terça-feira, 17 de março de 2009

Analfabetismo Funcional (II)

ANALFABETISMO FUNCIONAL


Caio acabou de completar dez anos. “Já está completamente alfabetizado!” Garante orgulhoso, seu pai. Um dia, resolvo aferir. Chamo-o a minha sala onde sobre a mesa quatro revistas de atualidades se esparramam. Passo então a tarefa: - Caio, por favor, leia em voz alta para mim o nome das revistas!

- Ah, isso é fácil.

Olha atentamente para cada capa e depois de algum tempo, soletra: VE-JÁ, É-PO-CA, CA-R-TA, ISTO E. Esquece o acento na última, mas olha orgulhoso para mim.

- Parabéns, Cássio. Vejo que você já sabe ler o nome dessas revistas. Diga, agora, o que significam esses nomes?

Não entendeu a pergunta. Insisti:

- Por quê são nomes de revistas? Não poderiam, por exemplo, serem nomes de uma borracharia, uma lanchonete, um salão de barbeiros? Achou que sim, sua alfabetização não permitia atribuir significação ao nome. Sempre brincando, provoquei:

- Caio, faça de contas que esses nomes ficam proibidos de serem usados, mas os redatores querem um nome semelhante! Que nomes dariam? Não entendeu a pergunta, não sabia o que era “redator”, não imaginava que “semelhante” seria o mesmo que “igual”.

Reformulei a questão, já sem esperança. Meu pessimismo se confirmou ainda que eu não o demonstrasse. Para Caio, aglutinar sílabas era possível, mas representava tarefa irreal associar a palavra ao seu significado, quanto mais a possíveis sinônimos. Insisti:

- Vamos fazer uma brincadeira, Caio. Vou apresentar vários nomes e gostaria que você escolhesse o que melhor poderia ser utilizado, caso a palavra “Época” fosse um palavrão. Vamos lá: “Olhe”, “Fase”, “Perceba”, “Portanto”, “Período”, “Tempo”...

- Já escolhi. Achei legal “Perceba”...

- Bem, Caio. Gosto não se discute, mas porque “Perceba”? Essa palavra não ficaria melhor como nome de uma das outras duas revistas?

- Claro. É um nome legal...

- Caio, se por acaso você tivesse um são de beleza, acha que o nome “Perceba”, ficaria bem?

Caio não entendeu minha pergunta e, ao sentir que já começava a se chatear mudei de assunto. Perguntei sobre as coisas que gosta e indaguei sobre sua escola. Respondeu sorrindo:

- Já estou no quarto ano. Sabia que sou o melhor aluno da classe. A menor nota que eu já tirei foi um oito, em História!

Analfabetismo Funcional

Imagem capturada da Internet


Antes de comentar a respeito dos diferentes instrumentos que a atual Secretaria Municipal de Educação, Claudia Costin, planejou e está utilizando a fim de diagnosticar a situação dos alunos e do ensino da rede pública municipal, gostaria de postar e compartilhar textos sobre o Analfabetismo Funcional.

O primeiro Artigo é de autoria de Andréa Cristina Sória Prieto, Consultora Pedagógica em Matemática na Futurekids do Brasil, Pós-Graduada em Psicopedagogia e Direito Educacional com Graduação em Pedagogia.

Seu Artigo foi publicado no Planeta Educação


ANALFABETISMO FUNCIONAL

Uma triste realidade de nosso país...

A UNESCO define analfabeto funcional como toda pessoa que sabe escrever seu próprio nome, assim como lê e escreve frases simples, efetua cálculos básicos, porém é incapaz de interpretar o que lê e de usar a leitura e a escrita em atividades cotidianas, impossibilitando seu desenvolvimento pessoal e profissional. Ou seja, o analfabeto funcional não consegue extrair o sentido das palavras, colocar ideias no papel por meio da escrita, nem fazer operações matemáticas mais elaboradas.

No Brasil, o índice de analfabetismo funcional é medido entre as pessoas com mais de 20 anos que não completaram quatro anos de estudo formal. O conceito, porém, varia de acordo com o país. Na Polônia e no Canadá, por exemplo, é considerado analfabeto funcional a pessoa que possui menos de 8 anos de escolaridade.

