sexta-feira, 28 de outubro de 2011

História e Evolução da Natureza: entendendo os atuais problemas ambientais


 Escala do Tempo Geológico - Imagem capturada na Internet


Os alunos da 1ª série do Ensino Médio precisam, mais do que nunca, estar ligados aos temas e discussões atuais sobre o Meio Ambiente (Tópico deste 4º Bimestre de acordo com o Currículo Mínimo da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro). Na verdade, a temática não é algo novo ou desconhecido para eles. 

Quem é que nunca ouviu falar de aquecimento global, chuva ácida, avanço da desertificação, escassez de água potável, eutrofização das lagoas, extinção de animais, entre outros tópicos pertinentes ao tema? Ou as expressões Pegada Ecológica, Deserto Verde ou Água Virtual?

Tal como, eu falei às turmas, precisamos rever a história da Terra e, ao mesmo tempo, do homem, uma vez que este é o principal e maior agente modificador da natureza, inclusive, responsável pelo nível de degradação e insustentabilidade a que chegou o nosso planeta Terra. 

Todos estes tópicos e outros perpassam, necessariamente, ao enfoque das questões ambientais. E, no nível de eventos importantes e próximos a nós, temos o Rio + 20 (ou Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável), a ser realizado em junho de 2012, no Rio de Janeiro, vinte anos depois da chamada Eco 92 (daí, Rio + 20).


Sendo assim e, em função da importância da compreensão da dinâmica da natureza antes e após o surgimento do homem na superfície terrestre, precisamos entender a História e Evolução da Terra e, ao mesmo tempo, o nível de intervenção antrópica (baseada no modelo de desenvolvimento capitalista) e suas consequências.

Nesta perspectiva de análise é preciso, antes de tudo, analisar não só o tempo geológico da Terra sem o homem, que corresponde ao maior período de sua história, mas também o tempo do homem, desde a pré-história até hoje.
A história geológica da Terra teve início há aproximadamente 4,5 bilhões de anos e para relacionar os acontecimentos da evolução, por qual o planeta passou, os cientistas elaboraram a Escala Internacional do Tempo Geológico.
Utilizada no mundo inteiro, a escala teve por base os diversos registros geológicos e paleontológicos obtidos nas pesquisas científicas. Assim sendo foi possível dividir o tempo geológico da Terra em Eras, que são subdivididas em períodos. Os períodos, por sua vez, se dividem em épocas e outras subdivisões.

A mais antiga das eras geológicas é a chamada Azoica, palavra de origem grega, que significa “sem vida”. Apenas na era seguinte, denominada Pré-Cambriana é que vamos ter registros das primeiras formas de vida (vestígios de bactérias, fungos, algas e crustáceos).
A era Paleozoica é caracterizada pela presença de vida na água, com o surgimento, entre outras espécies, de peixes. No final de sua Era surgiram os primeiros anfíbios e répteis. Evidências de ocorrência de grandes florestas, também, foram encontradas na Era Paleozóica.
Na era Mesozoica, grandes répteis, como os dinossauros, dominaram a Terra (período Jurássico) e a vegetação também se desenvolveu bastante.
Mas, no final desta Era, mais especificamente no período Cretáceo, os dinossauros foram extintos. Sem entrar no mérito da discussão acerca da teoria mais coerente (causas climáticas, queda de um grande meteoro, entre outras), o fato que várias espécies animais entraram em extinção durante a Evolução da Terra e o mesmo aconteceu com os dinossauros. 
A Era subsequente, a Cenozoica, que significa vida moderna ou recente, tem uma importância singular para nós. Apesar de representar um curto espaço de tempo, cerca de 1,8 milhões de anos até hoje, curto em comparação ao tempo geológico que abrange todas as Eras anteriores.
A Era Cenozoica é dividida em dois períodos: Terciário e Quaternário e é, justamente, este último período, que merece uma maior atenção, pois corresponde ao período do surgimento do homem no âmbito da Evolução da Terra e, sobretudo, dos primatas, bem como da ocorrência de quatro fases glaciais (temperaturas baixas) intercaladas com fases de temperaturas mais elevadas (fases interglaciais).  
Com a evolução humana, das ciências e da tecnologia, as intervenções do homem sobre o meio físico (natureza) vão ocorrer de forma mais intensa e rápida, inclusive, por razões econômicas (modelo de desenvolvimento capitalista, exploratório e irracional) e culturais (sob a concepção de uma relação humana dissociada da natureza e do poder de domínio do homem sobre a mesma).
Em razão disso, em pleno período Quaternário da Era Cenozoica, vivenciamos uma fase de altas temperaturas (fase interglacial subsequente à última glaciação, Würm) e podemos afirmar que a maior parte dos fenômenos ocorrentes na natureza, atualmente, são derivados direto e/ou indiretamente das ações antrópicas ao longo do tempo, as quais se mantiveram e, ainda, se mantêm, desprovidas de um caráter sustentável e/ou conservacionista do meio ambiente.  

Marli Vieira de Oliveira 


Fontes de Consulta

. CPRM

. GUERRA, Antonio Teixeira - Dicionário Geológico  Geomorfológico, 1987, IBGE - RJ;

. Material Didático particular

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