terça-feira, 9 de março de 2010

A Mulher-Girafa


Imagem capturada na Internet (Google)




Conforme comentei em sala de aula, para algumas turmas, a segunda postagem da série acerca de mulheres seria sobre as famosas “Mulheres-Girafas” que existem em Gana, na África, assim como também na Tailândia e em Mianmar (antiga Birmânia), ambas no continente asiático.

As mulheres-girafas utilizam aros de metal no pescoço, os quais formam uma espiral no feitio de colar. Sua prática é iniciada na infância e, com o passar dos anos, a quantidade de aros metálicos vão aumentando, podendo chegar a mais de 20 Kg no pescoço.

Elas são denominadas assim não só pelo tamanho do pescoço, que pode ficar com até 25 cm de comprimento, mas também pelo andar característico delas, extremamente altivo, devido o uso e o peso do colar.

De acordo com os pesquisadores da Universidade de Chiang Mai, na Tailândia, não é o pescoço que cresce, mas – ao contrário – são os ombros que descem, pois a clavícula vai cedendo com o peso dos aros. Dessa maneira, quatro vértebras torácicas passam a integrar a estrutura do pescoço.

Segundo algumas fontes de pesquisa, a mulher-girafa costuma tirar o colar para se lavar. Outras, no entanto, afirmam que estes só são substituídos, permanecendo junto ao pescoço sempre.

Ao contrário do que se pensa, quando o “colar” é retirado, por qualquer motivo, sua cabeça não tende a cair, pois o pescoço permanece rígido. No entanto, seu pescoço corre um grande risco de se quebrar, no caso de sua cabeça sofrer um movimento e virar.

Tais aros metálicos são utilizados também em outras partes do corpo, tais como os tornozelos e pulsos, provocando afinamento destes membros.

Existem várias explicações para a referida tradição de usar os aros no pescoço. Há quem afirme que é por questão de estética, isto é, como enfeite para ficarem mais bonitas; outros afirmam que trata-se de uma severa punição à mulher acusada de adultério; outros afirmam que o mesmo serve de proteção a possíveis ataques de tigres ou, ainda, que é para evitar a fuga das mulheres de seus respectivos maridos, bem como de olharem para os lados. Outros, arriscam, justificando que o seu uso afasta maus espíritos e atrai boas energias.

Seja a razão qual for para a manutenção da tradição, uma coisa é certa e devemos admitir, elas apresentam um perfil exótico e o seu corpo sofre deformações sérias.

De uma maneira geral, a mulher-girafa apresenta uma estatura baixa, é delicada e, devido aos aros, tem o rosto pequeno, como se este estivesse “prensado” e os ombros caídos.

A colocação do primeiro aro nas crianças sempre ocorre na idade de 5 anos (ou até mesmo aos três anos) e em época de lua cheia. A substituição dos anéis só é realizada quando as mesmas chegam à fase adulta.


Imagem capturada na Internet (Foto de Nakaret Teerakhamsri)



Imagem capturada na Internet (Portal do Vale)




Menina da tribo Padong - foto de Jatuporn Rutnin



Atualmente, os aros são de latão e cobre, mas já houve tempo em que eles eram confeccionados em ouro.

Não resta dúvida que a mulher-girafa se constitui em uma forte atração para o público (turista), obtendo lucros com isso, pois este paga para tirar fotos para guardar de recordação.

Apesar de todo o desconforto gerado pelo uso e peso dos aros metálicos, as mulheres-girafas transmitem uma sensação de felicidade e de compromisso em seguir as tradições de seu povo.



Imagem capturada na Internet (Portal do Vale)




Imagem capturada na Internet (Google)





Mulher-girafa da tribo Padoung (Mianmar Foto de Karl Amman)





Imagem capturada na Internet (Google)





Imagem capturada na Internet (Google)













Imagem capturada na Internet (Google)













Mulheres-girafas do grupo étnico Padaung, em Tha Ton, atual Mianmar (Cartão-postal)


Mulheres-girafas do grupo étnico Padaung, em Tha Ton, atual Mianmar (Cartão-postal)




Fontes de Consulta:

. Ditadura da Beleza

. Girafamania

. Portal do Vale


4 comentários:

Tamiris Neves *--* disse...

Professora, que coisa estranha. Acho que eu não teria coragem de por, até o pescoço se adaptar deve doer.

Bruna Kely[1901] disse...

Deve doer , e sei lá! teria meio que insegurança de usar, imagina pra tirar! rss
Elas so tiram [ algumas ] quando vão tomar banho? rs
Imagina pra dormir, o pescoço deve trazer muito desconforto . Eu só usaria se fosse ouro. rss '
Mais mesmo assim, tem mulheres que parece que a cabeça vai pular, e estranho . Beijos :*

Paula Rawanny disse...

Meu Deus, que coisa bizarra! Imagine nós, brasileiras, com estes colares? Muito charme pra um homem só, não é? hahahaha (brincadeirinha!)
Achei interessante, mas ao mesmo tempo bizarro, rsrsrs.

Vitória Guedes (1.804) disse...

Meu Deus eu não teria coragem de usar, isso pra mim seria muito constrangedor e para dormir isso deve ser muito desconfortante e doloroso. tem que ter muita coragem mesmo