domingo, 26 de julho de 2020

Temor no Sul do Brasil: Os Riscos de Perdas nas Lavouras e Pastagens

Nuvem de Gafanhotos
Imagem capturada na Internet

Esta não é a primeira vez que as autoridades brasileiras enfrentam situação semelhante. Neste ano, desde maio, as atenções se voltaram para as reais ameaças, principalmente, em muitos países da América do Sul e, entre estes, o Brasil.

No entanto, a sua dimensão e gravidade aumentou na 5ª feira passada, dia 23/07, após uma mudança na direção dos ventos, o que colocou as lavouras da região Sul do nosso país, sobretudo, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina sob sérias ameaças e riscos de perda parcial ou total da produção agrícola.

Trata-se da nuvem de gafanhotos que se encontra em território argentino, devastando diversas lavouras (laranjas, limões, cana-de-açúcar, mandioca e etc.) e que vem se aproximando da fronteira do referido país com o Brasil.  

Se antes, as autoridades não estavam muito preocupadas, agora, o nível de apreensão se elevou ao ponto do governo, em diferentes instâncias, se organizar e preparar quanto a um possível combate à referida praga.  

Na verdade, atualmente, na América do Sultrês nuvens de gafanhotos e os estragos não são poucos, o que eleva a preocupação dos países envolvidos e também daqueles que correm risco da migração do enxame, como é o nosso caso. Há duas nuvens na Argentina, enquanto que no Paraguai há uma.

Inicialmente, os gafanhotos se agruparam e formaram uma nuvem, no Paraguai, no final do mês de maio. Posteriormente, a nuvem se deslocou e entrou em território argentino.

Imagem capturada na Internet
Fonte: G1 - AGRO


O grande enxame e sua agressividade mediante a grande população de gafanhotos causaram enormes prejuízos econômicos aos agricultores locais, tanto no Paraguai quanto na Argentina.

A preocupação das autoridades brasileiras é com uma das nuvens que se encontra na região Norte da Argentina e que está se deslocando em direção à região fronteiriça do nosso país.

Embora, as mídias afirmem que o governo argentino tenha eliminado 1/3 da nuvem de gafanhotos, na região, por meio da pulverização de agrotóxicos, as autoridades brasileiras mantêm o monitoramento do seu deslocamento.  

Segundo especialistas (G1- RS),
“A nuvem que ameaça chegar ao Brasil 
é 10 vezes maior, ou seja, 
tem potencial para devorar 
o que 20 mil vacas comeriam por dia.”

O combate terrestre na Argentina está sendo feito com aplicação (pulverização) de inseticidas, método que também deverá ser empregado, em nosso país. Além da pulverização dos agrotóxicos por via terrestre, o Brasil deverá fazer por via aérea (aviões).

Mas, é sabido que a aplicação dos agrotóxicos causa diversos danos ambientais, mas conforme os especialistas alegam, o emprego de agrotóxicos (pesticidas ou inseticidas) é a única forma eficaz e rápida de combater as pragas.  Emergencialmente, não haveria outro jeito.   

Sendo assim e mediante a esta possibilidade de migração do enxame de gafanhotos para o nosso país, o Ministério da Agricultura decretou situação de emergência fitossanitária, o que liberou a aplicação de agrotóxicos (pesticidas ou inseticidas), até então, proibidos no país.

“É um ato bastante extremo,
pois também mata as abelhas e todos
os demais inimigos naturais dos gafanhotos,
mas acaba sendo a única maneira de reduzir
a nuvem de maneira rápida”
(Karin Collier – Repórter Brasil)

Provenientes da região do Chaco (Paraguai), os gafanhotos – em questão - são da espécie Schistocerca cancellata, chamados, popularmente, de gafanhotos sudamericanos.

Gafanhoto Sudamericano (Schistocerca cancellata)
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Embora, as imagens e os vídeos divulgados nas mídias - provoquem certo pavor, os gafanhotos não causam danos ao homem, sendo apenas os responsáveis pela grande destruição e perdas na agricultura. Em grupos, como em enormes enxames (nuvens), lavouras inteiras podem ser arrasadas, perdidas, causando grandes prejuízos econômicos ao agricultor.


