segunda-feira, 27 de abril de 2009

Mascar chiclete em Sala de Aula

Tenho certeza que muitos alunos vão comentar comigo (e até me gozar) a respeito do artigo abaixo, mas eu não podia ignorá-lo e, inclusive, deixar de compartilhar com os mesmos.

Realmente, mascar chiclete é algo que nós, professores, censuramos constantemente na sala de aula e por diversos motivos.
 
Não se trata de um vício exclusivo do público infanto-juvenil, mas é evidente que a maior ocorrência se dá nesta faixa de idade. Eu mesma conheço vários adultos que têm este hábito e nem sempre o chiclete está associado a tratamento anti-tabagismo (cigarro).

Todo ano, no primeiro encontro com as turmas, isto é, no primeiro dia de aula, eu comento acerca de sua proibição em sala de aula. Não se trata, apenas, de uma proibição pessoal, uma vez que a orientação também parte da Direção de ambas as escolas, onde trabalho.

Se listarmos os efeitos do mascar chiclete, os negativos superam os efeitos positivos. Os problemas perpassam desde às questões de saúde (dentária, mandibular e estomacal); à higiene, as bizarras caras e caretas de quem não sabe mascar direito; às questões ligadas à educação, como por exemplo, fazer uso deste como um artifício para brincadeiras de mau gosto com os colegas ou, ainda, produzir barulho pelo simples fato de não saber mascar direito ou estourar a bola feita com o chiclete, gerando burburinho e risos na turma.

Há alguns anos atrás, eu, alguns professores e alunos da E.E. Assis Chateaubriand visitamos as dependências da Pretroflex, a segunda maior empresa de borracha sintética da América Latina, na Refinaria de Duque de Caxias (REDUC).
 
Além de tomarmos conhecimento a respeito da empresa, de sua projeção no mercado nacional e continental, dos seus projetos ambientais, entre outros, o engenheiro responsável pela exposição e debate citou a matéria-prima do chiclete atual, que é a borracha sintética, ou seja, derivada do petróleo.
 
A empresa é responsável pela produção desta matéria-prima: a goma base do chiclete. É claro que a esta se integram outros ingredientes, neste caso, feito na fábrica de chiclete.
 
Bom, com ou sem açúcar, os efeitos negativos são muitos... Contudo, o artigo abaixo destaca os efeitos positivos deste ao enfatizar que o ato de mascar chiclete não só desempenha funções terapêuticas, como também induz a uma melhora da concentração e do raciocínio da pessoa.


Vejamos o artigo na íntegra...

Mascar chiclete melhora a concentração e o raciocínio

Os professores morrem de raiva deles. Os pais evitam comprar. Desrespeito, falta de educação e de higiene, normalmente, são associados ao hábito de mascar chicletes, mania que faz a cabeça da maioria dos adolescentes. Mas pesquisadores americanos acabam de descobrir ao menos um mérito nas mastigadas: segundo eles, os jovens que mascam chicletes têm um desempenho melhor em testes de matemática.

Após acompanhar um grupo de estudantes por catorze semanas, médicos da Faculdade de Medicina de Baylor, no Texas, notaram que mascar as gomas deixava os alunos mais concentrados nas atividades, melhorando o desempenho e o raciocínio deles na solução dos problemas.

O grupo foi formado por 108 estudantes, com idades entre 13 e 16 anos, e metade deles foi autorizada a mascar chicletes sem açúcar durante as aulas, a lição de casa e as provas. Em média, a turma do chiclete obteve notas 3% maiores. O número parece discreto, mas não deve ser desprezado, de acordo com os especialistas.

Outro estudo recente, envolvendo as gomas, mostrou que elas ainda diminuem as doses sangüíneas de cortisol, o hormônio do estresse. Os pesquisadores comparam dois grupos de alunos, ambos envolvidos em desafios de alta complexidade no computador. Aqueles que mascavam chiclete seguiram com a tarefa de maneira mais relaxada e obtiveram melhor rendimento.

Só não ache que as mastigadas estão liberadas e você pode fazer uso delas sem limite. O ideal, segundo o estudo é reservá-las para momentos que exigem mais concentração (e sempre preferindo as guloseimas livres de açúcar para preservar os dentes). "Movimentos repetitivos, como mascar chicletes, podem desencadear DTM ou disfunção temporomandibular", afirma o dentista Antonio Sergio Guimarães, especialista do MinhaVida. O problema causa dores de cabeça fortes e, algumas vezes, até compromete a alimentação, porque o ato de mastigar provoca um incômodo persistente.



Fonte:

Yahoo Beleza e Saúde

7 comentários:

Ellen 1803 disse...

É professora mascar chiclete é um caso sério.Ainda bem que eu não tenho esse vício e nenhum professor meu,até hoje,chamou a minha atenção por causa do chiclete!
Beijos!

Shirlayne disse...

Maldito chiclete... Me fez perder meio ponto e ainda chorar na frente de todo mundo.. rsrs mas tudo bem eu entendo que se a senhora deixar 1 todos vão querer também aí não dá... Agora deixo pra mascar agora na hora do recreio! uhullL tomei jeito. rsrs Beijos. Shirlayne T. 1903

tais disse...

eu acho que nao divia proibir pois os alunos tem direito de distrair um pouco pelo menos na eucacao fisica

Marli Vieira de Oliveira disse...

Thaís,

Mil desculpas por só agora estar lhe respondendo... Eu até entendo a sua posição, mas os malefícios do ato de mascar chiclete são maiores que o proporcionar uma simples distração.

Ele tem efeito na saúde (estômago, arcada dentária, nos dentes), no comportamento (jogar no chão, colocar na carteira, embaixo desta, no assento etc.), esteticamente (mascar de forma errada, inclusive com boca aberta e emitindo barulho), entre outros aspectos.

Mas, o pior que considero é que a borracha utilizada pelos fabricantes é sintética, isto é, derivada do petróleo, conforme soube em uma palestra durante uma visita escolar à Petroflex, na Refinaria de Duque de Caxias (REDUC).

A escola proíbe , principalmente, por causa das brincadeiras dos alunos em colocar nos assentos e grudá-los nos cabelos, mochilas e fichários.

Eu só não entendi a razâo de sua sugestão em Educação Física.

Obrigada por sua visita e comentário

Kryght PvP disse...

Tipo, e obrigado a jogar fora o chiclete na sala de aula? porque eu hoje nao vi nenhuma lei contra isso, isso e uma regra que os professores decidem de si mesmo. isso nao e certo! Mas me responda! Sou obrigado a jogar fora o chiclete quando uma professora manda? ou eu tenho o direito de mantelo na minha boca, alias , o mal sera feito pra mim, nao ira afetar outros alunos, cada um cuida de si.

Marli Vieira de Oliveira disse...

Kryght PvP, não se trata de lei, mas de regras em uma escola que tem, anualmente, problemas com o uso incorreto de chiclete, pois além das brincadeiras de mau gosto com outros alunos, do tipo colocar chiclete na cadeira ou no cabelo, há a falta de educação em jogá-lo no chão, coloca-lo embaixo da mesa (muitas das vezes grudando no material escolar que é disposto neste), o que acaba dificultando o trabalho diário dos funcionários da limpeza.

Volto a ressaltar, trata-se de norma ou regra de conduta que qualquer escola ou professor pode estabelecer, de forma geral ou no período de sua aula, respectivamente.

Além disso, os malefícios de seu uso à saúde são explicados também, sobretudo, quanto à origem de sua matéria-prima e possíveis problemas de saúde.

Obrigada por sua visita e comentário.

silvia disse...

Eu