Mostrando postagens com marcador Páscoa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Páscoa. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de abril de 2023

09 de Abril: Domingo de Páscoa


Imagem capturada na Internet
Fonte: Diocese de Umuarama


FELIZ PÁSCOA

                             Bráulio Bessa

 

Eu começo esse cordel

 fazendo um questionamento

Qual o sentido da Páscoa?

 

Qual é o seu sentimento

Qual é a celebração

 Qual é a sua intenção

Qual o seu pensamento

 

Tem gente que nem entende

o que é comemorado

Repara nos coelhinhos

 Nos ovos bem recheados

 

 Enquanto isso Jesus

que morreu por nós na cruz

Às vezes nem é lembrado

 

 A Páscoa é o renascimento

A Páscoa é ressurreição

 De um bom homem que mostrou

qual a melhor direção

 

Prá seguir nossa jornada

Enfrentando a caminhada

Segurando a Sua mão

 

E nessa caminhada

que a gente deve lembrar

O que nos foi ensinado

e começar a praticar

 

 Você vai compreender

Que tem a força e o poder

e o dom  de ressuscitar

 

Ressuscitar o Amor

 A Paz e a União

Ressuscitar a bondade 

 A Justiça e a compaixão

 

A caridade e a esperança

 E onde existir vingança

 Ressuscitar o perdão

 

Fazer renascer o Bem

 Neste mundo tão cruel

Na Páscoa e no ano inteiro

 

 É esse o nosso papel

E também a grande essência

Que quem tem essa consciência

 consegue tocar o céu

 

Feliz Páscoa a todos!



domingo, 4 de abril de 2021

04 de Abril: Domingo de Páscoa

 

Imagem capturada na Internet

Hoje, 04 de abril, comemoramos o Domingo de Páscoa (data móvel), considerada a principal festa do Cristianismo e, neste mesmo dia se encerra a Semana Santa, período que celebramos a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo.  

A palavra "Páscoa" (Pessach) é de origem hebraica e significa passagem.  

O seu início da Semana Santa, deste ano, se deu no dia 28 de março (Domingo de Ramos), quando é celebrada a entrada de Jesus em Jerusalém, onde Ele é recebido como Rei e saudado com ramos de palmeiras. O seu término, hoje (Domingo de Páscoa), marca a Sua ressurreição, após a sua prisão, julgamento, condenação e crucificação.  

No entanto, o seu significado – na maioria das vezes – não é lembrado, tendo em vista que na memória de muitas crianças e adolescentes, o dia da Páscoa é, respectivamente, o dia em que o coelhinho traz e esconde ovos de chocolate pela casa ou é o dia de presentear e trocar chocolate (ovos, caixa de bombom, barra de chocolate etc.) entre os familiares e amigos. O que denota o seu caráter meramente comercial.  

Mas, o Domingo de Páscoa é muito mais do que isso. Apesar de sua origem ser mais antiga, o seu verdadeiro significado – na fé cristã – é a passagem da morte para a vida, ou seja, a ressurreição de Jesus Cristo após a Sua crucificação e morte.  

Tal como já publiquei de forma bem resumida, neste espaço, os últimos dias que antecederam a Sua ressurreição assinalam:  

Quinta-feira Santa: Marcada, sequencialmente, pela última Ceia de Jesus com os seus 12 discípulos em comemoração à Páscoa judaica; o momento em que Judas Iscariotes o trai, entregando Jesus em troca de trinta moedas de prata (há controvérsias científicas quanto a posição deste como traidor); a prisão de Jesus Cristo e o interrogatório.

 Imagem capturada na Internet 

Sexta-feira da Paixão: Após ser interrogado, na noite anterior, Jesus é condenado, açoitado, crucificado e morto. Seu corpo é colocado em um sepulcro, onde ali permanece por três dias, até Sua ressurreição.

 Imagem capturada na Internet 
Fonte: Wikipedia


  Imagem capturada na Internet 


Sábado de Aleluia: Neste dia, os cristãos esperam a ressurreição de Jesus, enquanto o seu sepulcro é lacrado com uma rocha e mantido sob a guarda de um destacamento.  

Tradicionalmente, neste dia, ocorre a Malhação de Judas, brincadeira que representa a morte – por vingança popular - de Judas Iscariotes, apóstolo considerado o traidor de Jesus.  

Domingo de Páscoa: Dia da Ressurreição de Jesus Cristo.

 Imagem capturada na Internet


Data festiva no Cristianismo. Em geral, as famílias participam da missa, promovem almoço com os seus familiares e/ou amigos. Um dia bastante especial...  

No entanto, este ano – mais do que em 2020 – o Domingo de Páscoa será marcado por muitas dores e lágrimas em muitos lares no mundo inteiro. Famílias destruídas por perdas físicas de seus entes queridos devido à Pandemia da Covid-19. 

E os números, tanto de novos casos quanto de óbitos, tendem a aumentar, ainda mais se muitas pessoas resolverem se encontrar para as comemorações da Páscoa.  

O Brasil, desde o início da Pandemia, no ano passado até hoje (9:20), apresenta os seguintes registros:  

12.953.597 casos confirmados  

330.193 óbitos  

Ontem foram registradas 1.931 mortes por Covid, em 24 horas, segundo o Portal G1 (Bem Estar).   

Só mesmo a nossa fé cristã para nos confortar e nos dar forças para enfrentar este período tão difícil e doloroso. Não podemos deixar de ter fé e acreditar na Ciência! 

O medo pode até existir, mas este não deve ser maior que a nossa confiança Naquele que morreu na cruz por nós, de forma injusta, e veio a ressuscitar, bem como naqueles da Comunidade Científica que se empenham em encontrar uma solução para o controle da Pandemia da Covid-19!   

Hoje é o dia Dele e Ele está vivo entre nós! 


FELIZ PÁSCOA A TODOS!! 

