sábado, 3 de abril de 2010

Conflito Rússia x Chechênia: Ataques Suicidas no Metrô de Moscou




Imagem capturada na Internet (Folha On Line) e reproduzida no Adobe Photoshop
 
Outro assunto pertinente aos tópicos abordados neste início de ano letivo, sobretudo, no 9° ano, diz respeito ao fato recente ocorrido na 2ª feira passada (29/03) em Moscou (Rússia), onde dois ataques suicidas foram cometidos, pela manhã, em duas estações do metrô.
 
A temática... Movimentos separatistas, isto é, povos reivindicando a emancipação da região onde vivem. Neste caso em questão, eles almejam o reconhecimento do seu país, do seu território. Infelizmente, os conflitos gerados pelo impasse entre ambas as parte se dá de forma armada, sob ações terroristas ou de guerrilhas.
 
No episódio recente, o cenário foi o território russo, os protagonistas eram e são de origem chechena (Chechênia, região do Cáucaso, ainda não reconhecida - internacionalmente - como República) e os atores coadjuvantes, infelizmente, as pessoas afetadas, civis – inocentes – que circulavam nos trens do metrô da capital da Rússia.
 
Conflito antigo entre a Rússia e a região da Chechênia...
 
Os ataques foram provocados por duas mulheres-bombas, cada qual em uma estação do metrô, com intervalo de tempo entre a primeira e a segunda explosão em cerca de 40 minutos.
 
Segundo fontes de pesquisa, os artefatos usados pelas duas mulheres tinham alto poder de destruição. As bombas, a base de hexogênio (RDX), também foram recheadas com pedaços de metal com o propósito de intensificar o seu efeito destrutivo.
 
A primeira mulher-bomba detonou os explosivos, às 07:56h (hora local), na estação de Lubyanka, que fica próximo aos escritórios do Serviço Federal de Segurança (FSB). De acordo com o que foi publicado nas mídias, a força de destruição dos artefatos utilizados, neste primeiro ataque, foi equivalente a até 4 Kg de TNT. No exato momento, vinte e quatro pessoas morreram em consequência da explosão.
 
O segundo ataque suicida ocorreu na estação de Park Kultury e os artefatos tinham a potência equivalente a 1,5 a 2 Kg de TNT. Nesta segunda explosão, morreram 14 pessoas.
 
Em ambas as ocorrências, as mulheres-bombas detonaram os artefatos, que estavam junto aos seus corpos, quando os trens chegaram nas estações e as suas respectivas portas abriram para o embarque e desembarque das pessoas.
 
O número de mortos em consequência destes ataques suicidas aumentou (39) e deve aumentar em virtude do número de vítimas em estado grave (72 feridos continuam hospitalizados, sendo 5 em estado grave).
 
Segundo os serviços de segurança do metrô, as mulheres-bombas não estavam sozinhas. Cada uma delas teve a companhia de uma outra mulher até chegarem às respectivas estações do metrô (estações de Lubyanka e de Park Kultury). Há, ainda, a suspeita de uma terceira pessoa envolvida junto que estas mulheres. Este seria um homem, de idade presumível de 30 anos, cuja presença e suposto envolvimento foi registrado pelas câmeras de segurança.
 
Tanto o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, quanto o Primeiro-Ministro (e ex-presidente russo), Vladimir Putin, declararam “guerra” ao terrorismo, ou seja, aos responsáveis pelos ataques terroristas.
 
Apesar das suspeitas, inicialmente, terem caído sobre os rebeldes chechenos, nenhum grupo terrorista – até então - havia assumido a responsabilidade pelos referidos ataques.
 
Contudo, no último dia 31 de março (4ª feira), um vídeo foi divulgado em um site islâmico (não-oficial), no qual o líder rebelde checheno Doku Umarov, que se autodenomina "Emir dos Emirados do Cáucaso", assume a responsabilidade quanto aos ataques suicidas no metrô de Moscou.


Imagem capturada na Internet (UOL Notícias)
 

Localização da Chechênia - Imagem capturada na Internet
Além de assumir os ataques, Doku Umarov os justifica como forma de vingança ao massacre de habitantes chechenos e inguches cometido pelas forças russas. Em sua mensagem, ele ainda alerta que os atentados vão prosseguir.
 
A notícia só foi divulgada após averiguação da autenticidade do vídeo, que foi feita e confirmada pelo Centro Americano de Vigilância de Páginas Islâmicas (Site).
 
As autoridades russas asseguraram que entre os rebeldes há pessoas ligadas ao grupo terrorista islâmico Al Qaeda.
 
Nos dias 31 de março e 01 de abril, outros ataques terroristas marcaram o país. Ambos ocorreram no Daguestão, república autônoma russa localizada, também, no Norte do Cáucaso e que faz fronteira com a Chechênia e com Azerbaijão.
 
Na 4ª feira (31/03), o ataque foi na cidade de Kizlyar, onde um homem-bomba detonou os artefatos, matando - pelo menos - 12 pessoas. No dia seguinte, duas pessoas morreram em consequência da explosão do carro, onde elas estavam. Até o momento, tudo leva a crer que a detonação foi espontânea, ou seja, acidental. Uma terceira pessoa se encontra hospitalizada em estado grave.
 
O líder rebelde checheno Doku Umarov, contudo, não assumiu a responsabilidade quanto a estes últimos ataques, no Daguestão.
 
Na próxima postagem, aprofundarei o tópico sobre a Chechênia, região de conflito entre os russos e os chechenos, desde os anos 90 (Século XX), cujas dimensões perpassam às esferas política, econômica, geográfica e religiosa.
 
Inclusive, neste contexto, uma das cenas que mais me marcou foi o ataque dos separatistas chechenos a uma escola primária de Beslan (Odisséia do Norte), em setembro de 2004. As imagens chocaram o mundo. A ação terrorista matou 339 pessoas, sendo a maioria crianças. Foram cenas de grande terror. Horrível!


Mulheres suspeitas dos ataques suicidas no metrô de Moscou
Imagem capturada na Internet (Folha OnLine)




Fontes:
 
 
 

Um comentário:

Tamiris Neves *--* disse...

Professora, eu fiquei sabendo desse acidente. Minha irmã mais nova viu e perguntou o que era uma mulher-bomba, e eu expliquei. Eu acho isso uma coisa muito triste né, tudo bem que eles estão buscando seus direitos, mais tirar sua própria vida por isso? E ainda tirar vida de mais pessoas? Acho que tem maneiras mais pacíficas de resolver este assunto.