terça-feira, 16 de abril de 2013

Kim Jong-un intensifica as ameaças contra a Coreia do Sul e outros países



 
Imagem capturada na Internet (Fonte: ABC News)
 
 
Com toda certeza, ontem, dia 15 de abril, a inquietação e o temor tomou conta da população e de autoridades de alguns países, em particular, da Coreia do Sul, Japão e EUA devido às ameaças de guerra por parte da Coreia do Norte, nas últimas semanas.
 
A data do ataque anunciada pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, foi a de ontem, justamente por ser o 101º aniversário do nascimento do seu avô, Kim Il-sung, fundador e primeiro líder da Coreia do Norte, que implantou a ditadura quando o país foi criado, em 1948, em plena Guerra Fria, após a península coreana ser dividida em duas partes: Coreia do Norte (socialista) e Coreia do Sul (capitalista).
 
Kim Jong-un assumiu o comando do país após a morte de seu pai, Kim Jong-il, em dezembro de 2011. Ao mesmo molde da linha de governo de seu avô e de seu pai, ele é mais um ditador da Dinastia Kim, que já ultrapassa seis décadas no poder, desde quando o país foi criado (1948).
 
Em seu primeiro discurso, em abril do ano passado, Kim Jong-un chegou a falar em bomba atômica. “A superioridade na tecnologia militar não é mais monopólio dos imperialistas, e a era dos inimigos que usam bombas atômicas para nos ameaçar e chantagear acabou para sempre” (Coluna de Ricardo Setti, VEJA, 2012).
 
Neste ano, as ameaças de guerra aumentaram e passaram a ser mais enfáticas após a Coreia do Norte sofrer uma nova rodada de sanções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) em desagravo à realização de seu terceiro teste nuclear, ocorrido em 12 de fevereiro deste ano.
 
Além de lançamento de mísseis, ao longo dos anos, a Coreia do Norte radicalizou a sua posição como país socialista mais fechado do mundo e como um dos resquícios da chamada Guerra Fria (embate indireto entre o sistema capitalista, liderado pelos EUA e o sistema socialista sob a liderança da antiga União Soviética).
 
Desde 2003, o país vem preocupando a segurança mundial, sobretudo, através de testes nucleares e as constantes ameaças de ataques a sua vizinha Coreia do Sul, além dos EUA e o Japão.
 
O primeiro teste nuclear realizado pela Coreia do Norte foi no dia 09 de outubro de 2006. Meses antes, em 15 de julho, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) já havia adotado a Resolução nº 1695 que proibia o Programa Nuclear do país.
 
Em represália à realização dos testes nucleares, o Conselho de Segurança da ONU adotou, no dia 15 de outubro do mesmo ano, a Resolução nº 1718, na qual além de condenar os referidos testes, impõe sanções à Coreia do Norte por manter, em sigilo, atividades nucleares.
 
O seu segundo teste nuclear, subterrâneo, foi realizado no dia 25 de maio de 2009 e, de acordo com o que foi divulgado na imprensa, este fora bem mais potente em termos de força explosiva e de tecnologia de controle em relação à primeira.
 
E, como era de se esperar, o referido teste nuclear provocou abalo sísmico na região. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, sigla em inglês), na época, um abalo sísmico de 4,7 graus de magnitude foi detectado na Coreia do Norte.
 
Por ocasião do primeiro teste nuclear, em 2006, os sul-coreanos também já haviam detectado um sismo de magnitude semelhante.
 
O mesmo pode ser averiguado após a realização do terceiro teste nuclear, em fevereiro deste ano, quando os serviços sismológicos de diferentes países registraram um sismo de 4,9 graus na região em que se encontra o campo de Punggyer-ri, condado norte-coreano de Kilju, no nordeste do país, onde são realizados os testes nucleares. O Serviço Geológico dos EUA, por sua vez, registrou um sismo de maior magnitude (5,1 graus na Escala Richter) a 23 km, a leste-nordeste de Sungjibaegam, na Coreia do Norte.
 
Daí, dizermos que terremotos (assim como erupções vulcânicas) podem ser também de origem artificial, isto é, eles podem ser provocados, indiretamente, pela ação antrópica, seja por testes nucleares ou na realização de obras gigantescas, como Usinas Hidrelétricas, por exemplo.
 
Pois bem, as festividades em comemoração ao aniversário do seu avô ocorreram no país e a ameaça não foi cumprida, graças a Deus! Em minha opinião, a posição da Coreia do Norte será mantida só sob ameaças, pois o governo norte-coreano tem noção que um ataque por parte dele, seja na Coreia do Sul, nas bases dos EUA mais próximas ou no Japão vai causar danos materiais e até óbitos, certamente, mas o contra-ataque de qualquer um deles pode dar fim ao país norte-coreano.  

Kim Jong-un observa o movimentação do outro lado
da fronteira com a Coreia do Sul (07/03/2013)
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Terra - Foto: AFP)





O estado de tensão entre as duas Coreias agravou-se mais ainda quando, no último dia 11 de março, o líder norte-coreano, Kim Jong-un declarou que considerava o armistício, assinado entre ambos países e que pôs fim à Guerra da Coreia (1950-1953), completamente nulo. Ou melhor dizendo, a tregua acabou.

 
A península coreana é, na verdade, um pavio de pólvora, pois as duas Coreias continuam em guerra. O conflito é latente na península e, a qualquer momento, se uma delas acender o pavio, a tragédia será iminente.
 
 Imagem capturada na Internet (Fonte: Revista Veja)
 
 
 
 Fontes de Consulta:

. Folha de São Paulo

. Terra


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