quarta-feira, 10 de abril de 2024

Assembleia Nacional da Venezuela aprova a Criação do Novo Estado venezuelano, a Guiana Essequiba

Região de Essequibo (em verde)
Imagem capturada na Internet
Fonte: Diário do Nordeste
Foto (crédito): Agência Brasil

 

Desde o ano passado, a polêmica envolvendo os territórios da Guiana e da Venezuela tornaram-se mais acirradas, sobretudo, pela posição do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que afirmou ter direito sobre uma parte do território guianense (ou guianês) e, também, após o resultado de um plebiscito, para consulta popular acerca da pretensão da anexação da referida área ao território venezuelano, realizado no dia 3 de dezembro de 2023, o qual foi aprovado por 95% dos eleitores presentes. Na época foi criada a chamada Lei Orgânica para a Defesa da Guyana Esequiba, área que passaria a ser considerada um novo estado da Venezuela. 

No plebiscito, os eleitores tiveram que responder “sim” ou “não” em cinco perguntas quanto à jurisdição da Corte Internacional de Justiça da Organização das Nações Unidas (ONU) para resolver a referida questão de disputa territorial e, ao mesmo tempo, abordava o Acordo de Genebra de 1966, como instrumento válido para o conflito. 

No respectivo acordo (1966), assinado entre Venezuela e Reino Unido, este último reconheceu a reivindicação venezuelana sobre Essequibo e classificou a situação como negociável.   

A região de Essequibo corresponde a dois terços do território da Guiana (área de 160 mil Km2) e, embora essa disputa territorial seja antiga (desde o Século XIX), a cobiça venezuelana pela referida área aumentou significativamente, a partir de 2015, quando a empresa estadunidense do setor petrolífero, ExxonMobil, descobriu reserva de petróleo bruto na área, em bacias offshore (no mar). Sua exploração fez com que a economia da Guiana prosperasse rapidamente. Além do petróleo, a região é rica em gás natural, ouro e outros recursos minerais. 

Certo de suas convicções e do resultado da consulta popular (plebiscito realizado em dezembro do ano passado), transcorridos três meses de 2024, o presidente Nicolás Maduro promulgou uma Lei (Lei Orgânica para a Defesa da Guyana Esequiba), aprovada pela Assembleia Nacional do país, no dia 03 de abril do ano em curso, estabelecendo a criação e defesa do Estado da Guiana Essequiba, ou seja, ele criou um estado venezuelano em Essequibo. 

A referida Lei diz, em seu artigo 5, que o único instrumento jurídico para chegar a uma solução aceitável para ambos os países envolvidos é, justamente, o Acordo de Genebra de 1966. 

Seu principal argumento quanto à publicação da Lei é que ela veio a atender a vontade da maioria dos venezuelanos, expressa na consulta popular de dezembro de 2023. 

Só que no dia 1º de dezembro de 2023, dias antes da realização do plebiscito, os juízes do tribunal já haviam decidido, unanimemente, que a Venezuela não poderia fazer nenhum movimento na intenção de anexar Essequibo. 

O plebiscito seria de caráter consultivo apenas e, o resultado positivo da votação (sua aprovação) não iria assegurar à Venezuela o direito à anexação da região. Sendo assim, ambos, tanto o plebiscito quanto a sua aprovação desafiou a determinação da Corte Internacional de Justiça, que é a instância mais alta da Organização das Nações Unidas (ONU) para julgar os casos de soberania entre países. 

Só que para o governo venezuelano, a promulgação da referida Lei significou um passo adiante para tomar o controle de vez do território. E, assim foi feito... 

Na noite da 4ª feira passada (03/04), o presidente Nicolás Maduro anunciou a promulgação da lei que estabelece a anexação da região de Essequibo ao território de seu país e, para dar um sentido de legitimidade, na intenção de preservar os direitos do país sobre a região, em questão, o chanceler venezuelano, Yvan Gil, alegou "ato soberano", reagindo ao governo guianense que se posicionou em desacordo com a promulgação da Lei.  

O chanceler Yvan Gil, assim reagiu, 

"A aprovação da referida lei é um ato soberano,

que compete somente aos venezuelanos,

e seu objetivo é defender e preservar os direitos

inquestionáveis da Venezuela sobre

o território da Guiana Essequiba (ou Essequibo)

sob a égide do direito internacional

e do Acordo de Genebra de 1966,

único instrumento válido para resolver,

de maneira amigável, prática e satisfatória

 a controvérsia territorial entre nossos dois países". 