 

 Fontes de Consulta  

. G1 - Bem Estar

. Mapa Interativo da Universidade John Hopkins

. Repórter MT  

. Wikipedia 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Domingo de Páscoa

 
 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Esperança do Advento)

Hoje, Domingo de Páscoa, termina o período da Semana Santa, assinalando a Ressurreição de Jesus Cristo.
 
A Páscoa é considerada a principal festa do Cristianismo, porém, muitas crianças e adolescentes só têm na memória que o Domingo de Páscoa é, respectivamente, o dia em que o coelhinho traz ovos de chocolate e os esconde para dar um ar de brincadeira à data festiva ou o dia de presentear e trocar dos mesmos entre os seus familiares e amigos.
 
Mas, estes são fatos mais recentes são de caráter essencialmente consumista (comercial), pois o significado da Semana Santa e, sobretudo, deste Domingo (Domingo de Páscoa) é muito mais do que isso e muito mais antigo.
 
Na Semana Santa celebramos a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. Seu início se dá no Domingo de Ramos, no qual é celebrada a entrada de Jesus em Jerusalém, onde Ele é recebido como Rei e saudado com ramos de palmeiras. O seu término, hoje (Domingo de Páscoa), marca a Sua ressurreição, após Ele ter sido preso, julgado, condenado e crucificado.
 
De origem hebraica, a palavra "Páscoa" (Pessach) significa passagem. Este termo já possuía sentido nas celebrações judaicas, bem antes do nascimento de Jesus, em virtude da  libertação e fuga do povo judeu escravizado no Egito para a Terra prometida. Já na fé cristã, a Páscoa significa a passagem da morte para a vida, o renascimento, isto é, a ressurreição após a crucificação e morte de Jesus Cristo. 
 
De forma bastante resumida, vejamos o quê representam os últimos dias que antecedem o Domingo de Páscoa no âmbito do Cristianismo.
 
Quinta feira Santa
Assinala, sequencialmente, a última Ceia de Jesus com os seus 12 discípulos em comemoração à Páscoa judaica, o momento em que Judas Iscariotes o trai, entregando Jesus em troca de trinta moedas de prata (há controvérsias científicas quanto a esta sua posição de traidor, leiam mais sobre isso, AQUI), a prisão Dele e interrogatório.
 
 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Biologia na Medida Certa)
 
Sexta feira da Paixão
Neste dia, após ter sido interrogado na noite anterior, Jesus é condenado, açoitado, crucificado e morto. Seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição.
 
  Imagem capturada na Internet (Fonte: Wikipedia)
 
 
  Imagem capturada na Internet (Fonte: Imagens Bíblicas)
 
Sábado Santo ou Sábado de Aleluia
Neste dia, os cristãos esperam a ressurreição de Jesus, enquanto o seu sepulcro é lacrado por uma rocha e mantido sob a guarda de um destacamento.
 
Tradicionalmente, é no sábado de aleluia que ocorre a Malhação de Judas, brincadeira que representa a morte – por vingança popular - de Judas Iscariotes, apóstolo, até então, considerado o traidor de Jesus.
 
Domingo de Páscoa
Dia da Ressurreição de Jesus Cristo.
 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Pastoral da Sobriedade – Fortaleza/CE)
 
 
Fontes de Consulta
 
 


domingo, 8 de abril de 2012

Conto de Páscoa: A velhinha, a Galinha e os Ovos de Páscoa





A VELHINHA, A GALINHA E OS OVOS DE PÁSCOA

(Conto Lituano de Nijole Jankute- Tradução livre de Olga Prokopowit)

Numa pequena aldeia, havia uma pequena casa. Nesta casa morava uma velhinha. Ela criava uma galinha e um coelho. A galinha tinha seu ninho embaixo da escada e lá botava seus ovos.

O coelho vivia solto pelo gramado que circundava a casa. A galinha cacarejava toda vez que botava um ovo, e a velhinha corria para recolher o ovo que a galinha botava e a alimentava com boa comida.


A velhinha gostava muito da carijó, que tinha a crista vermelha, as patinhas amarelas e as penas coloridas.. Gostava também do coelho, que tinha o lábio partido, as orelhas bem grandes e o pelo branco bem fofinho.

Certo dia, a velhinha escuta a galinha cacarejando tão alto e tão feliz: -- Botei, botei, botei! Até o coelho assustou-se e ficou com as orelhas em pé.

A velhinha desceu bem rápido os degraus da escada, abaixou-se e viu no ninho um ovo bem grande, com manchas multicoloridas. Era tão lindo que ela não cansou de admirá-lo.

Com muito cuidado pegou-o e levou-o para a cozinha. Ficou pensando o que faria com ele. Não podia come-lo, pois era muito bonito e também não podia deixa-lo como enfeite, pois poderia cair e quebrar-se.

O coelho que estava ao seu lado, disse-lhe: --E se der de presente para uma criança? A Páscoa está chegando e com certeza quem recebê-lo ficará muito feliz.

A idéia é boa, respondeu a velhinha, porém para qual criança? Eu conheço tantas. Ela pensou um pouco e exclamou: --Já sei, vou juntar muitos ovos da galinha carijó e depois de pintá-los vou presentear todas as crianças. Saltitando e feliz, o coelho dizia: -- Eu também vou ajudar a pintar. Assim dito, assim feito.

A galinha carijó botou muitos ovos. A velhinha recolheu-os numa cesta de vime e junto com o coelho branquinho, pintou-os. Ficaram tão bonitos. Multicoloridos. Vermelhos, verdes, azuis, amarelos, roxos. Alguns listrados., outros com bolinhas e até com flores. No domingo de Páscoa, a velhinha os colocou numa bela cesta e o coelho branquinho distribuiu-os para todas as crianças da aldeia.

