quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Torneio de Educação Física


Dando continuidade à postagem sobre o Torneio de Educação Física...

Os Jogos Internos da E. M. Dilermando Cruz foram organizados por Bandeiras (Preta, Verde, Vermelha e Azul), cada qual formada por alunos de outras turmas dos diferentes anos do Ciclo (do sexto ao nono ano).

Sendo assim, as bandeiras foram formadas da seguinte maneira:


Primeiro Turno (Manhã)

. Bandeira Preta (alunos das turmas 1905, 1802 e 1701);

. Bandeira Azul (alunos das turmas 1903, 1801 e 1601);

. Bandeira Verde ( alunos das turmas 1902, 1703 e 1607);

. Bandeira Vermelha (alunos das turmas 1805 e 1603).



Segundo Turno (Tarde)

. Bandeira Preta (alunos das turmas 1904, 1702 e 1605);

. Bandeira Azul (alunos das turmas 1803, 1705 e 1604);

. Bandeira Verde (alunos das turmas 1804, 1704 e 1602);

. Bandeira Vermelha (alunos das turmas 1901, 1606 e 1506).


Apesar de todas as orientações dos professores de Educação Física, principalmente da Profa. Márcia, a qual chamou todas as turmas, no Auditório, para explicar todo o processo desde a formação das equipes, os jogos e entrega das fichas das inscrições para cada modalidade, muitos alunos não se inscreveram, os quais - no início e durante os jogos - demonstraram interesse em participar.

Como já é bastante comum no universo dos alunos e, porque não se estender ao povo brasileiro... o erro estar em deixar tudo para depois.

Não houve jeito! Apesar das frustrações, achei correto, pois os alunos precisam ter maior responsabilidade e compromisso. Eles têm que aprender acerca de calendário, cumprimento de prazos etc.

Quem sabe, no próximo ano, estes mesmos alunos não representem os primeiros no período de inscrição às modalidades esportivas?!

Os jogos coletivos (Handebol, Voleibol, Basquetebol, Futsal) foram disputados sob sistema de rodízio, tendo cada jogo a duração de 15 minutos.

Já os jogos de Dama, Xadrez e Ping Pong foram disputados sob o sistema de eliminatória simples.

A Dança foi apresentada na quadra e julgada por uma equipe de professores pré-selecionados.

O calendário inicial sofreu alteração devido a prorrogação de jogos para esta semana (jogos finais). Sendo assim, o Torneio terminou na última segunda feira, dia 08/12 e a premiação marcada para quinta feira (11/12).

Obedecendo ao calendário inicial e com o acréscimo de mais um dia, as disputas foram realizadas de acordo com a seguinte programação:

01/12 (segunda feira): Basquetebol (masculino e feminino) e Dama (masculino e feminino);

02/12 (terça feira): Voleibol (masculino e feminino) e Ping Pong (masculino);

03/12 (quarta feira): Futsal (masculino e feminino) e Xadrez (masculino e feminino);

04/12 (quinta feira): Handebol (masculino e feminino) e Ping Pong (feminino);

05/12 (sexta feira): Final dos jogos coletivos e Dança;

08/12 (segunda feira): Final do Basquetebol .


As imagens abaixo registram os momentos dos Jogos:


02/12 (terça feira)



Voleibol (masculino)


Torcida Verde





Ping Pong (masculino)




Vencedor, Carlos (meio), seguido por Linicker e Lucas Régis


Eu (sentada) e Glaucia (em pé) no intervalo da partida



As professoras Glaucia e Marisa mostraram que dominam o jogo


03/12 (quarta feira)




Futsal

Professora Márcia organizando as fichas com os resultados preliminares






Vencedor, Deivid (meio), seguido por Douglas e Marcus




Cristiane (direita) ficou em segundo lugar

Professora Sandra Amadeu no intervalo da partida

Xadrez (masculino e feminino)




04/12 (quinta feira)



Handebol









Ping Pong (feminino): Vencedora Maria Isabel (meio)


Na próxima postagem continuo com os registros das imagens e o resultado por bandeira.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

II Campanha de Solidariedade




Faixa da II Campanha de Solidariedade 2008





Esta foto é da aluna Kalina Matias da Silva da Turma 1902 e vencedora do Concurso de Desenho para o Logotipo da Campanha de Solidariedade da E. M. Dilermando Cruz, realizado em junho deste ano.