O governo do presidente guianense, Irfaan Ali, por sua vez, considerou tal medida uma "violação flagrante do direito internacional", como afirma o Ministério de Relações Exteriores da Guiana: 

"Essa tentativa da Venezuela de anexar

mais de dois terços do território soberano da Guiana

e torná-lo parte da Venezuela

constitui uma flagrante violação

dos princípios mais fundamentais 

do direito internacional".

 

Presidente da Guiana, Irfaan Ali
Imagem capturada na Internet
Fonte: G1/Globo

Além de não reconhecer a Corte Internacional de Justiça da ONU como jurisdição para resolver tal disputa, a Lei sancionada assevera que Essequibo é um estado venezuelano e proíbe a divulgação e circulação de mapas políticos da Venezuela sem a inclusão do Estado da Guiana Essequiba em seu território. 

Presidente Nicolás Maduro com o novo
mapa político da Venezuela
Imagem capturada na Internet
Fonte: G1/Globo
Foto: Zurimar Campos (dez/2023)
   

Ao sancionar a referida Lei, Nicolás Maduro afirmou,

 “O tempo da dominação colonial,

o tempo da subordinação na Venezuela 

acabou para sempre” 

Embora, ainda não estejam claras as implicações legais desta nova legislação, a mesma determina que o poder sobre o território de Essequibo ficará nas mãos do presidente da Venezuela até que haja a nomeação do governo de Essequibo e a escolha de seus legisladores. E que, até que essas medidas não ocorram, a Assembleia Nacional exercerá poderes legislativos sobre o mesmo. 

O governo guianense complementou que não vai permitir qualquer medida de anexação forçada de seu território, 

"A este respeito,

o Governo da República Cooperativa da Guiana

deseja informar o Governo da 

República Bolivariana da Venezuela,

o Governo da Comunidade do Caribe e a

Comunidade Latino-Americana e Caribenha de Nações,

bem como o Secretário-Geral das 

Nações Unidas Nações Unidas

e o Secretário-Geral da 

Organização dos Estados Americanos,

que não tolerará a anexação,

tomada ou ocupação de qualquer parte 

do seu território soberano.

A Guiana sempre defendeu os princípios da

Carta das Nações Unidas,

o Estado de direito e a resolução pacífica de litígios". 

Depois disso, que eu tenha conhecimento, o governo da Guiana não mais se manifestou, mas - com certeza – ele não se manterá tão pacífico e resignado assim...

 

Fontes de Consulta 

. CRAVEIRO, Rodrigo: Guiana denuncia anexação de território do Essequibo (2024) – Correio Braziliense 

. Essequibo: Maduro promulga lei que cria província da Venezuela em território da Guiana (2024) – G1/Globo 

. Essequibo: o que há no território da Guiana que a Venezuela tenta anexar, e como começou a disputa (2024) – G1/Globo 

. Maduro promulga lei de defesa do Essequibo e denuncia existência de bases militares dos EUA na região (2024) – Brasil de Fato 

. Maduro promulga lei que anexa Essequibo à Venezuela (2024) – Poder 360 

. Maduro promulga lei que estabelece província da Venezuela na Guiana (2024) – Correio Braziliense 

. VILELA, Pedro Rafael: Guiana rebate Venezuela e diz que não cederá território de Essequibo (2024) – Agência Brasil 

quarta-feira, 3 de abril de 2024

O que é Mito e o que é Verdade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA)

 

Símbolo do Autismo
Imagem capturada na Internet
Fonte: Conautismo

Em razão da Campanha Abril Azul, muitos artigos estão sendo publicados na Internet e em outros meios de comunicação acerca do referido distúrbio, inclusive, como meio de promover o seu conhecimento e a conscientização das pessoas acerca deste. 

Em razão desta gama de reportagens, eu selecionei uma – publicada por Lara Castelo no Estadão – que trata dos Mitos e Verdades sobre o Autismo. 

Segue, abaixo, a transcrição na íntegra da mesma, com numeração e alguns destaques assinalados por mim. 

1. “Autismo é doença”

MITO: O transtorno do espectro autista é uma condição de origem genética para a qual não há cura, remédio ou tratamento. Quando se fala em tratamento, ele é direcionado para as comorbidades que podem surgir a partir do quadro, como ansiedade e depressão. 

2. “Autismo é hereditário”

MITO: Apesar de ter origem genética, isso não significa que o TEA seja hereditário. 