Segundo a Declaração Mundial sobre Educação para Todos, mais de 960 milhões de adultos são analfabetos, sendo que mais de 1/3 dos adultos do mundo não têm acesso ao conhecimento impresso e às novas tecnologias que poderiam melhorar a qualidade de vida e ajudá-los a adaptar-se às mudanças sociais e culturais.

De acordo com esta declaração, o analfabetismo funcional é um problema significativo em todos os países industrializados e em desenvolvimento. No Brasil, 75% das pessoas entre 15 e 64 anos não conseguem ler, escrever e calcular plenamente. Esse número inclui os 68% considerados analfabetos funcionais e os 7% considerados analfabetos absolutos, sem qualquer habilidade de leitura ou escrita. Apenas 1 entre 4 brasileiros consegue ler, escrever e utilizar essas habilidades para continuar aprendendo.

Mas como resolver essa situação? Como baixar esses números alarmantes? Sem dúvida nenhuma que a educação é o caminho. Alfabetizar mais crianças com melhor qualidade. Essa é a questão: qualidade e não quantidade.

Infelizmente, hoje vemos que o Brasil optou pela quantidade a qualquer custo.E o resultado disso é a enorme quantidade de analfabetos funcionais com diploma. O nosso país deveria se esforçar em alfabetizar com qualidade. Não é aumentando para 9 anos o Ensino Fundamental que a qualidade do ensino irá melhorar.

Também não é ampliando o horário escolar que teremos o problema resolvido. Se os alunos não forem incentivados à leitura, a atividades que trabalhem com inteligência, pensamento lógico e capacidade de relacionar temas diferentes, nenhum esforço do governo será válido.

Também não devemos nos esquecer dos professores. Melhoria nos cursos de formação dos docentes, remuneração adequada, capacitação continuada, etc. Dá trabalho, é verdade, mas o investimento na qualidade da educação é a única forma capaz de reverter esse quadro educacional brasileiro tão triste!!

domingo, 15 de março de 2009

Direitos do Consumidor: Dicas

Ainda dentro deste mesmo contexto sobre os Direitos do Conumidor, no mesmo site da AVJA (Associação das Vítimas de Juros Abusivos), algumas recomendações são válidas e necessitam ser repassadas, repassadas, repassadas...


DIREITOS DO CONSUMIDOR

1) Serviço 102:
Quando você precisar do serviço 102, que custa R$ 1,20. Lembre-se que agora existe o concorrente que cobra apenas R$ 0,29 por informação:
FONE:0300-789-5900 ou 08002800102

2) Economize nos Correios:
Se você tem por hábito utilizar os Correios, para enviar correspondência, observe que se enviar algo de pessoa física para pessoa física, num envelope leve, ou seja, que contenha duas folhas mais ou menos, para qualquer lugar/Estado, e bem abaixo do local onde coloca o CEP escrever a frase " Carta Social", você pagará somente R$ 0,01 por ela. Isso está nas Normas afixadas nas agências dos correios, mas é claro que não está escrito em letras graúdas e
nem facilmente visível. O preço que se paga pela mesma carta, caso não se escreva "Carta Social", conforme explicado acima custará em torno de R$ 0,27 (a grama). Agora imaginem no Brasil inteiro, quantas pessoas desconhecem este fato e pagam valores indevidos por uma carta pessoal diariamente ?!

3) Telefone Fixo para Celular: Se você ligar de um telefone fixo da sua casa para um telefone celular, será cobrada sempre uma taxa a mais do que uma ligação normal, ou seja de celular para celular. Mas se acrescentar um número a mais, durante a discagem, lhe será cobrada apenas a tarifa local normal.

Resumindo: Ao ligar para um celular sempre repita o ultimo dígito do número.
EXEMPLOS: 9XXX - 2522 + 2
9X7X - 1345 + 5

ATENÇÃO: Observe que o número a ser acrescido deverá ser sempre o último número do telefone celular discado!

4) Lista Telefônica - Informações:
Para informações da lista telefônica, use o nº 102030 que é gratuito, enquanto que o 102 e 144 são pagos e caros.



DIVULGUEM!!! DIVULGUEM!!! DIVULGUEM!!! DIVULGUEM!!!

Você sabe do que se trata a ONIOMANIA?