Conto extraído, na íntegra, do site Rumo do Girassol 

Crônica: A Páscoa, o Natal e O Imaginário Infantil


Imagem do meu acervo particular



A PÁSCOA, O NATAL E O IMAGINÁRIO INFANTIL

 Marli Vieira de Oliveira

Por muitos anos, o imaginário infantil foi cultivado e cultuado em minha família, apesar da racionalidade imposta pelo meu esposo.  Mesmo tendo a preocupação real de ensinar o verdadeiro significado das datas comemorativas, de minha parte, o imaginário infantil era incentivado, com contos e, inclusive, situações concretas que levassem a assegurar a veracidade das histórias.
Assim sendo, eduquei a minha filha... Com um pé na história real – pelo menos como é aceitável como tal – e o outro pé, na imaginação, no mundo mágico que proporciona um sentido lúdico aos fatos.

A Páscoa sempre fora uma data em que o imaginário era mais do que nunca imprevisível. Nada parecido ao escambo entre um dente por uma moeda e aos pedidos de brinquedos por meio de cartinhas, como aquelas destinadas ao Papai Noel.
O Domingo de Páscoa era aguardado com uma grande expectativa, não pelo valor comercial sempre imputado na festividade, mas pela curiosidade do ovo de chocolate que o coelhinho iria trazer e o esconderijo escolhido por ele.
Em todas as circunstâncias festivas, as situações eram por demais hilárias e, pode-se dizer, até absurdas sob uma análise racional dos fatos.

Era a troca do dente por uma moeda reluzente deixada embaixo do travesseiro... Reluzente de tanto que eu limpava com produto abrasivo, afinal, a moeda é um dos “pontos-de-risco” de contaminação, ainda mais na cama de dormir.

A meia pendurada no móvel ou na janela para a chegada do Papai Noel... Mais absurdo ainda, pois a tradição da meia é na lareira e, ambas, não se encontram condizentes nem como acessório e construção, respectivamente,  com em relação ao nosso clima quente, seja no verão (época do Natal) e muito menos durante o resto do ano. Trata-se da importação de ideias de clima temperado...
Além destes absurdos, dos quais tinha plena noção e, assim mesmo, alimentava anualmente o mundo imaginário da minha filha, as ocasiões mais conflitantes corresponderam quando a fantasia era posta em risco mediante a insurgência da verdade dos fatos. Fosse pela informação nas mídias, por um coleguinha da escola mais maduro ou por um adulto do tipo "espírito de porco” ou "estraga prazeres".
Quando não, a própria levantava as questões polêmicas, tais como, no caso da entrada do Coelho e do Papai Noel em casa, se as janelas e portas ficavam fechadas devido o risco de assalto. E para piorar, tanto o primeiro quanto o segundo apartamento em moramos ficavam no terceiro andar... 

Como o Coelho entrava, se ele não vinha com nenhum meio de transporte especial do tipo as Renas do Papai Noel e, ainda, como ele e o Papai Noel conseguiam distribuir, respectivamente, todos os ovos e os brinquedos só no horário da madrugada.
A minha resposta era uma só, era a magia da Páscoa ou, então, do Natal.
Esta mesma resposta eu utilizava aos casos de descrença de alguns colegas de escola, os quais afirmaram a inexistência dos dois personagens principais.
Eu respondia que por eles não acreditarem, a magia não existia. E assim, ela continuou a acreditar nas minhas palavras e em toda a fantasia infantil nas comemorações da Páscoa e do Natal, sem esquecer das quedas dos dentes e sua fada, fiel pagadora.
Fui muito criticada por algumas colegas do trabalho, inclusive, por uma psicóloga por estar alimentando a fantasia da minha filha. Mas, eu não me importei...
Quando eu achei que era a época certa, escolhi a data e o local para revelar. Foi em janeiro de 2007, sentamos em uma lanchonete no Shopping Tijuca e  - ao meio a uma xícara de café expresso pra mim e a um sundae pra ela - contei-lhe toda a verdade sobre o Natal, com base na história de São Nicolau, a fim de justificar a minha atitude perante a mentira.
Minha filha ficou em silêncio e só me respondeu “tudo bem!”

Perguntei-a se estava chateada comigo, ela me respondeu que não e permaneceu em silêncio, saboreando o finalzinho do seu sundae com cobertura de chocolate.
Neste exato momento, eu percebi certo desapontamento por parte dela...
Passado alguns dias, o meu esposo puxou conversa a respeito e indagou, primeiramente, sobre o Papai Noel. Ela respondeu que eu havia conversado e que estava tudo bem.
Por minha falha, inclusive, passado despercebido no dia do Shopping e sem esperar, eis que ele fez a segunda pergunta:
- Ela também falou da fada do dente e do coelho?
Eu engoli seco, pois só falei do Papai Noel e havia me esquecido do "resto da turma".
Ela, sem responder ao pai, diante da tamanha surpresa, virou-se rapidamente para a minha direção e voltou-se para o pai, para só depois me questionar:
- O coelhinho e a fada do dente também?!
Eu, muito sem graça, respondi:
- Ah, filha, eu esqueci de lhe dizer, mas eles também não existem. Eles fazem parte do mundo imaginário.
Ela só nos respondeu, Ah, tá, tudo bem!
Eu posso até ter errado em creditar certa ilusão a minha filha, como muitos pais igualmente fizeram e ainda fazem, mas eu posso assegurar que – em nenhum momento – senti arrependimento ou considerei um absurdo a minha atitude.
Tanto é que ela, já um pouco mais velha, me confidenciou – por ocasião da Páscoa - que se lembrava das diversas situações em que procurava os ovinhos do Coelhinho de Páscoa, os presentes do Papai Noel ou a moeda embaixo do travesseiro e que, agora, sentia saudades...
- Era muito legal ficar na expectativa...

domingo, 24 de abril de 2011

Crônica: Preparação para a Páscoa de 2011

Imagem capturada na Internet (Fonte: Belas Mensagens)

Texto atualizado às 8h18

Dia 23 de abril de 2011, 4h20 da madrugada, Sábado de Aleluia, véspera do Domingo de Páscoa e eu perdi o sono.

Perdi não por estar iniciando uma vigília Pascal ou simplesmente por ter tido um pesadelo com Judas Iscariotes ou com o coelhinho da Páscoa. Não!