Os gafanhotos se alimentam de folhas de diferentes tipos de plantas, mas preferem as folhas bem verdes, principalmente, as de cultura de trigo, de milho, de soja, de pastagens, entre outras.

De acordo com as fontes de pesquisa, essas nuvens chegam a possuir aproximadamente 400 milhões de gafanhotos, o que equivale a uma área de cerca de 10 km2. Daí a necessidade de monitorá-los e combatê-los tão logo cheguem ao território.

Por isso é de suma importância que ao avistar o enxame de gafanhotos, a pessoa deve comunicar o fato, imediatamente, às autoridades competentes.

Mas, quem pensa que basta monitorar o enxame (a nuvem de gafanhotos) e combater com a aplicação de inseticida, não se engane, pois não é tão simples assim...

De acordo com a matéria de Henrique Fabrício Plácido (Lavoura 10), para o trabalho de controle dos enxames de gafanhotos, os especialistas e as autoridades junto com o agricultor precisam seguir certos procedimentos importantes em face das duas frentes de combate que irão trabalhar.
  
Uma delas é a de controle da nuvem e a outra de controle das novas gerações. Isso mesmo, controle das novas gerações de gafanhotos!

Além dos prejuízos causados pela necessidade de se alimentar no local de pouso, as gafanhotos fêmeas podem depositar de 80 a 100 ovos no solo. E essa questão dos ovos depositados no solo representa outro problema, subsequente.

Para a Frente de controle da nuvem é preciso que se realize o monitoramento do enxame, acompanhando o seu deslocamento e, também, que se faça a demarcação dos locais do pouso. Ambos devem ser acompanhados pelos Órgãos governamentais competentes.

A identificação e demarcação dos locais de pouso possibilitará a determinação da forma de aplicação de inseticidas, já que a pulverização nestes – dependendo das condições físicas locais (área florestal, residencial, lavouras etc.) – podem ser por via terrestre (com equipamento manual ou motorizado) ou por via aérea (aviões).

Quanto aos agrotóxicos mais indicados no combate ao gafanhoto sudamericano (Schistocerca cancellata), os mais empregados são a Cipermetrina, o Tiametoxam e o Fipronil. No entanto, os efeitos nocivos desses três agrotóxicos no meio ambiente e na cadeia alimentar é algo assustador, sendo letais – por exemplo - para os polinizadores, como as abelhas, sobretudo, este último, o Fipronil. Este também foi o responsável pelos ovos contaminados na Europa (Holanda, Alemanha, Reino Unido e França), em 2017.

Aplicação de Agrotóxicos... Eis uma grande polêmica!

Quanto à frente de Controle de novas gerações, recomenda-se que, após a demarcação do local de oviposição (deposição das vagens de ovos), o acompanhamento deve ser contínuo até o seu rompimento e a saída dos indivíduos, tendo a atenção de determinar o trajeto que irão percorrer e as dimensões da área tratada.

Isso nos remete a outra característica peculiar destes insetos, que é a alta taxa de reprodução, pois levando-se em conta que cada fêmea pode realizar até 6 posturas durante sua vida, o aumento da população destes e sua infestação em outras localidades estão certos em acontecer.

Mas o país demonstra estar preparado para enfrentar e controlar o enxame e, por isso, as autoridades competentes dos Órgãos ligados à Agricultura e à Pecuária (atividades rurais), sobretudo, da região Sul, se mantêm em estado de alerta quanto aos riscos da entrada dos gafanhotos em nosso território.

Mas, qual seria a razão da formação de grandes enxames, como estas nuvens de gafanhotos?

Segundo muitos especialistas, a formação desses novos enxames migratórios – sob a forma de grandes nuvens de gafanhotos – tem a ver com o desequilíbrio do meio ambiente, sendo considerado o desmatamento a sua causa principal. Além, de acabar com as fontes de alimento dos gafanhotos, com o desmatamento há também uma redução dos seus predadores naturais, como por exemplos, os pássaros e os roedores.

Não esquecendo ainda uso de agrotóxicos no espaço rural, cujos efeitos nocivos também afetam direta e/ou indiretamente os predadores naturais e outras espécies da fauna.