Imagem capturada da Internet

A palavra pode até soar estranho, mas é uma doença que acomete muita gente. Ainda mais sob a onda da globalização, da difusão de novos hábitos e das propagandas comerciais incentivando, cada vez mais, a compra e/ou troca de produtos novos.
 
Trata-se de uma doença que ataca mais o sexo feminino. Segundo o neuropsicólogo Daniel Fuentes (Ambulatório do Jogo Patológico e Outros Transtornos do Impulso/Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas), a proporção é de quatro mulheres para cada homem com esta doença.
 
A razão de sua incidência sobre as mulheres ainda não tem explicação científica, mas os especialistas acreditam que o motivo está diretamente relacionado a condições culturais.
 
Segundo o médico Fuentes, a Oniomania pode estar associada a transtornos do humor e de ansiedade, de dependência de substâncias psicoativas (álcool, tóxicos ou medicamentos), transtornos alimentares (bulimia, anorexia) e de controles de impulsos.
 
Já adivinharam?
 
Pois bem, Oniomania é a doença que se manifesta no indivíduo que compra compulsivamente, capaz de estourar, inclusive, o orçamento repetidamente. Os chamados oneomaníacos.
 
Os especialistas classificam a doença como um vício, igual ao alcoolismo. Tal como um dependente químico necessita da droga, o oneomaníaco precisa comprar, consumir.
 
Nos dias de hoje, os anúncios, propagandas e os inúmeros de mecanismos que incentivam as compras acabam fortalecendo o vício do consumismo e, particularmente, agravando a situação das pessoas doentes, aumentando o seu desejo de consumo.
 
Dificilmente, a pessoa admite estar doente, mas é muito importante que ela seja a primeira a reconhecer o seu estado real e de que precisa de ajuda profissional.
 
O tratamento requer além de medicação específica, acompanhamento psicológico. Uma orientação importante é que se corte o uso de cheques e de cartões de crédito. Segundo os especialistas, "o ideal é que alguém da família ou um amigo próximo assuma o controle das finanças do paciente"
 
No mesmo molde da prática de orientação da Associação dos Alcoólatras Anônimos (AAA), os pacientes com Oniomania podem já contar com um grupo de auto-ajuda chamado "Devedores Anônimos".
 

Artigo: Do poder de compra ao poder de fato

Do poder de compra ao poder de fato
Opinião e Notícias
Artigo de 15/03/2009


O Artigo acima citado trata do Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, contextualizando o papel do consumidor diante da crise econômica. Todavia, o autor destaca que, na conjuntura atual, não são os direitos que se encontram em evidência, mas sim os deveres do consumista...
 
"o que se exige é o cumprimento de obrigações, mas nem sempre as de quem vende produtos e serviços, e sim a suposta obrigação patriótica de não parar de comprar, à vista ou a prazo. O coro dos governos e dos empresários não desafina: Não tenha medo! Vá às compras! Abra a carteira! Aqueça a economia do seu país, do seu mundo!"
 
E contrários a este slogan de "consumismo exagerado", o autor cita um grupo ecologista, espanhol, que vem se destacando com o projeto Consuma Até Morrer.
 
Pesquisei na Internet e encontrei o site deste grupo, pois tive interesse em ver as outras imagens das "exposições de contrapublicidade", realizada por ele, onde certas pinturas de Arte Clássica viraram "contra-anúncios" bem humorados.
 
Achei-os muito interessantes, criativos e pertinentes ao momento. Por esta razão, selecionei algumas imagens.
 
 

Joaquin Sorolla

Pablo Ruiz Picasso




Sandro Botticelli



Edvard Munch



Van Gogh




Salvador Dalí



Miguelângelo



Diego Velázquez



Leonrado da Vinci



Leonardo da Vinci
 
Leia o Artigo na íntegra AQUI

Visite o site Consuma até Morrer


15 de março: Dia Mundial dos Direitos do Consumidor

Imagem capturada da Internet


Hoje se comemora o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor. Como a própria expressão diz... Dos Direitos.

E foi justamente pensando nos direitos do cidadão consumidor que há 26 anos, mais especificamente, no dia 15 de março de 1983, que esta data passou a ser comemorada.

