sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Eleições Municipais 2016: Candidatos a Prefeito do Rio de Janeiro

Domingo (02 de outubro) está chegando e a corrida atrás de votos, sobretudo, dos indecisos é grande por parte dos candidatos às eleições deste ano. Como é sabido, a eleição deste ano é municipal e, por conta disso, a disputa recai sobre os candidatos a Prefeito (e vice-prefeito) e, também, a vereador municipal (51 a serem eleitos).

A população da cidade do Rio de Janeiro é de, aproximadamente, 6.476.600 habitantes e, segundo dados oficiais, entre estes, 4. 898. 045 vão às urnas para votar no próximo domingo.

Ao todo são 11 (onze) candidatos a Prefeito da cidade e 1547 candidatos a vereador. Entre os que concorrem à Prefeitura são, em ordem alfabética:

1. Alessandro Molon - 18
Partido: coligação Todos pelo Rio - PV / REDE / PPL.


2. Carmen Migueles  - 30
Partido: Partido Novo



3. Crivella - 10
Partido: coligação Por um Rio Mais Humano - PRB / PTN / PR


4. Cyro Garcia - 16
Partido: PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado)



5. Flávio Bolsonaro - 20
Partido: coligação O RIO precisa de Força para Mudar - PSC / PRP


6. Índio da Costa - 55
Partido: coligação Juntos pelo Carioca - PSD / PSB / PMB


7. Jandira Feghali - 65
Partido: coligação Rio em Comum - PC do B / PT


8. Marcelo Freixo - 50
Partido: coligação Mudar é Possível - PSOL / PCB


9. Osorio - 45
Partido: coligação Rio de Oportunidades e Direitos - PSDB / PPS


10. Pedro Paulo - 15
Partido: coligação Juntos pelo Rio - PMDB / PDT / PP / PTB / PSL / SD / DEM / PROS / PHS / PMN / PEN / PSDC / PTC / PT do B / PRTB


11. Thelma Bastos - 29

Partido: PCO (Partido da Causa Operária)



Observação: Todas as imagens, acima, foram capturadas em diferentes sites na Internet para efeito ilustrativo.


Para conhecer os 1.547 candidatos a Vereador do Rio de Janeiro, clique AQUI!

02 de Outubro: Eleições Municipais 2016

Imagem capturada na Internet
Fonte: Patu em Foco


Texto atualizado em 01/10/2016 às 22h50

No próximo domingo, 2 de outubro, os brasileiros irão às urnas para eleger – através do seu voto - o prefeito (e o vice-prefeito da mesma chapa) e o vereador que vai integrar a Câmara Legislativa do seu respectivo município.

Havendo a necessidade, diante do fato de nenhum candidato conseguir a maioria absoluta dos votos válidos (50% mais um), será realizado um segundo turno das Eleições Municipais no dia 30 de outubro. Os dois candidatos mais votados no Primeiro irão disputar o Segundo Turno entre si.

Em nosso país, o voto é obrigatório para os maiores de 18 e menores de 70 anos, sendo facultativo aos jovens de 16 a 18 anos de idade. Ele, ainda, pode justificar a sua ausência, mas havendo o descumprimento da votação – sem motivo justificável – o eleitor é multado.

De acordo com a legislação vigente, o eleitor pode optar por votar em branco ou anular o seu voto. No entanto, tanto os votos nulos quanto os votos em branco não são considerados para efeito do cálculo que dão o resultado da eleição. Pois, o resultado da eleição é verificado pelos votos válidos, ou seja, por aqueles que foram destinados ao candidato ou partido. 

Mesmo que estes correspondam à maioria, eles não são válidos e não entram na apuração do resultado. Por isso, nem mesmo a eleição pode ser anulada em situação em que o voto nulo seja majoritário.

Na intenção de esclarecer algumas dúvidas comuns dos eleitores, eu selecionei a definição de alguns termos ligados ao processo eleitoral:

. Voto em branco x Voto nulo

O voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta, nas urnas, preferência por nenhum dos candidatos. Com o sistema de votação com urna eletrônica, para votar em branco basta que o eleitor pressione a tecla “branco” e, logo em seguida, a tecla “confirma”.