As condições climáticas também são levadas em consideração, pois o clima mais quente também facilita o seu deslocamento e a sua reprodução.

Quando mencionam as monoculturas, estas – na verdade – são as mais atacadas pelas pragas agrícolas, com perdas significativas, pois envolvem grandes propriedades rurais, com o cultivo de um só tipo de produto (alimento), constituindo assim, uma vasta área de alimento para esses insetos (gafanhotos). O que acarreta grande prejuízo ao agricultor.

É, por isso, que a técnica da policultura – cultivo de dois ou mais produtos agrícolas – é o mais recomendável.

Quanto às condições climáticas, os especialistas e agricultores estão com esperanças que a nuvem de gafanhotos demore, alguns dias, a chegar em nosso território, pois há previsão de queda das temperaturas no Sul do Brasil, o que consequentemente poderá barrar o deslocamento da mesma, mantendo os insetos em território argentino.

Para quem desconhece, na região Sul já houve ocorrência de outros eventos de infestação de gafanhotos, nas lavouras, sobretudo, na década de 40 (1947/48), do século passado. Mas, há registros mais antigos, datado do início do mesmo século, em 1906, tal como foi registrado pelo Jornal do Commercio de Joinville, em 23 de junho de 1906

Imagem capturada na Internet
Jornal do Commercio de Joinville (23 de junho de 1906)
Fonte: Jornal Retro

Não resta dúvida que estamos correndo, mais uma vez, o risco de um ataque de praga agrícola.  Além da nuvem de gafanhotos, as novas gerações desenvolvidas durante o seu pouso no solo devem ser combatidas de forma eficaz. Daí ser importante manter o monitoramento do seu deslocamento e entrada em nosso território, a fim de não perder lavouras inteiras, áreas de pastagens e ter grandes prejuízos econômicos.

Segundo especialistas da área, independentemente de haver ou a invasão da nuvem de gafanhotos, o Brasil já está preparado para o enfrentamento a partir de medidas de contenção da praga.

Fontes de Consulta:

. Gafanhotos: tentativa de pulverização terrestre teve pouca efetividade – Canal Rural

. Mudança do vento deixa nuvem de gafanhotos a 90 km da fronteira do Brasil – G1/RioGrande do Sul

. Nuvem de gafanhotos: governo alerta ao risco de surto da praga – Portal Redenotícias

. Nuvem de gafanhotos: praga ainda pouco conhecida exige monitoramento e preocupa autoridades no Brasil – G1/AGRO

. Nuvem de gafanhotos na Argentina avança 10 km e se aproxima de Barra do Quaraí - G1/Rio Grande do Sul

. Nuvem de Gafanhotos no Brasil: Devemos nos preocupar e o que podemos aprender? Lavoura 10

. Para combater nuvem de gafanhotos, governo libera mais usos para agrotóxicos – Repórter Brasil

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Preocupante: O Retorno das Aulas Presenciais no Município do Rio de Janeiro

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Fonte: Pixabay

Como professora, regente da rede pública do Rio de Janeiro, considero descabido e insensato – estando em plena Pandemia Global - a volta às aulas presenciais nas Unidades Escolares, tanto na rede pública quanto na rede privada de ensino.

A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, sob a gestão do Prefeito Marcelo Crivella, anunciou que as aulas presenciais das escolas particulares irão retornar a partir do dia 3 de agosto, sendo facultativo aos responsáveis dos alunos, aos professores e aos funcionários das escolas.

Como se essa “opção” de conceder o direito de decisão, individualmente, a estes últimos, professor e funcionário da rede privada, fosse algo que funcionasse, em total acordo entre as partes. 

Os riscos prévios de demissão já impõem - como única decisão – o regresso forçado. Mesmo sob garantias da Prefeitura.

De acordo com a Prefeitura do Rio, inicialmente, o retorno às aulas da rede privada ocorrerá com as turmas do 4º, 5º, 8º e 9º anos, podendo estender a outras séries ou não, após constatar os reais impactos nos transportes e os indicadores do contágio do Novo Coronavírus e da doença Covid-19 no município.