Apesar do Regulamento do Concurso constar que o desenho vencedor seria publicado na homepage da escola, até hoje, o mesmo não foi realizado por falta de registro da página da escola na Secretaria Municipal de Educação.



Desenho Vencedor - Autoria da aluna Kalina Matias da Silva



Estamos na última semana de arrecadação das doações e devido ao Torneio de Educação Física da escola, muitos alunos acabaram esquecendo de trazer a gelatina, o leite em pó e/ou brinquedos.

No entanto, devo destacar a atuação de algumas alunas da equipe da Campanha de Solidariedade, que demonstraram, nesta semana do Torneio, a iniciativa e boa vontade de passar de turma em turma para divulgar e recolher os donativos, inclusive, ficando direto para o turno da tarde.

As alunas são: Juliana Pereira, Raquel Santos e Thaynara dos Santos, que retornou depois de um período de catapora.



Da esquerda para direita, Raquel, Juliana e Thaynara



Destaco, também, a aluna Tatiana do Nascimento Freires, da Turma 1703, que por iniciativa própria nos solicitou um ofício da Campanha da Solidariedade para encaminhar a um supermercado próximo de sua residência.

Ela levou e conseguiu uma caixa cm 36 gelatinas. Fica, aqui, o registro - mais uma vez - do nosso agradecimento pelo compromisso e apoio à Campanha. Parabéns Obrigada, Tatiana!

Na verdade, obrigada a toda equipe organizadora e membros da Comunidade Escolar que têm contribuído com as doações.

Sabemos que, em função do término do ano letivo e do Torneio de Educação Física, a arrecadação está bem abaixo da nossa expectativa, mas agradecemos a todos que não esqueceram do gesto solidário e fizeram a DIFERENÇA.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Mensagem: Riqueza e Pobreza

Imagem capturada da Internet



RIQUEZA E POBREZA


Aquela mãe era muito especial. Com dez filhos, ela conseguiu educar sua filha até a segunda série, sem que ela se desse conta da pobreza em que vivia.

Afinal, a menina tinha tudo que precisava: nove irmãos e irmãs para brincar, livros para ler, uma boneca feita de retalhos e roupas limpas que ela habilmente remendava ou, às vezes, fazia.

À noite, ela lavava e trançava o cabelo da filha para que ela fosse à escola no dia seguinte. Seus sapatos estavam sempre limpos e engraxados.

A menina era feliz na escola. Adorava o cheiro de lápis novos e do papel grosso que a professora distribuía para os trabalhos.

Até o dia em que, subindo os degraus da escola, encontrou duas meninas mais velhas. Uma segredou para a outra:

- Olha, essa é a menina pobre. E riram.

Mary ficou transtornada. No caminho para casa, ficou imaginando porque as meninas a consideravam pobre. Então olhou para seu vestido e, pela primeira vez, notou como era desbotado, um vinco na bainha denunciava que tinha sido aproveitado.

Olhou para os pesados sapatos de menino que estava usando e se sentiu envergonhada por serem tão feios.

Quando chegou em casa, sentia pena de si própria. Também pela primeira vez descobriu que o tapete da cozinha era velho, que havia manchas de dedos na pintura meio descascada das portas.

Tudo lhe pareceu feio e acanhado. Trancou-se em seu quarto até a hora do jantar perguntando-se porque sua mãe nunca lhe contara que eles eram pobres.

Decidiu sair do quarto e enfrentar sua mãe.

- Nós somos pobres? Perguntou de repente.

Ficou esperando que sua mãe negasse ou desse uma explicação satisfatória.

- Pobres? Repetiu a mulher, pousando a faca com que descascava batatas. - Não, não somos pobres. Olhe para tudo que temos. Apontou para os filhos que brincavam na outra sala.

