segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Crônica: O Amadurecimento à base do Amor


Imagem capturada na Internet


Embora, o Dia dos Namorados já tenha passado (12 de junho), uma situação um tanto delicada, ocorrida em minha escola da rede municipal, me inspirou a escrever uma crônica sobre dois jovens enamorados, mas com foco no rapaz, que é meu aluno do 9˚ Ano.


O AMADURECIMENTO À BASE DO AMOR
 Marli Vieira de Oliveira da Silva

Sentada e distraída em meio a conversas entre os professores, no final do turno da manhã da escola de Ensino Fundamental, uma situação emergencial nos chamou a atenção e nos imobilizou diante do nível de preocupação que ascendeu.

Uma aluna – amparada por outros docentes – entrou na Sala dos Professores passando mal, ofegante, com falta de ar e lágrimas nos olhos diante da gravidade do seu estado.

Sentada em uma cadeira, todas as tentativas para amenizar o seu quadro foram feitas e, ao mesmo tempo, palpites quanto ao problema e orientações acerca das providências cabíveis eram expostas por todos os presentes. Eu, na minha ignorância, ouvia e concordava com aqueles que mencionavam sofrerem das mesmas dificuldades em respirar em decorrência da asma.

Por um instante, meus olhos se desviaram e se fixaram no rosto de um jovem, estático na porta, de olhar fixo e apreensivo sobre a jovem, cercada de cuidados e atenções dos professores e funcionários.

Pude perceber a agonia que palpitava em seu peito e, ao mesmo tempo, a grande vontade de acolher e proteger aquela, que embora assistida, deveria ser a dona de seu coração. Eu não a conhecia, mas ele era meu aluno desde o ano passado.

Visivelmente, ele estava transtornado com aquela situação e, mais ainda, por não poder – ao menos – estar ao lado dela, dando-lhe força, proteção e carinho.

Consegui compreender o seu estado e, em um gesto inusitado, solicitei à Diretora, que assumia a frente das medidas a serem tomadas, que ela permitisse a aproximação do rapaz junto à aluna.

Sua preocupação não cessou, mas a sua presença ao seu lado – com certeza - fez a diferença para ambos.

Quando a aluna foi conduzida ao Posto Médico, próximo da Unidade Escolar, eu passei a pensar no meu aluno, no seu amadurecimento e no quanto a afetividade pela jovem o transformou em uma pessoa de grande responsabilidade e dedicação.

Mais de um ano de convivência e posso dizer que gostei de ver o que presenciei, naquele dia. Muitas vezes, os meninos demoram a amadurecer, mas – sem dúvida alguma – o amor é uma das vias mais rápidas a uma vida madura.

O amor cuida, respeita, lhe torna responsável e lhe faz sentir protetor do outro. 

3 comentários:

Guilherme Melo disse...

Fiquei emocionado,para ter conseguido acompanha-la tive que passar por muitos obstáculos,mas o maior deles eu só conseguir com a sua ajuda.Muito obrigado professora <3
João Guilherme Melo,Turma:1904

Marli Vieira de Oliveira disse...

Guilherme, você merece todo o meu respeito e carinho. Continue assim, sendo um homem do bem e fazendo o mesmo pelos outros. Obrigada pelo carinho, mas os votos são exclusivos a você e à formação recebida pelos seus pais. Sucesso e muito amor. Beijos

Anônimo disse...

Nossa que lindo, imagino a alegria da menina em saber que tem uma pessoa que a ama que se preocupa com ela... Isso nunca aconteceu comigo mas imagino oq pra ele significou oq a senhora fez, ele pode ficar perto dela, e com certeza ajudou muito a menina... Sim, o amor faz a gente amadurecer demais, faz com que possamos ver as coisas de outra forma, nos preocupamos,queremos sempre estar perto principalmente em casos como esses, queremos proteger e principalmente cuidar daqueles que amamos

Nome:Maria Eduarda da Costa
T: 1803