terça-feira, 24 de março de 2009

Mensagem: Carta Escrita no ano 2070

Imagem capturada da Internet e modificada


Ainda sobre à temática do Dia Mundial da Água, estou disponibilizando o texto sobre a Carta Escrita em 2070, publicado na Revista "Crónicas de los Tiempos" (abril de 2002).



CARTA ESCRITA EM 2070
John Vask



Ano 2070.

Acabo de completar 50 anos,

mas a minha aparência é de alguém com 85.

Tenho sérios problemas renais

porque bebo muito pouca água.



Creio que me resta pouco tempo.

Hoje sou uma das pessoas

mais idosas nesta sociedade.


Recordo quando tinha cinco anos.

Tudo era muito diferente.

Havia muitas árvores nos parques,

as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar

de um banho de chuveiro.. .

Agora usamos toalhas de azeite mineral

para limpar a pele.


Antes, todas as mulheres mostravam

as suas formosas cabeleiras.

Agora, devemos raspar a cabeça para a manter limpa sem água.


Antes, o meu pai lavava o carro com a água

que saía de uma mangueira.

Hoje, os meninos não acreditam

que a água era utilizada dessa forma.


Recordo que havia muitos anúncios

que diziam para CUIDAR DA ÁGUA,

só que ninguém lhes dava atenção.

Pensávamos que a água jamais podia acabar.


Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aqüíferos estão,

irreversivelmente, contaminados ou esgotados.

Antes, a quantidade de água indicada como ideal para beber

eram oito copos por dia por pessoa adulta.

Hoje só posso beber meio copo.


A roupa é descartável,

o que aumenta grandemente demais a quantidade de lixo.

Voltamos a usar os poços sépticos (fossas),

como no século passado,

já que as redes de esgotos não se usam por falta de água.

A aparência da população é horrível;

corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele

provocadas pelos raios ultravioletas que já não tem a capa de ozônio

que os filtrava na atmosfera.


Imensos desertos são a paisagem que nos rodeia por todos os lados.

Infecções gastrintestinais, pólipos no intestino,

enfermidades da pele e das vias urinárias

são as principais causas de morte.

O volume de biópsias fez crescer o número de laboratórios.

A indústria parou e o desemprego é dramático.

As fábricas de dessalinização são a principal fonte de emprego

e pagam-me com água potável ao invés de salário.

Assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas.

A comida é 80% sintética.

Ressequida,

a pele de uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40.

Os cientistas investigam,

mas não há solução possível.

Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado,

faltam árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.

Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos,

há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.

O governo até nos cobra pelo ar que respiramos:

137 m3 por dia por habitante adulto.

Os acionistas de empresas que tratam água ficaram ricos

e têm preferência no fornecimento.

Pessoas que não podem pagar são retiradas das "zonas ventiladas",

dotadas de gigantescos pulmões mecânicos

que funcionam com energia solar;

mesmo não sendo de boa qualidade ainda podemos respirar;

a idade média é de 35 anos.

Em alguns países ficaram manchas de vegetação com o seu respectivo rio,

que é fortemente vigiado pelo exercito;

a água tornou-se um tesouro muito cobiçado,

mais que ouro ou diamante.


Aqui, em troca, não há árvores porque quase nunca chove e,

chega a registrar-se, a precipitação é de chuva ácida;

as estações do ano têm sido severamente transformadas

provas atômicas e pela indústria contaminadora do século XX.



Quando minha neta me pede que lhe fale de quando era jovem,

descrevo o bonito que eram os bosques,

lhe falo da chuva, das flores,

do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens,

beber toda a água que quisesse,

o saudável que era a gente.

Ela pergunta-me: Vovô! Por quê a água se acabou?

Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado,

porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente,

ou, simplesmente, não tomamos em conta tantos avisos.

Agora os nossos filhos pagam alto preço e, sinceramente,

creio que a vida na Terra em breve já não será possível,

porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto,

quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta Terra!


Imagem capturada na Internet (Usina das Letras)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Atriz com Síndrome de Down em novela da rede Globo


Imagem capturada da Internet


Para atender alguns alunos, estou disponibilizando algumas imagens da atriz mirim Joana Mocarzel, portadora da Síndrome de Down, que interpretou a Clarinha na novela "Páginas da Vida". Novela de autoria de Manoel Carlos, tendo a colaboração de Fausto Galvão e outros, e a direção de núcleo de Jayme Monjardim.

A novela foi ao ar em julho de 2006 e terminou em março de 2007. Além de outros temas de cunho social, que se destacaram na história, enfatizo a questão das pessoas com síndrome de Down, tratada muito bem na novela enfocando a rejeição da família, o amor, a potencialidade dos potadores da síndrome de Down e a importância de não se cometer a discriminação.