Através dos olhos de sua mãe, a menina pôde ver o fogo da lareira que enchia a casa com seu calor, as cortinas coloridas e os tapetes de retalhos que enfeitavam a casa.

Viu o prato cheio de biscoitos de aveia sobre a cômoda. Do lado de fora, o quintal que oferecia alegria e ventura para dez crianças.

- Talvez algumas pessoas pensem que somos pobres em matéria de dinheiro, mas temos tanto...

E com um sorriso, a mulher se virou para preparar mais uma refeição para sua família. Em sua grandeza, ela nem se dava conta que, a cada noite, ela alimentava muito mais do que estômagos vazios.

Ela alimentava o coração e a alma de cada um dos filhos.

Riqueza e pobreza podem ser tidas como formas de se encarar o mundo. Para quem idealiza que recursos amoedados lhe poderão conceder tudo o que deseje em coisas materiais, riqueza será ter muito dinheiro à disposição.

Para quem pense na vida como uma extraordinária experiência, em que os sentimentos sejam prioridade, com certeza pensará que pobre é quem não tem a quem amar ou que o ame.

Recursos como saúde, família, afeto não se adquire senão com zelo, empenho e amor.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Artigo: A dor que nunca passa

 



 
A DOR QUE NUNCA PASSA

Autor: Marina Silva
Portal TERRA - Publicado na Apremavi em 03/12/2008

 
Nos anos 1970, quando abriam a BR-364 no Acre, ela cortou ao meio o Seringal Bagaço, onde eu morava com minha família. À derrubada da mata seguiu-se uma epidemia violenta e incontrolável de sarampo e malária.
 
Era gente doente ou morrendo em quase todas as casas. Perdi um primo e meu tio Pedro Ney, que foi uma das pessoas mais importantes da minha infância. Morreu minha irmã de quase dois anos e, quinze dias depois, outra irmã, de seis meses. Seis meses depois, morreu minha mãe. Tudo era avassalador, assustador. Uma dor enorme, extrema, que nunca passou. Para sair disso, tivemos que reconstruir, praticamente, o sentido inteiro do mundo. Aceitar o inaceitável, mas carregá-lo para sempre dentro de si. Ir em frente, enfrentar a dureza do cotidiano, sobreviver, cuidar dos outros. Viver, enfim, e dar muito valor à vida e às pessoas.
 
Em 1985, numa das maiores enchentes do rio Acre em Rio Branco, eu morava no bairro Cidade Nova, na periferia da cidade, numa pequena casa de onde tivemos que sair às pressas, levando o que foi possível numa canoa. O resto foi levado pelas águas, inclusive o único retrato que tínhamos de minha mãe.
 
Penso agora nisso tudo e acho que consigo entender o que sentem os catarinenses, mas ainda estou longe de alcançar o significado estarrecedor de uma perda tão total e instantânea como a que sofreram.
 
Na escuridão, o morro descendo, destruindo tudo, a busca desesperada pelos filhos, a impotência. E, depois, descobrir-se só em meio ao caos: acabou a casa, foram-se as pessoas amadas, o lugar no mundo. Não há mais nada, só a vida física e a força do espírito.
 
Meus filhos andam pela casa com todo vigor, com toda a beleza da juventude, e sequer consigo imaginar o que seria, de uma hora para outra, vê-los engolidos pela terra, debaixo de toneladas de escombros ou mutilados para o resto da vida. É algo terrível demais até no plano da imaginação. Fere a própria alma tão fundo que chega a ser impossível entender plenamente a profunda tristeza de quem enfrenta essa realidade.
 
Na Londres de 1624, os sinos da catedral de São Paulo, onde o poeta John Donne era o Deão, tocavam quase ininterruptamente anunciando as milhares de mortes causadas pela peste. Atingido por grave enfermidade (que chegou a ser confundida com a peste) Donne escreveu então um de seus textos mais conhecidos, a Meditação XVII: "Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de teus amigos ou mesmo tua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca mandes indagar por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti."
 
