terça-feira, 26 de maio de 2009

O Planeta parou devido o Teste Atômico da Coreia do Norte



Imagem capturada na Internet



Crise econômica, riscos de pandemia com a nova Gripe H1N1 e, agora, testes atômicos...
 
As ameaças não param de vir à tona e, na conjuntura atual, sob uma imposição de poder e política de intimidação, a República Democrática Popular da Coreia, mais conhecida como Coreia do Norte, colocou a população mundial sobressaltada mediante os riscos premente de um ataque com bomba atômica, realizando novo teste nuclear subterrâneo, o segundo em três anos.
 
Sua primeira bomba nuclear foi testada em outubro de 2006 e, após sofrer as sanções pelo Conselho de Segurança da ONU, o governo norte coreano passou a barganhar vantagens e ajuda internacional em troca do abandono do Programa Nuclear.
 
Pais de regime socialista, sob a liderança do ditador Kim Jong-il, a Coreia do Norte tem utilizado o seu Programa Nuclear como forma de autodefesa e para adquirir vantagens em negociações internacionais, após ter sido considerado, em 2002, como membro do chamado “eixo do mal”, ao lado do Irã e do Iraque, pelo então presidente americano George W. Bush e, também, por ter sofrido sanções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em razão dos seus testes atômicos.
 
O líder Kim Jong-il alega que as decisões tomadas pelo Conselho de Segurança da ONU são, na verdade, produtos da política hostil desenvolvida pelos Estados Unidos à nação norte-coreana.


Ditador Kim Jong-il - Imagem capturada na Internet
 
Em decorrência disso, o governo norte-coreano usa o seu Programa Nuclear como auto defesa e, também, como barganha com o Ocidente, uma vez que o país socialista, o mais isolado e fechado do mundo, apresenta condições economicamente bastante precárias.
 
Sob regime socialista, seus investimentos são direcionados para a área militar e ampliação do seu arsenal bélico nuclear.
 
Este último teste, no entanto, o colocou em posição muito mais vulnerável não só perante a Comunidade Internacional e à ONU, mas, sobretudo, com a sua maior parceira comercial, a China, que desta vez se opôs firmemente em razão dos riscos à segurança da porção nordeste da Ásia.
 
No dia 05 de abril deste ano, o governo norte coreano lançou um míssil de longo alcance da base Musundan-ri, localizado na costa norte do país e no dia 29, do mesmo mês, em protesto à advertência do Conselho de Segurança da ONU sobre este, ele alertou que iria realizar o seu segundo teste nuclear e lançar um míssil de alcance intercontinental.
 
 

Imagem capturada da Internet
 
Ontem, dia 25 de maio, a Coreia do Norte confirmou a realização do seu segundo teste nuclear subterrâneo. De acordo com o governo norte-coreano, o teste foi bem sucedido.
 
Testes atômicos sempre foram considerados ameaças ao mundo inteiro, representando um risco à paz e à segurança mundial.
 
Além disso, correspondem a uma violação direta às Resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), principalmente, as de N° 1.695, estabelecida em 15 de julho de 2006, que proíbe o Programa Nuclear da Coreia do Norte e a de N° 1.718, estabelecida em 9 de outubro do mesmo ano, cinco dias após o primeiro teste nuclear realizado por Pyongyang (capital e maior cidade da Coréia do Norte).
 
Esta última Resolução condena os testes e impõe sanções a Coreia do Norte por manter atividades nucleares em sigilo. Vejam o texto da resolução da ONU sobre sanções à Coréia do Norte, AQUI.
 
Até a década de 80 do século passado, período conhecido como Guerra Fria, os testes ou ensaios nucleares, bem como desfiles militares com exposições do material bélico e mísseis eram bastante freqüentes, não só pelas superpotências EUA e a antiga União Soviética, como por outros países considerados potências nucleares, na época, como a França e China. Os testes consistiam, basicamente, em explosões de engenhos em locais remotos para estudar os seus efeitos.
 
Mesmo sendo realizados em regiões desabitadas, como em áreas desérticas ou no fundo do oceano Pacífico, a preocupação mundial aumentou em razão dos riscos ambientais eminentes e do temor da proliferação dos Programas Nucleares nos países e, principalmente, daqueles que poderiam mantê-los em sigilo em posição de autodefesa.
 
Além disso, os efeitos das bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroxima, no dia 06 de agosto de 1945 e, três dias depois, em Nagasaki, em plena II Guerra Mundial, pelos Estados Unidos, colocaram o planeta Terra sob tensão quanto aos riscos à segurança e à paz mundial.
 
Apesar do Tratado de Interdição Parcial de Ensaios Nucleares ter estabelecido, em 1963, que os testes só poderiam ser realizados debaixo do solo, sendo proibidos na atmosfera, debaixo de água ou no espaço exterior, a França continuou a realizar os seus testes na atmosfera até 1974 e a China até 1980.
 
Com relação a testes subterrâneos, o último ensaio realizado pela antiga União Soviética foi em 1990, do Reino Unido foi em 1991, dos Estados Unidos em 1992 e da França e China em 1996.
 
Em 1996 foi assinado o Tratado de Interdição Completa de Ensaios Nucleares, no qual todos estes países se comprometeram a cessar todos os testes nucleares. A Índia e o Paquistão, países não-signatários, não cumpriram essa moratória.
 
Ao longo do século XX estima-se que foram realizados cerca de dois mil testes nucleares, sendo cerca de 1.050 pelos Estados Unidos, mais de 700 pela antiga União Soviética, 210 pela França, 45 pelo Reino Unido, 45 pela China e menos de uma dezena pela Índia e Paquistão.
 
A República Democrática Popular da Coreia iniciou suas atividades no final dos anos 90 (Século XX), quando em agosto de 1998, lançou um míssil contra o Japão, que caiu no oceano Pacífico. Na época, o governo norte coreano afirmou que se tratava de um satélite.
 
Verdade ou não, em setembro do ano seguinte, o país começou a realizar testes com mísseis de longo alcance.
 
O mais recente teste atômico desencadeou um terremoto no país de magnitude 4,7 graus na escala Richter, enquanto os tremores ocasionados pelo ensaio atômico, no ano de 2006, foi de 3,58 graus na escala Richter.
 
Ambos, como podemos concluir, são sismos de origem antrópica, isto é, provocados sob a influência da ação humana. Diferentemente daqueles de origem tectônica (movimentação das placas tectônicas) e de acomodação das camadas internas da Terra.
 

Imagem capturada na Internet

Para ver acompanhar a cronologia do Programa Nuclear da Coreia do Norte até o dia de hoje, acesse AQUI.
 
Fontes de Pesquisa

Ecoline

Folha OnLine

Outras
http://ecoline.ics.ul.pt/ecoline.asp?p02&19&774&857&kb

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