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domingo, 25 de abril de 2010

Islândia: Um Laboratório Natural de conhecimento da Dinâmica Interna e Externa da Terra

 

Localização da Islândia - Imagem capturada na Internet (Fonte:luventicus.org)
Tal como prometi, vamos conhecer um pouco acerca da geografia e da dinâmica ambiental da Islândia...
 
A República da Islândia não é uma nação qualquer. Com uma área de cerca de 103.000 Km², este país europeu, insular (ilha), localizado a noroeste da Europa, no oceano Atlântico Norte, firma-se como a nação com maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), ou seja, com o mais elevado nível de qualidade de vida do mundo (0,968 - Dados de 2006, publicados em 2008).
 
Um país, cuja dinâmica ambiental é bastante perceptível através da complexa relação de forças antagônicas da matureza, ora sob as influências das forças exógenas ora sob as influências das forças endógenas da Terra. Precipatação nival (neve) e convecção do magma na superfície, interagindo, numa combinação incessante.
 
Devido a isso, muitos consideram a Islândia como um rico laboratório natural, capaz de oferecer elementos e de apresentar fenômenos que possam subsidiar a compreensão da dinâmica interna da Terra e, principalmente, acerca da tectônica de placas.
 
A ilha tem sua origem ligada ao movimento divergente (afastamento) de duas placas, isto é, entre as placas Euroasiática e a Norte-americana. E, sobretudo, à formação da Dorsal Meso-Atlântica, que é uma cordilheira vulcânica submarina, construída pelos diversos derrames de lavas (empilhamento de lavas). Ela se estende do oceano Atlântico ao oceano Glacial Ártico. A Islândia, na verdade, se encontra posicionada no centro desta cordilheira, entre os limites das placas citadas. Ela corresponde ao ponto da cordilheira emerso.
 


Imagem capturada na Internet (Google)

Imagem capturada na Internet (Google)

Maior detalhe - Imagem capturada na Internet - Fonte: CPRM

Imagem capturada na Internet - Fonte: CPRM

Daí, a ocorrência de muitos vulcões (Hekla, Eldgjá, Laki, Eldfell etc.), fontes de águas quentes (geotermais) e gêiseres em sua área territorial (102 819 km²).
 
A força geotérmica presente no país, bem como a sua rede hidrográfica, com diversos rios e cachoeiras em seu território possibilita um maior aproveitamento da água e da energia produzida por estes.
 
Com uma população em torno de 322. 691 habitantes, a densidade demográfica na Islândia , como é de se esperar, é baixa, com cerca de 3 hab/Km² (dados de 2009). Sua capital é Reykjavík, onde há maior concentração populacional, é considerada a mais setentrional do mundo.
 
Assim como em outras regiões da zona Polar Ártica, o clima representa um obstáculo à ocupação humana.
 
O planalto central é a região que apresenta as temperaturas mais baixas. Em geral, as temperaturas nas costas são mais elevadas, mas há uma significativa diferença entre as costas norte e sul. Sob a influência da corrente quente do Golfo, a costa sul é mais quente e úmida (a corrente ameniza o clima). Em razão disso, a neve é mais comum no norte do que no sul.
 
Aliado a estas características climáticas, não podemos esquecer a instabilidade gerada por sua localização sobre a Dorsal Meso Atlântica.

As imagens abaixo foram capturadas através do IBGEpaíses@
Fenda entre as placas (movimento divergente) - Foto: Bjartur Snorranson

Reykjavík (Capital) - Fonte: www.icetourist.is


Reykjavík (Capital) - Foto: Elisa Locci


Islândia - Foto: Erikur Kristjansson


Islândia - Fonte: MDD


Gêiser - Fonte: www.icetourist.is


Islândia, próximo à cidade de Hvergerai - Fonte: www.icetourist.is


Aurora Boreal - Fonte: www.icetourist.is

Uma matéria muito interessante e enriquecedora acerca da Islândia foi produzida pelo History Channel (Como Nasceu Nosso Planeta). Como o documentário é extenso, vocês podem encontrá-lo em partes, no site YouTube, em 5 vídeos.
 
