domingo, 7 de março de 2010

Perigo nas águas oceânicas:Iceberg se desprende e fica a deriva




Imagem capturada na Internet (Google)



Se já não bastassem os recentes efeitos da dinâmica interna da Terra, com os últimos tremores de terra no Haiti, no Chile e em outras regiões, desde o mês passado, um verdadeiro perigo "gelado" flutua nas águas oceânicas, ameaçando - inclusive - o clima da Terra. Do que se trata?

Trata-se de um enorme bloco de gelo, ou seja, de um iceberg, com 2.550 Km², com espessura média de 400 metros, 78 Km de comprimento e cerca de 40 Km de largura. Seu peso é estimado em mais de 1 bilhão de toneladas.

O referido iceberg se desprendeu da geleira Mertz, que possui 160 Km de comprimento, na Antártida oriental, no dia 12 ou 13 de fevereiro, depois de ter sido abalroado por outro iceberg gigante, conhecido como B9B, que se encontra a deriva desde 1987.

Sua expectativa de vida, assim como qualquer outro bloco de gelo, pode ser de décadas, dependendo do seu deslocamento.

Sistema de Posicionamento Global (GPS) e outros instrumentos de medição foram instalados na geleira Metz, a fim de obter informações relevantes sobre o processo completo de desprendimento de icebergs.

Quais são os riscos?

Muitos, sobretudo, em termos de alterações nas temperaturas das correntes marítimas do planeta e no clima. O desprendimento constante de icebergs poderá, inclusive, influenciar na subida do nível do mar.

Outro agravante, enfatizado pelos cientistas, diz respeito aos riscos eminentes à rica biodiversidade da região, na qual se inclui uma importante colônia de pinguins imperadores na zona de Dumont d'Urville, onde se localiza a estação científica francesa, bem como outros animais selvagens.

Pesquisadores australianos afirmam que o iceberg pode bloquear uma área que produz um quarto de toda a água densa e gelada do mar. E, de acordo com os mesmos, uma desaceleração na produção desta água densa e gelada pode provocar invernos mais rigorosos no Atlântico Norte.

Segundo Neal Young, glaciologista do Centro de Pesquisa de Ecossistemas e Clima Antártico, na Tasmânia, qualquer interrupção na produção destas águas profundas, super frias, na região pode afetar as correntes oceânicas e, consequentemente, os padrões de clima ao longo de anos.

Nota-se, no entanto, que os efeitos destes só se manifestam em décadas, não sendo logo de imediato.

O iceberg se encontra flutuando em uma área conhecida como polinia, isto é, área que produz água densa, gelada e rica em sal, que segue para o fundo do mar e dirige as correntes oceânicas como um canal.

Se icebergs como este, em questão, sofrem deslocamento para o leste e encalham, ou flutuam para o norte até às regiões de climas mais quentes, as correntes oceânicas não sofrem nenhum impacto, mas - contudo - se estes permanecem nesta área, encalhados, podem bloquear a produção de água densa e recobrir a polinia.

É sabido que tanto os ciclos naturais como as mudanças climáticas de derivações antrópicas (pelo homem) contribuem direta e/ou indiretamente para o colapso das geleiras na Antártida.

As geleiras sofrem, constantemente, os efeitos das marés e das correntes oceânicas, que batem em suas bordas, enquanto verões mais longos e temperaturas mais elevadas também provocam o desprendimento dos icebergs.

Como muitos sabem, os icebergs são formados de água doce, solidificada, proveniente de porções continentais. Estes representam perigo eminente à navegação, uma vez que a porção visível do iceberg, ou seja, a que fica emersa representa apenas de 10 a 20% de sua massa total, ficando a maior parte de sua massa submersa.

Imagem capturada na Internet (Google)

Os icebergs de coloração mais escura são mais antigos do que aqueles de cor mais clara.

Uma outra curiosidade diz respeito à forma dos icebergs e local de origem. Os icebergs formados no Círculo Polar Ártico possuem, normalmente, uma forma irregular e um tamanho menor em comparação aqueles de origem no Pólo Sul, na região antártica, os quais - em geral - possuem a forma tabular.

Vejam o Álbum de Fotos com as imagens do desprendimento do iceberg, AQUI!

Fontes:

. AmbienteBrasil

. Notícias UOL

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