domingo, 1 de maio de 2022

Maio: Datas Comemorativas

 

27/05: Dia Nacional da Mata Atlântica
Imagem capturada na Internet
Fonte: ICMBio



27/05: Dia Nacional da Mata Atlântica


MAIO

 

1º. Dia Mundial do Trabalho

       Dia da Literatura Brasileira

 

02. Dia Nacional do Ex-Combatente

 

03. Dia do Sertanejo

        Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

        Dia Mundial do Sol

        Dia do Taquígrafo 

 

04. Dia do Futebol

        Dia de Star Wars (criado pelos fãs, em 1977)

        Dia Mundial de Combate à Asma

 

05. Dia de Marechal Rondon

        Dia da Comunidade

        Dia Nacional do Líder Comunitário

        Dia Nacional do Expedicionário

        Dia do Pintor

        Dia Nacional sobre o Uso Racional de

        Medicamentos

        Dia Mundial de Higienização das Mãos

        Dia Nacional das Comunicações Sociais

        Dia Internacional da Parteira

 

06. Dia do Cartógrafo

       Dia da Matemática

       Dia da Coragem

 

07. Dia do Oftalmologista

        Dia do Silêncio

        Dia Nacional de Prevenção da Alergia

 

08. Dia das Mães (2º Domingo de Maio)

        Dia da Vitória (fim da II Guerra Mundial - 1945)

        Dia do Profissional Marketing

        Dia do Artista Plástico

        Dia Internacional da Cruz Vermelha

        Dia Nacional do Turismo

        Dia da Vitória (fim da II Guerra Mundial)

        Dia Mundial do Câncer de Ovário

 

09. Dia da Europa

        Dia da União Europeia

 

10. Dia da Cavalaria

       Dia do Campo

       Dia do Cozinheira

       Dia do Guia de Turismo

 

11. Dia da Integração do Telégrafo no Brasil

       Dia do Barbeiro

       Dia Nacional do Reggae

 

12. Dia Mundial do Enfermeiro

       Dia da Enfermagem

       Dia do Engenheiro Militar

 

13. Dia da Abolição da Escravatura

       Dia da Fraternidade Brasileira

       Dia do Automóvel

       Dia do Zootecnista

       Dia Nacional do Chefe de Cozinha

 

14. Dia Continental do Seguro

 

15. Dia de Professor Aposentado

       Dia do Assistente Social

       Dia do Combate à Infecção Hospitalar

       Dia do Gerente Bancário

       Dia Internacional da Família

 

16. Dia do Gari

 

17. Dia Internacional da Comunicação e Telecomunicações

       Dia Internacional da Internet

       Dia Internacional contra a Homofobia

       Dia Mundial da Hipertensão

 

18. Dia dos Vidraceiros

       Dia Internacional dos Museus

       Dia das Girafas

       Dia da Boa Vontade

       Dia das Raças Indígenas da América

       Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e

       à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

 

19. Dia dos Acadêmicos do Direito

       Dia da Ilegalidade do Tráfico de Escravos (1830)

       Dia do Físico

       Dia Nacional de Doação de Leite Humano

       Dia do Defensor Público

 

20. Dia do Pedagogo

        Dia do Comissário de Menores

        Dia Mundial das Abelhas

        Dia Nacional do Medicamento Genérico

 

21. Dia da Língua Nacional

       Dia do Afilhado

       Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo

       e o Desenvolvimento

 

22. Dia do Apicultor

        Dia Internacional da Biodiversidade

        Dia do Abraço

 

23. Dia da Juventude Constitucionalista

       Dia da Tartaruga

 

24. Dia da Infantaria

        Dia do Café

        Dia do Datilógrafo/Dia do Digitador

        Dia do Detento

        Dia do Telegrafista

        Dia do Vestibulando

        Dia Nacional do Milho

        Dia Nacional do Cigano

 

25. Dia da Indústria

       Dia do Massagista

       Dia do Trabalhador Rural

       Dia Nacional do Respeito ao Contribuinte

       Dia Nacional da Adoção

       Dia do Orgulho Nerd ou do Orgulho Geek

       Dia do Costureiro

 

26. Dia do Revendedor Lotérico

        Dia Nacional de Combate ao Glaucoma 

 

