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domingo, 17 de julho de 2022

Dica de Passeio: Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro

 

Planetário da Gávea
Foto do meu acervo particular

Texto modificado em 17/07/2022 às 12h06

Uma sugestão de passeio, ainda para este período de Recesso Escolar das redes municipal e estadual de Educação do Rio de Janeiro é visitar o Planetário da Gávea.  

Em geral, a Astronomia e outras ciências ligadas à observação dos astros celestes e ao conhecimento de diversos fenômenos astronômicos, despertam o interesse, a curiosidade e até a paixão de pessoas de diferentes faixas etárias, sobretudo, o público infanto-juvenil.  

Com a evolução das ciências e, principalmente, das tecnologias, o seu campo de estudo se aprimorou e, hoje, o emprego destes recursos, bem como dos materiais produzidos a partir destes oferecem elementos plausíveis em termos de respostas, de novos questionamentos e de investigações necessários à sua ampla área de pesquisa, a qual extrapola o espaço sideral, englobando – é claro - o nosso espaço (a Terra) e, consequentemente, o nosso cotidiano.

Na última 3ª feira (12/07), eu, meu esposo e nossa filha fomos visitá-lo e, no dia seguinte (4ª feira), nós duas voltamos na intenção de vermos a última superlua, deste ano (2022), a Lua de Cervos. Contudo e, infelizmente, com a chegada de uma frente fria ao nosso estado, a sessão de observação do céu teve que ser cancelada, para nossa frustação. 

Eu já previa isso, mas da outra vez, a minha filha pegou um dia nublado e, à noite, o céu se abriu e ela pode observar e fotografar a Lua. E foi pensando nesta situação, que ela não quis desistir de ir ao Planetário. Só que as condições do tempo estavam, realmente, péssimas.  

Mas a nossa ida não foi totalmente perdida, pois conseguimos vaga para assistir a sessão “Brincando entre estrelas”, animação exibida na Cúpula Carl Saganuma vez que, no dia anterior (3ª feira), não havíamos conseguido assisti-la, pois a mesma já se encontrava lotada.  

A sessão “Brincando Entre Estrelas" é uma produção da MultiRio (Empresa Municipal de Multimeios) em parceria com o Planetário. A animação versa sobre a relação entre a menina Celeste e o seu gato Mourão, os quais admirando o céu à noite, conversam sobre os corpos celestes (estrelas, planetas e constelações). 

Cúpula Carl Sagan (no encerramento da sessão)
Fotografia do meu acervo particular




Vale ressaltar aqui, que o Planetário da Gávea tem duas cúpulas: a Carl Sagan (inaugurada em 1998) e a Galileu Galilei (em funcionamento desde 1970).  

No primeiro piso, além da Nave Escola, situada a esquerda de quem entra, há um grande espaço – à direita - contendo diversas informações e atividades de entretenimento, onde é possível se entrever com dados e informações do campo da Astronomia e de outras ciências correlatas.  

Réplicas, instrumentos e outros objetos também fazem parte do acervo exposto, como a luneta de Galileu Galilei (réplica), Astrolábio, Armilar e outros. 

Astrolábio
Fotografia do meu acervo particular


Armilar
Fotografia do meu acervo particular

O espaço chamado Nave Escola tem a configuração de uma nave espacial mesmo (do lado de fora há uma réplica da mesma). Vê-se, logo na entrada, a configuração de uma cabine de comando, com painel luminoso, junto a qual ocorre a exibição de projeções acerca do Universo e do nosso Sistema Solar.  

Réplica da Nave
Fotografia do meu acervo particular



Cabine de Comando
Fotografia do meu acervo particular

Nas laterais (direita e esquerda) há uma cápsula de criogenia (técnica que permite refrigerar o corpo a temperaturas bem baixas, capazes de interromper o processo de deterioração e envelhecimento do corpo humano). Mesmo sem conhecimento do que se trata, a pose para as fotos nestas cápsulas é concorrida entre os visitantes, principalmente, entre as crianças e adolescentes.  