Imagens capturadas da Internet

Músicas: Dia Mundial da Água

As músicas abaixo serão trabalhadas nas turmas e, em breve, postarei a Atividade Dirigida.
Muitos já conhecem de outros anos ou de ouvir na mídia, mas a atenção deve ser sobre o Planeta Água (Guilherme Arantes) e Sobradinho (Sá e Guarabira), pois volta e meia caem em concursos.

A música Filhos da Terra consta no CD do Coral da LBV. Como eu ganhei, não sei se este se encontra à venda. Eu não consegui nenhum vídeo dele, mas - em geral - os alunos adoram esta música. Sua letra é simples, mas a melodia é super agradável.

Acrescentei mais duas músicas, Asa Branca e Águas de Março. A primeira fala da seca no sertão nordestino, enquanto a última fala das chuvas do verão, águas de março que encerram a referida estação do ano, no fim do mês, dando início ao outono.

A riqueza da letra das respectivas músicas abre um leque de tópicos a serem trabalhados.

PLANETA ÁGUA

Guilherme Arantes


Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre o profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua
Na corrente do ribeirão
Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos, no leito dos lagos

Água dos igarapés, onde Iara mãe d’água
É misteriosa canção
Água que o Sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão
Gotas de água da chuva
Alegre arco - íris sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes são lágrimas na inundação

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra

Terra, Planeta Água ...
Terra, Planeta Água
Terra, Planeta Água.



SOBRADINHO
Sá e Guarabira

O homem chega e já desfaz a natureza
Tira gente põe represa, diz que tudo vai mudar

O São Francisco lá prá cima da Bahia
Diz que dia menos dia,vai subir bem devagar

E passo a passo vai cumprindo a profecia
Do beato que dizia que o sertão ia alagar

O sertão vai virar mar...
Dá no coração
O medo que algum dia
o mar também vire sertão

Vai virar mar,
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão

Adeus Remanso, Casa - Nova, Santo-Sé
Adeus Pilão Arcado, vem o rio te engolir

Debaixo d'água lá se vai a vida inteira
Por cima da cachoeira o Gaiola vai subir

Vai ter barragem no salto do Sobradinho
E o povo vai se embora com medo de se afogar

O sertão vai virar mar...
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão

Vai virar mar,
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão

Remanso,Casa-Nova,Santo-sé,Pilão Arcado
Sobradinho
Adeus, adeus!






FILHOS DA TERRA

Michael Sullivan e Paulo Massadas


Somos nós
Do Planeta Azul
Onde a vida pede prá nascer sem parar

Somos nós
Do Planeta Azul
E podemos juntos tanta coisa mudar

Nosso mundo é de tanta beleza
Paraíso que Deus fez com as mãos
Fez o homem e a natureza
Um não vive sem o outro não

Vamos mudar,
Mãe Natureza.
E procurar aprender a lição.

Vamos mudar,
Mãe Natureza,
Seu filho, o homem, te pede perdão.

ASA BRANCA

Luiz Gonzaga


Quando olhei a terra ardendo

Qual fogueira de São João

Eu perguntei a Deus do céu, ai

Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornalha

Nem um pé de plantação

Por falta d'água perdi meu gado

Morreu de sede meu alazão

Até mesmo a asa branca

Bateu asas do sertão

Então eu disse adeus Rosinha

Guarda contigo meu coração

Quando o verde dos teus olhos

Se espalhar na plantação

Eu te asseguro não chores não, viu

Que eu voltarei, viu

Meu coração

Hoje longe muitas léguas

Numa triste solidão

Espero a chuva cair de novo

Para eu voltar pro meu sertão



ÁGUAS DE MARÇO
Tom Jobim

É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um caco de vidro, é a vida, é o sol

É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol


É peroba no campo, é o nó da madeira

Caingá candeia, é o matita-pereira


É madeira de vento, tombo da ribanceira

É o mistério profundo, é o queira ou não queira


É o vento ventando, é o fim da ladeira

É a viga, é o vão, festa da cumeeira


É a chuva chovendo, é conversa ribeira

Das águas de março, é o fim da canseira


É o pé, é o chão, é a marcha estradeira

Passarinho na mão, pedra de atiradeira


Uma ave no céu, uma ave no chão

É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão


É o fundo do poço, é o fim do caminho

No rosto desgosto, é um pouco sozinho

É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto

É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto


É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando

É a luz da manhã, é o tijolo chegando


É a lenha, é o dia, é o fim da picada

É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada


É o projeto da casa, é o corpo na cama

É o carro enguiçado, é a lama, é a lama


É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

É um resto de mato na luz da manhã

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração


É uma cobra, é um pau, é João, é José

É um espinho na mão, é um corte no pé

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração


É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

É um belo horizonte, é uma febre terçã


São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração

domingo, 22 de março de 2009

Atividade Dirigida: Dia Mundial da Água

A atividade abaixo é destinada aos alunos do 8° Ano (ambas as escolas). Estes deverão seguir as seguintes orientações:

