domingo, 22 de outubro de 2017

Mais uma Mobilização por Motivação Nobre


 
 
Vamos mudar de assunto, passando da violência entre alunos (Bullying) para ações positivas nas escolas...

Campanha de arrecadação de donativos (alimentos não perecíveis) desenvolvida pelos alunos da Turma 1008, sob a minha coordenação, chegou ao fim. E, embora, o quantitativo alcançado tenha ficado abaixo de nossas expectativas, consideramos um saldo positivo, tendo em vista que tivemos pouco tempo de divulgação e incursões às salas de aula.
 
 Turma 1008 do
C.E.Prof.ª Sonia Regina Scudese
 
Além disso, não podemos deixar de considerar, para efeito disso, a semana de provas e de Recuperação, os Conselhos de Classes e a própria crise econômica, por qual estamos passando, sobretudo, nós, moradores do Rio de Janeiro (estado considerado em pior situação mediante a crise no país).
 
No momento, só temos um problema a resolver e com certa urgência... Arrumar meios de transporte para fazer a entrega dos donativos às duas Instituições a serem beneficiadas:
 
. Casa de Apoio à Criança com Câncer – São Vicente de Paulo (Irajá)
. Centro Terapêutico Maria Margarida (Penha)
 
No início da próxima semana tentarei ver se arrumo, pelo menos, dois carros tanto com os professores da Unidade Escolar quanto com a minha irmã Sueli Vieira (professora aposentada) que participa, também, da Campanha de Solidariedade da outra escola em que leciono (E.M. Dilermando Cruz).
 
Alguns alunos do C.E. Prof.ª Sonia Regina Scudese até a conhecem, pois ela já trabalhou na E.M. São Paulo, localizada no mesmo bairro, a qual é de origem da maioria do nosso corpo discente (conclusão do Ensino Fundamental). Inclusive, muitos foram alunos dela.
 
Coletamos mais donativos, mas o resultado parcial consiste em:
 
14 Kg de Feijão Preto;

02 Kg de Feijão Carioca;

10 Kg de Arroz (branco e parabolizado);

12 Kg de Açúcar;

02 Kg de Farinha de Trigo;

02 Kg de Farinha de Mandioca;

06 Kg de Espaguete;

02 Pacotes de Massas - Penne (500 gr.);

01 Pacote de Massas - Talharim (500 gr.);

01 Pacote de Massas - Espaguetinho (500 gr.);

01 Pacote de Massas - Caracol (500 gr.);

02 Frasco de Óleo de Soja;

01 Lata de Milho em conserva;

02 Lata de Leite em pó Integral (400 gr.);

40 Unidades de Gelatina em pó (35 gr.);

06 Caixas de Creme Dental (70 gr.);

01 Sabonete (85 gr.);

04 Sabonetes (90 gr.);

02 Detergente líquido. 

Alguns alunos se comprometeram a trazer, ainda, donativos na próxima semana. Por isso, o total arrecadado será divulgado assim que formos separa-los entre as duas Instituições.   
 

 Da esquerda para direita, os alunos Tamires Costa Carvalho,
Alexandre Felipe de Souza e Anderson Israel dos Santos



  Aluna do Turno da noite entregando a sua contribuição


Aluno Anderson Israel dos Santos

Os alunos Anderson Israel dos Santos e
Patrick dos Santos Silva

 Os alunos Tamires Costa,
 Anderson dos Santos e Alexandre de Souza


 Os alunos com a Diretora (Geral) do Colégio
Daniela Dutra Ferreira

 Os alunos com a Diretora (Geral) do Colégio
Daniela Dutra Ferreira
 
 Os alunos com a Coordenadora do Colégio
Lídia Maria Nogueira de Oliveira


 Eu e uma aluna do Turno da noite
que também contribui com a Campanha

Trabalhando com Charges: Horário de Verão

 Imagem capturada na Internet
Fonte: HC - UNICAMP
 
 

Como eu adoro trabalhar charges em avaliações e atividades dirigidas, selecionei algumas encontradas durante as minhas buscas na Internet (fontes diversas) sobre Bullying.
 

