terça-feira, 10 de agosto de 2010

Caos na Europa: Chuvas Torrenciais, Inundações e Incêndios Florestais



Imagem capturada na Internet (Fonte: Último Segundo)



No último final de semana uma das manchetes de maior destaque foi acerca do mau tempo na Europa, que mais parecia um “caos atmosférico”... Em algumas áreas, muitas chuvas torrenciais acompanhadas por inundações, já em outras, as temperaturas altas e os ventos fortes propiciaram e alastraram os focos de incêndios florestais. É verão no hemisfério Norte.

Em ambas as situações, os danos sociais e econômicos são enormes, contudo remediáveis ao longo do tempo, contrapondo-se aos casos de vítimas fatais.

Vários países da Europa Central foram afetados pelas chuvas, principalmente, a República Tcheca, a Alemanha, a Polônia, a Sérvia, a Lituânia, a Hungria, aEslovênia e a Áustria.

O clima quente mais os ventos fortes provocaram diversos incêndios nas florestas e turfas, atingindo países como Portugal e a Rússia.

A situação na Rússia, em razão dos incêndios florestais e seus efeitos sobre a população, apresentam certa gravidade, em especial em sua capital (Moscou), sendo considerada a pior dos últimos 130 anos, segundo fontes de pesquisa.

As temperaturas elevadas podem superar os 38,2º C registrados neste último final de semana

Cerca de 2 mil pessoas perderam suas residências nos incêndios. A poluição atmosférica em função da fumaça e da forte concentração de monóxido de carbono no ar de Moscou obrigou os habitantes a usar máscaras nas ruas e/ou utilizarem vaporizadores em suas respectivas residências.

O próprio governo e as autoridades da área da Saúde recomendaram o uso dos mesmos, principalmente, no caso de crianças, idosos e gestantes, além das pessoas com problemas respiratórios.

De acordo com as autoridades da saúde, a concentração de monóxido de carbono no ar, em Moscou, atingiu um nível seis vezes mais alto que o normal.

O caos provocado pelos incêndios e pelos efeitos das fumaça tóxica é sentido não apenas na dificuldade em respirar, como pela queda da visibilidade na cidade, que caiu para algumas centenas de metros, ocasionando também atrasos nos vôos e, até, desvio de aviões que estavam para aterrissar na capital a outros aeroportos.

A exportação de grãos e dos produtos feitos com grãos foram proibidos pelo primeiro-ministro Vladimir Putin, cuja medida vai de durar de 15 de agosto até dezembro.

Sob este contexto, gravidade maior advêm dos riscos proeminentes do calor na região de Bryansk, a qual – segundo o ministro das Emergências, Sergei Shoigu - ainda sofre os efeitos da contaminação nuclear do desastre de Chernobyl (abril de 1986), podendo ser liberada partículas radioativas, nocivas, para a atmosfera.



Fontes de Consulta


. Diário Iol


. Último Segundo


Imagens das cheias do rio Neisse, na fronteira entre a Alemanha e a Polónia (Fonte: Diário de Notícias)


Bad Muskau, Alemanha - Imagem capturada na Internet (Fonte: Diário de Notícias)


Imagem capturada na Internet (Fonte: Diário de Notícias)





Imagem capturada na Internet (Fonte: Diário de Notícias)



Parque Principe Pueckler, em bad Muskau (Patrimonio Mundial da UNESCO)




Incêndio Florestal em Portugal (Fonte: Diário de Notícias)






Praça Vermelha, Moscou (Fonte: Último Segundo)




Turistas em Moscou (Fonte: Último Segundo)






Casas incendiadas e destruídas pelas chamas que se alastraram (Fonte: Último Segundo)




4 comentários:

Jéssica disse...

Nossa, coitada das pessoas que moravam nessas casas, todos desabrigados isto e muito triste para estas famílias que deram duro para construir ou comprar suas próprias casas, mas deus estão com elas, e ele e o único que sempre vai nos dar forças para recomeçar nossas vidas do zero. rezo por essas famílias que não tem um teto sobre sua cabeça.

