sábado, 8 de agosto de 2009

O Presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque, decidiu e arquivou as acusações contra José Sarney



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Foi divulgado no início da noite, a decisão final do presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), acerca das denúncias contra o senador José Sarney. E, como já era de se esperar, este rejeitou mais sete acusações que faltavam serem analisadas, já que na quarta-feira passada, ele havia arquivado 3 denúncias e uma representação do PSOL.

Ao todo foram 11 ações arquivadas, sendo que as sete restantes constituiam quatro representações e três denúncias.

Os despachos foram encaminhados à Secretaria Geral da Mesa Diretora do Senado em envelope lacrado, na tarde de hoje. A decisão do referido presidente do Conselho de Ética será publicado no Diário Oficial do Senado, que circulará amanhã (08/08).

De acordo com o quê foi divulgado nas mídias, a decisão de Paulo Duque se baseou no fato que "não foi anexado nenhum documento de qualquer espécie e todas as informações contidas na representação são notícias de jornal".

Ainda resta uma esperança... longe, bastante longe de ser alcançada, visto à prática tradicional... Mas, ainda, cabe recurso para todas estas decisões e os senadores da oposição já anunciaram que não ficarão parados.

Como sempre, a impunidade prevalece!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Dica: Uma História de Rabos Presos (Ruth Rocha)



Imagem capturada na Internet


A crise por qual perpassa o Senado Federal em razão das denúncias contra o atual presidente da Casa, o senador José Sarney, representa uma pequena faceta de um universo bem maior.

O argumento utilizado pelo José Sarney, no qual afirmou - em outras palavras - que não havia razão para renúncia da presidência do Senado, visto que todos os senadores são iguais, aspecto confirmado durante as discussões entre os seus membros face às denúncias de irregularidades praticadas por estes mesmos, me fez lembrar de uma situação de estarmos de "rabo preso".

Tal situação aparece bem ilustrada no livro infanto-juvenil "Uma História de Rabos Presos", de autoria da escritora Ruth Rocha.

Quando eu pensei em elaborar um projeto sobre a política brasileira, a professora Eliane Castro, da E.M. Dilermando Cruz, sugeriu dois livros da mesma autora. Um deles foi "O que os olhos não vêem" e o outro é o acima citado, cujo conteúdo é bastante crítico e análogo ao que perpassa, em nosso país, nas funções e nas relações interpessoais estabelecidas no âmbito dos três Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário).

Qualquer semelhança não é mera coincidência. O livro foi lançado em 1989 e continua atualizado, tal como nos remete a história política do país. Infelizmente!


Sua história passa na cidade fictícia de Egolandia, cujo prefeito Egomeu precisou de muito dinheiro para se eleger. Em sua campanha eleitoral, este distribuiu umas duas mil camisetas, graças ao coronel Eurico, que pagou por estas.

Em troca do favor concedido, o prefeito atendeu um pedido antigo do coronel e mandou abrir uma estrada no sul da cidade, onde este possui terras. Apesar da estrada ligar "nada com coisa nenhuma", a estrada acabou valorizando as terras do coronel Eurico, tal como era o seu intento.

Assim como o prefeito e os vereadores, outros também mantêm uma relação de favores "obrigatórios" mediados por irregularidades e falcatruas ocultas, que acabam sendo descobertos e mostrando que todos têm o rabo preso.

Assim, que estes são descobertos, surgem enormes rabos nas pessoas e, aos poucos, estes se enroscam uns nos outros.

É tão nítido a relação análoga ao que estamos presenciando no Senado e em todas as instâncias da política brasileira.

Infelizmente, todos apresentam "rabos presos" e, quando um não tem, a pressão é muito grande e o próprio sistema cria situação para que este adquira e passe a integrar o grupo dos corruptos, dos desleais, entre outras denominações correlacionáveis.

Vale a pena ler o livro. Eu indico!

Crise no Senado: uma pequena faceta da conjuntura política do Brasil


Imagem capturada da Internet


Estive ausente temporariamente, embora tenha respondido os comentários de duas alunas (Jheniffer e Tamiris) acerca do adiamento do reinício das aulas nas redes de ensino público no Rio de Janeiro.


Estive ocupada com o planejamento da escola, com os cuidados da minha mãe, inclusive, a levei a duas consultas médicas e dormi em sua casa.