Perdi o sono porque o céu – por diversa vezes – se iluminou e ecoou explosões de fogos de artifícios, muitos dos quais pareciam estourar dentro do quarto.

Remexi na cama, virando de um lado e do outro, mas o barulho estarrecedor dos fogos parecia não ter fim e a minha agitação também.

Por alguns momentos quis entender a razão de tantos fogos artifícios justamente no Sábado de Aleluia, mas antes que eu pré-julgasse e atribuísse um grau de insanidade mental nos religiosos fogueteiros, lembrei-me que o dia era também de outro santo, guerreiro e muito festejado pelos devotos católicos e praticantes de religiões afro-brasileiras: São Jorge.

A vontade de dormir e o meu desespero eram tão grandes, que eu cheguei a rezar ao próprio São Jorge, na tentativa dele interceder junto aos seus fiéis madrugadores e fogueteiros para que os fogos cessassem. Mas, é claro que eu não seria atendida; afinal era festa para ele.

Remexi na cama novamente e fiquei a pensar na minha infância, relembrando a magia da Páscoa com o coelhinho e seus ovinhos.

Na minha tenra idade, o significado religioso ficava em segundo plano, muito embora, eu participasse das celebrações da Semana Santa na Igreja Católica junto com a minha mãe e minhas irmãs.

O meu fascínio infantil pela data era por conta dos ovos escondidos e da curiosidade sobre o coelho; de como ele conseguia entrar em casa sem que o cachorro se importasse (latisse) com a sua presença...

Sendo assim, além de seguir os diversos ritos religiosos da Semana Santa, com a celebração da Paixão, da Morte e da Ressurreição de Jesus Cristo, desde o Domingo de Ramos até o Domingo de Páscoa, tínhamos também as brincadeiras de procurar os ovos de chocolate que o coelhinho havia deixado escondidos e a famosa bacalhoada no almoço em família.

Bacalhoada como tradição passada pelos meus avós paternos e maternos, portugueses.

A família toda reunida, preparando o seu prato com muito azeite, vinagre, sal, pimenta e mais... batatas, cebolas, ovos, couve e o famoso bacalhau.

Senti saudades da minha infância e uma vontade enorme de voltar no tempo. Diante do óbvio, não há milagre – nem de São Jorge – que nos faça retroceder no tempo, resolvi levantar, pois o sono já havia sido perdido mesmo.

Ainda sob o estopim dos fogos de artifícios, que continuaram até o raiar do dia, fiz café, comecei a limpar a casa e fiquei a pensar na bacalhoada do Domingo de Páscoa, dia em se comemora a ressurreição de Jesus. Afinal, a preparação da bacalhoada é – agora - de minha responsabilidade.

E, sob a benção do significado religioso do Domingo de Páscoa (a salvação dada com a morte de Jesus e sua vitória com a ressurreição), eu espero encontrar e compartilhar o almoço com os meus familiares.

Feliz Páscoa a todos! E viva São Jorge!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Páscoa da Bandô

Imagem capturada na Internet (Google)


Navegando na Internet encontrei esta história e achei interessante compartilhar neste espaço. A moral da história se aplica ao nosso dia a dia, com os nossos resmungos diários, nosso pessimismo ou falta de resignação mediante aos fatos e problemas que enfrentamos. Na maioria das vezes, só olhamos para os nossos problemas...



A Páscoa da Bandô

Aline Quezada

Chegou a Páscoa. Bandô acordou ansiosa em busca dos ovos de chocolate...

— O que será que o coelhinho trouxe para mim?

Porém, quando encontrou seus ovos...

— Buááááá... O coelhinho me traiu. Não trouxe o que eu pedi. Ele não gosta de mim... Buáááááaá...

A mãe de Bandô ficou assustada com a choradeira e correu para ver o que estava acontecendo.

— O que houve, filha? Não gostou dos seus ovos?

— Não era o que eu queria. Eu pedi aquele ovo bem grande, que vem com brinquedo dentro e cheio de surpresas. Mas ele não trouxe! Por que o coelhinho não gosta de mim, mãe?

— Que é isso, filha. O coelhinho adora você. Veja, ele trouxe dois ovos lindos. Eu sei que não é o que você pediu, mas isto não significa que ele não goste de você.

— Então, porque ele fez isso?

— Os ovos de Páscoa são muito caros e o coelhinho tem que distribuí-los a muitas crianças. Talvez ele não tenha tido dinheiro para trazer o que você pediu. Ou, então, os desse tipo já haviam acabado.

Por mais que a mãe de Bandô tentasse explicar, nada a convencia. Apesar de ter ganhado dois ovos, ela ficou triste e resolveu dar uma volta na rua. Foi quando encontrou uma amiguinha, a cachorrinha Teca, que estava chorando.

— O que foi, Teca? Por que está chorando?

— Ah, Bandô. O coelhinho não trouxe nenhum ovo para mim. Eu fui uma cachorrinha boazinha o ano inteiro...

— Puxa, Teca, ele também não trouxe o que eu pedi.

— Mas pelo menos trouxe alguma coisa para você... Para mim não chegou nada!

Vendo a amiga tão triste, Bandô teve uma idéia. Correu em casa e voltou em dois minutos.

— Teca, olha aqui. O coelhinho não se esqueceu de você. Ele só não estava achando o seu endereço. Por isso, ele deixou o seu ovo na minha casa e um bilhete para eu entregá-lo a você.

— Puxa, Bandô. Muito obrigada. Agora eu sou a cachorrinha mais feliz do mundo!

Bandô ficou com apenas um ovo, mas ver a amiguinha feliz a deixou muito bem. Aliás, ela nem se importava mais por não ter ganhado o que pediu. Era bobagem mesmo... O que importa é que o coelhinho se lembrou dela. E esta foi a melhor Páscoa que Bandô já teve.