1. Copiar e imprimir a Atividade Dirigida;

2. Responder, com caneta preta ou azul, no VERSO DA FOLHA IMPRESSA, as questões de acordo com a letra da música "Planeta Água", trabalhada em sala de aula;

3. Fazer uso do dicionário para obter o significado das palavras destacadas;

4. Entregar o trabalho no dia 01 de abril (4ª feira).

ATIVIDADE DIRIGIDA - 8° Ano

Disciplina: Geografia – Profª. Marli Vieira


Aluno(a): ___________________________________ N°:____ Turma: _____

1. Com base na letra da música “Planeta Água” de Guilherme Arantes retire trechos que citam:

a) Os efeitos positivos e negativos das águas pluviais;

b) A ação destruidora da água causando erosão;

c) A infiltração da água no subsolo, alimentando o lençol freático.


2. Explique, com suas palavras, o quê o compositor quis dizer no seguinte trecho da música “Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão”?

3. E qual o processo, causado pelas águas pluviais, que estaria envolvido nesta situação?

4. Justifique a razão do título da música.

5. Dê o significado de:

a) Riacho:

b) Ribeirão:

c) Igarapés:

d) Lagos:

e) Lagoas:

6. Qual a diferença entre águas pluviais e fluviais?

7. Podemos concluir que a música “Planeta Água” faz menção sobre:

(a) a vida na Terra

(b) o ciclo da água

(c) a importância da água subterrânea

(d) a questão da poluição das águas

(e) a quantidade de água no planeta

8. Justifique a sua resposta acima.

Notícia: Fórum Mundial da Água termina sem acordo

Transcrita na íntegra

ISTAMBUL (AFP) - O V Fórum Mundial da Água, que reuniu mais de 25.000 pessoas durante uma semana em Istambul, terminou neste domingo com um pedido de mais de 100 países a favor da luta por água limpa e saneamento para bilhões de pessoas, mas sem acordo a respeito da noção de "direito ao acesso à água".

Muitos países criticaram a declaração final e vários ativistas afirmaram que o evento não passou de um "show de negócios".

A declaração, divulgada por ocasião do Dia Mundial da Água, foi publicada ao fim de três dias de um encontro ministerial, que encerrou a maior conferência da história sobre a crise da água.

A declaração enumera um determinado número de compromissos para uma resposta mais efetiva à demanda de água, para favorecer o acesso ao saneamento, que não chega a 2,5 bilhões de pessoas.

"A declaração ministerial é um documento importante que servirá de referência a nível governamental", declarou o ministro turco do Meio Ambiente, Veysel Eroglu.

"O mundo está enfrentando mudanças globais rápidas e sem precedentes, incluindo o aumento da população, a migração, urbanização, mudança do clima, desertificação, seca, uso e degradação da terra, mudanças econômicas e alimentares", afirma a declaração final.

O documento estabelece uma série de recomendações, não obrigatórias, incluindo uma cooperação maior para acabar com as disputas sobre a água, medidas para evitar inundações e a escassez de água, uma administração melhor dos recursos e impedir a poluição de rios, lagos e lençois freáticos.

Alguns países tentaram incluir na declaração o reconhecimento ao acesso à água potável e ao saneamento como um "direito humano básico", ao invés de uma "necessidade humana básica", como está escrito no texto final.

A mudança foi bloqueada por representantes do Brasil, Egito e Estados Unidos, afirmaram vários delegados.

Vinte países dissidentes assinaram uma declaração em separado para manifestar sua posição. Entre eles Espanha, Suíça, África do Sul e Bangladesh.

A diferença textual, que tem ramificações políticas e legais, está sendo debatida sob a Convenção da ONU de Direitos Humanos. Muitos países, a maioria da América Latina, já incluíram o acesso à água como um direito constitucional.

O Fórum Mundial da Água acontece a cada três anos e ganhou mais importância como âmbito para o debate dos cada vez maiores problemas relacionados à água.

Pelo menos 25.000 representantes oficiais, especialistas e ativistas participaram na edição deste ano, o que representa um recorde.

Os defensores das zonas rurais pobres, do meio ambiente e os representantes sindicais criticaram o fórum como um promotor da privatização da água e pediram que o evento seja organizado pela ONU.

"Pedimos que a atribuição da água seja decidida em um fórum aberto, transparente e democrático, e não em uma feira comercial para as maiores empresas do mundo", disse Maude Barlow, alto assessor do presidente da Assembleia Geral dla ONU.

O Fórum Mundial da Água é organizado pelo Conselho Mundial da Água, uma organização com sede na França e que tem como fonte principal de financiamento a indústria da água. Antes de Istambul, aconteceu em Marrakech, Haia, Kyoto e Cidade do México.