Já o voto nulo é considerado aquele em que o eleitor – na intenção de anular o seu voto – digita um número de candidato inexistente, como por exemplo, digite “00”, e depois pressione a tecla “confirma”.

. Votos Nulos x Nulidade do voto

Em hipótese alguma, os votos nulos podem anular uma eleição, pois como já mencionei, anteriormente, só são levados em consideração os votos válidos e o voto nulo não é considerado como tal.

No entanto, há certa confusão quanto aos termos “nulo” e “nulidade”. Neste caso e de acordo com o capítulo VI do Código Eleitoral, este último é capaz de anular a eleição, se comprovada for.

O termo nulidade do voto, que pode levar à anulação da eleição e a determinação de uma nova, ocorre quando há a comprovação de fraude e que esta seja em cima do candidato eleito, aquele que alcançou mais de 50% dos votos válidos. Neste caso, a nulidade de voto ocorre após o término da apuração (após a confirmação da fraude sob o candidato eleito) ou quando a fraude eleitoral é verificada durante às votações.

Constatada a fraude, o Tribunal Regional Eleitoral marcará o dia para nova eleição em um prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.

Entre os principais motivos que podem levar à anulação da eleição, têm-se:
- A realização da votação em um local que não fora determinado pelo Juiz Eleitoral;
- A realização da votação em dia, hora ou local diferentes do estabelecido por lei;
- O voto do cidadão em outra seção eleitoral, que não corresponda aquela designada em seu título de eleitor;
- O uso de documento falso de identidade no lugar de outro eleitor;
- O encerramento antes do horário estabelecido por lei, ou seja, às 17 horas;
- O uso de cédulas de votação falsas;
- A violação do sigilo da votação;
- O extravio de algum documento pertinente ou essencial à eleição;
- O impedimento ou restrição do direito de fiscalização da eleição;
- A comprovação de fraude na urna eletrônica.

Em geral, o eleitor que anula o seu voto, assim o faz em sinal de protesto ou por não considerar nenhum candidato apto a exercer o respectivo cargo político, seja por um histórico sujo ou por outro motivo qualquer.

De acordo com o Promotor de Justiça, Afonso Tavares Dantas Neto, o eleitor que anula o seu voto, em sinal de protesto, deve estar atento ao fato de que a democracia no Brasil é recente, assim como a atual Constituição do país tem pouco mais de duas décadas, o que difere de outros países, cuja tradição constitucional é centenária. 

Segundo o mesmo e, sob a forma de conselho, “(...) quanto maior a participação do cidadão nos destinos do País, mais forte se torna a democracia. ”


. Voto na legenda

O voto na legenda é possível quando as eleições são proporcionais, ou seja, quando estas são para Vereador e para Deputado (Federal ou Estadual).

Nessa situação, ao invés de votar em um candidato específico, o eleitor pode optar por votar na legenda, isto é, no partido. Assim, o voto do eleitor vai para a coligação da qual este faz parte, aumentando – com isso - o seu número de votos.

Para fazê-lo, basta o eleitor digitar o número do partido, na urna, em vez do número do candidato.

Quanto mais votada for uma coligação, ela terá mais direito a eleger candidatos. Mas, para que isso ocorra torna-se necessário que a mesma alcance o chamado quociente eleitoral (número de votos válidos dividido pelo número de vagas na casa legislativa).

Uma mudança na legislação, aprovada no ano passado no Congresso, estabelece que os candidatos a Deputado Federal, Deputado Estadual e Vereador precisam obter, individualmente (cada um deles), um total de votos válidos de, no mínimo, 10% do quociente eleitoral.

Sendo assim, mesmo que um partido atinja o quociente eleitoral, este só poderá preencher a vaga se um dos candidatos a vereador desse partido tiver conquistado, pelo menos, 10% do quociente.

