domingo, 9 de fevereiro de 2014

Indisciplina em sala de Aula: Problema que pode ser evitado ou minimizado


Imagem capturada na Internet (Fonte: Nova Escola)


Retornando às atividades junto ao Blog, escolhi como tema a ser focado - nesta postagem – a questão da indisciplina em sala de aula. Inclusive, é práxis, nós professores sempre a abordarmos em nosso primeiro dia de aula, quando nos apresentamos às turmas.
 
Nada como uma conversa informal sobre a nossa metodologia de ensino, os instrumentos avaliativos a ser empregados, a descrição do conteúdo programático da série e, sobretudo, abordar determinadas regras que devem ser seguidas e respeitadas em sala de aula a fim de que as relações interpessoais sejam boas, satisfatórias para ambos os lados (professor e aluno), assim como não colocar em risco que o processo ensino-aprendizagem seja desestabilizado.
 
As aulas na rede estadual de Educação do Rio de Janeiro começaram no dia 03, enquanto que na rede municipal, ela está prevista para o próximo dia 11 (dia 10 haverá Reunião e Planejamento).
 
Pois bem, logo nesta primeira semana de aula, pude vivenciar situações em algumas turmas, as quais me possibilitaram identificar alunos que devem apresentar comportamento indisciplinado em sala de aula. Após a minha explanação acerca de todos os itens envolventes à minha atuação docente, metodologia, avaliação e regras, todos os alunos presentes mostraram, a princípio, bom entendimento acerca do comportamento adequado em sala de aula. Devemos ser bem claros e enfáticos nesta abordagem.
 
Na Internet há um leque muito grande de artigos e vídeos que enfatizam esta questão da indisciplina em sala de aula.
 
Por isso, não tenho a pretensão de aprofundar o tema, mas apenas sugerir alguns procedimentos que, em geral, dão certo.
 
Devemos lembrar que as turmas são heterogêneas, comportando alunos com diferentes estilos e condições de vida e de estrutura familiar, assim como de temperamentos distintos. É preciso manter um nível de convivência diária baseada no respeito por ambas às partes, alunos e professor.
 
Não podemos esquecer que as mudanças por quais perpassam a Educação, também, passam pelas relações interpessoais, onde o professor não se adequa mais ao perfil tradicional de um agente ativo, autoritário, enquanto o aluno é visto como um agente passivo.
 
Devemos concebê-lo e promover condições para que o ambiente escolar seja capaz de promover e fortalecer a sua inserção e participação como um agente potencial, ativo e interativo, crítico e criativo na construção de seu próprio conhecimento e, do mesmo modo, enquanto cidadão, com direitos e deveres.
 
Essa “convivência democrática” pode, ainda, ser assegurada se todos os segmentos da Comunidade Escolar conhecerem o Regimento Escolar, no caso deste existir. Daí, a importância de cada professor enfatizá-lo ou contar com a descrição de determinadas regras que devem ser seguidas durante as suas aulas.
 
Sugestões para minimizar a indisciplina em sala de aula:
 
1. Mantenha sempre o diálogo com os seus alunos, seja clara e segura em suas posições, fundamentada nos princípios de direitos e deveres, que são as bases da cidadania.
 
Ao mesmo tempo, mostre que a relação do professor x aluno deve ocorrer para somar, crescer e não dividir. Mostre-se amigo, apto a compreender que cada um tem seus problemas particulares, mas que o espaço escolar e as poucas horas de aula devem ser aproveitados tanto para o exercício do professor (ensino) quanto para o aluno (aprendizagem).
 
Trabalhe sempre a autoestima do aluno, elogiando-o quando este se destacar em alguma coisa, seja em termos de participação em sala de aula, desempenho escolar (nota), solidariedade etc.
 
