quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Revisão Geral de Aprendizagem: Conceitos Básicos em Geografia I


Imagem capturada na Internet

Como todos os segmentos da rede municipal de ensino da cidade do Rio de Janeiro sabem durante os primeiros 45 dias letivos, todos os professores das diversas disciplinas da Grade Curricular têm que trabalhar baseados no Projeto da SME pautado na Revisão Geral de Aprendizagem.

Na verdade, o foco principal é a leitura e interpretação de texto, assim como também o raciocínio lógico, ou seja, as áreas de Português e Matemática como carros chefes para o processo de ensino e aprendizagem.
 
Cada professor recebeu um Caderno que serve de material de orientação e de apoio para os conteúdos a serem trabalhados neste período.
 
Os alunos também receberam um Caderno de Apoio que serve de Material de Revisão, com atividades nas oito disciplinas oferecidas na Grade Curricular (Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, História, Geografia, Educação Artística, Educação Física, Ciências e Matemática).
 
Os alunos serão submetidos a uma avaliação no próximo mês (Março).

Contudo, após uma análise dos Material de Apoio, nós – professores - levantamos críticas e erros não só no conteúdo oferecido, como também nas propostas de atividades e nos seus respectivos resultados.

Após a referida avaliação, registramos todas as opiniões e críticas pertinentes ao Material de Revisão.

Mediante a este projeto da SME/RJ, o planejamento do ano em curso teve que apresentar a inserção de tais conteúdos de revisão neste início do ano letivo.

Eu optei por introduzir os conceitos básicos acerca da Geografia e outros, antes de lançar os tópicos sugeridos, uma vez que muitos - apesar de ser revisão - são apresentados soltos e desconexos nas atividades dos alunos.

No âmbito da ciência geográfica, os tópicos e conteúdos propostos são:

. 6° ano: Localização e Movimentação no Espaço (noções básicas e interpretação de mapas);
 
. ano: Localização e Movimentação no Espaço (coordenadas geográficas, escala, agentes internos e externos da Terra, fusos horários, ciclo da água);

. 8° ano: Índice de Desenvolvimento Humano - IDH (dados, gráficos e tabelas).
 
O caderno do 9° ano, eu não possuo, pois este ano eu não irei dar aula para o último ano do Terceiro Ciclo de Formação. Eu cheguei a olhar o material, mas se eu não estiver errada, acho que é sobre a globalização.
 
Em razão disso, irei disponibilizar os conceitos básicos de Geografia e outros tópicos, através de postagens neste espaço, servindo de apoio aos alunos dos outros anos dos Ciclos de Formação.
 
É evidente que estes serão trabalhados em sala de aula. Os alunos que faltaram ou faltarem no dia da explicação e/ou forem de anos superiores ao que consta no Conteúdo Programático ou da Revisão, o material poderá ser bastante útil.

Sendo assim, vou iniciar com os conceitos mais utilizados na Geografia.


.PAISAGEM: É tudo aquilo que nós vemos, constituído por elementos naturais e/ou por elementos artificais (humanos). Em razão de suas características próprias, a Paisagem pode ser de dois tipos, a saber:





. Paisagem Natural: é aquela onde predomina os elementos naturais, ou seja, os elementos abióticos e bióticos, com pouca ou nenhuma intervenção humana.








. Paisagem Cultural (ou Humanizada): é aquela onde predomina os elementos artificiais (criados pelo homem). O homem é o agente interveniente na paisagem.





. ESPAÇO GEOGRÁFICO: É o espaço geográfico e construído e modificado pelo homem ao longo do tempo, ou seja, é o espaço produzido e reproduzido através do trabalho humano e das relações sociais, políticas e econômicas entre os diferentes segmentos da sociedade.

O espaço geográfico é a expressão concreta das relações Homem e Natureza, bem como Homem e Homem (relações sociais, políticas e econômicas).

Podemos diferenciar três tipos de espaços geográficos: o espaço rural (campo), o espaço urbano (cidade) e o espaço industrial (no caso de haver um Distrito ou Pólo Industrial).

Este último tipo, o espaço industrial, não é habitualmente tratado nos livros, uma vez que não é encontrado em todos os lugares, mas havendo uma grande área com concentração só de indústrias - como é o caso de um Distrito ou Pólo Industrial - devemos classificá-lo como espaço industrial.



Espaço Rural


Espaço Urbano


Espaço Industrial


. LUGAR: Porção ou parte do espaço onde vivemos e convivemos com diferentes pessoas.

Exemplificando, diariamente vamos a vários lugares (escola, trabalho, igreja etc) e depois retornamos para casa, o nosso lar. Todos estes lugares têm um significado afetivo para nós.

. GEOGRAFIA: É a ciência que estuda a relação do Homem com a Natureza, ou seja, ela estuda o produto desta relação, o espaço organizado pela sociedade (espaço geográfico).

Como o espaço geográfico é a expressão concreta desta relação (homem e natureza), seu estudo é focado - sempre - no homem (sociedade).
O estudo dos elementos e atributos "naturais" vão estar sempre voltados para os interesses do ser humano. E é por esta razão que a Geografia é considerada uma Ciência Humana.

