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Marcador Histórico fixado na antiga casa de madeira de Anna Jarvis Fonte: The Clio |
Amanhã, segundo domingo do mês de maio (11/05),
comemoramos o Dia das Mães. De acordo com as mídias, trata-se
da segunda
data mais importante para o comércio, sendo superada apenas pelo Natal. E,
por isso, os
shoppings e outros centros comerciais ficaram lotados,
principalmente, hoje, na véspera do Dia das Mães.
Assim como, amanhã (domingo), restaurantes e praças de alimentação de
shoppings estarão também cheios ou com longas filas de espera em
razão das confraternizações entre os familiares por causa da data em si.
E é, por isso, também que a responsável pela criação desta data comemorativa – dedicada às mães – também se arrependeu de sua iniciativa, movida pelo repúdio
ao caráter comercial que a data passou a ter.
Eu já postei, neste espaço, acerca da origem do Dia das Mães, pois
muitos desconheciam. Em razão disso, compartilharei, abaixo, a publicação que fiz,
datada do ano
de 2009, com algumas alterações...
Originalmente, o Dia das Mães foi criado sem sentido
comercial. Inclusive, consta em diversas fontes bibliográficas, que
a sua
percussora ao perceber a exploração comercial a que foi vinculado ao
dia, tentou
– por várias vezes - cancelar a data comemorativa.
Esta versão,
mais
difundida e aceita, se encontra associada ao papel dedicado e
amoroso de uma estadunidense
por sua mãe. Anna
Marie Jarvis (1864-1948) promoveu uma campanha para a criação
de um dia
especial (e específico) voltado às mães vivas e/ou mortas.
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Anna Marie Jarvis Imagem capturada na Internet Fonte: Wikipedia |
Filha de pastores, Ana Jarvis entrou em grande depressão após a morte de sua mãe,
Ann Marie Reeves Jarvis, em 1905.
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Casa em Vírgina Ocidental onde Ana Jarvis nasceu e morou (museu atualmente) Fonte desconhecida |
Na tentativa de minimizar o sofrimento de Ana Jarvis, algumas
de suas
amigas tiveram a ideia de eternizar a memória de sua mãe através de uma
festa.
Ana Jarvis aprovou a ideia e resolveu estendê-la a todas as mães,
vivas e/ou
mortas, com a intenção que a mesma fosse capaz de conscientizar as
pessoas, fortalecer os laços familiares e o respeito pelos
pais. Contudo, sua luta pela criação do Dia das Mães não foi fácil.
Dois anos após a morte de sua mãe, em 12 de maio de 1907, Anna Jarvis criou um
memorial a sua mãe, dando início a uma campanha para oficializar o "Dia das
Mães" como feriado.
O primeiro registro oficial, no entanto, só veio
a ocorrer no
dia 26 de abril de 1910, no seu estado, Vírgina Ocidental (EUA), quando
esta data passou a ser incorporada no calendário estadual por ordem
do então Governador
do estado, William E. Glasscock. Logo depois, outros estados norte-americanos
passaram a aderir
à comemoração em data fixa.
Mas, foi somente em 1914, que o Dia Nacional da Mãe foi estabelecido e
unificado em todo território estadunidense (EUA), ficando instituído o
segundo domingo de maio como a data comemorativa, sancionada pelo presidente
Woodrow Wilson.
Em pouco tempo, vários países passaram a adotar a Data
Comemorativa do Dia das Mães em seus respectivos calendários oficiais.
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Pintor estadunidense, Norman Rockwell, trabalhando em um cartaz do Dia das Mães (1951) Imagem capturada na Internet Fonte: BBC News Brasil |
Embora, Anna Jarvis tenha realizado o seu sonho acerca
da criação oficial do Dia das Mães, a mesma não se viu feliz ao perceber que a
referida data passou a ser concebida para fins adversos a sua ideia original,
isto é, a
data se transformou em um dia lucrativo para os comerciantes.
A propaganda e a comercialização, principalmente,
de cravos
brancos para homenagear às mães, marcou muito este período, porque
a referida flor,
que
simboliza a maternidade, passou a ser o principal produto de consumo
por esta ocasião. Assim, como outros bens de consumo, que segundo Anna Jarvis
não substituiriam - com certeza - o sentimento maior de ligação dos filhos com
as mães e vice-versa.
Na verdade, inconscientemente, o caso do cravo branco partiu da
própria Anna Jarvis, pois ela enviou cerca de 500 cravos brancos para a igreja de
Grafton (Vírginia Ocidental), quando foi celebrada a primeira missa das mães e,
em um
telegrama, enviado por ela mesma à esta Congregação, ela orientou que
todas as
mães deveriam ganhar dois cravos.
De acordo com as fontes de pesquisa, durante anos, Anna Jarvis
enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, sob a mesma intenção.
Tal iniciativa acabou por desencadear, direta e/ou indiretamente, o sentido
comercial em cima da data comemorativa.
Em razão disso e pelo descontentamento quanto ao rumo tomado quanto
à data comemorativa, Anna Jarvis iniciou uma campanha para cancelar a referida data.
Na década de 1920, ela criou a Associação
Internacional para o Dia das Mães, alegando direitos autorais sobre a data.
Foi presa
uma vez
por perturbar
a paz. E, em 1923, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem
sucesso.
Mesmo sem ter obtido êxito em sua nova empreitada, ela buscou conscientizar às
pessoas quanto à importância do reconhecimento das mães no seio de uma família.
Consta que ela e sua irmã Ellsinore utilizaram recursos próprios
para dar continuidade a esta campanha, visando o cancelamento do
feriado. Inclusive, que ambas gastaram toda a herança da família e que morreram
pobres.
Anna Jarvis nunca se casou e nem teve filhos. E, mesmo
assim, por
anos seguidos, recebeu inúmeros cartões do mundo todo na ocasião do Dia das Mães.
Ela morreu em 1948, aos 84 anos, em West Chester, no estado da Pensilvânia (EUA),
sendo enterrada no cemitério West Laurel Hill, no mesmo estado.
No Brasil, o primeiro Dia das Mães foi promovido pela Associação Cristã de Moços
de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Mas, só em 1932,
a data passou
a ser oficializada no segundo domingo de maio, pelo então, presidente
Getúlio Vargas.
Fontes de Pesquisa:
. Portal da
Família
. Wikipedia