Não havendo um candidato com essa votação mínima, caberá à Justiça Eleitoral realizar um novo cálculo, transferindo as duas vagas pendentes a outro partido ou coligação, cujos candidatos tenham cumprido o requisito.

Por um lado, isso evita que um candidato - muito bem votado - contribua para eleger outros candidatos do mesmo partido ou coligação que tiveram número de votos válidos baixos, os quais seriam insuficientes para o eleger à Câmara.

No entanto e, por outro lado, a opção pelo voto na legenda pode, no caso de os candidatos da coligação não serem bem votados, a transferência poderá ajudar as coligações rivais.

Diante disso, este ano, os partidos políticos estão fazendo campanhas a fim de conscientizar e convencer aos seus eleitores que a prática do voto na legenda deve ser evitada, preferindo a opção de votar em um candidato do partido.

. Eleições Majoritárias e Eleições Proporcionais

A eleição majoritária é o sistema utilizado nas eleições para os cargos de Presidente da República, Governador de estado e do Distrito Federal, Senador e Prefeito, no qual será eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos.

Considera-se que a maioria pode ser simples (ou relativa), quando é eleito o candidato que obtiver o maior número dos votos válidos ou absoluta, quando o eleito é aquele que obtiver mais da metade dos votos válidos, excluídos os votos em branco e os nulos.

A exigência de maioria absoluta visa dar maior representatividade ao candidato eleito nas eleições para Presidente da República, Governador de estado e do Distrito Federal e prefeito de município com mais de 200.000 eleitores.

No caso de o candidato, com maior número de votos, não obtiver a maioria absoluta, um 2˚ Turno entre os dois candidatos mais votados deverá ser realizado.

O sistema proporcional é utilizado nas eleições para os cargos de Deputado Federal, Deputado Estadual, Deputado Distrital (DF) e Vereador.

O referido sistema foi instituído por considerar-se que a representatividade dos eleitores deve se dar de acordo com a ideologia que determinados partidos ou coligações representam. Neste sentido, ao votar, o eleitor estará não só escolhendo ser representado por um determinado partido, como também pelo candidato de sua opção. Contudo, caso o respectivo candidato não seja eleito, o seu voto poderá ser ou não somado aos demais votos da legenda, compondo a votação do mesmo partido ou da coligação ou, quem sabe, de partidos rivais.

Neste sistema é aplicado o cálculo do quociente eleitoral, o qual é obtido pela divisão do número de "votos válidos" pelo de "vagas a serem preenchidas".


Não esquecendo da última mudança na legislação, que estabelece que os candidatos a Deputado Federal, Deputado Estadual e Vereador precisam obter, individualmente (cada um deles), um total de votos válidos de, no mínimo, 10% do quociente eleitoral.

 Fontes de Consulta:


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Charges e Tirinhas: Análise sob o Contexto do Modal Rodoviário


 Imagem capturada na Internet

Sob este contexto do Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro), selecionei algumas charges que podem ser trabalhadas – a nível de exercícios e/ou questões em avaliações – tanto no âmbito da referida data comemorativa quanto em outros tópicos conexos, como, por exemplo, Modais de transportes (no caso rodoviário), Transportes Alternativos, Combustíveis Fósseis (Petróleo e Gás Natural), Poluição (atmosférica e sonora), Aquecimento Global etc.

Todas as imagens foram capturadas na Internet (diversas fontes).






















 


22 de Setembro: Dia Mundial Sem Carro

Imagem capturada na Internet


Não é a primeira vez que eu publico algo em relação a data de hoje, dia 22 de setembro, na qual comemoramos o DIA MUNDIAL SEM CARRO. Assim, como também não é a primeira vez que podemos constatar a falta de divulgação e de Campanhas com este propósito.

Mais uma vez, nem os principais meios de comunicação e nem o poder público demonstraram interesse em promover e/ou incentivar esse tipo de Campanha. Alguns telejornais noticiaram, mas sem a devida ênfase e importância do ato em si.