Hoje, no mundo, os sinos dobram por todos nós e para nos acordar. Grandes desastres podem virar acontecimentos corriqueiros. Não se pode afirmar peremptoriamente que a tragédia de Santa Catarina deriva, em linha direta, das mudanças climáticas identificadas no relatório do IPCC, o Painel Internacional de Mudanças Climáticas da ONU. Mas em tudo se assemelha às previsões de possíveis impactos da mudança no clima do sul do Brasil, até o final do século 21.
 
A natureza, numa pedagogia sinistra, parece exemplificar o que significam esses fenômenos extremos que, em várias regiões do planeta, tenderão a provocar períodos de seca muito mais severos e outros com precipitações intensas.
 
As ações de mitigação necessárias e as adaptações para enfrentar esses efeitos e reduzir nossa vulnerabilidade diante deles ainda são precárias e estão atrasadas. Os países ricos, detentores de recursos, conhecimento e tecnologia, já avançam em medidas para se proteger. As piores conseqüências deverão recair sobre os países pobres e os em desenvolvimento. A urgência é auto-explicável. Não é um cientista quem o diz e nem um livro. É a natureza, cujos avisos e alertas têm sido insanamente ignorados.
 
O Brasil, que ontem lançou o seu Plano Nacional de Mudanças Climáticas, não tem como deixar de fazer a sua parte, mesmo sem os meios disponíveis nos países ricos. O acontecido em Santa Catarina é um sintoma e deve ser seguido de um esforço de grandes proporções, de início imediato, para tentar evitar que se repita.
 
É preciso que cada um de nós, autoridades públicas, empresas e cidadãos, pensemos nos mortos, nas famílias inteiras soterradas, nas vidas destroçadas debaixo do barro, antes de sermos tolerantes com ocupação em encostas, com destruição de matas ciliares, com o adensamento de áreas de risco, com mudanças de conveniência nas legislações. Não há mais espaço para empurrar os problemas ambientais com a barriga, como tentam fazer alguns, e deixar para "o próximo" o ônus de medidas ditas antipáticas. A omissão que ceifa vidas humanas tem que acabar, mesmo à custa de incompreensões.
 
Nos tempos atuais, há mais um componente na agenda ética: não se deixar corromper diante das pressões para ignorar a proteção ambiental e as medidas de precaução exigidas pela intensificação dos fenômenos naturais. Quem detém algum tipo de representação pública deve se convencer de que é preciso mudar profunda, rápida e estruturalmente os usos e costumes, de modo a preparar o País para um futuro de sérios desafios ambientais. Cada vez mais, não é só uma questão de errar, corrigir o erro e aprender com ele. Agora a palavra de ordem é prevenir o erro, para que não se repitam os olhares perdidos, os rostos esvaziados, o choro inconsolável, a desesperança e as mortes que vimos nesses últimos dias em Santa Catarina.
 
Marina Silva é professora secundária de História, senadora pelo PT do Acre e ex-ministra do Meio Ambiente.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Artigo: Uma Reflexão sobre a Tragédia em Santa Catarina

Estou compartilhando um artigo que me foi indicado, por e-mail, acerca das chuvas e os problemas advindos dela. O texto e outras imagens da tragédia no Vale do Itajaí pode ser acessado através do endereço disponiblizado abaixo.




 
UMA REFLEXÃO SOBRE A TRAGÉDIA EM SANTA CATARINA
 
Autor: Professores de Universidades Catarinenses.
Publicado em 29/11/2008 na Apremavi

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Torneio de Educação Física

O Torneio de Educação Física da E. M. Dilermando Cruz começou hoje (01/12) e encerrará na sexta-feira (05/12).

A novidade deste ano fica por conta da organização das equipes... ao invés da tradicional disputa entre as turmas, os professores de Educação Física organizaram as equipes por bandeiras, tendo cada uma integrantes de diferentes turmas e de anos do Ciclo.

Muitos alunos não gostaram da inovação, pois estão habituados com o clássico Turma A versus Turma B, mas analisando sob a ótica de integração, socialização e de um quadro de condições, mais ou menos, equilibrado, os professores de Educação Física acertaram em cheio.