Segundo o neuropediatra Abram Topczewski, presidente do Núcleo de Orientação para o Transtorno do Espectro Autista (Notea), que atende pessoas com TEA em situação de vulnerabilidade, a condição tem relação com uma mutação genética que independe de parentesco e pode acontecer com qualquer um. 

O especialista destaca ainda que, além da causa genética – que é a mais determinante –, há fatores ambientais que podem aumentar as chances de alguém ter TEA. “Uso de álcool, tabaco e drogas durante a gestação, idade avançada do pai e exposição à poluição são alguns deles”, descreve. 

3. “Autismo pode ser causado por falta de afeto”

MITO: Antigamente, chegou-se a cogitar que a falta de afeto materno pudesse ser uma das causas do autismo – essa hipótese ganhou o nome de “teoria da mãe geladeira”. Hoje, contudo, essa relação foi totalmente descartada e considerada sem fundamento científico. 

4. “Existem diferentes graus de autismo”

VERDADE: Há três graus de autismo que variam de acordo com a necessidade de suporte do paciente. 

No grau 1, a pessoa tem necessidade de suporte; no 2, ela precisa de suporte substancial; e, no 3, de suporte muito substancial. 

O nível é determinado no momento da avaliação. Ao longo da vida, dependendo de eventuais desconfortos emocionais, pessoas do nível 2 podem migrar para o nível 3 ou, ainda, para o nível 1. 

Importante destacar também que não se usam mais os termos “leve”, “moderado” ou “severo” para categorizar a condição. 

5. “Exames de laboratório ajudam no diagnóstico”

MITO:  O diagnóstico do TEA acontece exclusivamente por meio de exames clínicos, de acordo com Topczewski. “Isso acontece através da observação e do monitoramento das etapas de desenvolvimento da criança por um especialista. Portanto, exames laboratoriais, como os de sangue, não têm função”, diz. 

6. “Adultos podem ser diagnosticados com autismo”

VERDADE: Como há diferentes graus de autismo, é possível que a condição passe quase despercebida por anos e só seja confirmada na idade adulta. 

7. “Há tratamento para autismo”

MITO: Como TEA não é uma doença, não há cura ou tratamento para a condição. Em contrapartida, existem terapias capazes de melhorar a qualidade de vida e promover a independência dos pacientes, segundo Topczewski. 

“É importante contar com um tratamento psicológico”, destaca o médico. Ele ainda cita a relevância de atividades artísticas, esportes, entre outras. “Além de estimularem o desenvolvimento do paciente, elas podem despertar talentos e elevar a sua autoestima”, justifica. 

Em alguns casos, os pacientes com TEA podem se beneficiar de acompanhamentos neurológico ou psiquiátrico. “Há distúrbios relacionados ao TEA, que necessitam acompanhamento profissional, como depressão, ansiedade e transtorno obsessivo compulsivo (TOC)”, exemplifica. 

8. “Crianças com autismo devem ser matriculadas em escolas especiais”

MITO: É importante que as crianças com TEA sejam acompanhadas individualmente na escola. Isso não quer dizer, porém, que elas devam frequentar uma escola que só atenda pessoas com transtornos cognitivos — muito pelo contrário. 

De acordo com Topczewski, para estimular o desenvolvimento de todas as crianças, e não só daquelas com TEA, é essencial garantir o contato com quem é diferente. “Dessa forma, elas aprendem sobre a realidade e inclusão”, pontua.


 Fonte de Pesquisa:

CASTELO, Lara: Confira 8 mitos e verdades sobre autismo - Estadão

Campanha Abril Azul: Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Imagem capturada na Internet
Fonte: Hospital Santa Mônica

 

Ontem, dia 02 de abril, foi comemorado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Data bastante importante, sobretudo, para nós – educadores – que lidamos com vários alunos portadores de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e, também, com os seus respectivos responsáveis. 

Por experiência própria, a cada dia aprendo algo novo com eles e o contato permanentemente com os responsáveis é de suma importância, não restam dúvidas! 

Ainda é possível observar atitudes insensatas de muitos responsáveis e até de professores, consideradas impróprias em relação a tratamento de autistas, tais como gritar, ameaçá-los, constrangê-los na frente de outros, excesso de cobranças, criticá-los, proferir comentários negativos, entre outros. Tudo isso afeta - negativamente - a autoestima do mesmo. 

