domingo, 4 de abril de 2010

A Páscoa da Bandô

Imagem capturada na Internet (Google)


Navegando na Internet encontrei esta história e achei interessante compartilhar neste espaço. A moral da história se aplica ao nosso dia a dia, com os nossos resmungos diários, nosso pessimismo ou falta de resignação mediante aos fatos e problemas que enfrentamos. Na maioria das vezes, só olhamos para os nossos problemas...



A Páscoa da Bandô

Aline Quezada

Chegou a Páscoa. Bandô acordou ansiosa em busca dos ovos de chocolate...

— O que será que o coelhinho trouxe para mim?

Porém, quando encontrou seus ovos...

— Buááááá... O coelhinho me traiu. Não trouxe o que eu pedi. Ele não gosta de mim... Buáááááaá...

A mãe de Bandô ficou assustada com a choradeira e correu para ver o que estava acontecendo.

— O que houve, filha? Não gostou dos seus ovos?

— Não era o que eu queria. Eu pedi aquele ovo bem grande, que vem com brinquedo dentro e cheio de surpresas. Mas ele não trouxe! Por que o coelhinho não gosta de mim, mãe?

— Que é isso, filha. O coelhinho adora você. Veja, ele trouxe dois ovos lindos. Eu sei que não é o que você pediu, mas isto não significa que ele não goste de você.

— Então, porque ele fez isso?

— Os ovos de Páscoa são muito caros e o coelhinho tem que distribuí-los a muitas crianças. Talvez ele não tenha tido dinheiro para trazer o que você pediu. Ou, então, os desse tipo já haviam acabado.

Por mais que a mãe de Bandô tentasse explicar, nada a convencia. Apesar de ter ganhado dois ovos, ela ficou triste e resolveu dar uma volta na rua. Foi quando encontrou uma amiguinha, a cachorrinha Teca, que estava chorando.

— O que foi, Teca? Por que está chorando?

— Ah, Bandô. O coelhinho não trouxe nenhum ovo para mim. Eu fui uma cachorrinha boazinha o ano inteiro...

— Puxa, Teca, ele também não trouxe o que eu pedi.

— Mas pelo menos trouxe alguma coisa para você... Para mim não chegou nada!

Vendo a amiga tão triste, Bandô teve uma idéia. Correu em casa e voltou em dois minutos.

— Teca, olha aqui. O coelhinho não se esqueceu de você. Ele só não estava achando o seu endereço. Por isso, ele deixou o seu ovo na minha casa e um bilhete para eu entregá-lo a você.

— Puxa, Bandô. Muito obrigada. Agora eu sou a cachorrinha mais feliz do mundo!

Bandô ficou com apenas um ovo, mas ver a amiguinha feliz a deixou muito bem. Aliás, ela nem se importava mais por não ter ganhado o que pediu. Era bobagem mesmo... O que importa é que o coelhinho se lembrou dela. E esta foi a melhor Páscoa que Bandô já teve.

Fonte: Tribuna Impressa

3 comentários:

Tamiris Neves *--* disse...

É professora, realmente nós sempre vemos os nossos problemas, e as vezes inventamos um para onde está tudo correto. Mais é aí que paramos e nos damos contas que nossa vida é um paraíso comparado a muitas pessoas.

bruuna 1901 disse...

É verdade. Muita das vezes não aproveitamos oque temos nas nossas 'mãos' e quando vamos olhar em volta, tem pessoas piores , com mais dificuldades.
Isso me faz crer que eu preciso ajudar as pessoas e não ficar reclamando da minha , apenas. Pois oque temos as vezes uma criança quer ter .

Marli Vieira de Oliveira disse...

Tamiris e Bruna,

Estou em falta com vocês, não? Mas, acho super legal, vocês terem esta noção... Realmente é um hábito nosso - meio egoísta - achar que os maiores problemas são os nossos, mas se olharmos mais adiante veremos que há situações bem mais complicadas e difícieis.

É refletindo, que podemos amadurecer e perceber a imensidão do mundo em que vivemos (este não se restringe apenas ao nosso quarto).

Beijos,

Marli Vieira