sábado, 29 de outubro de 2011

Data 31/10/2011: População Mundial chegará a 7 bilhões de habitantes

População Mundial - Imagem capturada na Internet (Fonte: Demografia)

Dando continuidade à temática acerca dos problemas ambientais, outro aspecto relevante a ser considerado diz respeito ao crescimento demográfico, ou seja, ao crescimento da população mundial.
De acordo com os últimos dados divulgados nas mídias, na próxima 2ª feira (31/10), a população absoluta da Terra alcançará o patamar de 7 bilhões de habitantes, tal como notificou a Organização das Nações Unidas (ONU).

 Imagem capturada na Internet (Fonte: Blogue do bebe)

Levando em conta que os níveis de degradação ambientais e seus efeitos impactantes sobre a população e o meio físico são fatos concretos, tanto em termos de disponibilidade de água potável (escassez e mau uso), de terras agricultáveis (avanços da desertificação e aumento das terras estéreis), terras produtivas com cultivos voltados para outros fins (fontes de energia alternativas, ração para animais etc.) quanto no aumento do desemprego (conjuntural, estrutural ou tecnológico), da pobreza, entre outros aspectos intrínsecos à realidade socioeconômica mundial.
Este aumento da população é, realmente, um fator preocupante. Até porque, pouco foi feito em termos de reverter este quadro, ao longo das décadas que as discussões se mantiveram e, ainda, se mantêm ativas, mobilizando todos os segmentos da comunidade científica, autoridades políticas, representantes de Organizações Não-Governamentais (ONGs), representantes religiosos e da população civil. E, mais do nunca, não esqueçamos que a população cresce, mas a superfície terrestre não.
A previsão é que a população chegue aos 10 bilhões de habitantes no final deste século.
Os principais fatores que justificam este aumento significativo da população têm a ver tanto com os países pobres quanto os ricos, os quais são:
- Taxas de natalidade elevadas nos países subdesenvolvidos;
- Expectativa de vida elevada nos países desenvolvidos.
Como sabemos, as taxas de natalidade nos países desenvolvidos são baixas, em geral, por uma questão cultural, opcional da mulher que se encontra no mercado de trabalho, em pé de igualdade com o homem (ao desempenhar a mesma função do homem não há diferença salarial entre ambos os sexos), ela tem noção que o nível de qualidade de vida da família diminui em razão do número maior de filhos, além dos gastos com a Educação e saúde serem altos.
Quanto à expectativa de vida, é de conhecimento de todos que os países desenvolvidos oferecem melhores condições de vida e outros fatores associados aos serviços à população (sistema médico-hospitalar eficiente, sistema de habitação, lazer etc.). Daí, o referido índice ser elevado também nos países ricos.
Em termos mundiais, a expectativa de vida aumentou: em 1950, ela era na ordem de 48 anos e hoje, a média é de 68 anos. Cerca de 893 milhões de pessoas tem mais de 60 anos. E, segundo a ONU, este número deverá alcançar o patamar de 2,4 bilhões de habitantes até 2050.
Neste aspecto e com a queda das taxas de natalidade, os problemas atuais que permeiam a questão da previdência social (muitos aposentados e pouco jovens para ingressar no mercado de trabalho) vão se agravar mais ainda. Estes já representam grandes desafios para muitos países, sobretudo, os da Europa que são caracterizados pelo fenômeno do “envelhecimento demográfico”.
Além disso, problemas quanto à alimentação e, no que diz respeito, ao cultivo. Segundo dados divulgados na mais recente edição da Revista Veja (Edição 2241, Ano 44, nº 44, 02/11/2011), a superfície terrestre possui 13,4 bilhões de hectares de terras produtivas e de água potável. Só que o consumo atual é na faixa de 2,7 hectares por pessoa. Sendo assim e, considerando os 7 bilhões de habitantes, seriam necessários 19 bilhões de hectares de terras e água potável.
Isso significa que extrapolamos a capacidade do planeta em quase 50%, isto é, usamos um planeta e meio para viver.
Precisamos rever os aspectos ligados à sustentabilidade e vulnerabilidade do planeta, pois caminhamos para a total insustentabilidade social, econômica, cultural, política e ambiental.

De acordo com a BBC Notícias, a cada hora, ocorrem:
15.347 Nascimentos;
6.418 Mortes;
Média de crescimento anual: +1,162%


Fontes de Consulta
. Material didático particular
. Revista Veja (Edição 2241, Ano 44, nº 44, 02/11/2011: 122-132)

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