Não pude acompanhar todas as sessões da plenária do Senado dos dia 05 e 06, mas o pouco que consegui assistir posso afirmar que, infelizmente, me causou ojeriza.

O pior de tudo é observar as manobras que estão sendo realizadas de forma explícita e/ou implícita, as quais indubitavelmente levarão a um resultado já bastante conhecido pela sociedade brasileira.

O Presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), alegando falta de provas, arquivou três denúncias e uma representação contra José Sarney, assim como uma representação contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

As três denúncias arquivadas dizem respeito ao crédito consignado (onde há participação direta do neto de Sarney, José Adriano Cordeiro Sarney) e as outras duas ligadas à Fundação José Sarney (uma delas referente à mentira dita pelo presidente do Senado quanto a sua responsabilidade na gestão da Fundação).

A quarta ação arquivada foi uma representação do PSOL contra o presidente do Senado em razão da edição e publicação de atos secretos.

Outro fato que foi noticiado na mídia, foi o encontro - sem divulgação na agenda oficial - do senador Fernando Collor (PTB-AL) com o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, um dia depois da discussão entre o Collor e o senador Pedro Simon (PMDB-RS) na sessão da plenária do dia. Especulações quanto à influência e participação do nosso presidente no grupo dos aliados de José Sarney.

Estas e tantas outras atitudes e parcerias nos leva a acreditar, mais uma vez, que as acusações que incidem sobre o presidente do Senado José Sarney resultarão em N A D A, bem aos moldes das tradicionais "pizzas" que tanto marcaram e marcam os processos de denúncias contra os nossos políticos, membros ativos e representantes, eleitos, pela sociedade brasileira.

A fala do presidente do Senado, José Sarney, mostrou bem claro a situação do chamado "rabo preso" dos políticos ao afirmar que todos, ali presentes (os senadores) eram iguais. Nenhum era maior do que o outro e, por isso, não podiam exigir a sua renúncia da presidência do Senado.

Este rebateu a quase totalidade das acusações feitas contra ele, inclusive, fazendo uso de tecnologia moderna, com apresentações em Power Point, mas ficou claro que todos os seus argumentos não eram condizentes com a realidade.

Ele negou ter praticado nepotismo, mas admitiu que teve influência na contratação da sobrinha Vera Portela Macieira Borges, funcionária do Ministério da Agricultura, que foi requisitada pela Presidência do Senado e cedida ao gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS), em Campo Grande (Mato Grosso do Sul).

As demais nomeações, Sarney alegou que estas foram contratações para gabinetes e, por isso, a responsabilidade não cabia a ele e, sim, aos respectivos senadores.

Outras denúncias desmentidas por Sarney foram comprovaram na hora por alguns senadores, como por exemplo, o caso de Rodrigo Cruz, que foi funcionário da Diretoria Geral da Casa. Sarney alegou que não o conhecia e foi mostrado e passado de mão em mão, um notebook com a imagem de José Sarney - como padrinho - na cerimônia de casamento deste com uma filha do ex-senador Agaciel Maia.

Em seu pronunciamento e de outros senadores, tanto do grupo de oposição quanto dos aliados, ficou envidenciado que as práticas destes não são tão transparentes assim.

As sessões estão sendo marcadas por acusações e rebates, simultâneos, baseados por atos secretos ou não cometidos por muitos deles, extrapolando o ponto central da plenária.

Eu mesma estava super interessada no pronunciamento do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), que se mostrou moderado em suas palavras, tal como deveria ser o clima dos discursos na plenária.

Apelou que a compreensão prevalecesse e que ele mesmo tinha dificuldades para punir qualquer colega no plenário. Por sua vez, este se mostrou a favor da renúncia de Sarney, visto que deixou claro que prevalecesse os fatos contra este.

Só que para minha surpresa, ao final de seu pronunciamento, este tomou a posição dianteira e afirmou que sabia que tinha problemas no Imposto de Renda.

Mais uma vez, na plenária do Senado, prevaleceu o clima de "lavação de roupa suja". Desta vez foi entre os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Este último defendia o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) quanto à acusação que este manteve um servidor "fantasma" lotado em seu gabinete, enquanto este (Carlos Alberto Nina Neto, filho do amigo e seu subchefe de gabinete, Carlos Homero Nina) fazia Mestrado em Barcelona.