27. Dia do Profissional Liberal

       Dia Mundial dos Meios de Comunicação

       Dia do Serviço de Saúde

       Dia Nacional da Mata Atlântica

 

28. Dia do Hambúrguer

        Dia Nacional de Luta pela Redução da 

        Mortalidade Materna

        Dia do Ceramista

        Dia da Recordação

 

29. Dia do Geógrafo

       Dia da Gentileza

       Dia do Estatístico

       Dia Mundial da Energia

       Dia do Ibgeano (funcionário do IBGE) 

 

30. Dia da Decoração/Dia do Decorador

       Dia do Geólogo

       Dia das Bandeiras

 

31. Dia do Comissário de Bordo e da Aeromoça

       Dia do Aeroporto

       Dia Mundial das Comunicações Sociais

       Dia do Espírito Santo

       Dia Mundial Sem Tabaco

sábado, 30 de abril de 2022

30 de Abril: Dia Nacional da Mulher

Jerônima Mesquita
Imagem capturada da Internet
(Fonte: GeneAll.net)


Parabéns a todas as mulheres brasileiras, pois, hoje, comemoramos o DIA NACIONAL DA MULHER. 

Falar desta data comemorativa é discorrer a vida e a influência da mineira Jerônima Mesquita, que muito contribuiu às causas femininas e outras de caráter coletivo, no início do século XX.  

Filha do Barão do Bonfim (José Jerônimo de Mesquita) e da Baronesa do Bonfim (Maria José Villas Boas de Siqueira Mesquita), Jerônima Mesquita nasceu na cidade de Leopoldina, em Minas Gerais, no dia 30 de abril de 1880.  

Pelos seus feitos em prol da situação política e social da mulher brasileira em meio a uma sociedade predominantemente machista, oito anos após o seu falecimento, ocorrido em 1972, o então Presidente da República, João Figueiredo, sancionou a Lei n.º 6.791/80 que instituiu a data 30 de abril (dia do seu nascimento) como Dia Nacional da Mulher.  

Vivendo na Europa e se dividindo entre a França e a Suíça, ela presenciou a eclosão da I Guerra Mundial (1914) e, nesta época, ingressou como voluntária na Cruz Vermelha de Paris e, depois, na respectiva Instituição da Suíça.  

Ela contribuiu diretamente na implantação do Escotismo no Brasil, divulgando propaganda deste, bem como na Fundação de uma Associação de Escoteiros em São Paulo.  

Ao retornar ao Brasil, esta não se conformou com a situação preconceituosa que a mulher brasileira era submetida. Engajou-se em diversas atividades de assistência social e beneficente, tendo em vista a situação caótica da capital do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro.

Junto com sua mãe e a amiga Stella Guerra Durval, Jerônima participou da Associação das Damas da Cruz Verde, oferecendo assistência às vítimas das epidemias que afligiam à cidade do Rio de Janeiro, nesta época, tais como a febre amarela, a peste bubônica, a varíola, gripe espanhola, além da fome e outras doenças agravadas pela subnutrição do povo.  

Destacou-se, também, como uma das fundadoras da matriz do Hospital Pró-Matre, unidade hospitalar beneficente a gestantes carentes, pobres, localizada na zona portuária da cidade do Rio de Janeiro (hoje, desativado).  

Foi uma das fundadoras da Federação das Bandeirantes do Brasil, em 1920.  

Sua importância ultrapassou às questões assistencialistas, uma vez que ela também colaborou, ativamente, em movimentos sufragistas, isto é, pelo direito ao voto feminino.  

Amiga de Berta Lutz, ela participou da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF) desde a fundação da entidade (1922) e presenciou a legalização do direito ao voto feminino, que foi assegurado através do Código Eleitoral Provisório, de 24 de fevereiro de 1932.  

Apesar desta vitória na política, a conquista ainda não era completa, pois o referido Código só permitia o direito ao voto às mulheres casadas (com autorização do marido), às viúvas e às solteiras, maiores de 18 anos, com renda própria.  

Somente em 1946, o voto feminino passou a ser obrigatório e sem restrições.  