Na verdade, a escolha deste dia (15 de março) se deve ao famoso discurso do então presidente dos EUA, John Kennedy, que - nesta mesma data - no ano de 1962 declarou e reforçou que todo consumidor tem quatro direitos fundamentais: à segurança (proteção contra a comercialização de produtos que representam riscos à saúde e à vida); à informação (sobre os produtos); à escolha (livre opção quanto à qualidade e valor dos produtos concorrentes) e de ser ouvido (reclamações, opiniões, sugestões etc., ou seja, seus interesses devem ser levados em consideração pelos governos, no planejamento e execução da política econômica).

Assim como em outros países, o Brasil tem o seu Código de Defesa do Consumidor (CDC), isto é, normas de proteção e de defesa do consumidor. Apesar do mesmo ter sido instituído em 11 de setembro de 1990 (Lei n° 8.078), durante o governo do Ex-presidente Fernando Collor, este só passou a vigorar em 11 de março de 1991.

Ao longo dos anos, o Código de Defesa do Consumidor sofreu muitas alterações e, atualmente, é conhecida como o Código de Proteção e Defesa do Consumidor (CDC).

Todas as reclamações podem ser encaminhadas ou prestadas diretamente no PROCON (Programa de Proteção e Orientação ao Consumidor), cujas finalidades são a de prestar informações, orientações e a de conscientizar o Consumidor sobre seus direitos e deveres.

Além destes, cabe ao PROCON promover o encaminhamento de reivindicações, consultas, reclamações ou sugestões aos organismos competentes.

Hoje, em termos mundiais, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece os seguintes direitos do Consumidor:

. Direito à segurança: garantia contra produtos ou serviços que possam ser perigosos à vida ou à saúde.

. Direito à escolha: opção entre vários produtos ou serviços com qualidade satisfatória e preços competitivos.

. Direito à informação: conhecimento dos dados indispensáveis sobre produtos ou serviços, para uma decisão consciente.

. Direito a ser ouvido: os interesses dos consumidores devem ser levados em consideração pelos governos, no planejamento e execução da política econômica.

. Direito à indenização: reparação financeira por danos causados por produtos ou serviços.

. Direito à educação para o consumo: meios para o cidadão exercitar conscientemente sua função no mercado.

. Direito a um meio ambiente saudável: defesa do equilíbrio ecológico para melhorar a qualidade de vida agora e preservá-la para o futuro.

Acessem alguns links interessantes e pertinentes:

Código de Defesa do Consumidor

Cartilha do Consumidor

Defesa do Consumidor - Dicas (para se defender e fazer valer os seus direitos de consumidor)

Direitos do Consumidor

Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor - PROCON/RJ

quarta-feira, 11 de março de 2009

Mensagem: Lenda Indiana sobre a Criação da Mulher

Imagem capturada na Internet



LENDA INDIANA SOBRE A CRIAÇÃO DA MULHER


"Diz a lenda que o Senhor, após criar o homem e não tendo nada sólido para construir a Mulher, tomou um punhado de ingredientes delicados e contraditórios, tais como timidez e ousadia, ciúme e ternura, paixão e ódio, paciência e ansiedade, alegria e tristeza e assim fez a Mulher e a entregou ao homem como sua companheira.

Após uma semana, o homem voltou e disse:
- Senhor, a criatura que você me deu faz a minha vida infeliz. Ela fala sem cessar e me atormenta de tal maneira que nem tenho tempo para descansar. Ela insiste em que lhe dê atenção o dia inteiro... E assim as minhas horas são desperdiçadas. Ela chora por qualquer motivo e fica facilmente emburrada e, às vezes, muito tempo, ociosa. Vim devolvê-la porque não posso viver com ela.

Depois de uma semana o homem voltou ao Criador e disse:
- Senhor, minha vida é tão vazia desde que eu trouxe aquela criatura de volta! Eu sempre penso nela, em como ela dançava cantava, como era graciosa, como me olhava, como conversava comigo e como se chegava a mim. Ela era agradável de se ver e de acariciar. Eu gostava de ouvi-la rir. Por favor, me dê ela devolta.

- Está bem, disse o Criador. E a devolveu.

Mas, três dias depois, o homem voltou e disse:
- Senhor, eu não sei. Eu não consigo explicar, mas depois de toda esta minha experiência com esta criatura, cheguei à conclusão que ela me causa mais problemas do que prazer. Peço-lhe, tomá-la de novo! Não consigo viver com ela!