A discussão entre Renan Calheiros e Tasso Jereissati foi de baixo nível. Foram ofensas pessoais, acusações quanto a supostas irregularidades, uso de dinheiro público e a influência de terceiros.

O senador Tasso Jereissati solicitou ao o Presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), uma representação contra Renan Calheiros por quebra de decoro parlamentar, pois este lhe chamou - aos gritos e fora de alcance do microfone - de "Seu coronel de merda!".

Diante do clima insustentável, o Presidente do Conselho de Ética concedeu uma pausa de dois minutos na plenária.

É triste assistir e ver como são conduzidas as discussões no Senado. Como eles perdem tempo, esquecendo das prioridades a serem debatidas e decidas no plenário. Quantos privilégios, estes detêm e usam em proveitos próprios e individualistas. O quanto de dinheiro rola por detrás das cortinas da política, sustentadas por irregularidades, falcatruas e desvios de dinheiro público.

Muitos argumentos são utilizados baseados nos programas que deram certos, como se estes foram realizados sob a forma de favor ao povo. Nada mais do que obrigação!

Realmente, concordo com o presidente do Senado - José Sarney - todos são iguais, mas discordo que em razão desta dura e triste realidade (criada por culpa do povo, vamos assim admitir) deve ser mantida.

Cada qual, na sua hora. Agora é a vez de José Sarney. A ele cabem todas as acusações, não há como negar ou minimizar os seus atos baseando-se em seus programas ou medidas tomadas por ocasião da presidência do Brasil, bem como nas práticas irregulares de outros parlamentares desonestos.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Nova alteração no Calendário Escolar: Reinício das Aulas nas redes de ensino municipal e estadual do Rio de Janeiro só no dia 17 de agosto

Conforme postei, ontem, hoje os professores da rede municipal do Rio de Janeiro retornaram à escola e participaram de uma reunião e de um Vídeo Conferência, transmitida pela rede de televisão Bandeirantes (Canal MultiRio).

Foram dadas orientações e esclarecimentos às dúvidas apresentadas pelos professores em relação à nova gripe e o calendário de reposição das aulas.

Tal como a medida tomada pelo Governo Estadual, a Prefeitura do Rio também adiou o reinício das aulas do Ensino fundamental para o dia 17 de agosto. As creches vão reabrir só dia 24.

Outra medida adotada cabe ao retorno das professoras e alunas grávidas. Estas também só retornarão dia 24 do mês em curso.

Ficou acertado que cada escola deverá definir estratégias para repor os dias perdidos.

Nós, professores teremos que cumprir mais dois dias de planejamento na escola, os quais poderão ser cumpridos nesta ou na próxima semana. E depois, também, estaremos liberados até o dia 16, com retorno no dia seguinte.

A Secretária de Educação da rede estadual, Tereza Porto, já se pronunciou quanto a alteração do calendário escolar, cujo término está previsto para o dia 22 de dezembro, assim como as estratégias a serem tomadas para repor às aulas: o cumprimento de oito sábados letivos.

No próximo dia 12 haverá uma nova reunião para reavaliar a situação criada pela nova gripe a nível estadual e, deixou transparecer que se houver necessidade de nova prorrogação, esta poderá ser tomada.

Vamos aguardar e acompanhar a evolução da doença no município, no estado, no Brasil e no mundo. Não esquecendo, jamais, de lavar sempre as mãos e evitar aglomerações, ambientes fechados etc.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Curso de Capacitação sobre a Gripe H1N1 para 30 mil professores e 3.500 auxiliares de creches da rede municipal de Educação (RJ)


Amanhã, nós, professores da rede municipal de Educação do Rio de Janeiro retornaremos às atividades nas escolas, mesmo sem alunos, que tiveram o recesso escolar prorrogado até o próximo domingo, dia 09 de agosto.

De acordo com o plano estabelecido pela Secretária Municipal de Educação, Claudia Costin, em conjunto com o secretário Municipal de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann, além da prorrogação do recesso escolar, está prevista uma reunião geral, amanhã, em todas as escolas da rede.

Segundo as últimas notícias obtidas nas mídias, no Portal da Prefeitura e até mesmo pela nossa Coordenadora Pedagógica, Prof Márcia Ruggi, a reunião tem por objetivo repassar as principais orientações recebidas pela SME/RJ acerca do nosso papel junto aos alunos mediante aos casos suspeitos de gripe suína em sala de aula.