Quanto à rede pública de ensino, a orientação da Prefeitura do Rio é que as equipes gestoras, ou seja, Diretor Geral, Diretor Adjunto e Coordenador Pedagógico retornem na mesma data, dia 03 de agosto, a princípio, para uma avaliação do espaço físico da escola, bem como sua limpeza e preparação para uma possível volta às aulas na rede municipal.  

Não restam dúvidas que não é momento de pensarmos em retorno às aulas presenciais, mesmo sob a forma experimental.

Estamos em plena pandemia global e o número de casos confirmados do Novo Coronavírus, no Brasil, continua aumentando, assim como o dos óbitos pela Covid-19.

De acordo com os últimos dados do Ministério de Saúde (22/07), o número de casos confirmados com Covid-19, no país, é da ordem de 2.227.514, tendo 82.771 de óbitos por conta da doença. Enquanto, cerca de 3.800 mortes se encontram em fase de investigação.

Embora, as estatísticas mostrem que 1.532.138 pessoas se recuperaram da Covid-19, o balanço diário do Ministério de Saúde aponta que o número de mortes é ainda muito alto, o que significa que não podemos afrouxar o isolamento e o distanciamento social.

O próprio Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE/RJ) mantém sua posição contrária a esta decisão do governo municipal.

O retorno parcial das aulas presenciais, na rede privada de ensino, vai ser um grande erro. A alegação do prefeito Marcelo Crivella é que esse retorno nas escolas particulares servirá também de teste para a sua implantação na rede pública de ensino do município.
Além da situação caótica em que vivemos no âmbito da Pandemia do Novo Coronavírus, vale ressaltar que as realidades de ambas as redes (privada e pública) são totalmente distintas, seja quanto à logística do espaço físico, o número de alunos por turmas, do capital disponível a investir na segurança sanitária, a quantidade de recursos humanos, entre os professores e profissionais de apoio, entre outros aspectos.

Em termos comparativos, essa medida não servirá de base, pelo menos, na minha análise pessoal...

Independente desta falta de coerência ou da iniciativa de testagem quanto ao retorno das atividades presenciais nas escolas, a grande maioria das autoridades na área da Saúde e de Instituições de Pesquisas consideram prematura esta decisão.

Até mesmo a rede estadual de ensino é contrária a esta medida, por enquanto...

Quem nunca trabalhou em um ambiente escolar não tem a mínima noção dos riscos em que os alunos ficam expostos com a reabertura das escolas e com o retorno das práticas pedagógicas em meio à pandemia global.

As dificuldades operacionais são inúmeras, acrescidas por todas estas mencionadas acima e por outras, derivadas da conjuntura atual dos riscos de mortes devido à propagação do Novo Coronavírus no espaço escolar.

Em geral, na rede pública de ensino, as turmas possuem um elevado número de alunos. Fazer rodízio de aluno - vai comprometer do mesmo jeito – o planejamento anual e, ao meu ver, não é a solução.

Muitos professores compõem o quadro do Grupo de Risco, seja por causa da idade seja por ser portador de alguma doença crônica, como hipertensão, diabetes e asma, por exemplos.

De acordo com o artigo da RevistaVeja Saúde, outras doenças estão sendo consideradas, no âmbito das causas de morte pela Covid-19 ou por agravamento do quadro do paciente infectado, como a doença renal crônica, a imunodepressão (como o lúpus e câncer) e a obesidade.

E, sob este contexto, fica o meu outro questionamento...

Com tantos profissionais de Educação pertencente ao Grupo de Risco e, consequentemente, as licenças médicas em vigência, como as lacunas no quadro de horário dos professores e de outros profissionais vão ser preenchidas?

Sabemos que há um déficit muito grande de professores e de profissionais de apoio e do administrativo. Insisto na pergunta, como isso vai ser sanado?

No tempo vago, em face a ausência do professor que está licenciado por ser do Grupo de Risco, os alunos deverão permanecer em sala de aula? Ou deverão ficar no pátio, correndo e brincando com os colegas? Pois isso irá acontecer, com certeza!

Os alunos, sobretudo, os de anos iniciais, não conseguem se manter entretidos com alguma coisa por muito tempo, ainda mais se essa “coisa” não significa divertimento.