Daí a importância de nossa conscientização acerca deste transtorno, do seu enfrentamento, de suas necessidades e possibilidades, capazes de subsidiar uma relação mais harmoniosa e positiva entre as partes. E é, justamente, com este intuito que a Campanha “Abril Azul” merece a nossa atenção e divulgação. 

Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Campanha “Abril Azul”, ocorre todo ano, desde 2008, com o objetivo principal de dar maior visibilidade e conhecimento sobre o Autismo, sobretudo, promover a conscientização e a inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). 

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e o Ministério da Saúde, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio caracterizado por algum grau de comprometimento na capacidade de comunicação, na linguagem, na interação social e no comportamento (repetitivos ou metódicos). Podendo haver, também, uma hipersensibilidade sensorial e desenvolvimento motor atrasado. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma em cada 160 crianças no mundo tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). 

Este termo, Transtorno do Espectro Autista (TEA) passou a ser empregado, em 2013, por ocasião do lançamento do 5° Manual de Diagnóstico e Estatística de Doenças Mentais (DSM-5, na sigla em inglês), produzido pela Associação Americana de Psiquiatria (APA, na sigla em inglês), que englobou todos as variações de autismo. Assim sendo, o termo “espectro” abrange desde as manifestações de autismo mais leve até a mais severa, isto é, desde o nível 1 ao nível 3. 

O TEA se manifesta na infância, ou seja, nos primeiros anos de vida. Contudo, o trabalho de diagnóstico por um profissional só é feito entre os 4 e 5 anos de idade, pois, na maioria dos casos, durante os primeiros cinco anos de vida, suas condições são aparentes. O transtorno tende a persistir nas fases da adolescência e adulta. 

Em geral, os indivíduos portadores de TEA apresentam, frequentemente e ao mesmo tempo, outros transtornos associados, como depressão, ansiedade, epilepsia, déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). 

A causa do autismo ainda é desconhecida. No entanto, acredita-se que a fatores genéticos estão ligados ao seu desenvolvimento. Estudos indicam outras possíveis causas, a saber: desordens metabólicas; infecções virais; lesões na formação do cérebro; complicações no parto ou na gravidez. 

De acordo com especialistas, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) não tenha cura. Contudo, existem medicamentos que podem ser administrados e que minimizam consideravelmente os seus sintomas. 

Em relação ao TEA, não se fala em tratamento,

mas em formas de reduzir as comorbidades

e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Isso pode se dar através de auxílio psicológico,

atividades lúdicas ou, eventualmente,

acompanhamento neurológico e psiquiátrico”.

(ESTADÃO, 2024)  

Estima-se que no Brasil existam cerca de 2 milhões de brasileiros com algum nível de autismo. No entanto, muitos ainda não têm diagnóstico. 

Entender a patologia ainda é um grande desafio para muitas pessoas, principalmente aquelas que convivem e/ou lidam com quem a tem. 

O autismo apresenta diferentes níveis, isto é, ele pode se manifestar de forma leve até a mais severa. 

Sintomas do Autismo

O indivíduo portador de Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode apresentar uma série de sinais, sendo alguns mais evidentes que outros, os quais podem ser:

- Dificuldades em interagir socialmente (socialização);

- Introspecção (os autistas costumam se isolar);

- Alterações no comportamento:

Na fase infantil: repetição de movimentos ou falas continuamente; evita gestos de afeto, como beijos e abraços; tem atitudes agressivas. 

Na fase adulta: observa-se as seguintes alterações: fica mais tempo em casa; desenvolve sintomas de ansiedade; demonstra interesse apenas por determinadas atividades; dificuldades na comunicação (é comum que eles não se expressem verbalmente e sejam resistentes à comunicação). 

Se o portador do TEA não for tratado de maneira apropriada, o indivíduo autista pode ter o seu desenvolvimento intelectual amplamente comprometido, podendo ainda isolar-se socialmente e não conseguir ser inserido no mercado de trabalho. 

O diagnóstico precoce permite minimizar bastante os efeitos do transtorno e, em algumas situações, o indivíduo consegue até ter uma vida normal. 

Como foi dito anteriormente, em geral, os primeiros sinais do Autismo se manifestam entre os 3 e 5 anos de idade e, nesta faixa etária, há o início do processo de ensino-aprendizagem da criança (creche e escola), ou seja, período essencial para o seu desenvolvimento. Em razão disso é preciso colocar em prática, desde cedo, atividades que estimulem a sua fala, sua interatividade, a socialização, a coordenação motora, entre outros aspectos. 