Através Os 30 mil professores e os 3.500 auxiliares de creches municipais terão um curso de capacitação para .

Através de Vídeo-Conferência, realizado por técnicos da Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a MultiRio, será transmitido um curso de capacitação, justamente, com este intento.

Tanto a secretária Claudia Costin quanto o secretário Hans Dohmann participarão do Vídeo-Conferência. Durante a sua transmissão, as dúvidas dos professores poderão ser enviadas e respondidas por e-mail, fax e por um telefone, que será colocado à disposição.

A perspectiva com relação à evolução da nova gripe é que ela apresente uma queda à partir da segunda semana de agosto.

Todavia, há profissionais da área de saúde que já se manifestaram a favor da prorrogação do recesso escolar até o final deste mês, justamente baseado em curvas epidemiológicas anteriores de gripe (devido à estação do ano e as temperaturas baixas).

Bom, amanhã teremos a reunião e as orientações da SME/RJ, mas nada ainda é conclusivo, definitivo. No próximo dia 6 (quinta feira) haverá uma nova reunião entre as Secretarias Municipais de Educação e de Saúde (e Defesa Civil) para reavaliar o quadro geral do município em termos da Gripe H1N1.

Vamos aguardar!

Gripe H1N1: Últimos Números da Nova Doença no país

Ontem, foram confirmadas mais mortes pela Gripe H1N1, elevando o número para 92 vítimas em todo o país.

Só no estado do Rio de Janeiro foram confirmadas mias 7 mortes, sendo três crianças (duas com idade de 7 anos e uma com 8 anos), uma adolescente grávida (16 anos), três adultas, sendo duas grávidas (22 e 28 anos) e uma senhora de 57 anos.

Com estes novos casos confirmados por exames laboratoriais, o número no estado do Rio subiu para 16.

Foram também confirmadas mortes em mais dois estados do Nordeste (Pernambuco e Bahia).

A incidência dos números de óbitos nas regiões Sul e Sudeste está ligada às condições meteorológicas nesta época do ano, ou seja, são regiões onde as temperaturas se apresentam mais baixas em razão do inverno. Acredito eu que, também, pela entrada de massas de ar frio, ocasionando as frentes frias, que acabam aumentando o número de casos de gripes comuns e, consequentemente, a vulnerabilidade das pessoas a novas doenças e/ou agravamento da própria gripe.

No estado da Bahia foi confirmado a morte de um adulto (masculino, 50 anos), enquanto em Pernambuco o óbito confirmado pela doença foi de uma adolescente (17 anos).

Outros estados também confirmaram casos de óbitos ligados à Gripe Suína: no Rio Grande do Sul foram 4 mortes, totalizando em 29 vítimas em todo o estado; a Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina confirmou os primeiros óbitos causados pela doença no estado. Foram 3 adultos, sendo duas mulheres (uma de 29 anos e a outra, gestante, de 22 anos) e um homem (53 anos). O estado de São Paulo já contabiliza 37 vítimas fatais associadas à Nova Gripe.

Com os primeiros registros no estado de Santa Catarina, agora, toda a região Sul do país apresenta casos de mortes por gripe suína.

A minha intrenção, neste espaço, com relação à Gripe H1N1 é informar - sempre que possível - o quadro geral da doença no país, assim como compartilhar as orientações e dicas fornecidas por profissionais da área ou vinculados a um tipo de mídia.

Por isso, reforço as minhas palavras de acordo com as orientações dos infectologistas (já bastante discutidas nos meios de comunicação) e através da imagem abaixo, capturada da Folha OnLine.

Crônica: Perdõe-me por me elegeres

Imagem capturada da Internet




PERDÕE-ME POR ME ELEGERES
Autoria desconhecida

"Caro eleitor, perdõe-me por você gastar todo seu décimo terceiro salário para pagar dívidas, enquanto eu e minha família viajamos para vermos o natal em Nova York , com meu décimo quarto ou décimo quinto salário às custas do seu suado imposto e de suas taxas recolhidas.

Perdõe-me por você ter que andar a pé ou de ônibus lotados ou mesmo pagar altíssimos preços no combustível e pedágio ,enquanto eu só ando de avião.

Perdõe-me por elevar meus gordos salários em votações relâmpagos e para aumentar seu misero salário mínimo em R$ 20,00 ou R$ 30,00, eu penso, penso e penso.