E não esquecendo que, nestes, se encontram implícitos valores humanos, como amizade, respeito, solidariedade e companheirismo.

Tudo é uma questão de tempo, de prática e de formação de hábitos...

Até o ano passado, na minha outra escola (E.E. Assis Chateaubrind), os jogos eram realizados desta mesma forma e, sempre deram certos.

Falo até ano passado, porque a professora responsável pelos Torneios, com este tipo de organização, saiu da Unidade Escolar, no início de 2008.

Apesar de não lembrar bem, acredito que no início - também - tenha sido difícil, apresentando certa resistência por parte do alunado, reclamações mil. Mas, isso faz parte do processo...

Ao todo são 8 modalidades, sendo a quase totalidade dividida em feminino e masculino. As modalidades são: basquetebol, futsal, voleibol, handebol, ping pong (tênis de mesa), xadrez, dama e apresentação de dança (única modalidade sem necessidade de divisão feminino e masculino).

As bandeiras foram: azul, vermelha, preta e verde.

Todos os professores acabaram se envolvendo; ora como professor representante de uma determinada bandeira ora como parte integrante da equipe de arbitragem ou responsável pela torcida.

Hoje, eu e a profa Laura (Inglês) fomos responsáveis pela modalidade Dama, enquanto na quadra outras equipes jogavam. Eu registrei muitos jogos, mas vou publicá-las, posteriormente.


As primeiras a jogar foram as meninas e, depois do recreio, foram os meninos.

Infelizmente, eu só lembrei de registrar através de fotos, após o intervalo do recreio. Por isso, não vou poder postar as imagens das meninas jogando.

Vou ver se consigo reunir e tirar a foto das alunas que ficaram nos três primeiros lugares.





Alberto (Turma 1802) versus Ivanildo (Turma 1601)




Tobias (Turma 1601) versus Anderson (Turma 1801)




Igor Pereira (Turma 1603) aguardando a sua vez e o jogador




David Cândido (Turma 1603) versus Igor Pereira (Turma 1603)



Final: Ivanildo (Turma 1601) versus Paulo Henrique (Turma 1903)



Ivanildo (Primeiro Lugar); Paulo Henrique (Segundo Lugar) e Alberto (Terceiro Lugar)



Futuramente, registrarei outros momentos dos Jogos Internos (Torneio de Educação Física).

domingo, 30 de novembro de 2008

Chuvas castigam Santa Catarina



Imagem capturada na Internet



De acordo com as últimas notícias, nos diversos meios de comunicação impressa e/ou falada, o número de mortos no estado de Santa Catarina já é superior a 114 vítimas, fora os desaparecidos.

O Sul do Brasil e, mais especificamente, Santa Catarina está vivenciando uma situação catastrófica e, a sensação de dor é, ao mesmo tempo, de impotência mediante a combinação dos fatores meteorológicos e geográficos da região sobre a população.

Eu tive a oportunidade de conhecer Santa Catarina e, entre os seus diversos municípios, conheci as principais cidades do Vale do Itajaí (conhecido como vale europeu), como Blumenau, Joinville, Nova Trento, Brusque, Jaraguá do Sul, Gaspar entre outras.






Imagem capturada da Internet




Blumenau

Blumenau





Brusque






Pomerode



Joinville




Eu morei quase três anos na Grande Florianópolis (São José, no continente) e conheci várias cidades por intermédio de trabalhos de campo com os professores da UFSC (Mestrado em Geografia), principalmente na região Oeste (Chapecó, Treze Tílias, Concórdia etc) e, com os meus pais, porção leste, quando estes foram me visitar e passaram alguns dias comigo.

Por isso, além de compartilhar com todo o sofrimento do povo catarinense, por ter conhecido estas cidades, tenho certa noção da proporção dos estragos das chuvas.

Noção esta, nada difícil de se perceber através das imagens, principalmente, da região do Vale do Itajaí, as quais as mídias - a todo instante - mostram e informam a respeito dos danos e perdas humanas.