O evento tem como meta oficial a busca de respostas para atual crise dos recursos hídricos, provocada principalmente pelo vertiginoso aumento da demanda.

Dos 6,5 bilhões de habitantes do planeta, a população mundial deve ultrapassar nove bilhões em 2050. Com este ritmo, a demanda de água aumentaria a 64 bilhões de metros cúbicos ao ano, de acordo com a ONU.

A situação aprofundará a concorrência entre os diferentes usos da água, com a agricultura à frente (70%), seguida pela indústria (20%) e as necessidades domésticas (10%).

Fonte: Yahoo! Notícias

22 de março: Dia Mundial da Água


Imagem capturada da Internet



A criação do Dia Mundial da Água foi cogitada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), realizada na cidade do Rio de Janeiro, em junho de 1992.

Este evento ficou mais conhecido como ECO-92, Rio-92, Cúpula da Terra ou Cimeira da Terra e as premissas básicas da criação da data comemorativa seguia as recomendações estabelecidas, neste, junto ao Capítulo dos Recursos Hídricos (Cap. 18) da Agenda 21 (programa de ação que visa promover um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica).

No ano seguinte, a data foi instituída pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) através da Resolução A/RES/47/193 de 22 de fevereiro de 1993, ficando determinado que o dia 22 de março será comemorado o Dia Mundial da Água.

Infelizmente, a postura do homem - perante a este valiosíssimo recurso natural - pouco ou nada mudou, nestes últimos 16 anos, desde a criação da referida data pela ONU.

E ignorar a importância da água significa o mesmo que negar a vida, pois a sobrevivência humana e de todos os demais seres vivos (vegetais e animais) dependem da sua disponibilidade, acesso e conservação.

Embora cerca de 71% da suerfície terrestre seja constituída de água, sabemos que a maior parte desta é imprópria para o consumo humano, pois 97,5% correspondem às águas salgadas (oceanos e mares), restando - apenas - cerca de 2,5% de água doce.

E deste total de água doce, as geleiras e as águas subterrâneas representam cerca de 2% e 0,5%, respectivamente, enquanto os rios e lagos, que são as principais fontes naturais de abastecimento de água, pronta para consumo, correspondem aproximadamente 0,01%.

Além disso, a sua distribuição no planeta é bastante irregular, havendo regiões onde há escassez de água e outras com maior abundância. Verificando, ainda, a existência de água imprópria para o consumo devido a poluição dos grandes centros urbanos ou por agrotóxicos e outros, nas áreas rurais.

Dai a importância do uso racional da água, pois a sua escassez em determinadas regiões do planeta associado a outros fatores, como por exemplo, o crescimento demográfico, o mau uso e a contaminação dos recursos hídricos já são fatos e podem agravar - mais ainda - a disponibilidade de água potável se mantivermos a mesma postura.

A previsão da Organização das Nações Unidas (ONU) é que a população mundial, que hoje é superior a 6,5 bilhões de habitantes, chegue a 9 bilhões de pessoas em 2050, acarretando um aumento significativo no consumo da água.

Hoje é o último dia do 5° Fórum Mundial da Água, que começou na última segunda feira, dia 16/03, em Istambul, capital da Turquia.

As temáticas propostas para este evento, que acontece a cada três anos, voltaram-se para discussões acerca dos problemas da escassez de água, dos riscos de conflito por enfrentamentos entre países por rios e lagos e a melhor maneira de proporcionar água limpa a milhões de pessoas.


Os resultados ainda serão divulgados, mas uma coisa é certa: nós, enquanto cidadãos comuns precisamos deste recurso natural - a água - e, por isso devemos tomar certas atitudes em relação ao seu uso a fim de se evitar o seu desperdício e a sua contaminação (poluição).

Se cada um fizer a sua parte, a diferença será sentida por cada um de nós e pelas gerações futuras.

Nas próximas postagens irei disponibilizar alguns textos que as turmas, principalmente do oitavo ano irão trabalhar.



Planeta Terra - Planeta Água

Imagem capturada da Internet



PLANETA TERRA:

. Área Total : 510 milhões de Km²

. Terras Emersas: 149 milhões de Km² (29%)

. Água: 361 milhões de Km² (71%)



IMPORTÂNCIA DA ÁGUA

Ciclo da Água

Vida animal e Vegetal

Consumo Humano

Fonte de Recursos e Alimentos

População Ribeirinha

Lazer e Balneabilidade

Produção de Energia Elétrica



DISTRIBUIÇÃO DA ÁGUA:

. Água Salgada – 97,5 %

. Água Doce – 2,5 %



ONDE ENCONTRAMOS ÁGUA:

Oceanos

Mares

Geleiras

Rios

Lagos

Lagoas

Água Subterrânea (Aquífero e Mananciais)

Atmosfera


Obs.: Os seres vivos (vegetais e animais, inclusive, o homem), também, retém água no organismo.


DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA SALGADA:

- Oceanos e Mares (96,6%)

Obs. Alguns depósitos de água subterrânea (0,9) e lagos (0,006) apresentam grande concentração de cloreto de sódio (sal).


DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA DOCE

- Água subterrânea (0,514 %)

- Rios e lagos (0,006 %)

- Geleiras (1,979 %)

- Atmosfera (0,001 %)



CONSUMO DE ÁGUA SUPERFICIAL

- doméstico (10%)

- industrial (21%)

- agricultura (69%)


FONTES NATURAIS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA:

- Água da chuva

- Águas superficiais (rios, arroios, lagos)

- Águas subterrâneas (aquíferos, mananciais)

sábado, 21 de março de 2009

Trabalho Escolar: Dia Mundial da Água


Imagem capturada da Internet


Em resposta à aluna Juliana Pereira da turma 1801, eu já estou preparando o texto para postar sobre o Dia Mundial da Água, bem como selecionando alguns, os quais iremos trabalhar em sala de aula.

Com relação a esta temática - Água - os alunos já se encontram organizados em grupos para a realização de pesquisa e confecção de cartazes (cartolina). Os trabalhos serão apresentados pelos alunos de ambas as escolas (E. E. Assis Chateaubriand e E. M. Dilermando Cruz).

Os temas sorteados, nas turmas 1801 e 1803, foram:

- Ciclo da Água;

- Distribuição e Uso da Água;

- Tipos de Água (salgada, doce, salobra e mineral);

- Litoral Brasileiro;

- Bacias Hidrográficas do Brasil (subdividido em vários grupos);

- Usinas Hidrelétricas do Brasil (produção de energia);

- Aquecimento Global;

- Poluição das águas;

- Eutrofização das lagoas;

- Desertificação;

- Chuva Ácida;

- El Niño;

- Aquífero Guarani;

- Mar Aral;

- Hidrelétrica Três Gargantas;

- Marés;

- Tipos de Precipitações;

- Tsunamis.

21 de março: Dia Internacional da Síndrome de Down




Imagem capturada na Internet

Hoje se comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down. Esta data foi escolhida pela Associação Down Syndrome International, em alusão aos três cromossomos no par de número 21 (21/3) que as pessoas com síndrome de Down possuem.
 
Falar acerca das pessoas e, em especial, das crianças com síndrome de Down vai além da divulgação da data comemorativa ou da conscientização acerca da importância da inclusão destas na sociedade e no mercado de trabalho, é uma lembrança do meu primeiro emprego como professora.
 
Em 1982, enquanto aguardava ser convocada para a posse na rede estadual de ensino do Rio de Janeiro, após aprovação no concurso para Professor II (antigo primário), eu fui chamada para trabalhar na Associação de Solidariedade à Criança Excepcional (ASCE), que hoje é denominada de FRASCE, localizada na Rua Uarumã, nº 80, Higienópolis, Rio de Janeiro (RJ).
 
Apesar de ter entregue o meu currículo pessoalmente, lembro-me que fiquei nervosa após receber a notícia que o mesmo havia sido aprovado e a Instituição aguardava a minha apresentação.
 
Meu primeiro emprego e uma responsabilidade enorme. Trabalhei nos dois turnos, sendo um com crianças com síndrome de Down, no outro com crianças portadoras de paralisia cerebral.
 
Não vou negar que, por diversas vezes, fiquei de baixo astral, principalmente, pelas histórias de vida que ouvia e pelas limitações dos alunos com paralisia cerebral.
 
Mas, apesar de tudo, foi uma experiência enriquecedora e aprendi muito, sobretudo, com os alunos de síndrome de Down, pois eu mesma - antes de ter contato direto com eles - os julgava agressivos e, por medo, evitava ficar perto.
 
Depois que comecei a trabalhar como professora na Instituição, pude perceber o quanto eles tinham de potencial para aprenderem e para se socializarem. E isso foi há, mais ou menos, 27 anos.
 
Eu não era tão novinha assim, tinha 21 anos e já estava cursando a faculdade de Geografia (Licenciatura e Bacharelado na Universidade Federal Fluminnse/UFF).
 
Na época, as crianças com síndrome de Down eram chamadas de "mongolóides" (se referindo às semelhanças com os mongóis) e eu percebia que muitos responsáveis mantinham uma atitude de distanciamento da criança quando estavam em público. Até mesmo em alguns recintos, como na igreja, eu passei a observar as atitudes dos pais perante a presença dos filhos e pude constatar a mesma situação.
 
Pode ser que a minha avaliação, na época, pudesse ter sido precipitada, mas foi realmente o que constatei, assim como - também - soube pelos meus contatos com as mães dos meus e de outros alunos que, em muitas situações ali ocorrentes, o pai abandonou a família em razão do nascimento da criança, colocando a culpa, inclusive, na mãe.
 