Em caso negativo, ou seja, de repreensão ou advertência, evite constrangê-lo na frente dos demais alunos. Se ele estiver errado, chamar a atenção dele é uma atitude necessária, mas não a ponto humilhá-lo. Prefira dar continuidade à conversa de forma separada, isto é, chame-o a parte a fim de não envergonhá-lo perante a turma. 
 
2. Estabeleça algumas regras de convivência democrática em sala de aula no primeiro dia ou nas primeiras aulas. Deixe claro o que convém e o que não convém a um ambiente escolar, capaz de promover um processo de crescimento e desenvolvimento do educando, mas tenha a atenção de justificar cada um deles.
 
Se houver algum tempo livre após a sua aula, recomende-os que conversem baixo a fim de evitar que a mesma, em tom alto, atrapalhe as aulas das turmas ao lado.
 
Não permita, por mais que o aluno alegue ser uma simples brincadeira, que ele pratique Bullying com outro. Esclareça a gravidade desta prática e o que está previsto na legislação estadual do Rio de Janeiro (Lei nº 6084, de 22 de novembro de 2011 e Lei nº 6401, de 05 de Março de 2013).
 
Há quem aconselha a elaboração de um regimento interno, por turma, elaborado pelos próprios alunos.

Imagem capturada na Internet (Fonte: Uma Nova Educação)

 

3. Conte sempre com o apoio e a presença do (s) responsável (s) do aluno no colégio, mesmo este sendo aluno do Ensino Médio.

Não só o aluno, mas os responsáveis também precisam ter – em mente – que a educação dos filhos não pode ser de responsabilidade exclusiva da Unidade Escolar. Comunique ou solicite a presença deste, todas as vezes que for necessário em caso de indisciplina e/ou desrespeito por parte do aluno. 
A educação não pode ser delegada somente à escola.
Aluno é transitório. Filho é para sempre.”
(Dr. Içami Tiba)
 
Imagem capturada na Internet (Fonte: Blog Conexão Social)
 
4. Evite falar alto ou gritar. Assim, quando for necessário aumentar o seu tom de voz, em uma situação agravante e/ou conflituosa, os próprios alunos irão perceber que a questão é séria e precisa ser mudada.
 
As fonoaudiólogas aconselham que o professor não deva gritar em nenhuma situação, devido aos problemas decorrentes às cordas vocais. Neste caso, o professor deve parar a atividade que está sendo executada (sua explicação, por exemplo) e optar pelo total silêncio de frente à turma até que os alunos percebam e mudem de comportamento ou, ainda, chamar a atenção deles através do uso do apagador com batida, mais ou menos, segura na mesa ou na parede.

Imagem capturada na Internet (Fonte: Núcleo Integrado de à Criança e Pais

 
5. Em situação conflituosa gerada durante a realização de uma atividade, em sala de aula, a melhor opção é suspender temporariamente ou definitivamente a atividade, eliminando ou reduzindo, assim, os problemas que possam vir a ocorrer posteriormente. Evita-se o mal maior, como uma briga na sala ou na parte externa do colégio, após a saída.

Imagem capturada na Internet (Fonte: Loucuras do Colégio São José)

6. Nunca se mostre alheia à turma, mesmo estando envolvida com uma atividade, pois os alunos percebem a sua falta de atenção e preocupação, aumentando consideravelmente a conversa ou a indisciplina em sala de aula. Mantenha sempre a atenção sobre eles, monitorando-os e solicitando silêncio ou conversa baixa, quando necessário.

Imagem capturada na Internet (Fontes diversas no Google)
 
7. Planeje suas aulas com antecedência e siga o que foi estabelecido para o dia. Sem planejamento, aula vai ser improvisada na hora e os alunos percebem nitidamente essa grande falha do professor, podendo provocar conversas e falta de controle em alguns alunos (os mais indisciplinados).
 
Como o planejamento é flexível, você pode até alterá-lo se houver necessidade ou, ainda, acrescentar outras atividades a fim de evitar tempo livre e, com isso, contribuir para a conversa. Não há como querer que uma turma, que se mostre indisciplinada ou não, fique quieta sem nenhuma atividade a ser executada.