Mensagem: Existe uma Coisa Difícil de Ser Ensinada

Podemos dizer que estamos, ainda, bem no início do ano letivo e, embora, a nossa percepção ainda não seja capaz de apreender - com segurança - o perfil de cada aluno, alguns já fornecem indícios de que apresentam péssimos hábitos comportamentais.

Dias atrás e hoje, mesmo, tive alguns problemas de indisciplina por parte de um grupo de alunos do sexto ano.

Repreendi-os e conversei com a turma toda e, minutos depois, soube que outros professores e funcionários também passaram por situações semelhantes com o mesmo grupo.

O que me preocupa mais é que a faixa de idade da turma varia de 10 a 12 anos, sendo poucos os de doze anos. Daí, a importância e a necessidade da escola ter uma parceria bem entrosada, compromissada e sob a mesma direção com a família.

Quem atribui à escola o papel de educar está relegando a importância e o dever da F A M Í L I A ao segundo plano ou a nenhum!

A escola, no entanto, tem o papel de auxiliar o desenvolvimento das capacidades e habilidades do aluno, capaz de lhe garantir a construção do seu conhecimento, isto é, a sua formação plena, bem como prepará-lo para o exercício de sua cidadania, da sua inclusão social e inserção futura no mercado de trabalho.

A base da educação e de valores humanos, morais e éticos elevados devem vir, primeiro, de dentro do lar, da família. A escola deve, com certeza, tratá-los e incentivá-los - incessantemente -mediante a inversão de valores que se vê, habitualmente, na sociedade moderna.

Mas, o aluno que tem estes conceitos em prática no âmbito familiar, desde cedo, não apresenta problemas de comportamento em qualquer espaço, seja este escolar, religioso, privado etc.

Em razão disso, vou disponibilizar um texto para reflexão, o qual irei trabalhar com todas as turmas após o carnaval. Junto a este, os alunos também lerão sobre "Bom Aluno".

Vou trabalhar textos/mensagens mensalmente: vou dedicar uma aula para as discussões em grupo. Além do Blog, o material vai estar disponível nas papelarias para xérox.
ELEGÂNCIA
Martha Medeiros (texto modificado)

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. 

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais corriqueiras... 

Quando não há festa alguma e nem fotógrafo por perto. É uma elegância desobrigada. 

É possível observá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.... Nas pessoas que escutam mais do que falam... E quando falam, passam longe da fofoca e das pequenas maldades aumentadas no boca a boca. 

É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a pessoas mais simples. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas... É quem cumpre o que promete e ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte, antes, quem está falando e só depois manda dizer que está ou não. 

Oferecer flores é sempre elegante... É elegante fazer algo por alguém e este alguém jamais o saber...

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.... É elegante retribuir carinho e solidariedade. Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

É elegante o silêncio diante de uma rejeição... Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante... Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que com amigo não tem que ter estas frescuras. Se os amigos não merecem certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la. 

Educação enferruja por falta de uso. E detalhe: Não é frescura!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Normas Básicas de Apresentação de Trabalhos Escolares

 

Texto atualizado em 10/10/2015 às 18h30
 
Como falei para algumas turmas da rede municipal estou disponibilizando, neste espaço e na papelaria, as Normas Básicas de Apresentação de Trabalhos Escolares.

Como as aulas na rede estadual de Ensino estão começando hoje, os alunos também serão orientados a seguir estas Normas Básicas.
 
As normas abaixo servem, para orientar, facilitar e padronizar a apresentação dos trabalhos escolares dos alunos. No entanto, devo ressaltar que mediante o nível de escolaridade e dos objetivos propostos, as regras – aqui descritas – são básicas, não seguindo rigorosamente as normas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
 
Dependendo do tipo e da exigência do trabalho, eu poderei solicitar a apresentação da pesquisa sob a forma de cartolina (cartaz); manuscrito (escrito à mão) ou digitado. Dois alunos, no ano passado, chegaram a usar a máquina de escrever. Por isso, esta forma de apresentação, datilografada, também poderá ser utilizada.


CARTAZ (CARTOLINA)

Regras Básicas:

- Não havendo nenhuma exigência por parte do professor, a escolha da cor da cartolina é livre;
- A cartolina não deve estar amassada;
- A cartolina não deve ser enfeitada com babados de papel crepom ou outros;
- Deve-se respeitar as margens (direita e esquerda, superior e inferior) de 1,5 ou 2,0 cm;
- O trabalho deve apresentar além de texto resumido, figuras ilustrativas e pertinentes ao tema abordado;
- A cor da caneta do texto e das legendas deve contrastar com a cor da cartolina;
- O título, o texto e as legendas não devem apresentar rasuras;
- A letra do texto deve ser legível e bastante visível a certa distância (tamanho de 1 cm);
- O título devem apresentar letras com tamanho – médio – de 5 cm e com cor diferente do texto;
- O título deve se encontrar centralizado na parte superior da cartolina;
- Não se deve separar sílabas em Títulos;
- As figuras devem ter legendas, escritas em tamanho 0,5 cm e bem abaixo das ilustrações;
- As fontes de pesquisas (Bibliografia) devem ser citadas no canto direito inferior da cartolina e, abaixo destas, a identificação do aluno ou grupo (nomes completos), o ano e a turma.