O Criador respondeu:
- Mas também não sabe viver sem ela. E virou as costas para o homem e continuou seu trabalho.

O homem desesperado disse:
- Como é que eu vou fazer? Não consigo viver com ela e não consigo viver sem ela.

E arremata o Criador:
- Achei que, com as tentativas, você já tivesse descoberto. Amor é um sentimento a ser aprendido. É tensão e satisfação. É desejo e hostilidade. É alegria e dor. Um não existe sem o outro. A felicidade é apenas uma parte integrante do amor. Isto é o que deve ser aprendido. O sofrimento também pertence ao amor. Este é o grande mistério do amor. A sua própria beleza e o seu próprio fardo. Em todo o esforço que se realiza para o aprendizado do amor é preciso considerar sempre a doação e o sacrifício ao lado da satisfação e da alegria. A pessoa terá sempre que abdicar de alguma coisa para possuir ou ganhar uma outra coisa. Terá que desembolsar algo para obter um bem maior e melhor para sua felicidade. É como plantar uma árvore frente a uma janela... Ganha sombra, mas perde uma parte da paisagem. Troca o silêncio pelo gorjeio da passarada ao amanhecer.

É preciso considerar tudo isto quando nos dispomos a enfrentar o aprendizado do AMOR.

domingo, 8 de março de 2009

Origem do Dia Internacional da Mulher


Imagem criada a partir da captura da imagem de Flor ao Fundo (ByC)
 
Hoje se comemora o Dia Internacional da Mulher e, tal como mencionei em postagem anterior, os trabalhos que estão e, ainda, serão desenvolvidos durante este mês e em abril estarão centrados sobre a temática do papel da Mulher, tanto em termos mundial quanto nacional, no que se refere ao Dia Nacional da Mulher (30 de abril).

A primeira data (08 de março) nos remonta a uma tragédia, ocorrida nos Estados Unidos, onde o ponto crucial do fato histórico foi a manifestação de operárias por melhores condições de trabalho e pela luta por direitos igualitários entre ambos os sexos (homens e mulheres).

A segunda data (30 de abril), por sua vez, traduz o reconhecimento a uma mineira que lutou no início do Século XX pelos direitos das mulheres, pelo fim do precnceito machista e do papel da mulher na sociedade brasileira.

O mais impressionante é que poucos tratam desta segunda data, que se refere também à homenagem a uma mulher e, em especial, uma brasileira. Nem mesmo na mídia é observada alguma menção por ocasião da data.

Assim como a Lei Maria da Penha, ainda desconhecida por muitos, eu espero que o enfoque acerca de ambos ganhe maior projeção e tratamento - pelo menos - nos estabelecimentos de Ensino para que os alunos possam agir como multiplicadores no papel de informar, divulgar e dar subsídios para uma maior conscientização quanto à importância do papel da mulher na sociedade moderna.


O DIA INTERNACIONAL DA MULHER é comemorado no dia 08 de março, desde 1975. A data foi escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de homenagear as várias operárias da cidade de Nova York (EUA), que morreram sufocadas e queimadas em um incêndio numa fábrica de tecidos - no dia 08 de março de 1857 - onde elas estavam reunidas, em greve, contra as más condições de trabalho.

As operárias reivindicavam a redução da jornada de trabalho por dia (de 16 para 10 horas diárias), a equiparação do salário do sexo feminino com o dos homens, que desempenhavam a mesma função (recebiam menos de 1/3 do salário dos homens) e direito à licença maternidade.

O protesto foi seguido pela greve e, segundo os registros, as saídas de emergência da fábrica foram bloqueadas pelo lado de fora, pelos donos da fábrica que - em conjunto com as autoridades policiais - atearam fogo com a intenção de amedrontá-las e encerrar a manifestação.

No entanto, o incêndio rapidamente tomou grandes proporções e a tragédia - já anunciada - se converteu na morte de 129 operárias queimadas e por asfixia.


O DIA NACIONAL DA MULHER, por sua vez, é comemorado no dia 30 de abril, desde 1980. A data escolhida se refere ao dia e mês de nascimento da mineira Jerônima Mesquita, cuja homenagem se presta devido aos seus esforços e lutas pelas situações adversas que as mulheres brasileiras se encontravam no início do Século XX.