Em 1962, o Poder Legislativo promulgou a Lei n° 4.121, que alterou vários artigos do Código Civil Brasileiro e, entre estes, concedeu às mulheres, o direito de trabalhar fora do lar sem a autorização do marido ou paterna; em caso de separação do casal, o direito à guarda do filho; instituiu ainda o usufruto e o direito real de habitação à mulher etc. Esta Lei ficou conhecida como o “Estatuto da Mulher Casada”.

Em entrevista concedida, antes de falecer, Jerônima Mesquita confessou a sua felicidade diante da referida lei e de outras tantas mudanças em termos do papel e da importância da mulher na sociedade e no mercado de trabalho. 

 

Jerônima Mesquita faleceu no Rio de Janeiro, em 1972.

Fontes de Consulta: Diversos artigos meus, publicados Blog.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

22 de Abril: Dia do Planeta Terra

 

Tirinha capturada na Internet
Fonte: Armandinho Tumblr


Embora, o Dia Internacional da Mãe Terra tenha sido estabelecido pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2009, muitos países já o comemoravam desde a década de 70 (Século XX), ocasião em que a data de celebração do Dia da Terra - em 22 de abril - foi constituída pelo senador estadunidense, Gaylord Anton Nelson. 

Senador Gaylord Nelson
Imagem capturada na Internet
Fonte: Saving Earth Encyclopedia Britannica

 

Com a criação de uma data específica para tratar do planeta Terra, o referido político e ambientalista teve, por objetivo, fazer com que houvesse uma maior conscientização ambiental por parte da população acerca dos impactos negativos da ação humana sobre a natureza e, ao mesmo tempo, ressaltar a importância de preservação do meio ambiente.  

Nesta época, nos Estados Unidos, os universitários de todo o país estavam mobilizados e sob protestos contra a Guerra do Vietnã (1955 a 1975), o que veio a provocar uma maior adesão à causa. Além disso, a data se encaixava no ano letivo das Universidades, entre o feriado da primavera e o período de provas.  

Segundo as fontes de pesquisa, no primeiro ano em que a data foi celebrada (1970) houve a participação de 20 milhões de pessoas em protestos, palestras e debates. Tamanha pressão foi da sociedade civil, que resultou na fundação da Agência de Proteção Ambiental, por parte do governo, no final do mesmo ano.  

Sob este mesmo contexto de conscientização ambiental, em 1972, foi realizada a Conferência de Estocolmo ou Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, na qual reconheceu-se a relação intrínseca entre o ser humano, as demais espécies e o planeta, bem como a importância da preservação do meio ambiente.  

Desde então, várias Conferências e medidas de cunho ambiental vêm sendo realizadas e propostas no atendimento a estes objetivos comuns. Sabemos, no entanto, que ações negativas continuam impactando e comprometendo o meio ambiente.  

A solução, diante de tal dilema, nos remete ao conceito de desenvolvimento sustentável, o qual deve ser baseado em três dimensões ou níveis a fim de haja um equilíbrio entre as respectivas esferas: Social, Ambiental, e Econômica.

 

Imagem capturada na Internet
Fonte: Brasil Escola

A sociedade em si pode contribuir e tem um papel relevante no que diz respeito à elaboração de propostas concernentes ao bem-estar e de igualdade de todos em consonância com a conservação e/ou preservação do meio ambiente.

Com a conservação e/ou preservação do meio ambiente visando suprir as necessidades do homem e das gerações futuras, além do uso racional (responsável) dos recursos naturais, sem prejuízos à natureza.  

E, por fim, no que se refere ao modelo de desenvolvimento econômico, o qual deve estar em conformidade a estes princípios de tal forma que a exploração dos recursos naturais seja efetuada de maneira sustentável, sem colocar em riscos e/ou prejudicar o suprimento das necessidades da geração futura. 

 

Fontes de Pesquisa

. Material Didático particular

. PRATA, Pedro. O que é e como surgiu o Dia da Terra? Terra

 . Sustentabilidade – Brasil Escola

quarta-feira, 20 de abril de 2022

19 de Abril: Dia dos Povos Indígenas

  

Imagem capturada na Internet
Fonte: Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo

No Brasil, desde 1943, no dia 19 de abril é celebrado o Dia do Índio. Mas, na verdade, não é Dia do Índio! Calma, calma... já vou explicar!  