 
 



























 
 
 
Cyberbullying



 
 

Bullying deve ser tratado com seriedade

Imagem capturada na Internet


“Aluno atira em colegas dentro de escola em Goiânia,
mata dois e fere quatro”
(G1- Goiás)

Mais uma notícia trágica em uma Unidade Escolar de Goiás traz à tona a questão de uma prática, infelizmente, muito recorrente nas escolas, o Bullying entre alunos.
 
É claro que o Bullying não ocorre apenas em ambiente escolar, pelo contrário, em todos os locais onde o agrupamento de pessoas revela uma relação em que um se sente no direito de intimidar, debochar e humilhar o outro que, em geral, não fez nada contra o seu agressor.
 
No entanto, o fato da escola ser um espaço plural, ou seja, bastante heterogêneo e diversificado, o Bullying acaba sendo uma prática, na maioria das vezes, invisíveis aos olhos dos adultos, sejam estes, os próprios professores, funcionários ou os responsáveis dos alunos. Daí a importância de tratarmos o tema em sala de aula, por meio de palestra e/ou projetos pedagógicos.
 
Assim como os professores, os responsáveis devem questionar os seus filhos acerca da prática de Bullying na escola (no caso se há com algum aluno) ou com ele mesmo.
 
Eu falo isso, porque fui vítima de Bullying, principalmente, na minha adolescência. E eu perguntei a minha filha, tanto na época do Ensino Fundamental II quanto no Ensino Médio, se ela sofria o mesmo na escola. A possível motivação para esta sofrer seria a mesma que eu sofri, a cor (muito branca).
 
Incrível, não! Mas, eu fui apelidada de “Omo Total”, “Branca Azeda” e “Branca de Neve”. Este último, embora fosse também usado para me constranger em relação à cor, eu até gostava por estar vinculado a uma imagem doce e bonita de uma personagem da história do Walt Disney.
 
Por esta minha experiência na adolescência, como vítima ou alvo de Bullying, eu procuro trabalhar a temática com as turmas, inclusive, cobrando o respeito entre eles, a fim de que o mesmo não se torne uma constante. A pessoa que já sofreu sabe, muito bem, as consequências nocivas por quais a vítima fica sujeita e que ela, na maioria das vezes, não sabe lidar sozinha com o problema.
 
O interessante é que, em geral, são os outros alunos que nos avisam acerca da ocorrência de Bullying na sala de aula (“uma prática, na maioria das vezes, invisíveis aos olhos dos adultos...”) e, quando eu pergunto ao aluno específico (a vítima) se ele sofre, quase sempre o ele nega. Ele só confidencia depois de adquirir confiança de que nada vai sofrer (represália).
 
Este ano mesmo, já intervi em alguns casos de Bullying com alunos tanto do 7° Ano quanto do 9° Ano. E, em todos esses casos, foram outros alunos que me avisaram, demonstrando certa indignação pela situação configurada. E, ainda, destes só um aluno negou veemente que era vítima, mesmo com a afirmação dos demais. Neste caso, eu comuniquei aos pais acerca da situação e pedi que conversassem com o filho em casa.
 
O problema é que a prática do Bullying não envolve apenas o aspecto de uma relação desigual de poder, por detrás do comportamento do seu agressor pode haver inúmeros fatores que desconhecemos. Daí ser muito importante as ações e orientações educativas dos responsáveis aos filhos, sobretudo, a partir do seu exemplo em atitudes e discursos em relação a terceiros.
 
A escola, enquanto espaço sociocultural, deve possibilitar o tratamento dessa questão através de projetos, palestras e até conversas informais em sala de aula. E, sempre que possível, alertar aos pais de ambas as partes, isto é, tanto do agressor (principalmente) quanto da vítima.
 
