terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Rio 40 graus: ala-lá-ô, mais que calor!


Imagem capturada na Internet (Foto: Severino Silva_Jornal O Dia)


Para quem vive na cidade do Rio de Janeiro ou até mesmo quem não mora, mas vem acompanhando os noticiários, tem certa noção das altas temperaturas que vêm sendo registradas neste verão no município.
 
Eu sofro diretamente, pois tenho alergia ao suor e, no meu caso, o a estação do verão representa um “sofrimento” só. Apesar de “carioca da clara” (só o meu pai é carioca/minha mãe é paulista), eu – na verdade - adoro o inverno! Se é que podemos dizer que o Rio de Janeiro tem inverno, com temperaturas baixas...

A onda de calor que assola a cidade tira até o ânimo de sair de casa. Mexeu com o mercado, pois as vendas de ar condicionado, ventiladores, protetor solar, sorvetes, refrigerantes, água e frutas aumentaram significativamente. As de ar condicionado foram surpreendentes, pois tanto nas lojas quanto na Internet, já é produto escasso.

Minha mãe, que nunca gostou de ar condicionado, teve que se adaptar, pois ela pode agravar o seu quadro face as altas temperaturas.

O calor também tem mudado os hábitos de muitas pessoas. Outro dia no telejornal mostrou muitos banhistas, à noite, bem mais tarde, nas praias da Zona Sul.

Esta primeira quinzena de fevereiro já o colocou como o mês mais quente dos últimos 100 anos das das medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
 
O calor está tão forte, que na quarta feira passada (10 de fevereiro), o Rio de Janeiro subiu à categoria de segunda cidade mais quentes do mundo, perdendo apenas para Ada, em Gana, na África.
 
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a segunda maior sensação térmica do mundo foi registrada em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, às 13h (43,9 graus).
 
No dia seguinte, a temperatura registrada foi de 40,1ºC, enquanto a sensação térmica ultrapassou os 50ºC. Ninguém aguenta! E o pior é que não chove há muitos dias, pois há uma massa de ar quente estacionada na região Sudeste. Nem para amenizar um pouco cai umas gotinhas d’água do céu (não quero temporal!).

Sensação térmica é a temperatura aparente, ou seja, aquela que o nosso corpo sente. Ela está relacionada com a umidade do ar, que nada mais é que a quantidade de vapor de água contido na atmosfera.

Isso é fácil de perceber pelo desconforto que nos causa. Se a umidade do ar foi baixa, ao transpirar, o seu corpo ficará suado, mas o suor secará logo (evapora).

Em contrapartida, se a umidade relativa do ar estiver alta, do mesmo jeito, seu corpo ficará suado, mas o suor vai levar mais tempo para secar. Daí, o desconforto geral.

Com a baixa umidade do ar, a formação de nuvens é reduzida e, sem nuvens não há chances de chuvas. Daí, a insolação – número de horas de Sol - aumenta.
 
Como o calor não dá trégua, eu mesma não estou tendo coragem para sair na rua. Por mais que pensemos na economia de energia e de água está sendo difícil encarar os dias sem ligar ar condicionado ou ventiladores (dependendo do cômodo da casa tem que ser dois) e tomar só dois banhos, no mínimo.

A previsão é de chegada de formação de uma frente fria, hoje - à tarde – no litoral paulista. No Rio de Janeiro, ela deverá chegar na 4ª feira de Cinzas.
 
A razão destes dias com altas temperaturas, fora do normal, principalmente no Rio de Janeiro, litoral de São Paulo (já morreram 32 idosos em santos em consequências do forte calor) e outras áreas da região Sudeste é justificada – de acordo com o Climatempo – pelo posicionamento e intensidade do Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul.
 
O referido anticiclone é um dos grandes sistemas de Alta Pressão atmosférica semipermanentes no planeta, que oscila entre o Brasil e África. Seu movimento e intensidade determinam muitas características e mudanças meteorológicas sobre o Brasil.
 
O que está acontecendo é que, neste verão, o sistema de Alta Pressão está mais forte do que o normal e sua região central tem ficado mais próximo da costa litorânea do Sudeste.

Imagem capturada na Internet (Climatempo)

Isso se deve a uma das alterações causadas pelo fenômeno El Nino, que é o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico entre a Austrália e a costa do Peru.
 
Além de estarmos no verão (altas temperaturas), a presença do sistema de Alta Pressão traz o ar seco dos altos níveis da atmosfera para perto do solo. A baixa umidade dificulta a formação de nuvens e a ocorrência de chuvas. O número de horas de Sol forte aumenta, aquecendo mais ainda o ar (insolação).
 
Por conta da posição do anticiclone suptropical do Atlântico Sul, os ventos quentes do Quadrante Norte estão mais persistentes no Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo.
 
Os efeitos das chamadas “ilha de calor” também devem ser considerados para explicar o calor excessivo.

As massas polares e a as frentes frias não estão conseguindo chegar com mais força e frequência ao litoral do Sudeste, por conta do bloqueio atmosférico causado pelo anticiclone subtropical do Atlântico.
Fontes de Consulta
 
. Climatempo;
 
. Jornal O Globo (impresso).

Um comentário:

Tamiris Neves *--* disse...

Realmente estava muito quente, aqui em casa foram comprados 2 ventiladores, sendo que o último foi bem pior de comprar pois como a senhora disse estavam esgotados. Ainda bem que hoje chuveu, e está bem mais fresco que nos outros dias.