 Eu no interior da cápsula
Fotografia do meu acervo particular


No mesmo espaço há um painel extenso, subdividido em diversos quiosques, representando o Sistema Solar. Neste é possível saber mais sobre os planetas, o Sol, a Lua, o tempo de rotação de cada um, sua estrutura interna, entre outras informações pertinentes. Até mesmo verificar o nosso peso em cada planeta individualizado, comparando-os com o nosso real peso terrestre.  




Fotografias do meu acervo particular

Outro painel explicativo, do outro lado, mostra a Escala do Tempo Geológico da Terra, dividida em Eras e Períodos, contando a história da evolução do nosso planeta, tanto em termos geológicos quanto paleontológicos. E junto a este há um bio-simulador, o qual permite ao visitante criar um esquema de vida em um novo planeta (a ser criado por este). A atividade em si não é de nível fácil, pelo contrário!  

Mais adiante, outro painel aborda os principais cientistas da Cosmologia, que marcaram a história deste ramo da Astrologia, os quais foram, em ordem cronológica: Albert Einstein (1915), com a Teoria da Relatividade; Edwin Hubble (1929), com a Expansão do Universo; George Gamow (1946), com a Teoria do Big Bang; Penzias e Wilson (1964), com a descoberta da Radiação Cósmica de Fundo.  

Outro elemento atrativo da Nave Escola é a exposição de uma roupa de astronauta (macacão) para o visitante tirar foto. Até fila se formou, pois - independentemente da idade – todos queriam ser fotografados como tal, só expondo o rosto.    



Fotografias do meu acervo particular

Ainda neste espaço há uma réplica da Estação Espacial Internacional e, também, um painel com a trajetória das principais conquistas, sobretudo, sob o contexto histórico da corrida aeroespacial entre a antiga União Soviética (URSS) e os Estados Unidos (durante e após o período da Guerra Fria).    




 
Fotografias do meu acervo particular

Fora da Nave Escola, mas ainda no 1° Piso, há uma exposição de várias imagens obtida pelos telescópios.  

Ainda no âmbito do Museu e das Exposições vinculadas a este, o segundo piso é bastante interessante por conta dos diversos meteoritos e informações acerca s sobre os mesmos.  

Em consequência do grande incêndio, ocorrido no dia 2 de setembro de 2018, que atingiu o Museu Nacional de História Natural (mais conhecido como Museu da Quinta da Boa Vista, São Cristóvão/RJ), o meteorito Santa Luzia, com 1,9 toneladas, foi transferido para o Planetário da Gávea 

Este, no entanto, se encontra exposto na parte externa do Planetário. 

Meteorito Santa Luzia
Fotografia do meu acervo particular


Trata-se do segundo maior meteorito caído em território brasileiro. Ele foi descoberto em 1927, no município de Santa Luzia de Goiás (atual Luziânia).  

O maior caído em nosso país foi o de Bendegó, com mais de 5 toneladas, encontrado em 1784, na atual cidade de Monte Santo, no sertão do estado da Bahia

No segundo piso do Museu, além de diversos meteoritos, peças e instrumentos, os painéis explicativos mostram dados interessantes acerca dos mesmos: suas principais características, composição química, lesões causadas em pessoas e em carros, seus principais tipos (rochosos, metálicos e, os mais raros, os mistos), as crateras formadas a partir da queda dos mesmos no solo, entre outras informações.  

Em sua quase totalidade, os textos são acompanhados de imagens ilustrativas, o que facilita muito na compreensão, ainda mais para os jovens.  

Neste mesmo piso há ainda a abordagem sobre as missões à superfície da Lua, a partir da Apollo 11 (“A Saga das Missões Apollo).   


Vale a pena conferir todas as Exposições no Museu, bem como explorar a Nave Escola e a sessão “Brincando entre estrelas”, em exibição na Cúpula Carl Sagan.


Informações importantes para visitação ao Planetário da Gávea:

 . Segundas-feiras: Ele não abre;

. Terças-feiras: a entrada é gratuita;

. Ingresso (de 4ª feira a Domingo): Inteira R$ 30,00 e Meia R$ 15,00.