Por 78 anos (1943 a 2021), as escolas ensinaram que o Dia do Índio é comemorado nesta data. E, há quem ainda ensine assim...  

A ideia da escolha desta data comemorativa se deu por ocasião do I Congresso Indigenista Interamericano, realizado em 1940, na cidade de Patzcuaro, no México. E, embora fosse uma conferência voltada para os povos indígenas, nos seus primeiros dias nenhum representante dos mesmos compareceu ao evento.  

De acordo com os registros bibliográficos, a ausência destes se deu pelo temor que os rondava acerca do poder de manipulação dos governantes nacionais, presentes. No entanto, a partir do dia 19 de abril, os seus respectivos representantes decidiram participar do Congresso, levando não somente as suas vozes, mas também as suas reivindicações.  

Em razão disso, escolheu-se a data de 19 de abril para celebrar o Dia do Índio na América.  

Coube ao General Marechal Rondon, que possuía ascendência indígena por parte de seus bisavós, convencer o Presidente da República, Getúlio Vargas, a aprovar a data comemorativa, a qual só foi instituída em nosso país, em 1943, por um Decreto-Lei pelo presidente.  

Em 1910, Marechal Rondon criou o Serviço de Proteção ao Índio, o qual se tornou, posteriormente, na atual Fundação Nacional do Índio (FUNAI).  

Durante o referido Congresso, além do estabelecimento do Dia do Índio (19 de abril), foi criado o Instituto Indigenista Interamericano, que se tornou um órgão vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA), em 1953.  

O objetivo inicial da criação da data comemorativa era valorizar as diferentes tradições culturais dos diversos grupos indígenas existentes em nosso território, a fim de que a população brasileira se conscientizasse acerca da importância dos mesmos na formação do povo brasileiro, bem como em sua cultura sob a sua influência no vocabulário, na culinária e em outros hábitos brasileiros.  

Recentemente, as discussões acerca do uso inapropriado do termo “índio” como referência aos nativos do continente americano, resultou em um movimento de mudança a este, já que a confusão nos remete à chegada de Cristóvão Colombo à América.  

Como é de conhecimento geral, Cristóvão Colombo ao desembarcar no Novo Continente, acreditava ter chegado às Índias e, em razão disso, os povos nativos foram denominados “índios”.   

De acordo com o Professor e Doutor em Educação (USP) e Pós-Doutor em Linguística (Universidade de São Carlos), Daniel Munduruku, a palavra “índio” leva a estereótipos preconceituosos aos povos indígenas, tal como selvagens (Guia do Estudante). 

Além deste contexto, com o tempo, o referido termo passou a ter um caráter pejorativo, sendo associado tanto à preguiça quanto a atraso.  

Daniel Munduruku, que pertence ao povo indígena de mesmo nome, atualmente, situado em regiões dos estados do Pará, Amazonas e Mato Grosso, defende que:  

"A palavra 'indígena' diz muito mais a nosso respeito

do que a palavra 'índio'.

Indígena quer dizer originário,

aquele que está ali antes dos outros". 

E mais, a data deve ser recogitada acerca da comunidade indígena e não apenas ao indivíduo, de forma separada (o índio). Segundo ativistas e outros grupos indígenas,  

“o termo ‘índio’ generaliza e reduz 

a diversidade de povos existentes

– o que, na prática, contraria a ideia da data,

criada para celebrar essa pluralidade cultural”.


Ele considera, ainda, que a data deveria ser chamada de Dia da Diversidade Indígena.

Em razão de todas essas discussões que permeiam a questão da identidade, do papel e da valorização dos povos indígenas em nosso país, além de ocultar toda a diversidade dos mesmos, em dezembro de 2021, foi aprovado - pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) - um Projeto de Lei, de autoria da Deputada Federal, Joenia Wapichana, o qual estabelece o 19 de abril como o Dia dos Povos Indígenas (e, não mais como o Dia do Índio). 

Realmente, este é mais apropriado em todos os sentidos!  

Não podemos esquecer que a população indígena é parte integrante e bem significativa da população brasileira. Segundo os dados censitários de 2010, em nosso país há, aproximadamente, 897 mil indígenas, os quais pertencem a 305 etnias, os quais possuem 274 línguas diferentes (Guia do Estudante).