Além disso, muitos alunos e até profissionais da Educação podem assumir o papel de vetor do Novo Coronavírus, alastrando a doença para outras pessoas e para os seus familiares, entre os quais há muitos pertencentes do Grupo de Risco.

Não há o que questionar, este não é o momento de pensarmos em retorno às aulas!

Eu sei que a situação é muito complexa. Eu tenho uma filha universitária e, graças a Deus, ela é bem consciente e informada quanto a gravidade do momento em que estamos vivendo, com a Pandemia Global.

Mas, se ela fosse menor de idade, eu posso assegurar que não iria deixá-la retornar às aulas. Preservar a sua vida está e sempre esteve em minhas prioridades.

Os riscos para a Prefeitura do Rio são igualmente altos e preocupantes, pois o aumento do número de infectados pelo Novo Coronavírus e de óbitos devido a Covid-19, indubitavelmente, irá provocar novo impacto social e econômico. Muito embora, a crise - iniciada em março deste ano - permaneça até hoje...

Mas, se pensarmos que, aos poucos, houve a liberação e a reabertura do comércio e de alguns serviços pelas três instâncias de Governo (federal, estadual e municipal), o processo reverso pode acontecer, obrigando a uma nova interrupção e suspensão integral de todas as atividades econômicas.

Acredito que nem a Prefeitura e nem o Estado pensam em um retrocesso deste tipo no momento!
  
Recomendo a leitura do artigo, Documento da Fiocruz considera prematuro retorno às atividades escolares. Para acessá-lo, clique AQUI!

terça-feira, 21 de julho de 2020

Pandemia do Novo Coronavírus no Brasil: Números Atualizados

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Fonte: Pixabay


. Data: 21/07/2020 (2h38)

. Números Oficiais:

     - Casos Confirmados (infectados): 2.118.646 indivíduos

     - Mortes pela Covid-19: 80.120 pessoas

Fonte de Consulta: Mapa Interativo: Coronavirus COVID-19 Global Cases by the Center for Systems Science and Engineering (CSSE) at Johns Hopkins University (JHU)

Blog Geografia em Foco: Alguém Esqueceu do Aniversário...

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Fonte: Pixabay

O Blog Geografia em Foco fez aniversário de 12 anos de existência no dia 1° de junho (desde 2008) e a data passou despercebida por mim. Vacilo meu! Mas, também pudera, na conjuntura atual, com esta pandemia global, a minha cabeça não anda muito bem.

Sou do Grupo de Risco e a minha preocupação é constante, embora eu siga rigorosamente todas as medidas preventivas determinadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Ministério da Saúde e as Secretarias Estadual e Municipal. Mas, a minha preocupação não se restringe só a mim, mas, também, à minha filha, meu esposo, às minhas irmãs e suas respectivas famílias, a do meu esposo, parentes e amigos...

No ano passado, eu também postei atrasada acerca do aniversário do Blog, porque estava internada na ocasião (fui internada com pneumonia no Centro de Terapia Intensiva - CTI), além de estar com o pé fraturado por acidente de acidente de trabalho.

É bem verdade que de lá pra cá, a minha saúde não foi mais a mesma... No final de agosto de 2019, cai de uma rede e machuquei o cóccix. No início deste ano fui diagnosticada com câncer de pele no nariz. Fui operada em abril, em meio à pandemia, mas graças a Deus, tudo correu bem! Recentemente tive crise renal e outros problemas menores, mas chatos.

Agora, estou bem! O problema maior e que me deixa muito preocupada é esta situação caótica da pandemia global! E não é coisa pouca! Pois já perdi parente, amigos e conhecidos pela Covid-19. Além de tomar conhecimentos de adolescentes que cometeram suicídio. Muito triste!

Reconheço que, como blogueira, as minhas falhas são imperdoáveis, pois coloca em risco não só a conservação e até o acréscimo de seguidores, mas – sobretudo - a redução de acesso a este, pois não há atualização dos posts, o que se subentende falta de novos artigos. O pior é que até os tenho, rascunhados, mas sentar e redigir o texto final é que está sendo difícil no momento...

Eu sei disso e reconheço as minhas falhas e a necessidade de reverter este quadro! São 12 anos de blogueira...

