segunda-feira, 24 de julho de 2017

Atafona e a sua agonizante vida atrelada aos avanços das águas do mar


Praia de Atafona
Imagem do meu acervo particular
(Foto tirada em 16/07/2017) 
 



Atafona e sua dinâmica costeira de grandes efeitos destrutivos...  
É a praia do litoral brasileiro que mais sofre as consequências da invasão das águas do mar.
 
Pertencente ao município de São João da Barra, na Região Norte Fluminense (RJ), o Distrito de Atafona consiste no trecho do litoral brasileiro que mais sofre invasão das águas do mar e as consequências destrutivas destas. Sem falar, também, do avanço de dunas nas áreas urbanas tanto de Atafona quanto de Grussaí, Distrito vizinho que faz parte do mesmo município.
 
 Localização do município de São João da Barra
Fonte: Wikipédia
 
 Mapa com a localização dos
Distritos de Grussaí e de Atafona
 
 

 
Praia de Grussaí
Na foto acima observa-se, ao fundo, o Porto do Açu
Imagens do meu acervo particular
(Fotos tiradas em 16/07/2017) 
 
No dia 16 deste mês (domingo), eu fui com a minha família conhecer as praias de Grussaí e de Atafona. Na verdade, há muito tempo eu desejava conhecer especificamente Atafona, não meramente como um passeio turístico, mas – sobretudo – para observar “in loco” os efeitos “destrutivos” de sua dinâmica costeira, conhecidos tanto por publicações científicas quanto por matérias jornalísticas.
 
A reportagem mais recente data do início deste mês, quando mais uma vez, a água do mar invadiu a praia, mais precisamente, o Pontal de Atafona (junto à foz do rio Paraíba do Sul), inundando a área, levando o deque que existia no local, destruindo o muro de sacos de areia que foi montado para tentar amenizar os efeitos erosivos das águas do mar, comprometendo as estruturas e os acessos a vários estabelecimentos comerciais, ali existentes.  
 


 
 

 
  Pontal de Atafona - destruição parcial após a
invasão da água do mar no dia 02/07/2017
Imagens do meu acervo particular
(Fotos tiradas em 16/07/2017) 
 

Esse problema a nível de processos costeiros não é exclusivo do Distrito de Atafona, no Rio de Janeiro, pois ao longo do litoral brasileiro, tem-se outros casos similares, em decorrência de episódios de maré alta e ressacas do mar, como já aconteceu em Saquarema (RJ), em Florianópolis, (SC), entre outras cidades litorâneas brasileiras. O problema é que os agentes atuantes na dinâmica costeira no trecho Grussaí-Atafona são vários, integrados, o que lhe imprime uma complexidade maior.
 
Segundo especialistas nas áreas de Geologia, Geomorfologia e Meio ambiente, a dinâmica costeira na área é bastante complexa, pois envolve o sistema fluvial (Rio Paraíba do Sul) e o sistema marinho (oceano Atlântico), a partir da energia preponderante das águas do mar (regime das ondas e das marés) em face a vazão reduzida do rio.
 
 

  Baixo Curso do Rio Paraíba do Sul
Imagens do meu acervo particular
(Fotos tiradas em 16/07/2017) 
 
 
 
  Foz do Rio Paraíba do Sul
e o encontro da água do mar
Imagens do meu acervo particular
(Fotos tiradas em 16/07/2017) 

Associado à dinâmica costeira há, ainda, a intensidade e a ação frequente do vento Nordeste, que vem do mar em direção ao continente, no sentido NE-SO. Este é responsável pelo deslocamento das dunas para as áreas urbanas, cobrindo as vias pavimentadas e parte das edificações.
 
Só para se ter uma ideia, ABREU (2011) cita que durante o período de 1954 a 2008, o mar avançou três metros por ano, enquanto que no período de 2008 a 2009, o avanço foi de 7,5 metros.
 
E, quanto ao deslocamento das dunas, desde 1945, elas avançaram sobre mais de 20 quarteirões de ruas, destruindo mais 400 diferentes edificações, entre casas, prédios públicos, hotéis, igreja e posto de gasolina.
 
Perda total: material, econômica e, até, imaterial (ligada aos aspectos culturais locais).
 
No entanto, os efeitos mais destrutivos, envolvendo a interação das forças das águas (fluvial e marinha) e também dos ventos incidem na praia de Atafona, intensificados devido à localização da foz do Rio Paraíba do Sul.
 