TRABALHOS MANUSCRITOS OU DIGITADOS

Regras Básicas:
 
- Não havendo nenhuma exigência por parte do professor, a forma de apresentação do trabalho é livre, podendo ser manuscrito ou digitado;
- Em qualquer destas formas deve-se respeitar as margens da folha: esquerda e superior em 2,0 cm; direita e inferior em 1,5 cm;
- É obrigatório o uso de caneta esferográfica (manuscrito) de cor azul ou preta;
- É obrigatório o uso de tinta (digitado) de cor preta;
- O uso de caneta ou tinta de outra cor só será permitida no caso de títulos, subtítulos ou palavras-chaves;
- Os trabalhos manuscritos devem ser apresentados em folhas de papel almaço pautado (com linhas);
- Os trabalhos digitados devem ser apresentados em folhas de papel Ofício ou A4;
- Caso haja acesso à Internet para a realização da pesquisa, o aluno NÃO poderá imprimir o texto original na íntegra e anexar ao trabalho. É preciso que se realize – primeiro – uma leitura (análise) e o resumo do mesmo (síntese);
- Quanto às fontes do trabalho digitado, estas podem ser Times New Roman ou Arial, com tamanho 12 para o texto;
- O espaçamento “entre linhas” em todo o texto deve ser de 1,5;
- Para destacar cada Título e/ou Subtítulo deve-se utilizar dois espaços de 1,5 tanto antes quanto depois;
- Deve-se numerar as folhas à partir da Introdução, na margem inferior ou no fim da página, podendo ser alinhada a direita ou centralizada;
- Todo trabalho deverá vir grampeado;
- A estrutura do trabalho deve ser dividida em três partes: a Capa, o Corpo e as Referências Bibliográficas. Cada parte deve apresentar os seguintes elementos obrigatórios:

1. Capa:
 
Além de proteção externa do trabalho, a capa serve como elemento de identificação.
 
A capa do trabalho manuscrito deve ser confeccionada em papel almaço sem pauta, enquanto a do trabalho digitado deve ser em folha de papel Ofício ou A4.
 
Caso o aluno queira ilustrar a capa com desenhos ou figuras, estes devem estar de acordo com o tema, distribuídos de forma adequada, que não afete a configuração da Capa, não devendo exceder duas imagens.
 
A configuração e os principais elementos a constarem da Capa são: Elementos necessários e obrigatórios:

Parte Superior (centralizado):
- Nome do Estabelecimento de Ensino;
- Nome da Disciplina;
- Nome e Sobrenome do Professor Solicitante.

Parte do meio da folha:
- Título do Trabalho;
- Nome completo do aluno ou dos membros do Grupo;
- № da Chamada;
- № da Turma.

Parte Inferior (centralizado)
- Nome da cidade da Unidade Escolar (acrescentar a sigla do estado);
- O mês e ano da entrega da pesquisa.


2. Corpo do Trabalho:

O corpo do trabalho deve conter os seguintes elementos: Introdução, Desenvolvimento e Considerações Finais.
 
Cada elemento integrante do corpo do trabalho deve ser apresentado em folha separada, ou seja, a Introdução em uma folha, o Desenvolvimento em outra, assim como as Considerações Finais.
 
I. INTRODUÇÃO »» Corresponde à parte inicial do texto do trabalho, tendo como finalidades principais: informar sobre a importância do tema pesquisado, a justificativa de sua escolha e os objetivos do seu estudo.
 
A palavra INTRODUÇÃO deve vir escrita ou digitada em caixa alta (letras maiúsculas), de forma centralizada ou no lado esquerdo superior.
 
II. DESENVOLVIMENTO »» Parte principal do trabalho, onde se encontra a explanação do assunto pesquisado. Dependendo da temática abordada, pode-se incluir – nesta parte – o método utilizado.
 
A palavra DESENVOLVIMENTO deve vir escrita ou digitada em caixa alta, de forma centraliza-da ou no lado esquerdo superior.

2.3 Considerações Finais »» Corresponde à parte final do texto, onde o autor (aluno) expõe as suas conclusões quanto à pesquisa.
 
As palavras CONSIDERAÇÕES FINAIS devem vir escritas ou digitadas em caixa altas, de forma centralizada ou no lado esquerdo superior.
III. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS»» As fontes de pesquisa (livros, artigos, revistas, sites etc.) utilizadas pelo aluno e/ou alunos (grupo) devem constar, em folha separada, na parte das Referências Bibliográficas.
 
As palavras REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS devem vir escritas ou digitadas em caixa al-tas, de forma centralizada ou no lado esquerdo superior.
 
Os elementos principais que devem ser citados são: o Nome do Autor; o Título; o Subtítulo (se houver); a Edição; o Local; a Editora; a Data de Publicação.
 
O ano da Edição só é citado à partir da segunda edição. Se não houver nenhuma referência acerca desta é porque é a primeira edição.
 
Exemplos: SANTOS, Milton. O Trabalho do Geógrafo no Terceiro Mundo. São Paulo, Hucited, 1978.

Referências de documentos eletrônicos (exemplo):
AUTOR. Título da obra. Disponível na Internet via www. (endereço on line). Data de acesso.
DANTAS, Tiago. Os efeitos do aquecimento global no Brasil. Disponível na Internet via www.brasilescola.com/geografia/os-efeitos-aquecimento-global-no-brasil.htm. Arquivo capturado em 04 de fevereiro de 2009 (ou Acesso em 04 de fevereiro de 2009).
 