Além desses, os alunos que assistem e não fazem nada, ou seja, não chamam a atenção do agressor ou comunicam o fato a um adulto, também devem ser advertidos quanto à gravidade dos casos de Bullying e suas consequências.
 
O que não se pode fazer é manter os olhos fechados e/ou os braços cruzados.
 
Eu consegui superar as provocações na minha adolescência, mas muitos – por diversos motivos – podem não conseguir. E, com isso, reações diversas podem ocorrer com a vítima (depressão, angústia, isolamento social e, em casos extremos, o suicídio) ou, ainda, o mesmo se voltar de forma violenta ao seu agressor e a outras pessoas, de forma aleatória.
 
Tal como ocorreu, no dia 07 de abril de 2011, na E. M. Tasso da Silveira, em Realengo, bairro da Zona Oeste do município do Rio de Janeiro, quando um ex-aluno - Wellington Menezes de Oliveira - já com 24 anos, retornou à Unidade Escolar, onde havia sido vítima de Bullying, principalmente, por parte de meninas e, portando dois revólveres (calibres 32 e 38) matou 12 alunos (dez meninas e dois meninos), de idade entre 13 a 16 anos. Os meninos foram baleados de forma acidental, segundo as reportagens na época. Além das doze vítimas fatais, mais de treze alunos ficaram feridos.
 
Vítimas do Massacre de Realengo
Imagem capturada na Internet
Fonte: RJNotícias
 
Essa tragédia comoveu o país inteiro e ficou conhecida como o “Massacre de Realengo” e devido a sua gravidade e, ao mesmo tempo, a importância de combatermos o problema nas escolas, foi instituída no ano passado, mais especificamente, no dia 29 de abril de 2016, a Lei nº 13.277, que estabeleceu que o dia 7 de abril é o Dia Nacional de Combate ao Bullying e Violência na Escola.

De acordo com o que foi noticiado na imprensa, o estudante que atirou confessou que planejou toda a sua ação há dois meses e ele se inspirou nos casos de massacre escolar ocorridos em abril de 1999, no Columbine High School (Columbine, EUA, em abril de 1999) e, em abril de 2011, na escola - acima mencionada - E. M. Tasso da Silveira (Realengo, Rio de Janeiro).

É claro que essa discussão deve ser permanente e durante o ano inteiro. Mas, devemos reconhecer a escola como espaço e ambiente propício à promoção de ações positivas acerca do respeito ao próximo, às pluralidades culturais, ao exercício da cidadania, à cultura pela Paz e à tolerância mútua.
 
A indiferença, o descaso e o próprio silêncio das vítimas acabam fazendo com que atos, como estes, sejam tão recorrentes. É preciso reclamar, procurar um professor, à Direção e aos próprios responsáveis para denunciar ou relatar as agressões (verbais e/ou físicas) sofridas.

Neste caso recente, ocorrido na última 6ª feira (20/10), no Colégio Goyases, em Goiânia (Goiás), o qual foi a chamada desse post, a vítima de Bullying, de apenas 14 anos, virou-se o agressor e atirou contra os colegas da turma.

Filho de policiais militares (tanto o pai quanto a mãe), ele usou a arma da mãe (pistola.40), matando dois alunos (João Vitor Gomes e João Pedro Calembro), ambos de 13 anos e, ferindo mais 4 estudantes (três meninas e um menino), que continuam internados. De acordo com os noticiários, três encontram-se em estado grave.

Um especialista na área da psicoterapia, no entanto, com base nas informações obtidas no caso assegura que não se trata de mais um caso de Bullying escolar e, sim, de um somatório de fatores ligados à formação da personalidade do adolescente que atirou, cujo processo é de responsabilidade direta e/ou indireta dos pais.

Eu não sou especialista, mas convivo com este problema no ambiente escolar. É preciso sondar se ele foi ou não vítima de Bullying, se a Direção do colégio foi notificada e tomou as medidas necessárias para solucionar o problema (advertência e conversa séria com o agressores, comunicação aos responsáveis etc.). Há muitas especulações em torno dessa tragédia, mas - infelizmente - dificilmente todas serão esclarecidas por meio das mídias.