Perdõe-me por você trabalhar de 3 a 4 meses somente para pagar impostos para o governo e eu usar estes e mais outros 3 ou 4 meses de outros salários para comprar minha enorme casa de praia.

Perdõe-me por eu achar que o dinheiro público é meu.

Perdõe-me por eu não ter querido abrir mão de jeito nenhum dos 40 bilhões da CPMF, pois já gastei esse dinheiro, sinto muito, mas precisava muito dele.

Perdõe-me por todas as vezes que você precisou de médico e ficou horas e horas na fila de espera e no caso de especialistas meses e meses, enquanto eu, quando sinto uma pequena dor no dedo do meu pé, eu freto um jato e vou direto para o hospital Albert Einstein onde sou atendido na hora.

Perdõe-me por não ter me empenhado tanto na questão de segurança pública, deixando você e a sua família em cárcere privado com os bandidos soltos lá fora, enquanto eu não posso abrir mão, de jeito nenhum, dos meus seguranças particulares.

Perdõe-me por você ter que colocar seus filhos estudando em escolas públicas onde a educação não é lá estas coisas ou ter que gastar boa parte do rendimento em escolas particulares, enquanto meus filhos estudam no exterior.

Perdõe-me por eu precisar vender as rodovias federais e estaduais, apesar de você e seus antecedentes já tê-las pagas com seus IPVAs, CIDs; sinto muito, mas tivemos que entregá-las de mãos beijadas para empresas privadas, e hoje você tem que pagar um alto preço para ir e vir, enquanto eu só as vejo de cima, em aviões luxuosos.

Caro eleitor, aproveitando o ensejo, só posso dizer que sinto muito por tudo isso e gostaria de mais uma vez, poder contar novamente com seu voto para que dessa vez eu possa mudar este país para melhor".

Bate-Boca na Primeira Sessão Plenária do Senado Federal


Senado Federal - Imagem capturada da Internet


Hoje foi transmitida pela TV por assinatura, através do Canal 118 (TV Senado) a primeira sessão plenária do Senado Federal, após o término do recesso legislativo.

No plenário, os principais pronunciamentos giraram em torno da crise vigente na "Casa" em razão das denúncias que pairam sobre o presidente do Senado, José Sarney. Na verdade, as discussões só iniciaram após o mesmo ter presidido a sessão e ter saído do recinto.

Como era de se esperar o embate e as opiniões divergentes ecoaram um clima de discórdia: tinham aqueles que pregavam - ora de forma enfática ora de forma sutil, a renúncia do senador José Sarney, enquanto um outro grupo defendia a permanência deste, ressaltando agressivamente os seus argumentos em oposição ao primeiro grupo, contrário a sua conservação na presidência da Casa.

Eu não pude acompanhar todos os pronunciamentos, mas assisti o do senador Pedro Simon (PMDB-RS) e o do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Ambos defenderam a renúncia de José Sarney, sob diferente forma de entonação quanto a posição de cada um diante da situação vigente.

O primeiro sofreu muitas retaliações por parte dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL), os quais veemente defenderam a permanência do presidente do Senado. Pode-se dizer que houve um verdadeiro e intenso bate-boca no plenário.

Ouvindo o senador Fernando Collor falar de forma agressiva, inclusive, "ameaçando" Pedro Simon, caso ele mencionasse novamente o seu nome (mandou que Pedro Simon engolisse suas palavras, entre outras ofensas), lembrei-me do tempo de sua gestão como presidente do Brasil (1990-1992), dos escândalos de corrupção que marcaram o seu governo e do processo de impeachment, que o afastou da presidência e da política por oito anos.

Como eu mesma já mencionei em outra postagem... a nossa memória é curta. Esquecemos de rever o histórico de vida e de gestão política dos candidatos durante o processo eleitoral e, de forma contínua, os erros se repetem e são revigorados através de novos processos de nepotismo, de corrupções, de falcatruas, CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) terminando em pizza etc. como um círculo vicioso.

Diferentemente na forma de conduzir o seu discurso, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) mesmo pronunciando em favor do afastamento de José Sarney, lembrou de alguns atos na vigência do governo presidencial deste. Alguém (não sei dizer quem foi) lhe chamou a atenção quanto à criação do SUS (Sistema Único de Saúde), que foi sob o seu governo (José Sarney).