 
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
 
. Deve-se RESPEITAR A DATA DE ENTREGA dos trabalhos, tendo em vista O NÃO RECEBIMENTO do mesmo fora do prazo estabelecido. Exceto nos casos de adiamento da data pela própria professora ou em casos específicos (atestado médico);
 
. Todos os aspectos relacionados ao trabalho escolar serão avaliados, a saber:
- O prazo da entrega;
- A apresentação externa (capa);
- A letra (legível);
- As ilustrações;
- O capricho;
- O conteúdo do corpo do trabalho/a pesquisa em si (introdução, conteúdo e a conclusão), a síntese e as fontes bibliográficas.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Reforma Ortográfica 2009

Imagem capturada na Internet




Como todos sabem, as mudanças previstas no Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entraram em vigor recentemente, em janeiro de 2009, em todo o território nacional.

Este Acordo foi firmado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, pelos países de língua portuguesa (Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, depois (2004), por Timor Leste, quando este se tornou uma nação independente), sendo aprovado pelo Congresso Nacional através do Decreto Legislativo n° 54, de 18 de abril de 1995.

O seu objetivo principal é de padronizar a Ortografia entre as nações acima citadas. Em outras palavras... “facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre as nações e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa”.

Nem todas as expressões utilizadas nos países de língua portuguesa apresentam o mesmo significado. Só para entender um pouco sobre as divergências existentes, o artigo de Mônica Magalhães exemplifica muito bem a situação.



HOMENS DE CAMISOLA E CALCINHA?

Mônica Magalhães

Depois de dez minutos e uma grande bicha na paragem, subimos no autocarro e tivemos uma péssima surpresa: ele estava lotado por uma claque! Foi desagradável viajar ao lado daqueles homens barulhentos, todos vestidos com camisolas iguais, então perdemos a paciência e descemos antes da hora. Andamos um troço a pé e logo chegamos à praia.

Foi um sábado bué fixe, mesmo eu tendo-me esquecido do fato de banho... fiquei um pouco envergonhado porque tive de nadar de calcinhas! Mais tarde comemos umas sandes de fiambre, compramos umas imperiais e sumo para o puto, e também uns rebuçados e pastilhas elásticas.

No dia seguinte estava um briol, deixamos o pequeno no hotel lendo uma banda desenhada e fomos a uma casa de pasto muito gira, mas cheia de betos. À noite, pegamos o comboio de volta para casa. Com o preço das portagens, não vale a pena viajar de automóvel!


TRADUÇÃO

“Em brasileiro”, como dizem os portugueses, a história fica assim:

Depois de dez minutos e uma longa fila no ponto, subimos no ônibus e tivemos uma péssima surpresa: ele estava lotado por uma torcida organizada! Foi desagradável viajar ao lado daqueles homens barulhentos, todos vestidos com camisetas iguais, então perdemos a paciência e descemos antes da hora. Andamos um trecho a pé e logo chegamos à praia.

Foi um sábado muito legal, mesmo eu tendo esquecido o calção... fiquei um pouco envergonhado porque tive de nadar de cueca! Mais tarde comemos uns sanduíches de presunto, compramos uns chopes e suco para o menino, e também umas balas e chicletes.

No dia seguinte estava muito frio, deixamos o pequeno no hotel lendo uma história em quadrinhos e fomos a um restaurante muito chique, mas cheio de mauricinhos. À noite, pegamos o trem de volta para casa. Com o preço dos pedágios, não vale a pena viajar de automóvel!

Há outros termos interessantes e de diferentes significados em relação ao nosso país. Futuramente compartilharei, aqui, no Blog.


PRINCIPAIS TÓPICOS DA NOVA ORTOGRAFIA (resumo)


Publicado por José Murilo

Alfabeto
• Nova Regra: O alfabeto agora é formado por 26 letras;

• Regra Antiga: O ‘k’, ‘w’ e ‘y’ não eram consideradas letras do nosso alfabeto.

• Como Será: Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano.

Trema
• Nova Regra: Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano;

• Regra Antiga: agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, frqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça;

• Como Será: aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça.

Acentuação
• Nova Regra: Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas;

• Regra Antiga: assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico;

• Como Será: assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico.


Observações:
• nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.

• o acento no ditongo aberto ‘eu’ continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.

• Nova Regra: O hiato ‘oo’ não é mais acentuado.

• Regra Antiga: enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo.

• Como Será: enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo.

• Nova Regra: O hiato ‘ee’ não é mais acentuado.

• Regra Antiga: crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem.

• Como Será: creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem.

• Nova Regra: Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas.

• Regra Antiga: pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo), pólo (substantivo).

• Como Será: para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo).


Observação:
• o acento diferencial ainda permanece no verbo ‘poder’ (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo - ‘pôde’) e no verbo ‘pôr’ para diferenciar da preposição ‘por’.

• Nova Regra: Não se acentua mais a letra ‘u’ nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de ‘g’ ou ‘q’ e antes de ‘e’ ou ‘i’ (gue, que, gui, qui).

• Regra Antiga: argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxagúemos, obliqúe.