A foz do Paraíba do Sul é do tipo deltaico, isto é, ele tem a forma de um delta em cúspide (pontiagudo, com bordas ligeiramente côncavas em direção ao mar), caracterizado como sendo destrutivo devido ao embate das águas do mar.
 
A sua vazão hídrica é reduzida em decorrência das ações antrópicas (do homem) ao longo do seu curso, tornando-o mais vulnerável em sua foz, no Distrito de Atafona, em relação à energia das águas do mar. E, entre essas intervenções do homem se destacam: o processo de assoreamento do seu leito, o desmatamento da mata ciliar (em suas margens) em muitos trechos deste e, sobretudo, da construção de barragens para geração de energia elétrica (represas de Ilha dos Pombos e Furnas) e para a transposição de suas águas.
 
Quanto a esse último aspecto, destaca-se a construção da barragem de Santa Cecília que desvia as águas do rio Paraíba do Sul para o rio Gandu, que abastece a região metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com ABREU (2011), os processos erosivos em Atafona começaram a aparecer após a construção da referida barragem, em 1953. 
 
Processos Erosivos versus Processos de Progradação
Como se pode avaliar, quem sofre as consequências direta dos processos costeiros são os próprios moradores das praias de Atafona e de Grussaí. No entanto, há diferenças quanto a dinâmica dos mesmos entre ambas as praias, as quais são bastante perceptíveis.
 
Como mencionei anteriormente, os efeitos mais destrutivos - processos erosivos ou de degradação - incidem na praia de Atafona, envolvendo a interação e o desequilíbrio das forças das águas fluvial e marinha devido à localização da foz do Rio Paraíba do Sul. Verifica-se a subtração de área da praia.
 
Para alguns moradores, a culpa de tanta destruição
é de quem construiu a capela de Nossa Senhora dos Navegantes
de costas para o mar.
A capela também foi engolida
e reconstruída na década de 1990.
Desta vez de frente para o mar,
mas nem a padroeira resolveu.
(ABREU, 2011)
 
Em Atafona, a frequência e intensidade do vento Nordeste também é grande, provocando o transporte de areia.
 
 Praia de Atafona
Imagens do meu acervo particular
(Fotos tiradas em 16/07/2017) 
 

 





  Restos de construção já destruída e engolida pelo mar
 

 
 
 
Intensidade e direção dos ventos

 
 
 
Na praia de Grussaí, por sua vez, o processo verificado é de progradação, quando se verifica uma taxa de sedimentação maior, apresentando a faixa de areia da praia bem mais larga.
 
 
 


Praia de Grussaí
Imagens do meu acervo particular
(Fotos tiradas em 16/07/2017) 
 
Em ambas as praias (Atafona e Grussaí) é bastante visível que a ocupação humana tanto em termos residenciais (muitas configuradas como “segunda residência”, casa de veraneio) quanto comerciais continuam sofrendo fortes impactos, negativos, em razão desses processos costeiros, gerando sérios problemas sociais e econômicos que tendem a se agravar de forma igual ou pior dos antigos quarteirões que foram engolidos pelo mar ou que jazem sob as dunas.
 
 
  

  Imagens do meu acervo particular
(Fotos tiradas em 16/07/2017) 
 
 Para amenizar os efeitos do vento Nordeste em relação à mobilização das dunas e conter o avanço das mesmas nas áreas urbanizadas, ao longo trecho das praias de Grussaí e de Atafona, foram plantadas espécies de vegetação (arbórea e arbustiva) da família Casuarinaceae, de origem australiana, as “casuarinas”, que são parecidas com os pinheiros. Sua maior abundância ocorre no trecho de Grussaí, o que a faz ser conhecida, popularmente, como a "praia das casuarinas".
 
Sua distribuição disposta paralelamente à via principal e na faixa de areia da praia expressa, em muitos pontos das praias, não só a frequência, como a direção e a intensidade dos ventos a partir da inclinação de suas copas.
 
 




Imagens do meu acervo particular
(Fotos tiradas em 16/07/2017) 
 
Atafona agoniza...
A relação da dinâmica na foz do rio Paraíba do Sul diretamente associada aos processos erosivos e o avanço das águas do mar em Atafona tende a se agravar nos próximos anos com o acréscimo de outros fatores – de derivações antrópicas - como o projeto do Governo de São Paulo para a transposição das águas do rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira, a fim de solucionar o problema hídrico do estado.
 
