sábado, 3 de junho de 2017

Filme: Mississipi em Chamas


Imagem capturada na Internet
 
No dia 24 de maio, os alunos das Turmas 1901 e 1903 (E.M. Dilermando Cruz) assistiram ao filme “Mississipi em Chamas”, longa-metragem baseado em fatos reais, na década de 60, nos EUA, acerca da segregação racial dos estados do Sul contra a população negra e as atividades da Ku Klux Klan. 

A escolha do filme se deu em razão do seu contexto e do desaparecimento de três jovens ativistas do movimento dos direitos civis, sendo um deles negro.

 
 Imagem capturada na Internet

O racismo em foco e a exclusão dos negros e os seus descendentes, materializados nas atitudes e pensamentos da população branca, na época, tem por base todo um processo histórico e cultural consolidado desde o período da escravidão e, sobretudo, no pós-abolição nos estados do Sul do Estados Unidos, cuja colonização foi de Exploração e o negro africano foi introduzido como mão-de-obra escrava. Daí a questão cultural enraizada, sociedade branca escravocrata, a partir da imagem negativa do negro e seus descendentes (racismo).
 
Antes da abolição dos escravos nas colônias do Sul, ocorrida em 1863, os líderes sulistas (políticos e proprietários de escravos) pediram pela secessão do Sul dos EUA (movimento separatista), na intenção de emancipar-se do resto da União e constituir os Estados Confederados da América, sendo conhecidos, também, como os Confederados ou Sul.
 
A Carolina do Sul foi o primeiro estado a emancipar-se, em dezembro de 1860, seguida – logo depois – pela Geórgia, Alabama, Flórida, Louisiana e Mississippi, sendo repudiado pelos estados anti-escravagistas do Norte.

Bandeiras dos Confederados do Sul
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Fonte: Hoje em Dia

Esse embate, entre estados escravagistas do Sul e os não-escravagistas do Norte, desencadeou a Guerra Civil Americana ou Guerra de Secessão, no período de 1861 a 1865. Com a vitória dos Norte, foi assinada a abolição dos escravos e, também, iniciou-se um processo de reconstrução, inclusive, na tentativa de garantir direitos civis aos escravos libertos. Porém, esse processo não foi fácil, sendo longo e perverso aos ex-escravos e seus descendentes, os quais foram marginalizados e segregados no âmbito da sociedade sulista.
 
Evidentemente que os ex-confederados (maior parte da população sulista) repudiavam a situação de tê-los como membros da sociedade civil. Esse pensamento preconceituoso e racista, perdurou por séculos, assinalando nos estados do Sul uma forte segregação racial, expressa e legitimada em lugares públicos por meio da discriminação quanto ao uso e ocupação da população branca, de um lado e, a de cor (negra), do outro.
 
Tais circunstâncias acerca do racismo eminente nos estados do Sul favoreceram o surgimento de sociedades secretas, constituídas por ex-confederados e pessoas de grande influência social, como a Ku Klux Klan (KKK), que pregava e defendia a segregação racial, ameaçando e praticando violência contra a população afro-estadunidense.
 
Fundada por um grupo de ex-oficiais confederados, no Tennessee, no final de 1865, a Ku Klux Klan – ao longo de sua trajetória - passou por três fases distintas, sendo em todas elas, a ideologia de supremacia ariana e de segregação foram mantidas, seja contra os negros, judeus, os comunistas, gays e outros grupos.
 
Suas vestimentas e capuz brancos serviam para esconder a identidade dos mesmos e para aterrorizar as pessoas, assim como a cruz em chamas.
 
 Imagem capturada na Internet
 
No final do Século XIX (1882), a KKK foi declarada ilegal pela Suprema Corte dos EUA, mas, no século seguinte, mais precisamente na década de 20, ela ganhou novo impulso, com cerca de 5 milhões de membros.
 
Nas décadas de 50 e 60, a KKK reagiu violentamente contra a política dos direitos civis aos negros no sul do país. Seu declínio teve início nos anos 70, prosseguindo na década de 80, quando já não era mais considerada uma sociedade secreta.
 
No esforço de se modernizar e manter-se em posição ofensiva contra a população afro-estadunidense e outros grupos, alguns membros dispersos passaram a atuar como organização de extrema-direita (ligadas ou não ao neonazismo).
 
Sob esse contexto, o referido filme aborda um fato verídico que aconteceu no estado do Mississipi e, que teve maior repercussão nacional acerca das violações dos direitos civis da população negra e as ações da Ku Klux Klan na cidade, a partir do desaparecimento e assassinado de três jovens ativistas (dois brancos e um negro) e o envolvimento de dois agentes do FBI (e sua equipe) na  investigação do caso.
 
Pastor e Líder Ativista dos Direitos Civis nos EUA
Martin Luther King
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 O carro dos jovens
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O tempo do filme é longo, o que me obrigou a passá-lo nos tempos iniciais do turno (seguidos), antes do intervalo do recreio. O professor de História, João Carlos, me acompanhou na exibição do mesmo, tendo em vista que ele também leciona nas duas turmas.
 
Ficha Técnica do Filme
 
Título Original: Mississippi Burning
 
Gênero: Drama/Suspense
 
Tempo de Duração: 127 minutos (2h 07 min)
 
Ano de Lançamento (EUA): 1988
 
Direção: Alan Parker

Imagens do filme
(diversas fontes)






 





 

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