• Como Será: argui, apazigue,averigue, enxague, ensaguemos, oblique.

• Nova Regra: Não se acentua mais ‘i’ e ‘u’ tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo.

• Regra Antiga: baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme.

• Como Será: baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume.


Hífen
• Nova Regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por ‘r’ ou ’s’, sendo que essas devem ser dobradas.

• Regra Antiga: ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidae, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível.

• Como Será: antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, inrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível.


Observação:
• em prefixos terminados por ‘r’, permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.

• Nova Regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal.

• Regra Antiga: auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado.

• Como Será: autoafirmação, autoajuda, autoaprendizabem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.


Observações:
• esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.

• esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por ‘h’: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.

• Nova Regra: Agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.

• Regra Antiga: antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico.

• Como Será: anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico.


Observações:
• esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen.

• uma exceção é o prefixo ‘co’. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal ‘o’, NÃO utliza-se hífen.

• Nova Regra: Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição.

• Regra Antiga: manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento.

• Como Será: mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, parachoque, paravento.


Observação:
• o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.

O uso do hífen permanece:

• Em palavras formadas por prefixos ‘ex’, ‘vice’, ’soto’: ex-marido, vice-presidente, soto-mestre;

• Em palavras formadas por prefixos ‘circum’ e ‘pan’ + palavras iniciadas em vogal, M ou N: pan-americano, circum-navegação;

• Em palavras formadas com prefixos ‘pré’, ‘pró’ e ‘pós’ + palavras que tem significado próprio: pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação;

• Em palavras formadas pelas palavras ‘além’, ‘aquém’, ‘recém’, ’sem’: além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto.


Não existe mais hífen
• Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais): cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc.

Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa.


Consoantes não pronunciadas
Fora do Brasil foram eliminadas as consoantes não pronunciadas:

• ação, didático, ótimo, batismo em vez de acção, didáctico, óptimo, baptismo


Grafia Dupla
De forma a contemplar as diferenças fonéticas existentes, aceitam-se duplas grafias em algumas palavras:
• António/Antônio, facto/fato, secção/seção.

Havendo interesse em fazer download do documento da Nova Reforma Ortográfica, acesse a página da A Tarde On Line, que oferece a versão, em PDF, do Guia Prático da Nova Ortografia Michaelis, elaborado pelo professor Douglas Tufano (Editora Melhoramentos).

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ínicio do Ano Letivo






Faltam poucos dias para o início das aulas. Na verdade, para nós – professores da rede pública estadual e municipal – as férias terminam hoje. Amanhã é o dia de apresentação e início do planejamento.

As aulas nas escolas da rede municipal do Rio de Janeiro começam na próxima 4ª feira (04/02) e na rede estadual, o seu início está marcado para o dia 09/02 (2ª feira).

Embora, a sensação seja de que o período das férias escolares não foi suficiente para descansar, realizar as tarefas pessoais e/ou profissionais pendentes, entre outros, “vamos em frente, que a hora é esta!”

Para começar devo dizer que, ainda, não consegui atualizar o meu Blog, porque estive envolvida com outras coisas que acabaram me ocupando e me impedindo de centrar a atenção no trabalho com o Blog.

Além de ter sido dona de casa em tempo integral, fui mordida na mão pelo meu próprio cachorro (estou sem falar com ele por esta razão), estive atrás de escola estadual no município do Rio (estou tentando remanejamento da escola de Duque de Caxias por Amparo Especial); fiz rodízio com as minhas irmãs para olhar a nossa mãe (ela tem sequelas de um AVC); estive a procura de apartamento para alugar (um maior, com três quartos); marquei consulta a médicos (eu e minha filha) e, o mais agradável, o lado social e familiar (sair com minha filha e marido para ir ao shopping, ao cinema, almoçar fora etc.).

Para complicar mais ainda, meu computador apresentou problemas (vírus).

É claro que, em minha opinião, as férias foram insuficientes. Com certeza! Mas, a expectativa do Novo Ano vale, também, para o lado profissional junto às duas escolas em que trabalho. Por isso, estou animada com o início do ano letivo.

Ainda não sei quais as turmas que pegarei em ambas as escolas. Só saberei amanhã, na Reunião Geral.

Para iniciar com o pé direito, vou compartilhar dois textos interessantes sobre o “bom aluno” e o “bom professor”.





Imagem capturada na Internet



BOM ALUNO

O que é um bom aluno?

Um bom aluno é um aluno que gosta da escola porque quer aprender. Gosta de ouvir os professores discorrer sobre as matérias leccionadas, gosta de conversar com os professores e com os colegas. Sabe que o tempo que passa na escola é precioso porque vai formá-lo globalmente, como cidadão deste país. Gosta de brincar, de conversar, de se divertir, mas nos momentos certos.

O bom aluno traz para a escola o material adequado a cada aula, porque vai necessitar dele para as tarefas em cada aula. O livro é necessário, o caderno também, a máquina de calcular faz falta, a esferográfica, o lápis, a borracha, etc., são indispensáveis. Quando não se traz o livro, há uma parte da matéria que se perde, há a tendência para conversar com o colega do lado, etc., etc..

O bom aluno está atento nas aulas e questiona, no momento, o professor sobre os pormenores menos claros. O bom aluno está sempre disponível para executar as tarefas necessárias, em cada aula.