Entre os altos e os baixos, hoje tenho 333 Seguidores e um histórico de 3.664.335 visualizações e 1.596 publicações.

O número baixo de publicações, desde o ano passado, justifica-se pelos problemas de saúde que vieram em de forma sequencial (fratura no pé, pneumonia, diagnóstico de câncer de pele, pandemia, medo, cirurgia do câncer de pele, mais medo ainda, crise renal... e a cabeça sempre mal).

Mas, a vida continua, graças a Deus! É momento de comemorar o aniversário do Blog, mesmo atrasada, e pôr em prática o que eu mais gosto de fazer, escrever! E assim, aproveitar para atualizar o Blog Geografia em Foco.

domingo, 14 de junho de 2020

Mudanças no Calendário Oficial em tempo de Pandemia do Novo Coronavírus

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Fonte: Pixabay


Em face à pandemia do Novo Coronavírus, mudanças estão acontecendo no mundo inteiro, alterando toda possível “normalidade” de cada país.

A pandemia do Novo Coronavírus (SARS-CoV-2) trouxe, para o mundo todo, não só a temeridade mediante a um vírus totalmente desconhecido, altamente contagioso, cujos sintomas mais graves da doença (Covid-19) pode levar à morte, bem como vários impactos sociais, culturais, econômicos e políticos.

Alguns intensificados mediante a vulnerabilidade já pré-existente, sob a qual ficaram mais expostos, como a questão da desigualdade social e a precariedade de serviços básicos para as comunidades.

Além disso, ela impôs mudanças drásticas, alterando todo o ritmo do “conviver normal” de cada país. Exigindo, cada vez mais, como medida preventiva, o isolamento e o distanciamento social, a suspensão das aulas presenciais (rede pública e privada de ensino em todos os níveis de escolaridade), paralisação de uma série de atividades econômicas e de prestação de serviços e, consequentemente, aumentando o desemprego, a falência, sobretudo, de pequenas e médias empresas, elevando a linha de pobreza no país, entre outros impactos negativos.

Muitos projetos em curso ou em vias de desenvolvimento, para este ano, foram suspensos temporiamente ou cancelados.

E, por mais que tenhamos pensamentos positivos e boas perspectivas futuras no desenvolvimento e aplicação de uma vacina eficaz e segura no combate a Covid-19, os diversos efeitos da atual pandemia global sobre a sociedade, ao sistema-médico hospitalar, à economia e à política dificilmente serão superados completamente ao ponto de trazer um padrão de “normalidade” ao nosso dia-a-dia, a nossa realidade.

No âmbito dessas medidas de alterações, suspensões e cancelamentos propostas pelo Governo Federal, por conta do avanço do Novo Coronavírus, tivemos:

. IMPOSTO DE RENDA: Por conta da pandemia do Novo Coronavírus e as possíveis dificuldades em reunir os documentos e notas imprescindíveis para o seu preenchimento, a declaração do Imposto de Renda (IR), deste ano, que era para ter sido entregue no dia 30 de abril, foi adiada pelo Ministério da Economia, no dia 1° de abril, por mais 60 dias.

Sendo assim, o novo prazo de entrega da declaração do IR está bem próximo, neste mês, ou seja, até o dia 30 de junho.  

. ENEM 2020: o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), deste ano, pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) também foi decidido por causa da pandemia do Novo Coronavírus.

O INEP, além de ser responsável pela organização do ENEM é, também, o organizador do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica).

As novas datas ainda serão confirmadas, após a realização de uma Enquete com três opções de períodos para a realização do ENEM. Os próprios estudantes, participantes do referido Exame, contribuirão - voluntariamente - para a escolha das novas datas da aplicação das provas.

