domingo, 1 de agosto de 2010

China: Notícias do outro lado


Imagem capturada na Internet (Fonte: Terra)




As últimas notícias da China versam sobre questões ligadas o meio ambiente e à economia.


Em relação à questão ambiental, no final do mês passado (julho), o Greenpeace – Organização Não Governamental (ONG) ligada à preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, denunciou que o vazamento de óleo na China foi bem maior do que os dados divulgados pelo governo chinês.

Muitos se recordam do acidente que foi causado pela explosão dois oleodutos na cidade de Dalian, na província chinesa de Liaoning, a noroeste da China, no dia 16 de julho.

As explosões se sucederam durante o carregamento de óleo cru (petróleo) de um navio-tanque, vindo da Libéria e fretado pela empresa estatal China National Petroleum Corp. (CNPC), para um depósito no Porto petrolífero de Xingang, em Dalian, considerado um dos maiores portos do país.

As explosões causaram um grande incêndio, que durou 15 horas e mobilizou dois mil bombeiros. O vazamento de petróleo no mar cobriu uma faixa de 50 a 100 quilômetros quadrados, atingindo os mares de Bohai e o Amarelo, que separam a China da península coreana.

A estatal China National Petroleum Corp. (CNPC) só conseguiu fechar as válvulas de escape seis dias depois do acidente.

De acordo com os dados oficiais do governo, o vazamento de petróleo foi na ordem de 1,5 mil toneladas.

Estes números, no entanto, o Greenpeace discorda. Segundo a referida ONG, o vazamento chegou a 90 mil toneladas de petróleo (cerca de 650 mil barris), o que equivale a 60 vezes mais do montante anunciado oficialmente pelo governo chinês.

Este foi o pior desastre ambiental por vazamento de petróleo registrado no litoral da China. Só para se ter uma ideia dos prejuízos e dos impactos ambientais causados, na indústria pesqueira as perdas giram entre os US$ 50 milhões e US$ 100 milhões; dezenas de quilômetros de praia foram contaminados pela “maré negra” e estima-se que, pelo menos, dez anos seja o período suficiente para que o ecossistema afetado se recupere de forma razoável.



Imagem capturada na Internet (Fonte: Google)


A outra notícia, ligada à economia, se refere ao fato da China estar ocupando a segunda posição entre as maiores economias do mundo, passando o Japão, que até então se mantinha em segundo lugar.

E, de acordo com as projeções dos especialistas na área, se o crescimento continuar, esta poderá ultrapassar também os EUA, que lidera o ranking das maiores economias, por volta de 2025.

A China vem apresentando forte crescimento econômico há três décadas. No ano passado, ela chegou a ameaçar o posto do Japão, mas, foi no primeiro trimestre deste ano (2010), que ela superou e se firmou como a segunda maior economia do mundo.

Mas, vale ressaltar aqui – mais uma vez – que crescimento econômico não é o mesmo que desenvolvimento.

Fontes:

. IG - Economia

. Último Segundo

2 comentários:

Tamiris Neves disse...

Professora,sobre a questão econômica, vi no jornal que mesmo a China estando em segundo lugar, há um grande número de pessoas pobres no país.

Marli Vieira de Oliveira disse...

Tamiris,

É como eu já disse, em sala de aula,o que estamos presenciando na China é crescimento econômico. A China, tal como o Brasil, são países emergentes, ou seja, são subdesenvolvidos, porém industrializados.

Os indicadores sociais deficientes e as grandes diferenças sociais, ainda, são bem marcantes em ambos os países.

Daí, eu sempre chamar a atenção de vocês, alunos, que crescimento econômico não significa dizer que o país atingiu o desenvolvimento.

Fiquei feliz com o seu retorno ao Blog. Beijos,