O bom aluno não se recusa a ir ao quadro. Até gosta, porque mostra aos colegas que sabe e diz como se faz. Fica satisfeito e a sua auto-estima agradece!

O bom aluno não gosta de conflitos nem de confusão. Fica aborrecido e nervoso com as situações criadas por outros colegas.

O bom aluno pede ao professor problemas para resolver em casa. Às vezes é tímido para fazê-lo. Geralmente é o primeiro a concluir as tarefas pedidas na aula.

O bom aluno tenta ajudar os colegas com mais dificuldades e que lhe solicitam ajuda. O bom aluno é, certamente, uma boa ajuda para os professores, não só por ajudar alguns colegas, mas como fator de estabilização da turma.

O bom aluno é um exemplo para os colegas, mostrando como se deve fazer, colocando os colegas a refletirem sobre o seu exemplo. Porquê ser bom aluno se é mais divertido fazer o papel de mau aluno!

O bom aluno gosta de ver o seu trabalho recompensado. Ele trabalha com um objetivo definido (por ele e, geralmente também, pela família) e gosta que os professores reconheçam esse seu trabalho. Por isso, às vezes, alguns destes alunos discutem com o professor a nota que tiveram ou vão ter.

O bom aluno é pontual e assíduo. Sabe que há regras que têm de ser cumpridas e não gosta de ser advertido pelos professores. Sabe também que a avaliação do seu trabalho tem diferentes componentes, sendo a pontualidade e a assiduidade duas delas. Além disso, ele tem uma imagem a defender.

O bom aluno tem geralmente boas notas às diferentes disciplinas. Ele foi adquirindo competências transversais que lhe são muito úteis em todas as disciplinas (métodos de trabalho, organização do trabalho, atitudes e valores, etc.).

O bom aluno é organizado e metódico. Tem apontamentos bem organizados nos cadernos e com qualidade. Há alunos que não querem, ou não sabem, tirar apontamentos e não se preocupam em mantê-los organizados.

O bom aluno estuda diariamente as matérias de cada disciplina. Deste modo, na véspera dos testes já tem as matérias estudadas, basta-lhe recapitular calmamente cada assunto. Este método tem uma grande vantagem que reside no fato de o aluno aproveitar muito mais cada aula a que assiste, pois está sempre ‘em cima’ dos assuntos!

O bom aluno sabe, desde muito novo, que pode escolher uma dada profissão, pois começou muito cedo a trabalhar para ela.


Fonte: BomAluno JMatias 25/11/06


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PROFESSOR HOJE


Bom professor é aquele que valoriza todas as potencialidades do aluno. Este precisa sentir que é aceito, amado e respeitado. Sua atividade deve ser uma manifestação de ternura e vigor.

O bom professor, na construção do coletivo em sala de aula, educa para a responsabilidade, desenvolvendo a auto-estima e a autoconfiança.

O bom professor não sabe apenas transmitir conhecimentos, mas é o motivador, o articulador, o doador, o esclarecedor.

O bom professor é alguém que leva o aluno a reconstruir suas estruturas e a construir outras novas, não levando simplesmente à memorização e acumulação passiva de informações.

O bom professor implementa, cria e aplica atividades interessantes, ricas e variadas, em função das características, necessidades e realidades dos alunos aos quais serve.

O bom educador planeja e troca experiências com seus alunos, recupera e trabalha com a fala e as hipóteses destes, para melhor avaliar seu trabalho. Ele é capaz de coordenar esse processo que favorece o trabalho coletivo.

O educador consciente da importância do seu trabalho, da sua função, enfatiza, valoriza e incentiva o pensamento e a criatividade do aluno na resolução de situações diversas.

Todo bom educador assume o papel de problematizador, para que os alunos busquem novas conclusões, através do conflito. Dessa forma, ele leva o aluno a observar, comparar, classificar, analisar, sintetizar, interpretar, criticar, imaginar, aplicar, concluir, transferir, decidir...

Este educador, para oferecer uma aprendizagem de qualidade ao aluno, mantém um compromisso permanente:

• com a melhoria do que ensina (valores, habilidades e conhecimentos);

• com a melhoria de como ensina (métodos, técnicas);

• com a melhoria dos materiais que usa para ensinar (livros, jornais, vídeos...);

• com a melhoria das estratégias de avaliação (desempenhos, projetos etc.);

• com a utilização de variadas tecnologias de aprendizagem e de ensino, na intenção de enriquecer a sua prática pedagógica;

• com a participaçao em eventos, cursos de capacitação e atualização, de crescimento humano, social e profissional.

O bom educador não convive com fracassos, não avalia baseado no medo, nas notas, no erro, na crítica pura dos pontos fracos.

O bom educador, ao contrário, constrói um clima de estimulação, cooperação, autonomia, parceria, confiança e sucesso do aluno.

O bom educador, por fim, em uma sociedade transformadora e em constantes mudanças, forma cidadãos críticos e atuantes, trabalhando o aluno na sua totalidade e individualidade.

O bom educador promove assim um processo educativo que satisfaz e capacita o aluno a poder intervir, transformando e melhorando a sua sociedade.