Marli Vieira de Oliveira disse...

Jéssica,

Realmente é muito triste. Lembra das chuvas que cairam na época do verão, aqui, no Rio de Janeiro, Niterói e Angra dos Reis? Assim como em Santa Catarina e, recentemente, no nordeste (Pernambuco e Alagoas)?

É triste perder tudo e, pior ainda, haver vítimas fatais.

Beijos

diana disse...

olá Marli! Bom,gostei muito do teu trabalho por aqui,axei bem interessante.

Estou fazendo um trabalho para a escola,sobre os incendios florestais na Rússia;ele ja esta concluido,mas agora terei umas questoes para debater(também ja estao em andamento,mas sua ajuda seria bem-vinda). Gostaria muito de saber sua opiniao sobre isso,como prevenir esses incendios,para que nao voltem a ocorrer e como solucioná-los.
Isso me ajudaria muito,desde já agradeço,beeijos..

Mari.

Marli Vieira de Oliveira disse...

Diana,

Desculpe-me por só agora estar lhe respondendo (eu só vi hoje o seu comentário). Eu não consegui estabelecer contato com você, por isso, vou lhe responder aqui mesmo...


O pouco que sei, eu aprendi na época da faculdade e do mestrado (UFSC), morando no Tocantins e através de leitura (pesquisas na Internet).

A primeira coisa a fazer, Diana, é realizar um levantamento acerca da época do ano em que os incêndios mais ocorrem e a natureza destes, ou seja, se o incêndio é de causas naturais ou são de origem antrópica, ou seja, provocados pelo homem, como jogar cigarro acesso na mata seca, provocar queimadas, acender fogueiras, soltar balão, entre outros fatos.

Em ambos os casos, às características da época do ano são comuns, isto é, ocorrem em períodos onde as temperaturas elevadas, a estiagem ou a baixa precipitação pluviométrica (chuvas) respondem pelas condições de maior ou menor susceptibilidade da cobertura vegetal à ação do fogo.

Este é o ponto de partida, identificar o período do ano com a maior ocorrência de incêndios e suas causas (naturais ou antrópicas).

Com estes dados nas mãos fica muito mais fácil traçar planos de ações preventivas.

E aí, principalmente, no caso dos incêndios de origem antrópica, as medidas preventivas passam – primeiramente – pela conscientização e educação. Estratégias de conscientização e de Educação ambiental devem ser aplicadas não só nas escolas, nas Associações de moradores, como nas mídias e em Campanhas voltadas para a grande massa da população (cartilhas educativas, Outdoor, planfetos, cartazes etc.).

A aplicação da legislação a respeito disso, também, é outra forma de ação preventiva e punitiva.

Para ser preventiva é preciso divulgar o quê existe em termos de legislação acerca do manejo e controle do fogo em determinadas áreas, onde os riscos são eminentes.

E em caráter punitivo é fazer valer a lei perante ao ato flagrante de uso indevido do fogo. Neste caso, a população pode auxiliar com uma estratégia do tipo “Disque Denúncia”.

Diana, com certeza, um engenheiro florestal vai ser mais objetivo e eficiente nestas informações, pois deve haver outras medidas preventivas. Mas, eu só me recordo destas: Educação e cumprimento da legislação.

Se a primeira fosse trabalhada cedo, não seria necessário aplicar a segunda.

Procure na Internet para complementar a sua pesquisa.

Só para você ter uma ideia sobre isso, vou dar o exemplo de uma situação que ocorre - anualmente - no Rio de Janeiro.

Aqui no Rio, no ano inteiro há campanhas educativas – por parte dos governos estadual e municipal -contra à prática de soltar balões.

Contudo, as mesmas se intensificam, assim como a repressão aos baloeiros, nos meses de junho, julho e agosto, em razão das festas juninas.

Neste período, a maior parte dos incêndios nas matas é derivada da queda de balões. E, o pior, os riscos de incêndios nas áreas urbanas também aumentam neste período.

Espero ter-lhe ajudado em alguma coisa.

Abraços e obrigada por comentar.