominados de Torre do Farol (ou do Norte), Torre do Meio (ou das Furnas) e a Torre de Fora (ou do Sul). Além desses há o chamado “Agulha da Guarita” (na praia de mesmo nome), o Morro das Pedras (mais afastado, localizado em um campo de dunas) e a Ilha dos Lobos (localizada a 1.800 m da praia, que é um refúgio de lobos e leões marinhos).

 

 Imagens do meu acervo particular (1991)
(Fotografias digitalizadas)
 
Torre do Meio ou das Furnas
 

Vista da Praia da Cal
entre a Torre do Norte (do Farol)
 e a Torre do Meio (ou das Furnas)
 
 Torre de Fora (ou do Sul)
 
 
Sem pretender me aprofundar sobre os aspectos geológicos da região, tendo em vista, o público-alvo deste espaço (alunos do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio), vou tentar sintetizar a geologia da região a partir das respectivas formações rochosas antigas, cujos registros assinalam, em ordem cronológica, a Formação Botucatu (ou arenito eólico/paleodeserto) e a Formação Serra Geral (derrame basáltico), que fazem parte da evolução da Bacia do Paraná 
 
A Bacia do Paraná é uma enorme depressão, que sofreu a deposição de sedimentos de ambientes variados (marinho, fluvial, lacustre, desértico, entre outros), com idades variando do período Ordoviciano (Era Paleozoica) ao período Cretáceo (final da Era Mesozoica), sendo capeado pelo basalto da Formação Serra Geral. Os processos erosivos também foram e são atuantes em sua superfície.

Com cerca de 1,4 milhão de km², ela é uma das maiores bacias sedimentares do Brasil (1,1 milhão de km²), ocupando também parte do território da Argentina (100 mil de km²), Paraguai (100 mil de km²) e Uruguai (100 mil de km²).


Imagem capturada na Internet
e modificada no Adobe Photoshop


Com um formato alongado, na direção Norte-Nordeste a Sul-Sudoeste, esta apresenta, aproximadamente, 1.750 km de comprimento e uma largura média de 900 km.

Sua evolução durou mais de 350 milhões de anos, passando por grandes ciclos geológicos, os quais possibilitaram a formação de rochas de diversas origens (marinha, lacustre, fluvial, glacial, entre outros), que constituem a sequência sedimentar mais antiga,  datada da Era Paleozoica.

Na Era Mesozoica, a partir do final do período Triássico e durante quase todo o Jurássico, a extensa área da Bacia do Paraná foi coberta por campos de dunas, transformando-se em um imenso deserto (Formação Botucatu).  

No final desta mesma Era geológica, durante o período Cretáceo, teve início a grande ruptura do supercontinente Gondwana com a separação das placas tectônicas Sul-americana e a Africana, a partir das correntes de convecção do magma. Com os derrames vulcânicos, houve a separação da América do Sul e da África, assim como houve a formação do Oceano Atlântico Sul, cujos processos vulcânicos cobriram a Bacia do Paraná. Este é considerado o maior derrame basáltico da superfície seca da Terra.

“As lavas vulcânicas basálticas caracterizam-sepor ter baixa viscosidade.
Com isso o vulcanismo não é explosivo,
nem forma cones vulcânicos como no vulcanismo
de erupção central.
É um vulcanismo de fissura, que forma geoclases,
grandes fendas na crosta por onde a lava ascende
e espalha-se sem violência.”
(BRANCO, Pércio de Moraes, 1996)
 
 
Pois bem, é justamente na praia da Guarita, mais especificamente, na Agulha da Guarita que é possível observar o contato entre o arenito eólico do paleodeserto (Formação Botucatu) e o derrame basáltico (Formação Serra Geral).

Segundo RODBE, o arenito (Formação Botucatu) foi cozido pelo calor do derrame basáltico e, em consequência disso, ele ficou “bem mais resistente do que o basalto à abrasão do mar. Ê a isso que se deve a forma piramidal da Guarita”.



Praia da Guarita
Imagem capturada na Internet
Fonte: Apure Guria - Foto de Fernando de Castilhos
 
  Contato entre a Formação Botucatu (arenito eólico)
e a Formação Serra Geral (basalto)
Imagem manipulada no Adobe Photoshop
 
A nível de curiosidade...

1. A Torre do Meio, também conhecida por Morro das Furnas, recebe esse nome (Furnas) em decorrência haver várias grutas.

Todas as imagens, abaixo, são do meu acervo particular (fotos tiradas em 1991)






 
 
 
 2. A  decomposição do basalto da Bacia do Paraná deu origem a um dos solos mais férteis do Brasil, o latossolo roxo, mais conhecido como “terra roxa”. Solo bastante aproveitado até hoje, para a agricultura, sobretudo, durante o Ciclo do Café.

3. Outra curiosidade que envolve, também, o estado do Rio Grande do Sul e as rochas da Formação Serra Geral diz respeito à ocorrência de um mineral de cor roxa, a ametista.  A maior jazida de ametista do mundo está localizada no norte do estado, na cidade de Ametista do Sul (daí o nome do município sul rio-grandense), a qual tem o título de Capital Mundial da Ametista




Ametistas
Imagem do meu acervo particular



Fontes de Pesquisa

. BRANCO, Pércio de Moraes. A Evolução Geológica da Região de Torres. Raízes de Torres – Edições EST 1996 - Prefeitura Municipal de Torres. Disponível em PDF
 
. BRANCO, Pércio de Moraes. Geologia nas Praias de Torres (RS) Blog Percio M. Branco
 
. FARION, Sônia Rejane Lemos. Litoral do Rio Grande do Sul: Rio, Lago, Lagoa, Laguna. Ágora, Santa Cruz do Sul, v. 13, n. 1, p. 167-186, jan./jun. 2007. Disponível em PDF
 
. LEINZ, Viktor. Contribuição à Geologia dos Derrames Basálticos do Sul do Brasil. Geologia 5, Universidade de São Paulo (USP) – São Paulo, 1949. Disponível em:
http://www.revistas.usp.br/bffcluspgeologia/article/view/121703/118596

. ROHDE, Geraldo Mário. A Origem Geológica das Formações de Torres – RS – Disponível em PDF

. Torres e os lindos paredões à beira mar – Blog ApureGuria