Eu condeno a agressão (física e verbal) e as “políticas do revide e da vingança”, mas como mencionei neste post, a prática de Bullying deve ser levada com muita seriedade, pois vários fatores podem estar envolvidos por detrás de cada comportamento, tanto do agressor quanto da vítima e, as consequências para ambas as partes são imprevisíveis.


Finalizo ratificando que...
 
A vítima, na maioria das vezes, não sabe
lidar com Bullying sozinha.
É preciso a conjugação de ações positivas
contra esse problema de violência nas escolas,
com a participação e envolvimento
de todos os membros da Comunidade Escolar,
inclusive e principalmente, os pais. 
 

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Horário de Verão 2017: Começou o período dos choros, das lamentações

Imagem capturada na Internet
 
Eu, particularmente, adoro, contrariando a opinião do meu esposo e filha, bem como da maioria dos meus conhecidos. E porque não dizer da maior parte da população brasileira?!!
 
Este ano, a divulgação de uma possível extinção do Horário de Verão, por parte do Governo Federal, provocou certo ânimo na “galera” avessa à referida medida, mas no primeiro minuto do domingo passado (15/10), os relógios tiveram que ser adiantados em uma hora. Não houve jeito!
 
Foi dado o início de um período de quatro meses, quando sentimentos múltiplos vão se revezar e se manifestar em meio as discussões no trabalho, na escola, numa mesa de bar ou em qualquer ponto de encontro entre pessoas... Alguns adorando, enquanto outros enfatizando o ódio por tal medida.
 
Agora, não adianta reclamar, apenas tentar conviver, com todos os desconfortos que muitos alegam sentir por causa da mudança do horário e, esperar, pois o seu término será a zero hora do dia 18 de fevereiro de 2018.
 
Embora, o Horário de Verão tenha sido adotado no Brasil, conforme o Decreto nº. 20.466 de 01/10/1931, durante o Governo de Getúlio Vargas, este só foi cumprido efetivamente como medida anual, ou seja, ininterruptamente a partir de 1985.
 
Por sua vez, o Decreto Federal nº. 6.558, publicado no dia 08/09/2008, instituiu a periodicidade de sua vigência, o qual ficou estabelecido – anualmente – no período compreendido entre o 3° domingo do mês de outubro ao 3° domingo de fevereiro do ano subsequente. E, ainda, estabeleceu as regiões a serem submetidas a esta medida, isto é, a região Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná), a região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais) e a região Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, mais o Distrito Federal). Como se pode ver, o Horário de Verão atinge apenas 10 estados e o Distrito Federal.
 
Imagem capturada na Internet
Fonte: MT Notícias 
 
Este mesmo Decreto ainda faz uma ressalva quanto ao fato de sua data final coincidir com o carnaval. Neste caso, o dia do seu término deverá ser adiado para a semana subsequente. Em 2018, o dia do seu término ocorrerá após o carnaval (13/02). 
 
De acordo com as informações divulgadas pelo Governo Federal, baseadas nos dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS), nos últimos 10 anos, o Horário de Verão reduziu, em média, 4,5% da demanda de consumo de energia elétrica nos horários de pico, ou seja, entre 18 horas e 19 horas. Tal redução resultou em uma economia absoluta de 0,5%.
 
Embora essa taxa (0,5%) possa parecer mínima, levantamentos apontam que o período de vigência do Horário de Verão (quatro meses) é capaz de economizar o consumo mensal de uma cidade, como Brasília, que possui mais de 2 milhões de habitantes.
 
De acordo com o Brasil Econômico, a economia obtida com esta medida, em 2016, foi de cerca de R$ 147,5 milhões no verão, resultante da redução do consumo de energia residencial e de iluminação pública (em média, duas horas a menos ao dia). 
 