Fonte: Tribuna Impressa

04 de Abril: Domingo de Páscoa

Imagem capturada na Internet (Google)



A palavra "Páscoa" deriva da expressão hebraica "pessach", que significa "passagem". A Páscoa Judaica foi estabelecida na época de Moisés, justamente, em agradecimento a Deus pela libertação do povo de Israel escravizado pelo Faraó Ramsés, o Rei do Egito. Em razão disso, para os hebreus, a Páscoa significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu.

A Páscoa Cristã, por sua vez, se refere à passagem da morte para a vida, ou seja, ela comemora a ressurreição de Jesus Cristo, que morreu crucificado, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia.

Considerada a festa mais importante do calendário cristão, a semana que antecede o Domingo de Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta tem início no Domingo de Ramos, data que se festeja a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.

Imagem capturada na Internet (Google)

É denominado de Domingo de Ramos, porque na época, o povo usou ramos de oliveiras, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão por onde Jesus passou, montado em um jumento. Daí, os ramos de palmeiras nas missas e nas procissões no Domingo de abertura da Semana Santa (Domingo de Ramos).

A Páscoa Cristã não tem uma data específica, variando de ano em ano. Ela é comemorada no primeiro domingo depois da Lua Cheia, após o equinócio de primavera no Hemisfério Norte e do equinócio de outono no Hemisfério Sul.

Esta determinação segue o Decreto do Papa Gregório XVIII, de 24 de fevereiro de 1582, baseado no Concílio de Nicéia (325 DC).

Assim sendo e de acordo com o calendário lunar, o Domingo de Páscoa pode ocorrer entre os dias 22 de março e 25 de abril.

Para saber as datas da Páscoa de 2010 a 20180, clique AQUI!

Para participar da Via Sacra Virtual, ou seja, do trajeto de Jesus carregando a cruz desde o Pretório de Pilatos até o Monte Calvário, clique AQUI!

Fontes:

. Portal da Família

. Wikipedia

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Outro Conto de Páscoa

Imagem capturada da Internet



A Fábula das Três Árvores


Era uma vez, no topo de uma montanha, três arvorezinhas que estavam juntas e sonhavam sobre o que chegariam a ser quando crescessem.

A primeira arvorezinha olhou para as estrelas e disse: - "Eu quero guardar tesouros, quero estar repleta de ouro e pedras preciosas. Serei o baú de tesouros mais bonito do mundo".
A segunda arvorezinha olhou para um pequeno arroio realizando seu caminho rumo ao mar, e disse: - "Eu quero viajar por águas temíveis e levar reis poderosos sobre mim. Serei o barco mais importante do mundo".

A terceira arvorezinha olhou para o vale que estava abaixo da montanha e viu homens e mulheres trabalhando em um povoado: - "Eu não quero sair nunca de cima da montanha. Quero crescer tão alto que quando os habitantes do povoado pararem para me contemplar, eles levantarão seu olhar para o céu e pensarão em Deus. Serei a árvore mais alta do mundo".

Os anos se passaram. Choveu, brilhou o sol, e as três arvorezinhas ficaram grandes.

Um dia, três lenhadores subiram ao topo da montanha. O primeiro lenhador olhou para a primeira árvore e disse: - "Que árvore bonita!" e com uma machadada a primeira árvore caiu.

- "Agora me transformarão em um baú bonito, que deverá conter tesouros maravilhosos", disse a primeira árvore.

O segundo lenhador olhou para a segunda árvore e disse: - "Esta árvore é bem forte, é perfeita para mim". E com uma machadada, a segunda árvore caiu.

-"Agora deverei navegar por águas temíveis", pensou a segunda árvore. "Serei um barco importante, para reis temidos e poderosos".

A terceira árvore sentiu seu coração sofrer quando o último lenhador olhou para ela. A árvore se manteve firme e alta e apontando ferozmente para o céu. Mas o lenhador nem sequer olhou para cima, e disse: - "Qualquer árvore é boa para mim". E com uma machadada, a terceira árvore caiu.

A primeira árvore se emocionou quando o lenhador a levou para uma carpintaria, mas o carpinteiro a transformou em um cocho para animais. Aquela árvore bonita não foi recoberta com ouro, nem foi ocupada por tesouros, mas foi coberta com serragem e preenchida com comida para animais.

A segunda árvore sorriu quando o lenhador a levou para perto de um porto, mas nenhum barco imponente foi construído nesse dia. Em vez disso, aquela árvore forte foi cortada e transformada em um simples barco de pesca; como este barco era muito pequeno e fraco para navegar no oceano, e até mesmo em um rio; então foi levado a um lago.

A terceira árvore ficou atônita quando o lenhador a cortou para fazer vigas fortes e a abandonou em um armazém de madeira.

- "Que será que está acontecendo", foi o que a árvore se perguntou, "Tudo o que eu queria era ficar no topo da montanha, apontando para Deus..."

Muitos dias e noites se passaram. As três árvores quase não se lembravam mais dos seus sonhos.

Mas uma noite, uma luz de estrela dourada iluminou a primeira árvore quando uma jovem mulher colocou seu filho recém-nascido naquele lugar onde colocavam comida para os animais.

- "Eu queria ter feito um berço para o bebe", disse o esposo a sua mulher. A mãe aperta a mão do seu esposo e sorriu, enquanto a luz da estrela resplandecia sobre a madeira suave mas robusta do berço improvisado.

E a mulher disse: - "Esta manjedoura é bonita" e, de repente, a primeira árvore soube que continha o maior tesouro do mundo.

Uma tarde, um viajante cansado e seus amigos subiram ao velho barco de pesca. O viajante dormia enquanto a segunda árvore viajava tranqüilamente pelo lago. De repente, uma aterrorizante tormenta atingiu o lago, e a árvore se encheu de medo. Ela sabia que não teria forças para levar todos aqueles passageiros até a margem a salvo com todo aquele vento e chuva.
O homem cansado se levanta e, com um gesto, diz: "Acalme-se!"

A tormenta parou tão rápido quanto começou. De repente a segunda árvore soube que estava levando o Rei do céu e da terra.