Graças a Deus e do maior aprofundamento nas pesquisas e na importância do exercício da cidadania, a situação mudou e, hoje, a política de inclusão é que vigora, buscando incessantemente formas de inserção das pessoas com síndrome de Down, assim como outros casos de deficiências, nas escolas regulares, na sociedade e no mercado de trabalho.
 
Eu tenho, até hoje, as fotos dos meus alunos, mas infelizmente não posso postar, pois não tenho autorização das famílias.
 
Um fato interessante é que eu tinha um aluno negro e, apesar da mesma ocorrer em todas as raças, é difícil encontrar uma pessoa negra com síndrome de Down. Quando o meu aluno falou uma pequena frase: "Já vou!" (em resposta aos meus pedidos para iniciar a atividade de subir e descer alguns degraus), eu vibrei e contei a mãe dele, que até chorou de alegria. Ele quase não falava, tanto na Instituição quanto em casa. Foi uma experiência e tanto!
 
Por diversas razões, eu pedi demissão do emprego, mas a experiência e a lembrança dos meus alunos ficarão para sempre... Fernando, Aline, Cláudio, Ramiro e outros.
 
Há vinte sete anos atrás quem iria pensar em Educação Inclusiva, com o direito assegurado dos portadores de deficiência física e/ou mental ao acesso e matrícula em escolas regulares? Com certeza, isso não era cogitado na época!
 
E, por falar nisso, há muito ainda a melhorar, pois tal como prevê a legislação atual, o processo de Educação Inclusiva requer - quando necessárias - reformas estruturais nos prédios (rampa, alargamento da abertura das portas etc.), adaptações curriculares, a participação coletiva e tomada de decisões que venham subsidiar o desenvolvimento das potencialidades e possibilidades do aluno deficiente.
 
Isso se faz necessário a fim de que não corremos os riscos de não integrá-lo socialmente, transformando-o em um mero telespectador do processo educativo.
 
Para falar deste dia, eu pesquisei na Internet vários sites interessantes, inclusive, vou transcrever alguns tópicos importantes:
 
A Síndrome de Down não é considerada uma doença. Na verdade, ela é uma ocorrência genética natural, com registro em todas as raças e que em nosso país acontece na proporção 1 a cada 700 nascimentos.
O número de cromossomos presente nas células de uma pessoa é 46 (23 do pai e 23 da mãe), dispondo em pares, somando 23 pares. No caso da Síndrome de Down, durante a gestação, ocorre um erro na distribuição e, ao invés de 46 cromossomos, as células do embrião são formadas com 47 cromossomos. Este cromossomo a mais se liga ao par 21. Daí, o termo "Trissomia do 21".


Imagem capturada da Internet
Este material genético em excesso (localizado no par de número 21) altera o desenvolvimento regular da criança, sendo mais lento e que, apesar de variar de indivíduo para indivíduo, faz com que os mesmos apresentem características semelhantes, a saber:
 
- os olhos puxados (semelhantes aos orientais);

- o bebê é mais molinho;

- mãos e pés pequenos;

- a parte posterior da cabeça é levemente achatada (dá uma aparência de arredondada);

- rosto com contorno achatado (os ossos faciais são pouco desenvolvidos);

- nariz e boca pequenos;

- orelhas pequenas;

- algumas crianças mantêm a boca aberta e a língua projetada - um pouco - para fora;

- pescoço de aparência larga e grossa;

- os meninos são estéries e as meninas ovulam, embora de forma irregular;

- abdômen costuma ser saliente (barriga) etc.
 
 
A primeira pessoa a observar pessoas com este perfil foi o Dr. John Langdon Down, em 1866. Sua observação se ateve às nítidas semelhanças fisionômicas em determinadas crianças com atraso mental. Foi ele que empregou o termo “mongolismo” para descrever a sua aparência (para o médico, os mongóis eram seres inferiores).
 
Contudo foi apenas, em 1958, que o geneticista Jérôme Lejeune verificou que o erro na distribuição de cromossomos (47 ao invés de 46 cromossomos) é que respondia pela atual Síndrome de Down. Foi nesta época que surgiu o termo "Trissomia do 21".
 
O Dr. Jérôme Lejeune batizou a anomalia com o nome de "Síndrome de Down" a fim de homenagear o Dr. John Langdon Down.
 
Para tirar mais dúvidas e, inclusive, se informar sobre as causas mais comuns de sua ocorrência (suspeitas), acessem as Fontes de Pesquisa e outros:
 

terça-feira, 17 de março de 2009

Mensagem: Valor aos Humildes

Imagem capturada da Internet


VALOR AOS HUMILDES

Autor desconhecido


Durante meu primeiro ano da faculdade, nosso professor nos deu um questionário.

Eu era bom aluno e respondi rápido todas as questões até chegar a última:

"Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?".

Sinceramente, isso parecia uma piada. Eu já tinha visto a tal mulher várias vezes.

Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como eu ia saber o primeiro nome dela?

Eu entreguei meu teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um aluno perguntou se a última pergunta do teste ia contar na nota.

"É claro!", respondeu o professor. "Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas.

Todas têm seu grau de importância. Elas merecem sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples "alô".

Eu nunca mais esqueci essa lição e também acabei aprendendo que o primeiro nome dela era Dorothy.

Diagnóstico do Ensino da Rede Municipal do Rio de Janeiro

Neste mês de março, conforme anunciou a Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin, deu-se início à aplicação dos instrumentos de avaliação do processo de qualificação do ensino da rede pública municipal de ensino, previsto no início de seu mandato e sob aprovação do atual prefeito Eduardo Paes.

De acordo com a referida Secretária, esta fase de diagnóstico antecede e serve de embasamento para a devida “enturmação” de alunos nos Programas de Correção de Fluxo, em parceria com o Instituto Ayrton Senna.

A primeira prova, aplicada no último dia 10, constituiu-se em um teste diagnóstico de Alfabetização, que foi aplicado nas turmas do 4º, 5º e 6º anos do Ensino Fundamental.

O objetivo, neste primeiro momento, foi diagnosticar os níveis de alfabetização do alunado nestes três anos subseqüentes de acordo com as seguintes categorias: alunos alfabetizados (com uma distorção idade-série, mínima, de dois anos) e os não-alfabetizados.

Os primeiros serão encaminhados ás turmas do Programa Acelera Brasil, enquanto os segundo serão dirigidos às turmas do Programa Se Liga.

Ao corrigir e analisar as provas (Testes Diagnósticos de Alfabetização) dos alunos de uma determinada turma do 6° ano, da minha escola, deparei-me com o duro resultado da política educacional, implantada no governo passado, baseada na promoção auto-mática sob o discurso de ser a solução para o problema do fracasso escolar (repetên-cia e evasão escolar) na rede pública municipal de ensino.

Ressalto aqui que não sou contrária ao Sistema de Ciclos de Formação, mas sou contrária, sim, às condições pelas quais estes foram implantados e mantidos.

Não se verificou nenhuma iniciativa ou programa de melhorias em termos de recursos humanos e de suporte estrutural e técnico. As salas continuaram com um número elevado de alunos e as aulas de reforço, que deveriam ser dadas no contra-turno, não foram consideradas no planejamento.

Os alunos que habitualmente não levavam a sério a Educação apoiaram a Resolução, na certeza que mesmo sem empenho nenhum por parte deles, a sua promoção para o ano subsequente estaria assegurada.

Em contrapartida, uma outra parte dos alunos - compromissados e responsáveis - manteve a sua atitude perante a importância do seu papel na construção do conheci-mento, enquanto outra da mesma parte se sentiu desestimulada.

Por mais que a categoria docente tenha demonstrado sua insatisfação acerca da mesma através de manifestações públicas e de paralisações por 24 horas, nada foi feito. Tivemos apoio de muitos responsáveis, os quais também não aprovaram tais medidas.

A mesma opinião sigo com relação aos instrumentos avaliativos. Eu não sou contra provas e testes, apenas não os considero como únicos mecanismos avaliativos.

E esta é outra questão bastante controvérsia no âmbito escolar, gerando – inclusive – muitas contestações entre os docentes de um mesmo estabelecimento de ensino.

A avaliação pode ser abarcada sob diferentes enfoque quer seja a nível de sua função (classificatória ou processual; pontual ou contínua) quer seja quanto ao emprego de diferentes instrumentos (prova, teste, observação, trabalhos, seminários, entre outros), assim como, ainda, em termos de forma de registro do desempenho escolar (nota ou conceito) e sobre os seus efeitos (aprovação ou reprovação; inclusão ou exclusão).

Hoje, a política educacional enfatiza a importância da avaliação sob um conceito global, inclusive, a permear o trabalho do docente, visando a necessidade ou não de seu replanejamento no sentido de promover os devidos avanços no processo ensino-aprendizagem.

Sendo assim, o conceito avaliativo não só aplica-se no segmento aluno, mas também no corpo docente, afinal este enquanto agente mediador do processo de construção do conhecimento do discente tem uma importância ímpar, capaz de dar bases para o desenvolvimento da autonomia deste último.

Uma vez eu li a afirmação de um autor, não me lembro o seu nome e a fonte, que “O Brasil é o país das provas”. Mas, utilizando de suas palavras justifico a minha concepção, pois enquanto o país continuar a ser um país de provas, não há o porquê da extinção da mesma como mecanismo de avaliação, principalmente, na rede pública de Ensino, a qual abriga a maior parte da população.

A maioria das escolas da rede privada, mesmo inovando, mantém como instrumento as provas, inclusive, em concordância com os responsáveis, dos quais muitos são os mesmos que lutam por incorporar a abolição da prova na rede pública. E por que as mudanças não são gerais?

