quarta-feira, 3 de abril de 2013

02 de Abril: Dia Mundial da Conscientização do Autismo



 Imagem capturada na Internet (Fonte: Conselho Nacional da Saúde)
 
 
 
Eu não dei aula para aluno autista, mas convivi com crianças com esta patologia, quando tive o meu primeiro emprego como professora da Associação de Solidariedade à Criança Excepcional (ASCE, atual FRASCE), em Del Castilho, na década de 90 (século XX).
 
O menino que ficava na sala ao lado da minha (crianças com paralisia cerebral e síndrome de Down) era autista e vivia se balançando, em um movimento para frente e para trás. Ele adorava ficar olhando as hélices do ventilador rodar e era muito quieto, na dele. Na época, a única referência que eu tinha acerca da doença era o filme "Meu filho, meu Mundo" (1979), que conta a história real de um casal que tem um filho autista.
 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Informe-se)
 
 
Hoje, eu tenho uma sobrinha psicóloga que se dedica em aprofundar os seus estudos no campo do Autismo e as mídias acabam facilitando a obtenção de maiores informações sobre o mesmo.
 
Quem criou o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (World Autism Awareness Day) foi a Organização das Nações Unidas (ONU), em dezembro de 2007, cuja primeira edição foi no ano seguinte (2008).
 
O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento, que afeta a capacidade do indivíduo em se comunicar, de socializar-se e de responder (comportamento) de forma apropriada ao ambiente em que vive. Embora, possa ocorrer, nem todo autista apresenta déficit intelectivo (problemas de inteligência) ou de linguagem.
 
O autismo é duas a quatro vezes mais comuns no sexo masculino do que no feminino.
 
Mais recentemente, este passou a ser tratado como Transtorno do Espectro Autista (TEA), o qual engloba também a Síndrome de Asperger.
 
De acordo com os dados divulgados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (em inglês, Centers for Disease Control and Prevention), publicados em março de 2012 (levantamento de 2008), em média, 1 em cada 88 crianças nascidas no referido país apresenta autismo. No entanto, em publicação mais recente, diagnósticado durante o período de 2011 a 2012, estes números passaram para uma criança em cada 50 em idade escolar (entre 6 e 17 anos).
 
No Brasil, os casos de autismo ainda não constam como dados estatísticos.
 
Segundo as publicações acerca do autismo é um mito a afirmação que os autistas vivem em seu mundo próprio, isolando-se das demais e só interagindo com o ambiente por eles criado. É preciso observar que o mesmo tem dificuldades de socialização, o que o impede – por exemplo – de iniciar e manter uma conversa.
 
A cura do autismo foi tratado e publicado em revista científica, pela primeira vez, em novembro de 2010, à partir da descoberta de uma equipe de cientistas, liderado pelo pesquisador brasileiro Alysson Muotri, na Universidade da Califórnia (EUA), que conseguiu "curar" um neurônio "autista" em laboratório.
 
O estudo tomou por base a Síndrome de Rett (tipo de autismo com maior comprometimento e de causa genética), coordenado por mais dois brasileiros, Cassiano Carromeu e Carol Marchetto.
 
 
Fontes de Consulta
 
 

Um comentário:

Matheus disse...

Olá Profª Marli,

Conhecemos seu site e observamos que possui excelente conteúdo, o que é de grande valia para nossos leitores.

Iniciamos uma série de publicações que traz, matéria por matéria, dicas de como se preparar para o Enem. Essa semana foi a vez da Geografia.

Dentre as dicas e orientações de estudo, fizemos indicação (através de links) de uma lista de sites e blogs que recomendamos aos leitores para busca de conteúdo e complemento em seus estudos para o Enem 2013.

E seu espaço faz parte desta lista! Veja

http://www.infoenem.com.br/como-estudar-geografia-para-o-enem-2013/

Em contrapartida, se possível, pedimos que retorne o link direcionado para a página de apresentação das competências e habilidades que serão exigidas no Enem 2013 (http://www.infoenem.com.br/competencias-e-habilidades/), completando a parceria.

O que acha da proposta?

Aguardamos seu retorno e damos os parabéns pelo ótimo trabalho.

Gratos,
Fernando Buglia e Matheus Andrietta