“Este ano será inaugurada uma obra que promete
acabar com o risco de falta d’água em São Paulo,
mas ninguém sabe o que acontecerá com Atafona.
A interligação do Paraíba do Sul com o Sistema Cantareira
poderá captar 5.130 litros por segundo de água.
Com vazão ainda menor,
é imprevisível o impacto no Paraíba do Sul
e na costa de Atafona.”
 
Não resta dúvida que a situação é muito preocupante, o que pode significar que as diferentes instâncias de Governo (Federal, Estadual e Municipal) não levam em consideração as pesquisas científicas realizadas pelas universidade brasileiras, embora saibamos que para aprovação de projetos desta natureza, em qualquer região do país, são exigidos um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e um Relatório de Impacto de Meio Ambiente (RIMA) ou um Relatório de Controle Ambiental (RCA) e um Plano de Controle Ambiental (PCA).
 
Pesquisadores tanto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) quanto da Universidade Federal Fluminense (UFF) vêm estudando e monitorando a dinâmica costeira em ambas as praias do município de São João da Barra (Grussaí e Atafona) desde 2004.
 
Embora, eu já tivesse noção do que iria encontrar em Atafona, estar ali, inserida naquele cenário em ruínas, com destroços de sonhos destruídos totalmente e/ou parcialmente,  resultantes tanto da força das águas do mar quanto dos avanços das dunas me surpreendeu muito. 
 
É triste presenciar todo esse cenário de destruição, a princípio, sem controle efetivo por parte da ciência e da tecnologia e ter consciência que a população local, os pescadores e comerciantes são os reféns e vítimas das relações estabelecidas, ao longo do tempo, entre o homem, o rio e o mar, as quais nunca perpassaram em termos de conservação e preocupação futura.
 
O desequilíbrio ambiental foi criado pelo homem e o embate de forças sempre vai sobrepor a energia vigorante do mar sobre o frágil rio, em seu deságue, onde ambos se enfrentam.
 
Praia de Atafona
Imagens do meu acervo particular
 
 
 
 Fontes de Pesquisa
 
. ABREU, Fellipe. O Fim do Mundo em Atafona. Clima indd. UERJ, 2011
Endereço:
 
. Ambiente Deltaico. Endereço:
. BASTOS, Alex Cardoso & SILVA, Cleverson Guizan. Caracterização morfodinâmica do litoral Norte Fluminense, RJ, Brasil. Revista Brasileira de Oceanografia, 48(1):41-60, 2000. Disponível em Pdf: www.scielo.br/pdf/rboce/v48n1/04.pdf
 . Delta. Biomania - Portal Biológico da Internet
. Jornal O Globo (impresso) – 02/07/2017, Pag. 22
 
. O GLOBO (on line)
Endereço:
 
RIBEIRO, Gilberto Pessanha. Avaliação da Dinâmica do Campo de Dunas em Atafona, São João da Barra (RJ), como Requisito para Interpretação do Processo de Erosão Costeira. Monografia - Museu Nacional/Departamento de Geologia e Paleontologia - UFRJ, 2007.
 
. RIBEIRO et all. Processos Costeiros: Erosão em Atafona e Progradação em Grussaí, São João da Barra (RJ) – Morfometria para Retratação Espacial desses Eventos e Identificação de sua Tendência Evolutiva. IV Simpósio Nacional de Geomorfologia/Regional Conference on Geomorphology. UFG - Goiânia, GO, 2006.

 

sábado, 22 de julho de 2017

Dica de Evento: 15ª Edição do Festival Vale do Café


Imagem capturada na Internet
Fonte: Ingresso Fácil 
 
Desde ontem (21/07), a região do Vale do Paraíba passou a oferecer aos seus visitantes o retorno ao passado, isto é, ao período de um dos mais importantes ciclos econômicos do Brasil, o ciclo do café (Século XIX). Melhor dizendo, ontem teve início e vai até o próximo dia 30 do mês corrente, a 15ª Edição do Festival Vale do Café.
 
A região do Vale do Paraíba compreende uma parte dos estados de São Paulo (leste) e do Rio de Janeiro (oeste), situada entre a Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira, cortada pelo rio Paraíba do Sul e, hoje, também, pela Rodovia Presidente Dutra (Via Dutra).
 
Só para se ter uma ideia da importância histórica e econômica da Região do Vale do Paraíba, durante o ciclo do café (1850 a 1930), a região chegou a ser responsável pela produção de 75% do café consumido mundialmente. O café projetou o Brasil na liderança mundial tanto como produtor quanto exportador. A história da região é marcada tanto pela expansão e apogeu da cultura cafeeira quanto pela decadência de sua produção.
 
No entanto, apesar desta abranger municípios desses dois estados (São Paulo e Rio de Janeiro), o Festival Vale do Café – aqui em destaque - se restringe ao circuito do chamado Vale do Paraíba Sul Fluminense, ou seja, apenas aos municípios do Rio de Janeiro, entre os quais constam as cidades de Rio das Flores, Barra do Piraí, Vassouras, Valença, Conservatória e Engenheiro Paulo de Frontin.
 
"Pura celebração! Para seus ouvidos... Para seus olhos... E até para o seu paladar!"

O Festival Vale do Café, na verdade, é um festival de música (Pura celebração! Para seus ouvidos…”). Criado em 2003 e realizado sempre no mês de julho, a ideia do Festival foi da primeira harpista da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Cristina Braga, com a direção de Turíbio Santos, um dos maiores violonistas clássicos da atualidade.
 
Os concertos de música acontecem nas fazendas históricas (ingressos pagos), em shows gratuitos em espaços públicos (praças), oficinas de música com crianças da região, etc.
 
Pura celebração! Para seus olhos” Trata-se de uma grande oportunidade de visitar algumas fazendas históricas, muitas delas, antigas propriedades dos Barões do Café (hoje, hotéis-fazendas), bem como todo o conjunto histórico urbanístico e paisagístico de cada cidade (igrejas, casarios antigos, prédios públicos, praças, monumentos etc.). Neste âmbito do chamado Turismo Rural ou Turismo Cultural, a preservação das fazendas históricas incluem também o mobiliário, louças e outras peças de época, assim como a existência de capela.
 
Em razão da produção do café também ter sido escravista (escravos africanos e seus descendentes), antes da chegada dos imigrantes, é possível constatar - na maioria das fazendas - esse lado desumano da história do nosso país visitando as ruínas das antigas senzalas.
 
Pura celebração! E até para o seu paladar!” A gastronomia é outra parte do festa a considerar, cujos serviços – em geral – são oferecidos nos restaurantes, nas fazendas históricas durante as visitas programadas, em praças públicas etc. 

Em 2010, eu e minha família fomos ao Festival Vale do Café, na cidade de Vassouras. Fundada em 1833 como Vila, Vassouras elevou-se à categoria de cidade, em 1857, graças a cultura do café, cultivo este que lhe deu o título de "maior produtora de café do mundo", a reconhecendo como a "Princesinha do café".
 
Entre as muitas fazendas voltadas para o turismo rural, nos visitamos a Fazenda Cachoeira do Mato Dentro. De acordo com dados obtidos durante a visita guiada e outros adquiridos na Internet, a referida fazenda foi construída em 1874, sendo o Barão do Ribeirão, José de Almeida Avelar, o seu primeiro proprietário
 

Na época, eu consegui registrar em foto, a cozinheira da fazenda, descendente de escravos (seus avós).
 
Realmente, vale como dica de Evento Cultural, pois é uma viagem no tempo!
 
 
 Fotos do meu acervo particular (2010)
 
Entrada da Sede da Fazenda
 

Lateral da Sede

Antigo terreiro para secagem do café

Parte frontal da antiga senzala, segundo o atual proprietário 


Parte interna da Casa Sede da Fazenda

Sala de Jantar

Banheiro



Fogão a lenha

 
  Fogão a lenha


Capela

Penico


        Da direita para esquerda, eu, uma ajudante e a cozinheira
 
A cozinheira

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Crônica: A Agonia do Momento do Rio de Janeiro e de sua Gente


Mirante Vista Chinesa (Floresta da Tijuca)
Foto do meu acervo particular
 
 
 A Agonia do Momento do Rio de Janeiro e de sua Gente

Marli Vieira de Oliveira da Silva


Do alto do mirante da Vista Chinesa, as emoções de felicidade e de tristeza se intercalam sob o olhar compassivo de uma geógrafa e professora de formação, e, sobretudo, amante da natureza.
 
A lembrança de minha adolescência sob o mesmo patamar de observação apreende as mudanças na organização espacial da cidade, ao longo do tempo, com a expansão das ocupações nos morros, os efeitos do processo de verticalização do seu espaço geográfico, o nítido aumento da segregação socioambiental, além de compreender que estas perpassaram também a nível de serviços e comércio, assim como de seus efeitos de degradação ambiental.
 
Quem não vivenciou dois ou mais momentos de contemplação de um mesmo cenário, as mudanças passam desapercebidas, à revelia de comparação. Sem falar daquele que é passageiro viajante, o qual desconhece, na maioria das vezes, a realidade de cada cidade, de cada país que visita.  
 
Não resta dúvida que a geografia física da cidade do Rio de Janeiro continua linda e admirável, capaz de emocionar e provocar expressões máximas de entusiasmo. Situada entre o mar e as montanhas e encravada entre vários sistemas integrados, o costeiro, o lagunar, o fluvial e o de encosta, a paisagem da cidade é de deslumbrar até os mais impassíveis.
 
Mas, e o esmorecimento momentâneo? Por que a tristeza mesclou com os momentos de total êxtase?
 
Eu nasci no município do Rio de Janeiro, sou carioca da clara (pois só o meu pai era carioca, minha mãe era paulista) e sei o quanto a população da cidade sofre, assim como as dos demais 91 municípios fluminenses.
 
Sofre com a falência do Estado e de toda a rede de conexão nas diversas esferas de sua abrangência, principalmente, nas áreas da Saúde, Educação e Segurança Pública. Triste é saber que o estado de abandono, assinalado pela crescente onda de violência urbana, tende a piorar a economia do município, que já vem amargando queda com a crise econômica, com o fechamento de vários estabelecimentos comerciais, com a fuga de empresas que preferiram optar por cidades menores, a taxa de desemprego em alta, entre outros fatores.
 
E a cidade do Rio de Janeiro é o próprio retrato do desamparo e do descaso dos governantes que nos remete a um situação de total desânimo e de angústia profunda, pois também somos vítimas e conhecemos os diferentes impactos que essa situação de caos político e socioeconômico vem afetando a população carioca. Situação devastadora, que não apenas a capital, mas todo o estado do Rio de Janeiro...
 
Eu sou e minha alma também é carioca! Quero acreditar que este seja apenas um curto momento de agonia. Que mudanças, por fim, virão em respeito ao seu povo, capaz de confirmar que esta é uma Cidade Maravilhosa por completa, com sua bela geografia e sua gente feliz.

Vista da cidade do Rio de Janeiro do Mirante Vista Chinesa
Foto do meu acervo particular
 

Justificando-me ...



 Imagem capturada na Internet

Fonte: Pixabay


Estive ausente neste espaço por diversos motivos, os quais – a princípio - não se aplicam a quem assumiu um compromisso de administrar um Blog com fins educativo. Mas, como é recorrente, todo final de bimestre é mais atribulado tendo em vista o término de correções de provas e trabalhos, os fechamentos das notas e frequência dos alunos, a participação nos Conselhos de Classes e o lançamento de notas nos sistemas das Secretarias de Educação na Internet (no meu caso, da rede municipal e estadual).
 
Estive afastada, também, de outros compromissos assumidos, como – por exemplo – do Curso de EAD (Educação a Distância) que estou participando, me atrasando nas leituras e postagens das Atividades.

Embora, eu estivesse assoberbada de trabalhos pendentes, minha cabeça nunca parou, articulando mentalmente várias coisas ao mesmo tempo, quer sejam as que deixaram de ser realizadas quer sejam as novas, projetadas para serem brevemente executadas. Isso, tanto a nível profissional (docência) quanto pessoal (atualização do Blog, consulta a médicos, compromissos familiares etc.).

E neste contexto, o planejamento é fundamental! Estamos praticamente no meio da primeira semana do Recesso Escolar e minha lista de tarefas a serem cumpridas, neste período, está extensa. Pode parecer engraçado, a primeira vista, mas acho interessante esse procedimento. Eu as relacionei em uma listagem, junto com a minha filha, a qual estou seguindo e assinalando as já cumpridas.
 