A Enquete estará disponível na Página do Participante (enem.inep.gov.br), no período de 20 a 30 de junho. O estudante deverá entrar com o seu CPF e senha, utilizados no cadastro do portal único do Governo Federal e escolher uma das datas selecionadas para a aplicação das provas, os quais aparecem na tabela abaixo:

Opções da  Enquete
Aplicação
Enem Impresso
Enem Digital
1ª Opção
6 e 13 de dezembro de 2020
10 e 17 de janeiro de 2021
2ª Opção
10 e 17 de janeiro de 2021
24 e 31 de janeiro de 2021
3ª Opção
2 e 9 de maio de 2021
16 e 23 de maio de 2021
 Fonte: Portal INEP

. ELEIÇÕES MUNICIPAIS: Embora, a data da realização das Eleições Municipais (Prefeito e Vereadores) esteja regulamentada, no artigo 29 da Constituição Federal (1988), para o primeiro domingo do mês de outubro, esta data ainda é incerta, justamente, por conta dos riscos à saúde dos eleitores mediante a continuidade da pandemia. Essa possibilidade de adiamento existe e tem o apoio do Congresso.

No entanto, o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, que tomou posse no final de maio deste ano, discorda em adiar as eleições municipais para 2021 e, com isso, prorrogar os mandatos dos atuais representantes (Prefeito e Vereadores). De acordo com o próprio:

 “As eleições municipais somente devem ser adiadas
se não for possível realizá-las sem risco para a saúde pública.
Em caso de adiamento, ela deverá ser pelo prazo mínimo e inevitável.”
(Veja, 2020)



. CENSO DEMOGRÁFICO 2020: Seguindo as orientações do Ministério da Saúde em face à pandemia no país, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também adiou a realização do Censo Demográfico de 2020 para o próximo ano (2021), suspendendo também a coleta domiciliar presencial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (IPCA, IPCA-15, IPCA-E e INPC) e do Sistema Nacional de Pesquisas de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI).

Sob esse contexto, o processo seletivo voltado para contratação de recenseadores e supervisores foi suspenso e, segundo o próprio Órgão, os candidatos que já haviam feito a inscrição serão reembolsados (valor pago no ato da inscrição).

Levando em consideração a gravidade em face à pandemia e a demanda de recursos humanos necessários para a coleta do Censo, assim como a natureza do seu levantamento, presencial e domiciliar, o seu adiamento foi a decisão mais acertada. Sua primeira etapa estava prevista para o mês de abril, de forma centralizada e, posteriormente, replicada aos polos regionais e locais até o mês de julho do ano em curso.

Segundo o IBGE, para sua realização, mais de 180 mil recenseadores (aprovados por concurso) teriam uma série de treinamentos acerca do trabalho de coleta de dados em cerca de 71 milhões de domicílios em todo o território nacional.

Diante disso e, se tudo correr tal como o esperado, a data de referência para o próximo Censo Demográfico será em 31 de julho de 2021, com a coleta de dados sendo realizadas no período de 1º de agosto a 31 de outubro do mesmo ano.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

ONG Rio pela Paz: Protesto Silencioso, mas de grande impacto Visual e Emocional...


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Fonte: G1 

Cem covas rasas foram abertas nas areias da praia de Copacabana e puderam ser vistas na manhã de hoje (11/06), representando o grande número de pessoas mortas por causa da pandemia no Brasil, ou seja, as vítimas pela Covid-19.

A iniciativa foi da Organização Não Governamental (ONG) Rio de Paz. Conhecida por suas formas inusitadas de protestar contra a violência do estado do Rio de Janeiro, esta foi a maneira encontrada pela referida ONG para simbolizar e protestar, respectivamente, o número elevado de mortos no país pela contaminação do Novo Coronavírus (alusão aos cemitérios lotados) e contra a política do Governo Federal ao tratamento à pandemia global no país.

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Fonte: G1 - Foto: Daniel Silveira


Segundo informações publicadas nas mídias, o seu ato de protesto nas areias de Copacabana contou com a participação de cerca de 40 voluntários, que começaram os trabalhos ainda de madrugada, às 4 horas, em frente ao Hotel Copacabana Palace.

E, além da abertura das covas rasas (com sacos plásticos pretos), juntas a estas, cruzes foram fincadas na areia, sendo que em algumas delas foram colocadas bandeiras do Brasil. Foram estendidas também 3 faixas, tendo a principal com a seguinte citação “Brasil, país das covas”.

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Fonte: G1 – Foto: Daniel Silveira


 Em outra faixa há uma mensagem em inglês, “Brazil is going against what the entire world is doing”, a qual afirma, em português, “O Brasil está indo contra o que o mundo inteiro está fazendo”.