Já é sabido e regulamentado que o estudo em escola de ensino regular aumenta as chances do aprendizado, tendo em vista que o contato diário com outras crianças também serve como estímulo ao autista. 

A matrícula de indivíduos autistas nas escolas está prevista na legislação brasileira, especificando melhor, Lei Berenice Piana, tal como explica a advogada e ativista do grupo Mundo Azul (PA), Flávia Marçal, 

“A Lei Brasileira de Inclusão é muito clara sobre a

discriminação de estudantes em razão da sua deficiência.

O artigo 98 proíbe as escolas de recusar, 

cessar ou atrasar essas matrículas.

Portanto, as escolas não podem proceder dessa maneira,

sob pena de estarem cometendo um crime”.

(LIMA, 2024) 

Ademais, de acordo com especialistas, para potencializar os resultados obtidos no ambiente escolar, pode-se recorrer ao atendimento educacional especializado como estratégia, paralela, ao ensino regular, o qual poderá oferecer subsídios fundamentais aos aspectos mais comprometidos pelo transtorno. 

Com o suporte necessário, as crianças autistas podem desenvolver talentos específicos em certas áreas do conhecimento. 

Graus do Autismo

Atualmente, de acordo com sua gravidade, considera-se o Autismo sob três níveis, os quais – antigamente – eram classificados – em ordem crescente – de Leve, Moderado e Severo:                                                                                        

. Nível 1

Denominado, também, de Asperger, verifica-se a introspecção e dificuldade na comunicação, porém, o comprometimento é menor. Movimentos descoordenados e o foco em apenas um assunto ou atividade de maior interesse são bastante comuns. 

Tais comprometimentos podem demorar, mais tempo, para serem diagnosticados. 

. Nível 2

A interatividade social é baixa, há dificuldade ou ausência de comunicação verbal, assim como determinadas atitudes e movimentos repetitivos ficam mais em evidência. Os comprometimentos oscilam com as características tanto do nível 1 quanto no nível 3. 

. Nível 3

Caracteriza-se por desencadear maior interferência nos diversos aspectos, tanto do nível 1 quanto do nível 2. Consta como grave o déficit cognitivo e as habilidades para convívio social, tornando imprescindível um suporte grande para atender as necessidades individuais do indivíduo portador do TEA. 

Não é fácil... Muitas das vezes, o Transtorno do Espectro Autista impõe uma carga emocional e econômica considerável sobre os portadores do TEA e suas respectivas famílias, sobretudo, para aqueles que se enquadram nos níveis 2 e 3 (grau moderado e severo, respectivamente). 

A falta ou precariedade de serviços e apoio especializados são os grandes entraves. Por isso, toda e qualquer forma de intervenção visando os cuidados e acompanhamento adequado de crianças e/ou jovens autistas é de suma importância para minimizar os efeitos de seu grau de comprometimento, assegurando – tanto para os portadores de TEA quanto para os seus cuidadores e família - um impacto positivo para o bem-estar e qualidade de vida. 

Mercado de trabalho

Como foi dito, anteriormente, o Transtorno do Espectro Autista se não for tratado de forma adequada pode limitar enormemente a capacidade do indivíduo na realização de suas atividades diárias, como também em sua interação social. Podendo intervir, negativamente, tanto em suas conquistas educacionais e sociais, quanto nas oportunidades de emprego.  

A entrada de autistas no mercado de trabalho consiste, ainda, em um grande desafio em razão dos obstáculos existentes mediante ao próprio desconhecimento dos empregadores acerca das capacidades do autista. 

Por isso, a desinformação e o preconceito, ainda, consistem nos maiores problemas existentes na relação entre o empregador e o candidato à vaga de trabalho. 

Daí ser imprescindível o apoio da família em todo o seu processo educacional, sendo fundamental a sua co-partipação tanto em termos de contribuição no seu desenvolvimento pleno quanto na minimização das interferências da patologia em sua vida.   

Do mesmo modo, deve-se contar com o apoio de profissionais qualificados e uma instituição médica de referência, isto é, que tenha um setor voltado ao atendimento de Transtorno do Espectro Autista (TEA). 

Enquanto, alguns indivíduos com TEA se tornam capazes de viver de forma mais independente, outros – no entanto - tendo suas limitações, irão necessitar de cuidados e apoio ao longo da vida.  

