
Os alunos do 7° Ano viram - nos Módulos de Geografia - a importância do café e suas repercussões econômicas e sociais, sobretudo, no que tange à mudança de mão de obra, após a abolição da escravatura, com a política de imigração (mão de obra assalariada/imigrantes europeus) e o acúmulo de capitais, que influenciou diretamente aos processos de industrialização e de urbanização do país, principalmente na região Sudeste.
Introduzido por Francisco de Melo Palheta, no século XVIII, as primeiras sementes de café foram contrabandeadas da Guiana Francesa, sendo levadas - inicialmente - ao estado do Pará e, depois, para o Vale do Paraíba Fluminense, região que abrange terras no eixo Rio de Janeiro-São Paulo, onde se tornou o principal produto de exportação do país, de 1800 a 1930 (Ciclo do Café).

Feitor observando a colheita, 1885, Coleção Particular de Christiano Júnior

Fazenda Monte Café, Sapucaia (RJ), 1885 - Coleção Gilberto Ferrez

Fazenda Cachoeira Grande, Rio das Flores - Coleção Gilberto Ferrez


Partida para colheita_1885_Coleção Gilberto Ferrez.jpg
Fazenda Boa Vista, Paraíba do Sul
Seu cultivo se espalhou do Vale do Paraíba (Rio de Janeiro e São Paulo), Sul de Minas e Espírito Santo. Depois, atingiu Campinas (Oeste de São Paulo) e deste para Ribeirão Preto e Araraquara. Posteriormente, o cultivo se deslocou para outras regiões, como o Norte do Paraná e o Mato Grosso.
Hoje, as principais áreas de cultivo se localizam nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo e Bahia.
A partir de 1816, a exportação do café começou a crescer e, na década de 1830 a 1840, o produto liderava, representando mais de 40% do total das exportações do país. Com isso, já em 1840, o Brasil tornou-se o maior produtor mundial de café.
As exportações continuaram a crescer, passando a representar 56% do total de exportações, na década de 1870 a 1880, aumentando progressivamente até 1930. No final do séc. XIX, este representava 65% do valor das exportações do país e, na década de 1920, chegou a representar 70%.
Contudo, após a queda da Bolsa de Nova York (1929), o preço internacional do café caiu, afetando a sua produção e exportação.
Com a decadência do café, a pecuária leiteira foi introduzida e passou a se destacar na região, levando o Vale do Paraíba a se transformar no segundo maior pólo produtor de leite do Brasil.
Hoje, o Brasil ainda lidera a exportação deste produto, como o maior produtor mundial de café, responsável por 30% do mercado internacional. Ocupa a segunda posição no ranking dos maiores consumidores, perdendo apenas para os EUA.
Em razão da sua importância histórica e sócio-econômica no país, sobretudo, no Vale do Paraíba, cujo cultivo foi capaz de modificar a paisagem, a estrutura social e, ainda, conceder poder político e prestígio à referida região, gostaria de compartilhar, neste espaço, do Inventário das Fazendas de Café do Vale do Paraíba Fluminense.
Este Inventário, ainda inconcluso, é resultado do trabalho e da parceria firmada entre o Instituto Cidade Viva com o Instituto Light e sob a coordenação técnica do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.
Além de belas imagens quanto à arquitetura rural da época e do reconhecimento da importância do café no contexto histórico e sócio-econômico da região em questão, o Inventário das Fazendas de Café do Vale do Paraíba Fluminense disponibilizam o material produzido de cada fazenda cadastrada (download), bem como textos, Manual de Conservação Preventiva e outros.
Fontes:
. Material pessoal dos Módulos de Geografia (7° Ano)
Imagens capturadas do Inventário das Fazendas do
Vale do Paraíba Fluminense


Fazenda Cantagalo, Valença

Fazenda da Prosperidade, Barra do Piraí
Vale do Paraíba, materia de história :D
ResponderExcluirO Vale do Paraíba compreendia o RJ, SP, MG e ES região onde havia maior concentração de platações de café.
Olá!
ResponderExcluirLindíssimas as fotos! adorei!
Sabe onde eu poderia encontrar fotos de antigas familias de Sapucaia e regiao?
Obrigada, Ana