-  A política de meia entrada se aplica aos visitantes maiores de 60 anos, menores de 21 anos, estudantes e acompanhantes de pessoas com deficiência;

- A política de gratuidade atende aos alunos da rede municipal de Ensino e seus responsáveis (limitado ao número máximo de dois responsáveis por aluno); crianças menores de 3 anos; pessoas com deficiência; servidores do município do Rio de Janeiro e guias turísticos (devidamente cadastrados na EMBRATUR);

As gratuidades são retiradas na hora e respeitando a ordem de chegada.

. Estacionamento: Possui na área interna e é gratuito;

. Bicicletário: Possui;

. Espaço Galileu: Parquinho com brinquedos infantis na área interna: é aberto para visitação gratuita nos seguintes dias e respectivos horários:

- 2ª feira: das 9h às 15h;

- 3ª a 6ª feira: das 9h às 17h;

- Sábados, Domingos e Feriados: das 8h às 17h. 




Endereço:

Rua Vice-governador Rubens Berardo, 100 - Gávea

Rio de Janeiro - RJ, 22451-070

Telefone: (21) 2088-0536

 

Página no Facebook:

https://www.facebook.com/planetariodorio/

sábado, 1 de julho de 2017

Dicas de Exposições e Passeio Cultural


Lago Frei Leandro
Imagem do meu acervo particular


Ainda no âmbito de dicas de Exposição e, principalmente, de passeio cultural, a minha sugestão é o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. E, neste caso, pode-se aproveitar o período do Recesso Escolar tanto para apreciar as diversas espécies botânicas da Mata Atlântica e da Região Amazônica, algumas espécies animais, monumentos artísticos e arquitetônicos, quanto para visitação às Exposições no Museu do Meio Ambiente, localizado no mesmo.
 
Como o Museu do Meio Ambiente (edificação datada do final do Século XIX) se encontra situado em uma das entradas do Jardim Botânico, vou iniciar por este, onde é possível visitar as Exposições: "Rede Abrolhos: monitorando o maior complexo coralíneo do Atlântico Sul” e “Fotografias”.
 
A primeira, exposta no térreo, apresenta exemplares da fauna e da flora marinha, fotografias, com imagens aéreas e submarinas, bem como equipamentos científicos usados pelos cientistas na região de Abrolhos, localizados na costa litorânea, ao sul da Bahia e norte do Espírito Santo.
 
A região de Abrolhos constitui-se em um importante conjunto de ecossistemas marinhos e costeiros, pois possui a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, além de ser a área mais extensa de recifes de coral do nosso país e o maior banco de algas calcárias do mundo, segundo fontes de pesquisa.
 

 Todas as imagens são do meu acervo particular
 




 
 



 
No andar superior, a Exposição de Fotografias faz parte de uma seleção de imagens do XVI Concurso do Jardim Botânico. Todas belíssimas! Essa Exposição, em particular, vai até o dia 14 de setembro.
 






 
Com relação à visitação ao Jardim Botânico não há palavras que possam expressar o quanto vale a pena percorrer as suas trilhas ou aleias.
 
De acordo com as orientações do Jardim Botânico, o visitante pode auto guiar nas três Trilhas Interpretativas (das Artes, Histórica e das Árvores Nobres) ou fazer uso dos folhetos informativos disponíveis, com mapa e pontos de destaques.
 
Fundado pelo Príncipe Regente, D. João (mais tarde, D. João VI), o Jardim Botânico do Rio de Janeiro completou 209 anos no dia 13 de junho. Ele possui 144 hectares, sendo aberto à visitação pública apenas 55 hectares.
 
Quanto à história do mesmo, eu já publiquei artigo a esse respeito, neste espaço. Para saber mais, clique AQUI!
 






 










 











 
 
A entrada do Museu do Meio Ambiente é franca (e gratuita) e o seu horário de funcionamento é:

- Segunda-feira, das 12h às 17h;

- Terça a domingo, das 9h às 17h.
 
O Jardim Botânico segue o mesmo horário, mas o ingresso custa R$ 15,00.