Ao retornar ao Brasil, depois de estudar na Europa, a mineira Jerônima Mesquita não se conformou com a situação preconceituosa que era imposta às mulheres no país. Combativa com os seus ideais, ela lutou por inúmeras causas. Uniu-se a um grupo de senhoras no empenho de lutar por questões feministas, assistencialistas e sufragistas (pelo direito ao voto feminino, que era proibido).

Com outras mulheres, ela lutou pelo direito ao voto feminino e para que, em 1932, todas as mulheres (acima de 18 anos) pudessem votar.

Seu trabalho incessante voltado para assistência social, a levou a ser uma das fundadoras da matriz do Hospital Pró-Matre, unidade hospitalar beneficente que tinha por objetivo acolher gestantes carentes, pobres, localizada na cidade do Rio de Janeiro. Ela fundou, também, a Associação Cruz Verde.

Sua importância na época é notória, não só em termos de luta por direitos igualitários, pelo fim do preconceito e outras inúmeras lutas, mas sobretudo pelas condições sócio-econômicas do Brasil na época (início do século XX), pelas quais ela enfrentou, de um país marcado pela fome, a febre amarela, a peste bubônica, a varíola, agravadas pela subnutrição do povo.

Jerônima Mesquita era mineira de Leopoldina. Nasceu no dia 30 de abril de 1880 e faleceu em 1972, na cidade do Rio de Janeiro, onde morava.

Foi através do apoio e incentivo de um grupo de feministas para a criação de um dia em sua homenagem que, em 1980, durante o governo do Presidente da República João Figueiredo, que o Dia Nacional da Mulher foi sancionado, na data natalícia da referida personalidade feminina, através da Lei nº 6.791/80.

Jerônima Mesquita declarou em uma das poucas entrevistas que concedeu, antes de falecer, que estava feliz com a promulgação do Estatuto da Mulher Casada (Lei 4121/62), que alterava o antigo Código Civil Brasileiro (1916), conferindo às mulheres o direito de trabalhar fora, sem autorização do marido ou do pai.

Atualmente, sabemos que a situação da mulher melhorou muito, inclusive, perante às Leis e ao Código Civil Brasileiro, mas ainda há muito a superar, tendo em vista que as raízes da nossa sociedade patriarcal e do machismo repassado ao longo da história do país, não permitem que as mulheres possam afirmar – firmemente – que o preconceito e as desigualdades de direitos já não fazem parte do cotidiano da população feminina.

Infelizmente, ainda existem... Não como antes, mas coexistem com a sociedade moderna, conhecida como a Sociedade da Informação e do Conhecimento.

sábado, 7 de março de 2009

Trabalhos Escolares





Em razão das comemorações acerca da Mulher, tanto quanto ao Dia Internacional (08 de março) como ao Dia Nacional (30 de abril), eu estarei postando alguns tópicos que tratam do universo feminino, no que diz respeito, ao seu papel na sociedade, às culturas distintas, à legislação, aos dados estatísticos, charges entre outros.

Mensagem: Por que as mulheres são importantes?

Imagem capturada da Internet





POR QUE AS MULHERES SÃO IMPORTANTES?

Autor Desconhecido


Elas sorriem quando querem gritar.

Elas cantam quando querem chorar.

Elas choram quando estão felizes.

E riem quando estão nervosas.

Elas brigam por aquilo que acreditam.

Elas levantam-se para injustiça.

Elas não levam "não" como resposta
quando acreditam que existe melhor solução.

Elas andam sem novos sapatos para suas crianças poderem tê-los.

Elas vão ao médico com uma amiga assustada.

Elas amam incondicionalmente.

Elas ficam contentes quando ouvem sobre um aniversário,
um baile ou um novo casamento.

Seus corações quebram quando um(a) amigo(a) morre.

Elas lamentam-se com a perda de um membro da família,
contudo são fortes quando elas pensam que não há mais força.

Elas sabem que um abraço e um beijo podem curar um coração quebrado.

O coração de uma mulher é o que faz o mundo girar!

Mulheres fazem mais do que dar a vida.

Elas trazem alegria e esperança.

Elas dão compaixão e ideais.

Elas dão apoio moral para sua família e amigos.

Mulheres têm muito a dizer e muito a dar.

Muitas mulheres foram importante cada uma em seu setor!

Mulheres que fizeram história

Personalidades femininas inesquecíveis