Vale a pena assistir para conhecer, mais profundamente, este país onde as forças da natureza pulsam e se manifestam diariamente. Confiram através dos acessos abaixo:

. Islândia - Como Nasceu Nosso Planeta 1/5

. Islândia - Como Nasceu Nosso Planeta 2/5

. Islândia - Como Nasceu Nosso Planeta 3/5
. Islândia - Como Nasceu Nosso Planeta 4/5
 
 Islândia - Como Nasceu Nosso Planeta 5/5
Fontes:
 
 
 
 
 

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Caos no tráfego aéreo da Europa: Nuvem de cinzas vulcânicas provenientes da Islândia


Anúncio do cancelamento dos voos - Imagem capturada na Internet

O caos no tráfego aéreo da Europa está sendo considerado o maior desde os atentados de 21 de setembro de 2001, nos EUA. Só que desta vez, os responsáveis e nem o efeito dominó desencadeado se deu por conta de um ataque terrorista e nem em decorrência da globalização, respectivamente.
 
A causa da interrupção do tráfego aéreo em vários países do continente europeu foi devido a uma espessa nuvem de cinzas proveniente de atividades vulcânicas na Islândia.
O “protagonista” da vez foi o vulcão na geleira Eyjafjallajokull.
 
Anteriormente, no dia 20 de março do ano em curso, o governo já havia decretado estado de emergência na região sul da Islândia em razão da erupção do vulcão Fimmvorduhals, situado próximo à geleira de Eyjafjälla. As imagens chamaram a atenção do mundo inteiro, turistas, pesquisadores e outros, pela interação de forças antagônicas: geleira e o magma incandescente.
 
 

Imagem capturada na Internet (Fonte: Estadão)
 
Na época (março de 2010), por medidas de segurança, o governo local evacuou três cidades localizadas próximas ao vulcão, conduzindo os seus habitantes para uma escola, além de oferecer atendimento da Cruz Vermelha.
 
O tráfego rodoviário e, sobretudo, o aéreo - internacional e nacional - do aeroporto de Keflavik também foram interrompidos, temporariamente, em consequência das cinzas lançadas pelo vulcão.
 
O último registro de atividade vulcânica do Fimmvorduhals data de 1823, ou seja, há 187 anos.

Os sinais da segunda atividade vulcânica no país começaram na semana passada, no dia 14 de abril, através de pequenos tremores de terra e emissões de gás da cratera de um vulcão sob a geleira Eyjafjallajokull.
 
Enquanto a atividade vulcânica anterior diminuiu, não representando mais perigo à população local, esta segunda erupção liberou uma espessa fumaça preta e de cinzas, que se deslocou para o norte do continente europeu, avançando sobre o Mar do Norte até as costas litorâneas da Irlanda, da Grã-Bretanha, Noruega, Suécia e Dinamarca.
 

Imagem capturada na Internet (Fonte: O Estadão)
 
Em consequência disso, não só a economia de muitos países é afetada, cono o meio ambiente (poluição) e a saúde, principalmente, das pessoas já portadoras de problemas respiratórios.
 
Quando menciono economia estou me referindo à interrupção do tráfego aéreo em vários aeroportos na Europa, além do existente na Islândia.
 
Segundo as fontes utilizadas, em caso de emissões de cinzas em uma atividade vulcânica, a necessidade da suspensão dos voos se dá - primeiramente – pela baixa visibilidade que estas ocasionam, segundo, os problemas de ordem técnica (mecânica) no que diz respeito às turbinas dos aviões.
 
De acordo com as informações obtidas na reportagem do Último Segundo, as nuvens de cinzas vulcânicas em contato com as janelas e outras estruturas de aeronaves podem causar sérios danos materiais, além de oferecer um risco elevado das turbinas pararem de funcionar em pleno voo.
 
Além disso, a entrada de cinzas nas turbinas pode torná-las inutilizadas para voos futuros, o que acaba se convertendo – também – em um grande prejuízo econômico para as companhias aéreas.
 
Mesmo que elas voltem a funcionar, os seus componentes são danificados e a sua eficiência não vai ser mais a mesma, o que ocasionará um maior consumo de combustível.
 
E, segundo a referida fonte de consulta, o motor responde por 1/3 do custo de uma aeronave.

A perspectiva dos especialistas é que nesta semana, as condições do tráfego aéreo estejam melhores, sendo capaz de cessar a suspensão dos voos e retornar à normalidade.
 
A preocupação dos cientistas e do governo é que a erupção possa provocar uma nova erupção no vulcão Katla, que fica nas proximidades deste.
 
Na próxima postagem, o tema vai ser a Islândia, país insular da Europa, que conserva o antagonismo de forças dinâmicas da Terra: endógenas e exógenas. E, a partir disso, poderemos compreender mais acerca da sua dinâmica atrelada às atividades tectônicas, às erupções vulcânicas, aos gêiseres, às águas termais etc.
 
Fontes: