terça-feira, 2 de março de 2010

Chile sofre um violento terremoto


Imagem capturada na Internet (Fottus)

Desde semana passada, quando se deu o início do ano letivo (2010), discutimos em sala de aula – do 6° ao 9° Anos – alguns tópicos de abrangência da ciência geográfica, inclusive, um dos temas foi sobre o forte terremoto no Haiti, ocorrido em 12 de janeiro do ano em curso. O qual foi também tratado sob a forma de Dinâmica no 9° Ano.

Infelizmente, um desastre natural veio a ocorrer e contribuir para a continuidade das discussões acerca da Tectônica de Placas.

No último sábado, dia 27 de fevereiro, às 3:34 h do horário local, o Chile sofreu um violento terremoto de magnitude 8,8 na escala Richter.

O referido sismo (terremoto) atingiu a região central do país, tendo originado no mar, próximo à cidade de Concepción (a segunda maior do país) e a 325 km de Santiago, capital do Chile. As áreas afetadas são as mais populosas do país, onde vivem aproximadamente 75% da população.

O terremoto ocorreu ao longo da fronteira entre as placas Nazca (do Pacífico) e a Sul-Americana. O movimento de convergência (encontro) delas é do tipo “subducção”, isto é, a placa Nazca - mais pesada - “afunda”, enquanto a Sul-americana (mais leve) se dobra.

Imagem capturada na Internet (Google) e modificada no Adobe Photoshop


Foi justamente este movimento que deu origem à Cordilheira dos Andes, localizada na porção oeste da América do Sul.

Imagem capturada na Internet (Google)


A costa litorânea do Pacífico faz parte do Círculo ou Anel de Fogo, região de intensa atividade sísmica, com grande ocorrência de vulcões e abalos sísmicos (terremotos e maremotos).

Imagem capturada na Internet (Google)

Temos que entender que tanto o Haiti quanto o Chile - países em destaque pelos recentes eventos tectônicos - se encontram localizados em áreas de grande instabilidade tectônica, ou seja, nas bordas de placas tectônicas, as quais se movimentam em sentido convergente (de encontro).

Apesar de mais potente que o sismo do Haiti, o terremoto no Chile foi de menor impacto por vários fatores.

Quando indaguei nas turmas acerca disso, ontem, alguns alunos relacionaram o nível de desenvolvimento diferenciado entre ambos os países; outros não souberam responder e uma parcela soube relacionar alguns aspectos. Vejamos:

. Profundidade do Hipocentro: apesar da magnitude elevada do terremoto do Chile e de sua potência ter sido avaliada em 900 vezes maior que o evento tectônico no Haiti, a diferença de profundidade do hipocentro (ponto do interior da crosta terrestre de onde se origina o terremoto) em relação ao Epicentro (ponto da superfície terrestre atingido pelas ondas sísmicas) influenciou diretamento nos efeitos dos mesmos.

Terremotos de magnitudes elevadas e com hipocentros muito profundos, liberem muita energia, a qual vai diminuindo e se dissipando conforme a distância do epicentro.

O hipocentro ou foco do terremoto do Chile não foi tão profundo assim (59 Km), mas este apresentou maior profundidade em relação ao sismo do Haiti, cuja profundidade do hipocentro foi de apenas 10 Km.

. Habitações: as construções afetadas em Porto Príncipe, capital haitiana eram de baixa qualidade, susceptível à quedas e desmoronamentos face aos impactos de tremores de terra, enquanto a estrutura das construções do Chile se apresenta mais resistente e de melhor qualidade, inclusive, à prova de eventos tectônicos tal como este último.

. Solo: alguns pesquisadores relacionaram a instabilidade do solo, cuja estrutura também se apresenta diferenciada entre ambos países. O solo de Porto Príncipe se apresenta menos estável que o solo da área afetada no Chile (mais estável).

. Infra-Estrutura: não podemos desconsiderar, neste aspecto, os investimentos aplicados em infra-estrutura para a prevenção a desastres naturais. O Haiti, considerado o país mais pobre do continente americano, não se encontra preparado e nem apresenta recursos suficientes para aplicar em uma infra-estrutura voltada para construção de refúgios para a população por ocasião de um tremor de terra. Já o Chile, apresenta locais específicos para que a população se abrigue.

Estima-se que o sismo e os tsunamis (ondas ou séries de ondas que ocorrem após um abalo sísmico ou atividade vulcânica) provocados no Chile afetaram mais de 2 milhões habitantes. Até o momento, segundo notícias divulgadas nas mídias, o número de mortos no país já alcançou o número de 795 pessoas.

Alarmes de tsunamis foram divulgados no Japão e em outros países continentais e, principalmente, insulares do Pacífico. Mas, no dia seguinte, o alerta foi cancelado pela Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos (NOAA), dos Estados Unidos.


Imagem capturada na Internet (Google)



Imagem capturada na Internet (Fottus)




Imagem capturada na Internet (Google)



Imagem capturada na Internet (Fottus)



Imagem capturada na Internet (Fottus)





Imagem capturada na Internet (Fottus)




Imagem capturada na Internet (Fottus)



Imagem capturada na Internet (UOL Notícias)



Imagem capturada na Internet (Fottus)






Imagem capturada na Internet (Fottus)





Imagem capturada na Internet (Fottus)





Imagem capturada na Internet (Fottus)




Imagem capturada na Internet (Fottus)


Fontes:

. G1. Globo.com

. Jornal O Globo (impresso)

. O Estadão

. UOL Notícias



2 comentários:

Anônimo disse...

muito triste tudo isso, mais muito boa pesquisa...

Barbara Cristina disse...

oi professora aqui e o matheus to no login da minha mãe.Eu to com muita pena o chile não merecia isso si eu podesse eu ate ajudaria...
Ass:matheus 1705