sábado, 11 de abril de 2009

Terremotos


Assim como o vulcanismo, os terremotos sempre despertaram a curiosidade e o interesse dos alunos. Ambos são fenômenos associados à dinâmica interna da Terra.

Em razão dos últimos acontecimentos associados aos abalos sísmicos na Itália Central, na região de Abruzzo e, mais especificamente, na cidade de Áquila, achei oportuno tratar deste assunto no Blog. Até porque, o tema será tratado em breve em Sala de Aula, por ocasião da abordagem da Teoria da Deriva Continental e da Teoria da Tectônica de Placas, tanto no sexto ano (matéria nova) como no oitavo ano (revisão).

Terremotos são abalos sísmicos produzidos na crosta terrestre, fazendo com que haja tremores da terra.

A maioria dos terremotos tem origem tectônica, isto é, encontra-se associado ocorrência de falhamentos geológicos ou por movimento das placas tectônicas.

Atualmente, reconhecem-se três tipos de terremotos: tectônicos, vulcânicos e artificiais. Os sismos do primeiro tipo são os mais devastadores e os mais difíceis de se prever.


As causas dos terremotos tectônicos são as tensões criadas pelos movimentos em torno das 12 placas que formam a crosta terrestre. A maioria dos sismos tectônicos acontecem nas fronteiras dessas placas, em zonas onde uma desliza sobre a outra (Pesquisar Tectônica de placas).
Os terremotos de origem vulcânica podem ser fortes e destrutivos e anunciam as erupções vulcânicas. Por outro lado, os seres humanos podem induzir a ocorrência de terremotos quando realizam determinadas atividades, como detonações subterrâneas de explosivos atômicos ou o bombeamento de líquidos das profundidades da Terra.

Causas:
a) Desmoronamentos internos.
b) Erupções vulcânicas.
c) Tectônicas: é nas bordas das placas tectônicas que ocorrem os maiores e mais violentos terremotos.
 
Os vulcões e terré um fenômeno natural que faz com que a superfície terrestre trema. Para sua ocorrência são necessários vários fatores determinantes. Os agentes que provocam terremotos se desenvolvem no interior da Terra, podem ser a partir de movimentos de placas tectônicas ou tectonismo e por atividade vulcânica ou vulcanismo, ambos acumulam uma grande quantidade de energia que para ser liberada é expelida pelas fendas das rochas e aberturas de vulcões, essa liberação é o terremoto propriamente dito. emotos representam as formas mais enérgicas e rápidas de manifestação dinâmica do planeta. Ocorrem tanto em áreas oceânicas como continentais, e são válvulas de escape que permitem o extravasamento repentino de energias acumuladas ao longo de anos, milhares ou milhões de anos.
 
A quase totalidade dos terremotos tem origem tectônica, isto é, estão associados a falhamentos geológicos. Entretanto, terremotos podem ser também ocasionados por atividades vulcânicas ou pela própria ação do homem que, neste caso, recebe a denominação de sismos induzidos. Como exemplos significativos temos os sismos produzidos por explosões nucleares ou gerados pela criação de grandes reservatórios hidrelétricos.
 
Os maiores eventos tanto de origem induzida quanto vulcânica sempre apresentam magnitudes muito inferiores aos grandes terremotos tectônicos.
 
A Itália é vulnerável aos desastres naturais, pois o país é cortado por duas falhas geológicas, que deixam 20 milhões de seus 58 milhões de habitantes sob o risco de abalos sísmicos.

A região de Abruzzo, cortada pelos Montes Apeninos – formados a partir do encontro de duas placas tectônicas –, tem um longo histórico sísmico. A própria cidade de Áquila já havia sido atingida por outro abalo devastador, em 1703. A atividade vulcânica também é intensa. Os 750 000 moradores de Catânia, na Sicília, têm como vizinho o Etna, o maior vulcão da Europa. Os romanos acreditavam que ali residia o deus Vulcano, daí a origem da palavra. A cidade e outros vilarejos da região já foram soterrados pela lava em erupções antigas e, como o Etna continua ativo, vivem em alerta constante.

Vejam quais foram os piores terremotos que atingiram o país nos últimos cem anos:


1905
8 de setembro-- Cerca de 5.000 morreram quando um terremoto de 7,9 graus na escala Richter atingiu a região de Calábria, destruindo cerca de 25 vilas.
1908
28 de dezembro-- Mais de 82 mil pessoas morreram em um terremoto de 7,2 graus na escala Richter que destruiu Messina, cidade da Sicília.
1915
13 de janeiro-- Cerca de 32.600 foram mortos em um terremoto de 7.0 graus na escala Richter que atingiu a região de Avezzano, no centro da Itália.

1930
27 de julho-- Um terremoto de 6,5 graus na escala Richter atingiu a região de Irpinia, no sudeste da Itália, deixando cerca de 1,400 mortos.

1976
6 de maio-- Um terremoto de 6,5 graus atinge Friuli, na costa nordeste italiana. O tremor matou 976 pessoas e deixou 70 mil desabrigadas.

1980
23 de novembro-- Ao menos 2.735 morreram e mais de 7.500 ficaram feridas em um terremoto de 6,5 graus na escala Richter. O epicentro ficou em Eboli, mas dano foi reportado em uma grande área perto de Nápoles.

1990
13 de dezembro-- Terremoto no mar da Sicília mata ao menos 13 pessoas e deixa 200 feridos.

1997
26 de setembro-- Dois terremotos de 6,4 graus na escala Richter matam 11 pessoas e causam sérios danos à Basílica de São Francisco, em Assisi, destruindo afrescos medievais históricos. Uma réplica de 5,1 graus na escala Richter atinge a região de Umbria dias depois.

2001
17 de julho-- Terremoto de 5,2 graus na escala Richter atinge a região norte da Itália, em Alto Adige, e deixa uma mulher morta.

2002
6 de setembro-- Um terremoto de 6 graus atinge a Sicília. Duas pessoas morreram de ataques cardíacos após o tremor, que destruiu construções históricas.

31 de outubro- Um terremoto violento de 5,9 graus atinge Campobasso, no centro-sul da Itália, matando 30 pessoas, a maioria crianças, em San Giuliano di Puglia.

2003
11 de abril-- Terremoto de 4,6 graus atinge o norte da Itália, destruindo prédios de Milão a Turin e levando as autoridades a esvaziar escolas.

 
Fontes:



 

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