Para entendermos toda a tragédia, temos que levar em conta, tal como alguns estudiosos destacam, não só um fator ou dois, mas a combinação de fatores, principalmente, meteorológicos, geográficos e ambientais.

O pesquisador Carlos Nobre do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em entrevista ao Fantástico, hoje, atribui à situação catastrófica do estado catarinense tanto aos fatores meteorológicos e geográficos, quanto aos efeitos do Aquecimento Global, que estariam causando mudanças nos padrões climáticos de Santa Catarina.

Efeitos estes diretamente associados aos períodos de chuvas torrenciais e de seca, que vem sendo registrados, desde 2006, no referido estado.

De acordo com os Institutos de Pesquisa e de Climatologia do país, os fatores meteorológicos responsáveis pelas fortes e constantes chuvas, que vem castigando o estado de Santa Catarina, são a atuação de um sistema de Alta Pressão sobre o oceano Atlântico, na região Sul, e a ocorrência da Zona de Convergência do Atlântico Sul, no Sudeste.

Os ventos úmidos e constantes provenientes do mar ao se chocarem com o relevo montanhoso, elevaram-se e, a medida que se resfriaram e condensaram, formando nuvens carregadas, provocaram fortes chuvas na região.

Por sua vez, na região Sudeste, a existência da Zona de Convergência do Atlântico Sul, impede a passagem e/ou a rápida dissipação dos diversos sistemas climáticos, concentrando as chuvas em determinadas regiões.

Atrelado a estes fatores meteorológicos temos os de ordem geográfica e ambiental.

Como sabemos, as cidades mais castigadas se encontram localizadas no Vale do Itajaí e, esta região por ser um vale, se encontra associada a um rio: o rio Itajaí (e sua bacia). O sítio urbano das principais cidades ergueu-se a partir das margens do rio, ou seja, o rio Itajaí corta as cidades.

Este aspecto ligado ao crescimento urbano já denota riscos por ocasião de chuvas fortes, maior vazão do rio e, consequentemente, da ocorrência de enchentes.

Tanto é verdade que, em razão das enchentes da década de 80, a população se deslocou para áreas mais elevadas, ou seja, para as encostas. Áreas consideradas, também, de risco por causa da instabilidade do terreno face ao desmatamento e à ocupação humana, que representam pré-requisitos para o desencadeamento de deslizamento de terras.

Um outro aspecto agravante das encostas, na região do Vale do Itajaí, diz respeito não só a instabilidade do terreno em face de sua declividade, mas também quanto à composição do seu solo, que por ser argiloso, se mostra muito vulnerável e susceptível a movimentação por deslizamento ou solifluxão.

Segundo o professor Júlio César Wasserman, da Universidade Federal Fluminense (UFF), as encostas do Vale do Itajaí sofreram o processo solifluxão, que se traduz em uma movimentação lenta do solo, numa vertente.



Imagens capturadas na Internet





























Os prejuízos nos diversos setores da economia e de estrutura urbana (ruas, casas, pontes, rede de abastecimento de água, rede de esgoto etc.) são incalculáveis, pelo menos, no momento.

Mas, com persistência, fé e apoio das pessoas e dos diferentes instâncias de governo (federal, estadual e municipal), a situação poderá mudar daqui alguns meses ou anos, como a recuperação total do Porto de Itajaí, por exemplo, previsto para dois anos.




Voluntários e Doações - SOS Santa Catarina


No entanto, a perda maior ninguém conseguirá recuperar: a perda humana, a de parentes e/ou amigos. Talvez, esta possa ser apenas aliviada, com a , mas deixará ainda cicatrizes, profundas e inesquecíveis.

Vídeo Fantástico (30/11/08)




Vídeo: Carlos Nobre (INPE)




Não temos como ignorar a gravidade

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Dicas de Músicas: Dia da Consciência Negra

Estou aproveitando o espaço para disponibilizar as letras e vídeos de algumas músicas que foram cantadas no Evento da escola em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra e, aproveito, para sugerir outras que tratam da mesma temática.
 