No entanto, após os megaeventos esportivos que a cidade do Rio de Janeiro realizou, como a Copa do Mundo (2014), a XXXI Olimpíada e a XV Paralimpíada (ambas, neste ano), eu posso afirmar que – pela primeira vez – as perspectivas de melhorias na questão da mobilidade urbana em face do uso de transportes coletivos, mais modernos e rápidos, no Rio são altas, sobretudo, no que tange a ônibus e a metrô. Mas, ainda há muito a se fazer para atingir total grau de satisfação.

Considerado – por muitos - como um indicativo de progresso, de desenvolvimento e, intrínseco, à urbanização, a quantidade elevada de carros em uma cidade e o mal planejamento em termos de infraestrutura de acesso, tanto no que diz respeito às malhas viárias (rodovias, neste caso específico) quanto no que tange ao cumprimento das leis e do código de trânsito, ocasionam intensos engarrafamentos, aumento do tempo entre o deslocamento de casa ao trabalho, o estresse, aumento da poluição atmosférica e sonora, entre outros fatores. Sem falar da imprudência e negligência de alguns condutores que respondem pelos inúmeros acidentes de trânsito, diários.

A Campanha do Dia Mundial Sem Carros tem - por principal objetivo - promover uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, no sentido de causa e efeito sob o contexto da poluição atmosférica e o agravamento do Aquecimento Global.

Através desta iniciativa se espera que - pelo menos um dia - as muitas cidades participantes (aquelas que participam efetivamente, é claro!) consigam reduzir não só o nível de emissão de partículas poluentes (poluição atmosférica), como o da poluição sonora, os congestionamentos e outros problemas ligados ao excesso de transporte rodoviário. Em contrapartida há de se esperar que alternativas de meios de transportes sejam de boa qualidade e acessível a todos, como os de transporte coletivo (ônibus, trem, metrô, barca etc.), rápidos e modernos.

Nesta perspectiva, seremos capazes de compreender que é possível se locomover sem o uso do automóvel individual, optando por um transporte coletivo que seja de qualidade, barato, rápido, moderno e climatizado, por exemplo.

Embora, a nossa cidade tenha sofrido intervenções nesta área através das diversas obras viárias e construção de corredores de transportes coletivos, como o BRTs (Transcarioca, Transoeste e Transolímpica), o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e a expansão do metrô com a Linha 4, o número de carros nas ruas ainda é elevado.   

 BRT
Imagem do meu acervo particular


  VLT

Imagem do meu acervo particular

 VLT
Imagem do meu acervo particular


Trecho da Linha 4 do metrô
Imagem do meu acervo particular

A iniciativa de se criar uma data comemorativa voltada para esta proposta partiu da França, em 1997. Posteriormente, os demais países da União Europeia também adotaram.

No Brasil, as primeiras cidades a aderir à Campanha foram Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas (RS); Piracicaba (SP); Vitória (ES); Belém (PA); Cuiabá (MT), Goiânia (GO);Belo Horizonte (MG); Joinville (SC); São Luís (MA), em 2001.


Já as duas metrópoles nacionais, São Paulo e Rio de Janeiro, participaram a partir de 2005 e 2007, respectivamente.

 Imagem capturada na Internet
Fonte: WK3

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Crônica: Vivenciando e a Minha Prática em Geografia

 Imagem do meu acervo particular


VIVENCIANDO E A MINHA PRÁTICA EM GEOGRAFIA
                                                        Marli Vieira de Oliveira da Silva

Texto atualizado em 20/09/2016 às 19h30

Ao acordar, pela manhã, meus olhos já contemplam a Geografia para, só depois, vivencia-la a partir de mim mesma e com os outros perante aos meus passos, a minha política de vida, as minhas relações interpessoais, o meu trabalho e em minha convivência social

Não há nada mais gratificante que constatar a compreensão do aluno acerca de um tópico trabalhado em sala de aula a partir da sua inter-relação com os fatos atuais. Ou quando, um aluno de outra turma pede autorização para assistir sua aula, como ouvinte, pois está em tempo vago ou saiu mais cedo.

