domingo, 1 de março de 2009

1° de Março: Aniversário da Cidade do Rio de Janeiro

Imagem capturada da Internet

Hoje comemoramos o aniversário da cidade do Rio de Janeiro, que completa 444 anos.

Como carioca (designação dos habitantes da cidade do Rio de Janeiro), nascida no Rio Comprido, devo dizer que apesar das inúmeras adversidades que se encontram encravadas na Cidade Maravilhosa, cujo caos urbano não esconde totalmente as belezas de sua geografia física, eu amo esta cidade!

Suas principais mazelas não são exclusivas deste espaço geográfico, pois indubitavelmente estes são pontos comuns em todos os grandes centros urbanos, mas por ser a nossa cidade, eles adquirem um aspecto mais negativo ainda.

Eu mesma, por experiência própria, sei o quanto vivemos sobressaltados nesta cidade, nos dias de hoje: já fui vítima de roubo e assalto, meu pai morreu vitimado por ter reagido a um assalto, tenho duas irmãs que ficaram sob o poder de assaltantes por ocasião de um seqüestro relâmpago e a nossa casa (a dos meus pais, eu era solteira ainda) sofreu assalto ao meio dia.

É lamentável e não podemos ignorar a dura realidade da cidade e as estatísticas oficiais sobre a insegurança pública, a violência, número de população de rua etc. Mas, não podemos enfatizar apenas estes aspectos negativos.

Além de suas belezas naturais e outras artificiais (culturais) a fim de atender o turismo, umas das principais rendas do município, a cidade é caracterizada por uma população bastante acolhedora, solidária e alegre.

Parabéns, Cidade do Rio de Janeiro! “

Terra que a todos seduz… Que Deus te cubra de felicidade…”
Eu espero e confio que, um dia, o caos urbano, com todas as suas mazelas e adversidades, será minimizado, fazendo com que o título de “Cidade Maravilhosa” venha estar em sintonia com o real sentido da expressão.

Para quem desconhece a música “Cidade Maravilhosa”, de autoria de Antonio André de Sá Filho (André Filho) foi instituída como o Hino Oficial da Cidade do Rio de Janeiro através da Lei nº 3.611, de 12 de agosto de 2003.

De acordo com o Artigo 2º desta Lei, “Nas cerimônias oficiais realizadas por entidades e instituições de nossa Cidade, onde for feita a execução do Hino Nacional Brasileiro, as orquestras, bandas marciais e demais músicos serão previamente orientados pelo órgão promotor do evento a executarem o Hino Oficial da Cidade do Rio de Janeiro”.


Um pouco da História...
O nome da cidade (Rio de Janeiro) foi dado em razão dos navegadores portugueses terem avistado a Baía de Guanabara, no dia 1º de janeiro de 1502 e por acreditarem que se tratava da foz de um grande rio (na verdade era a Baía da Guanabara).

A fundação da cidade, no entanto, foi no dia 1° de março de 1565, por Estácio de Sá, sobrinho do terceiro governador-geral do Brasil, Mém de Sá.
 
O objetivo principal para a sua fundação foi dar início ao processo de expulsão dos franceses que encontravam na região há dez anos.
 
Em homenagem ao Rei de Portugal, da época, D. Sebastião, a cidade foi batizada com o nome de Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
 
Após a morte de Estácio de Sá, em 20 de fevereiro de 1567, em conseqüência de uma infecção no rosto provocada por uma flecha envenenada, que o feriu durante os combates à expulsão dos franceses, seu tio Mém de Sá transferiu a cidade da área da Urca para o Morro do Castelo com o objetivo de melhor defender a cidade de ataques.
 
Em seguida, o governo do Rio de Janeiro passou para outro sobrinho, Salvador Correia de Sá.
 
Em 1763, ou seja, cento e noventa anos depois de sua fundação, a cidade do Rio de Janeiro se tornou a capital do Brasil (Salvador foi a primeira), mantendo-se como Distrito Federal até 1960 (197 anos depois), quando Brasília foi inaugurada e se tornou a capital do país (a atual e única capital planejada).
 
No dia 7 de março de 1808, a família Real Portuguesa se transferiu para o Rio de Janeiro, fugindo da invasão das tropas napoleônicas em Portugal. A população na cidade era estimada em 50 mil habitantes.
 
Mediante à transferência da Família Real, no período compreendido de 1808 a 1815, a cidade foi a capital do Reino de Portugal e dos Algarves, como era oficialmente designado Portugal, na época.
 
No ano de 1815, o Brasil foi elevado à categoria de Reino Unido, com a coroação do Príncipe Regente D. João VI como Rei do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves, fato histórico de grande relevância não só em termos do Rio de Janeiro (cidade e estado), como também no cenário nacional.
 
A cidade sediou o Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves até abril de 1821, quando Dom João VI, com mais 4 mil pessoas, retornou a Portugal.
 
A partir do século XVIII, a economia da cidade foi impulsionada pela sucessão dos chamados ciclos econômicos (atividades agrárias monocultoras e extrativistas), como os ciclos da cana de açúcar, do ouro e do café.
 
Hoje, a cidade se destaca nos diferentes setores da economia do estado, com projeções não só na área industrial, como também, sob as diferentes atividades terciárias, como por exemplo o turismo, além de ser o principal centro cultural do país e importante centro político.
 

Cidade Maravilhosa
(André Filho)

Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil
Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil

Berço do samba e das lindas canções
Que vivem n'alma da gente
És o altar dos nossos corações
Que cantam alegremente

Jardim florido de amor e saudade
Terra que a todos seduz
Que Deus te cubra de felicidade
Ninho de sonho e de luz!



Imagens capturadas na Internet

Pedra da Gávea

Jardim Botânico

Igreja da Penha
(antes da ocupação maior nas encostas adjacentes)


Corcovado, Pâo de Açúcar, a Baía de Guanabara e,
ao fundo (à direita), o mar costeiro



Barra da Tijuca/Lagoa de Marapendi




Ilha de Paquetá




Pão de Açúcar



Praia de Copacabana



Fontes de Pesquisa
 
 

Um comentário:

Rayanne disse...

Nossa gostei muito da história do Rio de Janeiro,fala sobre coisas que eu nem imaginei que seria.
Muito bom!