Numa quinta-feira de manhã, a terceira árvore achou estranho quando suas vigas foram retiradas daquele armazém de madeira esquecido. Assustou-se ao ser levada por entre uma grande multidão de pessoas revoltadas. Encheu-se de temor quando uns soldados cravaram as mãos de um homem no seu tronco.

Sentiu-se feia, rude e cruel. Mas, no domingo de manhã, quando o sol brilhou e a terra tremeu com júbilo sob o seu tronco, a terceira árvore soube que o amor de Deus havia mudado tudo. Isso fez com que ela se sentisse forte, pois cada vez que as pessoas pensassem na terceira árvore, pensariam em Deus. Isso era muito melhor do que ser a árvore mais alta do mundo.


Autor Desconhecido

Conto de Páscoa


Imagem capturada da Internet


Sentado na beira da calçada, com um ovo de chocolate pequenino nas mãos, olhar sério, aquele menino se pôs a imaginar.

Havia muitas coisas que ele não entendia, por mais que tentasse. Durante a semana toda, na escola, na rua, em casa, em todos os lugares só se ouvia falar de Páscoa, coelhinho e ovos de chocolate.

A professora até colocou Jesus no meio da história, mas só aumentou a sua confusão; ele não conseguia organizar o pensamento. Jesus não é aquele que nasceu no Natal? Faz tão pouquinho tempo, e ele já morreu??!!

Não, decididamente ele não entendia nada . Não sabia exatamente o que uma coisa tinha a ver com a outra. Afinal de contas, por que comemorar, se Jesus morreu? Por que os ovos são de chocolate? E o coelho, o que ele faz nessa história?

Complicaaadooo!!!! Separava somente as coisas que entendia, e sabia o que era..

Entendia que estava esperando ganhar um ovo bem grande, daqueles que tinha visto na televisão, embrulhado num papel brilhante e com um laço de fita vermelha, que não veio, e ele sabia por quê: o dinheiro não deu.

Ele sabia. Nem seu pai e nem sua mãe tinham prometido dar-lhe um ovo de páscoa; e ele sabia, também, que o coelhinho não o trazia para ninguém. Então, como é que ele poderia satisfazer a sua vontade de comer chocolate? Como ia passar o domingo de páscoa sem comer ovo de páscoa? E a idéia veio assim, de repente!!! Por que não???

Foi até o primeiro semáforo daquela movimentada avenida e, quando o sinal ficava vermelho ele se lançava entre os carros e ia pedindo:

"Moço, dá um ovo de páscoa pra mim?"

"Senhor, poderia me dar um ovo de páscoa?"

"Moça , dá um ovo de chocolate pra mim?"

Assim, ia pedindo e ouvindo as mais esfarrapadas respostas, quando alguém respondia.

Até que, enfim, parou um carro velho, todo manchado de ferrugem. Dentro, um homem com cara de bravo ... Ele tomou coragem, foi até lá e arriscou o mesmo pedido:

"Moço, eu quero um ovo de páscoa" .

E qual não foi sua surpresa quando aquele homem pegou, no banco do passageiro, um embrulhinho e lhe estendeu pelo vidro.

"Brigado, moço!!!"

E saiu em disparada.

De volta à sua calçada, ele olhou o ovinho e sorriu feliz. Afinal, agora ele comemoraria a Páscoa.

Autor Desconhecido

sábado, 11 de abril de 2009

Feliz Páscoa em vários idiomas!


Imagem capturada da Internet

Francês: Joyeuses Pâques

Tcheco: Vesele Vanoce

Alemão: Schöne Ostern

Espanhol: Felices Pascuas

Italiano: Buona Pasqua
 
Macedônio: Sreken Veligden

Inglês: Happy Easter

Grego: Kalo Paska

Chinês: Fouai Hwo Gie Quai le

Croata: Sretun Uskrs

Sueco: Glad Påsk

Holandês: Gelukkig Paasfest

Norueguês: God Påske

Turco: Mutlo (eller Hos) Paskalya

Português: Feliz Páscoa!

Páscoa

Imagem capturada na Internet

Navegando na Internet encontrei um site muito interessante, intitulado Mulher de Classe, onde você pode encontrar várias links e artigos ligados à mulher, como por exemplo, sobre saúde, etiqueta, notícias, direitos, cultura, moda, decoração, receitas culinárias, jardinagem, filhos, motivação, psicologia, entre outros.
 
Ele, inclusive, apresenta alguns artigos que expõem de forma bem detalhada sobre a Quaresma, a origem e o significado da Páscoa. E, em razão disso, estou disponibilizando os mesmos neste meu espaço.

O Tempo da Quaresma
O que quer dizer Quaresma?
A palavra Quaresma vem do Latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a Ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.
 
Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.
 
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.
 
Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.
 
Qual o significado destes 40 dias?

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.
 
O que os cristãos devem fazer no tempo de Quaresma?
 
A Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus, ou seja, lutar para que exista justiça, a paz e o amor em toda a humanidade. Os cristãos devem então recolher-se para a reflexão para se aproximar de Deus. Esta busca inclui a oração, a penitência e a caridade, esta última como uma conseqüência da penitência.

Ainda é costume jejuar durante este tempo?

Sim, ainda é costume jejuar na Quaresma, ainda que ele seja válido em qualquer época do ano. A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função.

Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.

O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.
(...)
 
Quais são os rituais e tradições associados com este tempo?

As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da semana santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.

Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira Santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.

Depois, vem a missa da Sexta-feira da paixão, também conhecida como Sexta-feira Santa, que celebra a morte do Senhor, às 15h00. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.

No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no Domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.
 
Fonte: CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
Arquidiocese de São Paulo - Vicariato da Comunicação
 
 

SEMANA SANTA
Durante a Semana Santa acontece a celebração do maior acontecimento da história dos cristãos – a História da Salvação, quando é revivido o grande drama da Paixão, morte e Ressurreição de Jesus. Essa celebração se inicia no Domingo de Ramos e tem seu ápice no Domingo de Páscoa.