E mais ainda, quando alguns alegam que optaram por uma formação universitária na mesma área de conhecimento da sua, porque foi à partir de suas aulas que os mesmos passaram a gostar da Geografia.

Sem dúvida alguma quando a gente ama o que faz, os resultados – por menores que sejam – já valem a pena.

Há muitos, quando era ainda professora do antigo primário (atual Primeiro Segmento do Ensino Fundamental I), uma professora relacionou a minha metodologia de ensino ao meu pouco tempo de docência... “É porque ela é nova no Estado”.

Com o passar dos anos, realmente, eu mudei sim e muito, quer seja a partir do meu desenvolvimento profissional na mesma área de formação em termos de especialização e outros cursos, quer seja em termos da metodologia de ensino junto às inovações tecnológicas, embora – na maioria das vezes – me vejo impedida de atuar mais efetivamente com a inserção das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) em minhas práticas escolares em razão de problemas técnicos e de logística nas escolas.

Mas, em nada mudou, quanto a minha vontade de ensinar e fazer com que os alunos compreendam e construam o conhecimento a partir dos conteúdos trabalhados em sala de aula ou fora desta, bem como nas diversas conexões dos mesmos aos fatos atuais e/ou sub-atuais.

Eu não me canso de destacar a importância do estudo da Geografia na compreensão da dinâmica do mundo contemporâneo - enquanto totalidade orgânica, social, econômica, política e ambiental - aos meus alunos, tanto da rede pública municipal quanto estadual de ensino, pois vivenciamos - direta e/ou indiretamente - o seu universo de sua área de abrangência.

E minha prática e discurso perpassam sob os seguintes princípios:

- Acredito ainda na Educação como mola-mestra da transformação social, cultural, política e econômica do indivíduo e do país;

- O que eu não quero para a minha filha, não vou agir e pensar diferente com os filhos dos outros, ainda mais que a relação existente e mantida entre nós ocorre a nível de professora x aluno;

- Muitos dos alunos da rede pública de ensino não têm grandes oportunidades concretas de obter autonomia em seus estudos ou, ao menos, ampliá-los para além dos muros da escola, dependendo exclusivamente da mesma em termos de construção do conhecimento, do exercício da cidadania e da promoção da socialização;

- Tanto eu quanto eles somos seres inconclusos, pois seremos sempre eternos aprendizes.


domingo, 18 de setembro de 2016

Cidade Olímpica: Jogos Paralímpicos 2016


Parque Olímpico da Barra
Imagem do meu acervo particular

Texto atualizado em 18/09/2016 às 22h50

Apesar de só ter conhecido o Boulevard Olímpico do Porto Maravilha, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, por ocasião da realização da Olimpíada, desta vez, eu pude conhecer o Parque Olímpico da Barra e assistir duas competições paraolímpicas de basquetebol feminino em cadeiras de roda.

Os dois jogos que assisti foram, na ordem da programação oficial do dia (12/09), entre a Alemanha e a Argentina e, o segundo, Países Baixos (Holanda) e China. Estando na Arena 1, onde estava sendo realizadas as referidas competições, eu poderia permanecer e assistir mais dois da mesma modalidade. Direito este assegurado desde que eu não saísse da Arena 1, é claro!

 Imagens tiradas durantes os jogos
(Acervo Particular)





Mas, infelizmente, eu não pude ficar para os demais jogos, pois – no dia seguinte – eu daria aula em dois colégios, tendo ainda que corrigir provas e trabalhos de algumas turmas para entregar no mesmo dia.


No entanto, sentia-me feliz por ter alcançado meus dois objetivos, primeiro, assistir a um jogo de basquete em cadeira de roda (amo basquete) e, segundo, conhecer finalmente o principal polo de competições da cidade, ou seja, o Parque Olímpico da Barra. De acordo com informações obtidas no site Cidade Olímpica (Prefeitura do Rio), sua área total é de 1,18 milhões de m².