Fonte: Instituto Vicente Pallotti


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Todos os Presidentes dos EUA (Parte 1)


Imagem capturada da Internet


O atual presidente dos Estados Unidos da América (EUA), eleito e empossado no último dia 20 de janeiro (3ª feira), está sendo aclamado como a grande esperança de mudança ideológica, política, econômica e social não só em termos de escala nacional, mas como influência continental e, até, mundial.
 
Talvez, o seu carisma e a sua representatividade - como primeiro presidente negro dos EUA - expressem isso, assim como uma linha de discurso e de práticas inovadores e sob um mesmo plano.
 
Espero que, realmente, a confiança expressa e depositada pela e na pessoa de Barack Hussein Obama Jr., que lhe garantiu a vitória nas eleições presidenciais de novembro de 2008 atenda e até supere as expectativas da população estadunidense, assim como a mundial, que o acompanhou desde a sua campanha eleitoral, a votação até a sua posse como 44º presidente da mais importante nação do mundo.
 
Fazendo um levantamento de todos os presidentes dos EUA encontrei diversos sites que disponibilizam imagens e biografias dos quarenta e quatro chefes de Estado que governaram os EUA, inclusive, do recente eleito, Barack Obama.

Interessante é saber que...
 
1. Quatro presidentes dos EUA foram assassinados:
- Abraham Lincoln (assassinado em seu segundo mandato por John Wilkes Booth, em 1865);
- James Garfield (assassinado em seu primeiro por Charles J. Guiteau, em 1881);
- William McKinley (assassinado em seu segundo mandato por Leon F. Czolgosz, em 1901);
- John Kennedy (assassinado em seu primeiro mandato por Lee Harvey Oswald, em 1963).

2. Quatro presidentes sofreram atentados:
- Andrew Jackson (sofreu um ataque de Robert B. Randolph, em maio de 1833, o qual tinha sido destituido da Marinha por sua ordem. Em janeiro de 1835, o presidente escapou de uma tentativa de assassinato, cometida por Richard Lawrence, um pintor de casa, desempregado e diagnosticado como desequilibrado mental. O autor tentou, por duas vezes e com duas pistolas diferentes, mas em ambas as tentativas, as armas falharam. Desde então, acredita-se que a umidade do ar tenha contribuido pelo insucesso de seus objetivos);
- Harry Truman (a Casa Branca estava em reformas e o presidente estava fazendo a sesta na Blair House, quando dois portorriquenhos, Grisélio Torresola e Oscar Collazo, armados, subiram correndo a escadaria a fim de matá-lo. A polícia interveio e houve troca de tiros, na qual morreu Grisélio Torresola, ficando o segundo seriamente ferido. O policial Leslie Coffelt morreu e outros ficaram feridos. Oscar Collazo foi condenado a morte, mas Truman comutou a pena
em prisão perpétua);
- Gerald Ford (foi vítima de duas tentativas de atentado, em 1965, cometidas por duas mulheres que foram condenadas à prisão perpétua);
- Ronald Reagan (em seu mandato levou um tiro, disparado por John Hinckley, em março de 1981, mas sobreviveu).

3. Quatro presidentes morreram durante o seus mandatos:
- William Henry Harrison, em 1841, aos 68 anos (de pneumonia);
- Zachary Taylor, em 1850, aos 65 anos (de cólera);
- Warren Harding, em 1923, aos 57 anos (não totalmente esclarecido, de pneumonia ou de ataque cardíaco);
- Franklin Roosevelt, em 1945, aos 63 anos (de hemorragia cerebral).

Obs.: Existe, na história dos presidentes dos EUA, a chamada a Maldição de Tecumseh ou Maldição de Tippecanoe ou, ainda, a Maldição dos 20 anos, cuja crendice afeta os chefes de Estado, eleitos em anos terminados em zero, os quais morreriam durante o seu mandato.
 
Acredita-se que esta maldição, datada de 1811, se deu em razão do confronto entre as tropas do exército dos EUA com os índios Shawnee, liderados por Tecumseh e seu irmão Tenskwatawa.
 
As tropas, sob o comando do general William Henry Harrison, que posteriormente foi eleito presidente do país, sofreu a maldição, assim como os seus sucessores, eleitos em anos terminados em zero, por Tenskwatawa, que era conhecido como "O Profeta" em sua aldeia.
Na verdade, por coincidência ou não, tais fatos sucederam-se - entre 1840 e 1960 - com as mortes dos presidentes, acima citados.
 
O ex-presidente George W. Bush é que parece ter quebrado a referida maldição, uma vez que foi eleito em ano de final zero (2000) e não sofreu, diretamente, um atentado grave ou óbito durante o seu exercício (2001-2009).
 
Para conhecer mais sobre a origem da Maldição de Tecumseh ou Tippecanoe, leia os seguintes textos:
 


4. Um presidente renunciou:
- Richard Nixon.

5. Nove Vice-presidentes completaram os mandatos dos Presidentes:
- John Tyler (morte de William H. Harrison);
- Millard Fillmore (morte de Zachary Taylor);

- Andrew Johnson (assassinato de Abraham Lincoln);
- Chester Arthur (assassinato de James Garfield);
- Theodore Roosevelt (assassinato de William McKinley);
- Calvin Coolidge (morte de Warren Harding);
- Harry Truman (morte de Franklin Roosevelt);
- Lyndon Johnson (assassinato de John Kennedy);
- Gerald Ford (renúncia de Richard Nixon).