Domingo de Ramos
 
O Domingo de Ramos abre a Semana Santa, lembrando as Palmas que festejaram a entrada de Jesus em Jerusalém, no povoado de Betfagé, próximo ao Monte das Oliveiras e é recebido e aclamado como Rei, com o Messias. Muitas pessoas gritavam: "Bendito o que vem, como Rei, em nome do Senhor. Paz na terra e glória a Deus nas alturas". (Evangelho de São Mateus – Mt, capítulo 21, versículos 1-11; Evangelho de São Marcos - Mc, capítulo 11, versículos 1-11, Evangelho de São Lucas - Lc, capítulo 19, versículos 28-40 e Evangelho de São João - Jo, capítulo 12, versículos 12-19)
 
Quinta-feira Santa
 
Na quinta-feira, recordam-se dois importantes acontecimentos. O primeiro, quando o Senhor Jesus dá uma das maiores demonstrações de humildade e da sua vocação de servir ao mundo, se ajoelhando e lavando os pés dos seus discípulos. Depois, o acontecimento cuja repetição se transformou no sacramento da eucaristia, quando naquela noite, durante a última ceia com seus apóstolos, Cristo, sabendo o sofrimento que o esperava, se entrega aos seus discípulos, em corpo e sangue, simbolizados por um pedaço de pão e em um cálice vinho, como uma forma de despedida. É também nessa noite, que Jesus profetiza a traição de Judas e a negação de Pedro sem, no entanto, dizer quem serão os autores desses dois atos. (Mc 14. 22-26, Mt 26. 26-30, Lc 22. 15-20)
 
Sexta-feira Santa
 
Na Sexta-feira Santa revivemos o sofrimento e a morte de Cristo no Calvário.
 
Agora, traído por Judas que O entrega aos soldados romanos por 30 moedas de prata, sob a acusação de subversão e de perturbação da ordem, Jesus é abandonado, por seus discípulos e três vezes negado por Pedro.
 
Então se seguem uma série de humilhações e maus tratos até o Seu julgamento por Pilatos e depois por Herodes, que acaba por condena-Lo à morte, atendendo ao clamor do povo que exige que soltem Barrabás, um ladrão, e crucifiquem Jesus.
 
Conforme relata a Bíblia, mais ou menos ao meio dia da sexta-feira, o sol pára de brilhar, a escuridão cobre a terra até às três horas da tarde. Então, Jesus grita – “Pai, me tuas mãos entrego o meu espírito”. Dizendo isso Jesus morreu. (Mc 15. 33-41, Mt 26. 44-75 e 27. 1-66, Lc 22 e 23, Jô 18 e 19)
 
O corpo de Jesus foi pedido à Pilatos por José, da cidade de Arimatéia, um senhor influente na região. José de Arimatéia enrolou Jesus em um lençol de linho e O sepultou num túmulo cavado em uma rocha, jamais usado por ninguém. Maria Madalena e Maria mãe de Jesus assistiram a tudo isso.
 
Na sexta-feira não há missa em nenhum lugar do mundo. O altar da Igreja fica iluminado sem mantel, sem cruz, sem velas nem adornos.
 
Sábado de Aleluia
 
O Sábado de Aleluia é um dia de reflexão, pois para os judeus, já naquela época, era um dia de descanso e todos ficaram em casa refletindo sobre o acontecido.
 
Popularmente, no Sábado de Aleluia costuma-se fazer a Malhação de Judas. Esse costume foi trazido pelos portugueses e espanhóis para toda a América Latina,e ainda é comum no Brasil. Bonecos de palha ou de pano são pendurados em postes de iluminação pública e galhos de árvores na noite da Sexta-Feira Santa, e depois são rasgados e queimados ao meio dia do Sábado de Aleluia.
 
Em Judas são personalizadas as forças do mal que são destruídas e queimadas junto com o boneco. É costume antigo fazer-se o julgamento de Judas, sua condenação e execução. Antes do suplício, alguém lê o "testamento" de Judas, em versos, colocado especialmente no bolso do boneco. O testamento é uma sátira das pessoas e coisas locais.
 
Judas era chamado de Iscariotes por ser de Carioth, uma cidade ao Sul de Judá. Na verdade ele já tinha perdido a fé no Mestre, um ano antes de Sua Paixão, mas por comodidade e para desfrutar do que ofereciam aos apóstolos continuava a acompanhá-lo. Obcecado pelo dinheiro, antes de se afastar de Cristo, resolveu entender-se com os sinedritas - membros do Sinédrio, conselho supremo dos judeus. Mesmo tendo ouvido Jesus predizer sua tradição durante a última ceia, Judas não deixou de entregar Jesus aos inimigos e receber 30 dinheiros. Depois, arrependido, quis devolver o dinheiro, mas, foi enxotado pelos sacerdotes, e acabou enforcou-se numa corda.
 
Domingo de Páscoa
 
Foi no domingo, logo cedo, que Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago, foram visitar o túmulo, levando óleos e perfumes para ungir o corpo de Cristo, quando encontraram a pedra que fechava a entrada retirada. Então, receberam o aviso da Ressurreição de Cristo, que, como estava escrito, passou da morte para a vida. A partir desse momento a Páscoa passou a ter um novo significado e a simbolizar uma nova oportunidade para todos nós. (Lc 24. 1-12. Mc 16. 1-8, Mt 28. 1-10 e Jô. 20 1-10)
 
 

PÁSCOA
ORIGEM E SIGNIFICADO DA PÁSCOA
 
A origem da celebração da Páscoa está na história judaica relatada na Bíblia, no livro chamado “Êxodo”. Êxodo significa saída, e é exatamente a saída dos judeus do Egito que esse livro relata.

Quando Ramsés II, rei do Egito, subiu ao trono, apavorou-se com o crescimento do povo de Israel, achando que esse crescimento colocava em risco o seu poder. Essa preocupação, deu início a uma série de ordens e obras levaram os judeus a um período de grande sofrimento.
 