AQUARELA DO BRASIL
                                   Composição: Ary Barroso


Brasil!Meu Brasil Brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Oh Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingá
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor...

Brasil, prá mim
Prá mim, prá mim

Ah, Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Brasil, prá mim
Prá mim, prá mim

Deixa! Canta de novo o trovador
A merencória à luz da lua
Toda canção do meu amor
Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado...
Brasil, prá mim

Prá mim, prá mim
Brasil

Brasil! Terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiferente
Oh, Brasil samba que dá
Bamboleio, que faz gingá
O Brasil do meu amor

Terra de Nosso Senhor...
Brasil, prá mim
Prá mim, prá mim

Oh, Esse coqueiro que dá côco
Onde eu amarro minha rede
Nas noites claras de luar
Brasil, prá mim
Prá mim, prá mim

Ah! Por essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
Onde a lua vem brincar
Ah! Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro...
Brasil!Meu Brasil Brasileiro
Brasil, prá mim
Prá mim, prá mim



CANTO DAS TRÊS RAÇAS
                                                                      Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro

Ninguém ouviu
Um soluçar de dor

No canto do Brasil
Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou
Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou

Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou
E de guerra em Paz
De paz em Guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor
ô, ô, ô, ô, ô, ôô, ô, ô, ô, ô, ôô, ô, ô, ô, ô, ôô, ô, ô, ô, ô, ô

E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador
Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor


SORRISO NEGRO

Um sorriso negro,
Um abraço negro
Traz... Felicidade
Negro sem emprego, fica sem sossego
Negro é a raiz da liberdade... (BIS)

Negro é uma cor de respeito
Negro é inspiração
Negro é silêncio, é luto
Negro é...
A solução
Negro que já foi escravo
Negro é a voz da verdade
Negro é destino é amor
Negro também é saudade.. (um sorriso negro !)
Refrão




NEGRO É RAÇA
                                                 Valdeci Alves de Almeida


Preto é cor
Negro é raça
Pelo meu valor
Eu brigo de graça... aaaaah!

A minha indignação
Sempre vai se indignar
Com a discriminação
Sem punição exemplar
Não aboliram a escravidão
Só tornaram mais velada
Uma lei na Constituição
Não nos garante nada... oooooh!

REFRÃO

Nas filas de desemprego
Tribunais, urnas, escolas
O racismo contra o negro
Em todo canto deita e rola
É preciso admitir
E lutar contra o preconceito
Só a união para garantir
Respeito aos nossos direitos... oooooh!

REFRÃO

Zumbi dos Palmares, Martin Luther King, Mandela, Bob Marley...
Martin dos Palmares, Mandela Luther King, Zumbi Bob Marley...
Mandela dos Palmares, Zumbi Luther King, Martin Bob Marley...
BIS

Preto é cor
Negro é raça
Pelo meu valor
Eu brigo de graça... aaaaah!
 
Outras músicas:

. Racismo é Burrice (Gabriel O Pensador)

. Todo Camburão tem um Pouco de Navio Negreiro (Marcelo Yuka)

. Zumbi dos Palmares (Edson Gomes)

. Sou Negrão (Rappin Hood)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Mensagem: Eu também aplaudiria de pé!


EU TAMBÉM APLAUDIRIA DE PÉ

Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro.

Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.

- Qual o problema, senhora? - pergunta uma comissária.

- Não está vendo? - respondeu a senhora

- Vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira.

- Por favor, acalme-se - disse a aeromoça

- Infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível.

A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.

- Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar, nem mesmo na classe econômica. Temos apenas um lugar na primeira classe.

E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:

- Veja, é incomum que a nossa companhia permita a um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável.

E dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:

- Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe...

E todos os passageiros próximos, que, estupefatos, assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.

Se você é contra o racismo, compartilhe, também, esta mensagens com seus amigos.

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons"

Recebi esta mensagem recentemente, por e-mail, da minha amiga e cursista do E-proinfo Rita Nines. Gostei e quis compartilhar, com todos, neste espaço.