sábado, 24 de fevereiro de 2018

Os Transtornos causados pelo Temporal na Cidade do Rio de Janeiro

Imagem do meu acervo particular (Penha)


Embora, o município do Rio de Janeiro tenha sofrido, ontem, outro episódio semelhante e, ainda, se encontre em estado de alerta por causa do mau tempo e ameaças de fortes chuvas, o temporal que castigou a nossa cidade na madrugada da 5ª feira retrasada (15/02/2018) foi bastante atípico, se comparado a este último (ontem) e a tantos outros já registrados durante os verões cariocas.
 
A sua excepcionalidade se deu por conta dos ventos fortes e muitos raios, o que intensificou os seus efeitos devastadores em inúmeras árvores, que caíram nas vias públicas, interrompendo o trânsito, destruindo parcialmente muros e casas, assim como em cima de veículos estacionados próximos ou embaixo destas.
 
O cenário mais parecia ser o resultado da passagem de um furacão. Realmente, foi bastante assustador! E, até hoje, já passado mais de uma semana, a cidade ainda enfrenta os transtornos causados por sua ocorrência, assim como os seus efeitos são visíveis ainda em muitas ruas.
 
Em um curto período de tempo, em alguns pontos da cidade, os níveis de precipitação pluvial (chuva) foram superiores ao esperado para todo o mês de fevereiro.
 
Segundo o Sistema Alerta Rio, em razão da chuva forte, nesta mesma madrugada, à 0h25, a cidade do Rio de Janeiro entrou em estágio de “Crise, que corresponde ao último nível em uma escala de três estágios operacionais, com previsão de chuva forte a muito forte nas próximas horas, podendo causar alagamentos e deslizamentos, assim como transtornos generalizados em uma ou mais regiões da cidade.
 
O segundo estágio, o qual a cidade se encontra, agora, é o de Atenção, cuja previsão é de chuva moderada, ocasionalmente forte a muito forte, nas próximas horas. Neste estágio pode haver alagamentos, deslizamentos isolados e transtornos pontuais que possam provocar reflexos na mobilidade urbana.
 
Já o primeiro estágio é o de “Normalidade”, quando a previsão é de chuva fraca a moderada ou, dependendo das condições meteorológica, sem previsão de chuva.
 

Com relação a este temporal, em questão, um fato é inquestionável... Os estragos causados, com tantas perdas materiais, econômicas e humanas, poderiam ter sido maiores, caso a tempestade caísse mais cedo, quando grande parte da população ainda estivesse nas ruas, no final da tarde ou durante a noite. 
 
Além das quedas de árvores, o temporal da madrugada do dia 15 de fevereiro acarretou outros problemas sérios na cidade, tais como: alagamento de ruas, destruição e/ou desmoronamento de casas, deslizamento de terras, perdas humanas (4 mortes, sendo dois adultos, um idoso e um adolescente), quedas de postes, veículos danificados com a queda dos de árvores, falta de energia elétrica (árvores caíram sobre a rede elétrica) e de água, caos no trânsito (ruas, avenidas e estradas), o ramal ferroviário de Saracuruna (SuperVia) ficou interrompido, porque a estação de Ramos foi fechada por causa de alagamentos, interrupções também nas linhas do BRT, desabamento de um trecho da ciclovia Tim Maia, entre tantos outros.
 
Até onde eu sei, até ontem (22/02), algumas vias públicas, residências e estabelecimentos comerciais permaneciam sem energia em razão da queda de árvores. De acordo com o que foi publicado e divulgado nos telejornais, ao todo foram 1.300 árvores que caíram, obstruindo vias públicas, destruindo parcialmente casas e carros, derrubando postes e os fios da rede elétrica, Internet (provedor) e telefone.
 
Por conta dessa sua complexidade, segundo a própria Light, que atuou e está atuando conjuntamente com a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), as dificuldades são grandes tanto no trabalho de corte e remoção das árvores (troncos, galhos etc.) quanto na conclusão dos serviços de restabelecimento da energia.
 
Eu até acredito que as dificuldades foram muitas, mas - todo ano – essa época do ano (verão) há essa concentração de chuvas fortes no Rio e, como sempre, os problemas antigos se repetem, ou seja, trata-se de uma tragédia anunciada.
 
Além da falta de equipamentos suficientes capazes de atender todos os casos de corte e remoção das árvores, bem como o restabelecimento de energia de forma mais rápida, a Prefeitura do Rio de Janeiro admitiu a redução em 60 % da verba destinada à conservação da cidade, cujas tarefas abrangem como, por exemplo, a limpeza de bueiros por onde escoam as águas pluviais e o serviço de dragagem dos rios e canais.
 
Mas, além destes problemas relacionados diretamente às causas das enchentes na cidade, o serviço de poda das árvores (aparar galhos), como é feita pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), no município do Rio, se mostra bem inapropriada devido aos riscos que estas passam a oferecer em ocasiões de temporais com ventanias.

 
Eu desconheço a legislação pertinente a isso, mas eles cortam os galhos das árvores na parte de baixo, justamente, por estar em situação de risco, próximo aos fios da rede elétrica. No entanto, a parte superior das árvores também oferecem perigo em decorrência de sua instabilidade devido à altura e à vulnerabilidade dos galhos em face a força dos ventos. Além da idade que, também, contribui para isso. Daí o registro de quedas de muitas árvores.
 
O temporal foi provocado por uma zona de baixa pressão do ar na costa litorânea do Sudeste, entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
 
Diferentemente da zona de alta pressão que se caracteriza pela dispersão de ventos, a zona de baixa pressão se configura como receptora desses ventos, com a formação de nuvens (ocorre a subida do ar quente da superfície para as camadas mais altas da atmosfera, onde há a condensação e a formação das nuvens) e, por fim, a precipitação de chuvas. Eventualmente, em função de condições do tempo severas, há ocorrência de tempestades. Tal como ocorreu.
 
Em razão da quantidade de fotos, eu vou compartilhar as demais em outras publicações.
 
 Quedas de árvores obstruindo vias públicas
Imagens do meu acervo particular
 
Praça do IAPI da Penha



A mesma árvore com alguns adolescentes
se divertindo
 

Penha

Brás de Pina
 
 
A mesma rua já com os garis trabalhando
no corte e remoção da árvore
 

Penha


Penha
 

Penha
 

Penha
 

Penha
 

Penha

Penha
 

Penha

Penha

IAPI da Penha

Penha


Fontes de Consulta

 . Alerta Rio

. Band News FM

. G1

. Jornal O Globo impresso (várias edições)

UOL Notícias

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