Conta a Bíblia que Deus, vendo o que se passava com seu povo, escolheu Moisés para tirá-los dessa situação, dando a ele os poderes necessários para o cumprimento da missão. Na semana em que o povo de Israel iniciou sua jornada para sair do Egito, Deus ordenou que só comessem só pão sem fermento e no último dia, quando finalmente estariam fora do Egito seria comemorada a primeira Páscoa, sendo esse procedimento celebrado de geração em geração.
 
Essa celebração recebeu o nome de Pessach, que em judaico significa passagem, nesse caso da escravidão à liberdade. Daí surgiu a palavra Páscoa.
 
Jesus Cristo deu novo significado à Páscoa. Ele trouxe a “boa-nova”, esperança de uma vida melhor, trouxe a receita para que o povo se libertasse dos sofrimentos e das maldades praticadas naquela época.
 
A morte de Jesus Cristo representa o fim dos tormentos. A sua ressurreição simboliza o início de uma vida nova, iluminada e regrada pelos preceitos de Deus.
 
O domingo de Páscoa marca a passagem da morte para a vida, das trevas para a luz. (...)

A DATA DA PÁSCOA
 
A Páscoa é comemorada no domingo seguinte à primeira lua cheia da primavera, ou seja, depois de 21 de março. Por isso, a celebração ocorre sempre entre 22 de março e 24 de abril. A partir dessa data, é que fica estabelecido o período de 46 dias, conhecido como Quaresma, que vai da Quarta-Feira de Cinzas até o Domingo de Páscoa.
 
A celebração da Páscoa dura cerca de 50 dias. Tem início no Domingo da Ressurreição e se estende até o fim de Pentecostes, quando se relembra a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos, sob a forma de línguas de fogo.
 

SÍMBOLOS PASCAIS
 
Ovos:Os ovos guardam em si a imagem de uma nova vida, por isso foram adotados como símbolo de renovação. Costumavam ser oferecidos em muitas civilizações como presentes. No Antigo Egito e na Pérsia, por exemplo, eram pintados em tons primaveris. Na China, antes mesmo do nascimento de Cristo já se presenteava com ovos de pata pintados em cores vivas. Na Europa católica do século XVIII, ovos coloridos passaram a ser benzidos pelos cristãos e oferecidos aos fiéis.
 
Na Polônia e na Ucrânia, essa tradição foi levada muito a sério. Edward I registra em 1290 a despesa de compra de milhares de ovos para serem distribuídos às pessoas de sua corte. No século XVII, o Papa Paulo V abençoou um simples ovo a ser usado na Inglaterra, Escócia e Irlanda. Na Alemanha, é antigo o costume de dar ovos de Páscoa às crianças, junto com outros presentes.
 
Em partes da Europa, as tribos tinham uma forma abreviada de chamar Eostre, a deusa da Primavera, e que começou a ser usada para descrever a direção do nascente - Leste. Daí a palavra Easter.
 
As primeiras cestas de Páscoa se assemelhavam aos ninhos de pássaros. Antes, as pessoas colocavam os ovos nos ninhos em honra da deusa Eostre.
 
Com o passar do tempo, passaram a ser confeitados e é aí que entra o chocolate.
 
Chocolate:O chocolate, que por muito tempo foi servido como bebida, viu sua indústria se desenvolver bastante na Inglaterra do século XIX. ......Foi nessa época que apareceu o ovo de chocolate. A partir daí, rapidamente se espalhou pelos mercados europeus e depois pelo mundo.
 
Coelho: O coelho de Páscoa é uma atualização do antigo símbolo pascoalino, a lebre (parente do coelho), considerada sagrada para a deusa Eostre. No século XVIII, colonizadores alemães levaram para os Estados Unidos a idéia dos coelhos de Páscoa.
 
Uma duquesa alemã, ao dizer que os brilhantes ovos de Páscoa tinham sido deixados pelos coelhos para as crianças, deu origem ao costume de fazer com que as crianças os encontrasse no dia de Páscoa.
 
Pomba: A Pomba ou "Colomba" pascal, pão doce e enfeitado com a forma de ave, também é um símbolo cristão. A forma de pomba era usada nos antigos sacrários, onde se guardava a Eucaristia. Atualmente, passou também a ser usada no pão doce que costuma ser compartilhado, na Europa, especialmente na Itália, no café da manhã de Páscoa e da "Pasquetta" ou Pascoela, como é chamada no Brasil a segunda-feira após a Páscoa.
 
Observações minhas: Há outros símbolos pascais, além destes citados no referido Portal, como o sino, o cordeiro, o peixe, o círio, a cuz, a cor branca, o pão e o vinho

TRADIÇÕES
No Canadá as crianças acreditam que o coelho da Páscoa lhes trará ovos coloridos, normalmente confeitados. Todos compram roupas novas, preparam refeições especiais e participam de celebrações religiosas.
 
Na Alemanha e da Áustria os ovos verdes eram usados na Quinta-feira Santa. Os eslavos usavam decorações douradas e prateadas em seus ovos. Os armênios costumam decorar os ovos vazios com imagens de Cristo, da Virgem Maria e outras imagens religiosas.

BRUXAS
Na Suécia, os rituais são parecidos com os nossos, inclusive o Domingo de Ramos, marcando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, recebido com ramos de palmeiras. Porém, há também uma superstição sobre as bruxas. Dizem que elas ficam mais poderosas nessa semana e voam em suas vassouras para se juntar ao demônio num lugar chamado “Blakulla”, voltando no Sábado de Aleluia. Por isso, na manhã de Páscoa, as pessoas evitam acender suas lareiras, porque as bruxas de Páscoa podem ter deixado algum feitiço sobre as chaminés. Quando o fazem, para se assegurarem de que os feitiços serão desfeitos, queimam nove tipos diferentes de árvores antigas.
 
Também são comuns cruzes e outros símbolos sacros nas portas, tiros para o céu e outras práticas anti-bruxas.