 

Fontes de Consulta

. MONTE, Karolina. Dia do índio ou do indígena? Entenda os termos e como não errar – Guia do Estudante

 

. Por que 19 de abril virou 'Dia do Índio' – BBC News/CorreioBraziliense

19 de Abril Não é Dia do Índio!

 


sexta-feira, 8 de abril de 2022

Bullying: Paródia na música Trem bala

Aproveitando o tópico anterior, acerca do Dia Nacional de Combate ao Bullying e Violência na Escola, achei interessante compartilhar a letra e o vídeo de uma paródia da música Trem Bala referente a temática. 

A autora da Paródia é a aluna Geane Ribeiro (2º B - Escola de Ensino Médio de Irauçuba) em parceria com a Prof.ª Ângela Gabriela Mota. Inclusive, é a professora que canta neste vídeo. 

Mas, existe outro vídeo em que a turma canta a paródia. O link de acesso a este segundo vídeo é:  

https://www.youtube.com/watch?v=V_Dz_AjfnhI

 

 PARÓDIA NA MÚSICA TREM BALA


Não é sobre ser todas as pessoas do mundo assim

É sobre saber que nem mesmo por isso se pode agredir

É sobre falar e poder escutar a diferença na voz

É sobre olhar e também não ligar pra o que pensam de nós

 

É saber que o mundo é infinito e que diferenças o tornam bonito

É saber respeitar

E então fazer valer a pena cada gesto daquela pequena palavra amar

 

Não é sobre chegar no pódio de um palco e saber que venceu

E nem magoar a outra pessoa porque ela perdeu

É sobre ser amigo e ter empatia nas situações

E assim ser humilde pra ter uma vida sem imposições

 

A gente não pode ser tudo

Qual seria a graça do mundo se fosse assim?

Por isso eu prefiro os sorrisos e as diferenças que 

a vida trouxe pra perto de mim

 

Não é sobre tudo que a sua boca é capaz de falar

E sim sobre cada palavra que é dita sem magoar

Também não é sobre falar sem pensar e não viver em paz

Porque quando menos se espera a vida já ficou pra trás

 

Então não agrida ao próximo com palavras ou gestos 

que possam o diminuir

Que a vida é trem bala parceiro e a gente é só passageiro prestes a partir



07 de Abril: Dia Nacional de Combate ao Bullying e Violência na Escola


Anjos da Paz, estátuas em homenagem às vítimas do
massacre de Realengo em 2011
Imagem capturada na Internet
Fonte: G1. Rio de Janeiro
Foto: Marcos Serra Lima/G1

Embora, a nível mundial, o Dia Mundial do Combate ao Bullying seja celebrado no dia 20 de outubro, no Brasil, a data relativa a este tipo de comportamento nocivo foi ontem, dia 07 de abril. 

Tratado, em nosso país, como o Dia Nacional de Combate ao Bullying e Violência na Escola, esta data foi instituída pela Lei Federal nº 13.277/2016, em referência à tragédia ocorrida, em 7 de abril de 2011, nas dependências da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, bairro da Zona Oeste do município do Rio de Janeiro, o qual ficou conhecido como o “Massacre de Realengo”. 

Neste episódio, o ex-aluno da mesma Unidade Escolar, Wellington Menezes de Oliveira (23 anos), portando duas armas, entrou na escola por volta das 8h30 e atirou contra diversos alunos do Ensino Fundamental II. 

Doze adolescentes, com idade entre 13 e 15 anos, morreram e vinte e dois ficaram feridos, o que causou grande comoção no Brasil e ampla repercussão nos noticiários estrangeiros. 

Tragédia nada igual já havia ocorrido em nosso país. O autor e assassino deste massacre, o ex-aluno Wellington Menezes, cometeu suicídio antes de ser detido pelos policiais, ainda no interior da escola. 

De acordo com as informações divulgadas acerca deste caso, o Wellington Menezes deixou uma carta, onde dizia que havia sido vítima de Bullying na época de estudante na própria Unidade Escolar, onde cometeu os crimes.