Bom, o resultado desta política embasada na promoção automática estará expressa nos resultados desta primeira e das demais avaliações, que serão realizadas no dia 19 de março (quinta feira) para todos os alunos.
E, logo de antemão, posso dizer que lamentei ter que constatar – através da correção das provas de uma determinada turma do 6° ano - que alguns alunos em situação de defasagem idade-série são, ainda, analfabetos ou analfabetos funcionais.

Lamento como profissional da rede, como mãe de uma aluna da mesma rede de ensi-no e por ter a certeza que a Educação não precisa tomar este rumo. Na verdade, o rumo para as mudanças passa pela Educação.

O texto de Celso Antunes, “Analfabetismo Funcional”, menciona três segmentos da Comunidade Escolar, isto é, o pai, o aluno e o professor, mas coloca em evidência a importância maior do último, como agente responsável pela formação ampla do edu-cando.

Não resta dúvida que ao professor cabe uma importância singular no processo educa-tivo, mas não devemos ignorar que este é muito mais abrangente não só em termos de agentes, como também no que tange à infra-estrutura, a proposta pedagógica, a metodologia de ensino e à política educacional.

Há vários aspectos interligados e inter-relacionados tanto no contexto escolar quanto social do aluno, os quais indubitavelmente contribuem para o sucesso e/ou fracasso do seu processo educativo.

Em razão da situação sócio-econômica do país ou da ocorrência de estruturas familia-res desfeitas ou, ainda, por uma questão de emancipação e conquista feminina no mercado de trabalho, a mulher também passou a trabalhar fora. E, ainda, diante do índice elevado de desemprego, percebe-se que, muitas vezes, fica atribuído a esta, o papel de chefe da casa.

Com isso, a assistência familiar bastante expressa, antigamente, acabou ficando com-prometida, pois muitos devido ao trabalho empregatício e a alegação de falta de tempo acabaram relegando importância secundária, em suas preocupações, ao acompa-nhamento do desenvolvimento escolar de seus filhos. Diminuindo consideravelmente a participação dos responsáveis com o decorrer dos anos e, principalmente, com o in-gresso do filho nas antigas séries do 2º segmento do Ensino Fundamental (5ª a 8ª série).

No entanto, tais circunstâncias não significam que a eles fora destituído o dever de educar e, principalmente, de cumprir as suas responsabilidades.

Toda a Comunidade Escolar tem um papel importantíssimo e o princípio ético da res-ponsabilidade de cada um é uma questão que deve ser bem discutida e avaliada por todos, pois não cabe só à escola o dever de educar.

Presenciamos, muitas das vezes, pais e/ou responsáveis em situação de total falta de compromisso com a Educação de seus filhos.

Associados ou não a esta situação têm-se, ainda, os diversos problemas familiares que, indiscutivelmente, agravaram com o passar dos anos e influenciam direta e/ou indiretamente no processo educativo do discente e no bom desenvolvimento da esco-la. Problemas estes que variam desde a violência doméstica, o aumento de adoles-centes usuários de drogas, dificuldades financeiras, alcoolismo, gravidez precoce, ca-rência de valores humanos elevados, a baixa auto-estima do aluno, entre outros.

Neste aspecto, não podemos esquecer que é na escola que se manifesta, em menor escala, uma parcela dos problemas sócio-econômicos e culturais da comunidade. Em termos de padrões de comportamentos, o aluno ao atingir a idade escolar traz uma bagagem familiar ou social, muitas vezes, com seqüelas difíceis de serem revertidas. Ele sofre uma forte influência do meio do qual vem.

Para piorar, em conseqüência da procura por número de vagas nas escolas públicas, bem como os baixos investimentos em obras para construção e/ou reformas das esco-las já pré-existentes, a maior parte das salas de aula se encontra superlotada, apre-sentando um número excessivo de alunos que acaba inviabilizando uma prática do-cente adequada, comprometendo um processo ensino-aprendizagem satisfatório.

Outro aspecto relevante e pertinente a isso é resgatar a importância do papel da famí-lia no processo educacional. O envolvimento dos responsáveis acaba contribuindo para a segurança do aluno e para a elevação de sua auto-estima, os quais acabam refletindo no desempenho e no rendimento do mesmo, assim como também contribui no fortalecimento dos laços afetivos e da unidade familiar, que irão refletir para a vida toda.

Igualmente, cabe aos demais segmentos da Comunidade Escolar a responsabilidade de contribuir e se fazer cumprir os liames da prática pedagógica com os princípios éticos.

Tanto o corpo docente, o discente, a direção, o pessoal administrativo e de apoio de-vem participar como co-responsáveis, como co-autores e como co-participantes de todo o processo educativo. A participação conjunta irá, indubitavelmente, contribuir para a sua plena realização da proposta pedagógica e de seus resultados positivos.