Em razão disso tudo, torna-se fundamental ressaltar a importância da Campanha “Abril Azul”. Vamos divulgar!


Fontes de Consulta

. Abril Azul mês do Autismo: entenda mais sobre esse transtorno – 2019 – Hospital Santa Mônica 

. ABRIL AZUL - Mês de Conscientização sobre o Autismo – Hospital das Forças Armadas (HFA) 

. CASTELO, Lara: Entenda por que o autismo é considerado um espectro – 2024 - Estadão 

. LIMA, Célia Fernanda: Autismo: escolas não podem negar o direito à educação - 2024 – LUNETAS 

. Transtorno do espectro autista – Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)

segunda-feira, 1 de abril de 2024

Abril: Datas Comemorativas

Dia 02 de abril: Dia Mundial da Conscientização do Autismo
Imagem capturada na Internet
Fonte: Hospital Santa Mônica


ABRIL 

01. Dia da Mentira

       Dia do Tomate

 

 02. Dia do Propagandista 

        Dia Mundial da Conscientização do Autismo

        Dia Internacional do Livro Infantil

 

03. Dia do Atuário 

        Dia do Desporto Comunitário

 

04. Dia Nacional do Parkinsoniano

 

05. Dia das Telecomunicações

        Dia do Propagandista Farmacêutico

        Dia dos Fabricantes de Materiais de Construção

 

06. Dia Nacional de Mobilização pela Promoção da Saúde

        e Qualidade de Vida

 

07. Dia do Corretor

        Dia do Jornalismo

        Dia do Médico Legista

        Dia Mundial da Saúde

        Dia Nacional de Combate ao Bullying e 

        à Violência na Escola

 

08. Dia da Natação

        Dia do Correio

        Dia Mundial do Combate ao Câncer

        Dia Nacional do Sistema Braile

 

09. Dia Nacional do Aço

 

10. Dia da Engenharia

 

11. Dia da Organização Internacional do Trabalho (OIT)

       Dia do Infectologista

       Dia da Escola de Samba

 

12. Dia do Médico Obstetra

       Dia Nacional do Humorista

 

13. Dia do Office-Boy

       Dia dos Jovens

       Dia da 1º Execução do Hino Nacional Brasileiro (1831)

       Dia do Beijo

 

14. Dia Pan-Americano

       Dia das Américas

       Dia Mundial do Café

 

15. Dia da Conservação do Solo

       Dia Mundial do Desenhista

       Dia do Desarmamento Infantil

 

16. Dia Mundial da Voz

 

17. Dia do Lojista de CD

       Dia Mundial do Hemofílico

       Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo

 

18. Dia Nacional do Livro Infantil  

       Dia de Monteiro Lobato

 

19. Dia dos Povos Indígenas (antigo Dia Nacional do Índio) 

       Dia do Exército Brasileiro

 

20. Dia do Diplomata

        Dia do Disco

 

21. Dia de Tiradentes

       Dia da Latinidade

       Dia do Metalúrgico

       Dia do Policial Civil

       Dia do Policial Militar

       Dia do Aniversário de Brasília (1960)

 

22. Dia do Descobrimento do Brasil

       Dia da Força Aérea Brasileira (FAB)

       Dia da Comunidade Luso-Brasileira

       Dia do Planeta Terra

 

23.  Dia Mundial do Escoteiro

         Dia do Serralheiro

         Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor

         Dia Nacional da Educação de Surdos

 

24. Dia do Agente de Viagem

        Dia Internacional do Milho

        Dia do Chimarrão

        Dia do Penitenciário

        Dia Internacional do Jovem Trabalhador

        Dia do Boi

        Dia do Samurai

 

25. Dia do Contabilista 

        Dia da Organização das Nações Unidas (ONU)

        Dia Mundial da Malária

 

26. Dia do Goleiro

        Dia da 1ª Missa no Brasil

        Dia Nacional de Combate a Hipertensão Arterial

        Dia Internacional em Memória do 

        Desastre de Chernobyl

 

27. Dia da Empregada Doméstica

       Dia do Sacerdote

       Dia Mundial do Design Gráfico

 

28. Dia Internacional da Educação

        Dia da Sogra

        Dia Nacional da Caatinga

        Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho

 

29. Dia Internacional da Dança

        Dia do Crítico Teatral

 

30. Dia Nacional da Mulher

        Dia do Ferroviário 

        Dia da Baixada Fluminense (RJ)

        Dia Internacional do Jazz