Como é possível perceber, a adoção do Horário de Verão tem a finalidade de amenizar os impactos negativos no sistema elétrico do país, em razão – justamente - do aumento na demanda de energia no horário de pico (mais ou menos, por volta das 18h), quando muitas pessoas retornam aos seus lares e que, conjuntamente e ao mesmo tempo, lâmpadas são acesas, chuveiros e aparelhos de ar condicionados são ligados, bem como ventiladores e outros aparelhos elétricos. Além da iluminação pública também é ligada neste mesmo horário.
 
Sendo assim, a adoção do Horário de Verão pelo Governo Federal – através do Ministério de Minas e Energia – se dá essencialmente para garantir segurança ao Sistema Elétrico do país mediante à redução da demanda de energia nos horários de maior consumo, proporcionando a economia de energia elétrica.
 
 
Atualmente, o Horário de Verão é adotado por cerca de 30 países, sendo - em alguns casos - em partes de seus territórios.
 
Muitas pessoas sentem grandes dificuldades em se adaptarem à alteração de horário, alegando que o seu “relógio biológico” não consegue acompanhar efetivamente o Horário de Verão. Segundo especialistas, os efeitos desta relação Horário de Verão versus Horário Biológico pode desencadear a chamada “desordem temporal interna”, cujos sintomas mais comuns são: sonolência diurna, cansaço, mal-estar, mau humor, insônia, entre outros.
 
Mau Humor
Imagem capturada na Internet
 
 
 Sonolência Diurna
Imagem capturada na Internet
 
De acordo com os mesmos, dependendo do indivíduo, estes sintomas podem diminuir e/ou acabar após alguns dias ou semanas.
 
Enquanto isso não acontece, as lamentações repercutem...

 
Para saber mais sobre o Horário de Verão no Brasil e ter acesso a todos os Decretos Federais, acesse o site Divisão Serviço da Hora (DSHO)

domingo, 15 de outubro de 2017

15 de Outubro: Dia do professor

 Desenho representando Paulo Freire
Imagem capturada na Internet
Fonte: Wikipedia


Ser Professor hoje em dia...
Marli Vieira de Oliveira da Silva
 
O trabalho é árduo...

Pois envolve estudo, pesquisa, planejamento, aulas teóricas, às vezes, aulas experimentais ou audiovisuais, a aplicação e correção de exercícios de fixação, provas, trabalhos e/ou testes, bem como observações diárias.
 
Na prática, no dia a dia, as condições físicas nem sempre são satisfatórias...

Salas superlotadas, falta de material didático e de equipamentos eletrônicos como estratégia de ensino, ausência de Orientador Educacional, falta de ventiladores nas salas de aula ou lâmpadas suficientes, capazes de oferecer a luminosidade adequada.
 
Alguns conflitos existentes no ambiente escolar são recorrentes e se justificam... 
 
Pela indisciplina de alguns alunos, o desrespeito com o professor, com os colegas e outros funcionários da escola, a prática de Bullying e as diversas formas de violência manifestadas.
 
Os resultados negativos do desempenho escolar de muitos alunos refletem...
 
O não compromisso com o seu processo educativo, a não realização das atividades pedagógicas e dos trabalhos bimestrais, das conversas paralelas nos momentos das explicações, o uso de celular de forma indevida na sala de aula, a ausência de muitos responsáveis no acompanhamento escolar de seus filhos, bem como aspectos internos da escola (pedagógicos ou estruturais).
 
O desânimo em muitos profissionais de Educação resultam...
 
Da não valorização dos profissionais do magistério, do desinteresse geral dos alunos e dos aspectos acima relacionados, conjuntamente.
 
A escola pública perdeu muito o seu status de espaço institucional e social de excelência devido...
 
O não acompanhamento simultâneo às inovações tecnológicas, a concorrência com habilidades que exigem mais o fazer mecânico, a permanência de aulas tradicionais, tão ineficientes e a falta de comprometimento de muitos (em todos os segmentos da Comunidade Escolar).
 