Fora os compromissos docentes pendentes, o calor contribuiu também para o não prolongamento da minha tarde na Cidade Olímpica por mais tempo. O Sol forte e o calor escaldante foram sentidos por todos os presentes, estrangeiros e brasileiros. Bastava olhar para algum ponto com sombra para ver alguém ou um grupo de pessoas tentando se abrigar do Sol.

 Imagem do meu acervo particular

Neste aspecto, em minha opinião, a infraestrutura montada foi falha, já que os locais das provas, como as Arenas, eram climatizados, enquanto que - no espaço aberto - além da escassez de sombras “permanentes”, naturais e/ou artificiais, não haviam coberturas armadas suficientes. Além do boné como acessório principal, na falta deste, o jeito foi improvisar - na hora - com bandeiras e camisas nas cabeças e/ou se proteger com sombrinhas.

 Minha irmã, Sueli Vieira, se protegendo do Sol
Imagem do meu acervo particular

  Imagem do meu acervo particular

Muitas mesas dispostas para refeições ou lanches estavam, praticamente, vazias, diante da falta de um “guarda-sol” sobre cada uma delas.





É claro que isso não desanimou ninguém e, muito menos, tirou o espírito paralímpico em participar, mas que me deixou - na pele - a marca contrastante da blusa e a vermelhidão causada pela exposição Sol, ah...Isso sim, deixou!

Ainda sob uma análise “in loco” quanto à Cidade Olímpica e o próprio evento poliesportivo, pode-se imaginar - por todo o seu aparato logístico e tecnológico - o quanto esse tipo de megaevento movimenta em termos de recursos financeiros e humanos. Sem falar das Olimpíadas, cuja grandiosidade em termos de modalidades esportivas, midiática e de participação internacional, envolvem muito mais.







 Arena do Futuro


Parque Aquático, tendo na fachada uma obra de Adriana Varejão

Arena do Futuro





Verdadeiramente, uma grande disputa mercadológica protagonizada entre marcas esportivas e empresas multinacionais, que atuam à frente (com o seu logotipo) e por detrás dos tatames, quadras, arenas, entre outros espaços de competição por meio dos seus contratos milionários.

Contudo, independente desta exposição entre patrocinadores, marcas e seus símbolos, o que mais se destacou nos Jogos Paralímpicos – em especial – foram as habilidades dos atletas. E, também, do número de telespectadores presentes portadores – sobretudo - de deficiência física. Eu fiquei encantada...

 Torcedor indo embora
Imagem do meu acervo particular

Não pude deixar de observar alguns detalhes nos jogos de basquete em cadeira de roda, não só quanto às atletas em si – cada qual tendo a sua história de vida movida pela determinação e superação -  quanto na padronização das cadeiras de rodas adaptadas para a referida modalidade esportiva.

Melhor jogadora alemã na quadra, Gesche Schunemann
Sua carreira no basquete foi interrompida após uma lesão do ligamento cruzado anterior, quando ainda adolescente. Entrou para o basquete de cadeira de roda em 2000 (Wikipedia). 


 Jogadora argentina Maria Pallares

  Técnico da Seleção da Holanda

Mesmo tendo rodas anti-tombo, por diversas vezes, levei pequenos sustos com as quedas das atletas na quadra. Natural para quem nunca havia assistido um jogo paralímpico ou, pelo menos, sob a mesma categoria.








Detalhe da (s) roda (s) antivolteio desportiva (s) – unidade ou par – que possibilita dar as “manobras”, os giros tão comuns neste tipo de esporte.




Os jogadores podem usar faixas para prender ambas as pernas ou, também, para fixar o corpo junto à cadeira de roda (podendo ser faixas ou suportes).



As cadeiras de rodas são adaptadas e padronizadas seguindo as regras determinadas pela Federação Internacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas.

Não resta dúvida que os Jogos Paralímpicos emocionam e nos levam a refletir o quanto a superação de muitos problemas é possível. Basta ter vontade e determinação em vencer.