domingo, 4 de dezembro de 2011

Dica de Site: Crie o seu Cordel

Xilogravura de Cordel - Imagem capturada na Internet (Fonte: Teatro do Pé)



 A História do Cordel
                Maria do Rosário Lustosa da Cruz



Quando chegou ao Brasil
O cordel se transformou
Aqui ganhou vez e voz
E logo se emancipou
No Nordeste ele nasceu
E foi onde se criou

A história do cordel
Fez parte da tradição
Desempenhou seu papel
Escrevendo com ação
E se tornou em herança
Para muita geração
O cantador de viola
vivia a cantarolar
de tudo o que sucedia
cantava a versejar
mas nada ficava escrito
pra poder memorizar
Foi no século dezenove
Bem pertinho do seu fim
Que resolvera escrever
O que cantavam e assim
O que antes era música
Virou também folhetim
Leandro Gomes de Barros
Fazer cordel entendeu
Na gráfica de um jornal
Onde imprimir resolveu
Na cidade de Recife
assim o cordel nasceu [...]


Aproveitando o encerramento do Módulo sobre Literatura de Cordel, do Curso Mídias na Educação (E-Proinfo), estou compartilhando - neste espaço - um site para criação de cordel.

Para quem desconhece, a literatura de cordel consiste em narrativas poéticas impressas em folhetos, os quais são pendurados em um varal (corda) com pregadores. Daí a denominação "cordel".


 Literatura de Cordel - Imagem capturada na Internet (Fonte: Curso do E-Proinfo)


A introdução destas narrativas poéticas, popular e oral, em nosso país remonta a chegada dos colonizadores portugueses, sendo mais difundida na região nordestina.  Embora bastante popular nos estados nordestinos de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte, os folhetos de cordel também podiam ser encontrados no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

Mas, não resta dúvida, que foi na região nordestina que estes mais se desenvolveram e se difundiram.

De início, as narrativas poéticas, as histórias do cotidiano eram contadas oralmente ou cantadas, com auxílio de violão, tanto nas fazendas quanto nas feiras livres e praças públicas. Uma aglomeração de pessoas ficava e, ainda fica, ao redor dos contadores de histórias, que se deslocam de um lugar para outro difundido a tradição poética oral.


Tanto a versão impressa quanto o desenho (xilogravura) são recentes, sendo este último mais contemporâneo.

De acordo com Santos (2006, apud Módulo 9 do curso Avançado Mídias na Educação), o termo empregado, tradicionalmente, para este tipo de gênero literário, popular, em forma de livreto era “Folhetos de Feira”.
Depois, com a influência de estudiosos e intelectuais, os próprios poetas populares passaram a  designá-los como “Literatura de Cordel”.
Hoje, a expressão adotada e mais coerente com o seu sentido popular (manifestação artístico-cultural) é – simplesmente – “Cordel”.
Para quem quiser se aprofundar mais sobre Cordel, a Internet oferece um acervo muito grande acerca do mesmo.
Na cidade do Rio de Janeiro, o lugar mais certo de encontrá-lo é na Feira de São Cristóvão. 
O site do qual me refiro no início desta postagem, como sugestão para criação de Cordel, Educar para Crescer, já era para ter sido divulgado neste espaço há mais tempo, porém eu só não o fiz antes devido ao fato de algumas pessoas terem publicados versos com palavras de baixo calão.
Inclusive, eu cheguei até a comentar com duas professoras amigas minhas e de Língua Portuguesa sobre a existência do mesmo e da impossibilidade - criada em razão das referidas palavras - de repasse para os alunos.
Com a realização do Módulo referente à Literatura de Cordel no curso do E-Proinfo, eu voltei a acessá-lo e pude verificar que as postagens foram removidas, embora hajam outras com uso indevido de expressões. Eu denunciei e espero que estas também sejam excluídas.
Apesar desta falha por parte de algumas pessoas, o site serve de recurso a contemplar as atividades dos alunos em sala de aula. Confira e acesse o site AQUI!         



Fontes de Consulta

 . Marcos Geográficos

. Material de Apoio do Curso Avançado Mídias na Educação (E-Proinfo)                            

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