Junto com a filha? É claro! Afinal, não posso ignorar que estou em Recesso Escolar e família não pode ser colocada de lado, ignorada.
 
Tantas matérias deixaram de ser publicadas neste espaço, justamente, por conta da falta de tempo para escrever. Mas, aos poucos, vou atualizar o Blog.
 
Peço mil desculpas por esta falha, pois quem é blogueira sabe da importância de manter a frequência de publicações, responder os comentários postados e os e-mails enviados. Isso tudo requer dedicação e responsabilidade. Já perdi seguidores por conta disso, eu sei!
 
Reconheço que sou bastante falha como blogueira, em razão desses aspectos, mas jamais foi por questões de preguiça ou descaso...
 
Neste primeiro momento, gostaria de compartilhar uma crônica de minha autoria. Eu a escrevi, no início deste período de recesso escolar, após confrontar com muita tristeza a nossa realidade social (município do Rio de Janeiro) e a beleza da paisagem física da nossa cidade (sua bela geografia), a qual foi contemplada no mirante da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista (Floresta da Tijuca).

 
Imagem capturada na Internet
Fonte: Pixabay


sábado, 8 de julho de 2017

Datas Comemorativas: Mês de Julho



25/07
Dia Nacional da Mulher Negra - Dia Nacional de Tereza de Benguela
Imagem capturada na Internet
Fonte: UNEGRO

JULHO

 
1º. Dia Mundial da Arquitetura
       Dia da Vacina BCG
       Dia do Bancário

02. Dia Nacional do Hospital
        Dia do Bombeiro Brasileiro
        Dia do Clube de Regatas Vasco da Gama

03. Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial
        Dia do Ministério da Justiça (1822)
 
04. Dia Internacional do Cooperativismo
        Dia da Independência dos EUA (1776)
        Dia do Operador de Telemarketing
        Dia da Preguiça
 
05. Dia Nacional da Coluna Prestes
 
06. Dia da Criação do IBGE (1934)
 
07. Dia do Voluntário Social
 
08. Dia do Panificador
 
09. Dia da Revolução e do Soldado Constitucionalista
        Dia do Protético
        Dia da Juventude
 
10. Dia Internacional da Pizza
       Dia do Truco
       Dia Mundial da Lei
        Dia do Frescobol
 
11. Dia do Rondonista
      Dia do Mestre de Banda
      Dia Mundial da População
      Dia Nacional dos Trabalhadores de Serviços Telefônicos

12. Dia do Engenheiro Florestal

13. Dia do Engenheiro de Saneamento
       Dia do Cantor
       Dia Mundial do Rock
       Dia dos Cantores e Compositores Sertanejos
 
14. Dia do Propagandista de Laboratório
       Dia da Liberdade de Pensamento
       Dia Mundial da Liberdade de Expressão
 
15. Dia Internacional do Homem
       Dia Nacional dos Clubes
 
16. Dia do Comerciante
 
17.  Dia de Proteção às Florestas
 
18. Dia do Trovador
       Dia Mundial dos Veteranos de Guerra
 
19. Dia da Caridade
       Dia Nacional do Futebol
       Dia da Junta Comercial
 
20. Dia Mundial do Amigo
        Dia Internacional da Amizade 
        Dia Pan-Americano do Engenheiro
        Dia da 1ª Viagem à Lua (1969)
        Dia do Revendedor de Petróleo e Derivados
 
21. Dia da Conquista da Lua (1969)
        Dia dos Mortos da Marinha
        Dia do Fluminense e dos Tricolores
 
22. Dia Nacional do Podólogo
         Dia do Trabalho Doméstico
         Dia do Cantor Lírico
 
23. Dia do Guarda Rodoviário
 
24. Dia da Iluminação Elétrica no Brasil
 
25. Dia do Colono
       Dia de São Cristóvão
       Dia do Escritor
       Dia do Motorista
       Dia Nacional da Mulher Negra ou 
       Dia Nacional de Tereza de Benguela
       Dia do Taxista
       Dia do Carreteiro
       Dia dos Viajantes
 
26. Dia dos Avós
        Dia do Intérprete das Libras
        Dia do Arqueólogo
 
27. Dia do Motociclista
       Dia do Pediatra
       Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho
 
28. Dia do Agricultor
 
29. Dia do Hoteleiro
 
31. Dia da Campanha do Quilo
       Dia da Libertação dos Indígenas Brasileiros