Infelizmente, isto é fato, a prática de Bullying deixa cicatrizes e até traumas no indivíduo, sobretudo, quando a mesma é cometida na fase da infância e/ou da adolescência.  

E, por ser um espaço social e pluricultural, a escola se torna o ambiente favorável de ocorrer, com mais frequência, a prática de Bullying. E os efeitos e reações das vítimas, podem variar em conformidade ao perfil delas, podendo passar desde a indiferença à depressão, à infrequência elevada e à evasão escolar, à introspecção social e, em casos extremos, às tentativas e aos suicídios.  

A “cabeça” de cada um reage de uma maneira. Daí a gravidade desta relação nociva entre o agressor e a vítima, assim como daquele que presencia e não toma nenhuma atitude positiva em romper e/ou atenuar estes atos repetitivos. Os chamados “espectadores”.  

Entre as vítimas há aquelas que sofrem e, depois, superam, mas há aquelas que continuam alimentando a mágoa, o ressentimento e a humilhação sofrida em público por um período de tempo maior ou jamais finito.  

Daí a importância de haver, tanto na escola quanto no lar, uma relação dialógica, capaz de possibilitar uma conversa aberta, que consinta o falar, o expressar de suas ideias e opiniões e, também, de escutar sob diversos contextos de relacionamentos interpessoais, sobretudo, acerca de comportamentos conflituosos no que tange à prática de Bullying, quer seja na condição de agressor, quer seja na de vítima ou de espectador.  

O melhor tratamento a esta questão perpassa pela Educação, pelas orientações nas escolas, que devem primar sempre pela democracia, pelos direitos e deveres iguais a todos, pela aceitação do outro, das diferenças e da diversidade cultural. Em outros casos, a intervenção de um profissional pode se fazer necessária, dependendo do grau de gravidade, como a de um psicólogo ou psiquiatra.  

Medidas como notificações em Delegacias ou ao Conselho Tutelar podem até diminuir a incidência da mesma na Unidade de Ensino, mas não solucionam o problema em si.   

O Bullying deve ser tratado como um problema social, complexo, cabendo a todos a responsabilidade quanto a ele, ou melhor, a sua ocorrência e a sua continuação.

Neste sentido, enfatiza SILVA (2010) o quanto é importante o papel da escola em termos de reduzir o problema face o desenvolvimento de programas preventivos junto à Comunidade Escolar, bem como por meio de ações combativas nas práticas já vigentes no âmbito da Unidade de Ensino. 

Não devemos ignorar os casos, quando presenciados ou relatados por terceiros e, muito menos, as queixas das próprias vítimas (alunos, filhos e de pessoas mais próximas). Qualquer comportamento diferente, como por exemplo, introspecção, tristeza, apatia, desânimo, choros constantes, dificuldades para dormir (insônia ou pesadelos constantes) podem ser decorrentes da condição de vítima do Bullying.

De acordo com SILVA (23-24, 2010) a prática de Bullying pode ser expressa das seguintes formas:

. VERBAL: insultar; ofender; xingar; fazer gozações; colocar apelidos pejorativos; fazer piadas ofensivas e zoar; 

. FÍSICO E MATERIAL: bater; chutar; espancar; empurrar; ferir; beliscar; roubar; furtar ou destruir os pertences da vítima; atirar objetos contra as vítimas; 

. PSICOLÓGICO E MORAL: irritar; humilhar e ridicularizar; excluir; isolar; ignorar; desprezar ou fazer pouco caso; discriminar; aterrorizar e ameaçar; chantagear e intimidar; tiranizar; dominar; perseguir; difamar; passar bilhetes e desenhos entre colegas de caráter ofensivo; fazer intrigas, fofocas ou mexericos; 

. SEXUAL: abusar; violentar; assediar e insinuar;  

. VIRTUAL: feita através da Internet (e-mails, mensagens em redes de relacionamentos sociais etc.).

Observação: Neste espaço (Blog) há várias publicações sobre esta temática.


Fontes de Consulta:

 . Artigos publicados no Blog Geografia em Foco 

. Material impresso (particular) 

. SILVIA, Ana Beatriz - Bullying - Mentes Perigosas nas Escolas - Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 2010; 

. Wikipedia