Vejamos os outros presidentes dos EUA...
 


GEORGE WASHINGTON
1º Presidente dos EUA
Período: 1789-1797
Partido: não afiliado
Estado: Virgínia
Profissão: Fazendeiro, Militar e Topógrafo
Vice-presidente: John Adams
JOHN ADAMS
2º Presidente dos EUA
Período: 1797-1801
Partido: Federalista
Estado: Massachusetts
Profissão: Advogado
Vice-Presidentes: George Clinton (1809-1812), vago (1812-1813),
Elbridge Gerry (1813-1814) e vago (1814-1817)



THOMAS JEFFERSON
3º Presidente dos EUA
Período: 1801-1809
Partido: Democrata-Republicano
Estado: Virgínia
Profissão: Advogado e Fazendeiro
Vice-Presidentes: Aaron Burr (1801-1805) e
George Clinton (1805-1809)



JAMES MADISON
4º Presidente dos EUA
Período: 1809-1817
Partido: Democrata-Republicano
Estado: Virgínia
Profissão: Advogado
Vice-Presidentes: George Clinton (1809-1812), vago (1812-1813),
Elbridge Gerry (1813-1814) e vago (1814-1817)

JAMES MONROE
5º Presidente dos EUA
Período: 1817-1825
Partido: Democrata-Republicano
Estado: Virgínia
Profissão: Advogado
Vice-presidente: Daniel D. Tompkins




JOHN QUINCY ADAMS
6º Presidente dos EUA
Período: 1825-1829
Partido: Democrata-Republicano
Estado: Massachusetts
Profissão: Advogado
Vice-presidente: John C. Calhoun

ANDREW JACKSON
7º Presidente dos EUA
Período: 1829-1837
Partido: Democrata
Estado: Carolina do Norte
Profissão: Advogado e Militar
Vice-presidentes: John C. Calhoun (1829-1832),
vago (1832-1833) e Martin Van Buren (1833-1837)
MARTIN VAN BUREN
8º Presidente dos EUA
Período: 1837-1841
Partido: Democrata
Estado: Nova York
Profissão: Advogado
Vice-presidente: Richard M. Johnson
WILLIAM HENRY HARRISON
9º Presidente dos EUA
Período: 1841
Partido: Liberal (Whig)
Estado: Virgínia
Profissão: Militar
Vice-presidente: John Tyler

JOHN TYLER
10º Presidente dos EUA
Período: 1841-1845
Partido: Liberal (Whig)
Estado: Virgínia
Profissão: Advogado
Vice-presidente: vago



JAMES KNOX POLK
11º Presidente dos EUA
Período: 1845-1849
Partido: Democrata
Estado: Carolina do Norte
Profissão: Advogado
Vice-presidente: George M. Dallas
 


ZACHARY TAYLOR
12º Presidente dos EUA
Período: 1849-1850
Partido: Liberal (Whig)
Estado: Virgínia
Profissão: Militar
Vice-presidente: Millard Fillmore
MILLARD FILLMORE
13º Presidente dos EUA
Período: 1850-1853
Partido: Liberal (Whig)
Estado: Nova York
Profissão: Fazendeiro
Vice-presidente: vago
FRANKLIN PIERCE
14º Presidente dos EUA
Período: 1853-1857
Partido: New Hampshire
Estado: Virgínia
Profissão: Advogado
Vice-presidente: William King (1853) e vago (1853-1857)





JAMES BUCHANAN

15º Presidente dos EUA
Período: 1857-1861
Partido: Democrata
Estado: Pennsylvania
Profissão: Advogado
Vice-presidente: John C. Breckinridge

ABRAHAM LINCOLN
16º Presidente dos EUA
Período: 1861-1865
Partido: Republicano
Estado: Kentucky
Profissão: Advogado
Vice-presidentes: Hannibal Hamlin (1861-1865) e Andrew Johnson (1865)


ANDREW JOHSON
17º Presidente dos EUA
Período: 1865-1869
Partido: Democrata
Estado: Tennessee
Profissão: Alfaiate
Vice-presidente: vago
ULYSSES SIMPSON
18º Presidente dos EUA
Período: 1869-1877
Partido: Republicano
Estado: Ohio
Profissão: Militar
Vice-presidentes: Schuyler Colfax (1869-1873),
Henry Wilson (1873-1875) e vago (1875-1877)

RUTHERFORD B. HAYES
19º Presidente dos EUA
Período: 1877-1881
Partido: Republicano
Estado: Ohio
Profissão: Advogado
Vice-presidente: William Wheeler

JAMES ABRAM GARFIELD
20º Presidente dos EUA
Período: 1881
Partido: Republicano
Estado: Ohio
Profissão: Professor
Vice-presidente: Chester Arthur
Por diversas vezes tentei postar todos os quarenta e quatro Presidentes da História dos EUA, mas não obtive sucesso, pois ficou muito pesada a postagem e cheio de falhas na hora da publicação. Em razão disso, achei melhor postá-los em duas partes.


Fontes de Pesquisa e de Imagens

. Duplipensar.net

. Wikipédia (algumas imagens)

. Diversos (imagens)