Imagem capturada na Internet (Fonte: Jonatan Sousa)


8. Troque ideias sempre com os professores que ministram aula na mesma turma ou até mesmo com os demais, pois alguma informação extra a respeito do aluno ou da referida turma pode ser fornecida e ser a peça-chave para entender certos comportamentos.
 
Eu costumo alertar aos meus alunos que até o Conselho de Classe serve como instrumento avaliativo, pois além de podermos observar o desempenho geral do aluno em todas as disciplinas em relação a nossa, sempre um dado novo pode surgir na fala de um professor, capaz de nos fazer entender ou ter outra visão do aluno.
 
Vou dar um exemplo real, que aconteceu comigo há alguns anos. Um aluno de conceito regular na minha matéria passou a faltar muito e o seu desempenho escolar, consequentemente, caiu muito em relação aos bimestres anteriores.
 
Embora, eu soubesse que ele era um aluno esforçado e de conhecimento regular, suas faltas e notas "vermelhas" justificavam a nota final baixa. Eu já havia o alertado quanto às faltas e o rendimento baixo dele, mas este não justificou nada.
 
No dia do Conselho de Classe quando eu e outras duas colegas destacamos a mudança de perfil do aluno, uma professora tentou explicar e justificá-lo. Ela disse que ele era filho único e morava só com a mãe (os pais eram separados) e ele estava agindo daquela maneira, pois a mãe – a única pessoa de referência na vida dele – descobriu que estava com uma doença incurável. Realmente, para qualquer um – ainda mais adolescente e com uma estrutura familiar igual à dele – era algo difícil de enfrentar sozinho e ainda com a mesma motivação de continuar estudando.   

Imagem capturada na Internet (Fonte: EMEF Américo Capelozza)


8. Demonstre sempre bom humor. Em geral, os alunos esperam encontrar e manter uma relação amistosa com o professor. O bom humor humaniza as relações e contribui para o fortalecimento do diálogo entre o professor e o aluno.
 
Se nós, professores, alimentarmos com os nossos problemas particulares o mau humor ou a seriedade exacerbada só encontraremos respostas – por parte do aluno – de forma negativa, inclusive, tornando nossas aulas chatas.
 
Não falo de sermos palhaços ou sarcásticos. Ter bom humor não requer a prática de palhaçadas tal como antigos ícones como o Bozo ou o Carequinha e, muito menos, por ironias.
 
Avessa ou indiferente ao riso, a escola perde a oportunidade de usar o (bom) humor como recurso didático e elemento inibidor de conflitos.”
Paulo de Camargo
 
Com relação a esta frase, sugiro a leitura do artigo "Rir é preciso" do referido autor, que foi publicado na Revista Educação, Edição 177, de janeiro de 2012. Para ler o artigo, acesse o site AQUI!  

Imagem capturada na Internet (Fonte: Ovelha Ajeitada)


 
Bom início de ano letivo a todos, professores e alunos!

 

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá, meu nome e joão pedro, sou seu aluno na escola Dilermando Cruz é fiquei curioso em saber sobre seu Blog, dei uma volta por ele achei bem interessante, esse post eu achei muito igual ao que a senhora(senhorita) falou para a gente no dia 17/02/2014 quando eu terminei de ler achei muito igual ao seu comentário na sala de aula por isso vim comentar,

Meu nome: João Pedro da Silva Marques Pereira

Turma: 1608

Série: 6 ano

Adriano Chagas disse...

☺ Bom gostei muito desse seu post ,
pois trata-se do que realmente vemos
em escolas e seu desempenho (aluno)
tem que estar bom para poder obter uma melhor nota e também não vim aqui para comentar , como estava olhando outros posts e é muito bom pois isso é nossa atualidade.
|É bom ficar por dentro do que acontece graças a seu blog conseguimos|

Adriano Chagas Correia

T:1801