Infelizmente, não pude continuar a assistir ós pronunciamentos dos demais, pois tive que sair. Mas, cheguei a assistir um pouco o discurso da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) e o final da plenária, quando o 3° Secretário do Senado Federal, o senador Mão Santa (PMDB-PI) deu por encerrada a Sessão, que teve início às 14h e terminou às 19h59min.

Tomei conhecimento, depois, que alguns senadores (além de Eduardo Suplicy) fizeram questão de lembrar, em seus pronunciamentos na plenária, das grandes realizações de José Sarney enquanto presidente do país (1985-1990).

Ora, como qualquer cidadã comum, eu não acho isso nada demais, afinal este deveria ser o seu verdadeiro papel e função, como governante, não? Ou estes foram realizados sob a forma de favor?

Eu acho uma graça isso... É como se tivessemos a obrigação de perdoar todos os erros dos políticos, uma vez que algo foi feito pelo povo. Essa é obrigação deles, mas como já estamos acostumados com os belos discursos e poucas realizações, o quê é feito tem que ser enaltecido anos após anos...

No quê tudo isso vai resultar, a gente não sabe ao certo, mas podemos até arriscar em um palpite e apostar, face às experiências passadas, similares, nas diferentes instâncias dos três Poderes.

Mas, seria bom que os condutores tomassem outro caminho. Caminho este, iluminado por uma questão de dignidade, de ética, de moralidade na política brasileira e no exercício de seus membros ativos em suas respectivas funções públicas. O povo brasileiro merece ver isso acontecer.

sábado, 1 de agosto de 2009

Chuvas em Santa Catarina: Estado de Emergência no Município de Ilhota

imagem capturada da Internet



Mais uma vez, as condições meteorológicas voltam a preocupar a região Sul do país, mais especificamente, no estado de Santa Catarina, que no ano passado sofreu com as enchentes e deslizamentos de terras no Vale do Itajaí, principal área afetada pelas chuvas em 2008.

Inclusive, na época, eu escrevi a respeito e postei artigos sobre as fortes chuvas que castigaram a região e suas graves consequências (deslizamentos, enchentes, desabrigados, mortos etc).

De acordo com o site G1 (Globo.com), devido às últimas chuvas vários deslizamentos e escorregamentos de terra já foram registrados em seis municípios do Vale do Itajaí e Litoral Norte do estado.

Dos municípios do Vale do Itajaí, o de Ilhota decretou - hoje - situação de emergência em razão das chuvas. Só no Morro do Baú foram registrados mais de 30 deslizamentos de terra.

De acordo com a Defesa Civil do estado, na tarde deste sábado (dia 1° de agosto), o rio Itajaí-Açu subiu 5,56 metros acima do seu nível normal.

Na região de Blumenau, em 24 horas, choveu o equivalente a um mês.

A preocupação tem razão de ser devido a relação entre as condições meteorológicas versus a ocupação humana em áreas de grande instabilidade (declivosa, sem cobertura vegetal). Além desta, não podemos esquecer da ocorrência do rio Itajaí (e sua bacia), o qual assoreado implica em riscos à população devido à enchente.

No município de Ilhota, as encostas já mostram várias pontos de deslizamentos de terra e famílias inteiras desabrigadas e outras isoladas, aguardando o resgate.

A previsão do tempo é que chova forte à partir de amanhã, ainda de madrugada, em todo o estado de Santa Catarina.



Imagem capturada da Internet (Foto de Gilmar de Souza)

Mensagem: O Analfabeto Político

Como mencionei, na postagem anterior, tenho vários textos que podem ser trabalhados com os alunos acerca desta temática: política.

Há diversos pontos conexos, tanto a nível nacional quanto internacional, tais como: a ética, o mensalão, a ditadura militar no Brasil, a instabilidade política da América Latina, o populismo "autoritário", entre outros.

Hoje, estou postando "O Analfabeto Político", justamente, para servir de base às discussões acerca da importância da eleição, do voto, do histórico dos candidatos (quesito que muitos de nós esquecemos de lembrar na hora do sufrágio), o cenário atual da política do Brasil etc.

Imagem capturada da Internet




O ANALFABETO POLÍTICO

Bertolt Brecht
O pior analfabeto
É o analfabeto político,

Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio

Dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.