Por tudo isso, tanto os professores quanto os alunos passam e são submetidos, anualmente. Mas, na relação “professor versus aluno” há algo que não é capaz de ser removido do pensamento do professor... A convicção de que o caminho para o desenvolvimento pleno do indivíduo perpassa pela Educação.
 
E é por acreditar nisso que a maioria dos professores não desiste, mesmo no enfrentamento de todo esse quadro caótico de trabalho.
 
Por acreditar em sua missão e no caminho que eles escolheram, tanto para si mesmos quanto a conduzir os alunos, sabendo que os passos de ambos estarão juntos somente até certo ponto.
 
Professor não desiste de sua missão porque se ele desistir não haverá mais nada em acreditar.
 
Parabéns a todos os professores que acreditam e abraçam a Educação com uma grande missão de vida!

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Catalunha sob uma conjuntura de incertezas acerca do seu processo Independência

O presidente Carles Puigdemont em discurso no
Parlamento Catalão
Imagem capturada na Internet
Fonte: El País (Foto de David Ramos/Getty Images)


Voltando à questão da Catalunha...
 
Apesar do próprio presidente da Generalitat (governo regional da Catalunha), Carles Puigdemont, apontar que o dia 1º de outubro de 2017 representa um marco histórico para Catalunha em razão do resultado do referendo realizado neste dia (domingo retrasado), quando a maioria dos eleitores catalães (cerca de 90%) votou a favor de sua independência em relação à Espanha, o curso desse processo ainda se mantém indefinido.
 
Ontem, o referido presidente catalão – em discurso no Parlamento – além de pronunciar sobre o resultado favorável das urnas e, consequentemente, da condição de um Estado independente à Catalunha, ele expressou a intenção de estabelecer um diálogo com o governo espanhol.
 
O que para muitos, inclusive, para o governo da Espanha gerou muitas incertezas, tendo em vista que o discurso de Carles Puigdemont – a princípio – não deixou claro a declaração de independência da região. E, para confundir mais ainda e aumentar a sua ambiguidade, após o seu pronunciamento, o referido presidente e mais os deputados catalães, favoráveis à separação (maioria no Parlamento) assinaram um documento em que formalizaram a sua independência.
 
Contudo, de acordo com um porta-voz do governo catalão, essa declaração foi apenas um “ato simbólico”.
 
Independentemente de suas reais intenções, o governo espanhol está exigindo maior clareza quanto ao posicionamento político do presidente da Generalitat, justamente, para poder tomar as medidas cabíveis às circunstâncias configuradas entre ambas as partes: Madri versus Catalunha.
 
Segundo o governo espanhol, o referendo que ocorreu no dia 1º de outubro foi ilegal, ou seja, inconstitucional, além disso este afirma que a própria população catalã se encontra dividida quanto ao movimento separatista. As urnas e a manifestação popular nas ruas expressaram muito bem isso. O número de eleitores catalães que foram às urnas, votar a favor ou contra à separação da região da Espanha, foi na ordem de apenas 43% do seu eleitorado, ou seja, compareceram aos postos de votação menos da metade dos eleitores.   
 
E, ainda, mediante à declaração oficial da independência da Catalunha, o governo central espanhol – com base no Artigo 155 da própria Constituição do país – poderá suspender a autonomia política da Catalunha e assumir também o controle da região.
 
E, na hipótese do presidente Carles Puigdemont não responder a essa requisição, o governo espanhol (junto com o Senado) poderá fazer valer o cumprimento da lei à revelia do governo catalão.

Como se pode ver o futuro das relações entre a Catalunha e a Espanha. De um lado, a perspectiva da Catalunha em se tornar uma República, acatando as aspirações da maioria dos votantes do referendo (90% dos eleitores) e, por outro lado, a não aceitação por parte do governo central espanhol sobre a legalidade do referendo, das possibilidades tanto de independência da região do resto do país quanto de negociar algo nesse sentido.  
 
Tudo ainda é incerto, inclusive, se vai haver ou não interdição do governo central na Catalunha... O que se sabe, apenas, que é certo o agravamento da crise política entre ambas as partes.