Imagem capturada na Internet
Fonte: G1 – Foto: Daniel Silveira

O Presidente da ONG Rio de Paz, Antonio Carlos Costa, criticou e cobrou mudanças de atitudes do Governo Federal em face à pandemia global, inclusive, com a criação de um Gabinete de Crise com uma linha política comum entre as instâncias governamentais, entre outras cobranças a respeito da situação do país, neste momento tão difícil. E disse:

"O que nós esperamos com a manifestação
é uma mudança dessa situação de crise.
O que mais poderia ajudar agora é conhecer o cronograma,
saber o que vai acontecer daqui a um, dois meses,
para onde o país está indo.
Mas não há metas, não há planejamento.
Não houve um só momento que o presidente da república
tenha expressado compaixão, solidariedade pelos que sofrem"

E, tal como a nossa realidade caótica e divergente, marcada por posições contraditórias até mesmo na esfera do governo, a referida manifestação da ONG Rio de Paz - mesmo silenciosa e pacífica - sofreu ataque de um pequeno grupo de pessoas. Contrários aos propósitos do protesto, este grupo além de hostilizar os organizadores da ONG, com diversas ofensas proferidas contra eles, chegou ao absurdo de um deles invadir o espaço e arrancar algumas cruzes fincadas na areia. Os demais, que permaneceram no calçadão de Copacabana, bateram palmas em apoio à atitude deste indivíduo.

Segundo o que foi divulgado nas mídias, os membros deste grupo eram apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Na sequência, um senhor recolocou as respectivas cruzes retiradas nos seus devidos lugares e, em defesa do protesto pacífico da ONG, alegou o seguinte, tal como se encontra registrado em um vídeo publicado nas redes sociais da Rio de Paz:

"É uma manifestação pacífica. O mesmo direito que vocês têm de tirar eu também tenho de colocar. Meu filho morreu com 25 anos. Ele era saudável. Vocês têm que respeitar a dor das pessoas".

O pior de tudo é perceber que no âmbito deste clima de divergências (políticas, comportamentais, de atitudes etc.), importância menor se atribui à gravidade da pandemia global. E, como consequência desta discrepância de opiniões e de atos, mais e mais covas rasas deverão ser escavadas nas areias da praia de Copacabana... E, por que não dizer em todas as praias do litoral brasileiro?

Afinal, segundo alguns especialistas na área da Saúde, se nada for feito para mudar a linha pela qual o país está seguindo, o Brasil poderá se tornar o Epicentro da Pandemia, no próximo mês (julho), superando e ocupando o lugar atual dos EUA em número de mortes pela doença Covid-19.

Embora, neste ranking, o Brasil esteja em 3° lugar, com o registro de 40.919 mortes pela Covid-19 (dados de hoje, pela manhã), estando atrás do Reino Unido (41.364 óbitos) e dos EUA (113.803 mortes), segundo estes especialistas, a projeção é que o país pode “quase quadruplicar nos próximos 50 dias”.

Essa projeção tem por base um dos principais modelos matemáticos utilizados pela Casa Branca (EUA), que é a do Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde (IHME) da Universidade de Washington.

Mas, tal projeção pode não se concretizar, apontam os mesmos, no caso de haver mudanças no processo (maior adesão ao distanciamento e isolamento social e, consequentemente, no número de casos confirmados).

No entanto, tais estudos servem para as autoridades governamentais reconsiderarem os riscos e as consequências a fim de traçarem novas medidas preventivas.

Assim espero que o Governo repense e mude a sua linha de política divergente... Pois, como os próprios organizadores da ONG Rio pela Paz afirmaram, O Brasil está indo contra o que o mundo inteiro está fazendo”.


Fontes de Consulta

. Brasil pode se tornar líder mundial em mortes de covid-19 em 29/7, diz projeção usada pela Casa Branca – BBCNews

. ONG abre 'covas' na areia da praia de Copacabana em protesto contra ações do governo diante da pandemia – G1

. Rio de Paz faz ato e chama a atenção para mortes por covid-19 – Agência Brasil